Mantas Kvedaravicius (1976–2022)
O Ministério da Defesa da Ucrânia informou que o cineasta lituano Mantas Kvedaravicius foi morto no sábado (2/4) em Mariupol, cidade ucraniana, aos 45 anos. “Enquanto (ele estava) tentando deixar Mariupol, os ocupantes russos mataram o diretor lituano Mantas Kvedaravicius”, tuitou a agência de informação do ministério neste domingo. O presidente lituano Gitanas Nauseda lamentou a morte em um comunicado. “Perdemos um criador muito conhecido na Lituânia e em todo o mundo, que, apesar do perigo, até o último momento tentou filmar na Ucrânia ocupado pela Rússia.” Kvedaravicius ficou conhecido justamente pelo documentário “Mariupolis”, que relatou os primeiros conflitos da cidade de Mariupol com separatistas pró-Rússia em 2016. O filme foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Berlim. Antes disso, ele já tinha sido premiado em Berlim com um troféu da Anistia Internacional, recebido por seu longa de estreia, “Barzakh”, de 2011, rodado na Chechênia – que também foi palco de um violento conflito armado. Seu último trabalho foi sua estreia na ficção, o drama “Partenonas”, lançado em 2019 no Festival de Veneza.
Paul Herman (1946–2022)
O ator Paul Herman, que integrou o elenco de “Família Soprano” (The Sopranos), morreu na terça-feira (29/3), dia em que completou 76 anos. A morte foi revelada por Michael Imperioli, colega do ator na série da HBO. “Paulie era um ótimo cara. Um contador de histórias de primeira classe, e um ator incrível”, escreveu Imperioli nas redes sociais. “Paulie morou perto de mim nos últimos anos, e estou feliz por termos passado um tempo juntos antes que ele nos deixasse”. Intérprete de Peter “Beansie” Gaeta, dono de clube e um dos mafiosos da “Família Soprano”, Herman também foi, simultaneamente, o contador Marvin, que lidava com as finanças do astro de Hollywood Vince Chase (Adrian Grenier) em “Entourage”. Ambos os papéis eram recorrentes e permitiram ao ator desempenhá-los quase ao mesmo tempo. Claro que o fato de as duas produções pertencerem à HBO ajudou nessa acumulação de trabalhos. Herman apareceu na série dos Sopranos de 2000 a 2007, e em “Entourage” de 2004 a 2010. Também teve uma vasta carreira no cinema, especializando em papéis de mafioso. Sua filmografia inclui clássicos como “Era Uma Vez na América”, de Sergio Leone, “A Máfia Volta ao Divã”, de Harold Ramis, “Tiros na Broadway”, de Woody Allen, e “Os Bons Companheiros”, de Martin Scorsese. Ele participou ao todo de cinco filmes de Scorsese e igualmente de cinco filmes de Woody Allen. Seu último papel foi em “O Irlandês”, dirigido por Scorsese e lançado pela Netflix em 2019.
Baterista do Foo Fighters teria morrido de overdose
A causa da morte do baterista Taylor Hawkins, da banda Foo Fighters, teria sido overdose, segundo as autoridades policiais da Colômbia. No corpo do músico foram encontradas pelo menos dez substâncias diferentes, entre elas maconha, antidepressivos e heroína. “No exame toxicológico de urina realizado em Taylor Hawkins foram encontrados preliminarmente dez substâncias, entre elas: maconha, antidepressivos, benzodiazepínicos e opióides”, informou a Procuradoria Geral da Nação, que dará continuidade a investigação. O músico de 50 anos morreu em seu quarto de hotel na Colômbia, durante a turnê da banda na América do Sul. Mais cedo, a polícia colombiana elaborou um relatório em que apontou a presença de uma substância branca, similar à cocaína, no quarto do artista, segundo o jornal El Tiempo. No relatório policial, as autoridades também ressaltaram que o baterista sentiu dores no peito antes de falecer. Essa não teria sido a primeira overdose do artista. Em 2001, ele ficou em coma por duas semanas após sofrer uma overdose de heroína. Hawkins ainda assumiu que tinha problemas com álcool e drogas no documentário “Foo Fighters: Back & Forth” (2011). Com a morte do baterista, todas as apresentações da turnê do Foo Fighters na América do Sul foram canceladas, incluindo o show que aconteceria em São Paulo no domingo (27/3), no último dia do festival Lollapalooza.
