Fotos revelam Rodrigo Santoro como o Louco no filme da Turma da Mônica
O personagem de Rodrigo Santoro em “Turma da Mônica: Laços” foi revelado com a divulgação de suas primeiras fotos no filme. Ele vai interpretar o Louco, um dos personagens icônicos dos quadrinhos de Mauricio de Sousa. O ator também aparece no trailer, por enquanto revelado apenas ao público da CCXP (Comic Con Experience) 2018. “Fiquei muito emocionado com o convite. Lembro que ficava sempre esperando o Louco aparecer no gibi, saindo de dentro de uma torneira ou algo assim, adorava a personagem. Dar vida ao Louco me permitiu explorar esse universo livre, lúdico e cheio de bom humor. A verdade é que pra não enlouquecer no mundo em que vivemos, é necessária a ‘loucura’ da infância”, contou Santoro. O diretor Daniel Rezende (de “Bingo: O Rei da Manhã”) revelou que o ator da série “Westworld” foi o primeiro nome que ele convidou para o elenco do filme. “Ele foi o primeiro ator que convidei pro ‘Laços’. Nos encontramos num evento e Santoro perguntou qual era o meu próximo projeto, respondi sem pensar: ‘o filme live-action da Turma da Mônica e você vai ser o Louco’. Foi uma intuição que me bateu na hora e que ele foi louco o bastante para aceitar”, disse Rezende. No filme, Cebolinha (Kevin Vechiatto) “recluta” a turma para procurar seu cachorro Floquinho, que desapareceu. Seu “plano infalível” conta com a força de Mônica (Giulia Benite), a miudeza de Magali (Laura Rauseo) e a impermealidade de Cascão (Gabriel Moreira) para sobreviver na floresta, onde moram criaturas sombrias, e outras apenas loucas — como o Louco. Para não se perderem na volta, o grupo amarra laços para marcar as árvores — daí o nome do filme. O longa, na verdade, tem como base a graphic novel homônima, uma releitura do trabalho original de Mauricio de Sousa, criada pelos irmãos Lu e Vitor Cafaggi com uma trama mais adulta e repleta de referências à cultura pop dos anos 1980. Os autores da graphic novel assinam o roteiro da adaptação, que ainda inclui no elenco com Monica Iozzi (“Mulheres Alteradas”) como a Dona Luísa, Paulo Vilhena (“Como Nossos Pais”) como seu Cebola e Ravel Cabral (“Vai que Dá Certo 2”) como o Homem do Saco. Já os astros mirins que interpretam o quarteto central são todos estreantes, selecionados após muitos testes. O filme tem estreia marcada para 27 de junho.
Personagens da Turma da Mônica ilustram pôsteres individuais do filme Laços
A Mauricio de Sousa Produções divulgou os pôsteres individuais do longa-metragem “Turma da Mônica: Laços”, que destacam os quatro protagonistas, Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão, vividos pelos estreantes Giulia Benite, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo e Gabriel Moreira. “Turma da Mônica: Laços” tem direção de Daniel Rezende (“Bingo: O Rei das Manhãs”), e ainda inclui no elenco Monica Iozzi (“Mulheres Alteradas”) como a Dona Luísa, Paulo Vilhena (“Como Nossos Pais”) como seu Cebola, Ravel Cabral (“Vai que Dá Certo 2”) como o Homem do Saco e Rodrigo Santoro (“Westworld”) em uma participação especial. O longa tem como base a graphic novel homônima, uma releitura do trabalho original de Mauricio de Sousa, criada pelos irmãos Lu e Vitor Cafaggi com uma trama mais adulta e repleta de referências à cultura pop dos anos 1980. Os autores da graphic novel assinam o roteiro da adaptação, que acompanha Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali na pré-adolescência, durante uma jornada de perigos e aventura em busca do cão Floquinho, que fugiu. A produção estreia nos cinemas brasileiros em 27 de junho de 2019.
