Britney Spears chora e consegue direito de escolher seu próprio advogado
A cantora Britney Spears chorou e ganhou nesta quarta-feira (14/7) o direito de escolher seu próprio advogado para ajudá-la a encerrar a tutela de 13 anos de seu pai, que controla sua vida pessoal e profissional. Durante a audiência judicial, realizada por teleconferência, Britney foi às lágrimas ao implorar para que Jamie Spears fosse removido imediatamente do acordo legal. “Você está permitindo que meu pai arruíne minha vida”, disse Britney Spears à juiza Brenda Penny, por telefone. “Eu tenho que me livrar do meu pai e acusá-lo de abuso de tutela.” O novo encontro de Britney com a Justiça de Los Angeles aconteceu três semanas depois dela expressar publicamente o desejo de que sua tutela “abusiva” acabasse, descrevendo a relação com o pai como escravidão. Embora tenha sido ignorado na ocasião pela juíza encarregada do caso, o forte depoimento de 20 minutos acabou tendo consequências práticas, ao sensibilizar profissionais ligados ao caso. Uma das repercussões foi o pedido de demissão de Sam Ingham, advogado que representou a cantora durante todo o período tutelar. Ingham não foi escolhido por Britney, mas indicado pela Justiça para ser seu representante legal após uma audiência de dez minutos que impôs a tutela de Jamie Spears à cantora em 2008. No depoimento do mês passado, Britney afirmou que construiu uma relação amistosa com o advogado, mas denunciou que foi desencorajada por ele de seguir adiante com o pedido de encerramento da tutela, e que por anos ela nem sabia que poderia ter esse direito. Chateado com a declaração, Ingham afirmou que se esse era o desejo da sua cliente, ele renunciava ao cargo. A saída do advogado foi acompanhada por um pedido de demissão de Larry Rudolph, empresário da artista por várias décadas, e uma petição da Bessemer Trust, empresa de gerenciamento de finanças que é cotutora do patrimônio de Britney Spears, para abandonar o arranjo. As petições do advogado e da empresa cotutora forçaram a juíza a retomar o caso, que ela já tinha descartado no mês passado, mantendo o pai como tutor de Britney. Embora Brenda Penny não tenha se comovido com o depoimento da cantora, as pessoas envolvidas na manutenção do status quo se abalaram e se manifestaram ruidosamente, fazendo ruir o acordo tutelar de tal forma que Britney precisou voltar ao tribunal. Graças a estas reviravoltas, a cantora conseguiu aprovação para ser representada por Mathew Rosengart, um dos advogados mais poderosos de Hollywood, que agora buscará tirar Jamie Spears do controle do patrimônio de US$ 60 milhões da artista e devolver-lhe a liberdade de decidir o que quiser para sua vida. Em sua primeira manifestação como advogado de Britney nesta quinta, Rosengart já avisou: “Estaremos entrando com um processo o mais rápido possível para remover o Sr. Spears da tutela. Se ele ama sua filha, é hora de se afastar e seguir em frente para que ela possa ter sua vida de volta.”
Secretário da Cultura processa jornalistas, mas foge de intimação judicial
O Secretário Especial da Cultura Mario Frias resolveu ameaçar jornalistas e influenciadores com processos. Nesta semana, ele fez três postagens neste sentido nas redes sociais, após comentários sobre a política de desmonte cultural do governo, com paralisação de incentivos e veto da Funarte à projeto de jazz que se declarou antifascista – como, por sinal, qualquer atividade democrática deveria ser. “O Mario Frias está processando criminalmente quem o chama de otário? Mario Frias, eu não te acho otário não. Eu te acho um admirador lambe-botas de genocida e conivente com o genocídio praticado pelo seu mestre. Você, aos meus olhos, é uma vergonha para a cultura brasileira”, postou Felipe Neto, ao saber da inciativa do bolsonarista contra os jornalistas Bob Fernandes e Fabiana Moraes. Ele também recebeu aviso de que seria processado. Mas o mesmo Mario Frias que ameaça críticos com processos está fugindo de um. Em certidão apresentada na semana passada, o oficial de Justiça responsável por notificar o secretário num processo movido contra ele por calúnia e difamação pelo humorista Marcelo Adnet, informou que Frias “parou de receber suas mensagens” no WhatsApp. “Certifico que fiz contato pelo WhatsApp, enviando cópia da intimação, o qual tinha a imagem do querelado na foto do perfil, porém, após os envios das mensagens a foto foi retirada do perfil e as mensagens enviadas deixaram de ser recebidas”, diz a certidão entregue em 8 de julho e revelada na coluna de Ancelmo Gois, em O Globo. Por causa disso, a audiência judicial, marcada para esta quinta (15/7), precisou ser remarcada para setembro. Adnet fez queixa crime por calúnia, difamação e injúria após Frias chamá-lo de “garoto frouxo e sem futuro”, uma “criatura imunda”, “crápula” e “Judas”, entre outros xingamentos. No processo civil, os advogados pedem, além da indenização de R$ 80 mil por danos morais, a retirada da publicação ofensiva do perfil de Mario Frias no Instagram, sob multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da determinação judicial.
