The Crown define intérprete da atual esposa do Príncipe Charles
A série “The Crown” definiu mais uma intérprete importante de sua 3ª temporada. A atriz Emerald Fennell (da série britânica “Call the Midwife”) foi escalada no papel de Camilla Parker Bowles, atual mulher do Príncipe Charles. Camilla Parker Bowles foi a primeira namorada séria de Charles e virou sua amante enquanto ele ainda era casado com a Princesa Diana. Após o divórcio, os dois assumiram o relacionamento, o que gerou grande polêmica na sociedade britânica da época. Os dois se casaram em 2005, oito anos após a morte de Diana. O Príncipe Charles será interpretado por Josh O’Connor, visto recentemente no filme “O Reino de Deus”. Na temporada anterior, ele apareceu ainda criança, vivido por Julian Baring. Todos os atores vão mudar nos novos episódios para refletir a passagem do tempo, pois a série, que iniciou com episódios passados na década de 1950, vai chegar agora aos anos 1970. O elenco central também trará Olivia Colman (série “Broadchurch”) como a rainha Elizabeth II, Tobias Menzies (série “Outlander”) como o príncipe Philip, Helena Bonham Carter (“Oito Mulheres e um Segredo”) como a princesa Margaret, Ben Daniels (série “The Exorcist”) como Antony Armstrong-Jones, o controverso marido da princesa, Marion Bailey (“Aliados”) como a Rainha Mãe e Jason Watkins (“A Bússola de Ouro”) no papel do primeiro-ministro Harold Wilson. Agora só falta escalar Diana Spencer. A princesa Diana pode aparecer no final do terceiro ano da série para ganhar mais destaque na 4ª temporada, situada uma década depois. Diana conheceu o Príncipe Charles em 1977, quando tinha 16 anos e o herdeiro da coroa britânica namorava sua irmã mais velha, Lady Sarah. A 3ª temporada de “The Crown” tem previsão de lançamento para 2019 na Netflix.
Tidelands: Série australiana estrelada por Marco Pigossi ganha fotos e primeiro trailer legendado
A Netflix divulgou seis fotos e o trailer legendado de “Tidelands”, primeira produção australiana da plataforma, que conta com o ator brasileiro Marco Pigossi (novela “Onde Nascem os Fortes”) em seu elenco. A série foi desenvolvida por Stephen M. Irwin (criador da versão original de “Secrets and Lies”), tem temática fantástica e inclui sereias. A trama acompanha uma ex-presidiária (Charlotte Best, de “Puberty Blues”), que investiga os mistérios da pequena e perigosa vila de pescadores onde cresceu. Pigossi faz par romântico com a protagonista e, pelas imagens divulgadas, vai aparecer em várias cenas descamisado. O elenco também inclui os australianos Aaron Jakubenko (“The Shannara Chronicles”), Hunter Page-Lochard (“Cleverman”), Mattias Inwood (“Will”), Madeleine Madden (minissérie “Picnic at Hanging Garden”), Caroline Brazier (“Terra Nova”), Peter O’Brien (“X-Men Origens: Wolverine”) e a espanhola Elsa Pataky, estrela da franquia “Velozes e Furiosos” e mulher do astro Chris Hemsworth (o Thor). A 1ª temporada estreia em 14 de dezembro.
Matthew Broderick vai enfrentar zumbis em série do diretor de Rampage
O ator Matthew Broderick, até hoje lembrado como o Ferris Bueller de “Curtindo a Vida Adoidado” (1986), vai enfrentar zumbis na nova série “Daybreak”, adaptação dos quadrinhos homônimos de Brian Ralph na Netflix. Ele interpretará o diretor da escola do Ensino Médio em que estuda o protagonista da trama, Josh, um adolescente recluso de 17 anos que parte em busca de sua namorada desaparecida durante o apocalipse na cidade de Glendale, na Califórnia. Em sua jornada, ele se junta a um grupo de sobreviventes que inclui o garoto que o atormentava na escola e uma piromaníaca de 12 anos. Broderick já fez várias participações em séries, como “Modern Family”, “Louie”, “30 Rock” e até na animação “BoJack Horseman”, mas o papel em “Daybreak” marcará seu primeiro personagem fixo de uma produção do gênero. A adaptação dos quadrinhos está a cargo de Aron Eli Coleite, produtor-roteirista de “Star Trek: Discovery” e terá episódios dirigidos pelo cineasta Brad Peyton (de “Rampage: Destruição Total” e “Terremoto: A Falha de San Andreas”). Com 10 episódios, a estreia de “Daybreak” deve acontecer em 2019.