Taylor Hawkins (1972-2022)
O músico Taylor Hawkins, baterista de longa data da banda Foo Fighters morreu na sexta-feira (25/3) aos 50 anos. O falecimento foi anunciado na conta da banda no Twitter e a causa da morte não foi revelada. “A família Foo Fighters está devastada pela perda trágica e prematura de nosso amado Taylor Hawkins”, diz o tuite. “Seu espírito musical e risada contagiante viverão conosco para sempre.” A banda estava em turnê na América do Sul quando a morte foi comunicada. A banda estava programada para se apresentar na sexta-feira em Bogotá, na Colômbia, e tocaria no Brasil no domingo. Nascido em 17 de fevereiro de 1972, em Fort Worth, Texas, Hawkins começou a chamar a chamar atenção como baterista das turnês de Alanis Morissette de 1995 a 1997, incluindo shows do famoso álbum “Jagged Little Pill”. Ele se tornou membro permanente do Foo Fighters em março de 1997, substituindo William Goldsmith antes do lançamento de “The Color and the Shape”, o disco mais vendido da banda. O baterista, que comemorou seu aniversário de 50 anos no mês passado, fez parte de todas as 12 vitórias da banda no Grammy. Ele também tinha um projeto solo, chamado Taylor Hawkins & The Coattail Riders, que lançou três álbuns entre 2006 e 2019, paralelamente a sua participação na banda de Dave Grohl. Um dos integrantes mais extrovertidos do Foo Fighters, Hawkins também teve uma pequena carreira como ator. Destaque nos clipes da banda, ele acabou interpretando o roqueiro Iggy Pop no filme “CBGB: O Berço do Punk Rock”, de 2013. Mas a carreira de “ator” começou bem antes. E no Brasil. Ele apareceu com Alanis Morissette num episódio em “Malhação”, em 1996. Na época, o músico acompanhava a cantora na turnê mundial de “Jagged Little Pill”. Recentemente, Hawkins também foi visto com os seus companheiros de banda no episódio “Kill the Fatted Calf”, da série “The Morning show”, da AppleTV+, que foi ao ar em outubro. Na ocasião, eles contracenaram com Jennifer Aniston. Seu último trabalho nas telas foi novamente junto com o resto dos Foo Fighters no filme “Terror no Estúdio 666”, lançado há poucos semanas. Na trama que mistura terror e comédia, Hawkins, Dave Grohl, Nate Mendel, Pat Smear, Chris Shiflett e Rami Jaffee se mudam para uma mansão antiga para gravar seu 10º álbum, “Medicine at Midnight”, sem saber que o local é assombrado e as forças ocultas podem ameaçar os trabalhos — e suas vidas. Em sua vida privada, o baterista travava uma luta contra as drogas há muitos anos, tendo sobrevivido a uma overdose de heroína que o deixou em coma por duas semanas em 2001. Além disso, assumiu que tinha problemas com álcool e drogas no documentário “Foo Fighters: Back & Forth”, de 2011. Ele deixa a esposa Allison e seus três filhos. Vários músicos foram às mídias sociais para expressar condolências à família, incluindo o guitarrista Brian May, do Queen, que postou no Instagram: “Não. Não pode ser. De coração partido. Taylor, você era uma família para nós. Nosso amigo, nosso irmão, nosso filho amado.” O guitarrista Tom Morrello, do Rage Against the Machine, tuitou: “Deus te abençoe Taylor Hawkins. Eu amei seu espírito e seu poder de rock imparável. Descanse em paz meu amigo.” Billy Idol escreveu “Tão trágico”, enquanto Miley Cyrus compartilhou uma foto de Hawkins sorrindo atrás da bateria em seu Stories. “É assim que sempre me lembrarei de você”, descreveu ela. “Meu show de amanhã é dedicado a Taylor Hawkins.” O show mencionado por Miley Cyrus vai acontecer em São Paulo, no segundo dia da apresentação do Lollapalooza. A banda Foo Fighters também tocaria no festival, com show marcado para domingo (27/3), mas a apresentação foi cancelada.
