Taylor Swift lança clipe da faixa-título de Lover, seu novo álbum
A cantora Taylor Swift lançou o clipe da música “Lover”, terceiro single do álbum homônimo, que está sendo lançado para venda e streaming a partir desta sexta (23/8). No clipe dirigido por Drew Kirsch e pela própria cantora, Taylor contracena com Christian Owens, um dos dançarinos da sua mais recente turnê, a Reputation Stadium Tour. Diretor e cantora tinham colaborado anteriormente no vídeo de “You Need to Calm Down”, lançado em junho. A nova produção estreou durante uma transmissão ao vivo de Taylor Swift em seu canal oficial no YouTube, em que a cantora deu mais informações sobre seu novo disco e mostrou uma colaboração com a estilista Stella McCartney, inspirada em “Lover”. Sobre a faixa-título, ela falou: “Essa é uma música que escrevi para dois amigos que estavam apaixonados. É um conceito pelo qual estou muito orgulhosa”.
Atriz de The Walking Dead negocia viver a cantora Selena em série da Netflix
A atriz Christian Serratos, intérprete de Rosita em “The Walking Dead”, abriu negociações com a Netflix para estrelar uma série sobre a vida de Selena Quintanilla, estrela da música Tejana. A produção ainda não tem cronograma definido, porque o principal entrave das negociações é a agenda da atriz. Para ela assinar o contrato, as gravações precisariam acontecer no intervalo de tempo disponível entre as temporadas da série de zumbis. Ou então Rosita encontrar um fim precoce em “The Walking Dead”. Como os produtores querem começar a rodar os episódios no mês que vem no México, isso pode representar um grande spoiler sobre o destino de Rosita, já que a personagem está durando mais em “The Walking Dead” do que nos quadrinhos originais de Robert Kirkman, onde foi decapitada no primeiro confronto com os Sussurradores. Intitulada “Selena: The Series”, a atração da Netflix tem roteiro e produção de Moisés Zamora (“American Crime Story”), com apoio da família da cantora, que morreu em 1995. Segundo a sinopse, a série será “uma história de amadurecimento, em que seguimos Selena enquanto os seus sonhos se realizam e ela se depara com escolhas de quebrar o coração”. Selena começou carreira no final dos anos 1980, destacando-se entre vários cantores “tejanos” (latinos que vivem no Texas, nos EUA) que tentavam sucesso na época. Com o disco “Amor Prohibido”, lançado em 1994, a cantora eternizou o seu maior hit, “Bidi Bidi Bom Bom”, venceu um Grammy e passou a ser chamada de “Madonna tejana”. Sua morte aconteceu logo em seguida, em 1995, assassinada a tiros aos 23 anos de idade por uma fã e parceira de negócios, Yolanda Saldívar, que segue presa até hoje pelo crime. Foi tão inesperada e violenta que alimentou um verdadeiro culto em torno da artista. A carreira curta da cantora já ganhou um filme, batizado apenas de “Selena”, lançado em 1997 com Jennifer Lopez no papel-título. Além disso, o canal Telemundo também produziu uma série recente sobre ela, “El Secreto de Selena”, lançado em setembro do ano passado. A nova atração de streaming não tem previsão de estreia.
Normani volta aos anos 2000 em seu primeiro clipe solo
A cantora Normani lançou seu primeiro clipe solo após a separação do grupo Fifth Harmony. “Motivation” começa com sua versão adolescente assistindo ao antigo programa musical americano 106 & Park e imaginando-se uma estrela pop, e a partir daí passa a evocar os anos 2000 em diversas coreografias gravadas nas ruas de Los Angeles – apesar da forma explícita como sua camiseta declara estar nos anos 1990. As cenas dirigidas por Daniel Russell e Dave Meyers parecem flashbacks de clipes de Beyoncé, Ciara, Jennifer Lopez e até Britney Spears. Já a letra foi desenvolvida em parceria com Ariana Grande e, como sugere o título, tem recado motivacional. “Dê uma olhada em mim agora, uma pequena motivação”, incentiva a cantora, comentando o arco de sua personagem no clipe, uma jovem que tem o sonho realizado, ao crescer e virar uma estrela pop de verdade. Em menos de 24 horas, o clipe já gerou mais de 1,5 milhão de visualizações no YouTube. Embora seja seu primeiro clipe solo, o vídeo chega logo depois de uma parceria da cantora com Sam Smith, na música/clipe “Dancing With a Stranger”.