Filme da Turma da Mônica ganha novas fotos e data de estreia nos cinemas
A Paris Filmes divulgou novas fotos e confirmou nesta sexta-feira (21/9) a data de lançamento do longa-metragem “Turma da Mônica: Laços”. A produção vai chegar às salas de cinema brasileiras em 27 de junho de 2019, conforme também adiantou o Instagram oficial do filme. Veja abaixo. “Turma da Mônica: Laços” tem direção de Daniel Rezende (“Bingo: O Rei das Manhãs”), que aparece numa das fotos divulgadas, ao lado de Giulia Benite como Mônica. Os demais personagens de Mauricio de Sousa são vividos por Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão), todos estreantes. Há ainda Monica Iozzi (“Mulheres Alteradas”) como a Dona Luísa, Paulo Vilhena (“Como Nossos Pais”) como seu Cebola, Ravel Cabral (“Vai que Dá Certo 2”) como o Homem do Saco e Rodrigo Santoro (“Westworld”) em uma participação especial. O longa tem como base a graphic novel homônima, uma releitura do trabalho original de Mauricio de Sousa, criada pelos irmãos Lu e Vitor Cafaggi com uma trama mais adulta e repleta de referências à cultura pop dos anos 1980. Os autores da graphic novel assinam o roteiro da adaptação, que acompanha Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali na pré-adolescência, durante uma jornada de perigos e aventura em busca do cão Floquinho, que fugiu. Visualizar esta foto no Instagram. O plano infalível do Cebolinha deu certo e a turma toda vem aí. 27 de junho de 2019 nos cinemas. #TurmaDaMônicaOFilme ⠀ Uma publicação compartilhada por Turma da Mônica Laços (@turmadamonicaofilme) em 21 de Set, 2018 às 7:07 PDT
Foto do filme da Turma da Mônica revela visual de Paulo Vilhena como pai do Cebolinha
A produção do filme “Turma da Mônica: Laços” divulgou a primeira foto de Paulo Vilhena (“Como Nossos Pais”) como Seu Cebola, o pai de Cebolinha. Irreconhecível, ele aparece na foto com os tradicionais fios de cabelo arrepiados do personagem e uma toalha no ombro enquanto faz ovos mexidos. O elenco adulto também inclui Monica Iozzi (“Mulheres Alteradas”), Ravel Cabral (“Vai que Dá Certo 2”) e Rodrigo Santoro (série “Westworld”). O longa tem como base a graphic novel homônima, uma releitura do trabalho original de Mauricio de Sousa, criada pelos irmãos Lu e Vitor Cafaggi com uma trama mais adulta e repleta de referências à cultura pop dos anos 1980. Os autores da graphic novel assinam o roteiro da adaptação, que tem direção de Daniel Rezende (de “Bingo, o Rei das Manhãs”) e acompanha Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali na pré-adolescência, durante uma jornada de perigos e aventura em busca do cão Floquinho, que fugiu. O elenco infantil foi escolhido após uma longa seleção, que chegou a ter mais de 7,5 mil inscritos. As crianças são Giulia Benite como Mônica, Laura Rauseo como Magali, Kevin Vecchiato como Cebolinha e Gabriel Moreira como o Cascão. Todos são estreantes. As filmagens se encerram nesta semana, mas a estreia só vai acontecer em 2019.
Monica Iozzi aparece na primeira foto como a mãe da Mônica dos quadrinhos
A produção do filme “Turma da Mônica: Laços” revelou a primeira foto da atriz Monica Iozzi como Dona Luísa, a mãe de Mônica. O longa tem como base a graphic novel homônima, uma releitura do trabalho original de Mauricio de Sousa, criada pelos irmãos Lu e Vitor Cafaggi com uma trama mais adulta e repleta de referências à cultura pop dos anos 1980. Os autores da graphic novel assinam o roteiro da adaptação, que tem direção de Daniel Rezende (de “Bingo, o Rei das Manhãs”) e acompanha Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali na pré-adolescência, durante uma jornada de perigos e aventura em busca do cão Floquinho, que fugiu. O elenco infantil foi escolhido após uma longa seleção, que chegou a ter mais de 7,5 mil inscritos. As crianças são Giulia Benite como Mônica, Laura Rauseo como Magali, Kevin Vecchiato como Cebolinha e Gabriel Moreira como o Cascão. Todos são estreantes. Já o elenco adulto também inclui Paulo Vilhena (“Como Nossos Pais”), Ravel Cabral (“Vai que Dá Certo 2”) e Rodrigo Santoro (série “Westworld”). As filmagens devem se estender até o final de julho, mas a estreia só vai acontecer em 2019.
