PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Procurar

Páginas

  • #336835 (sem título)
  • Anuncie na Pipoca Moderna
  • Política de Privacidade e Proteção de Dados – Pipoca Moderna
  • Termos de Serviço

Arquivos

  • setembro 2026
  • agosto 2026
  • julho 2026
  • junho 2026
  • maio 2026
  • abril 2026
  • março 2026
  • fevereiro 2026
  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025
  • agosto 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • abril 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • agosto 2024
  • julho 2024
  • junho 2024
  • maio 2024
  • abril 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • janeiro 2024
  • dezembro 2023
  • novembro 2023
  • outubro 2023
  • setembro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • junho 2023
  • maio 2023
  • abril 2023
  • março 2023
  • fevereiro 2023
  • janeiro 2023
  • dezembro 2022
  • novembro 2022
  • outubro 2022
  • setembro 2022
  • agosto 2022
  • julho 2022
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • abril 2013
  • fevereiro 2011
  • Filme

    10 filmes novos pra ver em casa no feriadão

    16 de junho de 2022 /

    A programação digital de lançamentos está intensa neste feriadão, repleta de boas novidades. Além de dois sucessos que estiveram recentemente nos cinemas, disponibilizados nas locadoras virtuais, há muitas estreias exclusivas nas plataformas de streaming. E muitas estrelas famosas também, como Taís Araújo, Sandra Bullock, Chris Hemsworth, Dakota Johnson, Andy Garcia e outros. Entre os 10 principais destaques, 9 já podem ser vistos nesta quinta (16/6). Apenas “Pleasure” precisa ser “agendado”, já que só chega no MUBI na sexta-feira. Confira abaixo os títulos, os trailers e mais detalhes das sugestões desta semana.       | MEDIDA PROVISÓRIA | VOD*   A estreia de Lázaro Ramos como diretor de cinema produziu o filme mais falado do Brasil em 2022. Prenúncio do que virou o país, foi originalmente concebido em 2017 e adapta uma peça teatral de 2011, mas bolsonaristas veem claramente o governo de seu mito retratado no pesadelo descrito na tela. É mesmo infernal, para usar uma palavra da atriz Taís Araújo, uma das estrelas do elenco ao lado do inglês Alfred Enoch (“How to Get Away with Murder”) e Seu Jorge (“Marighella”). A trama distópica se passa num futuro não muito distante, em que uma nova lei do governo federal de direita manda deportar todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente africano. Com a desculpa de se tratar de uma reparação histórica, a iniciativa também visa acabar de vez com o racismo no Brasil, deixando o país só com brancos. Aplaudido pela crítica mundial, o filme foi comparado a “Corra!” e “The Handmaid’s Tale” nos EUA, atingindo 92% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes. Tem sido exibido e premiado em festivais internacionais desde 2020, mas levou dois anos para chegar ao Brasil por enfrentar dificuldades envolvendo a Ancine, a Agência Nacional do Cinema – problema semelhante ao que também atrasou “Marighella”, de Wagner Moura, outro filme politizado com protagonista negro.   | CHA CHA REAL SMOOTH | APPLE TV+   A dramédia indie que venceu o prêmio do público no Festival de Sundance deste ano conta como um jovem recém-formado acaba num emprego de animador de festas infantis, onde conhece e se envolve com uma jovem mãe solteira, vivida por Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”). Escrito, dirigido e estrelado por Cooper Raiff (“Shithouse”), o filme tem o nome de um meme americano, ilustrado por uma estátua horrorosa do dinossauro Barney, que é usado para se referir a alguém que fez algo idiota achando que arrasou. Vale lembrar que o vencedor de Sundance do ano passado, “No Ritmo do Coração”, também foi adquirido pela Apple… e venceu o Oscar de Melhor Filme de 2022.   | PALM SPRINGS | STAR+   O conceito do “loop temporal” virou fenômeno pop com a comédia “Feitiço do Tempo” (1993). E depois de passar pela sci-fi, terror e até por séries, finalmente volta ao gênero original neste filme divertidíssimo, em que Cristin Milioti (“How I Met Your Mother”) e Andy Samberg (“Brooklyn Nine-Nine”) acordam sempre no mesmo dia. Presos num reboot infinito, os dois decidem viver como se não houvesse amanhã. E literalmente não há. O roteiro de Andy Siara (“Lodge 45”) foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Roteiristas e premiado no Spirit Awards. O filme dirigido pelo curtametragista Max Barbakow ainda atingiu 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. E seu elenco ainda inclui em seu elenco J.K. Simmons (“Counterpart”), Peter Gallagher (“Covert Affairs”), Camila Mendes (“Riverdale”) e Tyler Hoechlin (“Superman e Lois”).   | CIDADE PERDIDA | CLARO TV+, VOD*   A comédia estrelada por Sandra Bullock (“Imperdoável”) e Channing Tatum (“Magic Mike”) segue uma escritora de romances de aventura que se vê forçada a fazer uma turnê literária com o modelo de capa de seu novo livro. Irritada com a companhia do bonitão sem conteúdo, ela se vê numa situação ainda mais indesejável ao ser sequestrada. Mas até isso piora, quando o tal modelo sem noção resolve tentar salvá-la, fazendo com que os dois acabem perdidos na selva. No meio dessa confusão, ainda há uma trama de tesouro perdido, um vilão vivido por Daniel Radcliffe (o “Harry Potter”) e participação especial de Brad Pitt (“Era uma Vez… em Hollywood”). O roteiro é da dupla Dana Fox (“Megarrromântico”) e Oren Uziel (“Mortal Kombat”) e a direção dos irmãos Adam e Aaron Nee (“The Last Romantic”).   | SPIDERHEAD | NETFLIX   O diretor Joseph Kosinski, que atualmente voa alto nas bilheterias mundiais com “Top Gun: Maverick”, assina este thriller estrelado por Chris Hemsworth (“Thor”). A trama é baseado num conto de ficção científica de George Saunders e se passa em um futuro próximo, quando condenados podem se voluntariar como pacientes de experiências médicas para encurtar suas sentenças. Os testes a que se submetem são de drogas que alteram as emoções. Mas a situação logo sai de controle, quando as emoções passam do amor para a raiva, com resultados sangrentos. O filme tem roteiro da dupla Rhett Reese e Paul Wernick (“Deadpool”) e destaca em seu elenco Miles Teller (“Top Gun: Maverick”), Jurnee Smollett (“Aves de Rapina”), Tess Haubrich (“Treadstone”) e Charles Parnell (outro de “Top Gun: Maverick”).   | THE GIRL AND THE SPIDER | MUBI   O segundo filme dos gêmeos suíços Ramon e Silvan Zürcher, quase uma década após sua estreia com o premiado “A Gatinha Esquisita” (2013), usa a experiência renovadora e traumatizante de uma mudança para explorar o simbolismo da situação. Sem muitas explicações, os personagens surgem entre caixas transportadas, reformas e plantas imobiliárias, para apenas aos poucos servir à tensão entre uma jovem que festeja sua nova moradia e outra que sofre uma experiência contrastante, ajudando na mudança sem ir junto, deixada no antigo apartamento com suas emoções. Vendeu dois troféus na mostra Encounters do Festival de Berlim, dedicada a filmes com uma perspectiva independente: Melhor Direção e o Prêmio da Crítica.   | PLEASURE | MUBI   Uma das produções mais provocantes do ano – em mais de um sentido – , a estreia premiada da diretora sueca Ninja Thyberg mostra com crueza realista os bastidores ​​da indústria de filmes adultos. A câmera acompanha uma jovem de 19 anos (Sofia Kappel), que deixa sua pequena cidade da Suécia para se aventurar em Los Angeles com o objetivo de se tornar Jessica, a próxima grande estrela pornô mundial. Mas o caminho para esta consagração se prova mais acidentado do que ela imagina. Com cenas explícitas, mas artísticas – ao estilo de Gaspar Noé – , e com integrantes reais da indústria pornô californiana (Zelda Morrison é a principal coadjuvante), o filme traz um ponto de vista diferente da pornografia, desnudando as negociações de cenas adultas e as relações de poder entre artistas e empresários, em busca de sucesso nesse business. A obra chegou a disputar o prêmio de Descoberta do ano da Academia Europeia de Cinema. Perdeu para “Bela Vingança”, mas venceu outros oito troféus internacionais, inclusive o Prêmio do Júri no Festival de Deauville, na França.   | O PAI DA NOIVA | HBO MAX   Andy Garcia (de “Onze Homens e um Segredo”) tem o papel-título na versão latina (cubana-americana) da conhecida premissa, em que um pai orgulhoso prepara o casamento da filha (Adria Arjona, de “Morbius”) com o noivo (Diego Boneta, de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”). Na nova adaptação, ele também guarda um segredo sobre seu próprio casamento (com a cantora Gloria Estefan), que se encaminha para um divórcio. Baseada num romance de Edward Streeter, esta história tem sido filmada desde 1960, quando Spencer Tracy foi o pai da noiva, e até virou uma série em 1961, mas é mais lembrada pela adaptação de 1991, estrelada por Steve Martin, que chegou a ganhar sequência quatro anos depois. A nova versão foi escrita por Matt Lopez (“O Aprendiz de Feiticeiro”) e dirigida por Gary Alazraki (“Club de Cuervos”).   | CRUSH: AMOR COLORIDO | STAR+   Depois de divertidas rom-coms com adolescentes enrustidos, “Crush” abre o arco-íris LGBTQIAP+ com uma história moderna sobre uma estudante de high school assumidíssima em busca do primeiro amor. Na trama, a jovem Page decide ir contra todas suas inclinações artísticas para entrar no time de atletismo da escola, apenas para se aproximar da menina por quem sempre foi apaixonada. Só que lá fica mais próxima da irmã de seu crush, e percebe que seu coração começa a balançar. Um detalhe interessante desse triângulo lésbico é que ele formado por estrelas da Disney. Page é vivida por Rowan Blanchard (protagonista da serie do Disney Channel “Garota Conhece o Mundo”) e seus crushes são Isabella Ferreira (atualmente na rom-com gay “Love, Victor”) e Auli’i Cravalho (ninguém menos que a “Moana”). “Crush” é o primeiro longa da diretora Sammi Cohen (da série “CollegeHumor Originals”) e seu elenco ainda inclui Megan Mullally (da pioneira sitcom gay “Will & Grace”) como a mãe da protagonista e Tyler Alvarez (“Eu Nunca…”) no papel de seu melhor amigo.   | NOITES QUENTES DE VERÃO | Vivo Play, VOD*   Timothée Chalamet (“Duna”) vive um traficante adolescente nesta comédia de humor sombrio passada nos anos 1980. Na trama, ele descobre o submundo das drogas quando um desconhecido entra no estabelecimento em que ele trabalha e pede para esconder um punhado de maconha, segundos antes da polícia aparecer. Vítima de bullying na escola, o jovem imagina que esse acesso às drogas pode lhe tornar descolado e oferece ao traficante uma parceria para explorar o mercado potencial do Ensino Médio. Ele até fica com a garota de seus sonhos. Mas ser traficante tem seus percalços, como descobre entre socos e tiros de parceiros perturbadores. Escrito e dirigido pelo estreante Elijah Bynum, o filme ainda traz em seu elenco Alex Roe (série “Sirens”) como o parceiro mais velho, Maika Monroe (“Corrente do Mal”) como o interesse romântico e ainda William Fichtner (“12 Heróis”), Thomas Jane (série “The Expanse”), Emory Cohen (“Brooklyn”), Maia Mitchell (“The Fosters”) e Jack Kesy (“The Strain”).     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

    Leia mais
  • Série

    Série derivada de “Pretty Little Liars” ganha primeiro teaser

    15 de junho de 2022 /

    A HBO Max divulgou o primeiro teaser de “Pretty Little Liars: Um Novo Pecado”, terceira série derivada de “Pretty Little Liars”. A prévia mostra uma figura misteriosa organizando as fotos de suas vítimas, enquanto trechos da música-tema da série original tocam ao fundo. Refletindo a tendência dos últimos anos, a nova versão da atração dos anos 2010 traz um elenco mais diversificado, encabeçado por Bailee Madison (da série “A Bruxa do Bem”), Chandler Kinney (Riana Murtaugh na série “Máquina Mortífera”/Lethal Weapon), Maia Reficco (estrela da série infantil argentina “Kally’s Mashup”), Zaria Simone (vista em “Black-ish”) e Malia Pyles (de “Baskets” e “Batwoman”). As cinco formam o grupo de garotas que se envolve no mistério sombrio da nova atração. O subtítulo, por sua vez, tem relação com os pecados cometidos por seus pais 20 anos atrás, quando eventos mantidos em segredo quase destruírem a cidade de Millwood – que não é a mesma da série original, passada em Rosewood. Por causa desses pecados, as adolescentes são atormentadas por um agressor desconhecido e obrigadas a pagar por algo que desconhecem… e por seus próprios pecados. Curiosamente, essa premissa é a mesma da origem de Freddie Krueger na franquia “A Hora do Pesadelo”. “Pretty Little Liars” durou sete temporadas, de 2010 a 2017, período em que ajudou a popularizar o antigo canal ABC Family e servir de ponte para sua transformação no Freeform. Além disso, a produção deslanchou a carreira dos principais membros de seu elenco, especialmente do quarteto formado por Lucy Hale, Troian Bellisario, Ashley Benson e Shay Mitchell, intérpretes das belas mentirosinhas originais. Apesar do sucesso, a produtora da atração, I. Marlene King, não conseguiu o mesmo resultado com o lançamento de dois spin-offs, “Ravenswood” (2013) e “The Perfectionists” (2019), que foram cancelados na 1ª temporada, sem público. Por isso, a HBO Max decidiu buscar outro criador para comandar o terceiro spin-off. O criador de “Riverdale”, Roberto Aguirre-Sacasa, está à frente do projeto com a missão de trazer a franquia de volta apenas cinco anos após o fim da série original e três anos desde o fracasso do último spin-off. Aguirre-Sacasa vai compartilhar os roteiros com sua colaboradora em “O Mundo Sombrio de Sabrina”, Lindsay Calhoon Bring. A série estreia em 28 de julho, com a disponibilização dos três primeiros episódios.