Irmã de Pedro Dom reclama da série da Amazon: “Cancelem essa porcaria”
Com boa audiência, críticas positivas e já renovada pela Amazon, a série “Dom” não agradou à família de Pedro Machado Lomba Neto (1981-2005), o criminoso conhecido como Pedro Dom, que inspira a atração. Na segunda-feira (12), Erika Grandinetti, irmã de Pedro, criticou a produção de forma dura. “Cancelem essa porcaria”, ela escreveu no Facebook. Segundo ela, a série estrelada por Gabriel Leone não seria autorizada por Nídia Sarmento de Oliveira, mãe do jovem de classe média que virou um dos criminosos mais famosos do Rio de Janeiro. “Me chamo Erika, sou irmã mais velha de Pedro Dom. Infelizmente, meu papel neste exato momento é muito duro, ter de expor publicamente nosso desespero, vida familiar, dores, e impotências. Minha mãe, separada de meu pai, desde sempre disse ‘não’ a esse projeto. Mas sua voz não foi ouvida. Sua história de vida com seu filho, a morte de seu filho se tornou um produto, pronto pra consumo”, ela reclamou pela rede social. Erika afirma que toda a produção é mentirosa e atribui à mãe os atos heroicos que a série registra como méritos de seu pai. Sua maior queixa é justamente a forma como seu pai, Victor Dantas, é interpretado pelo ator Flavio Tolezani como um herói que busca salvar o filho. “Meu pai cuspia no chão de dentro de casa, era violento, quando brigava com a minha mãe ‘enquadrava’ ela como se estivesse falando com um estuprador! Este é o Victor Dantas. Toda intimidação e violência que meu irmão praticou foi aprendida com o pai. Esse pai herói nunca existiu. Meu irmão sempre sentiu dor, mas o pai ensinou que homens não choram”, ela desabafou. Em seu longo texto, ela garante que a realidade de sua família é completamente distinta da imagem materializada na série pelo diretor Breno Silveira: “Na série é uma família margarina. A minha família era uma família disfuncional”. De acordo com a irmã de Pedro, seu pai quis comercializar a vida do próprio filho para ganhar dinheiro, mas ouviu diversas negativas antes de negociar com a produtora responsável pela série. Ela já tinha contado, em outra ocasião, sobre um bate-boca telefônico com os produtores e um processo da família contra a Conspiração Filmes. “A mãe de Dom? Essa sobrevive com uma pensão de aposentada, e conta com ajuda da família pra chegar ao fim do mês. E essa grana toda não passa nem perto do filho dele… Não sabemos, eu e minha mãe, nada sobre o acordo financeiro”, diz, referindo-se também ao sobrinho, atualmente com 16 anos. Após esse desabafo, o diretor Breno Silveira declarou, em comunicado dirigido à equipe, que Érika fez “declarações imprecisas e complicadas” sobre “Dom”, atribuindo sua reação a um racha na própria família. Segundo ele, isto também é abordado no enredo da série, com a diferença de que o Dom da ficção tem apenas uma irmã. Silveira relata que uma das irmãs (Érika) e a mãe sempre foram contra a realização da série, enquanto o pai, Victor Dantas, e outra filha queriam realizar a produção. O cineasta desmente Érika sobre a questão mais polêmica, a financeira, contando que o contrato da produção prevê que os lucros serão destinados ao filho que Dom deixou ainda bebê. O dinheiro jamais iria para Victor, que morreu em 2018 em consequência de um câncer. Ele admite, no entanto, que a trama é narrada a partir do ponto de vista de quem o procurou para relatar tudo, ressaltando que boa parte do roteiro é baseada em um livro que nunca foi contestado pela família de Pedro. “Dom” adapta o livro homônimo de Tony Bellotto, autor de ficções policiais e também guitarrista dos Titãs, que também foi escrito a partir do ponto de vista de Victor Dantas. De acordo com um levantamento da Amazon, a série “Dom” foi a produção internacional original mais vista no mundo entre assinantes do Prime Video, abrangendo em sua audiência mais de 60% de público fora do Brasil. “O público em todo o Brasil e ao redor do mundo nos mostrou que ama ‘Dom'”, disse Malu Miranda, chefe de Conteúdo Original Brasileiro da o Amazon Studios, ao anunciar a renovação da série para a 2ª temporada. Veja abaixo o link para desabafo integral de Érika Grandinetti.
