As 10 melhores séries para acompanhar nesta semana
Fãs de sci-fi e fantasia são os maiores privilegiados pela programação de streaming desta semana, graças ao lançamento de séries bastante esperadas do gênero. Mas a lista de estreias também inclui títulos de ação, espionagem, crimes reais e comédia. A lista abaixo reúne as 10 melhores novidades para começar a acompanhar ou, em alguns casos, maratonar no fim de semana. Confira as dicas e seus trailers para encontrar sua nova série favorita. STAR TREK: STRANGE NEW WORLDS | PARAMOUNT+ Nunca houve uma atração tão esperada. Foram nada menos que 58 anos para que “The Cage”, o mítico piloto rejeito de “Jornada nas Estrelas” em 1964, virasse uma série. Até recentemente um rodapé na história da franquia, o conceito original de Gene Roddenberry é a origem da nova série. Antes de criar o Capitão Kirk, Roddenberry concebeu o galante Capitão Pike no comando da nave Enterprise, acompanhado por uma imediata feminina, chamada apenas pelo codinome de Número 1. Entretanto, essa configuração foi rejeitada pelos executivos da NBC, levando o criador da série mudar tudo. De todos os personagens, apenas um fez a transição do piloto rejeitado para a versão aprovada: o oficial alienígena Spock. Esta história seria mera curiosidade, não fosse a decisão do produtor de reciclar cenas do piloto de 1964 numa trama de duas partes da 1ª temporada de “Jornada nas Estrelas”, que revelou a tripulação perdida da Enterprise. Aquela aparição de 1966 gerou muita curiosidade, mas foi só décadas depois, em 2019, durante a 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”, que os personagens esquecidos ganharam um novo e breve arco narrativo. Com os fãs indo a loucura, a Paramount+ percebeu que tinha atingido um nervo, e Akiva Goldsman (criador de “Titãs”), Alex Kurtzman (roteirista do reboot de “Star Trek”, de 2009) e Jenny Lumet (criadora de “Clarice”) receberam aprovação para criar uma série inteira centrada no comando do Capitão Pike. Além de Pike (interpretado por Anson Mount), Número 1 (Rebecca Romijn) e Spock (Ethan Peck), a atração foi vitaminada com outros personagens do cânone, como a jovem cadete Uhura e a enfermeira Christine Chapel, ambas da série de 1966, além do Dr. M’Benga, oficial médico que apareceu em dois episódios de “Jornada nas Estrelas”, e uma novidade curiosa: uma descendente do famoso vilão Khan como uma das três criações inéditos da produção. O detalhe é que a nostalgia não se restringe aos personagens. Ao contrário das narrativas serializadas das novas séries trekkers, a atração exibe episódios contidos, uma história completa por semana, como a velha série original. Também é mais leve, divertida e com aventuras que remetem ao espírito dos capítulos dos anos 1960, inclusive se conectando a algumas tramas clássicas, como o noivado de Spock. Como resultado, a série da velha geração, a “Star Trek” antes do Capitão Kirk, consegue ser a melhor “Star Trek” desde “A Nova Geração” do Capitão Picard nos anos 1990. E também a mais “Star Trek” de todas as produções da franquia desde o voo inaugural da Enterprise. THE MAN WHO FELL TO EARTH | PARAMOUNT+ Outra sci-fi criada por Alex Kurtzman e Jenny Lumet também é destaque na Paramount+. Trata-se de uma continuação do filme “O Homem que Caiu na Terra” (1976), que traz Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) como um alienígena em busca de salvação para seu mundo. Sua chegada é uma resposta ao sinal enviado há mais de 40 anos pelo extraterrestre original – interpretado por David Bowie em 1976 e por Bill Nighy (“Simplesmente Amor”) como sua versão mais velha – , que abandonou sua missão e vive recluso desde a descoberta de sua identidade. A atração apresenta o protagonista em dois tempos, em flashforward como um inventor-empresário visionário e em flashback durante sua chegada à Terra, quando era ingênuo, sem filtro e sempre se metia em confusões – inclusive com a polícia – , tentando aprender o idioma local e habilidades sociais para passar despercebido. Suas aparições iniciais rendem cenas engraçadas, mas também dramáticas, pois seu destino se mostra ligado ao de uma mãe solteira endividada (Naomie Harris, de “007 – Sem Tempo Para Morrer”), que trabalha em lixões de material tóxico, mas que no passado foi uma cientista prestes a realizar uma descoberta vital para o objetivo do alienígena. Com capítulos dirigidos pelo próprio Kurtzman, a atração tem visual cinematográfico e ainda inclui em seu elenco Jimmi Simpson (“Westworld”), Kate Mulgrew (“Star Trek: Voyager”), Sonya Cassidy (“The Last Kingdom”) e Clarke Peters (“Destacamento Blood”). THE WILDS | AMAZON PRIME VIDEO As reviravoltas continuam na 2ª temporada. Originalmente apresentada como uma variação de “Lost”, a série começou com um grupo de garotas adolescentes numa ilha deserta, após sobreviverem a um acidente de avião. Só que, na verdade, nunca houve acidente. Elas