    Leia mais
  • Série

    HBO Max cancela “Made for Love”, sua primeira série original

    10 de junho de 2022 /

    A HBO Max anunciou o cancelamento de “Made for Love”, a primeira série original encomendada e exibida pela plataforma. Com isso, o final da 2ª temporada, liberado em 19 de maio, servirá como desfecho da trama. “Estamos tremendamente gratos pela jornada verdadeiramente espetacular dessas duas temporadas”, disse a plataforma por meio de um comunicado. “Como um chip Gogol, a série sempre estará em nossas mentes.” Baseada no romance homônimo da criadora Alissa Nutting (“False Positive”), a comédia sci-fi tinha 94% de aprovação no Rotten Tomatoes e girava em torno de um casal, Byron e Hazel Gogol, que inaugura uma tecnologia capaz de compartilhar pensamentos e manifestá-los com imagens realistas. Tudo parece ir bem, até que Hazel resolve pedir o divórcio. E isso cria um problema crucial: o que fazer com o chip caríssimo e invasivo implantado em seu cérebro? Após escapar do controle do marido megalômano, a 2ª temporada acompanhava Hazel provisoriamente de volta ao “lar”, para convencer Byron a usar sua tecnologia revolucionária no pai dela, que sofre com câncer terminal. Os personagens eram vividos por Cristin Milioti (“Black Mirror”) e Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”) como Hazel e Byron, além de Ray Romano (“O Irlandês”) como o pai viúvo de Hazel, que morava com uma “garota sintética”. Veja abaixo os trailers das duas temporadas.

    Leia mais
  • Série

    “Ms. Marvel”, “Peaky Blinders” e as séries da semana

    10 de junho de 2022 /

    As plataformas de streaming colocam o dedo na ferida nesta semana. Afinal, os destaques são uma nova série da Marvel, que com sua premissa divertida consegue tirar o sono de racistas surtados com o mundo atual, e o final da espetacular “Peaky Blinders”, que deixa claro seu enfrentamento contra fascistas. Entretenimento também convida à reflexão. A lista de estreias ainda destaca produções para o público geek, fãs de cinema de arte, estudiosos de História e a audiência televisiva mais tradicional, que gosta de dramas médicos e tramas policiais. Mas vale chamar atenção especial para “Intimidade”, série pouco divulgada da Netflix, com tema extremamente atual e, como diz a imprensa espanhola, necessário. Confira abaixo os 10 melhores lançamentos da programação de séries.       | MS. MARVEL | DISNEY+   A primeira heroína muçulmana do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) arrancou elogios até de Malala Yousafzay, que aos 17 anos se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz – por sua luta pelo direito à educação de meninas paquistanesas. Apresentada como uma comédia adolescente, a história de Kamala Khan também é a mais fofa e adorável das séries já produzidas pela Marvel. Sem supervilões e ameaças mundiais – ao menos na estreia – , “Ms. Marvel” chegou na Disney+ como uma grande homenagem aos fãs dos super-heróis, dando a Iman Vellani, a novata de 18 anos que foi selecionada entre várias candidatas, o papel da fangirl definitiva. Na trama, Kamala Khan é uma adolescente geek obcecada pela Capitã Marvel, que sofre bullying na escola e repressão na família muçulmana tradicional, mas não abre mão de seus sonhos, mostrando enorme talento artístico para desenhar, criar vídeos e até fantasias de cosplay. Para incrementar uma dessas fantasias, ela decide usar um velho bracelete largado entre as lembranças encaixotadas de sua família, que de repente lhe confere superpoderes. Desenvolvida pela roteirista Bisha K. Ali (“Sex Education”), a produção conta com direção da dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah (diretores do blockbuster “Bad Boys Para Sempre” e do vindouro filme da “Batgirl”), da paquistanesa Sharmeen Obaid-Chinoy (vencedora de dois Oscars de Melhor Documentário em Curta-metragem) e Meera Menon (que já trabalhou na Marvel na série “O Justiceiro”). Novos episódios são disponibilizados todas as quartas na plataforma Disney+.   | PEAKY BLINDERS | NETFLIX   A grandiosa e épica produção britânica chega ao final numa 6ª temporada repleta de violência, explosões, mortes e vinganças, além de boinas, roupas masculinas impecáveis, rock contemporâneo, visual espetacular e luta contra o fascismo. Embora chegue apenas nesta sexta (10/6) na Netflix, a reta final da produção foi exibida no Reino Unido entre 27 de fevereiro e 3 de abril, e o episódio de estreia atingiu a maior audiência de toda a série ao mostrar o destino de Polly Shelby, personagem da atriz Helen McCrory, que morreu em abril do ano passado devido a um câncer de mama. O final teve praticamente a mesma audiência e ainda rendeu comoção nacional. “Peaky Blinders” se baseia livremente em fatos reais para contar como Thomas Shelby (Cillian Murphy), um veterano da 1º Guerra Mundial, transformou sua família e amigos numa perigosa gangue de rua dos anos 1920 e, pouco a pouco, estabeleceu uma reputação de ser um homem tão perigoso quando respeitável, ampliando sua influência por todo o Reino Unido. Não contente em conquistar seu bairro, ele expandiu seus negócios ilícitos até os EUA e virou político, sendo eleito para o parlamento britânico. Mas também conquistou inimigos à sua altura, entre gangues e políticos rivais, além do IRA, grupo terrorista que luta pela independência da Irlanda. Desde sua estreia em 2013, a série criada por Steven Knight recebeu críticas elogiosíssimas, mas só virou um enorme fenômeno ao começar a ser transmitida na Netflix. Entre os prêmios conquistados, estão o BAFTA TV (o Emmy britânico) de Melhor Série Dramática do Reino Unido em 2018.   | FOR ALL MANKIND | APPLE TV+   Em sua 3ª temporada, a ousada sci-fi da Apple TV+ chega aos anos 1990 com uma nova corrida espacial, desta vez rumo ao planeta Marte. Desenvolvida por Ronald D. Moore, criador do reboot de “Battlestar Galactica” e da série “Outlander”, a atração explora uma linha temporal alternativa da história, que leva a Guerra Fria até o espaço com consequências dramáticas. Na realidade da série, os astronautas soviéticos foram os primeiros a pousar na Lua e a trama imagina o impacto deste feito na corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética. A 1ª temporada concentrou-se principalmente numa recriação alternativa dos 1970, com avanços que não existiram na época – como a participação de astronautas femininas nos primeiros voos para a Lua. A 2ª temporada levou a história aos anos 1980, com a criação de uma Força Espacial americana para enfrentar batalhas lunares, e os novos episódios mostram como a competição das duas potências acelerou a conquista de Marte. O protagonista é o ator Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”), que vive um dos principais astronautas da NASA, e o elenco também inclui Michael Dorman (“Patriot”), Wrenn Schmidt (“The Looming Tower”), Jodi Balfour (“The Crown”), Chris Bauer (“True Blood”), Sarah Jones (“Damnation”), Sonya Walger (“Lost”), Shantel VanSanten (“O Atirador”) e Michael Harney (“Orange Is the New Black”).   | IRMA VEP | HBO MAX   A minissérie estrelada pela sueca Alicia Vikander, vencedora do Oscar por “A Garota Dinamarquesa” (2015), é baseada no filme homônimo do francês Olivier Assayas, originalmente lançado em 1996, e tem seus oito episódios escritos e dirigidos pelo próprio cineasta. Na trama, Vikander interpreta Mira, uma estrela de Hollywood desiludida com sua carreira em filmes de super-heróis e enfrentando uma separação recente, que se muda para a França para estrelar um remake do clássico do cinema mudo “Les Vampires”. Aos poucos, porém, as distinções entre atriz e personagem passam a se apagar, graças aos métodos alucinados do diretor à frente do projeto. A atração inclui entre seus produtores Sam Levinson, o criador de “Euphoria”, e ainda traz em seu elenco os atores Tom Sturridge (o “Sandman” da Netflix), Adria Arjona (“Morbius”), Vincent Lacoste (“Amanda”), Byron Bowers (“Personal Shopper”), Fala Chen (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Carrie Brownstein (“Portlandia”), Jeanne Balibar (“Barbara”) e a estreante Devon Ross.   | BECOMING ELIZABETH | STARZPLAY   A nova superprodução dramática sobre a genealogia da monarquia britânica conta a história da Princesa Elizabeth, antes dela se tornar Elizabeth I, uma das mais poderosas monarcas da História do Reino Unido. Embora não faça parte da mesma franquia, a trama serve de continuação para a trama da saga baseada nos livros da escritora Philippa Gregory, introduzida em “The White Queen”, continuada em “The White Princess” e concluída em “The Spanish Queen” – minisséries também disponíveis na Starzplay. Afinal, Elizabeth é filha de Ana Bolena, por quem seu pai se separou da “rainha espanhola” Catarina de Aragão, a primeira das seis esposas de Henrique VIII. “Becoming Elizabeth” começa justamente com a morte de Henrique VIII e a ascensão do irmão caçula de Elizabeth, Eduardo VI. A série vai mostrar como princesa precisou contar com a morte de dois irmãos e uma prima, que estavam à sua frente na linha sucessória, para virar rainha aos 25 anos. A série foi desenvolvida por Anya Reiss (“Ackley Bridge”), tem direção do cineasta Justin Chadwick (“Amor & Tulipas”) e destaca em seu elenco a alemã Alicia von Rittberg (“Ventos da Liberdade”) como Elizabeth, além de Jamie Blackley (“The Last Kingdom”), Romola Garai (“As Sufragistas”), Alexandra Gilbreath (“Amor & Tulipas”), Jamie Parker (“1917”), Leo Bill (“Taboo”), Oliver Zetterström (“The Romanoffs”) e Bella Ramsey (“Game of Thrones”), entre outros. Estreia no domingo (12/6).   | INTIMIDADE | NETFLIX   A nova série espanhola da Netflix trata de crimes contra a privacidade numa trama com difamação, assédio, chantagem e pornografia de vingança. Criada por Laura Sarmiento (“Diablero”) e Verónica Fernández (“Longe de Você”), a produção foi inspirada pelo vazamento de dois vídeos sexuais que viraram notícia na Espanha: de uma prefeita que teve a carreira abalada e de uma operária que se suicidou após o tratamento que passou a receber dos colegas em sua fábrica. A trama faz uso de situações similares e acrescenta a história de uma adolescente que tem que lidar com outro vazamento desagradável na escola. O pano de fundo nos três casos é o mesmo: três mulheres de diferentes idades e posições, que veem sua privacidade ruir quando seus ex-parceiros decidem, por diferentes razões, tornar públicas ou ameaçar tornar públicas fotografias e vídeos de natureza sexual. Os críticos espanhóis elogiaram e consideraram a série muito necessária para o país.   | PRIMEIRA MORTE | NETFLIX   Baseada num conto da escritora Victoria “V.E.” Schwab, a série gira em torno de Juliette, uma vampira adolescente que precisa fazer sua primeira morte. Ela mira numa nova garota na cidade chamada Calliope, sem saber que seu alvo descende de uma família de caçadores de vampiros. Por conta de seus objetivos inconfessos, as duas acabam se aproximando, até um pouco demais para desgosto de suas famílias, que declaram guerra quando elas virarem namoradas. O resultado sugere uma versão de “Romeu e Julieta” com duas Julietas (o nome Juliette não deve ser casual) e, claro, vampiros. A atração é produzida pela atriz Emma Roberts (“American Horror Story”), que adorou a história original, publicada em 2020 pela escritora Victoria “V.E.” Schwab numa antologia de contos de vampiros, e comprou os direitos de adaptação para sua produtora, Belletrist Productions. Além disso, ela convenceu a própria autora a desenvolver a adaptação. Schwab assina os roteiros da série, enquanto Felicia D. Henderson (“The Punisher”) atua como showrunner. Já o elenco destaca Sarah Catherine Hook (“Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio”) e Imani Lewis (“Hightown”) como as protagonistas, além de Elizabeth Mitchell (“Lost”, “The Expanse”), Jason R. Moore (“O Justiceiro”), Aubin Wise (“Atlanta”), Will Swenson (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Gracie Dzienny (“Zoo”) e Phillip Mullings Jr. (“American Soul”).   | MANAYEK | HBO MAX   O título é uma gíria israelense que significa polícia. Nesta produção tensa, um veterano investigador da Divisão de Assuntos Internos prestes a se aposentar esbarra em um caso de corrupção policial onde o principal suspeito é o seu melhor amigo, um oficial condecorado. Criada por Roy Iddan (“Kfula”) e estrelada por Shalom Assayag (“Kfula”), Amos Tamam (“O Espião”) e Liraz Chamami (“Um Jantar Quase Perfeito”), foi considerada a melhor série de 2020 pela Academia de TV de Israel.   | DO NADA, GRÁVIDA | NETFLIX   Comédia de calamidades dramáticas, a produção dinamarquesa gira em torno de uma médica especialista em fertilidade que descobre estar prestes a entrar na menopausa. Vendo a janela da gravidez se fechar, ela entra em desespero e, num impulso etílico, decide resolver o problema com esperma doado por um ex-namorado, que se encontra armazenado na clínica em que trabalha. Para complicar, ela é apaixonada por esse ex até hoje e percebe que não tem como explicar porque subitamente espera um filho dele. É quando tem uma nova ideia brilhante: transar com dois homens para ninguém ter certeza de quem é o pai da criança. Só que cada decisão equivocada gera apenas mais complicações. A performance da atriz Josephine Park (“Zona de Confronto”) é o maior atrativo da série criada por Nikolaj Feifer (“Banken: New Normal”) e Amalie Næsby Fick (“Sex”).   | HOSPITAL NEW AMSTERDAM | GLOBOPLAY   A 3ª temporada da atração estrelada por Ryan Eggold (o Tom Keen de “The Blacklist”) foi exibida nos EUA em 2021 e começa em plena pandemia da covid-19. Os capítulos marcaram pelo menos uma baixa significativa no elenco, mas também o início de um novo romance para o Dr. Max Goodwin (Eggold), o diretor médico do hospital Bellevue, em Nova York, que quer restaurar o local, atualmente em situação precária, à sua antiga glória. A série é baseado no livro de memórias do Dr. Eric Manheimer, intitulado “Doze Pacientes: Vida & Morte no Hospital Bellevue”, que foi adaptado por David Schulner (criador da série “Do No Harm”) com consultoria do próprio...