Astro de “Drake e Josh” é condenado por comportamento impróprio com menor
O ator Drake Bell, conhecido por ter estrelado a série infantil “Drake e Josh” (2004–2007), foi condenado nesta segunda (12/7) a dois anos em liberdade condicional e 200 horas de serviços comunitários por comportamento impróprio em contato com uma menor de idade. Hoje com 34 anos, Bell chegou a ser preso em maio passado pela polícia da cidade de Cleveland, após denúncia relacionada a um chat na internet com um menor. Ele foi acusado de “tentativa de colocar menor em perigo e disseminar material prejudicial a jovens”. Drake se declarou inocente na ocasião, mas no mês passado, diante do juiz, assumiu-se culpado de ambas as acusações esperando uma sentença menor. Relatos dizem que o bate-papo de natureza sexual aconteceu em 2017 e envolveu Drake, que na época tinha 31 anos, e uma garota de 15. Durante a audiência, o juiz informou ao ator que sentença de seu caso poderia acarretar numa pena de 6 a 18 meses de prisão. Ele conseguiu uma condenação bem mais leve, apesar de já ter ficha criminal. Em 2009, o artista foi preso em San Diego, na Califórnia, acusado de dirigir embriagado e, em 2016, foi condenado a quatro dias de prisão por dirigir em alta velocidade e sob efeito de álcool, além de ser obrigado a passar quatro anos sob supervisão judicial. A liberdade condicional impõe que ele não possa ter nenhum problema com a lei pelo período previsto de dois anos, caso contrário será preso imediatamente para cumprir a sentença atrás das grades.
Série sobre bastidores de “O Poderoso Chefão” começa a ser gravada
A plataforma Paramount+ divulgou o primeiro teaser de “The Offer”, minissérie sobre os bastidores de “O Poderoso Chefão”. Ao som da trilha clássica do filme de 1972, o vídeo tem a função de anunciar que a gravação da produção já começou. A minissérie de 10 episódios foi concebida por Michael Tolkin, de “O Jogador” (1992) e da recente minissérie premiada “Escape from Dannemora”, e é baseada nas experiências nunca antes reveladas de Al Ruddy, o produtor do filme de 1972 – e também criador da cultuada série “Guerra, Sombra e Água Fresca” (Hogan’s Heroes). Sempre festejada como um marco do cinema, um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos e um consenso da crítica, a produção vencedora de três Oscars na verdade teve um desenvolvimento turbulento, com muitas reviravoltas e bastidores conturbados. A série também contará com roteiros de Nikki Toscano (“Hunters”) e direção de Dexter Fletcher, que assinou “Rocketman” e finalizou “Bohemian Rhapsody”. O elenco inclui Miles Teller (“Whiplash”), que viverá o produtor Al Ruddy; Colin Hanks (“Fargo”), intérprete do executivo Barry Lapidus; Matthew Goode (“Watchmen”) como o lendário produtor Robert Evans; Justin Chambers (“Grey’s Anatomy”) como o astro Marlon Brando; e Dan Fogler (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) no papel do cineasta Francis Ford Coppola, entre muitos outros atores. Ainda não há previsão de estreia. The untold story of Albert S. Ruddy, the ground-breaking producer behind “The Godfather,” is coming to #ParamountPlus. #TheOffer, a limited event series, is now in production. pic.twitter.com/4p5vdZTYLM — Paramount+ (@paramountplus) July 12, 2021
“A Pequena Sereia” conclui filmagens e revela primeira foto de Ariel