foram colocadas na ilha de forma proposital. E após passarem por desafios físicos e mentais, descobrem que não foram as únicas a participar da experiência ilegal de cientistas sem ética. Um conjunto de rapazes também está na mesma ilha. Mas os responsáveis pela experiência jamais imaginaram que os dois grupos pudessem se encontrar. A trama de sobrevivência física e desafio psicológico foi criada pela roteirista-produtora Sarah Streicher (“Demolidor”) e destaca em seu elenco as jovens Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”), Jenna Clause (“Cold Brook”), Reign Edwards (“Snowfall”), Shannon Berry (“Hunters”), Helena Howard (“Don’t Look Deeper”), Erana James (“Golden Boy”), Sarah Pidgeon (“Gotham”) e a estreante Mia Healey, além dos adultos Rachel Griffiths (“Brothers & Sisters”), David Sullivan (“Objetos Cortantes”) e Troy Winbush (“Os Goldbergs”). A DESCOBERTA DAS BRUXAS | GLOBOPLAY A série sobrenatural estrelada por Teresa Palmer (“Quando as Luzes se Apagam”) e Matthew Goode (“Aliados”) chega à sua 3ª e última temporada com a adaptação de “O Livro da Vida”, volume final da “Trilogia das Almas” (“All Souls” no original), de Deborah Harkness. Batizada com o nome do primeiro livro da trilogia, “A Descoberta das Bruxas” foi a maior audiência do canal britânico Sky em seu lançamento em 2018. Considerada uma mistura de “Crepúsculo” com “Harry Potter”, a trama gira em torno de Diana Bishop, uma jovem professora da Universidade de Oxford que é descendente das bruxas de Salem. Quando desvenda acidentalmente um manuscrito encantado, ela é obrigada a abraçar a magia em seu sangue e descobre um mundo secreto, com direito a um romance proibido com um vampiro encantador chamado Matthew Clairmont, de 1,5 mil anos de idade. Assim como nos livros de Stephenie Meyer, o romance entre os dois desperta a ira dos que governam a aliança do mundo sobrenatural. Até que, no capítulo final, os protagonistas se tornam mais poderosos e determinados a enfrentar os que atacam seu casamento, a união proibida entre uma bruxa e um vampiro, liderando uma revolução contra os clãs que tentam impedir o nascimento de seu filho. A adaptação é uma produção da Bad Wolf, mesma produtora responsável por “His Dark Materials” na HBO, e conquistou por dois anos consecutivos o prêmio de Melhor Fotografia de Série Dramática da Sociedade Britânica dos Cinematógrafos (o sindicato dos diretores de fotografia do Reino Unido). A ESCADA | HBO MAX A minissérie é baseada na história real que originou a atual febre de documentários de “true crime”: o caso de Michael Peterson, um romancista policial acusado de matar sua esposa Kathleen, encontrada morta ao pé de uma escada em sua casa. Transformada numa batalha judicial de 16 anos, a morte dilacerou a família de Peterson e acabou entronizada na cultura pop pela produção francesa “Morte na Escadaria”, uma das primeiras séries documentais sobre crimes verdadeiros a estourar na TV, em 2004. Com três episódios novos acrescentados à produção, o crime voltou a ser discutido ao chegar na Netflix em 2018. E o sucesso dessas versão é apontado como ponto de partida para o interesse mundial pelo gênero “true crime”. A adaptação é assinada pelo cineasta Antonio Campos (“O Diabo de Cada Dia”), filho do jornalista brasileiro Lucas Mendes (“Manhattan Connection”), e reúne um fabuloso casting internacional, encabeçado pelo astro britânico Colin Firth (“Kingsman – Serviço Secreto”) como Michael Peterson e a australiana Toni Collette (“Hereditário”) como sua esposa morta. O elenco grandioso inclui ainda a diva do cinema francês Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”), a inglesa Sophie Turner (“Game of Thrones”), Rosemarie DeWitt (“Pequenos Incêndios por Toda a Parte”), Parker Posey (“Perdidos no Espaço”), Michael Stuhlbarg (“Dopesick”), Dane DeHaan (“Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”), Odessa Young (“The Stand”), Patrick Schwarzenegger (“Sol da Meia-Noite”) e Olivia DeJonge (“The Society”). Ao longo dos episódios, a atração questiona se Michael Peterson realmente matou a esposa e porquê, mas se prova muito mais do que um mistério, conduzindo a trama para apontar os caprichos do sistema de justiça criminal e o narcisismo de homens abusivos. TEERÃ | APPLE TV+ Produzida por um dos mentores da premiada “Fauda” e criada pela equipe de “Magpie”, a série de espionagem israelense traz Niv Sultan (“The Stylist”) como uma hacker nascida em Teerã, que se tornou agente do Mossad e volta ilegalmente ao Irã para uma missão secreta: destruir uma usina nuclear. O plano dá errado e na 2ª temporada, enquanto tenta passar despercebida, ela é contatada por uma nova personagem, vivida por Glenn Close (“A Esposa”), que lhe transmite uma nova missão perigosa. Só que a chefe pode estar escondendo algo, que inevitavelmente colocará a vida da espiã em risco. Repleto de ação, perseguições e tiroteios, o thriller