HBO lidera quase tudo nas indicações do Emmy 2022
A combinação da programação da HBO com os originais da HBO Max se provou fatal para a concorrência no Emmy 2022. As produções do grupo, disponíveis no mesmo endereço de streaming, lideraram com folga as indicações ao principal prêmio da indústria televisiva dos EUA, reveladas nesta terça-feira (12/7) pela Academia de Televisão. Foram nada menos que 140 indicações, das quais 108 citaram atrações feitas originalmente para a TV paga. Além de sair na frente em números totais, as produções da HBO ainda conquistaram lideranças individuais em duas das principais categorias da disputa. “Succession” foi a série de drama com maior quantidade de indicações (25, o máximo atingido por qualquer atração) e “The White Lotus” teve 20 indicações entre as minisséries. Outro destaque foi “Hacks”, série original da HBO Max, que teve 17 indicações entre as comédias – empatada com “Only Murders on the Building”, da Hulu/Star+, e atrás de “Ted Lasso” (20), da Apple TV+. Além destas, a empresa ainda teve ótimo desempenho com “Barry” (17), “Euphoria” (16) e “Station Eleven” (7). “Estamos incrivelmente orgulhosos de todos os nossos indicados ao Emmy”, disse Casey Bloys, chefe de conteúdo da HBO e HBO Max, em comunicado. “Esta é uma prova do incrível talento na frente e atrás das câmeras, bem como de nossas talentosas equipes de programação. Nosso compromisso com a excelência criativa continua a atingir o público de maneira significativa”. A conquista, na verdade, foi saboreada por executivos ainda mais graduados que o chefão da HBO. Em termos de corporação, a recém-fundida Warner Bros. Discovery somou 155 indicações no total – 15 delas vieram da TNT, TBS, CNN, Discovery e Discovery+. E este montante desbancou a Walt Disney Company, que liderou as contas corporativas no ano passado (com 146). Neste ano, o grupo do Mickey Mouse ficou em 2º lugar com 141 indicações (puxadas pela Hulu/Star+ e incluindo ainda Disney+, ABC, FX e Nat Geo), seguido pela Netflix (105), Paramount Global (75, com CBS, Paramount+, Showtime, Comedy Central, VH1) e NBCUniversal (NBC, Peacock, etc.).
Zendaya comemora marcas históricas no Emmy 2022: “Estou perplexa”
A estrela de Zendaya está brilhando mais forte que nunca nesta terça (12/7), ao fazer História no Emmy Awards, a principal premiação da indústria da TV e streaming dos Estados Unidos. A relação foi revelada nesta terça-feira (12/7) pela Academia de Televisão. Com o anúncio das indicações da 74ª edição do Emmy, ela se tornou a mais jovem artista indicada duas vezes consecutivas na categoria de Melhor Atriz, bem como a produtora mais jovem a concorrer por um prêmio de Melhor Série com “Euphoria”. Mas não ficou nisso. Zendaya foi reconhecida como uma artista multitalentosa, disputando ainda a categoria de Melhor Música e Letra Originais por “I’m Tired” e “Elliot’s Song”, da trilha de “Euphoria” – em parceria com o compositor Labrinth. Assim, recebeu ao todo quatro indicações em três categorias diferentes do Emmy, tornando-se a artista mais nomeada da premiação deste ano. “Estou perplexa”, disse Zendaya, bastante empolgada, para a revista Vanity Fair. “É absolutamente insano”, continuou, ainda no clima da comemoração. “A série obviamente significa muito para mim e para todos que a fazem. As pessoas colocam seu coração e alma nela, e eu tenho muita sorte de compartilhar isso com todas elas. Já conversei com muitas pessoas no Facetime e tenho muito mais mensagens para enviar. Mas estou muito orgulhosa de nossa equipe e do trabalho que fazemos juntos. Estou muito, muito orgulhosa.” Ela ainda demonstrou descrença pela liderança em indicações individuais, revelando ter sido surpreendida na categoria musical. “Eu não fazia ideia! A intenção era apenas trabalhar com Lab [o compositor Labrith ] em um sentido mais profundo, e ele sempre cria um ambiente tão caloroso para colaborar”, disse ela. “Sempre que fazíamos coisas no set, era apenas com o objetivo de melhorar a jornada emocional desses personagens e como contar a história por outro meio – então, sim, eu não tinha ideia de que isso faria parte do Emmy hoje. É muito legal”, ela adicionou com uma risada. Mas, se depender dela, Zendaya quer acrescentar mais uma categoria na disputa do Emmy 2023, já que pretende passar a dirigir episódios da série. Não fez isso até aqui por causa do clima de crise que tomou conta da produção, com gravações em meio à pandemia. “‘Euphoria’ tem sido um grande aprendizado para mim”, acrescentou a estrela, creditando o criador Sam Levison e o diretor de fotografia Marcell Rev por inspirá-la no set. “Sinto que posso [dirigir] a cada dia em que ficou ao lado deles, e eles me deixam lentamente assumir mais e mais responsabilidades e colaborar com meus dois centavos. Às vezes muito mais que dois centavos; às vezes mais de US$ 50. E eu sou grata pela oportunidade de fazer cada vez mais.” Ela já tinha feito História no ano passado, ao se tornar a mais jovem vencedora do Emmy de Melhor Atriz, com 24 anos na ocasião – derrotando Jodie Comer e Sandra Oh, de “Killing Eve”, Laura Linney, de “Ozark”, Olivia Colman, de “The Crown”, e Jennifer Aniston, de “The Morning Show”. Neste ano, ela vai voltar a disputar o Emmy de Melhor Atriz com algumas concorrentes do ano passado, como Jodie Comer e Sandra Oh, de “Killing Eve”, e Laura Linney, de “Ozark”, além de duas novidades: Melanie Lynskey, de “Yellowjackets”, e Reese Witherspoon, de “The Morning Show”. Além de Zendaya, outra integrante do elenco de “Euphoria” está na briga por um Emmy: Sydney Sweeney, como Melhor Atriz Coadjuvante.