    Leia mais
  • Filme

    “Belfast”, “Ghostbusters” e os filmes pra ver em casa no fim de semana

    10 de junho de 2022 /

    Um drama vencedor do Oscar 2022 é a principal estreia da programação digital da semana, que traz vários exemplos de como a intolerância transforma o mundo num lugar difícil de se viver – e pode até semear genocídio. Mas quem quiser fugir das complicações da vida real também encontra opções entre comédias de fantasia, tiroteios escapistas e títulos infantis, que chegam ao streaming e nas locadoras digitais. Confira abaixo 10 novidades recomendadas para seu cinema em casa.       | BELFAST | VIVO PLAY, VOD* Vencedor do Festival de Toronto e do Oscar de Melhor Roteiro Original, o novo filme de Kenneth Branagh (“Morte no Nilo”) recria as lembranças da infância do diretor-roteirista na cidade do título durante os anos 1960. Predominantemente em preto e branco, a trama de época é apresentado pelo olhar de um menino de uma família trabalhadora e alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, as músicas e até as séries do período, mas também os perigos da era dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas que queriam a independência do país e as autoridades leais ao Reino Unido viravam batalhas campais. A tensão da ameaça de confrontos nas ruas e a cobrança constante de posicionamentos políticos levam o pai do menino a considerar mudar-se com a mulher e os filhos para a Inglaterra. Mas essa possibilidade aperta o coração da criança, que não quer separar-se dos avôs que adora e da menina que finalmente começou a reparar nele. O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”) e Caitriona Balfe (“Outlander”) como os pais, Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”) e Ciaran Hinds (“Game of Thrones”) como os avôs, Lewis McAskie (“Here Before”) como o irmão mais velho e o menino Jude Hill no papel de alter-ego mirim de Branagh em sua estreia no cinema.   | ARREMESSANDO ALTO | NETFLIX   Nesta história de esportes e superação, Adam Sandler tem um papel dramático e bem diferente de suas outras produções para a Netflix. Ele vive um “olheiro”, que descobre o talento de um jogador de basquete estrangeiro e o convence a vir aos EUA para tentar fazer sucesso na NBA. Entretanto, nada corre como planejado, deixando o atleta espanhol dividido por ter deixado a filha pequena para apostar num sonho cada vez mais impossível. O filme é resultado de uma parceria entre Sandler e o jogador de basquete LeBron James (de “Space Jam: Um Novo Legado”), que assina a produção. O roteiro é de Will Fetters (“Nasce uma Estrela”) e Taylor Materne (“Uma Semana a Três”), a direção de Jeremiah Zagar (“We the Animals”) e o elenco ainda inclui Ben Foster (“A Qualquer Custo”), Queen Latifah (“The Equalizer”), Robert Duvall (“O Juiz”) e o jogador Juancho Hernangómez, do Utah Jazz, que interpreta o protagonista em sua estreia como ator.   | GHOSTBUSTERS – MAIS ALÉM | HBO MAX, VOD*   Chegando agora na HBO Max, o novo “Ghostbusters” é divertido, mas também um exemplo perfeito da atual moda de Hollywood, que tem lançado falsas continuações para recomeçar franquias do zero com um novo elenco. O nome disso em inglês é “reboot sequel”, mas no Brasil se chama de recauchutagem. Dirigida por Jason Reitman (“Juno”, “Tully”), filho do diretor dos dois primeiros “Caça-Fantasmas”, a comédia tem muitas referências, repetições de frases, recriações de cenas e até participação do elenco original dos anos 1980. Mas os protagonistas são outros. A trama começa quando Carrie Coon (“The Leftovers”) se muda para a antiga casa herdada do pai, de quem ela pouco falou para os filhos – Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”) e Finn Wolfhard (“Stranger Things”). Mas logo fica claro para o público que as crianças são netas do Dr. Egon Spengler (o Caça-Fantasmas interpretado pelo falecido Harold Ramis). Quando estranhos fenômenos começarem a acontecer na região, os garotos decidem seguir o legado do vovô e virar Caça-Fantasmas mirins, contando para isso com a ajuda de um professor de sua escola (Paul Rudd, o “Homem-Formiga”).   | ALEMÃO 2 | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD* Lançado em 2014, o primeiro filme mostrava uma equipe policial encurralada por traficantes no morro do Alemão, no Rio, e se tornou um dos melhores thrillers brasileiros recentes. A continuação vai pela mesma trilha, acompanhando outra equipe encurralada após uma operação contra um líder do tráfico dar errado. Novamente dirigido por José Eduardo Belmonte, “Alemão 2” lembra que o Brasil sabe fazer bons thrillers policiais. Totalmente tenso e repleto de ação, o filme ainda embute crítica social e supera o primeiro por ser ainda mais realista. E o elenco também merece aplausos pela entrega, em particular Leandra Leal (“Aruanas”), Vladimir Brichta (“Bingo: O Rei das Manhãs”), Gabriel Leone (“Dom”), Mariana Nunes (“Carcereiros”), Aline Borges (“Verdades Secretas”), Dan Ferreira (“Segundo Sol”), Digão Ribeiro (“Dom”) e Zezé Motta (“3%”).   | TED BUNDY: A CONFISSÃO FINAL | VIVO PLAY, VOD*   O drama criminal se concentra nos últimos dias de Ted Bundy no corredor da morte, destacando a complicada relação formada entre ele e o analista do FBI Bill Hagmaier, para quem o famoso serial killer prometeu contar tudo o que não confessara durante o julgamento de seus crimes – e a quem começou subitamente a chamar de seu melhor amigo. Dirigido por Amber Sealey (“How to Cheat”), o filme traz Elijah Wood (o Frodo de “O Senhor dos Anéis”) como Hagmaier e Luke Kirby (o Lennie Bruce da “Maravilhosa Sra. Meisel”) como Bundy.   | BLUE BAYOU | VIVO PLAY, VOD* O drama contundente de Justin Chon (diretor da série “Pachinko”) conta uma história terrível de racismo estrutural e intolerância que ameaçam destruir uma família no estado americano da Louisiana. O cineasta também assina o roteiro e estrela o longa como Antonio LeBlanc, um homem adotado ainda criança na Coreia por um casal americano, que passou praticamente toda a vida nos EUA. Até o dia em que sua mulher grávida (Alicia Vikander, de “Tomb Raider”) e filha adotiva são confrontadas por policiais abusivos num supermercado e ele resolve retirá-las do local. Preso por resistir às autoridades, ele acaba virando vítima da burocracia kafkiana e sofre ameaça de deportação por ser um estrangeiro, agora com ficha policial. Exibido no Festival de Cannes, venceu o prêmio do público de outro festival francês, Deauville.   | ÁRVORES DA PAZ | NETFLIX   O primeiro longa-metragem de Alanna Brown (atriz americana da série “Nova Iorque Contra o Crime”) venceu 11 prêmios internacionais ao contar uma história de amizade e sobrevivência durante um genocídio. A trama se passa em Ruanda no ano de 1994, durante a guerra civil sangrenta que dizimou a etnia Tutsi no país, e acompanha quatro desconhecidas, que se trancam num porão enquanto o pior acontece. O que era para ser um esconderijo provisório se transforma moradia, conforme os dias passam e o ódio só aumenta nas ruas, transformando as quatro desconhecidas trancafiadas em melhores amigas. Vale reparar que apenas uma das protagonistas é realmente de Ruanda: Eliane Umuhire (“Neptune Frost”). As demais são duas australianas – Charmaine Bingwa (da série “The Good Fight”) e Ella Cannon (de “iZombie”) – e uma americana – Bola Koleosho (de “Cara Gente Branca”).   | FABIAN – O MUNDO ESTÁ ACABANDO | MUBI   O Fabian do título é um publicitário que vagueia pelos clubes mais decadentes de Berlim em busca de emoção, até ver seu mundo virar do avesso ao se apaixonar por uma atriz judia. Só que, na Alemanha dos anos 1930, não é apenas seu mundo que está desmoronando… Logo, seus planos e esperanças se tornam rapidamente ultrapassados pela ascensão do nazismo que torna tudo ao seu redor irremediavelmente sombrio. Diferente da primeira adaptação do romance biográfico de Erich Kästner, lançada em 1980, a versão do veterano diretor Dominik Graf (“Duas Irmãs, Uma Paixão”) narra a história do personagem interpretado por Tom Schilling (“Lara”) não como um drama de época, mas como um alerta sobre o presente, alimentado por uma cena de abertura virtuosa, que começa numa estação moderna de metrô de Berlim, antes de emergir em 1931. Afinal, simpatizantes dos nazistas estão voltando ao poder nos dias que correm. Vencedor de três troféus da Academia Alemã de Cinema, inclusive de Melhor Filme de 2021, tem 87% de aprovação no Rotten Tomatoes.   | DETETIVES DO PRÉDIO AZUL 3: UMA AVENTURA NO FIM DO MUNDO | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD* Produção para crianças pequenas, a aventura ao estilo “Harry Potter brasileiro” sofreu um atraso de dois anos no planejamento original devido à pandemia e transformou o longa dirigido por Mauro Lima (“Tim Maia”) numa despedida tardia do trio de protagonistas, Bento (Anderson Lima), Sol (Leticia Braga) e Pippo (Pedro Motta), substituídos desde 2021 por um novo time de detetives mirins nos episódios da atração do canal Gloob A trama acompanha o trio e a feiticeira-aprendiz Berenice (Nicole Orsini) numa viagem até o Fim do Mundo – também chamado de Argentina – para salvar o porteiro Severino (Ronaldo Reis) da influência de um objeto místico maligno. Mas, para isso, eles precisam vencer também a bruxa Duvíbora (vivida por Alexandra Richter, de “Minha Mãe é uma Peça”) e sua filha Dunhoca (Klara Castanho, de “De Volta aos 15”), que farão de tudo para colocar as mãos na relíquia. Entre outras participações, o elenco ainda inclui Lázaro Ramos (“O Silêncio da Chuva”), Alinne Moraes (“Tim Maia”) e Rafael Cardoso (“Salve-se quem Puder”).   | TARSILINHA | AMAZON PRIME VIDEO   A animação brasileira imagina aventuras infantis de Tarsila Amaral no universo de suas pinturas modernistas. No filme dirigido por Célia Catunda e Kiko Mistrorigo (de “Peixonauta” e “O Show da Luna”), Tarsilinha é uma espécie de Alice nacional, que em vez de correr atrás do coelho branco, persegue uma lagarta. Ao descobrir que a lagarta roubou a memória de sua mãe, ela entra em um mundo fantástico, povoado por estranhos seres, para tentar recuperá-la. Os personagens do filme vêm diretamente de quadros, como A Cuca, o sapo Cururu, a Lagarta e o Tatu, culminando na grandiosa figura do Abaporu, inspirada no mais famoso quadro da pintora. Além disso, a busca de Tarsilinha diz respeito à recuperação da memória brasileira. Assim, o aspecto lúdico do filme conduz a um subtexto bastante culto, levando as crianças por uma jornada de aventuras que revela o maravilhoso mundo do modernismo.     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