recebeu críticas muito positivas, atingindo 94% de aprovação no Rotten Tomatoes em sua 1ª temporada, além de ter vencido o Emmy Internacional como Melhor Série de Drama. O elenco também destaca Shaun Toub (de “Homeland”), Navid Negahban (“Aladdin”), Shervin Alenabi (“Gangs of London”) e Liraz Charhi (“Jogo de Poder”). CLARK | NETFLIX O “Clark” do título é Clark Olofsson, um gângster sueco que que se tornou famoso nos anos 1970 por conquistar a boa vontade de suas vítimas com seu charme e boa aparência. Ele é ninguém menos que o bandido que deu origem ao termo “síndrome de Estocolmo”, adotado pela psiquiatria. Para quem não conhece, a “síndrome de Estocolmo” define uma condição de simpatia de vítimas de abuso por aqueles que lhes causam mal. O termo é geralmente utilizado para explicar porque alguns reféns se tornam amigos e até passam a defender os criminosos que os submetem à violência. O estado mental é resultado de um bloqueio e estratégia de sobrevivência. Na trama, Bill Skarsgård (o palhaço Pennywise de “It: A Coisa”) vive o personagem-título, que acaba cercado pela polícia num assalto a banco de 1973 com um parceiro igualmente simpático. Rendendo-se após fazer várias pessoas de reféns, os dois surpreendem a polícia ao conquistar a amizade de todas as suas vítimas. Os reféns não só se recusam a testemunhar contra os ladrões como ainda levantam fundos para ajudá-los em suas defesas. A história é real, mas, de forma diferente das atrações de “true crime”, a produção adota tom cômico para contá-la, resultando numa série bastante estilizada. Surreal, na verdade, graças aos detalhes da inacreditável vida levada pelo criminoso. O diferencial é a abordagem do diretor e roteirista Jonas Åkerlund, o cineasta responsável por “Lords of Caos”, cinebiografia da banda de death metal Mayhem, e que também tem vários clipes musicais famosos no currículo – de Madonna a Lady Gaga. IOSI, O ESPIÃO ARREPENDIDO | AMAZON PRIME VIDEO Criada pelo cineasta Daniel Burman (“O Décimo Homem”), a série argentina é um thriller tenso de espionagem passado na comunidade judaica do país. A trama traz Gustavo Bassani (“Separadas”) como um agente infiltrado, que se passa por judeu para coletar informações de um suposto complô para criar um estado judaico na Patagônia. Mas conforme a missão se torna mais absurda, ele passa a suspeitar que seu trabalho de inteligência possa ter relação com atentados terroristas violentos contra judeus na Argentina. Arrependido por seu envolvimento, o protagonista se vê mudando de lado e inicia uma corrida contra o tempo para obter justiça antes que ele e sua família sejam mortos. A...
Os 10 melhores filmes que estreiam em casa
A programação de estreias digitais se divide em filmes com apelo para o grande público e títulos voltados a cinéfilos de carteirinha. Vai da animação para crianças e comédia nacional até obras premiadas em festivais europeus, sem esquecer um cult para geeks musicais – e com um bom e indefectível banho de sangue para quem tem gosto mais extremo. Escolha seu preferido na lista abaixo, que reúne os 10 melhores lançamentos da semana nas plataformas de VOD e de assinatura, acompanhados por seus trailers. OS CARAS MALVADOS | NOW, VOD* Atual líder das bilheterias nos EUA, a produção da DreamWorks Animation sobre os estereótipos dos vilões das fábulas encantadas tem ritmo veloz, é engraçada, embute uma mensagem importante contra aparências e apresenta tudo com um visual tão atraente que é impossível não prestar atenção. A animação gira em torno de um grupo típico de vilões de histórias infantis, que praticam crimes sofisticados sob o comando de um Lobo Mau. Entretanto, tudo muda quando o vilão pratica um ato altruísta, salva a vovozinha e se vê inundado por uma sensação positiva que o surpreende, despertando nele a vontade de, entre outras boas ações, salvar até três e mais porquinhos de testes de laboratório. O problema passa a ser convencer seus capangas a embarcarem na sua missão mais ousada: virarem os caras bonzinhos – ou os novos malvados favoritos das crianças. A história é baseada no best-seller homônimo de Aaron Blabey, foi adaptada por Etan Cohen (“MIB: Homens de Preto III”) e dirigida por Pierre Perifel, que estreia no comando de longas após trabalhar na animação da trilogia “Kung Fu Panda”. E inclui, entre seus dubladores originais, Sam Rockwell (“Três Anúncios para o Crime”) como Lobo Mau, Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) como Tarântula, Marc Maron (“GLOW”) como Cobra, Anthony Ramos (“Em um Bairro de Nova York”) como Piranha, Craig Robinson (“Meu Nome É Dolemite”) como Tubarão e Zazie Beetz (“Coringa”) como uma raposa chamada Diane Foxington. GREAT FREEDOM | MUBI Premiado nos festivais de Cannes, Viena, Atenas e muitos outros, o filme do austríaco Sebastian Meise chama atenção para um aspecto pouco explorado do pós-guerra, revelando que a libertação dos campos de