“Succession” e HBO lideram indicações ao Emmy 2022. Confira a lista
A Academia de Artes e Ciências Televisivas dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (12/7) os indicados à seu prêmio anual, o Emmy Awards. A maior premiação da indústria americana de televisão e streaming consagrou vários favoritos do público, como “Stranger Things”, “Round 6” e “Euphoria”. Mas o campeão de indicações foi uma produção queridinha da crítica, o drama “Succession”, que atingiu 25 nomeações por sua 3ª temporada na HBO. Entre as comédias, a liderança ficou “Ted Lasso”, da Apple TV+, com 20 indicações, mesmo número que atingiu a minissérie mais lembrada, “The White Lotus”, da HBO Max. Outros destaques da seleção ficaram por conta das comédias “Hacks” e “Only Murders in the Building”, com 17 indicações, e o drama “Euphoria”, com 16. Além disso, quatro títulos empataram com 14 nomeações cada: “Barry”, “Dopesick”, “Ruptura” e “Round 6”. De forma notável, das produções citadas apenas “Round 6” foi lançada pela Netflix, maior plataforma de streaming do mundo. “Round 6”, por sinal, se tornou a primeira produção em língua não inglesa indicada na categoria de Melhor Série de Drama. Mas não foi a única indicação histórica do dia. Zendaya também entrou para a História como a mais jovem atriz a ser indicada duas vezes consecutivas em sua categoria, bem como a produtora mais jovem a concorrer por um prêmio de Melhor Série com “Euphoria”. A 74ª edição do Emmy também restabeleceu o reinado da HBO, com 140 indicações (incluindo produções da HBO Max), após ser superada pela Netflix no ano passado. Neste ano, a Netflix ficou longe, com 105. Menos até que a HBO tradicional (excluindo produções da HBO Max), que teve 108 nomeações. Quem também obteve bons resultados foram Hulu (Star+ no Brasil), com 58, e Apple TV+, com 51, crescendo significativamente em relação a anos anteriores. Apesar da quantidade de prêmios em disputa, séries de grande repercussão ficaram fora da lista, assim como estrelas de primeira grandeza, como Nicole Kidman e até Selena Gomez, uma das favoritas a Melhor Atriz de Comédia, que acabou esnobada apesar da inclusão de seus parceiros de “Only Murders in the Building”, Steven Martin e Martin Short, na categoria masculina. Também não houve espaço para o elenco de “Stranger Things”, apesar do desempenho elogiadíssimo de Sadie Sink. A série conseguiu 13 indicações, mas em categorias técnicas. Vale lembrar que a Parte 2 da 4ª temporada ficou para o Emmy 2023, já que a premiação só considera episódios que estrearam entre 1 de junho de 2021 e 31 de maio deste ano nos Estados Unidos. Por isso “The Boys” também não apareceu na lista. Confira abaixo a lista das principais indicações da premiação. Além destas, há muitas outras – como edição, fotografia, maquiagem, etc – , num total de 119 categorias, que levam o prêmio a ser dividido em três noites. As duas primeiras noites são dedicadas aos troféus técnicos e estão marcadas para 3 e 4 de setembro. Já os Emmys principais serão entregues no dia 12 de setembro, numa cerimônia de gala em Los Angeles, mas o endereço e o apresentador ainda não foram anunciados. Melhor Série de Drama “Better Call Saul” (AMC) “Euphoria” (HBO) “Ozark” (Netflix) “Severance” (Apple TV+) “Succession” (HBO) “Round 6” (Netflix) “Stranger Things” (Netflix) “Yellowjackets” (Showtime) Melhor Atriz em Série de Drama Jodie Comer, “Killing Eve” Laura Linney, “Ozark” Melanie Lynskey, “Yellowjackets” Sandra Oh, “Killing Eve” Reese Witherspoon, “The Morning Show” Zendaya, “Euphoria” Melhor Ator em Série de Drama Jason Bateman, “Ozark” Adam Scott, “Severance” Brian Cox, “Succession” Lee Jung-jae, “Round 6” Bob Odenkirk, “Better Call Saul” Jeremy Strong, “Succession” Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama Patricia Arquette, “Severance” Julia Garner, “Ozark” Jung Ho-yeon, “Round 6” Christina Ricci, “Yellowjackets” Rhea Seehorn, “Better Call Saul” J. Smith-Cameron, “Succession” Sarah Snook, “Succession” Sydney Sweeney, “Euphoria” Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama Nicholas Braun, “Succession” Billy Crudup, “The Morning Show” Kieran Culkin, “Succession” Park Hae-soo, “Round 6” Matthew Macfadyen, “Succession” John Turturro, “Severance” Christopher Walken, “Severance” Oh Yeong-su, “Round 6” Melhor Direção em Série de Drama Jason Bateman, “Ozark” (Episódio A Hard Way To Go) Ben Stiller, “Ruptura” (Episódio The We We Are) Hwang Dong-hyuk, “Round 6” (Episódio Red Light, Green Light) Mark Mylod, “Succession” (Episódio All The Bells Say) Cathy Yan, “Succession” (Episódio The Disruption) Lorene Scafaria, “Succession” (Episódio Too Much Birthday) Karyn Kusama, “Yellowjackets” (Episódio Piloto) Melhor Roteiro em Série de Drama Thomas Schnauz, “Better Call Saul” (Episódio Plan And Execution) Chris Mundy, “Ozark” (Episódio A Hard Way To Go) Dan Erickson, “Ruptura” (Episódio The We We Are) Hwang Dong-hyuk, “Round 6” (Episódio One Lucky Day) Jesse Armstrong, “Succession” (Episódio All The Bells Say) Jonathan Lisco, Ashley Lyle e Bart Nickerson, “Yellowjackets” (Episódio F Sharp) Ashley Lyle e Bart Nickerson, “Yellowjackets” (Episódio Piloto) Melhor Série de Comédia “Abbott Elementary” (ABC) “Barry” (HBO) “Curb Your Enthusiasm” (HBO) “Hacks” (HBO) “Maravilhosa Sra. Maisel” (Amazon Prime Video) “Only Murders in the Building” (Hulu) “Ted Lasso” (Apple TV+) “What We Do in the Shadows” (FX) Melhor Atriz em Série de Comédia Rachel Brosnahan, “Maravilhosa Sra. Maisel” Quinta Brunson, “Abbott Elementary” Kaley Cuoco, “The Flight Attendant” Elle Fanning, “The Great” Issa Rae, “Insecure” Jean Smart, “Hacks” Melhor Ator em Série de Comédia Donald Glover, “Atlanta” Bill Hader, “Barry” Nicholas Hoult, “The Great” Steve Martin, “Only Murders in the Building” Martin Short, “Only Murders in the Building” Jason Sudeikis, “Ted Lasso” Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia Alex Borstein, “The Marvelous Mrs. Maisel” Hannah Einbinder, “Hacks” Janelle James, “Abbott Elementary” Kate McKinnon, “Saturday Night Live” Sarah Niles, “Ted Lasso” Sheryl Lee Ralph, “Abbott Elementary” Juno