    Leia mais
  • Série

    As 10 melhores séries de maio

    5 de junho de 2022 /

    Ninguém consegue acompanhar todas as séries lançadas semanalmente por cada vez mais plataformas digitais. Dá para tentar assistir, no máximo, aos destaques. E mesmo assim, alguma produção importante pode passar batida entre as inúmeras novidades. Esta lista mensal serve de alerta para os interessados, reunindo as 10 melhores estreias recentes de streaming. Encabeçada pelo fenômeno “Stranger Thigs”, a mostra de maio é repleta de títulos de ficção científica. Metade da seleção pertence ao gênero, mas ainda há comédias, suspenses e um drama policial. Confira abaixo o Top 10 com detalhes e trailers de cada destaque.     | STRANGER THINGS | NETFLIX   Após três anos de espera e expectativa nas alturas, a série sobrenatural adolescente retornou com clima cinematográfico, deixando claro que não foram economizadas despesas na produção de sua 4ª temporada – supostamente mais cara que a temporada final de “Game of Thrones”. São mais efeitos, mais ação e mais personagens, resultando em tramas paralelas e capítulos bastante longos. Em resumo, os episódios exploram uma guerra iminente entre os jovens protagonistas da atração e as ameaças do Mundo Invertido, levando a turma das bicicletas a encarar um novo monstrão batizado com o nome de mais uma criatura de “Dungeons and Dragons”. O jogo, por sinal, se torna ainda mais importante, porque um dos novos personagens é um grande mestre dos calabouços de tabuleiro. Parte do elenco mirim ainda vai lidar com uma casa mal-assombrada relacionada a Freddy Krueger – na verdade, a residência pertence a um personagem atormentado vivido pelo astro da franquia “A Hora do Pesadelo”, Robert Englund. E ainda há as histórias de Eleven (Millie Bobby Brown), que busca recuperar seus poderes, e do xerife Hopper (Jim Harbour) preso na Rússia. Tudo isso é equilibrando com drama e humor, mas com muito mais terror que antes, resultando na temporada mais assustadora de toda a série. Lançada em duas partes, a 4ª temporada da criação dos irmãos Matt e Ross Duffer teve apenas sete de seus nove episódios disponibilizados em maio, com os dois remanescentes guardados para o dia 1º de julho.     | OBI-WAN KENOBI | DISNEY+   Sequência direta da trilogia “Star Wars” dos anos 2000, a série se passa dez anos após os eventos de “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005) e mostra a perseguição ao personagem-título, que volta a ser interpretado por Ewan McGregor. Após desafiar o Império e fugir com os filhos de seu ex-pupilo Anakin Skywalker, Obi-Wan Kenobi se esconde no planeta Tatooine, acompanhando à distância o crescimento do jovem Luke. Mas o Império não desistiu de encontrar o velho mestre foragido, um dos poucos remanescentes do massacre da ordem Jedi, o que coloca em risco a segurança da menina Leia, sequestrada para tirar Kenobi de seu esconderijo. O elenco da produção também inclui Joel Edgerton e Bonnie Piesse, retomando seus papéis como os tios que criaram Luke Skywalker, Jimmy Smits como o Senador Organa, pai adotivo de Leia, além de Hayden Christensen, intérprete de Anakin, agora completamente transformado em Darth Vader. Escrita por Joby Harrold (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e dirigida por Deborah Chow (“The Mandalorian”), a produção ainda inclui participações de Kumail Nanjiani (“Eternos”), Indira Varma (“Game of Thrones”), Rupert Friend (“Homeland”), O’Shea Jackson Jr. (“Straight Outta Compton”), Sung Kang (“Velozes e Furiosos 6”), Simone Kessell (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Maya Erskine (“PEN15”), o ator-cineasta Benny Safdie (“Bom Comportamento”), Moses Ingram (“O Gambito da Rainha”) formidável como vilã e a menina Vivien Lyra Blair (“Bird Box”), que rouba as cenas como a Leia mirim. Após os três primeiros capítulos, a série segue com episódios inéditos todas as quartas.     STAR TREK: STRANGE NEW WORLDS | PARAMOUNT+ Nunca houve uma atração tão esperada. Foram nada menos que 58 anos para que “The Cage”, o mítico piloto rejeito de “Jornada nas Estrelas” em 1964, virasse uma série. Até recentemente um rodapé na história da franquia, o conceito original de Gene Roddenberry é a origem da nova série. Antes de criar o Capitão Kirk, Roddenberry concebeu o galante Capitão Pike no comando da nave Enterprise, acompanhado por uma imediata feminina, chamada apenas pelo codinome de Número 1. Entretanto, essa configuração foi rejeitada pelos executivos da NBC, levando o criador da série a mudar tudo. De todos os personagens, apenas um fez a transição do piloto rejeitado para a versão aprovada: o oficial alienígena Spock. Esta história seria mera curiosidade, não fosse a decisão do produtor de reciclar cenas do piloto de 1964 numa trama de duas partes da 1ª temporada de “Jornada nas Estrelas”, que revelou a tripulação perdida da Enterprise. Aquela aparição de 1966 gerou muita curiosidade, mas foi só décadas depois, em 2019, durante a 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”, que os personagens esquecidos ganharam um novo e breve arco narrativo. Com os fãs indo a loucura, a Paramount+ percebeu que tinha atingido um nervo, e Akiva Goldsman (criador de “Titãs”), Alex Kurtzman (roteirista do reboot de “Star Trek”, de 2009) e Jenny Lumet (criadora de “Clarice”) receberam aprovação para criar uma série inteira centrada no comando do Capitão Pike. Além de Pike (interpretado por Anson Mount), Número 1 (Rebecca Romijn) e Spock (Ethan Peck), a atração foi vitaminada com outros personagens do cânone, como a jovem cadete Uhura e a enfermeira Christine Chapel, ambas da série de 1966, além do Dr. M’Benga, oficial médico que apareceu em dois episódios de “Jornada nas Estrelas”, e uma novidade curiosa: uma descendente do famoso vilão Khan como uma das três criações inéditas da produção. O detalhe é que a nostalgia não se restringe aos personagens. Ao contrário das narrativas serializadas das novas séries trekkers, o programa tem episódios contidos, uma história completa por semana, como a velha série original. Também é mais leve, divertida e com aventuras que remetem ao espírito dos capítulos dos anos 1960, inclusive se conectando a algumas tramas clássicas, como o noivado de Spock. Como resultado, a série da velha geração, a “Star Trek” antes do Capitão Kirk, consegue ser a melhor “Star Trek” desde “A Nova Geração” do Capitão Picard nos anos 1990. E também a mais “Star Trek” de todas as produções da franquia desde o voo inaugural da Enterprise.     TEERÃ | APPLE TV+ Produzida por um dos mentores da premiada “Fauda” e criada pela equipe de “Magpie”, a série de espionagem israelense traz Niv Sultan (“The Stylist”) como uma hacker nascida em Teerã, que se tornou agente do Mossad e volta ilegalmente ao Irã para uma missão secreta: destruir uma usina nuclear. O plano dá errado e na 2ª temporada, enquanto tenta passar despercebida, ela é contatada por uma nova personagem vivida por Glenn Close (“A Esposa”), que lhe transmite uma nova missão perigosa. Só que a chefe pode estar escondendo algo, que inevitavelmente colocará a vida da espiã em risco. Repleto de ação, perseguições e tiroteios, o thriller recebeu críticas muito positivas, atingindo 94% de aprovação no Rotten Tomatoes em sua 1ª temporada, além de ter vencido o Emmy Internacional como Melhor Série de Drama. O elenco também destaca Shaun Toub (de “Homeland”), Navid Negahban (“Aladdin”), Shervin Alenabi (“Gangs of London”) e Liraz Charhi (“Jogo de Poder”).     THE WILDS | AMAZON PRIME VIDEO As reviravoltas explodem em tensão na 2ª temporada. Originalmente apresentada como uma variação de “Lost”, a série começou com um grupo de garotas adolescentes numa ilha deserta, após sobreviverem a um acidente de avião. Só que, na verdade, nunca houve acidente. Elas foram colocadas na ilha de forma proposital. E após passarem por desafios físicos e mentais, descobrem que não foram as únicas a participar da experiência ilegal de cientistas sem ética. Um conjunto de rapazes também está em outra ilha. Mas os responsáveis pela experiência jamais imaginaram que os dois grupos pudessem se encontrar. A trama de sobrevivência física e desafio psicológico foi criada pela roteirista-produtora Sarah Streicher (“Demolidor”) e destaca em seu elenco as jovens Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”), Jenna Clause (“Cold Brook”), Reign Edwards (“Snowfall”), Shannon Berry (“Hunters”), Helena Howard (“Don’t Look Deeper”), Erana James (“Golden Boy”), Sarah Pidgeon (“Gotham”) e a estreante Mia Healey, além dos adultos Rachel Griffiths (“Brothers & Sisters”), David Sullivan (“Objetos Cortantes”) e Troy Winbush (“Os Goldbergs”).     | HACKS | HBO MAX   Rara série com 100% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, “Hacks” venceu três prêmios Emmy em sua temporada inaugural – Melhor Roteiro, Direção e Atriz. Criação de Paul W. Downs, Lucia Aniello e Jen Statsky, todos roteiristas de “Broad City”, a atração traz Jean Smart (“Watchmen”) como uma lendária comediante de Las Vegas. Enfrentando a decadência e a falta de humor, ela se vê compelida a contratar uma jovem estrela da internet para lhe escrever novas piadas, mas as duas se odeiam à primeira vista, até perceberem que o desprezo de uma pela outra é o ingrediente ideal para uma boa parceria. A “estagiária” do humor é interpretada pela novata Hannah Einbinder. Além de co-escrever e co-produzir a série, Aniello também dirige e Downs integra o elenco da atração – que ainda inclui Carl Clemons-Hopkins (“Chicago Med”), Kaitlin Olson (“It’s Always Sunny in Philadelphia”), Christopher McDonald (“Professor Iglesias”), Mark Indelicato (“Ugly Betty”), Poppy Liu (“Sunnyside”), Johnny Sibilly (“Pose”), Meg Stalter (“The Megan Stalter Show”) e Rose Abdoo (“Duas Tias Loucas de Férias”).     | MADE FOR LOVE | HBO MAX   Baseada no romance homônimo da criadora Alissa Nutting (“False Positive”), a comédia sci-fi com 94% de aprovação no Rotten Tomatoes gira em torno de um casal, Byron e Hazel, que inaugura uma tecnologia capaz de compartilhar pensamentos e manifestá-los com imagens realistas. Tudo parece ir bem, até que Hazel resolve pedir o divórcio. E isso cria um problema crucial: o que fazer com o chip caríssimo e invasivo implantado em seu cérebro? Após escapar do controle do marido megalômano, a 2ª temporada acompanha Hazel provisoriamente de volta ao “lar”, para que Byron use sua tecnologia revolucionária no pai dela, que sofre com câncer terminal. Os personagens são vividos por Cristin Milioti (“Black Mirror”) e Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”), além de Ray Romano (“O Irlandês”) como o pai viúvo de Hazel, que mora com uma “garota sintética”.     A CIDADE É NOSSA | HBO MAX Criada pela dupla George Pelecanos e David Simon, da cultuada série “A Escuta” (The Wire), e dirigida por Reinaldo Marcus Green, o cineasta de “King Richard: Criando Campeãs”, a minissérie criminal acompanha uma força tarefa do Departamento de Polícia de Baltimore, que utiliza a guerra contra as drogas como fachada para roubar dinheiro do tráfico. A história é real e baseada no livro homônimo escrito por Justin Fenton, repórter do jornal Baltimore Sun. E seu elenco destaca Jon Bernthal (“O Justiceiro”), Wunmi Mosaku (“Loki”), Jamie Hector (“Bosch”), Don Harvey (“The Deuce”), McKinley Belcher III (“The Passage”), Jermaine Crawford (“A Escuta”) e Treat Williams (“Everwood”), entre outros.     THE MAN WHO FELL TO EARTH | PARAMOUNT+ Outra sci-fi criada por Alex Kurtzman e Jenny Lumet (“Star Trek: Strange New Worlds”) também é destaque na Paramount+. Trata-se de uma continuação do filme “O Homem que Caiu na Terra” (1976), que traz Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) como um alienígena em busca de salvação para seu mundo. Sua chegada é uma resposta ao sinal enviado há mais de 40 anos pelo extraterrestre original – interpretado por David Bowie em 1976 e por Bill Nighy (“Simplesmente Amor”) como sua versão mais velha – , que abandonou sua missão e vive recluso desde a descoberta de sua identidade. A atração apresenta o protagonista em dois tempos, em flashforward como um inventor-empresário visionário e durante sua chegada à Terra, quando era ingênuo, sem filtro e sempre se metia em confusões – inclusive com a polícia – , tentando aprender o idioma local e habilidades sociais para passar despercebido. Suas aparições iniciais rendem cenas engraçadas, mas também dramáticas, pois seu destino se mostra ligado ao de uma mãe solteira endividada (Naomie Harris, de “007 – Sem Tempo Para Morrer”), que trabalha...

    Leia mais
  • Série

    “Raised by Wolves” é cancelada após duas temporadas

    3 de junho de 2022 /

    A HBO Max cancelou a série sci-fi “Raised by Wolves” após duas temporadas bem avaliadas pela crítica. Com 80% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a atração produzida pelo cineasta Ridley Scott (“Casa Gucci”) não terá 3ª temporada, o que deixa sua trama sem final. O último episódio foi exibido em março e terminou num gancho impactante para o terceiro ano de produção, que não será mais realizado. “Não é surpreendente, especialmente depois das notícias da fusão [Warner Bros. Discovery] e do que está acontecendo na Warner, com muitos programas sem ter suas histórias terminadas”, tuitou Abubakar Salim, um dos astros da produção, diante das notícias do cancelamento. Criada por Aaron Guzikowski (roteirista de “Os Suspeitos”), a sci-fi acompanhava um casal de androides responsável por criar crianças em um planeta semi-deserto, ensinando-lhes valores humanistas e ateístas após a destruição da Terra numa guerra religiosa apocalíptica. No entanto, integrantes da facção religiosa fundamentalista e seus inimigos também sobreviveram e chegam ao planeta para estabelecer colônias rivais, iniciando uma batalha em torno da libertação das crianças dos androides. Gravados em cenários naturais da África do Sul, os episódios iniciais de “Raised by Wolves” contaram com direção do próprio Ridley Scott, em sua estreia em séries, além de seu filho Luke Scott (“Morgan: A Evolução”) e do brasileiro Alex Gabassi (“The ABC Murders”), entre outros. o bom elenco destacava a dinamarquesa Amanda Collin (“Guerreiro da Escuridão”) em sua estreia em inglês, como a Mãe androide superpoderosa, o inglês Abubakar Salim (“Jamestown”) como o Pai, e Travis Fimmel (“Vikings”) como um integrante da milícia religiosa que não era quem aparentava ser – além de Winta McGrath (“Doctor Doctor”), Niamh Algar (“The Bisexual”), Susan Danford (“A Salvação”), Jenna Upton (“Um Dia para Viver”), Matias Varela (“Assassins’ Creed”), Jordan Loughran (“Emerald City”), Ethan Hazzard (“O Desafio”), Aasiya Shah (“Unforgotten”) e Felix Jamieson (“Game of Thrones”). Embora não divulgue dados de audiência, a HBO Max revelou que “Raised by Wolves” foi a série original mais vista da HBO Max em seus primeiros seis meses no Brasil, à frente da badalada “The Flight Attendant”. O cancelamento, que vazou nesta sexta (3/6), ainda não foi anunciado oficialmente e, segundo o ator Abubakar Salim, há um motivo: negociações para a série continuar em outra plataforma. “Há esperanças”, ele escreveu, convocando os fãs a lançarem a hashtag #RenewRaisedByWolves no Twitter. “Enquanto falamos, [a produtora] Scott Free e os criativos estão pressionando para que a série continue em outra plataforma – compartilhando a recepção e a atração da série para outros contadores de histórias”, Salim explicou. “Não há como negar que estamos em um momento em que o poder da voz das comunidades pode fazer mudanças. Houve muitos casos que testemunhamos coletivamente onde isso aconteceu, alguns que vêm à mente são ‘The Expanse’, ‘Top Boy’, bem como com o bom e velho SynderCut…”, continuou. “Eu vejo o puro amor, paixão e perguntas (demais) que surgem diariamente no Twitter sobre ‘Raised by Wolves’. Então, continuem e, com ainda mais vigor, mostrem esse amor genuíno aqui, ali e em todos os lugares enquanto procuramos nosso novo lar”, acrescentou. And unfortunately, one of those shows is Raised by Wolves. Nothing has been publicly shared yet. And there is a reason for that. An important one. One which I’m here to share with you now. There is hope. — Abubakar Salim (@Abzybabzy) June 3, 2022 The reason the cancellation hasn’t been announced, and that’s because there’s still a chance the story can continue, and be finished at a new home. This is where you all come in. — Abubakar Salim (@Abzybabzy) June 3, 2022 There is no denying that we are in a time where the power of a communities voice can make change. There’s been many instances we’ve collectively witnessed where this has happened, few that spring to mind is The Expanse, Top Boy as well as with good ol Synder… — Abubakar Salim (@Abzybabzy) June 3, 2022 It’s never that simple. It’s only a slither of hope, and a lot of this comes down to the die rolling in our favour. But as most of you know, I enjoy rolling the dice every now and then, and rolling “nat 20s” seems to be a thing for me 😉 — Abubakar Salim (@Abzybabzy) June 3, 2022 So let’s give it a shot. Let’s give it our all. Let’s get that door finally open, and get the light we see of this show, flooding into other homes. That was a joke. But a serious one. #RenewRaisedByWolves — Abubakar Salim (@Abzybabzy) June 3, 2022