concentração nazistas não representou o fim da opressão para todas as minorias perseguidas da Europa. Nem todos foram perdoados por seus “crimes” de existência. A trama traz Franz Rogowski (“Undine”) como um homem condenado por ser gay, que passa a vida na prisão porque a lei de seu país continuou criminalizando a homossexualidade, mesmo após a queda de Hitler. Ele cumpre a pena apenas para voltar a ser preso, numa rotina repetitiva que o aproxima de seu companheiro de cela, um assassino condenado à prisão perpétua. À medida que esse relacionamento floresce, a obra pondera a força do amor contra a opressão e a capacidade do espírito humano de resistir à desumanização. Impactante, tem 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, a nota mais alta da crítica entre os títulos desta semana. O CHOQUE DO FUTURO | FILMICCA O filme cult de semana é uma homenagem aos pioneiros da música eletrônica. Passado em Paris no final dos anos 1970, acompanha uma compositora obcecada em criar a música do futuro, apenas para ser desacreditada por todos, porque barulho de sintetizador não seria música. Fãs de rock/eletrônica vão amar as referências e a evolução do processo que levou à criação do pop do futuro (nosso presente), mas o grande público pode não sentir o mesmo apelo em ver uma garota passar quase todo o filme cercada por baterias eletrônicas, sintetizadores, sequenciadores, gravadores de rolo e equipamentos de computação. Totalmente musical, “O Choque do Futuro” é o primeiro filme dirigido pelo compositor Marc Collin, fundador da banda Nouvelle Vague, e traz em seu elenco vários artistas do pop rock francês, como Clara Luciani (ex-integrante da banda La Femme), Corinne e Elli Medeiros (pioneira do electropop europeu), além de Alma Jodorowsky, neta do cineasta Alejandro Jodorowsky e diretora de clipes, no papel principal. MADRE | NOW A “madre” do título é uma mulher espanhola que perdeu o filho há dez anos, desaparecido numa praia francesa durante as férias de verão. Inconformada, ela largou tudo para viver na mesma praia em que o filho foi visto pela última vez, mas depois de uma década, quando começa a se recuperar do trauma, conhece um adolescente que lembra o menino desaparecido, com a idade que ele teria hoje. Os dois embarcam em uma estranha relação, baseada em desconfiança. O filme de Rodrigo Sorogoyen (“O Anticandidato”) venceu cinco prêmios internacionais e consagrou a esposa do diretor, Marta Nieto (“Feria: Segredos Obscuros”), premiada como Melhor Atriz da mostra Horizontes no Festival de Veneza passado, por seu desempenho no papel-título. TRE PIANI | NOW O premiado diretor italiano Nanni Moretti (“A Missa Acabou”) conta a história de três famílias que vivem em apartamentos diferentes no mesmo condomínio, todos confrontados com problemas muito intensos. Há uma mulher que luta contra a solidão e a áspera relação do marido com o irmão, um casal que enfrenta a terrível suspeita de que o seu vizinho, um idoso, abusou da filha, e pai e mãe desesperados, após seu filho atropelar e matar uma mulher. Baseado em romance de Eshkol Nevo, foi exibido no Festival de Cannes do ano passado e concorreu ao David di Donatello (o Oscar italiano) na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. SPREE | HBO MAX A comédia de humor sangrento traz Joe Keery (de “Stranger Things”) como um jovem obcecado por estourar nas redes sociais e que elabora um plano ousado para se tornar viral. Disfarçando-se de motorista de aplicativo, ele começa a fazer pegadinhas com os passageiros, enquanto transmite tudo ao vivo. Conforme sua popularidade aumenta, mais perigosas se tornam as “brincadeiras” de suas viagens, até o sangue começar a jorrar. Só que nem todos estão convencidos de suas façanhas, como um influencer famoso que reclama que as mortes não são convincentes o suficiente, e sim fakes. O que o protagonista encara como um desafio para se superar. Dirigido por Eugene Kotlyarenko (“A Casa Dividida”), “Spree” é um “Jackass” do terror com características visuais bastante distintas. Todo a filmagem replica a estética das transmissões de lives, com direito a ângulos trêmulos, rolagem das mensagens dos espectadores e até o uso ocasional de telas divididas. Sempre em cena, o personagem sádico de Kerry também se dirige aos espectadores, explica seus planos e algumas vezes pisca para a câmera com a cumplicidade de quem compartilha uma piada sem que a vítima saiba o que vai acontecer. O mais interessante na proposta é que, apesar da violência visceral e chocante, os seguidores do protagonista assistem a tudo em seus smartphones totalmente insensíveis, achando o absurdo muito engraçado – do mesmo modo que o filme convida o público a fazer. TORRE. UM DIA BRILHANTE | MUBI Cultuado pela crítica polonesa, o primeiro longa da diretora Jagoda Szelc tem traços de terror exagerado, embora pareça inicialmente um drama de família. O filme se concentra