Temple, “Ted Lasso” Hannah Waddingham, “Ted Lasso” Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia Donald Glover, “Atlanta” Bill Hader, “Barry” Nicholas Hoult, “The Great” Steve Martin, “Only Murders in the Building” Martin Short, “Only Murders in the Building” Jason Sudeikis, “Ted Lasso” Melhor Direção em Série de Comédia Hiro Murai, “Atlanta” (Episódio New Jazz) Bill Hader, “Barry” (Episódio 710N) Lucia Aniello, “Hacks” (Episódio There Will Be Blood) Mary Lou Belli, “The Ms. Pat Show” (Episódio Baby Daddy Groundhog Day) Cherien Dabis, “Only Murders In The Building” (Episódio The Boy From 6B) Jamie Babbit, “Only Murders In The Building” (Episódio True Crime) MJ Delaney, “Ted Lasso” (Episódio No Weddings And A Funeral) Melhor Roteiro em Série de Comédia Quinta Brunson, “Abbott Elementary” (Episódio Piloto) Duffy Boudreau, “Barry” (Episódio 710N) Alec Berg e Bill Hader, “Barry” (Episódio starting now) Lucia Aniello, Paul W. Downs e Jen Statsky, “Hacks” (Episódio The One, The Only) Steve Martin e John Hoffman, “Only Murders In The Building” (Episódio True Crime) Jane Becker, “Ted Lasso” (Episódio No Weddings And A Funeral) Sarah Naftalis, “What We Do In The Shadows” (Episódio The Casino) Stefani Robinson, “What We Do In The Shadows” (Episódio The Wellness Center) Melhor Minissérie ou Série de Antologia “Dope Sick” “The Dropout” “Inventing Anna” “Pam and Tommy” “The White Lotus” Melhor Telefilme “Tico e Teco: Defensores da Lei” “Ray Donovan: The Movie” “Reno 911!: The Hunt For QAnon” “The Survivor” “Zoey’s Extraordinary Christmas” Melhor Atriz em Minissérie ou Antologia Toni Collette, “A Escada” Julia Garner, “Inventando Anna” Lily James, “Pam and Tommy” Sarah Paulson, “Impeachment: American Crime Story” Margaret Qualley, “Maid” Amanda Seyfried, “The Dropout” Melhor Ator em Minissérie ou Antologia Colin Firth, “The Staircase” Andrew Garfield, “Under the Banner of Heaven” Oscar Issac, “Scenes from a Marriage” Michael Keaton, “Dopesick” Himesh Patel, “Station Eleven” Sebastian Stan, “Pam and Tommy” Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme Connie Britton, “The White Lotus” Jennifer Coolidge, “The White Lotus” Alexandra Daddario, “The White Lotus” Kaitlyn Dever, “Dopesick” Natasha Rothwell, “The White Lotus” Sydney Sweeney, “The White Lotus” Mare Winningham, “Dopesick” Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme Murray Bartlett, “The White Lotus” Jake Lacy, “The White Lotus” Will Poulter, “Dopesick” Seth Rogen, “Pam & Tommy” Peter Sarsgaard, “Dopesick” Michael Stuhlbarg, “Dopesick” Steve Zahn, “The White Lotus” Melhor Direção em Minissérie ou Telefilme Danny Strong, “Dopesick” (Episódio The People vs. Purdue Pharma) Michael Showalter, “The Dropout” (Episódio Green Juice) Francesca Gregorini, “The Dropout” (Episódio Iron Sisters) John Wells, “Maid” (Episódio Sky Blue) Hiro Murai, “Estação Onze” (Episódio Wheel Of Fire) Mike White, “The White Lotus” Melhor Roteiro em Minissérie ou Telefilme Danny Strong, “Dopesick “(Episódio The People vs. Purdue Pharma) Elizabeth Meriwether, “The Dropout” (Episódio I’m In A Hurry) Sarah Burgess, “Impeachment: American Crime Story” (Episódio Man Handled) Molly Smith Metzler, “Maid” (Episódio Snaps) Patrick Somerville, “Estação Onze” (Unbroken Circle) Mike White, “The White Lotus” Melhor Animação “Arcane” (Episódio When These Walls Come Tumbling Down) “Bob’s Burgers” (Episódio Some Like It Bot Part 1: Eighth Grade Runner) “Rick And Morty” (Episódio Mort Dinner Rick Andre) “The Simpsons” (Episódio Pixelated And Afraid) “What If…?” (Episódio What If… Doctor Strange Lost His Heart Instead Of His Hands?) Melhor Programa de Variedade Pré-Gravado “Adele: One Night Only” “Dave Chappelle: The Closer” “Harry Potter 20th Anniversary: Return to Hogwarts” “Norm Macdonald: Nothing Special” “One Last Time: An Evening with Tony Bennett & Lady Gaga” Programa de Variedade Ao Vivo “The 64th Annual Grammy Awards” “Live In Front Of A Studio Audience: The Facts Of Life And Diff’rent Strokes” “Oscar” “The Pepsi Super Bowl LVI Halftime Show Starring Dr. Dre, Snoop Dogg, Mary J. Blige, Eminem, Kendrick Lamar and 50 Cent” “The Tony Awards Present: Broadway’s Back!” Melhor Série de Esquetes “A Black Lady Sketch Show” “Saturday Night Live” Melhor Talk Show “The Daily Show with Trevor Noah” “Jimmy Kimmel Live!” “Last Week Tonight with John Oliver” “Late Night with Seth Meyers” “The Late Show with Stephen Colbert” Melhor Reality de Competição “The Amazing Race” “Lizzo’s Watch out for the Big Girls” “Nailed It” “Rupaul’s Drag Race” “Top Chef”
Novo trailer da Arlequina recria cena do filme “Coringa”
A HBO Max divulgou um novo trailer da 3ª temporada de “Harley Quinn”, a série animada adulta da Arlequina. Completamente diferente da prévia anterior, o vídeo traz Harley e Ivy (a Hera Venenosa) em namoro assumido, mas o relacionamento enfrenta sua primeira briga diante do plano da segunda de transformar Gotham City numa floresta. Harley acaba se aliando aos heróis, o que seus comparsas estranham. Mas a Arlequina não é a única a passar por uma crise de consciência. Até o Coringa surge transformado, querendo virar prefeito de Gotham e fazendo pedidos de desculpas. Sua participação também inclui referências ao filme “Coringa”, com direito à dancinha feita numa escadaria. Criação de Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey, produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, a série animada reúne um time de dubladores de peso, com destaque para Kaley Cuoco (a Penny de “Big Bang Theory”) como a anti-heroína do título, Lake Bell (“Bless This Mess”) como a voz de Hera Venenosa, Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Ron Funches (“Doze é Demais”) como Tubarão Rei, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman, Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”) como Mulher-Gato e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim. Os novos episódios vão estrear em 28 de julho nos EUA, mas não há data confirmada para o Brasil. As duas primeiras temporadas demoraram a ser disponibilizadas no serviço nacional da HBO Max.