Jonas Brothers lançam clipe com estética dos anos 1980
Os Jonas Brothers divulgaram um clipe, para a música “Only Human”, terceiro single desde o retorno do trio de irmãos com o álbum “Happiness Begins”. A produção adere a uma estética dos anos 1980, com telefones com fio, “orelhões”, passos new wave, dança na rua, persianas e ambientação numa danceteria – cenas que marcaram inúmeros clipes da MTV. Para completar, a imagem parece envelhecida, como um VHS da época. A recriação reflete a base instrumental retrô, criada em torno de um ska pop rudimentar – mais para Men at Work que The Police. A parte cantada, porém, não deixa dúvida que se trata de um lançamento genérico contemporâneo, com o ubíquo vocal esganiçado-chorão que elimina diferenças entre as estrelas do rock, sertanejo e pop atuais. Ao final, há um anacronismo produzido especialmente para os fãs da banda: a inclusão do logotipo do começo da carreira dos Jonas Brothers. Trata-se de nostalgia de outra era. Como os fãs sabem, Nick Jonas nem sequer tinha nascido nos anos 1980.
Brie Larson lembra seus dias de cantora teen com vídeo de cover de Ariana Grande
Pouca gente lembra que, antes de ser Capitã Marvel, Brie Larson tentou ser uma cantora adolescente. Ela chegou a lançar um disco e emplacar músicas em trilha sonoras, mas não fez muito sucesso. Agora que cresceu, poucos lembram dessa fase. Mas isso não a impediu de lembrar seu talento e gosto musical no Instagram. Durante a madrugada desta segunda (12/8), Brie postou um vídeo em que canta trechos de “God Is a Woman”, hit da cantora pop Ariana Grande, acompanhada apenas por uma guitarra. Ao se declarar fã de Ariana, ela também lembrou o tipo de musiquinha que gravava. Enquanto o mundo ganhou uma Capitã Marvel, perdeu uma cantora pop descartável iguais a trocentas outras só nos Estados Unidos e Canadá. Outro detalhe que a exaltação de Ariana evidenciou foi uma certa falta de cortesia. É que ela agradeceu a Nancy Wilson pela guitarra, no mesmo fôlego em que cantou o hit da diva dos adolescentes. “Ariana para sempre! Muito obrigada à lendária Nancy Wilson por me mandar sua guitarra Gibson personalizada. Eu nunca vou me cansar dela”, escreveu a atriz ao postar o vídeo. Para quem não sabe, Nancy Wilson é a guitarrista, cantora e compositora da banda Heart, uma das primeiras lideradas por mulheres, que lançou seu primeiro álbum em 1976. Ver essa foto no Instagram *~*ariana forever*~* (big big thank you to the legend @nancywilson for sending me her custom @gibsonguitar – I will never get over it ????) Uma publicação compartilhada por Brie (@brielarson) em 12 de Ago, 2019 às 6:20 PDT
Show orquestral do Metallica, em comemoração aos 20 anos do disco S&M, será exibido nos cinemas
A rede de cinemas UCI vai exibir no Brasil o show “Metallica & San Francisco Symphony Orchestra: S&M 2”, apresentação exclusiva da banda Metallica com acompanhamento orquestral. O show faz parte da comemoração dos 20 anos do disco sinfônico da banda, “S&M”, em setembro. Para marcar a data, a banda vai se apresentar novamente com a Orquestra Sinfônica de São Francisco, comandada pelo maestro Michael Tilson Thomas, nos Estados Unidos. A apresentação, que acontece no dia 6 de setembro, será registrada para a exibição nos cinemas. E já tem trailer. Veja abaixo. No Brasil, o documentário musical será exibido entre os dias 9 e 11 de outubro. Os ingressos já estão à venda no site da UCI e em salas de todo o país.