no reencontro de duas irmãs, Mula (Anna Krotoska, de “Confie em Mim”) e Kaja (Malgorzata Szczerbowska, de “Monstros da Cracóvia”). A primeira criou a filha da segunda como se fosse sua, devido à instabilidade mental da irmã. Mas no dia da celebração da primeira comunhão da menina, ela permite a visita da mãe biológica, após seis anos distante, desde que aceite se comportar como tia. Apesar disso, desconfia de cada interação entre sua irmã e a filha. O tom predominante sinistro é estabelecido desde os segundos iniciais, mas se intensifica quando, em meio às tensões familiares, Maja começa a ter sonhos/visões alarmantes. Ao mesmo tempo, a “segunda vinda” de Kaja passa a assumir simbolismo religioso, ao estilo do divisivo “Mãe” (2017). Assim como no filme de Darren Aronofsky, nem tudo é claro e o clímax horripilante revela-se completamente inesperado. BAGDÁ VIVE EM MIM | VIVO PLAY O premiado filme do diretor Samir (de apenas um nome, como Madonna) acompanha imigrantes iraquianos em Londres, que tentam levar suas vidas com mais liberdade em relação ao conservadorismo de seu país natal. Um café da moda serve de ponto de encontro para os artistas, comunistas e gays ainda enrustidos do Iraque, mas sua proximidade de uma mesquita leva um fanático religioso a pregar contra os pecadores que perderam de vista os bons costumes muçulmanos. Logo, a vida de todos é virada do avesso. A autenticidade dos personagens e seus dramas torna a história quase documental. E não é à toa. Amir filmou um documentário sobre tema similar, “Forget Baghdad: Jews and Arabs — The Iraqi Connection”, que mostrou imigrantes iraquianos em Israel, forçados a mudar sua cultura e idioma para se tornarem “os inimigos de seu próprio passado”. O novo filme, porém, é um pouco mais esperançoso, buscando demonstrar que a cultura iraquiana pode coexistir com a do Ocidente, apesar dos protestos dos mais radicais. OS OPOSTOS SEMPRE SE ATRAEM | NETFLIX Continuação de “Os Opostos se Atraem” (2012), a comédia francesa de ação volta a trazer Omar Sy (“Lupin”) e Laurent Lafitte (“O Professor Substituto”) como uma dupla policial com estilos, vivências e carreiras muito distintas. Dez anos depois de trabalharem juntos, eles seguiram rumos muitos diferentes, mas precisam deixar sua incompatibilidade de lado mais uma vez para se juntarem numa nova investigação, um caso de tráfico que os leva aos Alpes Franceses e acaba se revelando um crime em grande escala. O primeiro filme foi destruído pela crítica internacional, mas fez bilheteria suficiente na França para a Netflix apostar que o sucesso recente de Omar Sy em “Lupin” atrairia mais público para esta continuação, produzida exclusivamente para o streaming. TÔ RYCA! 2 | NOW, VIVO PLAY, VOD* Maior bilheteria nacional de 2022, a produção se aproveita do carisma de Samantha Schmutz para fazer humor de apelo popular. A trama, porém, deveria se chamar “Tô Pobre”, já que utiliza o velho artifício que também justificou as continuações de “Até que a Sorte nos Separe”, fazendo a pobre que ficou milionária no primeiro filme perder tudo de novo, de uma hora para outra. Mais uma vez miserável, ele enfrenta os perrengues típicos da classe trabalhadora, que são mostrados da mesma forma estereotipada como os clichês de novo rico do filme “original”. Assim como no filme anterior, o roteiro é de Fil Braz e a direção é assinada por Pedro Antônio. Já o elenco acrescentou Rafael Portugal (“Porta dos Fundos: Te Prego Lá Fora”), Evelyn Castro (“Tô de Graça”) e participação especial da dupla sertaneja Maiara e Maraisa. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
“A Mão de Deus” vence o “Oscar italiano”
O prêmio David di Donatello, equivalente ao Oscar da Itália, consagrou “A Mão de Deus”, de Paolo Sorrentino, com a conquista de quatro troféus, incluindo Melhor Filme e Diretor, durante cerimônia realizada na noite de terça (3/5) em Roma. A produção da Netflix também rendeu o troféu de Melhor Atriz Coadjuvante para Teresa Saponangelo e um prêmio de Melhor Fotografia para Daria D’Antonio. O drama autobiográfico de Sorrentino já tinha sido premiado no Festival de Veneza passado, onde ganhou o Grande Prêmio do Júri, e ainda foi indicado ao Oscar deste ano na categoria de Melhor Filme Internacional. Além de “A Mão de Deus”, a premiação do cinema italiano ainda destacou a fantasia “Freaks Out”, dirigida por Gabriele Mainetti, que conquistou nada menos que seis troféus em categorias técnicas. Confira abaixo a lista dos vencedores. MELHOR FILME A Mão de Deus MELHOR DIRETOR Paolo Sorrentino – A Mão de Deus MELHOR DIRETOR ESTREANTE Laura Samani – Small Body MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Valia Santella – Ariaferma MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Monica Zapelli, Donatella Di Pietrantonio – L’Arminuta MELHOR PRODUTOR Andrea Occhipinti, Stefano Massenzi e Mattia Guerra (Lucky Red); Gabriele Mainetti (Goon