HBO Max suspende a produção de sua primeira novela
A Warner Bros. Discovery travou o plano ambicioso da HBO Max de começar a fazer novelas no Brasil. A decisão já era esperada, após o cancelamento das produções da HBO Max na Europa e uma mudança na gerência da HBO Max para a América Latina, mas a plataforma preferiu uma abordagem menos definitiva, chamando a suspensão de adiamento por tempo indefinido. “Como parte das reformulações relacionadas ao processo de fusão da Warner Bros. Discovery, a companhia decidiu adiar a produção para HBO Max de ‘Segundas Intenções’ (título provisório) para um novo cronograma ainda a ser definido”, disse o streamer na nota enviada à imprensa. De acordo com a plataforma, “o desenvolvimento de texto segue até o final dos 40 capítulos e, no momento adequado, a produção será retomada”. O comunicado ainda faz questão de destacar: “Esta decisão é pontual. Não é uma decisão de abandonar a estratégia de novelas, apenas nos permite ampliar o tempo necessário para nos ajustarmos às novas diretrizes da companhia”. A fusão entre a Warner e a Discovery foi concluída em abril. Além do controle da empresa, a Discovery herdou uma dúvida de US$ 55 bilhões da antiga WarnerMedia, e para a situação não sair de controle tem tomado medidas radicais, como a ordem para os canais TNT e TBS não produzirem mais conteúdos roteirizados – o que levou ao fim de séries como “Expresso do Amanhã” e “The Last O.G.” – e para a HBO Max não desenvolver mais projetos originais na Europa – à exceção de produções da França, Espanha, Itália e Reino Unido. De acordo com o comunicado, a equipe brasileira da HBO Max segue com o sinal verde para desenvolver sua primeira novela de streaming… só não pode gravá-la. A paralisação também se deve à trocas de comandos em vários departamentos devido à a fusão, inclusive na liderança da empresa na América Latina. O executivo que deu aval para a produção de novelas na HBO Max já não está mais no conglomerado. Contratado para comandar o departamento de novelas da plataforma, o ex-Globo Sílvio de Abreu tinha planos para lançar várias novelas curtas. Ele também queria que elas fossem chamadas de “telesséries”, sem que isso tivesse uma justificativa convincente. A primeira produção do gênero já tinha elenco definido e começaria a ser gravada nos próximos dias. Escrita por Raphael Montes, criador de “Bom Dia, Verônica”, “Segundas Intenções” era um melodrama centrado na vingança de uma mocinha (Alice Wegmann) contra vilões sem escrúpulos (Camila Pitanga e Daniel de Oliveira) em ambiente médico. O elenco contaria ainda com Antonio Fagundes, Murilo Rosa, João Vicente de Castro, Rodrigo Simas e Reynaldo Gianechini. Com o adiamento por tempo indeterminado, a produção pode ter que recomeçar do zero. O mínimo é um novo elenco, dependendo dos contratos, mas toda a estratégia pode ser repensada pelo novo gerente da HBO Max para a América Latina, ainda não anunciado.
Gloria Perez revela porque aceitou participar da série sobre assassinato de sua filha
A autora de novelas Gloria Perez usou o Facebook para explicar porque decidiu colaborar com o projeto de “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez”, série documental produzida pela HBO Max sobre o assassinato de sua filha. Até então, ela só tinha falado sobre a morte de Daniella de forma breve e em raras ocasiões. “Abri meu arquivo porque a proposta foi o que sempre esperei: a divulgação dos autos do processo. Sem nenhum tipo de retorno financeiro, quero deixar bem claro”, disse ela. Além de dar acesso a seus arquivos pessoais, Gloria gravou mais de 20 horas de depoimentos para a série e, segundo relatos, a equipe de bastidores chorou durante as gravações. Por ter se envolvido bastante, ela acrescentou que tem expectativas positivas em relação à série. “Confio que esse documentário não deixe mais espaço nenhum para as versões fantasiosas que os assassinos tentaram emplacar na imprensa, durante os anos que antecederam o júri que condenou os dois por homicídio duplamente qualificado”, acrescentou. Um detalhe da produção é que, a pedido de Glória, os organizadores do documentário não ouviram os assassinos de Daniella. Esta foi uma exigência feita pela autora para participar das gravações. A morte brutal da estrela da Globo chocou o Brasil em 1992. Maior estrela da telenovela “De Corpo e Alma”, escrita por sua mãe, Daniella foi assassinada por Guilherme de Pádua, ator com quem fazia par romântico na trama, e por Paula Thomaz, esposa de Guilherme na época. Seu corpo foi encontrado num matagal, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, perfurado com dezoito golpes fatais de punhal. Segundo o processo, a motivação do crime foi o fato de Guilherme acreditar que seu papel na novela estava diminuindo por culpa da atriz. Com direção de Tatiana Issa (“Dzi Croquettes”) e Guto Barra (“Yves Saint-Laurent: My Marrakesh”), que também assina o roteiro, o projeto foi idealizado por Issa, que começou a carreira como atriz e era próxima de Daniella. Em 1992, ano do assassinato, ela atuava na novela “Deus nos Acuda” com Raul Gazolla, que era casado com Daniella. A estreia está marcada para 21 de julho.
Trailer da nova “Pretty Little Liars” tem clima de terror
A HBO Max divulgou uma coleção de pôsteres e o primeiro trailer completo de “Pretty Little Liars: Um Novo Pecado”, terceira série derivada de “Pretty Little Liars”. Em clima de terror, com referências ao baile de “Carrie” e ao assassino de “Halloween”, a prévia mostra uma figura misteriosa atacando um grupo de garotas, e o motivo encontra-se no passado de suas famílias. Refletindo a tendência dos últimos anos, a nova “Pretty Little Liars” traz um elenco mais diversificado, encabeçado por Bailee Madison (da série “A Bruxa do Bem”), Chandler Kinney (Riana Murtaugh na série “Máquina Mortífera”/Lethal Weapon), Maia Reficco (estrela da série infantil argentina “Kally’s Mashup”), Zaria Simone (vista em “Black-ish”) e Malia Pyles (de “Baskets” e “Batwoman”). As cinco estampam os cartazes divulgados e formam o grupo de garotas envolvidas no mistério sombrio da trama. O subtítulo, por sua vez, tem relação com os pecados cometidos por seus pais 20 anos atrás, quando eventos mantidos em segredo quase destruírem a cidade de Millwood – que não é a mesma da série original, passada em Rosewood. Por causa desses pecados, as adolescentes são atormentadas por um agressor desconhecido e obrigadas a lutar por algo que desconhecem… e por suas próprias vidas. Curiosamente, essa premissa também lembra a origem de Freddie Krueger na franquia “A Hora do Pesadelo”. “Pretty Little Liars” durou sete temporadas, de 2010 a 2017, período em que ajudou a popularizar o antigo canal ABC Family e servir de ponte para sua transformação no Freeform. Além disso, a produção deslanchou a carreira dos principais membros de seu elenco, especialmente do quarteto formado por Lucy Hale, Troian Bellisario, Ashley Benson e Shay Mitchell, intérpretes das belas mentirosinhas originais. Apesar do sucesso, a produtora da atração, I. Marlene King, não conseguiu o mesmo resultado com o lançamento de dois spin-offs, “Ravenswood” (2013) e “The Perfectionists” (2019), que foram cancelados na 1ª temporada, sem público. Por isso, a HBO Max decidiu buscar outro criador para comandar o terceiro spin-off. O criador de “Riverdale”, Roberto Aguirre-Sacasa, está à frente do projeto com a missão de trazer a franquia de volta apenas cinco anos após o fim da série original e três anos desde o fracasso do último spin-off. Aguirre-Sacasa vai compartilhar os roteiros com sua colaboradora em “O Mundo Sombrio de Sabrina”, Lindsay Calhoon Bring. A série estreia em 28 de julho, com a disponibilização dos três primeiros episódios.
Turma da Mônica terá nova série com Franjinha e Milena
A Turma da Mônica vai ganhar uma nova série. Além da produção com o elenco dos dois filmes na Globoplay, outra atração inspirada nos personagens criados por Mauricio de Sousa está em desenvolvimento na HBO Max. A produção foi batizada de “Franjinha e Milena em Busca da Ciência” e contará com os jovens Fabrício Gabriel (“Exploradores”) e Bia Lisboa no papel dos protagonistas. A série tem supervisão artística de Daniel Rezende, diretor de “Turma da Mônica: Laços” (2019) e “Turma da Mônica: Lições” (2021), e que também está desenvolvendo “Turma da Mônica: A série” para a Globoplay. Segundo a sinopse oficial divulgada pela HBO Max, a dupla “vai embarcar em uma jornada divertida, com o propósito da descoberta por meio do pensamento científico. Franjinha, com sua habilidade para as exatas e invenções, e Milena, sua nova e potente amiga, cheia de atitude, curiosidade e um talento nato para as biológicas, vão ao longo da série criar uma forte amizade cheia de colaboração e aprendizado. Guiado por Milena, Franjinha começa a se comunicar melhor e transmitir de maneira clara todo o seu conhecimento, enquanto a garota, cheia de perguntas inteligentes e interessantes, se percebe cientista também.” O tom é bastante educativo, o que geralmente funciona melhor com crianças pequenas. Os episódios contarão com direção de Mauro D’Addio (“Sobre Rodas”) e ainda não possuem previsão de estreia. Veja uma apresentação do projeto abaixo.
Série do assassinato de Daniella Perez ganha trailer com depoimentos emocionados
A HBO Max divulgou o trailer da série documental de cinco episódios sobre o caso da atriz Daniella Perez, que foi assassinada em 1992. A prévia traz depoimentos doloridos da mãe da atriz, a autora Gloria Perez, do marido dela, Raul Gazolla, além de amigos – até Roberto Carlos! – e especialistas que estiveram envolvidos nas investigações. “São 30 anos do assassinato da Dani e eu não consigo entender”, chora Gazolla em uma cena do trailer. A morte brutal da estrela da Globo chocou o Brasil na época. Maior estrela da telenovela “De Corpo e Alma”, escrita por sua mãe, Daniella foi assassinada por Guilherme de Pádua, ator com quem fazia par romântico na trama, e por Paula Thomaz, esposa de Guilherme na época. Seu corpo foi encontrado num matagal, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, perfurado com dezoito golpes fatais de punhal. Segundo o processo, a motivação do crime foi o fato de Guilherme acreditar que seu papel na novela estava diminuindo por culpa da atriz. “Eu sempre quis contar essa história da forma como ela aconteceu. A Dani estava bem na carreira. A vida parecida uma estrada linda, aberta. A gente só via coisas boas no horizonte. Mas, de repente, tudo isso explodiu. Foi sugado. A verdade é uma só, as versões são muitas”, afirma Gloria Perez na prévia, emocionada. Gloria gravou mais de 20 horas de depoimento para a série documental e, segundo relatos, a equipe de bastidores chorou durante as gravações. Com direção de Tatiana Issa (“Dzi Croquettes”) e Guto Barra (“Yves Saint-Laurent: My Marrakesh”), que também assina o roteiro, o projeto foi idealizado por Issa, que começou a carreira como atriz e era próxima de Daniella. Em 1992, ano do assassinato, ela atuava na novela “Deus nos Acuda” com Gazolla. A estreia está marcada para 21 de julho.
HBO Max cancela produções originais na Europa
Um porta-voz da Warner Bros. Discovery revelou que a plataforma HBO Max não receberá novos projetos originais em quase toda a Europa. Conforme um comunicado à imprensa nesta segunda-feira (4/7), o cancelamento faz parte da revisão de conteúdo da Warner Bros. Discovery para atingir uma meta de economia de custos de US$ 3 bilhões. No entanto, a decisão de “remover uma quantidade limitada de programação original do HBO Max” não afeta os programas que já estão em produção. Já os projetos aprovados serão avaliados individualmente. O comunicado também afirma que a empresa não produzirá obras nos países nórdicos (como a Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia), Europa Central, Holanda e Turquia. Em contrapartida, a nova Warner pretende conquistar o mercado cinematográfico francês, bem como manterá as atrações espanholas – que são as mais rentáveis de toda a Europa para a HBO Max. A recente fusão dos grupos WarnerMedia e Discovery trouxe como consequência o fim da produção de diversos projetos, como foi o caso do “Expresso do Amanhã”. A empresa também anunciou que os canais TNT e TBS não produziriam mais conteúdos roteirizados. Vale ressaltar que o conglomerado recém-formado, administrado pelo CEO David Zaslav, herdou uma dívida de US$ 55 bilhões da WarnerMedia, que é o principal motivo para o fim dos investimentos.
As 10 melhores séries de junho
Com a quantidade de séries lançadas todas as semanas na disputa pelas assinaturas de streaming, alguns títulos importantes podem passar em branco. Como ninguém consegue acompanhar uma centena de temporadas novas por mês, esse seleção mensal reúne as 10 estreias que merecem mais atenção. Encabeçada pelo fenômeno “The Boys”, a mostra de maio favorece super-heróis e ficção científica. Metade da seleção são produções fantasiosas, mas também há comédias muito divertidas, dramas de arte e tramas criminais, tanto de época quanto inspirados em fatos da atualidade. Confira abaixo o Top 10 com detalhes e trailers de cada destaque. | THE BOYS # 3 | AMAZON PRIME VIDEO A série de super-heróis com mais sexo e violência já feita voltou ainda mais explícita e extrema, com closes urológicos, orgia de super-heróis e chuvas de vísceras, numa temporada marcada por banhos de sangue literais – e que ainda contrabandeia uma participação surpreendente de Charlize Theron (“The Old Guard”) em sua abertura. Baseada nos quadrinhos adultos de Garth Ennis (que também criou “Preacher”), a produção acompanha um grupo de vigilantes que pretende revelar o segredo sujo dos super-heróis: eles são serial killers de sangue frio, que escapam impunemente de seus crimes graças ao trabalho da empresa de marketing que os financia e comercializa suas imagens. Na verdade, aqueles que normalmente seriam considerados vilões é que são os verdadeiros heróis, lutando contra um esquema superpoderoso que mantém a farsa para dominar a economia e a política dos EUA. Esta luta desigual pelos corações e mentes da população começou a se equilibrar com a revelação de que Tempesta (Storm Front, interpretada por Aya Cash), uma das integrantes dos Sete (a Liga da Justiça da trama), era em segredo uma nazista alucinada. Mas se a desgraça da personagem na 2ª temporada jogou nova luz sobre os heróis, ela também alimentou a psicopatia crescente do Capitão Pátria (Homelander, vivido por Antony Starr), o líder dos Sete, que começa a surtar com a morte da namorada, com a revelação de seus podres e com a chegada de um rival à altura: Soldier Boy (Jensen Ackles, o Dean de “Supernatural”), resgatado após décadas de prisão na Rússia pelos boys de Billy Bruto (Billy Butcher, de Karl Urban). Grande vencedora do Critics Choice Super Awards, a premiação geek da crítica americana, “The Boys” também é a série mais popular da Amazon, quebrando o o recorde de público da plataforma de streaming em sua 3ª temporada. Não por acaso, a atração ganhou um spin-off animado, “The Boys: Diabolical” (veja antes de começar os novos episódios) e prepara um spin-off juvenil, centrado em estudantes de uma universidade de super-heróis, que contará com participação do brasileiro Marco Pigossi (“Cidade Invisível”). | MS. MARVEL # 1 | DISNEY+ A primeira heroína muçulmana do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) arrancou elogios até de Malala Yousafzay, que aos 17 anos se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz – por sua luta pelo direito à educação de meninas paquistanesas. Apresentada como uma comédia adolescente, a história de Kamala Khan também é a mais fofa e adorável das séries já produzidas pela Marvel. A trama chegou na Disney+ como uma grande homenagem aos fãs dos super-heróis, dando a Iman Vellani, a novata de 18 anos que foi selecionada entre várias candidatas, o papel da fangirl definitiva. Na trama, Kamala é uma adolescente geek obcecada pela Capitã Marvel, que sofre bullying na escola e repressão na família muçulmana tradicional, mas não abre mão de seus sonhos, mostrando enorme talento artístico para desenhar, criar vídeos e até fantasias de cosplay. Para incrementar uma dessas fantasias, ela decide usar um velho bracelete largado entre as lembranças encaixotadas de sua família, que de repente lhe confere superpoderes. Desenvolvida pela roteirista Bisha K. Ali (“Sex Education”), a produção conta com direção da dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah (diretores do blockbuster “Bad Boys Para Sempre” e do vindouro filme da “Batgirl”), da paquistanesa Sharmeen Obaid-Chinoy (vencedora de dois Oscars de Melhor Documentário em Curta-metragem) e Meera Menon (que já trabalhou na Marvel na série “O Justiceiro”). | PEAKY BLINDERS # 6 | NETFLIX A grandiosa e épica produção britânica chega ao final numa 6ª temporada repleta de violência, explosões, mortes e vinganças – além de boinas, roupas masculinas impecáveis, rock contemporâneo, visual espetacular e luta contra o fascismo. Embora tenha chegado apenas em junho na Netflix, a reta final da produção foi exibida no Reino Unido entre 27 de fevereiro e 3 de abril, e o episódio de estreia atingiu a maior audiência de toda a série ao mostrar o destino de Polly Shelby, personagem da atriz Helen McCrory, que morreu em abril do ano passado devido a um câncer de mama. O final teve praticamente a mesma audiência e ainda rendeu comoção nacional. “Peaky Blinders” se baseia livremente em fatos reais para contar como Thomas Shelby (Cillian Murphy), um veterano da 1º Guerra Mundial, transformou sua família e amigos numa perigosa gangue de rua dos anos 1920 e, pouco a pouco, estabeleceu uma reputação de ser um homem tão perigoso quando respeitável, ampliando sua influência por todo o Reino Unido. Não contente em conquistar seu bairro, ele expandiu seus negócios ilícitos até os EUA e virou político, sendo eleito para o parlamento britânico. Mas também conquistou inimigos à sua altura, entre gangues e políticos rivais, além do IRA, grupo terrorista que luta pela independência da Irlanda. Desde sua estreia em 2013, a série criada por Steven Knight recebeu críticas elogiosíssimas, mas só virou um enorme fenômeno ao começar a ser transmitida na Netflix. Entre os prêmios conquistados, estão o BAFTA TV (o Emmy britânico) de Melhor Série Dramática do Reino Unido em 2018. | IRMA VEP # 1 | HBO MAX A minissérie estrelada pela sueca Alicia Vikander, vencedora do Oscar por “A Garota Dinamarquesa” (2015), é baseada no filme homônimo do francês Olivier Assayas, originalmente lançado em 1996, e tem seus oito episódios escritos e dirigidos pelo próprio cineasta. Na trama, Vikander interpreta Mira, uma estrela de Hollywood desiludida com sua carreira em filmes de super-heróis e enfrentando uma separação recente, que se muda para a França para estrelar um remake do clássico do cinema mudo “Les Vampires”. Aos poucos, porém, as distinções entre atriz e personagem passam a se apagar, graças aos métodos alucinados do diretor à frente do projeto. A atração inclui entre seus produtores Sam Levinson, o criador de “Euphoria”, e ainda traz em seu elenco os atores Tom Sturridge (o “Sandman” da Netflix), Adria Arjona (“Morbius”), Vincent Lacoste (“Amanda”), Byron Bowers (“Personal Shopper”), Fala Chen (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Carrie Brownstein (“Portlandia”), Jeanne Balibar (“Barbara”) e a estreante Devon Ross. | ONLY MURDERS ON THE BUILDING # 2 | STAR+ A série de comédia traz Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short como três vizinhos obcecados por documentários criminais, que resolvem criar um podcast ao se depararem em seu prédio com um mistério igual aos que amam assistir – o que, por azar, também os transforma nos principais suspeitos do crime. Na 2ª temporada, eles se veem confrontados por uma pessoa misteriosa interessada em incriminá-los e vê-los presos, ao mesmo tempo em que surge um podcast rival e todos no prédio passam a olhá-los com desconfiança. Para completar, a trama ainda passa a contar com novas e variadas participações especiais, incluindo a premiada atriz Shirley MacLaine (vencedora do Oscar por “Laços de Ternura”), a comediante Amy Schumer (“Descompensada”) e a modelo/atriz Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”). Criada por Steve Martin e John Robert Hoffman (roteirista de “Grace and Frankie”), a atração é a primeira série da carreira do veterano comediante de e marca a volta de Selena Gomez ao formato, uma década após “Os Feiticeiros de Waverly Place” – encerrada em 2012 no Disney Channel. | FOR ALL MANKIND # 3 | APPLE TV+ Em sua 3ª temporada, a ousada sci-fi da Apple TV+ chegou aos anos 1990 em meio a uma nova corrida espacial, desta vez rumo ao planeta Marte. Desenvolvida por Ronald D. Moore, criador do reboot de “Battlestar Galactica” e da série “Outlander”, a atração explora uma linha temporal alternativa da história, que leva a Guerra Fria até o espaço com consequências dramáticas. Na realidade da série, os astronautas soviéticos foram os primeiros a pousar na Lua e a trama imagina o impacto deste feito na corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética. A 1ª temporada concentrou-se principalmente numa recriação alternativa da década de 1970, com avanços que não existiram na época – como a participação de astronautas femininas nos primeiros voos para a Lua. A 2ª temporada levou a história aos anos 1980, com a criação de uma Força Espacial americana para enfrentar batalhas lunares, e os novos episódios mostram como a competição das duas potências acelerou a conquista de Marte. O protagonista é o ator Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”), que vive um dos principais astronautas da NASA, e o elenco também inclui Michael Dorman (“Patriot”), Wrenn Schmidt (“The Looming Tower”), Jodi Balfour (“The Crown”), Chris Bauer (“True Blood”), Sarah Jones (“Damnation”), Sonya Walger (“Lost”), Shantel VanSanten (“O Atirador”) e Michael Harney (“Orange Is the New Black”). | WESTWORLD # 4 | HBO MAX A 4ª temporada retoma os mistérios da premiada sci-fi em clima apocalíptico. Bem diferente de tudo que veio antes, a trama é culminação da luta entre androides e humanos, e envolve um plano de extermínio levado adiante por Charlotte (Tessa Thompson) – a principal antagonista após a morte de Dolores (Evan Rachel Wood) – com ajuda da versão androide do Homem de Preto (Ed Harris) e insetos de laboratório capazes de colocar a humanidade sob seu controle, invertendo a premissa original da série. Alguns anos se passaram desde a última temporada, tempo suficiente para que Caleb (Aaron Paul) tenha se casado e virado pai, mas principalmente para que os parques temáticos fossem reabertos – agora com um passeio pela era do jazz e dos gângsteres (anos 1930), que serve de crítica, como metatexto, à cultura dos reboots. Mas depois de deter Dolores, Maeve (Thandiwe Newton) está alerta e pronta para enfrentar a nova ameaça. Só que nada é realmente o que parece. Entre outros detalhes, Evan Rachel Wood reaparece