    Leia mais
  • Filme

    “Sonic 2”, “Animais Fantásticos 3” e mais filmes pra ver em casa

    3 de junho de 2022 /

    A sessão de cinema em casa destaca dois títulos populares de apelo juvenil, que estiveram recentemente em cartaz nas salas de exibição. Mas os adultos estão mais bem-servidos, graças a uma seleção de thrillers intensos, comédias divertidas e dramas premiados, que chegam às plataformas digitais sem passar pelas filas de ingressos dos multiplexes nacionais. Confira abaixo as 10 principais novidades da semana nos serviços de assinatura e locação online.     | SONIC 2: O FILME | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD*   No mesmo tom de comédia infantil do primeiro filme, mas com mais personagens digitais, “Sonic 2” volta a mostrar que não há problemas que o ouriço mais veloz do mundo não possa vencer e canastrice que Jim Carrey não seja capaz de superar. Como o vilão bigodudo Dr. Ivo Robotnik, desta vez o comediante alista o fortão Knuckles para lutar contra Sonic e seu novo aliado Tails, recriando elementos da famosa franquia de videogames da SEGA – em meio a muitas citações de filmes de super-heróis. Com personagens animados ligeiros e imagens de colorido intenso, a produção foca especificamente o público infantil, sem perder tempo em apresentar atrativos para os jovens adultos que cresceram jogando “Sonic”.     | ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS SEGREDOS DE DUMBLEDORE | CLARO TV+, HBO MAX, VIVO PLAY, VOD*   O terceiro e possivelmente último filme da franquia “Animais Fantásticos” mantém o visual suntuoso de “Harry Potter” e oferece momentos divertidos para os fãs dos personagens. Mas sofre com a falta de concisão dos roteiros de JK Rowling, que deixam claro como o papel do roteirista Steve Kloves foi subestimado na adaptação da saga original. Novamente dirigido por David Yates, que assinou todos os “Animais Fantásticos”, além dos quatro últimos “Harry Potter”, as 2h22 de filme passam de forma arrastada e aos trancos, sem nem sequer explicar porque o vilão Grindelwald trocou de rosto, com a substituição de Johnny Depp (antagonista em “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) por Mads Mikkelsen (“Hannibal”) durante as filmagens. O motivo foi o escandaloso processo aberto por Depp contra o jornal The Sun, contestando um artigo que o chamou de espancador de esposa. Depp perdeu, virou legalmente um espancador de esposa e foi convidado a se retirar do filme. Representando a emergência do fascismo nos anos 1930, época em que o filme se passa, Grindelwald tenta transformar seus planos de extermínio em plataforma político-eleitoral, ao mesmo tempo em que o suposto protagonista Newt Scamander (Eddie Redmayne) embarca numa nova missão para justificar a quantidade absurda de coadjuvantes sem função na história, incluindo desta vez uma bruxa vivida pela brasileira Maria Fernanda Cândido (quase sem diálogos). Vários personagens que estiveram nos dois filmes anteriores voltam se amontoar na trama, incluindo Jude Law (Alvo Dumbledore) Ezra Miller (Credence/Aurelius Dumbledore), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Callum Turner (Theseus Scamander) e Jessica Williams (Eulalie “Lally” Hicks), disputando minutos de cenas com as novidades do elenco. A falta de foco seria um dos motivos dos baixos 47% de aprovação no Rotten Tomatoes e a pior bilheteria entre todos os títulos do universo “Harry Potter”. Outro motivo seria a desimportância dos tais segredos de Dumbledore, a menos que se considere bombástico o fato do diretor de Hogwarts ter vivido no armário durante todos os filmes do bruxinho. A nova produção confirma que ele e Grindelwald costumavam ser… bem íntimos. Há também revelações sobre o sobrinho do mestre bruxo, que mal registram como detalhes periféricos.     | LIVRAI-NOS DO MAL | VIVO PLAY, VOD* O violento thriller sul-coreano volta a reunir Lee Jung-jae (o protagonista de “Round 6”) com Jung-min Hwang após o premiado policial “Nova Ordem” (2013). Desta vez, os dois querem se matar. Hwang vive um assassino profissional que eliminou seu último alvo e planeja se aposentar. Jung-jae é o irmão do último alvo, que persegue Hwang para se vingar, jurando matá-lo e a todos os que o conheceram de forma brutal e sanguinária. No meio dessa disputa feroz, a filha de Hwang – que ele não sabia existir – é sequestrada na Tailândia, levando a ação a cruzar fronteiras. Considerado um dos melhores filmes de ação recentes da Coreia do Sul, atingiu 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e venceu 11 prêmios internacionais. Roteiro e direção são de Won-Chan Hong, que escreveu os excelentes thrillers “O Caçador” (2008) e “Confissão de Assassinato” (2012).     | INTERCEPTOR | NETFLIX   A espanhola Elsa Pataky, ex-integrante da franquia “Velozes e Furiosos” e esposa de Chris Hemsworth (o Thor da Marvel) estrela estre thriller de ação, que segue uma fórmula de sucesso dos anos 1990. A premissa é basicamente “A Força em Alerta” (1992), 30 anos depois. Em vez de um navio, desta vez é uma base militar isolada no Atlântico que sofre a invasão de terroristas armados, e novamente só há uma pessoa capaz de impedi-los de assumir o controle de mísseis perigosos. Para atualizar a trama, desta vez o herói brutamontes é uma mulher, uma corajosa capitã do exército que usa seus anos de treinamento tático e experiência contra os inimigos. Repleto de explosões e cenas de ação mirabolantes, o filme escrito pelo roteirista do primeiro “Piratas do Caribe”, Stuart Beattie, investe na adrenalina para oferecer um pouco mais do que se espera de seus clichês, sua locação reduzida e seu orçamento limitado, resultando num passatempo na média para os fãs de ação. Detalhe: o marido famoso de Pataky aparece numa figuração e é um dos produtores do longa.     | ORGULHO & SEDUÇÃO | STAR+   Esta comédia muito divertida é uma versão gay de “Orgulho & Preconceito”, clássico romântico de Jane Austen, encenada nos dias de hoje durante férias de verão. Escrita e estrelada pelo comediante Joel Kim Booster (“Sunnyside”), a produção acompanha amigos de descendência asiática determinados a se divertir numa ilha famosa por ser itinerário de festas LGBTQIAP+, mas ao chegar lá acabam travando numa espécie de competição com gays de beleza instagramável, que se portam de forma esnobe, fazendo julgamentos ferinos com base em raça e classe social. Logicamente, um dos amigos se vê atraído pelo mais orgulhoso de todos. Elogiadíssima pela crítica americana, a comédia estreou com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes. Seu tom alegre é equivalente a uma Sessão da Tarde sem preconceitos, e ainda serve de antídoto para as muitas histórias de repressão à comunidade LGBTQIAP+ que costumam dominar as produções cinematográficas dos últimos anos – segue um exemplo mais abaixo.     | A EXTRAORDINÁRIA GAROTA CHAMADA ESTRELA EM HOLLYWOOD | DISNEY+   A continuação do sucesso “A Extraordinária Garota Chamada Estrela” encontra a protagonista de mudança para Los Angeles em busca de expandir seus horizontes e conhecer pessoas que possam ajudá-la a brilhar como seu nome. Destacando mais a personagem-título que o primeiro filme, a produção também permite à cantora Grace VanderWaal expandir seus talentos dramáticos. Doce ao extremo, a trama também tem uma mensagem importante sobre a busca de sucesso: o que é, como obtê-lo e como sustentá-lo em um mercado instável como o alimentado pela indústria musical. A jornada da protagonista, entre recusas e resoluções, é uma carta de amor ao processo artístico e criativo, e dedicada a sonhadores com ambição inabalável. Ou seja, este é um filme infantil com a fagulha clássica da Disney, o estúdio que nasceu estimulando sonhos. A direção é novamente de Julia Hart. E além de Grace VanderWaal como Stargirl/Estrela, o elenco inclui Uma Thurman (“Kill Bill”), Judy Greer (“Homem-Formiga e a Vespa”), Elijah Richardson (“Falcão e o Soldado Invernal”), Tyrel Jackson Williams (“Lab Rats”) e o veterano Judd Hirsch (“Superior Donuts”).     | DESERTO DO OURO | VIVO PLAY, VOD* Zac Efron (“Chamas da Vingança”) vive um homem obstinado, que viaja ao deserto na companhia de um guia e lá descobre a maior pepita de ouro já encontrada. Entretanto, eles não tem as ferramentas para desenterrá-la. Enquanto o parceiro vai buscar equipamento, Efron guarda seu tesouro, enfrentando o calor terrível, cães selvagens, tempestade de areia e possíveis alucinações, sem que o outro dê sinais de voltar. O drama de sobrevivência e ganância tem roteiro e direção do australiano Anthony Hayes, que também interpreta o parceiro de Efron. Ele é conhecido por atuar nos filmes de David Michôd, como “Reino Animal” (2010) e “The Rover – A Caçada” (2014).     | NUCLEAR | VIVO PLAY, VOD* Protagonista de “No Ritmo do Coração”, vencedor do Oscar 2022, a jovem Emilia Jones já mostrava toda sua capacidade de conduzir uma trama complexa nesta produção britânica de 2019 sobre uma família tóxica. Ela vive uma jovem traumatizada, que testemunha um ataque violento do próprio irmão contra sua mãe, e foge com ela para um abrigo isolado, próximo de uma velha usina nuclear, onde a toxidade do ambiente se torna mais que uma metáfora. O filme de estreia da diretora Catherine Linstrum tem atmosfera semi-alucinatória e repleta de simbolismos, que exploram o impacto do trauma e a locação quase pós apocalíptica no estado mental da adolescente, que pode ou não ter conhecido um garoto ao explorar aquele lugar deserto sob a sombra do castelo de Drácula – apelido dado para a usina abandonada. O elenco também inclui Sienna Guillory (“Clifford, O Gigante Cão Vermelho”) como a mãe e George MacKay (“1917”) como o rapaz do campo.     | WET SAND | MUBI Premiado no Festival de Locarno, o drama de Elene Naveriani se passa numa aldeia no Mar Negro georgiano, cheia de pessoas amigáveis convencidas de que são gente de bem. Até o dia em que um morador é encontrado enforcado e ninguém quer perder tempo com o enterro. Quando sua neta chega para organizar seu funeral, ela é confrontada com uma surpreendente falta de simpatia ou ajuda para organizar os pertences do avô. Logo, descobre o motivo: homofobia. E não demora para a população supostamente amigável mostrar-se detestável, ao descobrir que o falecido tinha uma amante homossexual ainda vivo na cidade. Profundamente humanista, o filme apresenta uma história de resistência diante do atraso, preconceito e fanatismo de mentes de cidade pequena.     | A MESMA PARTE DE UM HOMEM | VOD* O primeiro drama de ficção da documentarista Ana Johann é uma alegoria feminista, passada numa localidade isolada do interior, onde a personagem de Clarissa Kiste (“Amor de Mãe”) vive com a filha adolescente (Laís Cristina, de “Fora de Série”) e o marido dominador (Otavio Linhares, de “Deserto Particular”). Até que, de repente, o marido some e outro homem (Irandhir Santos) surge para ocupar seu espaço. Diferente do bruto que as dominava, o forasteiro é um homem urbano e viajado, e o jogo de dominação se inverte, com a mulher assumindo o controle. Entretanto, cada gesto brusco, cada brincadeira mal compreendida acende um alerta, que leva mãe e filha a desconfiarem deste e de qualquer outro homem.     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