Trinkets: Atriz de Deadpool vai estrelar nova série adolescente da Netflix
A Netflix revelou sua próxima aposta para o público adolescente, a série “Trinkets”, que será estrelada por Brianna Hildebrand (a Míssil Adolescente Megassônico de “Deadpool”). A trama é uma adaptação do best-seller homônimo de Kirsten Smith, roteirista de Sessões da Tarde clássicas, como “10 Coisas que Eu Odeio em Você” (1999) e “Legalmente Loira” (2001), e gira em torno de três garotas cleptomaníacas. Apesar de estudarem no mesmo colégio, elas só vão se conhecer e virar amigas após ter que frequentar um grupo de apoio a cleptomaníacos, onde forjam uma amizade improvável apesar de serem de tribos completamente diferentes. Esta história, por sinal, lembra o filme “Clube dos Cinco” (1985), onde cinco alunos (o nerd, o atleta, o rebelde, a esquisita e a patricinha) superavam suas diferenças após ficarem em detenção. A esquisita Moe é como uma combinação dos personagens de Ally Sheedy e Judd Nelson no clássico de John Hughes. Tabitha é a garota popular que parece ter tudo o que quer, como Molly Ringwald em 1985. E Elodie é a puritana, mais próxima do papel do nerd tímido eternizado por Anthony Michael Hall. O detalhe é que esse encontro não as leva a se unir para tentar superar suas tendências malignas. Ao contrário, apenas reforça nelas o pior que podem fazer. Brianna Hildebrand viverá Elodie, Kiana Madeira (a vilã Spin em “The Flash”) interpretará Moe e a novata Quintessa Swindell aparecerá no papel de Tabitha. O elenco também inclui dois atores de “13 Reasons Why”: o brasileiro Henry Zaga e Brandon Butler, além de Larry Sullivan (“Big Little Lies”), October Moore (“Grimm”), Odiseas Georgiadis (“The Stand-In”) e Larisa Oleynik (“Mad Men”). A própria Kirsten Smith assina a adaptação, em parceria com Amy Andelson e Emily Meyer (ambas roteiristas de “Ela Dança, Eu Danço 3” e “Naomi & Eli e a Lista do Não Beijo”). Já a showrunner é Linda Gase (“Switched at Birth”). A 1ª temporada terá 10 episódios, mas ainda não há previsão de lançamento.
O Mundo Sombrio de Sabrina ganha novo vídeo em clima gótico dançante
A Netflix disponibilizou mais um vídeo legendado de “O Mundo Sombrio de Sabrina”. A prévia nada mais é que um clipe ao som do hit gótico-pop dançante da cantora K.Flay, “Blood In The Cut”, com cenas da atração e um desfile do elenco pelo cenário, para reforçar a blitz promocional da produção, provavelmente a mais divulgada da plataforma em 2018. Tanto que a expectativa está nas alturas, como se pode ver pelos comentários na página do vídeo no YouTube. Como demonstra a seleção musical, a nova série é bem diferente do clima inocente da comédia teen protagonizada pela personagem nos anos 1990, “Sabrinha, Aprendiz de Feiticeira”. Sabrina continua adolescente, mas além de problemas de romance e provas da escola, tem que lidar com rituais satânicos, criaturas das trevas e tramas de terror. Isto é algo que o criador da série, Roberto Aguirre-Sacasa – que também é chefe criativo da Archie Comics – , tinha introduzido no lançamento da nova versão da bruxinha nos quadrinhos – cuja revista se chama “Chilling Adventures of Sabrina”, o título original da produção da Netflix. Na série, Aguirre-Sacasa trabalhará novamente com o produtor Greg Berlanti e o diretor Lee Toland Krieger, retomando o trio original que lançou “Riverdale” com sucesso na TV americana. Além de Kiernan Shipka (“Mad Men”) no papel da aprendiz de feiticeira, o elenco grandioso inclui Miranda Otto (“Flores Raras”, série “24: Legacy”), Lucy Davis (a Etta Candy de “Mulher-Maravilha”), Chance Perdomo (série “Midsummer Murders”), Ross Lynch (série “Austin & Ally”), Jaz Sinclair (série “The Vampire Diaries”), Michelle Gomez (série “Doctor Who”), Tati Gabrielle (série “The 100”), Bronson Pinchot (“Amor à Queima-Roupa”) e Richard Coyle (“Contra o Tempo”). Para completar, a data escolhida para a estreia da série é a sexta-feira que antecede o Halloween, dia 26 de outubro. Uma opção temática, que no ano passado acomodou a 2ª temporada de “Stranger Things”.