Minissérie sobre os Mamonas Assassinas define elenco e marca data de gravações
A já “lendária” minissérie sobre os Mamonas Assassinas vai finalmente sair do papel. Além de ter escalado o elenco protagonista, a produção marcou o começo das gravações para setembro. O ator Ruy Brissac, que já atuou como o vocalista Dinho na versão teatral “O Musical Mamonas”, foi escalado como o protagonista, enquanto Alberto Hinoto, sobrinho do guitarrista Bento, interpretará o músico. Andrey Lopes será o tecladista Júlio Rasec e Júlio Oliveira atuará como o baterista Sérgio Reoli. O único nome não revelado foi o do ator que interpretará o baixista Samuel Reoli. Léo Miranda, conhecido pela novela “Jesus”, foi escolhido para comandar a minissérie, que é uma parceria entre a Record e a Total Filmes. Criada por Carlos Lombardi, a atração terá cinco capítulos, que depois serão reeditados em formato de filme. Curiosamente, isto é o contrário do que costuma acontecer com as coproduções da Globo Filmes – onde a ordem é: primeiro cinema, depois minissérie. Ainda não detalhes oficiais sobre a abordagem da produção, mas a trama não deve escapar do registro da meteórica carreira da banda de Garulhos, que surgiu com o nome Utopia fazendo covers de Legião Urbana, Titãs e Rush, e estourou como Mamonas Assassinas, com letras escrachadas e paródias que iam do metal ao pagode. No auge da carreira, em 1996, todos os integrantes morreram num acidente aéreo fatal. Vale lembrar que a minissérie foi anunciada há três anos, mas acabou paralisada devido a desentendimentos entre o autor Carlos Lombardi e os familiares da banda sobre como a história seria contada, além da demora na liberação da verba da Ancine, que não aconteceu dentro do cronograma traçado. A Record esperou os problemas se desenrolarem, financeira e criativamente, para viabilizar a produção.
Atlanta é renovada para a 4ª temporada antes de produzir seu terceiro ano
O canal norte-americano FX anunciou a renovação antecipada de “Atlanta” para sua 4ª temporada. Detalhe: a série ainda nem começou a gravar seu terceiro ano, que só vai entrar em produção em março de 2020. Por conta disso, as duas temporadas serão produzidas simultaneamente. Vale lembrar que este não será o primeiro hiato da série. A 1ª temporada estreou em setembro de 2016, enquanto a 2ª começou a ser exibida apenas em março de 2018. O problema é que Danny Glover, criador, estrela e faz-tudo da produção, tornou-se ocupadíssimo com filmes, músicas e outros projetos. Mas não só ele. Seus colegas de elenco, Brian Tyree Henry, LaKeith Stanfield e Zazie Beetz também estouraram nesse meio tempo e estão em vários blockbusters de Hollywood – como “Brinquedo Assassino”, “Corra!” e “Deadpool 2”, respectivamente. “Uma das coisas que se tornou uma realidade da televisão de hoje é que você tem que esperar”, comentou Eric Schrier, presidente da FX Entertainment. Eu gostaria de manter uma programação que voltasse sempre todo ano, mas às vezes é preciso decidir se é melhor ter estabilidade ou qualidade, e estamos optando pela qualidade”. “O que mais podemos dizer sobre ‘Atlanta’, que ganhou tantos prêmios e se tornou uma das melhores séries no ar atualmente?”, acrescentou. “Este grupo de colaboradores e elenco criaram uma das histórias mais originais e inovadoras desta geração, e estamos orgulhosos de ser parceiros deles nesta empreitada”. “Atlanta” aborda a vida de amigos que trabalha para melhorar suas vidas na cidade norte-americana do título. Glover vive Earn, que tenta ajudar o primo, Alfred ‘Paper Boi’ Miles (Brian Tyree Henry), a decolar sua carreira de rapper. A lista de personagens ainda inclui Darius (Lakeith Stanfield), braço direito de Alfred, e Van (Zazie Beetz), melhor amiga e mãe do filho de Earn. Em suas duas primeiras temporadas, a série venceu cinco Emmys e dois Globos de Ouro.