    Leia mais
  • Série

    “The Boys”, “Sob Pressão” e as novas séries da semana

    3 de junho de 2022 /

    As novas temporadas de “The Boys” e “Sob Pressão” (agora exclusivamente online) são as estreias mais esperadas da semana. Mas também refletem a nova estratégia das plataformas de streaming de estender as produções com episódios semanais. Para os adeptos das maratonas, as principais opções são minisséries, desde uma adaptação de terror de Stephen King até suspenses criminais europeus com boa repercussão mundial. E ainda há um lançamento especialmente indicado para os campeões do atletismo digital: todas as seis temporadas de “Glee”, para ver e cantar junto. Confira abaixo mais detalhes e os trailers das 10 melhores séries disponibilizadas em streaming nesta semana.     | THE BOYS | AMAZON PRIME VIDEO   A série de super-heróis com mais sexo e violência já feita volta ainda mais explícita e extrema, com closes urológicos e chuvas de vísceras, numa temporada marcada por banhos de sangue literais – e que ainda contrabandeia uma participação surpreendente de Charlize Theron (“The Old Guard”) em sua abertura. Baseada nos quadrinhos adultos de Garth Ennis (que também criou “Preacher”), a produção acompanha um grupo de vigilantes que pretende revelar o segredo sujo dos super-heróis: eles são serial killers de sangue frio, que escapam impunemente de seus crimes graças ao trabalho da empresa de marketing que os financia e comercializa suas imagens. Na verdade, aqueles que normalmente seriam considerados vilões é que são os verdadeiros heróis, lutando contra um esquema superpoderoso que mantém a farsa para dominar a economia e a política dos EUA. Esta luta desigual pelos corações e mentes da população começou a se equilibrar com a revelação de que Tempesta (Storm Front, interpretada por Aya Cash), uma das integrantes dos Sete (a Liga da Justiça da trama), era em segredo uma nazista alucinada. Mas se a desgraça da personagem na 2ª temporada jogou nova luz sobre os heróis, ela também alimenta a psicopatia crescente do Capitão Pátria (Homelander, vivido por Antony Starr), o líder dos Sete, que começa a surtar com a morte da namorada Tempesta nos novos episódios. A 3ª temporada também destaca a história do Soldier Boy (Jensen Ackles, o Dean de “Supernatural”), que é uma espécie de Capitão América desse universo, além de uma decisão arriscada de Billy Bruto (Billy Butcher, de Karl Urban), que resolve adquirir poderes para lutar de igual para igual, e o aguardado “Herogasm”, uma orgia de super-heróis que rendeu muita controvérsia nos quadrinhos originais – prevista para o sexto episódio. Grande vencedora do Critics Choice Super Awards, a premiação geek da crítica americana, “The Boys” também é a série mais popular da Amazon, detendo o recorde de público da plataforma de streaming em sua 2ª temporada. Não por acaso, a atração ganhou um spin-off animado, “The Boys: Diabolical” (veja antes de começar os novos episódios) e prepara um spin-off juvenil, centrado em estudantes de uma universidade de super-heróis, que contará com participação do brasileiro Marco Pigossi (“Cidade Invisível”). Após o lançamento dos três primeiros episódios nesta sexta (3/6), a plataforma vai liberar um novo capítulo inédito toda a semana.     | SOB PRESSÃO | GLOBOPLAY   O Dr. Evandro (Júlio Andrade) e a Dra. Carolina (Marjorie Estiano) estão de volta, mas agora apenas no streaming. E logo de cara precisam lidar com uma explosão numa refinaria, que vitima dois irmãos gêmeos e mobiliza a equipe do hospital Edith de Magalhães. Baseada no filme de mesmo nome de Andrucha Waddington, a atração desenvolvida por Lucas Paraizo é a série dramática mais popular da Globo e em sua 5ª temporada – e primeira exclusiva da Globoplay – contará com participações especiais de luxo, incluindo Lázaro Ramos (“O Silêncio da Chuva”), Marco Nanini (“A Grande Família”), Tony Ramos (“Getúlio”), Irene Ravache (“A Memória que me Contam”), Douglas Silva (ele mesmo, do “BBB 22”) e Fabio Assunção (“Onde Está Meu Coração”). A temporada também vai marcar a estreia de um novo ator: Joaquim Andrade, o filho de 6 anos de Júlio Andrade. O menino vai aparecer em flashbacks como Evandro, o papel do pai, na infância. Além dele, Ravel Andrade, irmão de Júlio, também participará de flashbacks como o protagonista em outra fase. O ator da série “Aruanas” já tinha aparecido no especial “Plantão Covid” como o Evandro jovem. Na nova leva de episódios, o médico ainda reencontrará o pai, que não vê há 20 anos e está com Alzheimer. Este é o papel desempenhado por Marco Nanini. Outros desenvolvimentos dramáticos envolvem a descoberta de um câncer de mama na Dra. Carolina, um novo residente que está mais preocupado consigo mesmo do que com os pacientes e uma mudança na diretoria do hospital que afetará todo corpo médico da série. A plataforma vai liberar os 12 episódios da 5ª temporada ao ritmo de dois por semana. Já a exibição na TV aberta só deve ocorrer no segundo semestre.     | BORGEN: O REINO, O PODER E A GLÓRIA | NETFLIX   Nove anos após seu final, o premiado drama político dinamarquês revive no streaming com um subtítulo e a indicação de que se trata de uma nova série. Mas não é um reboot e sim uma continuação da boa e velha “Borgen”, que segue acompanhando a poderosa Brigitte Nyborg, agora como ministra das relações exteriores. Os novos episódios equivalem à 4ª temporada da atração, que venceu com dois BAFTA (o Emmy britânico) de Melhor Série Internacional. Em seu retorno, a carreira de Nyborg corre perigo quando uma controvérsia relacionada à descoberta de petróleo na Groenlândia vira uma crise internacional. A atriz Sidse Babett Knudsen segue no papel principal, enquanto Birgitte Hjort Sørensen volta a viver Katrine Fønsmark. Depois de ser chefe de imprensa de Birgitte, na nova temporada ela está de volta ao jornalismo, com um emprego importante em um grande canal de televisão.     | PHYSICAL | APPLE TV+   A comédia sombria de época gira em torno da febre de ginástica aeróbica dos anos 1980 e traz Rose Byrne (“Vizinhos”) como uma dona de casa entediada, que após se viciar em exercícios descobre uma forma de unir essa nova paixão com a promissora tecnologia das fitas de videocassete para dar início a um empreendimento revolucionário, transformando-se em guru de um novo estilo de vida. A 2ª temporada vai acompanhar sua evolução empresarial, que conduz à lutas contra rivais que querem seu lugar. Porém, apesar de poderosa nos negócios, a protagonista ainda tem que aturar um marido cafajeste (Rory Scovel) e vários personagens intragáveis. A plataforma vai disponibilizar um episódio por semana da série criada por Annie Weisman (“Almost Family”), sempre às sextas-feiras.     | CHAPELWAITE | HBO MAX   Baseada em um conto de terror de Stephen King, a minissérie se passa em meados do século 19 e traz Adrien Brody (vencedor do Oscar por “O Pianista”) como um viúvo que se muda com os três filhos para uma antiga mansão da família no Maine, após a morte da esposa. Lá, ele descobre que precisará enfrentar os segredos sórdidos que assombram os Boones há gerações. Seu sobrenome é malvisto, mas também há uma boa dose de racismo na hostilidade dos moradores locais, pelo fato de seus filhos terem herdado a aparência asiática da mãe. Para piorar, a casa faz barulhos estranhos durante a noite. O ritmo é lento e o terror atmosférico, uma vez que os aspectos sobrenaturais só começam a se manifestar próximo da metade da produção por opção dos roteiristas, os irmãos Jason (“17 Outra Vez”) e Peter Filardi (“Jovens Bruxas”), que ampliaram uma história relativamente curta, focada num personagem central, em 10 capítulos e mais filhos. Fãs da obra de Stephen King podem conhecer essa história com outro nome: “Jerusalem’s Lot”. Trata-se do prólogo (até então inédito nas telas) do clássico “Salem’s Lot”, já adaptado três vezes – a primeira também como minissérie: “Os Vampiros de Salem”, em 1979, e a mais recente como um filme do diretor Gary Dauberman (“Annabelle 3: De Volta Para Casa”), previsto para setembro.     | THE ORVILLE: NOVOS HORIZONTES | STAR+   Originalmente, “The Orville” era exibida na rede americana Fox, mas com a compra do estúdio 20th Century Fox pela Disney, a atração foi remanejada para o streaming e ganhou um subtítulo para diferenciar sua nova versão das duas temporadas apresentadas na TV. Dá para ver a diferença no orçamento dos efeitos digitais caprichados. O detalhe é que muita gente nem lembrava que a série tinha sido renovada, já que seu último episódio foi exibido em abril de 2019. A pandemia estourou em meio à produção dos episódios, gerando um grande atraso nos trabalhos. Desenvolvida e estrelada por Seth MacFarlane (que também é o criador da série animada “Uma Família da Pesada”/Family Guy), a série acompanha a tripulação da Orville, uma nave exploratória da União Planetária, em sua missão de cinco anos para homenagear as produções clássicas do universo “Star Trek”. Todo o visual e o estilo narrativo dos episódios é anacrônico, resultando numa sci-fi retrô, que, entretanto, apresenta efeitos especiais mais avançados que os disponíveis nos anos 1980 e 1990, décadas que claramente inspiram a atração. MacFarlane interpreta o Capitão Ed, que tem um relacionamento conflituoso com sua Primeira Oficial Kelly, pelo simples fato dela ser sua ex-esposa. A personagem é vivida por Adrianne Palicki (série “Agents of SHIELD”) e o elenco ainda inclui Scott Grimes (“Plantão Médico/E.R.”), Halston Sage (“Cidades de Papel”), Penny Johnson Jerald (“Castle”) e Peter Macon (“Shameless”). O piloto foi dirigido pelo cineasta Jon Favreau (criador de “The Mandalorian”), que também é um dos produtores, e a lista de diretores dos episódios inclui nada menos que Brannon Braga (roteirista de “Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato”) e Jonathan Frakes (intérprete de William Riker na série “Star Trek: A Nova Geração”).     | UMA MÃE PERFEITA | NETFLIX   A minissérie criminal francesa traz Julie Gayet (“O Palácio Francês”) como uma mãe dedicada, que tem a filha acusada de homicídio. Convencida da inocência da jovem (Eden Ducourant, de “Inocência Roubada”), ela faz descobertas perturbadoras e a linha que separa vítima e agressor começa a desaparecer. A atração foi criada por Thomas Boullé (“Tandem”) e Carol Noble (“A Bailarina”) e tem direção de Frédéric Garson, assistente de Luc Besson nos filmes “O Quinto Elemento” (1997) e “Joanna D’Arc” (1999).     | DOIS VERÕES | NETFLIX   Um grupo de amigos se reencontra para passar férias luxuosa numa ilha, décadas após um caso de abuso sexual acontecer entre eles. Só que alguém sabe o que eles fizeram naquele verão que gostariam de esquecer. E um passeio que deveria ser relaxante se transforma num pesadelo, quando vídeos com cenas de seus segredos começam a ser recebidos por cada um deles. Criada por Paul Baeten Gronda e Tom Lenaerts (ambos de “Over Water”), a série belga destaca em seu elenco An Miller (“Loft”), Tom Vermeir (“Hotel Beau Séjour”), Kevin Janssens (“Vingança”), Lukas Bulteel (“Déjà Vu”), Tijmen Govaerts (“Girl”) e Inge Paulussen (“Vermist”).     | TURBULÊNCIAS DE VERÃO | NETFLIX   Expulsa da escola e enviada para morar com parentes na Austrália contra sua vontade, uma adolescente rebelde – e skatista – de Nova York tenta encontrar seu lugar em meio a uma turma de jovens surfistas interioranos. Mas apesar da contrariedade, Summer acaba se apaixonando pela cidadezinha de Shorehaven, pelas pessoas e pelo surfe. Criada por Josh Mapleston e Joanna Werner (ambos de “Dance Academy”), a produção australiana é estrelada por uma nova-iorquina de verdade: Sky Katz, conhecida pelo papel de Tess O’Malley em “A Casa da Raven”, do Disney Channel. E tem um público-alvo claro, com a exibição de muitos adolescentes descamisados de pele dourada.     | GLEE | DISNEY+   A comédia musical adolescente lançada em 2009 foi um fenômeno de audiência, que catapultou a carreira de seu criador, Ryan Murphy, e transformou seu elenco então desconhecido em estrelas da TV. A trama girava em torno de nerds que encontravam estimulo de um professor (Matthew Morrison) para reabrir o coral da William McKinley High School. Mas o que deveria ser um clube de perdedores logo passa a atrair estrelas...

    Leia mais
  • Série

    Nossa Bandeira É a Morte: HBO Max renova série do diretor de “Thor”

    1 de junho de 2022 /

    A HBO Max anunciou a renovação de “Nossa Bandeira É a Morte” (Our Flag Means Death), série produzida por Taika Waititi (o diretor de “Thor: Ragnarok” e “Thor: Amor e Trovão”), para sua 2ª temporada. Depois de zoar vampiros em “What We Do in the Shadows”, Waititi ridiculariza piratas em sua nova produção de comédia. Criada por David Jenkins (criador de “People of Earth”), a trama gira em torno das aventuras do pirata Stede Bonnet, um aristocrata que deixou de lado uma vida de luxos para virar pirata ao lado do infame Barba Negra. Por sua educação refinada, ele era conhecido como “O Pirata Cavalheiro”. Mas embora o personagem tenha existido, a comédia é tudo menos uma dramatização de eventos históricos. Mais para uma avacalhação histórica. O papel de Bonnet é interpretado por Rhys Darby (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”) e o elenco ainda inclui Fred Armisen (“Schmigadoon!”), Nat Faxon (“The Conners”), Leslie Jones (“Caça-Fantasmas”), Ewen Bremner (“Trainspotting”), Joel Fry (“Cruella”) e o próprio Waititi (depois de viver Hitler em “Jojo Rabbit”) como Barba Negra. “Nós sentimos que a série era especial enquanto a estávamos fazendo, mas o abraço dos fãs aos habitantes de Revenge torna a chegada de uma 2ª temporada ainda mais doce”, disse Jenkins em um comunicado. “Agradecemos à nossa equipe da HBO Max, nossos produtores executivos e nosso público entusiasmado por tornar possível outra viagem a este mundo”, completou. Além de uma aparente boa audiência (a HBO Max não divulga números), a atração agradou a crítica, atingindo 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ainda não há detalhes sobre o número de episódios ou a data de estreia da nova temporada.