Guillermo Del Toro fará animação gótica de Pinóquio para a Netflix
O cineasta Guillermo Del Toro, vencedor do Oscar 2018 por “A Forma da Água”, fechou com a Netflix a produção de sua animação gótica de “Pinóquio”, um projeto antigo que ele desenvolve desde o começo do século. Curiosamente, o anuncio da produção foi feito pela Netflix como se fosse um projeto novo, salvo apenas por uma frase de Del Toro: “Eu queria fazer esse filme há mais tempo que me lembro”. “Nenhuma forma de arte influenciou minha vida e meu trabalho mais do que a animação e nenhum personagem na história teve uma conexão pessoal tão profunda comigo quanto Pinóquio”, disse del Toro no comunicado da Netflix. “Em nossa história, Pinóquio é uma alma inocente com um pai indiferente, que se perde em um mundo que não consegue compreender. Ele embarca em uma jornada extraordinária que o deixa com uma compreensão profunda de seu pai e do mundo real”, completou. Apesar do comunicado avisar que a produção vai começar neste outono norte-americano (nossa primavera), as características do “novo” projeto são as mesmas da animação iniciada há vários anos. Trata-se de uma versão em stop-motion da fábula clássica, com bonecos animados quadro a quadro, que teve suas primeiras imagens divulgadas em 2011. Veja abaixo. Assim como naquela ocasião, Del Toro segue dividindo a direção de “Pinóquio” com Mark Gustafson, animador de “O Fantástico Sr. Raposo” (2009). O roteiro, por sua vez, é compartilhado por Del Toro e Patrick McHale, que criou a minissérie animada “Over the Garden Wall” e escreveu episódios de “Adventure Time”. E o design é inspirado na arte de Gris Grimly, ilustrador de livros infantis que desenhou um “Pinóquio” gótico em 2002. Para completar, os bonecos do filme são construídos pelo estúdio Mackinnon & Saunders, conhecido por seu trabalho em “A Noiva Cadáver” (2005), e a Jim Henson Company, responsável pelos Muppets, coproduz os trabalhos com Del Toro. O anúncio só não confirma se o roqueiro Nick Cave continua envolvido no projeto. Ele seria originalmente o consultor musical. “Pinóquio” será o segundo projeto de Del Toro para a Netflix. O cineasta produz a série animada “Trollhunters” para a plataforma de streaming. Além desse filme, Del Toro também está comprometido com o roteiro e a direção do remake de “O Beco das Almas Perdidas” (Nightmare Alley, 1947) para a Fox Searchlight, estúdio que produziu “A Forma da Água”.
(Des)encanto: Netflix garante a nova série do criador dos Simpsons até a 4ª temporada
A Netflix anunciou a renovação da série animada “(Des)encanto” por mais duas temporadas. A série já tinha sido encomendada com duas temporadas iniciais. Assim, ao encomendar 20 novos episódios, a Netflix garante que a atração ficará quatro temporadas no ar. Chamada em inglês de “Disenchantment”, o desenho é a primeira produção de Matt Groening, criador de “Os Simpsons”, em quase duas décadas – desde o lançamento de “Futurama” em 1999. Mas não foi considerado tão divertido quanto os dois trabalhos anteriores, recebendo 63% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A trama se passa em um lugar mágico chamado Dreamland, descrito como “um reino medieval em ruínas”, e acompanha três protagonistas: a Princesa Bean, o elfo chamado Elfo e o demônio Luci. Eles são dublados em inglês por Abbi Jacobson (série “Broad City”), Nat Faxon (“Friends from College”) e Eric Andre (série “2 Broke Girls”), respectivamente. “Estamos animados em continuar essa jornada épica com o Netflix. Fiquem ligados para mais suspense, viradas de jogo irritantes e personagens amáveis sendo derrubados”, disse Groening em comunicado. A estratégia de anunciar com antecipação as novas temporadas se deve ao trabalho necessário para criar os episódios, garantindo que os animadores, roteiristas e dubladores sejam mantidos na equipe. Os novos episódios serão exibidos em levas de 10 capítulos cada, de 2019 a 2021.