Histórias Assustadoras para Contar no Escuro terá música inédita de Lana del Rey
A produção de “Histórias Assustadoras para Contar no Escuro” (Scary Stories to Tell in the Dark) contará com uma música inédita da cantora Lana Del Rey em sua trilha sonora. A cantora gravou uma versão de “Season of the Witch”, grande sucesso de 1966 de Donovan, especialmente para o filme. E a CBS Films correu para incluí-la num novo vídeo do longa, que pode ser conferido abaixo. “Eu admiro a música de Lana há algum tempo e sabia que ela iria irrasar com ‘Season of the Witch’ – que ela usaria sua alquimia para transformá-la”, disse o cineasta Guillermo Del Toro (“A Forma da Água”), que é produtor do longa, em comunicado. “Ela é uma grande artista e tem sido uma parceira incrível nesta aventura. É uma honra para mim tê-la conhecido”. Os dois devem ter ficado bons amigos, já que Del Rey fará o discurso de apresentação de Del Toro na cerimônia de lançamento de sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood, que vai acontecer nesta terça (6/8). A cantora também está preparando o lançamento de seu sexto álbum de estúdio, intitulado “Norman Fucking Rockwell”. “Histórias Assustadoras para Contar no Escuro” é uma adaptação dos livros de terror para crianças do escritor Alvin Schwartz. A obra de 1981 ganhou notoriedade graças às artes fantasmagóricas que ilustravam suas páginas, o que a fez ser banida das escolas americanas. Por sinal, as prévias divulgadas da adaptação não têm nada de infantil. A trama acompanha um grupo de jovens que, após encontrar um velho livro de contos de terror numa casa de reputação sinistra, descobre que seus nomes estão nas histórias. E o que acontece em cada conto acaba se repetindo em suas vidas reais. Além de produzir, Del Toro concebeu o roteiro da adaptação em parceria com John August (“Sombras da Noite”). Mas os créditos finais ficaram com os irmãos roteiristas Dan e Kevin Hageman (da série animada “Caçadores de Troll”, também criada por Del Toro). Já a direção é do norueguês André Øvredal (“O Caçador de Trolls”, “A Autópsia”). O elenco reúne Gabriel Rush (“O Grande Hotel Budapeste”), Michael Garza (“Wayward Pines”), Zoe Margaret Colletti (“Annie”), Austin Zajur (“Te Pego na Saída”), Austin Abrams (“Cidades de Papel”), Natalie Ganzhorn (“A Maldição de Halloween”), Gil Bellows (“Eyewitness”), Dean Norris (“Breaking Bad”) e Lorraine Toussaint (“Orange Is the New Black”). A estreia está marcada para quinta-feira (8/8) no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
John Travolta dança “tango” no novo clipe de Pitbull
John Travolta volta a mostrar sua habilidade na pista de dança, que o consagrou no clássico “Os Embalos de Sábado à Noite”. Desta vez, o ritmo não é a disco music nem o rock de “Grease: Nos Tempos da Brilhantina”, mas uma salsa que o rapper Pitbull chama de tango, na música “3 to Tango”. Boa parte do vídeo mostra Travolta careca e de costas, num visual parecido com o de Pitbull, observando várias dançarinas executarem uma apresentação de cabaré salseiro. Mas perto do final ele se levanta, revelando sua identidade para a câmera, para encerrar o vídeo com alguns passos de dança com três companheiras embaladas. Não é a primeira vez que Pitbull e Travolta unem forças. O rapper recentemente estreou como compositor de trilha de cinema em “Gotti” (2018), estrelado e produzido pelo astro de Hollywood.
Edição de fã de Vingadores: Ultimato viraliza com Black Sabbath na despedida do Homem de Ferro
Uma edição de fã de “Vingadores: Ultimato” viralizou nas redes sociais por um motivo muito bacana. O vídeo, criado por um usuário do Reddit, mudou a trilha da cena do estalo de Tony Stark, substituindo o arranjo orquestral do filme pelo rock “Iron Man” (Homem de Ferro, em português) da banda Black Sabbath. O resultado é perfeito. Confira abaixo. Vale lembrar que um trecho instrumental da música já tinha acompanhado os créditos do primeiro “Homem de Ferro”, em 2008, logo após Tony Stark dizer a frase icônica, que ele repete em sua apoteose, “Eu sou o Homem de Ferro”. Relembre abaixo. A declaração é também o primeiro verso da canção icônica do Black Sabbath, gravada em 1971. Assim, a frase marcou e introdução e a despedida de Robert Downey Jr. como o herói da Marvel. Nada mais apropriado que ouvi-la pela última vez ao som da música que a inspira. Maior bilheteria mundial do cinema em todos os tempos, “Vingadores: Ultimato” já está disponível no Brasil em VOD, e vai ganhar lançamento em DVD e Blu-ray na próxima semana, no dia 13 de agosto.