Films) com Rai Cinema em coprodução com Gapbusters – Freaks Out MELHOR ATRIZ Swamy Rotolo – A Chiara BEST ATOR Silvio Orlando – Ariaferma MELHOR ATOR COADJUVANTE Eduardo Scarpetta – Qui Rido Io MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Teresa Saponangelo – A Mão de Deus MELHOR FOTOGRAFIA Daria D’Antonio – A Mão de Deus Michele D’Attanasio – Freaks Out MELHOR TRILHA Nicola Piovani – I Fratelli Di Filippo MELHOR MÚSICA ORIGINAL The Depth of the Abyss – Manuel Agnelli MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Massimiliano Sturiale, Ilaria Fallacara – Freaks Out MELHOR FIGURINO Ursula Patzak – Qui Rido Io MELHOR MAQUIAGEM Diego Prestopino, Emanuele De Luca, Davide De Luca – Freaks Out MELHOR CABELO Marco Perna – Freaks Out MELHOR EDIÇÃO Massimo Quaglia, Annalisa Schillaci – Ennio MELHOR SOM Gilberto Martinelli, Fabio Venturi, Gianni Palllotto, Francesco Vallocchia – Ennio MELHORES EFEITOS VISUAIS Stefano Leoni – Freaks Out MELHOR DOCUMENTÁRIO Ennio MELHOR CURTA metragem Maestrale, Nico Bonomolo MELHOR FILME INTERNACIONAL Belfast
“Doces Magnólias” é renovada para 3ª temporada
A Netflix renovou o melodrama “Doces Magnólias” (Sweet Magnolias) para a 3ª temporada. A atração é inspirada no livro homônimo de Sherryl Woods e foi desenvolvida pela roteirista Sheryl J. Anderson (“Uma Canção de Natal”). Os episódios acompanham a relação entre três amigas adultas de uma cidadezinha e suas experiências com relacionamentos, família e trabalho. As amigas são vividas por JoAnna Garcia Swisher (a Ariel de “Once Upon a Time”), Brooke Elliott (a Jane de “Drop Dead Diva”) e Heather Headley (a Gwen de “Chicago Med”). Ainda não há previsão para a estreia da 3ª temporada.
Teaser apresenta série gay do criador de “Emily em Paris”
A Netflix divulgou o primeiro teaser e a data de estreia de “Uncoupled”, nova série de comédia estrelada por Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”). Gay assumido, o ator teve poucas chances de interpretar um homossexual na carreira. A série remedia a situação, mostrando Harris como um homem gay que, após 17 anos de relacionamento, é abandonado pelo marido e precisa lidar com a repentina vida de solteiro. Ele logo descobre que isto não é o fim do mundo, mesmo para quem tem mais de 40 anos, na agitada vida noturna da cidade de Nova York. Criada por Jeffrey Richman (roteirista-produtor de “Modern Family”) e Darren Star (criador de “Sex and the City” e “Emily in Paris”), a série também inclui em seu elenco Emerson Brooks (“Do Fundo do Mar 3”), Colin Hanlon (“The Good Fight”), Iván Amaro Bullón (“A Maravilhosa Sra. Maisel”) e Jay Santiago (“New Amsterdam”), entre outros. A estreia está marcada para 29 de julho.
Maldivas: Série de Bruna Marquezine e Manu Gavassi ganha data de estreia
A Netflix divulgou nas redes sociais o pôster e a data de estreia de “Maldivas”, série nacional que junta as BFFs Bruna Marquezine e Manu Gavassi em seu elenco. Descrita como uma comédia com mistérios, deboche e sarcasmo, a produção estreia em 15 de junho. O título da série é o nome de um condomínio no Rio de Janeiro, onde a goiana Liz (Bruna Marquezine) se infiltra para descobrir pistas da morte de sua mãe. Lá, ela se depara com personagens exóticas, como Milene (Manu Gavassi), a rainha do Maldivas, com uma vida aparentemente perfeita junto ao marido, o cirurgião plástico Victor Hugo (Klebber Toledo), e Rayssa (Sheron Menezzes), uma ex-cantora de axé convertida em empresária de sucesso, casada com o ex-vocalista de sua banda, Cauã (Samuel Melo). Há também Kat (Carol Castro), uma mãezona cujo marido, Gustavo (Guilherme Winter), cumpre prisão domiciliar. E ainda estão na trama Verônica (Natalia Klein), uma outsider que destoa das mulheres do Maldivas, Miguel (Danilo Mesquita), o noivo interiorano de Liz, e o detetive Denilson (Enzo Romani). Para completar, o papel da mãe da protagonista é encarnado por Vanessa Gerbelli, que foi mãe de Bruna Marquezine quando ela era criança na novela “Mulheres Apaixonadas”, de 2003. Nem acredito que tá chegando! Maldivas estreia dia 15 de junho com estas divas, muuuuitos segredos e bons drinks! pic.twitter.com/I07E9ypXNI — netflixbrasil🍂 (@NetflixBrasil) May 4, 2022
Dave Chappelle é atacado em evento de humor da Netflix
O comediante Dave Chappelle foi atacado por um homem armado durante uma apresentação no Hollywood Bowl, em Los Angeles, na noite de terça (3/4), durante o Netflix Is a Joke, um evento de humor da plataforma de streaming. O ataque foi gravado em vídeo e compartilhado no Twitter. O vídeo, que pode ser visto abaixo, mostra o homem saindo da plateia e tentando derrubar o humorista, que reage, enquanto o agressor escapa por trás da tela do palco. Em meio à confusão, o comediante Chris Rock subiu ao palco e fez uma piada, lembrando o episódio do tapa que recebeu de Will Smith no Oscar 2022. Irônico, ele perguntou se quem tinha atacado Chappelle era Will Smith. A polícia foi notificada sobre a ocorrência às 22h45. Logo depois, um homem que estava munido com uma arma e uma faca foi detido pelas autoridades policiais. Well that didn't end well for the guy who attacked Dave Chapelle. Chris Rock "Was that Will Smith?"🤣#davechapelle #attacked pic.twitter.com/2OHXVlFUjk — Mies (@MiesW) May 4, 2022 #davechappelle was tackled last night while performing at #NetflixIsAJoke at the #HollywoodBowl #netflixisajokefest pic.twitter.com/f6xMUeUlzJ — Dana (Store Name) #AmplifyBlackVoices (@sagesurge) May 4, 2022