Atriz de Star Trek: Discovery revela foto com mudanças no visual klingon
A atriz Mary Chieffo divulgou no Twitter como será seu novo visual na 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”. Na foto (acima), sua personagem L’Rell aparece com cabelos longos, bem diferente do visual klingon da temporada inaugural. Ela ainda acrescentou na legenda que L’Rell virou chanceler de sua raça. A 2ª temporada de “Star Trek: Discovery” terá muitas outras novidades, incluindo personagens da série clássica, como o Capitão Pike, interpretado por Anson Mount (o Raio Negro na série dos Inumanos), a primeira oficial da Enterprise conhecida como Número 1, vivida por Rebecca Romijn (a Mística da trilogia original dos “X-Men”), e até o jovem Spock, papel de Ethan Peck (série “10 Coisas que Eu Odeio em Você”), neto do grande ator Gregory Peck (vencedor do Oscar por “O Sol É para Todos” em 1963). A estreia está marcada para 17 de janeiro na plataforma americana CBS All Access. No Brasil, a série é disponibilizada pela Netflix.
Stephen King elogia série A Maldição da Residência Hill no Twitter: “Quase um trabalho de gênio”
Já viu “A Maldição da Residência Hill” na Netflix? O escritor Stephen King (“It: A Coisa”) encerrou recentemente a maratona da série e rasgou elogios no Twitter. “‘Haunting of Hill House’, revisado e remodelado por Mike Flanagan. Eu normalmente não me importo com esse tipo de revisionismo, mas isso é ótimo. Quase um trabalho de gênio, realmente. Eu acho que Shirley Jackson aprovaria, mas quem saberia com certeza?”, escreveu o mestre da literatura de terror. O elogio deve ter agradado Flanagan, que já adaptou uma obra de Stephen King anteriormente: “Jogo Perigoso” (2017), também disponibilizado pela Netflix. Por sinal, seu próximo trabalho é outra adaptação de King: “Doutor Sono”, a continuação do clássico “O Iluminado” (1980). Com 85% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes, a série elogiada teve apenas um trailer legendado disponibilizado no Brasil pela plataforma de streaming, embora haja farto material disponível sem legendas na Netflix americana. Mas o descaso com a divulgação nacional não foi apenas este. O problema também passa pela “tradução” do título. “The Haunting of Hill House”, o livro de 1959 da escritora Shirley Jackson, pode ser encontrado nas livrarias brasileiras como “A Assombração da Casa da Colina”, que é uma tradução literal, e já foi adaptado para o cinema duas vezes. O filme de 1963 ganhou o título nacional de “Desafio do Além” e o de 1999 virou “A Casa Amaldiçoada”, oportunidade em que sua trama foi bastante alterada para acomodar as expectativas de um elenco de blockbuster (Liam Neeson, Catherine Zeta-Jones e Owen Wilson). A Netflix criou a quarta tradução para a obra, que, em inglês, tem sempre o mesmo título. Considerada uma das melhores histórias de fantasmas já escritas, a trama original girava em torno de uma experiência científica conduzida por um pesquisador num mansão com fama de mal-assombrada. Ele convida diversas pessoas com um passado relacionado a eventos sobrenaturais a passar uma temporada no lugar, enquanto conduz alguns testes, mas apenas duas mulheres e o herdeiro da propriedade comparecem para a aventura. A versão do cineasta Mike Flanagan, que também dirigiu os elogiados “O Espelho” (2013) e “Ouija – A Origem do Mal” (2016), muda toda a premissa para explorar o impacto que a assombração causou nas crianças que moravam na casa, que retornam à residência muitos anos depois. O elenco inclui Michiel Huisman (série “Game of Thrones”), Elizabeth Reaser, Kate Siegel (ambas de “Ouija: Origem do Mal”), Oliver Jackson-Cohen (“Emerald City”), Carla Gugino (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Timothy Hutton (“American Crime”), Samantha Sloyan (“Grey’s Anatomy”) e Henry Thomas (o menino de “E.T. – O Extraterrestre”). Com 10 episódios, a série foi disponibilizada em 12 de outubro. THE HAUNTING OF HILL HOUSE, revised and remodeled by Mike Flanagan. I don't usually care for this kind of revisionism, but this is great. Close to a work of genius, really. I think Shirley Jackson would approve, but who knows for sure. — Stephen King (@StephenKing) October 17, 2018