Rodrigo Santoro fará participação especial no filme da Turma da Mônica
Rodrigo Santoro fará uma participação especial, cujos detalhes ainda não foram revelados, no filme “Turma da Mônica: Laços”, a primeira adaptação live-action (interpretada por atores) da Turma da Mônica. A participação será uma homenagem às histórias em quadrinhos clássicas e o ator fez questão de conhecer o criador da célebre turminha dos gibis, Mauricio de Sousa. “Participar deste projeto é um verdadeiro presente pra mim. É ter a chance de conhecer os meus grandes companheiros de infância. Uma honra ter sido convidado para brincar com essa turma”, disse Santoro em comunicado. Ele também postou em seu Instagram uma foto ao lado de Mauricio e do diretor Daniel Rezende (de “Bingo, o Rei das Manhãs”), responsável pela adaptação. Veja abaixo. O longa já começou a ser filmado e tem como base a graphic novel homônima, uma releitura do trabalho original de Mauricio de Sousa, criada pelos irmãos Lu e Vitor Cafaggi com uma trama mais adulta e repleta de referências à cultura pop dos anos 1980. Os autores da graphic novel assinam o roteiro da adaptação, que acompanha Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali na pré-adolescência, durante uma jornada de perigos e aventura em busca do cão Floquinho, que fugiu. O elenco infantil foi escolhido após uma longa seleção, que chegou a ter mais de 7,5 mil inscritos. As crianças são Giulia Benite como Mônica, Laura Rauseo como Magali, Kevin Vecchiato como Cebolinha e Gabriel Moreira como o Cascão. Todos são estreantes. Já o elenco adulto foi confirmado com Monica Iozzi (“Mulheres Alteradas”), Paulo Vilhena (“Como Nossos Pais”) e Ravel Cabral (“Vai que Dá Certo 2”). As filmagens devem se estender até o final de julho, mas a estreia só vai acontecer em 2019. Muito feliz em participar do @turmadamonicaofilme inspirado na obra do mestre @mauricioaraujosousa dirigido pelo meu querido amigo @danirez ??? Uma publicação compartilhada por Rodrigo Santoro (@rodrigosantoro) em 5 de Jul, 2018 às 11:19 PDT
Filme da Turma da Mônica com atores reais ganha primeiro teaser
“Turma da Mônica: Laços”, primeira adaptação com atores reais dos personagens de Mauricio de Sousa, ganhou seu primeiro teaser (veja abaixo) e uma nova foto (acima). A prévia destaca os intérpretes mirins, que dão vida aos conflitos clássicos dos quadrinhos. No site oficial da Turma da Mônica no YouTube, a produção aparece identificada como “Turma da Mônica: Laços – O Filme”. Uma pena, já que perpetua a explicação pedante usada nos títulos brasileiros para diferenciar livros de filmes, como se alguém realmente pudesse confundir livro com filme – será que se lançam livros em telas em cinema? A trama tem como base a graphic novel homônima, que não é “O Filme”, mas já faz uma releitura do trabalho original de Mauricio de Sousa, criada pelos irmãos Lu e Vitor Cafaggi com uma trama mais adulta e repleta de referências à cultura pop dos anos 1980. Os autores da graphic novel assinam o roteiro da adaptação, que acompanha Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali na pré-adolescência, durante uma jornada de perigos e aventura em busca do cão Floquinho, que fugiu. O elenco infantil foi escolhido após uma longa seleção, que chegou a ter mais de 7,5 mil inscritos. As crianças são Giulia Benite como Mônica, Laura Rauseo como Magali, Kevin Vecchiato como Cebolinha e Gabriel Moreira como o Cascão. Todos são estreantes. Já o elenco adulto foi confirmado com Monica Iozzi (“Mulheres Alteradas”), Paulo Vilhena (“Como Nossos Pais”) e Ravel Cabral (“Vai que Dá Certo 2”). As filmagens com direção de Daniel Rezende (de “Bingo, o Rei das Manhãs”) ainda estão acontecendo e vão até o final de julho, mas a estreia ficará para 2019.