Leticia Spiller viverá entidade na 2ª temporada de “Cidade Invisível”
A atriz Leticia Spiller vai participar da 2ª temporada de “Cidade Invisível”, produção da Netflix que tem o folclore brasileiro como pano de fundo. Ela vai interpretar uma entidade popular da região Norte do país e contracenará com Marco Pigossi, protagonista da atração. Como registrou em seu Instagram, Leticia viajou para o Pará há duas semanas. A produção está gravando no estado os novos capítulos da série. Afastada das novelas desde 2018, quando interpretou a personagem Marilda Rocha em “O Sétimo Guardião”, a atriz vinha se dedicando ultimamente ao cinema nacional. “Cidade Invisível” foi concebida pelo diretor Carlos Saldanha, em seu primeiro trabalho live-action após dirigir as animações “A Era do Gelo”, “Rio” e “O Touro Ferdinando”, e gira em torno do detetive Eric (Marco Pigossi), da Delegacia de Polícia Ambiental. Após encontrar um estranho animal morto em uma praia carioca, o policial descobre um mundo habitado por entidades míticas normalmente invisíveis aos seres humanos. A trama explora figuras do folclore nacional, como a Cuca, interpretada pela atriz Alessandra Negrini, e ficou na lista de conteúdos mais vistos em cerca de 40 países. Mas a produção também foi acusada por ativistas de “apropriação cultural”, por desconstruir figuras da religiosidade indígena, afastando-os de suas raízes para apresentá-las como “criaturas”, sem dar espaço para atores nativos interpretá-las. Ao mesmo tempo em que comemorou o sucesso internacional da atração, Carlos Saldanha disse, no comunicado sobre a renovação, que levaria todas as críticas em consideração para a 2ª temporada. Os novos capítulos ainda não têm previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leticia Spiller (@arealspiller) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leticia Spiller (@arealspiller) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leticia Spiller (@arealspiller)
Novas fotos de “The Umbrella Academy” incluem ator de “Euphoria”
A Netflix divulgou oito fotos da 3ª temporada de “The Umbrella Academy”, que revelam uma novidade no elenco da série: Javon Walton, intérprete do menino Ashtray de “Euphoria”, entrou no elenco da atração. Baseada nos quadrinhos do cantor Gerard Way (ex-My Chemical Romance) e do desenhista brasileiro Gabriel Bá (publicados no Brasil como “A Academia Umbrella”), a série acompanha um grupo de jovens especiais, que foram adotados ainda crianças por um milionário excêntrico, após nascerem misteriosamente com superpoderes. Na 3ª temporada, os heróis interpretados por Elliot Page, Tom Hopper, David Castañeda, Emmy Raver-Lampman, Robert Sheehan, Aidan Gallagher e Justin H. Min (como a versão fantasma de Ben Hargreeves), enfrentarão uma nova equipe de jovens poderosos, a Sparrow Academy (Academia Pardal), grupo rival que foi introduzido nos instantes finais do segundo ano da produção. Os integrantes da Sparrow Academy são interpretados por Justin Cornwell (“Uma Invenção de Natal”), Britne Oldford (“Hunters”), Jake Epstein (“Suits”), Genesis Rodriguez (“Time After Time”), Cazzie David (“Eighty-Sixed”), Justin H. Min, repetindo seu papel de Ben Hargreeves (só que vivo) e um cubo bizarro de carne humana. A 3ª temporada estreia em 22 de junho na Netflix. pic.twitter.com/aJ5lqK3ih3 — Umbrella Academy (@UmbrellaAcad) May 3, 2022
Jeff Daniels vai estrelar adaptação de Tom Wolfe
O ator Jeff Daniels (“The Newsroom”) vai estrelar uma nova minissérie do incansável David E. Kelley, autor de “Big Little Lies”, “The Undoing”, “Big Sky”, “Nove Desconhecidos” e “Anatomia de um Escândalo” – entre muitas outras produções. Os dois vão se juntar para uma adaptação do best-seller “Um Homem por Inteiro”, o segundo romance escrito por Tom Wolfe, originalmente publicado em 1998. A trama gira em torno de Charlie Croker (papel de Daniels), um magnata imobiliário de Atlanta que repentinamente se vê falido e cercado por pessoas que querem capitalizar em cima de sua desgraça. Ao mesmo tempo, um escândalo racial explode iniciando uma série de tumultos na cidade. A atração também conta com produção e direção de Regina King (“Watchmen”). A atriz, que dirigiu o elogiado filme “Uma Noite em Miami” (2020), comandará três dos seis episódios da minissérie, que será disponibilizada pela Netflix e ainda não tem previsão de lançamento.