Finn Jones posta foto em solidariedade ao cancelamento de Luke Cage
O ator Finn Jones, protagonista de “Punho de Ferro”, série cancelada na semana passada, reagiu ao novo cancelamento da Netflix, agora da série “Luke Cage”, publicando uma foto de solidariedade em seu Instagram. A imagem mostra um close do punho de Jones encontrando a mão de Mike Colter, intérprete de Luke Cage. Não há legendas. A coincidência do cancelamento de ambas as séries tem feito os fãs se agarrarem à esperança de que os personagens serão reunidos numa nova atração, como aconteceu nos quadrinhos. Após o cancelamento da revista do “Punho de Ferro”, o herói passou a aparecer nas páginas de “Luke Cage” e, em poucos números, a publicação foi rebatizada com o nome dos dois heróis. A parceria também ficou conhecida como “Heróis de Aluguel” (Heroes for Hire), devido ao negócio que eles decidem abrir para ganhar dinheiro enquanto combatem criminosos. E Luke Cage chegou a realizar trabalhos de proteção por encomenda na 2ª temporada de sua série. Oficialmente, não há nenhuma posição da Netflix ou da Marvel a respeito de algum tipo de resgate dos personagens, que poderiam, hipoteticamente, ressurgir no novo serviço de streaming da Disney, previsto para 2019. Visualizar esta foto no Instagram. ??❤️?? Uma publicação compartilhada por Finn J (@finnjones) em 19 de Out, 2018 às 8:02 PDT
Netflix cancela a série Luke Cage após duas temporadas
A Netflix cancelou sua segunda série da Marvel. “Infelizmente, ‘Luke Cage’ não vai retornar para uma 3ª temporada”, afirmaram a Netflix e a Marvel numa declaração conjunta. “Todos na Marvel Television e na Netflix são gratos à dedicação do showrunner, dos roteiristas, elenco e equipe que deram vida ao herói do Harlem nas últimas duas temporadas. E também a todos os fãs que apoiaram a série”. O cancelamento acontece uma semana após o anúncio de que a série “Punho de Ferro” não seria mais produzida na Netflix. Desde então, fãs iniciaram uma caminha ruidosa nas redes sociais, com a hashtage #SaveIronFist (Salvem Punho de Ferro) e uma petição online, que já foi assinada por 28 mil pessoas. Apesar da lamentação, ainda havia a expectativa de que os personagens de “Punho de Ferro” continuassem aparecendo em “Luke Cage”, após a revista Entertainment Weekly afirmar que eles continuariam a existir no universo das séries da Marvel. Se esse caminho ficou inviável, por outro lado, o cancelamento de ambas as séries pode originar uma recombinação que as junte numa nova atração, já que os dois super-heróis do título já compartilharam uma publicação da Marvel. Esta é a versão esperançosa da notícia. O fato é que os dois cancelamentos consecutivos podem ter consequências maiores para o negócio entre a Marvel e a Netflix. “Demolidor” acaba de estrear sua 3ª temporada nesta sexta (20/10), “Jessica Jones” gravou os episódios de sua 3ª temporada, mas de forma suspeita viu sua criadora e showrunner sair para outros projetos, e a 2ª temporada de “Justiceiro” também está pronta. E não há nenhuma garantia de que estas séries irão continuar após os episódios já produzidos. O site Deadline apurou que o problema de “Luke Cage” foi isolado e sem relação contratual com a Disney: as boas e velhas diferenças criativas. A Netflix teria rejeitado os roteiros da 3ª temporada. Supostamente, houve um desentendimento entre a plataforma e o showrunner Cheo Hodari Coker, que pode até ter resultado em demissão, ainda segundo o site, levando ao cancelamento. A verdade é que há muitos detalhes dos bastidores dos dois cancelamentos que não vieram à público. E entre eles pode estar uma renegociação entre a Netflix e a Disney, que poderia estar querendo recuperar os títulos da Marvel e relançá-los em seu serviço de streaming. A repercussão do cancelamento de “Luke Cage” deve começar a ser sentida ao longo do fim de semana.