A atriz Halle Bailey (da série “Grown-ish”) anunciou o final das filmagens da adaptação live-action de “A Pequena Sereia”. O anúncio foi acompanhado pela primeira foto da estrela com o visual de Ariel em forma de sereia. “Depois de fazer o teste para este filme quando eu tinha 18 anos, terminamos de filmar em plena pandemia quando fiz 21… finalmente concluímos”, ela escreveu nas redes sociais, dizendo-se grata “por ter experimentado este filme em toda a sua glória”. A produção chegou a sofrer duas paralisações por causa do coronavírus e ainda não tem previsão de estreia. O elenco inclui Melissa McCarthy (“Caça-Fantasmas”), Jonah Hauer King (da minissérie “Little Women”, da BBC), Jacob Tremblay (“Extraordinário”), Awkwafina (“Podres de Rico”) e Javier Bardem (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). A direção é de Rob Marshall (“Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”) e a versão final do roteiro foi escrita por David Magee. Ambos trabalharam juntos em “O Retorno de Mary Poppins”, de 2018. O compositor Alan Menken, vencedor do Oscar de Melhor Canção Original pelo desenho original da Disney dos anos 1980, também está no projeto, desenvolvendo com Lin-Manuel Miranda (outro de “O Retorno de Mary Poppins”) uma nova trilha. Além disso, o longa contará com mais três vencedores do Oscar acostumados a trabalhar com Rob Marshall: o diretor de fotografia Dion Beebe, a figurinista Colleen Atwood e o diretor de arte John Myhre. O trio colaborou com o cineasta em “Memórias de Uma Gueixa” (2005) e “Chicago” (2002). and just like that..that’s a wrap ❤️after auditioning for this film when i was 18 just about to turn 19 , to now finishing filming through a pandemic when i turned 21 ..we have finally made it…💖i feel so grateful to have experienced this film in all of its glory.. pic.twitter.com/UtbyX5tS6a — Halle (@HalleBailey) July 12, 2021
Astro de “Grey’s Anatomy” será Marlon Brando em série sobre “O Poderoso Chefão”
O ator Justin Chambers, intérprete do Dr. Alex Karev em “Grey’s Anatomy”, foi escalado na série “The Offer” sobre os bastidores de “O Poderoso Chefão”, no papel de ninguém menos que Marlon Brando. Chambers se juntará a Miles Teller (“Whiplash”), que viverá o produtor Al Ruddy; Colin Hanks (“Fargo”), intérprete do executivo Barry Lapidus; Matthew Goode (“Watchmen”) como o lendário produtor Robert Evans; e Dan Fogler (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”), que tem o papel do cineasta Francis Ford Coppola, entre muitos outros atores. A minissérie de 10 episódios foi concebida por Michael Tolkin, de “O Jogador” (1992) e da recente minissérie premiada “Escape from Dannemora”, e é baseada nas experiências nunca antes reveladas de Al Ruddy, o produtor do filme de 1972 – e também criador da cultuada série “Guerra, Sombra e Água Fresca” (Hogan’s Heroes). Sempre festejada como um marco do cinema, um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos e um consenso da crítica, a produção vencedora de três Oscars na verdade teve um desenvolvimento turbulento, com muitas reviravoltas e bastidores conturbados. A série também contará com roteiros de Nikki Toscano (“Hunters”) e direção de Dexter Fletcher, que assinou “Rocketman” e finalizou “Bohemian Rhapsody”. Ainda não há previsão de estreia.