Nova série animada de Sonic ganha primeiro teaser
A Netflix divulgou o primeiro teaser da série animada do Sonic. Ironicamente, a produção tem um título mais apropriado para a Amazon: “Sonic Prime”. O vídeo não revela muitos detalhes, além de uma estética similar aos videogames e a inclusão na trama dos famosos anéis do jogo. A única informação sobre a produção é que ela está a cargo das produtoras WildBrain (que trabalhou em “As Aventuras de Paddington” e “My Little Pony: O Filme”) e da Man of Action (“Ben 10” e “Mega Man: Fully Charged”). Vale lembrar que Sonic já estrelou várias séries animadas desde os anos 1990, incluindo uma versão anime (“Sonic X”). A mais recente foi “Sonic Boom”, exibida de 2014 a 2017 no Cartoon Network. Os episódios da nova atração vão estrear neste ano, mas também não há uma data específica definida.
Netflix cancela produção de série de Meghan Markle
Os recentes cortes financeiros ocasionados pela estagnação das assinaturas da Netflix atingiram várias produções animadas em desenvolvimento na plataforma. Entre elas, encontra-se “Pearl”, a série animada que marcaria a primeira criação ficcional de Meghan Markle para o streaming. Anunciada com alarde pela Netflix no ano passado, “Pearl” acompanharia as aventuras de uma menina de 12 anos, que encontra inspiração em uma variedade de mulheres influentes ao longo da história. A atração do Archewell Studios, companhia criada por Markle e seu marido, o príncipe Harry, também incluía David Furnish, marido de Elton John, entre seus produtores. Outras duas séries animadas infantis que tiveram suas produções encerradas foram “Dino Daycare”, do produtor Chris Nee (“Ada Twist”), e “Boons and Curses”, uma aventura no sul da Ásia. A Netflix também pretende reformular seu setor de animação, que parece ter sido o mais afetado pela ordem de restringir o orçamento com conteúdos originais.
Astro de “The Resident” assume papel de ator demitido em minissérie de terror
A produção de “The Fall of the House of Usher”, minissérie de terror da Netflix, definiu o substituto de Frank Langella (“Os 7 de Chicago”), demitido no mês passado após a investigação de uma denúncia de conduta inaceitável no set. O ator Bruce Greenwood, atualmente no ar na série “The Resident”, foi o intérprete escolhido para o importante papel de Roderick Usher, possibilitando a retomada da produção, baseada no clássico da literatura gótica “A Queda da Casa Usher”, de Edgar Allan Poe. A produção da minissérie, comandada por Mike Flanagan (“Missa da Meia-Noite”), já tinha concluído metade das gravações previstas. Mas agora as cenas realizadas por Langella precisarão ser refeitas com Greenwood. De acordo com o site TMZ, Langella teria feito uma piada inapropriada de natureza sexual e tocado na perna de uma atriz, questionando se ela havia gostado. Ela não apenas detestou. Denunciou o ator. Após a análise de depoimentos sobre o acontecimento, foi tomada a decisão de substituir o veterano ator, indicado ao Oscar por “Frost/Nixon” (2008) e vencedor de quatro Tony Awards, o prêmio maior do teatro americano. Publicado em 1893, o conto de Poe é um mergulho na loucura, isolamento e identidades metafísicas, que gira em torno de uma visita à casa de Roderick Usher, onde os irmãos moradores encontram-se sob uma estranha maldição. A obra já ganhou várias adaptações no cinema. A mais antiga foi produzida em 1928 com roteiro do mestre do surrealismo Luis Buñuel. Já a mais famosa é de 1960, lançada no Brasil com o título de “O Solar Maldito” e considerada a obra-prima das carreiras do diretor Roger Corman e do ator Vincent Price (o Roderick Usher da época). Ainda não há previsão para o lançamento da versão da Netflix.