Ed Garner (1944-2022)
O surfista Ed Garner, que virou um dos mais famosos figurantes dos filmes da Turma da Praia estrelados por Annette Funicello e Frankie Avalon nos anos 1960, morreu em 5 de março em sua casa em Carmel-by-the-Sea após alguns anos de doença, informou sua esposa, Kelly Green Garner, neste sábado (19/3). Ele tinha 77 anos. Garner foi “descoberto” pelo estúdio AIP (American International Pictures) surfando em Malibu na véspera de sua formatura na Beverly Hills High School. Um olheiro conseguiu para ele um papel de surfista em “A Praia dos Amores” (Beach Party, 1963), a comédia romântica de Funicello e Avalon que deu início ao subgênero dos filmes de praia, surfe e biquinis. A decisão de contratar o adolescente também levou em conta sua família com conexões hollywoodianas. Seu avô era H.B. Warner, um dos atores favoritos do diretor Frank Capra, que apareceu em diversos clássicos como “O Galante Mr. Deeds” (1936), “A Mulher Faz o Homem” (1939) e “A Felicidade Não se Compra” (1943), além de ter vivido a si mesmo na obra-prima “Crepúsculo dos Deuses” (1950), de Billy Wilder. Além de servir como figurante, Garner foi responsável por trazer alguns de seus amigos surfistas para preencher o elenco de apoio, a pedido do diretor William Asher, que queria que maior autenticidade na produção. As cenas de surfe reais do filme foram feitas por Garner e seus amigos, enquanto Frankie Avalon nunca nem sequer pisou na água para registrar suas proezas como surfista campeão. O sucesso de “A Praia dos Amores” gerou várias sequências e Garner apareceu em todas. Assinando contrato de exclusividade com o estúdio, o surfista participou de mais quatro produções oficiais da franquia, “Quanto Mais Músculos Melhor” (1964), “A Praia dos Biquínis” (1964), “Folias na Praia” (1964) e “Como Rechear um Biquini” (1965), além de outras comédias derivadas do gênero produzidas pela AIP, como “Ele, Ela e o Pijama” (1964), estrelada por Annette, “Festa no Gelo” (1965), estrelado por Frankie, “Fantasma de Biquini” (1966) e o especial televisivo “O Estranho Mundo Selvagem do Dr. Goldfoot”, ambos estrelados por Tommy Kirk, e “Bola de Fogo 500” (1966), novamente com Frankie e Annette. Durante este período, a United Artists chegou a procurar a AIP para contar com o surfista em uma de suas próprias produções de praia, “Juventude Desenfreada” (1964). Mas apesar de render dezenas de filmes e até hits de rock, o subgênero das comédias de praia durou apenas três anos no cinema, substituído por filmes psicodélicos a partir de 1967 – inclusive, na própria AIP. Garner ainda apareceu num episódio de 1972 de “The Doris Day Show” antes de sumir das telas. Sua curta, mas intensa experiência em Hollywood foi resgatada no livro “Hollywood Surf and Beach Movies: The First Wave, 1959-1969”, de Tom Lisanti. Em entrevista para o autor, Garner assumiu que nunca se considerou um ator como o avô. “Para mim, foi apenas um grande show, uma possibilidade de ganhar muito dinheiro e basicamente ser introduzido a um estilo de vida totalmente diferente”, disse Garner. “Passei de aprendiz de carpinteiro e surfista para fazer filmes e namorar em um círculo totalmente diferente. Eu estava tendo o melhor momento da minha vida”. Após deixar as praias de Hollywood, ele abriu um restaurante (Head of the Wolf) em Santa Barbara e lançou uma cadeia de lojas de surf wear (Camp Santa Barbara). Ele e sua esposa se mudaram para Carmel-by-the-Sea em 2009, quando ele começou a ter problemas de saúde.