Super Drags: Série animada dublada por Pabllo Vittar ganha trailer contra haters
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Super Drags”, sua primeira animação brasileira, que vem precedido por um aviso de que se trata de material adulto. É a deixa para a prévia enfiar o pé na jaca e abusar dos closes. O desenho é basicamente “As Meninas Superpoderosas” com drag queens, com três super-empoderadas que voam espalhando raios de arco-íris contra os terríveis haters, vilões do mal. Com alusões anatômicas e sexualmente óbvias, a prévia também é garantia de mais chiliques conservadores. “Super Drags” foi anunciada no fim de maio pela Netflix e desde então desperta chiliques e pitis. Os protestos começaram nos Estados Unidos, onde uma entidade cristã lançou uma petição online para impedir que a série fosse exibida. “Encorajada pelo ‘orgulho gay’, a Netflix está lançando um programa voltado para crianças, onde homossexualidade e travestismo são o ponto focal”, reclamava a petição. A ojeriza foi imitada no Brasil por duas outras entidades: a Sociedade Brasileira de Pediatria (“em defesa das futuras gerações”) e o Ministério Público Federal de Minas Gerais (para “preservar os direitos das crianças, mais propensas a serem influenciadas”). A primeira emitiu um comunicado oficial de protesto contra a produção. A segunda enviou intimação e deu prazo para cumprimento, invadindo atribuições do Ministério da Justiça, como, por exemplo, a classificação etária. Por conta disso, a Netflix chegou a divulgar um vídeo em que Vedete Champanhe explica que não se trata de uma animação para crianças. “Cês tão achando que eu tô com cara de Galinha Pintadinha?”, perguntava a personagem animada. Veja aqui. Criada por Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescaut, do Combo Estúdio (que lançou a primeira youtuber animada brasileira, a Any Malu), a série acompanha Patrick, Donny e Ramon, três amigos que trabalham em uma loja de departamento durante o dia. Mas que, à noite, se transformam nas fabulosas drags Lemon Chiffon, Safira Cian e Scarlet Carmesim para combater os haters com muita purpurina. Para dar ainda mais credibilidade à brincadeira, as super-empoderadas tem vozes famosas, dubladas pelo cantor Pabllo Vittar, pela ícone da noite paulistana Silvetty Montilla (“Do Lado de Fora”), pela drag queen mais debochada do Rio Suzy Brasil (da vindoura comédia “Carlinhos & Carlão”) e o ator Rapha Vélez (da série “Macho Man”). A série também ganhou data de estreia. Os cinco episódios da 1ª temporada serão disponibilizados em 9 de novembro.
Já ouviu falar na série Segurança em Jogo? “Tradução” da Netflix esconde maior sucesso britânico da década
A série inglesa “Bodyguard”, estrelada por Richard Madden (“Game of Thrones”) e Keeley Hawes (“Line of Duty”), bastante comentada por bater recorde de audiência no Reino Unido, ganhou trailer legendado para seu lançamento na Netflix. O detalhe é que a plataforma resolveu ignorar toda a divulgação espontânea da imprensa nacional, que destacou o sucesso sem precedentes da atração, ao trocar seu título por um nome que nem forçando muito a barra dá para chamar de tradução. A divulgação está sendo focada em algo chamado “Segurança em Jogo”, que provavelmente causará indiferença aos assinantes que aguardam para ver “Bodyguard” (Guarda-costas, em inglês). As decisões tomadas pela Netflix nacional são de espantar até descrentes. Criada por Jed Mercurio (do sucesso “Line of Duty”), a série traz Richard Madden como o personagem-título – não “Segurança em Jogo”, mas o título original. Ele interpreta David Budd, um veterano de guerra que agora trabalha como guarda-costas, conquistando destaque como especialista na proteção de políticos e da realeza na Polícia Metropolitana de Londres. Quando é designado para proteger a ambiciosa e poderosa Secretária do Estado Julia Montague (Keeley Hawes), cuja política representa tudo o que ele despreza, Budd se vê dividido entre seu dever e suas crenças. A exibição do último episódio da temporada no canal BBC One registrou o maior público de uma série dramática da TV britânica desde o auge de “Downton Abbey”, com 11 milhões de telespectadores. A série tinha estreado com 6,7 milhões de telespectadores, sendo que outros 3 milhões assistiram as reprises – números que já faziam de “Bodyguard” a maior estreia da TV britânica em mais de uma década. O mais impressionante é que continuou a registrar crescimento constante de audiência ao longo de seus seis capítulos. A BBC ainda não se pronunciou a respeito de uma 2ª temporada, mas parece óbvio que ela será produzida. Jed Mercurio já falou em planos para quatro temporadas. A série vai chegar ao Brasil na quarta-feira (24/10), e é uma pena que a Netflix tenha decidido dificultar que o público a identifique em sua programação.