Dublês denunciam falta de segurança na produção da série de “O Senhor dos Anéis”
Os dublês da série de “O Senhor dos Anéis”, produção bilionária da Amazon Studios, denunciaram condições de trabalho perigosas no set das gravações na Nova Zelândia, após uma profissional sofrer acidente e precisar passar por cirurgia cerebral. Vários depoimentos anônimos foram publicados pelo jornal New Zealand Herald com queixas sobre falta de segurança no trabalho. O problema ganhou grandes proporções após a dublê Dayna Grant ser diagnosticada com um aneurisma cerebral após seu acidente, que não foi reportado pela Amazon às autoridades locais. Um dos acusadores afirmou que Dayna Grant, que tem 20 anos de experiência como dublê, se acidentou após ser obrigada a fazer manobras com as quais não estava confortável. Apesar disso, a produção não pagou suas despesas médicas, pois a condição seria resultado de várias quedas, ao longo da carreira, precipitadas pela mais recente. Ela precisou recorrer ao financiamento coletivo e contou com apoio de Lucy Lawless, a eterna Xena, e outras estrelas com quem trabalhou para angariar os fundos necessários para sua cirurgia – que era de emergência! Mas Grant não foi a única baixa das gravações. O jornal neozelandês denunciou que pelo menos dois outros dublês que trabalharam na produção sofreram acidentes graves, que também não foram reportados às autoridades pela Amazon. Mais dois se afastaram do set por lesões, e teve até um que abandonou a série com a alegação de que precisava preservar sua saúde mental. Os profissionais entrevistados pelo jornal ainda afirmaram que suas queixas não foram levadas a sério pelo supervisor de dublês da produção. Um deles se identificou. Thomas Kiwi sofreu uma lesão no ombro durante as gravações e diz ter sido obrigado a continuar trabalhando por horas, mesmo depois de avisar ao supervisor que os cabos que o seguravam não estavam montados adequadamente. Ele disse que foi o pior set em que já trabalhou. “Foi a produção com mais dinheiro envolvido, mas a forma como eles fazem tudo é muito insegura. Não é nada bom, especialmente com esse orçamento”, reclamou. O orçamento realmente é impressionante. O ministro de Desenvolvimento Econômico e Turismo da Nova Zelândia, Stuart Nash, revelou numa entrevista televisiva que a Amazon vai gastar US$ 465 milhões apenas com a produção da 1ª temporada. Ou seja, só a 1ª temporada será mais cara que a trilogia completa de cinema de “O Senhor dos Anéis”, orçada em US$ 281 milhões. E muito mais cara que o maior orçamento televisivo de todos os tempos, superando “Game of Thrones”, da HBO, que custou cerca de US$ 100 milhões por temporada. Diante da polêmica, a Amazon emitiu um comunicado rechaçando as denúncias. “A Amazon Studios leva extremamente a sério a saúde e o bem estar físico e emocional do nosso elenco e equipe. Como prioridade máxima, a equipe de produção continua colaborando completamente com os padrões de segurança da Nova Zelândia. Qualquer alegação ou denúncia de que as atividades no set são inseguras ou não cumprem os protocolos são completamente falsas”, diz o texto.
James Franco vai pagar US$ 2,2 milhões para encerrar processo de abuso sexual
O ator James Franco fez um acordo financeiro para encerrar um processo de abuso sexual aberto por duas ex-alunas de seu curso de interpretação, Sarah Tither-Kaplan e Toni Gaal. As partes se acertaram em fevereiro deste ano, mas os documentos só se tornaram públicos nesta quarta (30/6), revelando que ele ofereceu US$ 2,2 milhões de indenização. Pelo acordo proposto, Sarah Tither-Kaplan receberá US$ 670.500, enquanto Toni Gaal ficará com US$ 223.500. Além disso, os demais estudantes do curso de Franco, que também entraram como partes na ação, dividirão os US$ 1,3 milhão restantes. A proposta ainda precisa ser submetida à aprovação de um juiz de Los Angeles para o encerramento do processo, que alega que todas as alunas de Franco na Studio 4 Film School em Nova York e Los Angeles foram vítimas de fraude. O curso seria uma desculpa para exploração sexual, onde Franco supostamente forçava suas alunas a realizar cenas de nudez e sexo diante das câmeras, no que as denunciantes descreveram como “cenário de orgia” durante as aulas. As acusadoras também alegaram que Franco levou os alunos a acreditar que ele daria papéis em seus filmes para aqueles que se sujeitassem a participar mais ativamente das “aulas” desinibidas. Tither-Kaplan começou a denunciar a má conduta sexual de Franco no início de 2018, depois que ele venceu um Globo de Ouro por seu papel em “O Artista do Disastre”. Ela também foi uma das cinco mulheres que apresentaram acusações contra o ator em um artigo publicado em janeiro de 2018 no Los Angeles Times. Na época, até a atriz Ally Sheedy, estrela do clássico adolescente “Clube dos Cinco” (1985), manifestou-se com tuítes sobre supostos abusos de Franco, mas os apagou e não quis comentar mais sobre o assunto. “James Franco acaba de ganhar. Por favor, nunca me perguntem por que eu deixei a indústria de cinema/TV”, ela escreveu, enigmaticamente, acrescentando: “Por o James Franco foi autorizado a entrar? Já falei demais. Boa noite, amo vocês”. Graças à repercussão das denúncias, o ator acabou ficando fora do Oscar, mesmo sendo considerado forte candidato pelo desempenho em “O Artista do Disastre”. Após o surgimento das acusações, James Franco só atuou nas temporadas finais da série “The Deuce”, que ele já estrelava quando o escândalo veio à tona. Com o fim da série em 2019, ele vem se mantendo fora dos holofotes.