Morte de Bob Saget não tem “conclusão definitiva”
O Gabinete do Xerife do Condado de Orange, na Flórida, anunciou que não há uma “conclusão definitiva” sobre a causa da morte de Bob Saget, astro da série “Três É Demais” (Full House). O anúncio foi feito após um novo exame no quarto de hotel em que o ator se hospedou e faleceu no dia 9 de janeiro, aos 65 anos. As autoridades divulgaram que a morte foi “resultado de um traumatismo craniano contuso”, uma vez que teve fraturas graves atrás da cabeça e ao redor dos olhos. Com isso, inicialmente concluiu-se que foi um acidente. Mas a tese não encontrou comprovação. Na autópsia, os médicos indicaram que a fratura ocorreu depois de um contato com “algo duro, coberto por algo macio”. Logo, foi sugerido que Bob tivesse caído no carpete, o que foi descartado em seguida, por não haver sinais de sangue. A partir disso, iniciaram-se as buscas por “locais ou itens específicos” que pudessem ter causado o trauma na cabeça da estrela. Nada foi encontrado. “Como mencionado anteriormente, a maior parte da suíte era acarpetada. A cabeceira da cama era levemente acolchoada e ligeiramente afastada da parede. Estes estão listados aqui como possíveis mecanismos de lesão, mas nada foi localizado no quarto que permite uma conclusão definitiva”, indicou o relatório. Por isso, o relatório do Gabinete do Xerife do Condado de Orange confirmou que não existe um conclusão para a causa da lesão fatal de Bob Saget. Paralelamente a este anúncio, a família do ator entrou na Justiça para evitar que mais detalhes de sua morte sejam revelados. Kelly Rizzo, viúva de Saget, e Aubrey, Lara e Jennifer – filhas da ex-esposa do ator, Sherri Krammer – querem impedir que detalhes minuciosos sobre a circunstâncias da morte do artista, como imagens ou vídeos da autópsia, ganhem repercussão. Recentemente, a People e o Page Six divulgaram detalhes sobre os ferimentos de Saget após uma provável queda, a qual resultou em um traumatismo craniano. Além disso, os veículos revelaram que o ator estava com covid-19 quando faleceu. “A parte queixosa passará por sofrimentos irreparáveis com danos psicológicos, angústia e estresse no caso da divulgação de novos registros, seja por demandas públicas ou qualquer outro motivo”, declararam os representantes legais dos familiares de Saget.
William Hurt (1950–2022)
William Hurt, vencedor do Oscar de Melhor Ator por “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), morreu de causas naturais neste domingo (13/3), aos 71 anos. O ator foi diagnosticado com um câncer de próstata em 2018 e continuou trabalhando enquanto fazia o tratamento. Muito reservado na vida pessoal, ele foi casado por três vezes e teve quatro filhos. O Oscar de “O Beijo da Mulher-Aranha” foi o primeiro entregue pela Academia para celebrar um personagem abertamente gay. No filme rodado em São Paulo por Hector Babenco e com Sônia Braga no elenco, Hurt viveu um prisioneiro gay alienado que se apaixonava por um militante político (Raul Julia) encarcerado pela ditadura militar brasileira. “O Beijo da Mulher-Aranha” também lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes. Ele ainda era um ator em início de carreira quando recebeu essas consagrações, tendo estreado cinco anos antes como protagonista de “Viagens Alucinantes” (1980), de Ken Russell. Hurt não demorou a se firmar em Hollywood, destacando-se em seguida em dois filmes cultuados do diretor Lawrence Kasdan: “Corpos Ardentes” (1981) e “O Reencontro” (1983). E se tornou um dos atores mais respeitados dos anos 1980 com mais duas indicações ao Oscar naquela década: por “Filhos do Silêncio” (1986) e “Nos Bastidores da Notícia” (1987). Ainda voltou a disputar o Oscar duas décadas mais tarde por “Marcas da Violência” (2005). Mas ultimamente era mais visto em pequenos papéis. A lista inclui filmes importantes, desde “Na Natureza Selvagem” (2007) até os blockbusters da Marvel. Seu desempenho como o general Thaddeus “Thunderbolt” Ross em “O Incrível Hulk” (2008) acabou lhe rendendo aparições em mais quatro filmes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês): “Capitão América: Guerra Civil” (2016), “Vingadores: Guerra Infinita” (2018), “Vingadores: Ultimato” (2019) e “Viúva Negra” (2021), com seu personagem promovido a Secretário de Estado. Além de filmes de sucesso, ele também estrelou séries como “Duna” (em 2000), “Damages” (2009), “Humans” (2015), “Beowulf: Return to the Shieldlands” (2016), “Condor” (2018-2020) e “Goliath” (2016-2021). Ele deixou dois trabalhos póstumos finalizados: o filme “The Fence” e a dublagem da série animada “Pantheon”, do canal pago americano AMC. Veja abaixo o registro de sua vitória no Oscar, em que ele homenageia o Brasil com a palavra que mais se adequa ao momento: “Saudade”.
Alec Baldwin quis completar “Rust” após morte da diretora de fotografia
O ator Alec Baldwin queria terminar de filmar o western “Rust” após a morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins por um tiro acidental, para “honrar” sua memória e compensar a família, de acordo com um processo de arbitragem aberto nesta sexta-feira (11/3) em Los Angeles. O incidente ocorreu em 21 de outubro passado em uma fazenda em Santa Fé, Novo México, quando Baldwin atirou em Hutchins com um revólver. Ele recebeu uma arma da produção que foi apresentada como inofensiva e carregada com balas falsas, mas que continha balas reais que mataram a diretora de fotografia de 42 anos. Além de protagonista, Baldwin também era produtor do filme e está sendo processado na esfera civil por Matt Hutchins, marido da vítima, em busca de compensação financeira. “Baldwin fez um esforço para entrar em contato com o elenco de ‘Rust’, na esperança de obter apoio para finalizar o filme”, diz o pedido de arbitragem depositado em uma empresa especializada de Los Angeles. “Ele fez isso para honrar o legado de Halyna ao terminar sua última obra e para compensar Hutchins e seu filho com os lucros do filme”. De acordo com o texto, Baldwin conseguiu convencer o elenco do filme, incluindo seu diretor, Joel Souza, que também foi baleado, a terminar a produção. Mas Matt Hutchins rejeitou a proposta e entrou com uma ação contra ele e os demais produtores, exigindo uma compensação “substancial” por uma longa lista de falhas. Além das ações civis, uma investigação criminal policial também está em andamento para apurar responsabilidades na morte da cinematógrafa.
Johnny Brown (1937–2022)
O ator Johnny Brown, estrela da série clássica “Good Times”, morreu aos 84 anos. A causa de morte não foi informada por sua família, que anunciou sua morte na quarta (2/3) no Instagram. Brown teve uma carreira multifacetada. Ele gravou músicas e tocou em uma banda, apareceu na Broadway e foi comediante televisivo. Criado no Harlem, em Nova York, ele venceu uma competição de talentos no Teatro Apollo e passou a integrar um grupo de entretenimento de um nightlub com sua futura esposa June e o sapateador Gregory Hines. E foi assim que acabou chamando atenção de Sammy Davis Jr., que o convidou a participar do musical “Golden Boy” em 1964 na Broadway. Assumindo o papel de mentor, Sammy Davis Jr. também o levou a Hollywood, incluindo-o em seu filme “Um Homem Chamado Adam” (1966) como um pianista cego. Ele também atuou na comédia clássica “Forasteiros em Nova Iorque” (1970), dirigida por Arthur Hiller, escrita por Neil Simon e estrelada por Jack Lemmon. O filme demonstrou seu talento cômico e lhe abriu as portas para integrar o elenco de “Laugh In”, programa pioneiro de esquetes dos EUA – e novamente com indicação de Davis Jr. Depois de três temporadas criando personagens em “Laugh In”, o produtor do programa, Allan Manings, resolveu incluir Brown em outra de suas atrações: “Good Times”. O ator entrou no meio da 2ª temporada, exibida em 1975, e rapidamente se tornou um dos favoritos do público. Uma das primeiras séries de elenco exclusivamente negro, “Good Times” (1974–1979) acompanhava o cotidiano de uma família de classe baixa numa região pobre de Chicago. Brown viveu Nathan Bookman, o zelador indolente do projeto habitacional em que vivia a família Evans. Depois do fim da produção, ele seguiu aparecendo em várias séries populares até 2007, quando fez sua última participação especial num episódio de “Todo Mundo Odeia o Cris”.
Mitchell Ryan (1934–2022)
O ator Mitchell Ryan, que estrelou “Dark Shadows”, “Máquina Mortífera” e “Dharma & Greg”, morreu na sexta-feira (4/3) de insuficiência cardíaca congestiva em sua casa em Los Angeles. Ele tinha 88 anos. Ryan estreou nas telas em 1958, no filme noir “A Lei da Montanha”, estrelado por Robert Mitchum, e participou de vários episódios de séries antes de ser contratado para a famosa novela gótica “Dark Shadows” em 1966, no papel de Burke Devlin, um ex-presidiário que retornava a Collinsport em busca de vingança. Nos anos 1970, estrelou vários filmes de ação, incluindo “Um Homem Dificil de Matar” (1970) com Lee Marvin, “Caçada Sádica” (1971) com Gene Hackman, “Cavalgando com a Morte” (1972) com James Coburn, “A Polícia da Estrada” (1973) com Robert Blake, “Os Amigos de Eddie Coyle” (1973) com Robert Mitchum e dois clássicos de Clint Eastwood: “O Estranho sem Nome” (1973) e “Magnum 44” (1973). Marcado por papéis de policial – especialmente o que odiava hippies em “A Polícia da Estrada” – ele evoluiu para vilões assumidos nos anos seguintes, como o líder de uma seita em “Halloween 6: A Última Vingança” (1995) e o general traficante que explodia em seu carro no primeiro “Máquina Mortífera” (1987). O ator também fez quase uma centena de participações em séries, chegando a estrelar algumas produções de curta duração, vivendo, entre outros, o papel-título da série policial “Chase” (1973-74), o presidente de uma corporação no drama “Executive Suite” (1976–77) e um obstetra na atração médica “Having Babies” (1978–79). Mas só foi encontrar sucesso televisivo num gênero que pouco explorou na carreira: a comédia. Ele apareceu em todos os 119 episódios de “Dharma & Greg” como Edward Montgomery, o pai de Greg (Thomas Gibson) e sogro de Dharma (Jenna Elfman), que aprende a tolerar o fato de seu filho advogado ter se casado com uma instrutora de ioga de espírito livre. Com cinco temporadas exibidas de 1997 a 2002, a série foi o último êxito de sua carreira.