Mauricio de Sousa se diz surpreso com polêmica despertada pelo filme com atores da Turma da Mônica
O primeiro filme com atores da Turma da Mônica só vai estrear em 2019, mas já virou polêmica nas redes sociais. Usuários do Twitter acusam o longa “Turma da Mônica: Laços” de embranquecer o personagem Cascão com a escalação de Gabriel Moura, de 9 anos, que não cabelo liso e não é negro. “Eu fiquei meio ‘assim’ (surpreso) quando vi esta repercussão porque, nas histórias em quadrinhos, nunca deixamos essa posição clara. Cascão nunca foi desenhado negro”, disse seu criador, Mauricio de Sousa, ao jornal Extra. “Nós temos o Jeremias e outros personagens que são decididamente negros. Cascão, não. Isso foi surpresa para mim.” O público esperava um garoto com cabelo crespo, aparado e negro. No entanto, o cartunista defendeu a escolha do ator. “A seleção foi fruto de um trabalho meticuloso. E, por incrível que pareça, deu um resultado tão bacana que ficamos mais do que satisfeitos. Eles incorporaram os personagens tão bem, brincavam como eles”, afirmou. Ele confirma que houve “algumas concessões”, mas que foi fruto da diferença entre desenho e realidade. “Chegamos à conclusão, por exemplo, de que o cabelo do Cascão não deveria ser igual ao cabelo do desenho. Encontramos no Rio de Janeiro um menino que era o próprio Cascão na gesticulação, no jeito, no físico e no corpo: aquela perninha magrinha, a esperteza e tudo mais”, diz. A produção do filme selecionou o elenco infantil entre mais de 5 mil candidatos, e Mauricio acompanhou as etapas e opinou sobre os candidatos. “A seleção foi fruto de um trabalho meticuloso. E, por incrível que pareça, deu um resultado tão bacana que ficamos mais do que satisfeitos”, concluiu. Para encerrar o assunto, basta olhar os desenhos de Mauricio, que nunca desenhou Cascão com cor diferente de Mônica, Cebolinha e Magali, desde que o criou em 1961. E isto é, na verdade, um dado muito positivo, pois o personagem é em sua essência considerado sujo, por odiar banho. Fica até estranho o povo politicamente correto cobrar uma versão que propagaria preconceito, numa analogia horrível entre pele escura e sujeira.
Filme com atores da Turma da Mônica ganha novas imagens
Depois das fotos iniciais das filmagens, a produção de “Turma da Mônica: Laços”, o primeiro longa-metragem live-action (com atores reais) dos personagens criados por Mauricio de Sousa, ganhou seu primeiro pôster e a primeira foto individual da Mônica, vivida por Giulia Benite, em comemoração ao aniversário da menina. As imagens foram divulgadas no Instagram oficial da produção, que está sendo filmada no interior paulista com direção de Daniel Rezende (de “Bingo, o Rei das Manhãs”). O filme tem como base a graphic novel homônima, uma releitura do trabalho de Mauricio de Sousa produzida pelos irmãos Lu e Vitor Cafaggi, com uma trama mais adulta e repleta de referências à cultura pop dos anos 1980. Os autores da graphic novel assinam o roteiro da adaptação, que acompanha Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali na pré-adolescência, durante uma jornada de perigos e aventura em busca do cão Floquinho, que fugiu. O elenco infantil foi escolhido após uma longa seleção, que chegou a ter mais de 7,5 mil inscritos. Além de Giulia Benite como Mônica, as crianças são Laura Rauseo como Magali, Kevin Vecchiato como Cebolinha e Gabriel Moreira como o Cascão. Todos são estreantes. Já o elenco adulto foi confirmado com Monica Iozzi (“Mulheres Alteradas”), Paulo Vilhena (“Como Nossos Pais”) e Ravel Cabral (“Vai que Dá Certo 2”). As filmagens tem previsão de acontecer até o final de julho, mas a estreia, conforme mostra o pôster, ficará para 2019.
Filme da Turma da Mônica com atores reais ganha primeiras fotos
Começaram as filmagens de “Turma da Mônica: Laços”, o primeiro longa-metragem live-action (com atores reais) dos personagens criados por Mauricio de Sousa. E a produção aproveitou para divulgar as primeiras fotos do elenco, registrados à caráter na locação do longa, que está sendo filmado no interior paulista com direção de Daniel Rezende (de “Bingo, o Rei das Manhãs”). O filme tem como base a graphic novel homônima, uma releitura do trabalho de Mauricio de Sousa produzida pelos irmãos Lu e Vitor Cafaggi, com uma trama mais adulta e repleta de referências à cultura pop dos anos 1980. Os autores da graphic novel assinam o roteiro da adaptação, que acompanha Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali na pré-adolescência, durante uma jornada de perigos e aventura em busca do cão Floquinho, que fugiu. O elenco infantil foi escolhido após uma longa seleção, que chegou a ter mais de 7,5 mil inscritos. Giulia Benite será Mônica, Laura Rauseo viverá Magali, Kevin Vecchiato interpretará Cebolinha e Gabriel Moreira será o Cascão. Todos são estreantes. Já o elenco adulto foi confirmado com Monica Iozzi (“Mulheres Alteradas”), Paulo Vilhena (“Como Nossos Pais”) e Ravel Cabral (“Vai que Dá Certo 2”). As filmagens tem previsão de acontecer até o final de julho, mas a estreia ainda não foi marcada.
Mateus Solano tenta lembrar uma grande paixão no trailer de Talvez uma História de Amor
A Warner divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Talvez uma História de Amor”, comédia romântica brasileira com uma premissa que evoca de cara “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” (2004). Mas é uma adaptação do romance homônimo do francês Martin Page, escrito em 2008, exemplar da escola da dramaturgia do absurdo. A prévia mostra o protagonista Virgílio (Mateus Solano, de “Confia em Mim”) ouvindo uma mensagem na secretária eletrônica, em que Clara (voz de Thaila Ayala, de “Pica Pau”) comunica a ele que o relacionamento dos dois está acabado. O problema é que Virgílio não faz ideia de quem ela é. O medo de sofrer de amnésia dispara uma obsessão, fazendo com que ele busque pistas sobre a identidade daquela pessoa, que amigos lhe dizem ter sido a mulher da sua vida. E o fato de todos se lembrarem do casal o leva à perplexidade, fazendo-o tomar uma decisão surreal: reconquistar a mulher que ele não lembra. Mas não é só isso que causa estranheza. O fato de Virgílio usar uma anacrônica secretária eletrônica poderia situar a trama nos anos 1980. Mas o trailer também exibe um take-postal do Museu Solomon R. Guggenheim, inaugurado em 2001, e o obrigatório passeio pelo Time Square nova-iorquino, entre anúncios de 2017. A tecnologia antiquada já estava na obra original e diz respeito à personalidade do personagem – embora Mateus Solano não pareça um hipster no trailer. Este é o segundo filme brasileiro recente que lida com “desaparecimentos” de pessoas do cotidiano de seu protagonista. Por coincidência, “Entre Abelhas” (2015) também partia de um rompimento. “Talvez Uma História de Amor” também é o primeiro longa dirigido por Rodrigo Bernardo (da minissérie “(Des)Encontros”) e seu elenco inclui ainda Bianca Comparato (série “3%”), Paulo Vilhena (“Como Nossos Pais”), Nathalia Dill (novela “Rock Story”), João Côrtes (série “O Negócio”), Dani Calabresa (humorístico “Zorra”) e Marco Luque (programa “Altas Horas”), além da americana Cynthia Nixon (série “Sex and the City” e candidata a governadora de Nova York). A estreia de “Talvez uma História de Amor” está marcada para o dia 14 de julho.
Como Nossos Pais é um filme cheio de amor e ousadia
Embora Laís Bodanzky tenha vários trabalhos em seu currículo, longas-metragens de ficção são apenas quatro. E “Como Nossos Pais”, grande vencedor do Festival de Gramado deste ano, talvez seja o seu trabalho mais bem acabado e também mais ousado, ao dar conta de temas tão em voga como a questão da busca de libertação da mulher da herança patriarcal, que, apesar da independência financeira trazida por sua chegada ao mercado de trabalho, não evitou o acúmulo de afazeres – uma jornada dupla, fora e dentro de casa. Assim, o sonho de fazer uma peça de teatro, por exemplo, acaba ficando em segundo plano por causa de tanta coisa para resolver. Eis um dos motivos de os homens terem alcançado mais espaço nas artes. A personagem Rosa, vivida por Maria Ribeiro (“Tropa de Elite”), é uma personificação dessa mulher brasileira de classe média alta. Mãe de duas crianças pequenas, sendo que uma delas já quer ter um pouco mais de independência, mesmo sendo tão nova, e suspeitando que o marido Dado (Paulo Vilhena, de “O Amor no Divã”) a está traindo com outra, Rosa vive uma crise ainda mais intensa quando uma revelação lhe chega como uma bomba: a mãe (Clarisse Abujamra, de “Getúlio”), durante almoço em família, resolve lhe contar que ela é fruto de uma aventura amorosa, que não é filha de seu pai (vivido com muita simpatia pelo cantor Jorge Mautner). Embora bastante importante, a cena da revelação é uma das mais frágeis do filme. Parece dita de maneira tão fria que chega a destoar da dramaturgia adotada ao longo do filme na maior parte de sua metragem. O contraste é relevado na medida em que a narrativa e os personagens, todos interessantes e cativantes, envolvem o público no ponto de vista de Rosa. É por meio dela que conhecemos os demais personagens e nos afeiçoamos a eles. E também suspeitamos de Dado e encaramos com interesse uma aventura que ela se permite ter com um amigo com quem nutre atração física. Mas o mais importante talvez seja, mais uma vez, a relação com a mãe, que está com uma doença terminal e passa a se despedir da vida com a paz e a confiança de ter feito tudo o que gostaria de ter feito. Nota-se, portanto, que “Como Nossos Pais” tenta abraçar muitas coisas ao mesmo tempo. Os problemas de Rosa deverão fazer parte de seu amadurecimento para torná-la mais forte. Se, por um lado, o encadeamento de problemas (e de aventuras e de situações amargas e divertidas) torna o filme muitíssimo agradável de ver, a sua montagem dinâmica mostra-o como uma obra mais horizontal do que vertical, no sentido de que há pouca coisa a se buscar quando aprofundadas as cenas. Há espaço para muito debate, a partir dos diversos temas expostos e muito bem-vindos, mas o fato de os personagens já problematizarem suas situações em seus próprios diálogos acaba por diminuir o aprofundamento. Ainda assim, o resultado é agradável graças ao roteiro feito por Laís e seu marido Luiz Bolognesi, que também foi responsável pelo roteiro do ótimo “Bingo – O Rei das Manhãs”, de Daniel Rezende. E tão cheio de amor que é difícil não gostar, difícil não nutrir simpatia e até empatia pela personagem de Maria Ribeiro. Que, aliás, parece estar interpretando a si mesma, de tão natural que ficou seu papel. Como ela é o centro do filme, isso é um ponto bem positivo.
Como Nossos Pais é o grande vencedor do Festival de Gramado 2017
“Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, foi o grande vencedor do Festival de Gramado 2017. Além do Kikito de Melhor Filme, a produção levou também os troféus de Direção, Atriz (Maria Ribeiro), Ator (Paulo Vilhena), Atriz Coadjuvante (Clarisse Abujamra) e Montagem (Rodrigo Menecucci). “Eu quero dividir com todas as mulheres do cinema brasileiro esse Kikito que vou guardar para sempre com muito carinho”, discursou Bodanzky ao receber a estatueta, citando uma pesquisa da Agência Nacional de Cinema (Ancine) que aponta que as mulheres ocupam apenas 15% dos cargos de direção e roteiro no cinema brasileiro. “Eu tenho muito orgulho de estar aqui, como cineasta e como mulher. Eu queria destacar que essa pesquisa da Ancine mostra ainda que não há mulheres negras nessas posições. Elas não estão no espaço do discurso. Acho que essa é a nossa nova fronteira que a gente vai descobrir, e vai se alimentar de histórias incríveis que elas vão contar”, incentivou. “Como Nossos Pais” é o quarto longa de ficção de Bodanzky – depois dos também premiados “Bicho de Sete Cabeças” (2000), “Chega de Saudade” (2007) e “As Melhores Coisas do Mundo” (2010). O filme retrata uma mulher de classe média nos seus 40 anos que precisa lidar com as pressões de ser mãe, dona de casa e profissional, e também foi exibido no Festival de Berlim, onde recebeu críticas elogiosas dos sites The Hollywood Reporter, Screen e Variety. Com distribuição já garantida em 10 países, o longa estreia no Brasil na quinta (31/8). Outro destaque da premiação, “As Duas Irenes” conquistou o Kikito de Melhor Roteiro (Fábio Meira), Melhor Ator Coadjuvante (Marco Ricca) e o prêmio da crítica. Por sinal, a obra que marca a estreia de Fabio Meira (co-roteirista de “De Menor”) na direção também foi exibida no Festival de Berlim e já tinha sido premiada como Melhor Filme de Estreia e Melhor Direção de Fotografia no Festival de Guadalajara, no México. O filme gira em torno de duas meio-irmãs chamadas Irene, após uma jovem descobrir outra filha de seu pai, batizada com um nome igual ao seu. “O Matador”, primeiro filme nacional produzido pela Netflix, levou dois troféus técnicos do júri: Melhor Fotografia (Fabrício Tadeu) e Trilha Sonora (Ed Côrtes). E o gaúcho “Bio”, de Carlos Gerbase, levou os prêmios do Público e Especial do Júri. Entre as produções latinas da competição internacional, o vencedor foi “Sinfonia para Ana”, de Virna Molina e Ernesto Ardito, sobre o início da repressão na ditadura argentina. Além do prêmio de Melhor Filme, também faturou o de Fotografia (Fernando Molina). Outro destaque argentino foi “Pinamar”, que conquistou três Kikitos com sua delicada narrativa sobre dois irmãos em luto. Venceu os Kikitos de Melhor Direção (Federico Godfrid), Ator (dividido entre Juan Grandinetti e Agustín Pardella) e o prêmio da crítica. VENCEDORES DO FESTIVAL DE GRAMADO 2017 LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS Melhor Filme: “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky Melhor Direção: Laís Bodanzky, por “Como Nossos Pais” Melhor Atriz: Maria Ribeiro, por “Como Nossos Pais” Melhor Ator: Paulo Vilhena, por “Como Nossos Pais” Melhor Atriz Coadjuvante: Clarisse Abujamra, por “Como Nossos Pais” Melhor Ator Coadjuvante: Marco Ricca, por “As Duas Irenes” Melhor Roteiro: Fábio Meira, por “As Duas Irenes” Melhor Fotografia: Fabrício Tadeu, por “O Matador” Melhor Montagem: Rodrigo Menecucci, por “Como Nossos Pais” Melhor Trilha Musical: Ed Côrtes, por “O Matador” Melhor Direção de Arte: Fernanda Carlucci, por “As Duas Irenes” Melhor Desenho de Som: Augusto Stern e Fernando Efron, por “Bio” Melhor Filme – Júri Popular: “Bio”, de Carlos Gerbase Melhor Filme – Júri da Crítica: “As Duas Irenes”, de Fabio Meira Prêmio Especial do Júri: Carlos Gerbase, pela direção dos 39 atores e atrizes em “Bio” Prêmio Especial do Júri – Troféu Cidade de Gramado: Paulo Betti e Eliane Giardini, pela contribuição à arte dramática no teatro, televisão e cinema brasileiros LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS Melhor Filme: “Sinfonia Para Ana”, de Virna Molina e Ernesto Ardito Melhor Direção: Federico Godfrid, por “Pinamar” Melhor Atriz: Katerina D’Onofrio, por “La Ultima Tarde” Melhor Ator: Juan Grandinetti e Agustín Pardella, por “Pinamar” Melhor Roteiro: Joel Calero, por “La Ultima Tarde” Melhor Fotografia: Fernando Molina, por “Sinfonia Para Ana” Melhor Filme – Júri Popular: “Mirando al Cielo”, de Guzman García Melhor Filme – Júri da Crítica: “Pinamar”, de Federico Godfrid Prêmio Especial do Júri: “Los Niños”, de Maite Alberdi CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS Melhor Filme: “A Gis”, de Thiago Carvalhaes Melhor Direção: Calí dos Anjos, por “Tailor” Melhor Atriz: Sofia Brandão, por “O Espírito do Bosque” Melhor Ator: Nando Cunha, por “Telentrega” Melhor Roteiro: Carolina Markowicz, por “Postergados” Melhor Fotografia: Pedro Rocha, por “Telentrega” Melhor Montagem: Beatriz Pomar, por “A Gis” Melhor Trilha Musical: Dênio de Paula, por “O Violeiro Fantasma” Melhor Direção de Arte: Wesley Rodrigues, por “O Violeiro Fantasma” Melhor Desenho de Som: Fernando Henna e Daniel Turini, por “Caminho dos Gigantes” Melhor Filme – Júri Popular: “A Gis”, de Thiago Carvalhaes Melhor Filme – Júri da Crítica: “O Quebra-Cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro Prêmio Canada 150 de Jovens Cineastas: Calí dos Anjos (“Tailor”) Prêmio Canal Brasil de Curtas: “O Quebra-Cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro Prêmio Especial do Júri: “Cabelo Bom”, de Swahili Vidal e Claudia Alves