Juventude da cantora Rickie Lee Jones pode virar série
A rede The CW está nos estágios iniciais de desenvolvimento de uma série baseada na juventude da cantora e compositora Rickie Lee Jones. O presidente do canal, Mark Pedowitz, revelou o projeto durante sua participação, neste domingo (4/8), no encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e a TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA), ao ser questionado sobre potenciais sucessoras de suas séries de protagonistas femininas, “Jane the Virgin” e “Crazy Ex-Girlfriend”, que se encerraram nesta temporada. O projeto tem como título de trabalho “The Horses”, em homenagem a uma das músicas de Jones, e está atualmente em busca de escritor para desenvolver o roteiro de seu piloto. Nascida em Chicago em 1954, Jones teve uma infância agitada, mudando-se com a família para o Arizona, onde cresceu montando cavalos, estudando dança e praticando natação. Quando tinha 10 anos de idade, a família se mudou para Olympia, no estado de Washington, onde seu pai os abandonou. Ao chegar na adolescência, ela fugiu para Kansas City, em busca do pai, e largou a escola no ensino médio. Aos 19 anos, mudou-se novamente, desta vez para Los Angeles, onde começou a tocar em bares. Suas músicas acabaram vencendo dois prêmios Grammy. Relembre abaixo (em vídeo de baixa definição) o maior sucesso da cantora, “Chuck E’s In Love”, que alcançou o 4º lugar nas paradas americanas em 1979.
D.A. Pennebaker (1925 – 2019)
O cineasta D.A. Pennebaker, único documentarista premiado com um Oscar honorário pelas realizações da carreira, morreu na noite de quinta (1/8) de causas naturais, aos 94 anos. Maior mestre dos documentários musicais, ele ficou famoso ao registrar a turnê britânica de Bob Dylan de 1965, que registrou a difícil transformação do cantor folk em roqueiro, e foi indicado ao Oscar por sua cobertura da campanha presidencial de Bill Clinton em 1992. Donn Alan Pennebaker nasceu em 15 de julho de 1925 no subúrbio de Evanston, Illinois. “Penny” formou-se em engenharia mecânica na universidade de Yale, mas nunca seguiu a profissão. Em vez disso, tornou-se documentarista em 1953, ao filmar seu primeiro curta, “Daybreak Express”, que mostrava os trens sujos e abarrotados de Nova York como um retrato encantador, ao som da música de Duke Ellington que lhe servia de título. Foi o primeiro de seus muitos trabalhos em que a música tomou o primeiro plano. “A natureza do filme é musical”, ele disse uma vez, explicando sua preferência. Em 1959, Pennebaker juntou-se a Robert Leacock, Albert Maysles, Terry Filgate e Robert Drew na Drew Associates, produtora que lançou a célebre série documental “Living Camera”. Um dos trabalhos do diretor na série, “Mooney vs. Fowle”, sobre um jogo do campeonato colegial do futebol americano, venceu o prêmio principal no Festival de Cinema de Londres de 1962. Pennebaker e Robert Leacock também foram responsáveis, no início da década de 1960, por desenvolver os primeiros sistemas de câmera capazes de captar de forma sincronizada gravação de imagem e som, no formato de 16mm. A partir dessa inovação, que diminuiu o tamanho das equipes necessárias para registrar filmes documentais, os dois decidiram se juntar numa empresa própria, Leacock Pennebaker Inc. Um curta da companhia, sobre o vocalista de jazz David Lambert, chamou atenção internacional e levou o empresário de Dylan, Albert Grossman, a se aproximar de Pennebaker para filmar a turnê do músico na Inglaterra no ano seguinte. O resultado da filmagem foi o célebre “Don’t Look Back” (1965), um dos melhores documentários musicais de todos os tempos. “Penny” captou a essência de Dylan em sua turnê mais mítica, enfrentando as vaias dos fãs ao tentar se redefinir como cantor de rock, acompanhado por banda e tocando guitarra elétrica. Uma blasfêmia para quem surgiu na cena folk. Uma epifania para a história do rock. Sobre a reação de Dylan ao documentário, Pennebaker disse à revista Time em 2007: “Ele viu o filme pela primeira vez num projetor muito ruim e me disse: ‘Quando tivermos uma projeção melhor eu vou escrever todas as coisas que vamos ter que mudar’. Claro, isso me deixou um pouco triste. Na noite seguinte, nos reunimos novamente e ele se sentou na frente da tela com um caderno amarelo. No final do filme, ele me entregou o bloco em branco. ‘É isso aí que temos mudar’.” A abertura do filme, que mostrava Bob Dylan segurando diversos cartazes com a letra de “Subterranean Homesick Blues”, alternando os textos de forma sincronizada com a música, acabou “viralizando” antes dessa expressão significar o que representa hoje. Exibida de forma separada na TV, virou o primeiro Lyric Video de todos os tempos. Com o impacto desse filme na cena cultural da época, Pennebaker foi registrar outro marco da história do rock, o Festival de Monterey, de 1967. Lançado no ano seguinte como “Monterey Pop” (1968), o filme contou com performances que catapultaram para o estrelato ninguém menos que Janis Joplin e Jimi Hendrix. Mas, por incrível que pareça, nenhuma distribuidora se interessou em adquirir “Monterey Pop” para lançá-lo nos cinemas. Pennebaker acabou fechando com um cine pornô de Manhattan para a estreia. E o filme ficou um ano inteiro em cartaz naquele cinema, com as sessões sempre lotadas. O diretor especializou-se em documentários de rock, filmando shows de John Lennon, Little Richards, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry e David Bowie, entre outros. Seu documentário sobre a turnê de “Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1973) é um dos melhores registros da fase glam da carreira de Bowie. Outro de seus trabalhos marcantes foi “Original Cast Album: Company” (1970), que documentou a exaustiva sessão de 18 horas e meia de gravação da trilha sonora do musical da Broadway que estabeleceu o recorde de 14 prêmios Tony, composta por Stephen Sondheim. A exibição causou tumulto no Festival de Nova York, com filas que precisaram ser organizadas pela polícia e agendamento apressado de segunda sessão, tamanha a procura. Infelizmente, devido a questões legais, o filme não encontrou distribuição até 1992, quando a RCA Victor o lançou em vídeo. Em meados dos anos 1970, Pennebaker firmou outra parceria importante com a colega cineasta Chris Hegedus, com quem trabalhou por mais de três décadas. E com quem se casou em 1982. Os dois realizaram um dos documentários musicais mais famosos dos anos 1980, “Depeche Mode: 101” (1989), sobre o show que encerrou a fase mais criativa da banda inglesa – anunciado na época como despedida do Depeche Mode. Mas mudaram totalmente de tema em seu filme mais celebrado da década seguinte. Para “The War Room” (1993), indicado ao Oscar de Melhor Documentário, Pennebaker e Hegedus focaram a campanha presidencial de Bill Clinton em 1992. Como os cineastas não tinham acesso ao próprio Clinton, as filmagens se concentraram nas estratégias políticas orquestradas pelo gerente de campanha James Carville e pelo diretor de comunicações George Stephanopoulos. O sucesso do filme transformou os dois em estrelas. Carville teve aparições em vários filmes e programas de TV e foi o conselheiro político de Hillary Clinton durante sua campanha presidencial de 2008, e Stephanopoulos virou comentarista de política na TV americana. A popularidade desse documentário gerou uma continuação, “The Return of the War Room” (2008), que reuniu os participantes originais para refletir sobre a paisagem da política americana e campanhas políticas da época. Pennebaker recebeu seu Oscar honorário em 2012, na primeira e até hoje única vez que a Academia reconheceu a carreira de um documentarista. E dedicou-o à sua esposa e parceira. Depois disso, ainda fez mais um filme ao lado dela, “Unlocking the Cage” (2016), sobre direitos animais. Do primeiro curta ao último longa, todos os seus filmes mantiveram a mesma característica, uma marca de Pennebaker que influenciou a carreira de muitos documentaristas: a ausência completa de narração e entrevistador. Ele dizia que seus filmes não eram didáticos e preferia ser comparado ao dramaturgo Henrik Ibsen do que a um repórter. “Este é o meu segredo: minha vontade de virar Ibsen. Existem coisas acontecendo o tempo todo com as pessoas. Você não precisa dramatizar nada ou roteirizá-las [para filmar um documentário]”.