Tim Considine (1940-2022)
O ator Tim Considine, um dos astros mirins mais populares da Disney nos anos 1950, morreu na quinta-feira (3/3) em sua casa em Los Angeles aos 81 anos. Filho de John W. Considine Jr., produtor de filmes de sucesso como “Com os Braços Abertos” (1938) e “O Jovem Thomas Edison” (1940), e irmão mais novo do também ator John Considine (“O Cadillac Azul”), Tim iniciou a carreira em Hollywood aos 11 anos, interpretando o filho do comediante Red Skelton em “O Palhaço” (1953). Depois de pequenos papéis em outros filmes e séries, ele emendou três atrações televisivas do Clube do Mickey, “The Adventures of Spin and Marty” (1955), “The Hardy Boys” (1956-57) e “Annette” (1958), ao lado de Annette Funicello. E culminou sua trajetória na Disney com um grande sucesso cinematográfico: “Felpudo, o Cão Feiticeiro” (The Shaggy Dog), produção infantil de 1959 estrelada por Fred MacMurray que iniciou uma franquia. Mas apesar da popularidade do filme, ele permaneceu na TV, vindo em seguida a estrelar seu papel mais conhecido: Mike Douglas, o filho mais velho de “Meus 3 Filhos”. Na série de 1960, ele voltou a trabalhar com MacMurray, que tinha o papel principal como o pai viúvo de três meninos. Mas após cinco temporadas, o jovem resolveu abandonar a atração. Seu personagem se casou na trama e foi viver sua própria vida, enquanto a produção seguiu em frente, durando ao todo 12 anos! A vida de ator adulto, porém, não foi o que Considine esperava. Apesar das muitas participações em episódios de séries dos anos 1960, seu único papel proeminente após “Meus 3 Filhos” foi uma aparição brevíssima, ainda que importante, no filme “Patton”. Ele encenou a cena mais memorável do longa vencedor do Oscar de 1971, como o soldado “em estado de choque” que leva um tapa na cara do general do título, vivido por George C. Scott. Considine acabou afastando-se da atuação nas décadas seguintes, dedicando-se a escrever livros sobre fotografia, esportes e automóveis. Mesmo distante, ele não foi esquecido pela Disney, que em 2000 o convidou a participar de um remake televisivo de “The Adventures of Spin and Marty”, chamado de “As Novas Aventuras de Spin e Marty”, no papel do prefeito da cidade.
Alan Ladd Jr. (1937–2022)
O produtor vencedor do Oscar Alan Ladd Jr. morreu nesta quarta-feira (2/3) aos 84 anos. Filho do lendário Alan Ladd, ator de clássicos dos anos 1940 e 1950 como “Alma Torturada” e “Os Brutos Também Amam”, o produtor foi um dos executivos mais influentes de Hollywood, responsável por lançar “Star Wars” e vários blockbusters que ganham continuações até hoje. Ladd Jr. raramente falava de seu pai, que morreu de aparente suicídio aos 50 anos, e foi criado por sua mãe longe de Hollywood. Seu primeiro emprego foi na imobiliária de seu padrasto. Mas sempre foi cinéfilo e, numa viagem a Londres, encontrou abertura para investir em produções independentes, lançado filmes britânicos no começo dos anos 1970: “O Preço de Amar”, “O Vilão”, “Amantes Infieis” e “Os que Chegam com a Noite”, estrelado por Marlon Brando, que fez sucesso nos EUA e o levou a Los Angeles. Em 1973, ele ingressou na 20th Century Fox como vice-presidente de produção, chegando a chefe de produção em 1974 e a presidente do estúdio em 1976. Embora a ascensão tenha sido rápida, ela se deu por meio de escolhas decisivas para a empresa, como o investimento em projetos controversos como “A Profecia”, “O Jovem Frankenstein”, “A Última Loucura de Mel Brooks” e “Guerra nas Estrelas”. Só este último filme rendeu US$ 500 milhões em seu lançamento, uma quantia nunca antes vista, fazendo com que, em cinco anos, Ladd quadruplicasse a receita e os lucros líquidos da Fox – de 1974 até sua saída em 1979. O detalhe é que ele foi considerado louco por bancar a visão do cineasta George Lucas. Ladd precisou colocar subalternos em seus lugares e contrariar o mercado cinematográfico inteiro para aprovar a produção de “Guerra nas Estrelas”, que, com orçamento de US$ 10 milhões, tinha sido recusado por todos os outros estúdios por ser considerado caro demais para valer o risco. A História mostrou quem tinha razão. O lançamento do filme em 1977 criou a era dos blockbusters modernos e dividiu o cinema em antes e depois de “Star Wars”. O Instagram oficial da Lucasfilm reconheceu a importância do produtor para a franquia numa homenagem póstuma, destacando que o “amigo querido” “ficou do lado de George [Lucas] naqueles dias iniciais, e seu impacto em ‘Star Wars’ não pode ser subestimado”. Carinhosamente conhecido na indústria como Laddie, Alan Ladd Jr. era respeitado por muitos e desdenhado por outros ao utilizar seu gosto como fator para fechar contratos, investir em projetos visionários e manter um perfil discreto e cordial em meio às suas conquistas, o que o distinguia do estilo extravagante, falastrão e processado por assédio que se tornou padrão em Hollywood nos últimos anos. Ele chegou a surpreender a indústria ao abandonar seu emprego de US$ 2 milhões por ano como chefe da 20th Century Fox porque sua equipe não estava sendo compensada o suficiente pelo sucesso de blockbusters como “Star Wars” e “Alien”. Poucos lembram, mas “Alien” também foi uma batalha pessoal de Ladd, que entendeu a importância de transformar Ripley (personagem masculino no roteiro original) em mulher, atendendo uma mudança solicitada pelo diretor Ridley Scott. Interpretada por Sigourney Weaver, a personagem foi a primeira heroína de ação moderna, inovando os blockbusters americanos. Após sair da Fox, o estúdio afundou com vários fracassos consecutivos, só voltando a se recuperar no final dos anos 1980. Já Ladd fundou sua própria produtora, a Ladd Co., que se tornou pioneira das produtoras “boutique”, empresas de cinema que atuam de forma independente, mas em aliança contratual com grandes estúdios – em seu caso, em parceria com a Warner Bros. Entre os diversos lançamentos históricos da Ladd Co., encontram-se filmes como “Corpos Ardentes”, “Era uma vez na América”, “Os Eleitos”, “Blade Runner”, “Loucademia de Polícia” e “Carruagens de Fogo”, que surpreendeu expectativas ao vencer o Oscar de Melhor Filme em 1981. Mas muitos de seus filmes de prestígio acabaram dando prejuízo. Hoje cultuadíssimo, “Blade Runner” de Ridley Scott foi um fracasso caríssimo em 1982. Isso fez com que ele voltasse aos grandes estúdios em meados dos anos 1980, virando presidente da MGM, por onde lançou “Feitiço da Lua”, que rendeu o Oscar para Cher, “Um Peixe Chamado Wanda” e “Rain Man”, vencedor do Oscar em 1989. Mas Ladd não ficou muito tempo à frente da MGM, saindo antes de conquistar o Oscar por “Rain Man”, quando o estúdio foi vendido. Em nova incursão independente, o produtor mostrou que continuava atento às novas tendências, lançando o hit “Thelma e Louise”, nova parceria com Ridley Scott, que revigorou o cinema de ação feminista em 1991 e o ajudou a reformar a Ladd Co, por onde produziu “Coração Valente”, épico estrelado e dirigido por Mel Gibson, que venceu o Oscar em 1996. Ladd se aposentou com o lançamento de “Medo da Verdade” em 2007, suspense que inaugurou a carreira de Ben Affleck como diretor. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Industrial Light & Magic (@ilmvfx)
Farrah Forke (1968–2022)
A atriz Farrah Forke, que co-estrelou a série de comédia “Wings”, morreu de câncer em 25 de fevereiro em sua casa no Texas, confirmou um amigo da família à revista Variety. Ela tinha 54 anos. Ela apareceu em três temporadas de “Wings” (exibida na TV aberta brasileira como “De Pernas pro Ar”), que foi exibida na rede americana NBC de 1990 a 1997. A atriz interpretou a piloto de helicóptero (e veterana da primeira Guerra do Iraque) Alex Lambert, que viveu um triângulo amoroso com Joe (Tim Daly) e Brian Hackett (Steven Weber). Forke também teve um papel recorrente como a advogada Mayson Drake na 2ª temporada de “Lois & Clark: As Novas Aventuras de Superman”, além de ter aparecido em três capítulos de “O Quinteto” (Party of Five), estrelado a série de uma temporada “Mr. Rhodes” e dublado a heroína Grande Barda nas séries animadas “Batman do Futuro” e “Liga da Justiça sem Limites”. Seu currículo cinematográfico ainda inclui pequenas participações em dois filmes famosos: “Assédio Sexual” (1994) de Barry Levinson e “Fogo Contra Fogo” (1995) de Michael Mann. Ela se afastou da atuação em 2005 ao dar a luz a dois filhos gêmeos, passando a se dedicar ao papel de mãe solteira em tempo integral.