como uma nova personagem, envolvida em segredos obscuros e stalkeada por Teddy (James Marsden), ambos em participações enigmáticas. São tantos personagens e jornadas que Bernard (Jeffrey Wright) e Ashley (Luke Hemsworth) só ressurgem no 3º episódio, junto com uma força de “resistência” no deserto. Ainda mais intrincada que o costume, a trama começa a encaixar a partir do 4º capítulo, quando uma reviravolta explica o papel de Aurora Perrineau (“Prodigal Son”) – e é uma guinada estilo “Matrix”, ou a sequência de “Matrix” que os fãs gostariam de ter visto. Certamente, com um episódio liberado por semana, pode ser cansativo esperar até lá. Mas não seria “Westworld” se não fosse lento e cerebral. Entre as novidades do elenco, destacam-se ainda Ariana DeBose (vencedora do Oscar por “Amor, Sublime Amor”) e Daniel Wu (“Into the Badlands”). | THE UMBRELLA ACADEMY # 3 | NETFLIX Partindo da cena que encerrou a temporada passada, os heróis interpretados por Elliot Page, Tom Hopper, David Castañeda, Emmy Raver-Lampman, Robert Sheehan e Aidan Gallagher voltam dos anos 1960 para se deparar com um presente completamente diferente do que lembravam – e com uma nova equipe de heróis instalada em sua residência: a Sparrow Academy. Os integrantes da Academia Umbrella logo percebem que criaram um paradoxo ao viajar no tempo e, só para variar, tornaram-se novamente responsáveis por eventos cataclísmicos que irão acabar com o mundo – pela terceira vez. A série é baseada nos quadrinhos do cantor Gerard Way (ex-My Chemical Romance) e do desenhista brasileiro Gabriel Bá (publicados no Brasil como “A Academia Umbrella”), e entre brigas com a Academia rival e planos para salvar o mundo, os novos episódios também mostram a transformação da personagem Vanya em Viktor, refletindo...
Criadora de “Friends” se envergonha por falta de diversidade da série
A série “Friends” faz parte do imaginário de uma geração fanática pela cultura pop. No entanto, o legado do programa também chama a atenção, em retrospecto, por sua falta de diversidade racial. Segundo a cocriadora Marta Kauffman, as críticas ouvidas ao longo dos anos não foram poucas e só resta “admitir e aceitar a culpa” sobre as falhas da série televisiva. “Aprendi muito nos últimos 20 anos. É doloroso se olhar no espelho. Estou envergonhada por não entender melhor [sobre o assunto] há 25 anos atrás”, ela disse em entrevista na quarta-feira (29/6). À princípio, Kauffman rejeitou as críticas, mas garante que a sua mentalidade acerca do assunto mudou em 2020, após o assassinato brutal de George Floyd pelas mãos da polícia americana – o caso repercutiu e gerou manifestações calorosas na época, espalhando o protesto Black Lives Matter (vidas negras importam) para todo o mundo. Por isso, como forma de se redimir, ela decidiu fazer uma doação para uma universidade de Boston. Com um valor de US$ 4 milhões para a Brandeis University, Kauffman espera estabelecer uma cátedra no departamento de estudos afro-americanos na universidade em que estudou. Kauffman declarou ainda que está examinando as maneiras pelas quais participou de um “racismo sistêmico” e afirma que nunca percebeu tal comportamento antes. Ela se compromete a contratar pessoas negras em projetos futuros. Sobre esse assunto, o ator David Schwimmer revelou em 2020 que tentou pressionar por mais diversidade no set da série. O produtor Kevin Bright também se posicionou e disse que se a série fosse refeita, não teria um elenco todo branco.
“A Mulher do Viajante no Tempo” é cancelada após uma temporada
A HBO anunciou o cancelamento de “A Mulher do Viajante no Tempo” após o final de sua única temporada, concluindo a história de amor de seus personagens após seis episódios. “Embora a HBO não esteja avançando com uma 2ª temporada, foi nosso privilégio fazer parceria com os mestres contadores de histórias Steven Moffat e David Nutter”, disse a HBO em comunicado. “Somos muito gratos por sua paixão, trabalho duro e cuidado para adaptar este livro amado. Também agradecemos a Theo e Rose, e ao resto do nosso elenco brilhante por suas performances sinceras, que cativaram completamente o público.” Adaptação do romance homônimo de Audrey Niffenegger, a série foi desenvolvida pelo produtor-roteirista britânico Steven Moffat (ex-showrunner de “Doctor Who” e criador de “Sherlock”), dirigida por David Nutter (“Game of Thrones”) e estrelada por Rose Leslie (a Ygritte de “Game of Thrones”) e Theo James (o Four de “Divergente”) como um casal com problemas de tempo em seu casamento. Lançada em maio, a atração acompanhava a história de Clare (Leslie), que durante a maior parte de sua vida guardou um segredo. Desde os seis anos de idade, ela via um amigo que considerava imaginário: um homem gentil e engraçado, às vezes velho, às vezes jovem, que aparecia na floresta atrás de sua casa para lhe contar histórias do futuro. Mas conforme os anos passaram e ela se tornou uma mulher adulta, Clare começou a perceber que seu amigo não era imaginário, mas um viajante do tempo vindo do futuro. E não apenas de um futuro qualquer, mas de seu próprio futuro, já que seu destino era se tornar a esposa do viajante no tempo. “Havia conteúdo suficiente no livro para mais do que apenas uma temporada”, disse Moffat ao site TVLine na época do lançamento. “Mas, ao mesmo tempo, eu ainda chamaria de série limitada porque não pode durar para sempre. Tem que acabar. Já sabemos um pouco sobre como termina. No episódio 3, você sabe que ele vai levar um tiro em uma floresta. Você sabe que ele vai perder (spoiler) em algum momento. Então é uma história de destino, eu acho. O fim está embutido no começo.” A série da HBO não foi a primeira adaptação dessa história para as telas. “A Mulher do Viajante no Tempo” já tinha virado filme em 2009, com Eric Bana e Rachel McAdams nos papéis principais – a maior dificuldade para lembrar disso é que o longa foi batizado de “Te Amarei para Sempre” no Brasil. Veja abaixo o trailer nacional da produção.