    Leia mais
  • Série

    Novas séries: “Stranger Things” e “Obi-Wan Kenobi” movimentam streaming

    27 de maio de 2022 /

    Fãs de sci-fi estão cancelando todos os compromissos para aproveitar um “fim de semana do orgulho nerd” com o lançamento da primeira parte da 4ª temporada de “Stranger Things” e a estreia de “Obi-Wan Kenobi”. São duas das atrações mais esperadas do ano, que chegam no mesmo dia (27/5) ao streaming. Mas ainda há maratonas de anime, duas atrações completas baseadas em personagens de “O Silêncio dos Inocentes” e nada menos que 15 temporadas da série de comédia mais longeva da TV. E para quem gosta de “true crime”, as ofertas incluem ainda uma minissérie de crime famoso americano e uma produção documental sobre o PCC. Confira abaixo as 10 melhores séries para assistir neste fim de semana.     | STRANGER THINGS | NETFLIX   Após três anos de espera e expectativa nas alturas, a série sobrenatural adolescente retorna com clima cinematográfico, deixando claro que não foram economizadas despesas na produção de sua 4ª temporada – supostamente mais cara que a temporada final de “Game of Thrones”. São mais efeitos, mais ação e mais personagens, resultando em tramas paralelas e capítulos bastante longos. Em resumo, os episódios exploram uma guerra iminente entre os jovens protagonistas da atração e as ameaças do Mundo Invertido, levando a turma das bicicletas a encarar um novo monstrão batizado com o nome de mais uma criatura de “Dungeons and Dragons”. O jogo, por sinal, se torna ainda mais importante, porque um dos novos personagens é um grande mestre dos calabouços de tabuleiro. Parte do elenco mirim ainda vai lidar com uma casa mal-assombrada relacionada a Freddy Krueger – na verdade, a residência pertence a um personagem atormentado vivido pelo astro da franquia “A Hora do Pesadelo”, Robert Englund. E ainda há as histórias de Eleven (Millie Bobby Brown), que busca se adaptar a uma nova escola e cidade, e do xerife Hopper (Jim Harbour) preso na Rússia. Tudo isso equilibrando drama e humor, mas com muito mais terror que antes, resultando na temporada mais madura de toda a série. Lançada em duas partes, a 4ª temporada da série criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer tem apenas sete de seus nove episódios disponibilizados nesta sexta (27/5), com os dois remanescentes guardados para o dia 1º de julho.     | OBI-WAN KENOBI | DISNEY+   Sequência direta da trilogia “Star Wars” dos anos 2000, a série se passa dez anos após os eventos de “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005) e mostra a perseguição ao personagem-título, que volta a ser interpretado por Ewan McGregor. Após desafiar o Império e fugir com os filhos de seu ex-pupilo Anakin Skywalker, Obi-Wan Kenobi se esconde no planeta Tatooine, acompanhando à distância o crescimento do jovem Luke. Mas o Império não desistiu de encontrar o velho mestre foragido, um dos poucos remanescentes do massacre da ordem Jedi, o que coloca em risco a segurança da menina Leia, sequestrada para tirar Kenobi de seu esconderijo. O elenco da produção também inclui Joel Edgerton e Bonnie Piesse, retomando seus papéis como os tios que criaram Luke Skywalker, Jimmy Smits como o Senador Organa, pai adotivo de Leia, além de Hayden Christensen, intérprete de Anakin, agora completamente transformado em Darth Vader. Escrita por Joby Harrold (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e dirigida por Deborah Chow (“The Mandalorian”), a produção ainda inclui participações de Kumail Nanjiani (“Eternos”), Indira Varma (“Game of Thrones”), Rupert Friend (“Homeland”), O’Shea Jackson Jr. (“Straight Outta Compton”), Sung Kang (“Velozes e Furiosos 6”), Simone Kessell (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Maya Erskine (“PEN15”), o ator-cineasta Benny Safdie (“Bom Comportamento”), Moses Ingram (“O Gambito da Rainha”) formidável como vilã e a menina Vivien Lyra Blair (“Bird Box”), um fenômeno como a Leia mirim. Depois dos dois primeiros capítulos para começar a aventura, a Disney+ vai liberar um episódio inédito a cada quarta.     | HANIBAL | AMAZON PRIME VIDEO   O psicopata de “O Silêncio dos Inocentes” apareceu em cinco filmes, mas esta série supera quase todos (a exceção é justamente o longa estrelado por Anthony Hopkins e Jodie Foster), com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Criação de Bryan Fuller (“Deuses Americanos”), exibe cenas viscerais, estabelecidas em episódios de puro terror, graças ao talento de cineastas especialistas em pavor como David Slade (“30 Dias de Noite”) e Vincenzo Natali (“O Cubo”). Na produção, Mads Mikkelsen (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”) assume o papel que consagrou Hopkins sem ficar em sua sombra, criando nuances tão brilhantes que levam o público a torcer pelo vilão. A trama é um prólogo, que mostra como o psiquiatra Hannibal Lecter começou a trabalhar como consultor do FBI na criação de perfis de serial killers, sem que a polícia soubesse que ele próprio era um canibal assassino. Hannibal faz parceria com Will Graham (Hugh Dancy, de “Downton Abbey II: Uma Nova Era”), um agente do FBI com um dom especial, que o transforma em expert na caça de serial killers, mas também abala sua sanidade. Tentando evitar o pior, seu superior, Jack Crawford (Laurence Fishburne, de “Matrix”), recomenda a Graham se consultar com o Dr. Lecter, o que dá início a uma amizade improvável e prepara terreno para um confronto violento. O ótimo elenco da produção ainda destaca Gillian Anderson (“Sex Education”) como a psicóloga do canibal. Todas as três temporadas produzidas, entre 2013 e 2015, estão sendo disponibilizadas em streaming. No final, a trama atinge a narrativa do primeiro livro do personagem, “Dragão Vermelho”, de Thomas Harris, que chegou a render dois filmes – em 1986 e 2002 – , mas a produção foi cancelada antes que Fuller pudesse adaptar “O Silêncio dos Inocentes” e introduzir Clarice Starling. De todo modo, o episódio final é um desfecho digno.     | CLARICE | AMAZON PRIME VIDEO   A Clarice do título é Clarice Starling, a protagonista de “O Silêncio dos Inocentes”, o que torna esta série continuação de “Hannibal”. Entretanto, por uma peculiaridade contratual, Lecter não é citado na trama, que acompanha a agente do FBI em 1993, após prender o psicopata Buffalo Bill e salvar sua última vítima (conforme mostrado no final do filme premiado de 1991). Esta façanha, entretanto, a deixou abalada psicologicamente, situação com a qual precisa lidar enquanto persegue novos assassinos. Criada por Alex Kurtzman e Jenny Lumet, que depois acertaram a mão em “Star Trek: Strange New Worlds” e “The Man Who Fell to Earth”, a série não teve a mesma aclamação de “Hannibal” e acabou com apenas uma temporada produzida. O elenco destaca a australiana Rebecca Breeds (“The Originals”) como a terceira intérprete da personagem, que rendeu um Oscar para Jodie Foster em “O Silêncio dos Inocentes” (1991) e foi interpretada por Julianne Moore na continuação cinematográfica “Hannibal” (1999).     | THE THING ABOUT PAM | STAR+   A minissérie de true crime destaca a nova transformação visual da atriz Renée Zellweger, duas vezes vencedora do Oscar – por “Cold Mountain” (2003) e “Judy” (2019) – ao incorporar Pam Hupp, assassina que atualmente cumpre prisão perpétua. Mãe de meia-idade e funcionária de um escritório de seguros, ela se envolveu no homicídio brutal de sua melhor amiga em 2011 e foi condenada por outro homicídio cometido em 2016. A mulher ainda é suspeita de ter matado a própria mãe. Originalmente, o assassinato de Betsy Faria em 2011 resultou na condenação do marido da falecida, que sempre insistiu que não matara a esposa, mas jamais imaginou que a doce Pam fosse a verdadeira culpada. Com novas descobertas, sua condenação foi anulada, desencadeando uma série de reviravoltas. Na época, o escândalo da mãe suburbana sanguinária virou sensação na mídia e se tornou tema de um popular podcast da NBC News, “The Thing About Pam”, que é um dos podcasts mais baixados do iTunes. A minissérie tem o mesmo nome do podcast e foi escrita por Jessika Borsiczky (“House of Lies”) com produção da Blumhouse Television e da própria Zellwegger. O elenco também destaca Katy Mixon (“Bela, Recatada e do Lar”/American Housewife) como Betsy Faria e Glenn Fleshle (“Billions”) como seu marido Russ, além de Judy Greer (“Homem-Formiga”), Josh Duhamel (“Transformers”), Mac Brandt (“Lovecraft Country”), Sean Bridgers (“Get Shorty”) e Adam David Thompson (“A Teacher”).     | IT’S ALWAYS SUNNY IN PHILADELPHIA | STAR+   Série de comédia mais duradoura da história da televisão dos EUA, a produção criada em 2005 era inédita no Brasil até chegar nesta semana completa em streaming, com todas as suas 15 temporadas produzidas para maratonar a perder de vista. Concebida pelos comediantes Rob McElhenney e Glenn Howerton, que também estrelam a atração ao lado de Charlie Day, Kaitlin Olson e o veterano Danny DeVito, a série acompanha cinco amigos que administram um bar na Filadélfia. Ao estilo de “Seinfeld”, a trama é conhecida por seu humor ácido e por não esconder o egoísmo e os comportamentos antiéticos dos personagens. Recentemente, a produção foi renovada por mais três anos, até a 18ª temporada, prevista para 2025.     | TUDO IGUAL… SQN | DISNEY+   A nova produção nacional para o público adolescente acompanha Carol (Gabriella Saraivah, de “Juacas”), que aos 16 anos atravessa uma crise com várias mudanças em sua vida, incluindo o súbito segundo casamento de sua mãe, o novo irmão postiço, o primeiro namoro e testes em relação às amizades antigas que ela tanto estima. A história é baseada no romance infanto-juvenil “Na Porta ao Lado”, de Luiza Trigo (autora de “Meus 15 Anos”), e conta com roteiros da própria escritora e de André Rodrigues (“Juacas”). Os episódios tem direção de Juliana Vonlanten (também de “Juacas”) e ainda trazem Guilhermina Libanio (“Órfãos da Terra”), Duda Matte (“Ela Disse, Ele Disse”), Ana Jeckel (“Super Nova”), a cantora Clara Buarque, Kiko Pissolato (“O Doutrinador”), Miá Mello (“A Vida Secreta dos Casais”) e vários jovens estreantes.     BEM-VINDOS AO ÉDEN | NETFLIX A série espanhola da Netflix lembra um pouco “The Wilds”, da Amazon. Criada por Joaquín Górriz e Guillermo López Sánchez (ambos de “Atrapada”), acompanha um grupo de jovens que é convidado a participar de uma festa privada em uma ilha paradisíaca, com tudo pago. Mas o que deveria ser um evento de lançamento de um novo energy drink se prova uma armadilha. O drinque é batizado e, quando acordam, apenas cinco continuam no local, descobrindo aos poucos, por meio de anfitriões adultos, os segredos e perigos que os aguardam. Com apenas oito episódios, a trama deixa muitas perguntas sem respostas, mas o mistério deve ser resolvido na 2ª temporada, já confirmada.     | GHOST IN THE SHELL: SAC-2045 | NETFLIX   A 2ª temporada de “SAC-2045” traz novas aventuras de Motoko Kusanagi, estrela da longeva franquia animada “Ghost in the Shell”, em bela animação por computação gráfica. O anime é uma coprodução dos estúdios Production IG e Sola Digital Arts, com direção de uma dupla de peso: Shinji Aramaki (“Appleseed”) e Kenji Kamiyama (“Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”). Uma união curiosa e apropriada, considerando que o criador do mangá original de “Ghost in the Shell, Masamune Shirow, também criou “Appleseed”. Aramaki e Kamyama também trabalharam juntos na série “Ultraman”, da Netflix. A longa trajetória de “Ghost in the Shell” começou em quadrinhos em 1989, mas só foi explodir na cultura pop seis anos depois, ao originar o cultuado anime homônimo de 1995. Comparado ao impacto de “Akira” (1988), o longa animado apresentou a obra de Shirow ao mundo ocidental e influenciou todas as produções focadas em sci-fi cyberpunk que vieram depois – inclusive a trilogia “Matrix”. O sucesso de filme de 1995 deu origem a uma franquia animada, composta por mais três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. O que acabou chamando atenção de Hollywood e rendendo uma adaptação live-action estrelada por Scarlett Johansson, que foi muito criticada por trazer uma atriz não asiática no papel principal. Todos os lançamentos acompanham investigações da major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético chamada Seção 9, que luta contra uma conspiração de hackers,...