Astro da série infantil “Drake e Josh” se declara culpado de crime sexual contra menor
O ator Drake Bell, conhecido por ter estrelado “Drake e Josh” (2004–2007), série infantil da Nickelodeon, declarou-se culpado nesta quarta (23/6) de crimes sexuais contra uma menor de idade. Hoje com 34 anos, Bell chegou a ser preso em maio passado pela polícia da cidade de Cleveland, após denúncia relacionada a um chat na internet com um menor. Ele foi acusado de “tentativa de colocar menor em perigo e disseminar material prejudicial a jovens”. Drake se declarou inocente na ocasião, mas nesta quarta, diante do juiz, assumiu-se culpado de ambas as acusações. Relatos dizem que o bate-papo de natureza sexual aconteceu em 2017 e envolveu Drake, que na época tinha 31 anos, e uma garota de 15. Durante a audiência, o juiz informou ao ator que sentença de seu caso poderia acarretar numa pena de 6 a 18 meses de prisão. Drake Bell já tem ficha criminal, o que tende a pesar em sua sentença. Em 2009, o artista foi preso em San Diego, na Califórnia, acusado de dirigir embriagado e, em 2016, foi condenado a quatro dias de prisão por dirigir em alta velocidade e sob efeito de álcool, além de passar quatro anos sob supervisão judicial. A definição da sentença está prevista para o dia 12 de julho.
“Em um Bairro de Nova York” rende polêmica na mídia dos EUA
Lançado no Brasil neste fim de semana, o filme “Em um Bairro de Nova York”, produzido e adaptado por Lin Manuel Miranda a partir de seu próprio musical da Broadway, abriu debate sobre o colorismo no cinema. A crítica diz respeito à ausência de peles mais escuras no filme, que se apresenta como uma representação abrangente dos latinos em Nova York. O questionamento começou depois que uma jornalista afro-cubana chamou atenção para o fato de que os latinos representados na tela são de cor clara e “poderiam se passar por brancos”, levando a questão racial a ganhar peso na apreciação da obra. O colorismo tem assumido maior destaque no debate sobre representatividade desde que Zoe Saldana interpretou Nina Simone em seu filme biográfico de 2016, apesar de a cantora ter a pele muito mais escura que a atriz. Até Viola Davis, uma das atrizes negras mais premiadas de todos os tempos, costuma dizer que seu tom de pele escuro dificultou sua carreira. “Se você é mais escura do que um saco de papel, então não é considerada sexy, não é uma mulher”, disse ela em uma entrevista, usando uma expressão da época da escravidão. As mulheres com pele mais clara que um saco de papel marrom costumavam trabalhar dentro da casa dos escravagistas, enquanto as mais escuras eram enviadas para o trabalho pesado nos campos. Apesar disso, as críticas contra o musical latino também assumiram muitas generalizações, como o fato de que “Em um Lugar em Nova York” só teria negros nos números de dança. Entretanto, o segundo personagem masculino mais importante da trama foi vivido por Corey Hawkins, que antes interpretou o rapper Dr. Dre em “Straight Outta Compton”. Diante do crescimento da polêmica, alimentada por declarações desastrosas do diretor Jon M. Chu (“Podres de Ricos”) sobre contratar “as pessoas que eram as melhores para os papéis” (como Hollywood sempre disse para justificar brancos em papéis de negros), Lin Manuel Miranda decidiu se manifestar e pedir desculpas públicas. “Comecei ‘Em um bairro de Nova York’ porque não me via refletido e é o que tenho buscado nos últimos 20 anos, que todos nós nos vejamos refletidos”, afirmou Miranda. Acompanho a discussão sobre a representação dos afro-latinos em nosso filme e está claro que essa comunidade não se sente suficientemente representada, sobretudo nos papéis principais. Eu ouço a dor e a frustração com o colorismo (…). Ao tentar pintar um mosaico desta comunidade, falhamos. Sinto muito. Estou aprendendo com suas questões. Obrigado por lançá-las. Eu os escuto”, concluiu. Mas a controvérsia não acabou aí. Lenda de Hollywood, a atriz Rita Moreno, primeira latina vencedora do Oscar, desabafou no programa de Stephen Colbert: “Parece que você nunca consegue acertar”. A declaração gerou outras críticas. E ela própria acabou tendo que se desculpar. “Ao fazer uma declaração em defesa de Lin-Manuel Miranda no Colbert Show ontem à noite, eu estava claramente desconsiderando as vidas dos negros que importam em nossa comunidade latina”, ela se retratou em comunicado. Uma ironia, porque a própria Moreno sentiu na pele a discriminação de Hollywood. Quando filmou “Amor Sublime Amor” (West Side Story), filme que lhe rendeu o Oscar em 1962, teve que se contentar com um papel coadjuvante, enquanto o papel principal, da porto-riquenha Maria, foi vivida pela branquérrima Natalie Wood, filha de imigrantes europeus. Outro apresentador de talk show televisivo dos EUA, Bill Maher, também resolveu criticar Miranda em seu programa na noite de sexta-feira (18/6), só que por pedir desculpas. “Pare de se desculpar”, disse Maher. “Você é o cara que transformou os pais fundadores dos EUA em negros e hispânicos [no musical ‘Hamilton’]! Não acho que você tenha que pedir desculpas ao Twitter. ” “Quer dizer, ele é um latino fazendo um filme latino com um elenco latino. E não esta bom o suficiente! Nada é bom o suficiente para essas pessoas. Eles são como crianças. Não criamos nossos filhos direito e isso se reflete na mídia. Ninguém nunca diz aos filhos: ‘Cala a boca. Sente-se. Ouça os mais velhos. Pare de reclamar.’” Maher concluiu: “As pessoas vão ter que enfrentar esses valentões, porque isso é simplesmente bullying. É ‘Eu posso fazer você rastejar como um cachorro e eu gosto disso’”, concluiu Maher, atacando as patrulhas ideológicas das redes sociais. A declaração de Maher só aumentou a polêmica, abrangendo outros segmentos e mais discussões sobre temas diferentes, adentrando a cultura do cancelamento.
Produção de “A Pequena Sereia” é paralisada em meio a surto de covid-19
A produção da versão live-action de “A Pequena Sereia” foi paralisada após um surto de covid-19 atingir em cheio a equipe de produção, que está na região da Sardenha, na Itália, para as filmagens. No total, 22 pessoas da produção contraíram a doença e 84 foram isoladas. Grande parte da equipe da Disney estava concentrada na província de Sassari, no norte da Sardenha. De acordo com as autoridades locais de saúde, ao menos um caso da variante indiana do novo coronavírus foi encontrado entre os infectados. Um dos indivíduos que contraiu a doença está hospitalizado em Sassari, mas seu estado de saúde vem melhorando gradativamente. As cidades por onde os membros do filme passaram, como Santa Teresa e Castelsardo, estão tomando rigorosas medidas sanitárias para evitar a disseminação do vírus. Não foi informado se entre os infectados estão integrantes do elenco. Dirigido por Rob Marshall (“O Retorno de Mary Poppins”), o remake com atores de carne e osso do desenho clássico de 1989 é estrelado por Halle Bailey (Ariel), Melissa McCarthy (Úrsula), Jonah Hauer-King (Príncipe Eric), Javier Bardem (Rei Tritão), Jacob Tremblay (Linguado) e Daveed Diggs (Sebastião).
Jaimie Alexander entra na adaptação dos quadrinhos de “Red Sonja”
A atriz Jaimie Alexander, que interpreta a guerreira Sif nos filmes de Thor, entrou em outra adaptação de quadrinhos da Marvel. Ela postou uma imagem do roteiro de “Red Sonja” em seu Instagram, indicando a novidade – “Apenas uma leitura leve para o meu voo”, diz o texto que acompanha a foto. Jaimie Alexander será a segunda atriz da Marvel confirmada no filme, mas não teve seu papel revelado. Hannah John-Kamen, que viveu a vilã Fantasma em “Homem-Formiga e a Vespa”, viverá a personagem-título. Há anos em desenvolvimento na Millennium Films, a produção será dirigida por Joey Soloway, que era conhecida como Jill Soloway quando criou a série sobre transexualidade “Transparent”. Ela substitui o cineasta Bryan Singer no projeto, afastado após ser acusado de assédio sexual e ganhar fama de irresponsável pelo abandono das filmagens de “Bohemian Rhapsody” antes do fim. Além de dirigir, Soloway assina o roteiro em parceria com Tasha Huo, responsável pela vindoura série de animação de “Tomb Raider” para a Netflix. “Red Sonja” habita o mesmo universo hiboriano de Conan, o Bárbaro, mas a guerreira não é uma criação literária de Robert E. Howard como o herói cimério. Red Sonja é uma personagem de quadrinhos, concebida pelo escritor e editor Roy Thomas, o substituto de Stan Lee na Marvel, como coadjuvante de Conan em 1973. Thomas se inspirou em diferentes personagens femininas de Howard – como a pirata Red Sonya de Rogatino – , mas sua criação é original e também teve grande contribuição dos desenhistas Barry Windsor-Smith e Esteban Maroto. O segundo foi quem, mais tarde, desenhou o famoso biquíni de metal vestido pela heroína. Sua história pode ser resumida com o texto usado por Roy Thomas para introduzi-la nos anos 1970: “Cerca de 12 mil anos atrás, nos mesmos dias em que Conan da Ciméria caminhava sobre a Terra, surgiu Sonja, a guerreira hirkaniana de cabelos cor de fogo. Forçada a abandonar sua nação por ter assassinado um rei, ela fugiu para o leste… Onde tornou sua espada uma lenda e imortalizou seu nome em todos os reinos hiborianos”. Os leitores se apaixonaram e a coadjuvante acabou promovida a protagonista de sua própria revista, que durou de 1975 a 1986. Vale observar que uma personagem com o mesmo nome voltou aos quadrinhos em 2005, editada pela Dynamite Comics. Mas não é a mesma heroína e sim uma parente distante da Red Sonja original. Não está claro, porém, qual das duas versões vai virar filme, já que a produção não é da Marvel. O projeto de filmar Red Sonja começou a tomar corpo em 2008, quando o cineasta Robert Rodriguez (“Sin City”) escalou sua então namorada Rose McGowan (“Planeta Terror”) como a guerreira. Ilustrações da atriz no biquíni de bolinhas metálicas chegaram a ser divulgadas numa Comic-Con, mas o casal brigou e McGowan virou bruxa, literalmente, em “Conan, o Bárbaro” (2011). Rodriguez tentou manter o filme em pé com Megan Fox (“As Tartarugas Ninja”) no papel principal. Mas a Millennium preferiu recomeçar do zero, contratando Simon West (“Lara Croft: Tomb Raider”) como diretor e Amber Heard (“3 Dias para Matar”) como Sonja. Os planos previam começar as filmagens logo após o lançamento de “Conan”, estrelado por Jason Momoa, mas não levaram em conta a possibilidade de fracasso daquele filme. Isto aconteceu e aquela encarnação de Red Sonja foi fulminada. Uma ironia é que, anos depois, Amber Heard e Jason Momoa foram fazer par em “Liga da Justiça” e “Aquaman”. A Millennium chegou a se animar com a possibilidade de Bryan Singer comandar o filme, oferecendo uma fortuna para o diretor dos longas dos “X-Men” ajudar a lançar outra franquia de quadrinhos. Por isso, a contratação de Soloway representou uma reviravolta completa para a produção, já que a personagem, que luta em trajes mínimos, é uma musa de fantasias adolescentes masculinas. Soloway é conhecida por trazer uma forte perspectiva feminina e por abordar gênero e inclusão em seus projetos. A primeira mudança de sua abordagem foi a contratação de uma atriz negra para o papel da famosa ruiva de pele pálida e cabelos cor de fogo. Hannah John-Kamen não pode ser mais diferente da dinamarquesa Brigitte Nielsen, a primeira intérprete da heroína nas telas – em “Guerreiros de Fogo”, de 1985. Mas, por outro lado, já provou ter grande capacidade física para cenas de ação. Quem não tem a menor experiência no gênero é a própria Soloway. Além de criar “Transparent” e a já cancelada “I Love Dick”, ambas na plataforma da Amazon, ela possui apenas um longa-metragem em seu currículo de direção: “As Delícias da Tarde” (2013), uma comédia indie em que uma dona de casa estabelece amizade com uma adolescente dançarina de striptease. A nova “Red Sonja” ainda não tem previsão de estreia.