    Leia mais
  • Filme

    Bruna Marquezine se entusiasma com fotos vazadas de “Besouro Azul”

    25 de maio de 2022 /

    A atriz Bruna Marquezine ficou animada ao ver as fotos vazadas de seu primeiro filme americano, “Besouro Azul”, atualmente em produção na Warner. Mas o entusiasmo pareceu ter mais a ver com o colega de elenco, o ator Xolo Maridueña (“Cobra Kai”), que com a produção. Usando os stories, no Instagram, a artista apareceu com sorriso de orelha a orelha e perguntou em inglês a seus seguidores: “Have you guys seen the leaked photos of (Vocês viram as fotos vazadas de)”, acrescentando em seguida as fotos vazadas de Xolo Maridueña como Besouro Azul. “Ai, papi”, comentando ela na sequência, fingindo passar mal. As fotos vazadas movimentaram o dia nas redes sociais, por apresentar pela primeira vez o visual do herói do título. E ele é bem fiel aos quadrinhos. Escrita por Gareth Dunnet-Alcocer (do remake de “Miss Bala”), a trama vai se focar na terceira e mais recente versão do Besouro Azul nos quadrinhos, o que fará da produção o primeiro filme de super-herói latino feito nos EUA. A trama gira em torno de Jaime Reyes, jovem que ganha superpoderes ao encontrar uma tecnologia alienígena. Ao se fundir à sua espinha, o traje tecnológico extraterrestre possibilita ao adolescente do Texas aumentar sua velocidade e sua força, além de materializar armas, asas e escudos. Só que a Inteligência Artificial que acompanha a roupa quer usar esta mesma tecnologia para ajudar uma invasão da Terra. Bruna Marquezine foi escalada para viver o par romântico de Jaime Reyes. A personagem da brasileira tem sido chamada de Penny na imprensa, mas o diretor Ángel Manuel Soto (premiado no Festival de Sundance pelo drama indie “Twelve”), lhe chamou de Jenny num vídeo. Originalmente desenvolvido para a HBO Max, o filme mudou de rota e vai ser lançado exclusivamente nos cinemas em 18 de agosto de 2023.

    Leia mais
  • Série

    10 séries novas para maratonar no fim de semana

    20 de maio de 2022 /

    A programação de séries volta a promover maratonas, com lançamentos de temporadas completas em streaming, após várias semanas de estreias episódicas. E a mudança não poderia ter acontecido em melhor hora, considerando o clima, perfeito para ficar debaixo das cobertas o fim de semana inteiro. Os 10 principais destaques prometem diversão para vários gostos, além de saciar a curiosidade de quem foi fisgado pela aperitivo de “La Brea” na tela da Globo, na segunda passada (16/10). A lista tem mais opções de sci-fi, suspense, drama, comédia e animação adulta. Mas se as crianças quiserem acompanhar, prefira compartilhar “Las Bravas F.C.”, a menos que sejam adolescentes, que adoram uma ousadia como os desenhos abaixo.     | LA BREA | GLOBOPLAY   Responsável pela maior audiência da Tela Quente em mais de um ano, “La Brea” – que ganhou o subtítulo nacional de “A Terra Perdida” – chegou ao streaming nacional com sua 1ª temporada completa. Ao estilo de “Manifest”, a nova série de mistério sci-fi também foi um sucesso nos EUA, onde se tornou uma das maiores estreias da temporada na TV aberta, além de bater o recorde de audiência da plataforma Peacock. A atração é a primeira série criada por David Appelbaum (produtor-roteirista de “O Mentalista” e “NCIS: New Orleans”), mas apesar da repercussão positiva entre o público, que lhe rendeu uma rápida renovação para 2ª temporada, sua mistura de trama de catástrofe com aventura clássica de Júlio Verne/Edgar Rice Burroughs não apeteceu a crítica, ficando com apenas 38% de aprovação no Rotten Tomatoes. Para quem não viu a estreia, “La Brea” começa com a abertura de um buraco gigante em Los Angeles, que engole várias pessoas. Mas em vez de morrerem, as vítimas da tragédia vão parar no centro da Terra com criaturas pré-históricas, ou pelo menos é o que imaginam, antes de perceberem pistas sobre o verdadeiro segredo daquele lugar. Sem spoilers. Ao mesmo tempo, na superfície, um pai e uma filha lutam para reencontrar o resto de sua família, tragada para o interior do buraco, e descobrem que não foi a primeira vez que esse fenômeno aconteceu. A produção tem um grande elenco, que inclui Natalie Zea (“Justified”), Eoin Macken (“Plantão Noturno”), Nicholas Gonzalez (“The Good Doctor”), Jon Seda (“Chicago P.D.”), Karina Logue (“NCIS: Los Angeles”), Catherine Dent (“Agents of SHIELD”), Angel Parker (“Fugitivos da Marvel/Runaways”), Jag Bal (“The Romeo Section”), Ione Skye (“Camping”), Chiké Okonkwo (“O Nascimento de Uma Nação”), Chloe de los Santos (“Tidelands”), Josh McKenzie (“Entre Segredos e Mentiras”) e os adolescentes Jack Martin, Zyra Gorecki e Veronica St. Clair em seus primeiros papéis.     | NIGHT SKY | AMAZON PRIME VIDEO   Na série sci-fi, Sissy Spacek (“Bloodline”) e J.K. Simmons (“Counterpart”) são um casal idoso que, anos atrás, descobriu um bunker enterrado em seu quintal, inexplicavelmente conduzindo a um estranho planeta deserto. Por décadas, eles mantiveram o local em segredo, usando-o para proveito próprio. Mas quando um jovem enigmático (Chai Hansen, de “Caçadores das Sombras”) materializa-se naquela câmara, a existência tranquila dos dois é rapidamente perturbada, levando-os a questionar o verdadeiro significado daquele lugar. A trama foi desenvolvida pelo roteirista estreante Holden Miller e conta com direção do argentino Juan José Campanella (vencedor do Oscar por “O Segredo dos Seus Olhos”). O visual e a atuação são o ponto alto, mas a história, com uma trama paralela sobre uma mãe e uma filha na Argentina, poderia facilmente chegar à conclusão nos oito episódios. Entretanto, trata-se apenas da 1ª temporada.     | BEL-AIR | STAR+       Reboot dramático da série “Um Maluco no Pedaço”, “Bel-Air” conta a história conhecida da série clássica que lançou a carreira de Will Smith, mas sem risinhos de fundo. Na verdade, praticamente sem resquício nenhum de humor. A produção traz o ator, rapper e jogador de basquete Jabari Banks como o novo Will, que se envolve em uma briga com membros de uma gangue na Filadélfia e é enviado para morar com seus parentes ricos no afluente subúrbio de Bel-Air, em Los Angeles. Assim como na sitcom dos anos 1990, o jovem mal chega e já se torna popular na nova escola e com seus parentes. Mas além do tom, a principal diferença em relação à atração original é que, desta vez, o primo Carlton é praticamente um vilão, capaz de tudo para prejudicar Will por ciúmes de seu carisma. O projeto é baseado numa produção de fã que viralizou em 2019. O jovem Morgan Cooper produziu e postou um “trailer” de quatro minutos, apresentando como seria o clássico sitcom se os personagens interpretassem um drama em vez de uma comédia. Na época, o trabalho acabou elogiado por Will Smith e, depois da repercussão, os dois tiveram uma reunião que tomou um rumo inesperado, com Smith se propondo a produzir uma série a partir daquela ideia. O resultado dividiu a crítica – 66% no Rotten Tomatoes – , mas já foi renovado para a 2ª temporada.     | BANG BANG BABY | AMAZON PRIME VIDEO   A série italiana acompanha uma adolescente de 16 anos que, por amor paterno, acaba envolvida com a máfia calabresa em 1986. A premissa rende muita violência estilizada, humor sombrio, uma trilha sublime de músicas da época e uma fotografia de videoclipe, que prendem o espectador, enquanto a trama demora a deslanchar – o que só acontece a partir do terceiro episódio, mas a partir daí é aceleração total. Vagamente baseada em uma história real (narrada no livro “L’intoccabile”, de Marisa Merico), a trama gira em torno da introvertida Alice (Arianna Becheroni, de “Meu Irmão Persegue Dinossauros”), que tem uma vida triste com sua mãe trabalhadora após o assassinato do pai. Mas um dia, um rosto familiar salta de um jornal: seu pai não está morto, como sua mãe a levou a acreditar todos esses anos. Para entender o que aconteceu, ela parte para Milão, onde é recebida pela Vovó Lina (Dora Romano, de “My Brilliant Friend”). Só que o sorriso afetuoso da velhinha esconde a chefa impiedosa da ‘Ndrangheta, a máfia calabresa, que revela que o pai da jovem, chamado de Santo, é um criminoso, escondido após se meter numa roubada. E apenas sua princesinha pode ajudá-lo. Assim começa a educação criminal da protagonista. Criada pelo cineasta Andrea Di Stefano (de “Escobar: Paraíso Perdido” e “O Informante”), a produção é uma carta de amor à década de 1980, que usa a iconografia da época para embalar uma história por vezes tão surreal que parece uma versão de “Alice no País das Maravilhas”: a história de Alice no País da Máfia.     | QUEM MATOU SARA | NETFLIX   Lançada em março de 2021, a criação de José Ignacio Valenzuela (“La Hija Prodiga”) foi renovada quase imediatamente, três dias após chegar em streaming, virando uma das séries em espanhol mais populares da Netflix. Ao longo de seus capítulos, a trama acompanhou a busca de um homem por Justiça, depois de 18 anos preso injustamente pelo assassinato da irmã. Ao ser libertado, Alex Guzmán (Manolo Cardona) decide se vingar da família Lazcano, que o culpou pelo crime, e descobrir quem realmente matou sua irmã Sara (Ximena Lamadrid). O que ele não imagina é que a busca por provas o levaria a se apaixonar por Elisa (Carolina Miranda), filha de seu principal suspeito, e perceber que os muitos segredos de Sara eram o maior obstáculo para chegar à verdade. E a verdade é um enorme spoiler, vislumbrado no trailer acima, que responde a pergunta do título com uma reviravolta. A 3ª e última temporada do suspense mexicano revela que… ninguém matou Sara! Ao descobrir a verdade chocante, o questionamento de Alex passa a ser: o que aconteceu com Sara.     | NOW AND THEN | APPLE TV+   Gravada em Miami e falada em espanhol e inglês, “Now and Then” explora as diferenças entre as aspirações juvenis e a realidade da vida adulta, inserindo esse choque de expectativas numa trama de suspense. Os personagens são um grupo de amigos universitários, que teve seu destino afetado para sempre após um final de semana, quando um deles foi morto. 20 anos depois, os cinco amigos remanescentes voltam a se juntar diante de uma ameaça que coloca em risco suas vidas aparentemente perfeitas. A narrativa se passa em dois tempos, mas apesar desse artifício não ser muito original – “Yellowjackets” faz sucesso com história muito parecida, com a diferença de ter canibais – , a produção chama atenção pelo elenco, que reúne vários astros de diferentes nacionalidades latinas: Marina de Tavira (“Roma”), Rosie Perez (“Aves de Rapina”), José María Yazpik (“Narcos: Mexico”), Maribel Verdú (“Branca de Neve”), Soledad Villamil (“O Segredo dos Seus Olhos”), Manolo Cardona (“Quem Matou Sara?”), Jorge López (“Elite”), Alicia Jaziz, Dario Yazbek Bernal (“A Casa das Flores”), Alicia Sanz (“El Cid”), Jack Duarte (“Rebelde”) e Miranda de la Serna (“Coração Errante”). A série foi desenvolvida por Ramón Campos, Gema R. Neira e Teresa Fernández-Valdés, equipe responsável pelas atrações espanholas “Alto Mar” e “As Telefonistas” na Netflix. E conta com direção e coprodução do israelense Gideon Raff (criador de “O Espião” e “Homeland”). Depois dos três primeiros episódios nesta semana, terá um capítulo novo todas as sextas-feiras.     | LAS BRAVAS FC | HBO MAX   A comédia esportiva mexicana segue em linhas gerais a premissa clássica de “Nós Somos os Campeões” (1992), do treinador frustrado e relutante de um time infantil sem talento, que após ser forçado a ajudar os jovens tem a vida mudada e encontra a redenção. A versão boleira dessa história acompanha Roberto (Mauricio Ochmann, de “Teste de Paternidade”), um famoso jogador de futebol que, ao sofrer uma lesão de fim de carreira, resolve retornar à sua pequena cidade natal. Mas em vez de ser recebido como ídolo, é tratado como um atleta arrogante que deu as costas ao país para jogar na Espanha. Para piorar, ele enfrenta problemas com a receita federal. Sua única saída é recorrer ao tio milionário, que lhe faz uma proposta: pagar suas dívidas, desde que treine o time de futebol local para levá-lo à primeira divisão. O detalhe, que ele só descobre no primeiro treino, é que o Las Bravas F.C. é um time de futebol feminino, formado por adolescentes. E elas são muito ruins de bola. Machista assumido, Roberto só não desiste porque descobre que uma das garotas é a filha que nunca conheceu. A partir daí, a comédia criada pelo humorista Flipy (“El Hormigueiro”) vira melodrama, acompanhando a evolução do time e do protagonista, como ambos se tornando melhores.     | LOVE, DEATH & ROBOTS | NETFLIX   Com formato de antologia sci-fi, a série animada é na verdade uma coleção de curtas, que reúne sob o mesmo título o talento de diferentes autores, alguns promissores e outros já premiados. Cada capítulo/curta apresenta um estilo de animação diferente, sempre com visual refinadíssimo – do mais estilizado ao fotorrealista – e geralmente ilustrando tramas adultas, com muito sangue, sexo, monstros, violência… e robôs. Desenvolvida pelos cineastas Tim Miller (“Deadpool”) e David Fincher (“Clube da Luta”), a produção já venceu cinco Emmys e quatro Annies.     | VAMPIRO NO JARDIM | NETFLIX   À primeira vista um anime gótico passado num futuro distópico, a atração revela-se, com a evolução dos episódios, um melodrama com sugestivo subtexto lésbico. A protagonista Momo faz parte de uma sociedade humana fechada que os vampiros não conseguiram destruir. Sua mãe é uma comandante de guerra num mundo extremamente deprimente, onde cada dia é uma luta pela sobrevivência. Mas enquanto os vampiros desejam destruir a humanidade devido à sua sede implacável de sangue, a futura rainha vampira Fine já amou uma humana. Quando as duas personagens se encontram, sentem uma conexão imediata e passam a imaginar um paraíso onde possam coexistir. O problema é que o relacionamento entre as duas mulheres é proibido por suas respectivas tribos, o que conduz a uma perseguição e repressão com o objetivo de torná-las exemplos. A metáfora é evidente, mas o fato de a...

    Leia mais
 Mais Pipoca
Mais Pipoca 
@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie