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    Tarcísio Meira (1935-2021)

    12 de agosto de 2021 /

    Morreu nesta quinta-feira (12/8), um dos atores mais famosos da TV brasileira. Após cinco dias internado na UTI do hospital Albert Einstein, em São Paulo, em tratamento contra a covid-19, Tarcísio Meira faleceu aos 85 anos. Ele estava internado junto com Glória Menezes, o grande amor de sua vida, com que estava casado há 59 anos, mas ela superou a doença e “deve ter alta em breve”, segundo a assessoria de imprensa da família. Tarcísio Meira se chamava Tarcísio Magalhães Sobrinho. O sobrenome Meira veio “emprestado” da mãe, Maria do Rosário Meira Jáio de Magalhães, por ser mais sonoro também por superstição: o nome artístico tinha 13 letras. Na juventude, ele sonhava em ingressar no Instituto Rio Branco para se tornar diplomata. Mas foi reprovado na prova, em 1957, e graças a isso o Brasil ganhou um ícone. Virou ator de teatro e foi quando ensaiava a peça “As Feiticeiras de Salém”, dirigida por Antunes Filho, que viu pela primeira vez Gloria Menezes. O contato mais próximo, porém, só aconteceu na TV, quando fizeram juntos o teleteatro “Uma Pires Camargo” (1961). Em entrevista ao jornal O Globo de 2015, ele conta que, depois de ficarem amigos, decidiu se aproximar mais. “Quando ela lançou o filme “O Pagador de Promessas” (1962) em Cannes, mandei flores e um cartão escrito ‘volte, volte, volte'”. Na volta, eles se tornaram inseparáveis. Marcando a trajetória da televisão brasileira, os dois protagonizaram a primeira telenovela diária do país, “2-5499 — Ocupado”, na Excelsior, em 1963. O sucesso do formato catapultou o casal ao estrelato. Eles fizeram mais nove novelas juntos antes de assinar com a Globo, onde se tornaram o casal favorito da televisão brasileira. O primeiro trabalho na Globo foi “Sangue e Areia”, em 1967, que também entrou para a História por inaugurar a famosa faixa das 20h na teledramaturgia do canal. Até então, as novelas eram adaptações de tramas importadas, geralmente de época, e por isso eram referidas como folhetins – um termo francês que definia a narrativa literária seriada de romances do século 19. Mas Tarcísio ajudou a mudar a trajetória do gênero ao protagonizar “Irmãos Coragem”, trama de Janete Clair de 1970 que combinava uma narrativa muito brasileira e atual, com garimpo e violência no sertão. O ator viveu João Coragem que, ao lado dos irmãos interpretados por Cláudio Cavalcanti (1940-2013) e Cláudio Marzo (1940-2015) – além de, claro, Gloria Menezes – , desafiavam a autoridade do Coronel Pedro Barros (Gilberto Martinho). O sucesso de “Irmãos Coragem” foi tanto que derrubou o preconceito masculino contra o gênero, levando homens a se engajarem na história. “Foi a primeira novela que os homens admitiam que viam. Até então, eles viam meio escondidos, porque novela era coisa de mulher”, contou Tarcísio ao site projeto Memória Globo, lembrando que a audiência do penúltimo capítulo foi maior que a da final da Copa do Mundo de 1970. Ao longo da carreira, Tarcísio atuou em mais de 60 obras na TV, entre novelas, minisséries e especiais, vivendo personagens marcantes. Ele chegou da interpretar papéis duplos duas vezes, como Hugo Leonardo e Raul em “O Semideus” (1973) e Diogo Maia e Ciro em “Espelho Mágico” (1977). Outros personagens que marcaram seu auge como protagonista foram Ciro Valdez em “O Homem que Deve Morrer” (1971), Rodrigo Soares em “Cavalo de Aço” (1973), Antônio Dias em “Escalada” (1975) e Fernando Lucas em “Os Gigantes” (1979), Juca Pitanga em “Coração Alado” (1980), Renato Villar em “Roda de Fogo” (1986), dando o que falar até em pequenas participações, feito o desempenho como Giusepe Berdinazi em “O Rei do Gado” (1996). “Os Gigantes”, por sinal, foi a primeira novela em que seu personagem viveu romance com outra mulher que não Gloria Menezes. Por curiosidade, apesar do longo romance histórico, ele chegou até mesmo a trair Gloria num casamento televisivo, com Natália do Vale na novela “Torre de Babel” (1998). Não foi a única vez que os autores de novela usaram sua trajetória para surpreender o público. Silvio de Abreu chegou a ser considerado ousado ao escalá-lo em “Guerra dos Sexos” em 1983, colocando Tarciso em sua primeira novela cômica. Mas não só o ator conhecido por papéis dramáticos correspondeu como protagonizou cenas de rolar de rir ao lado de Fernanda Montenegro e Paulo Autran. Ele se saiu tão bem que virou personagem-título de outra novela cômica, “Araponga” (1990), como o atrapalhado detetive Aristênio Catanduva, o Araponga. Além disso, estrelou uma sitcom com a esposa que tinha simplesmente o nome de “Tarcísio & Glória” (1988) – e um detalhe: Glória Menezes vivia uma alienígena! Versátil, o ator foi herói épico, vivendo o capitão Rodrigo Cambará na minissérie “O Tempo e o Vento” – dirigido pelo colega Paulo José, que morreu na quarta-feira (11/8) aos 84 anos – e também vilão marcante, como Renato Villar em “Roda de Fogo” e o terrível Dom Jerônimo da minissérie “A Muralha” (2000). Sua última novela foi “Orgulho e Paixão”, escrita por Marcos Bernstein em 2018, em que interpretou Lorde Williamson. Mas apesar de ter sido um dos atores mais ocupados da TV brasileira, Tarciso também criou uma obra significativa nos cinemas, iniciada por “Casinha Pequenina”, um dos maiores sucessos da filmografia de Mazzaropi, lançado em 1963. Seu talento contemplou mais de 20 produções cinematográficas, entre elas clássicos absolutos, como “A Idade da Terra” (1981), último filme de Glauber Rocha. “Um dia, Glauber me botou no meio de uma bateria de escola de samba. De uma hora para outra, na batida da música, notei algo: o que era para ser uma escola de samba virou uma banda militar, quase que numa marcha. Era um tipo de cinema que eu nunca tinha feito”, Tarcísio refletiu em outra entrevista para O Globo em 2010. Ele ainda foi o Dom Pedro Iº de “Independência ou Morte”, filme lançado em 1972 como grande destaque cultural do sesquicentenário da Independência Brasileira. Mas se agradou os militares na ocasião, ajudou a enfrentar e acabar com a censura ao protagonizar “O Beijo no Asfalto”, dirigido por Bruno Barreto em 1981. A adaptação da peça de Nelson Rodrigues gerou polêmica na época, devido ao beijo na boca do personagem de Tarcísio em Ney Latorraca. A lista de filmes históricos inclui a aventura “O Caçador de Esmeraldas” (1974) de Oswaldo de Oliveira, o drama “O Marginal” (1974) de Carlos Manga, o corajoso “República dos Assassinos” (1979) de Miguel Faria Jr, o sucesso “Eu Te Amo” (1981) de Arnaldo Jabor, o polêmico “Amor, Estranho Amor” (1982), de Walter Hugo Khouri, e o vibrante “Boca de Ouro” (1990), outra adaptação de Nelson Rodrigues, com direção de Walter Avancini. O último longa do ator foi a comédia “Não se Preocupe, Nada Vai Dar Certo!”, de Hugo Carvana, lançada em 2011. No fim de 2019, Tarcísio também se despediu dos palcos com a reencenação de “O Camareiro”, peça que já tinha estrelado em 2015 e lhe rendido o Prêmio Shell de Melhor Ator. Além da esposa, ele deixa o filho Tarcísio Filho, de 58 anos, além de Amélia Brito, 64, e João Paulo Brito, 62, frutos do casamento anterior de Glória com Arnaldo Brito.

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    Paulo José (1937-2021)

    11 de agosto de 2021 /

    O ator Paulo José, um dos maiores intérpretes do cinema brasileiro, morreu nesta quarta (11/8) no Rio de Janeiro, aos 84 anos. Ele sofria de Parkinson há mais de duas décadas e estava internado há 20 dias com problemas respiratórios, vindo a falecer em decorrência de uma pneumonia. O gaúcho Paulo José Gómez de Souza nasceu em Lavras do Sul, interior do Rio Grande do Sul, e teve o primeiro contato com o teatro ainda na escola. A carreira decolou quando se mudou para São Paulo e começou a trabalhar no Teatro de Arena. Após estrear nos palcos paulistanos com “Testamento de um Cangaceiro”, em 1961, ele conheceu seu primeiro amor, a atriz Dina Sfat, com quem dividiu várias montagens – e depois filmes e novelas. Os dois se casaram em 1963 e ficaram juntos até 1981. Dos palcos, pulou para as telas, onde rapidamente se estabeleceu como ator requisitado, aparecendo em uma dezena de filmes entre 1966 e 1969, incluindo vários clássicos, antes de ser “revelado” pelas novelas. Seu primeiro trabalho no cinema foi direto como protagonista, compartilhando com Helena Ignez os papéis do título de “O Padre e a Moça” (1966), do mestre Joaquim Pedro de Andrade. Ele voltou a trabalhar com o diretor no clássico absoluto “Macunaíma” (1969), além de ter desenvolvido outra parceria vitoriosa com Domingos de Oliveira, desempenhando o papel principal em “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), que recentemente foi adaptado como minissérie pela Globo. Além de voltar a filmar com Oliveira em “Edu, Coração de Ouro” (1967) e posteriormente “A Culpa” (1971), ele também foi “O Homem Nu” (1968), de Roberto Santos, e estrelou os célebres “Bebel, Garota Propaganda” (1968), de Maurice Capovilla, “A Vida Provisória” (1968), de Maurício Gomes Leite, e “As Amorosas” (1968) de Walter Hugo Khouri. Já era, portanto, um ator consagrado quando foi fazer sua primeira novela, “Véu de Noiva” (1969), e praticamente um veterano quando recebeu o Troféu Imprensa de “melhor estreante” por seu desempenho como Samuca na novela “Assim na Terra Como no Céu” (1971). Encarando maratonas de até 250 episódios nas produções da Globo, ele ainda estrelou um dos primeiros spin-offs da TV brasileira, “Shazan, Xerife & Cia.”, em que repetiu seu personagem de “O Primeiro Amor” (1972) ao lado do colega (também recentemente falecido) Flavio Migliaccio. Exibida de 1972 a 1974, a série marcou época nas tardes televisivas. Apesar do sucesso na telinha, Paulo José nunca deixou o cinema de lado. Mas a agenda cheia o tornou especialmente criterioso, o que resultou numa filmografia lotada de clássicos, como “Cassy Jones, o Magnífico Sedutor” (1972), de Luiz Sérgio Person, “O Rei da Noite” (1975), do grande Hector Babenco, “O Homem do Pau-Brasil” (1982), seu reencontro com Joaquim Pedro de Andrade, e a obra-prima “Eles Não Usam Black-Tie” (1982), de Leon Hirszman, sem esquecer de “Dias Melhores Virão” (1989), de Cacá Diegues, e “A Grande Arte” (1991), de Walter Salles, entre muitas outras produções. Tudo isso enquanto ainda fazia novelas – algumas reconhecidamente tão boas quanto filmes, como “O Casarão” (1975) – , telefilmes, minisséries – como “O Tempo e o Vento” (1985), “Engraçadinha… Seus Amores e Seus Pecados” (1995), “Labirinto” (1998) – e participações especiais nos programas da Globo. Além do Jarbas de “O Casarão”, ele marcou a teledramaturgia como o cigano Jairom em “Explode Coração” (1995) e principalmente o alcóolatra Orestes de “Por Amor” (1997). Sua contribuição para a História da Globo não ficou só diante das câmeras. Ele também dirigiu produções do canal, começando com alguns “Casos Especiais” nos anos 1970, telefilmes de “Jorge, um Brasileiro” (1978) e “Vestido de Noiva” (1979), e episódios de “Ciranda Cirandinha” (1978), “O Tempo e o Vento” (1985), etc., até se tornar o diretor principal das minisséries “Agosto” (1993) e “Incidente em Antares” (1994) e ajudar a implantar o programa “Você Decide”. Diagnosticado com Mal de Parkinson ainda nos anos 1990, em vez de diminuir, ele intensificou o trabalho. Começou a filmar com uma nova geração de cineastas estabelecida após a Retomada, como Monique Gardenberg (“Benjamim”, em 2003), Jorge Furtado (desde o curta “Ilha das Flores” até “O Homem que Copiava” e “Saneamento Básico, O Filme”, em 2003 e 2007), o colega Matheus Nachtergaele (“A Festa da Menina Morta”, 2008), a dupla Felipe Hirsch e Daniela Thomas (“Insolação”, 2009), Sergio Machado (“Quincas Berro d’Água”, 2010), André Ristum (“Meu País”, 2011) e Selton Mello (“O Palhaço”, 2011), além de retomar a antiga parceria com Domingos de Oliveira (“Juventude”, em 2008). Sua emocionante despedida da atuação foi como o vovô Benjamin na novela “Em Família” (2014), de Manoel Carlos, onde, como na vida real, seu personagem sofria de Mal de Parkinson. Vencedor de três troféus Candango de Melhor Ator no Festival de Brasília, homenageado com um Oscarito especial pela carreira no Festival de Gramado, o ator deixa quatro filhos e uma obra vasta, que faz parte do patrimônio nacional.

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  • Série

    “Ilha de Ferro” chega na Globo três anos após estrear na Globoplay

    9 de agosto de 2021 /

    Quase três anos depois de estrear no Globoplay, “Ilha de Ferro” finalmente começa a ser exibida em sua íntegra na TV aberta. A estreia acontece na noite desta segunda (9/8) na Globo. Escrita por Adriana Lunardi e o já falecido Max Mallmann, a série tinha direção do cineasta Afonso Poyart (“Mais Forte que o Mundo: A História de José Aldo”) e misturava romance, política e thriller com um cenário inusitado: uma plataforma de petróleo em alto mar. O mais impressionante é que a plataforma de 3 mil m² foi construída nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com um custo estimado de R$ 2 milhões. Com investimento alto e elogios até da revista americana Variety, que a considerou uma das melhores séries do mundo em 2018, a produção acabou cancelada de forma abrupta, antes da estreia do segundo ano de produção e com os roteiros da 3ª temporada em desenvolvimento. A explicação da Globoplay para o primeiro cancelamento de sua programação foi sucinta: “porque preferiu encomendar novos originais”. Apesar de não divulgar números, na época do lançamento, a plataforma de streaming da Globo indicou que a série tinha entrado no top 5 de seus programas mais vistos, com audiência próxima das novelas da emissora. A fama de série mais cara do Brasil incluiu várias cenas de fôlego cinematográfico, como uma queda de helicóptero no mar, mas também dependia de um acordo com a Marinha brasileira para utilização de navios e equipamentos. Não se sabe – mas é fácil especular – se o governo interrompeu a parceria e descontinuou o auxílio da Marinha após a posse de Bolsonaro em 2019. Em vários discursos de cercadinho, Bolsonaro afirmou considerar a imprensa, em particular a Folha de S. Paulo e o grupo Globo, como sua inimiga. Acompanhando o cotidiano de profissionais da plataforma de petróleo, entre dramas no isolamento do alto-mar e dilemas envolvendo suas famílias em terra firme, a série destacava no elenco Cauã Reymond (“Não Devore Meu Coração”), Maria Casadevall (“Mulheres Alteradas”), Sophie Charlotte (“Reza a Lenda”), Klebber Toledo (série “A Fórmula”), Osmar Prado (minissérie “Nada Será Como Antes”), Taumaturgo Ferreira (“Os Parças”), Jonathan Azevedo (novela “A Força do Querer”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”) e o veterano Moacyr Franco (“Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”). Além disso, Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), Eriberto Leão (“De Pernas pro Ar 2”) e Romulo Estrela (“Entre Irmãs”) entraram na 2º temporada. Veja abaixo o novo trailer da série para a estreia na Globo.

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  • TV

    Marcos Mion é contratado pela Globo para apresentar o “Caldeirão”

    6 de agosto de 2021 /

    O apresentador Marcos Mion foi contratado pela rede Globo nesta sexta-feira (6/8) para assumir o horário do antigo “Caldeirão do Huck” em sua programação de sábado. “Marcos Mion é o novo integrante do time de apresentadores da TV Globo e do Multishow, que aposta em toda sua versatilidade para comandar múltiplas atrações e cocriar produções inéditas”, disse a emissora em comunicado. “Mion apresentará uma nova versão do programa de sábado até dezembro.” As negociações da Globo com Mion começaram no início do ano, logo após ele ser demitido da Record. O artista era o favorito de J.B. Oliveira, o Boninho, para assumir o revival de “No Limite”, mas na época ainda precisava cumprir aviso prévio com a emissora de Edir Macedo. Por isso – e para sua sorte – ficou fora do programa, que acabou apresentado por Andre Marques. A frustração com essa negociação levou o ex-apresentador de “A Fazenda” a acertar um contrato com a Netflix em abril para apresentar reality shows e desenvolver documentários. E segundo a “narrativa” de vários sites especializados, isso quase bloqueou sua ida à Globo quando a proposta do “Caldeirão” se materializou. Mion teria que se demitir antes mesmo de iniciar suas atividades na plataforma. Não há informações sobre como ficou seu acordo com a Netflix, que a Globo encara como concorrente. Mas Mion não escondeu sua predileção pela emissora ao confirmar sua ida para a Globo. “Entrar para o time da Globo não é apenas um reconhecimento dos meus 22 anos de carreira como comunicador, mas sim o maior sonho da minha vida profissional realizado. Desde a honra indescritível de levar adiante o legado do ‘Caldeirão’ até comandar um formato original e inédito de reality no Multishow, a euforia de finalmente estar na maior organização de entretenimento, criação e jornalismo do nosso país é acachapante! Agradeço com todo coração a todos que torceram tanto para que isso acontecesse”, disse o apresentador em comunicado. Mion vai levar novos quadros para o “Caldeirão”, incluindo uma versão do “Vale a Pena Ver Direito”, que ele apresentava no “Legendários” sobre a programação da Record. Trata-se de uma necessidade, porque Huck vai levar as principais atrações de seu antigo programa para o “Domingão” – como “Quem Quer Ser Milionário?” e “The Wall”. A Globo já tinha anunciado, há duas semanas, a estreia de Luciano Huck no “Domingão” em 5 de setembro. Na ocasião, a emissora havia informado que um novo apresentador assumiria o “Caldeirão” em caráter esporádico, até o fim do ano. Mas a estratégia foi alterada após uma avaliação do impacto comercial que um “Caldeirão” desfigurado acarretaria. A “reestreia” de Mion na Globo, 22 anos após participar do elenco da série “Sandy & Júnior”, vai acontecer em primeira mão no programa “Lady Night”, de Tatá Werneck. A gravação de sua participação está marcada para a próxima semana. O novo “Caldeirão” do Mion deve ir ao ar em 4 de setembro, um dia antes do “Domingão” do Huck. Em seu comunicado, a Globo indicou que o programa irá ao ar, ao menos no atual formado, apenas até dezembro. Já o projeto do apresentador no Multishow ainda não teve nenhum detalhe vazado.

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  • Música,  Reality,  Série

    Série documental de Juliette terá episódio extra no Globoplay

    3 de agosto de 2021 /

    A série documental “Você Nunca Esteve Sozinha” sobre Juliette Freire, a vencedora do “BBB 21”, exibiu seu último capítulo no Globoplay nesta terça-feira (3/8). Mas a história continua, porque a produção terá mais um episódio que não estava previsto. Este capítulo extra mostrará “a emoção de Juliette ao retornar à Paraíba. Os primeiros encontros musicais com artistas conhecidos pelo público e os desafios do início da carreira como cantora”, segundo a sinopse oficial. Só que o fecho da série não será exibido na próxima semana. Ele será disponibilizado penas em setembro, e pretende mostrar aos fãs mais detalhes da nova carreira de Juliette. Ao longo de seus episódios, o registro documental revelou que Juliette pretende iniciar uma carreira musical, que será lançada oficialmente nos próximos meses. Veja abaixo o anúncio da produção. Não sei dizer não para os piticactos. 😌🌵 Vocês pediram e…VAI TER EPISÓDIO EXTRA, SIM! 🥳🎉😍👏 🎶 Prepare o seu ❤️ porque o episódio extra chega em setembro! 🥰#VocêNuncaEsteveSozinha – o doc de Juliette pic.twitter.com/EOzNKt3D3A — globoplay (@globoplay) August 3, 2021

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  • Etc

    Plataforma Peacock revela planos de expansão internacional

    1 de agosto de 2021 /

    A plataforma de streaming Peacock, inédita no Brasil, começará seu lançamento internacional ainda neste ano. Em apresentação da NBCUniversal para o mercado, os executivos da companhia revelaram que ela passará a ser oferecida nos próximos meses com um acréscimo gratuito da plataforma da rede Sky na Europa, o que lhe dará prontamente uma base de 20 milhões de assinantes. O acordo é facilitado pelo fato de a rede de TV paga Sky e a plataforma Peacock pertencerem ao mesmo conglomerado, Comcast, que controla a NBCUniversal. Nos EUA, a Peacock atingiu 54 milhões de assinantes desde seu lançamento em abril de 2020. De acordo com dados divulgados pela empresa, sua produção original mais popular foi a minissérie dramática “Dr. Death”, mas a plataforma também viu aumentar seu tráfego com o lançamento híbrido da animação “O Poderoso Chefinho 2: De Volta aos Negócios”, simultaneamente aos cinemas, e com sua exclusividade na cobertura da Olimpíada de Tóquio. Sem muito alarde, os executivos da NBCUniversal também estão sondando parceiros na América Latina para tentar repetir a estratégia de lançamento casado com outra empresa neste mercado. No Brasil, a NBCUniversal é parceira do grupo Globo no segmento de TV paga. Mas, há duas semanas, começou a conversar com outros interessados, incluindo investidores da Faria Lima (o centro do dinheiro de São Paulo e, por consequência, do Brasil) sobre seus planos para a Peacock no país.

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  • Série

    Sob Pressão: Novos dramas movimentam trailer da 4ª temporada

    1 de agosto de 2021 /

    A Globo divulgou o trailer da 4ª temporada de “Sob Pressão”, que traz os médicos Carolina (Marjorie Estiano) e Evandro (Julio Andrade) às voltas com novos dramas e situações de emergência em “mais um dia na saúde pública do Brasil”. Escritos por Lucas Paraizo e sua equipe, os novos episódios da produção de Andrucha Waddington devem refletir fatos reais recentes como o incêndio no Hospital Badim, na Tijuca, e o caso do morador de rua que esfaqueou três pessoas na Lagoa. A 4ª temporada também contará com David Junior e Roberta Rodrigues, que estraram na série como o neurocirurgião Mauro e a enfermeira Marisa em “Plantão Covid” e seguirão no elenco. A estreia vai acontecer em 12 de agosto e a Globo já confirmou a produção da 5ª temporada da atração.

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  • Etc,  TV

    Mário Monjardim (1935-2021)

    31 de julho de 2021 /

    Poucos dias após a morte de Orlando Drummond, foi a vez de seu colega Mário Monjardim falecer. Assim, foram-se praticamente juntos os dubladores dos inseparáveis Scooby-Doo e Salsicha. Assim como os personagens, os dois eram muito amigos, e Drummond chegou a ser um dos padrinhos de casamento do filho de Monjardim. O dublador morreu na sexta (31/7), aos 86 anos. Pai do diretor de dublagem Júlio Monjardim e primo do diretor de novelas Jayme Monjardim, ele faleceu em casa, no Rio de Janeiro. Monjardim já não trabalhava mais com dublagem, após sofrer um AVC no ano passado, mas continuará a ser ouvido por anos a fio, e por várias gerações que ainda não nasceram, por representar a voz brasileira de personagens icônicos. Além do Salsicha em “Scooby-Doo”, ele também foi responsável pela personalidade nacional do Pernalonga, símbolo máximo das animações da Warner. Ele começou a carreira em 1954 na Rádio Vitória, na capital capixaba, onde nasceu, e também teve uma breve experiência como ator em programas da Globo, entre eles as primeiras versões das séries “Carga Pesada” e “O Sítio do Picapau Amarelo”, e os programas humorísticos “Chico Anysio Show” e “Os Trapalhões”, todos na década de 1980.

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  • Filme

    Globo vai homenagear Orlando Drummond com especial da “Escolinha do Professor Raimundo”

    29 de julho de 2021 /

    A Globo vai homenagear Orlando Drummond, intérprete do Seu Peru, falecido na terça (27/7) aos 101 anos. A emissora programou para este sábado (31/7) a reprise do episódio do remake da “Escolinha do Professor Raimundo”, originalmente exibido no ano passado, em que o ator fez uma participação especial para festejar um século de vida. Uma das curiosidades do programa é que a participação foi mantida em segredo do elenco da atração. Graças a um esquema especial de produção, Drummond foi acomodado na carteira que ocupou durante anos no cenário da Escolinha, enquanto os demais atores estavam do lado de fora do local. O último a entrar no estúdio foi Marcos Caruso, o herdeiro do personagem na nova versão do humorístico, que não conseguiu segurar as lágrimas ao vê-lo. Drummond completou quase 70 anos no papel do Seu Peru, que ele começou a interpretar ainda na versão de rádio da “Escolinha do Professor Raimundo”, em 1952. Quando o programa foi para a TV, ele foi junto. Mas além deste papel, Drummond também deu vida, com sua voz, a vários outros personagens famosos, como um dos dubladores mais talentosos do Brasil. Ele marcou época como a voz inigualável do Scooby-Doo, mas também deu tom ameaçador ao Vingador de “A Caverna do Dragão” e a Gargamel em “Os Smurfs”, sem esquecer da afetividade do pai de “Speed Racer”, o heroísmo de Popeye e a grande personalidade que a Alf, o ETeimoso ganhou com sua voz fanha – entre muitos outros papéis. Também foi um ator incansável, que manteve a atividade até o começo da pandemia. Seu último trabalho foi uma participação no filme “De Perto Ela Não é Normal”, lançado em novembro passado.

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  • Etc,  Série

    Orlando Drummond (1919-2021)

    27 de julho de 2021 /

    O ator Orlando Drummond, intérprete do Seu Peru na “Escolinha do Professor Raimundo”, morreu nesta terça (27/7) em sua casa, no Rio, aos 101 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Ele foi o artista famoso mais velho a ser vacinado contra a covid-19, em 31 de janeiro, e chegou a ficar internado de abril a junho deste ano num hospital para tratar de um quadro grave de infecção urinária. A maioria das pessoas lembra Drummond como o personagem Seu Peru. E, de fato, ele completou quase 70 anos no papel, que começou a interpretar ainda na versão de rádio da “Escolinha do Professor Raimundo”, em 1952. Quando o programa foi para a TV, ele foi junto. E, em 2019, para homenagear os 100 anos de seu nascimento, Drummond foi convidado a reviver o personagem no remake da “Escolinha”, ao lado de seu intérprete mais recente, Marcos Caruso. Além de comediante, Drummond também foi um dublador talentoso e ator incansável, que manteve a atividade até o começo da pandemia. Ele marcou época como a voz inigualável do Scooby-Doo, mas também deu tom ameaçador ao Vingador de “A Caverna do Dragão” e a Gargamel em “Os Smurfs”, sem esquecer da afetividade do pai de “Speed Racer”, o heroísmo de Popeye e a grande personalidade que a Alf, o ETeimoso ganhou com sua voz fanha – entre muitos outros papéis. No cinema, filmou com Ankito duas comédias dos anos 1950 (“O Rei do Movimento” e “Angu de Caroço”), trabalhou com Renato Aragão na década de 1970 (“Bonga, o Vagabundo”) e estendeu sua filmografia até o ano passado, quando lançou seu trabalho mais recente, uma participação no filme “De Perto Ela Não é Normal”, lançado em novembro. “Algumas coisas me levaram até os 101 anos. Minha família, meus amigos, meu trabalho e o amor”, ele listou por ocasião de sua vacinação, celebrando também a Medicina num momento em que se achou imune à morte, ao menos por coronavírus.

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  • Etc,  Filme

    André Ceccato (1960-2021)

    27 de julho de 2021 /

    O ator André Ceccato, que se destacou em “Carandirú”, morreu na segunda-feira (26/7) aos 61 anos em sua casa, em São Paulo, de causa da ainda não divulgada. Formado na Escola de Artes Dramáticas da USP em 1984, ele começou sua carreira no teatro, mas ainda nos anos 1980 estreou nos cinemas, participando dos filmes “O País dos Tenentes” (1987) e “Kuarup” (1989). Mas foi só nos anos 2000 que a carreira audiovisual decolou, com “Bicho de Sete Cabeças” (2000) e “Carandiru” (2003). No filme de Hector Babenco, conquistou seu papel de maior projeção: Barba, que começa a briga que origina a rebelião no presídio e a reação enérgica que culminou no infame massacre do Carandiru. Ele voltou a interpretar Barba na série derivada de “Carandiru”, “Carandiru, Outras Histórias”, exibida em 2005 na rede Globo. Ceccato também participou do filme “Meu Mundo em Perigo” (2007) e das séries “Força-Tarefa” (2010), “A Cura” (2011) e “A Teia” (2014) na Globo. E deixou um último filme inédito: “O Palhaço, Deserto”, de Patrícia Lobo, sobre a aposentadoria de um palhaço veterano, que tem estreia marcada para o próximo mês. Antes de morrer, ele ensaiava a série “O Mal Secreto”. Seu colega na produção, Sergio Guizé, contou nas redes sociais que ele estava animado para voltar às gravações após o período de paralisação da pandemia. “Ele estava felizão com os novos projetos e falava: ‘Guizé, quando essa pandemia passar vai cair trabalho no nosso colo que nem saco de batata, as pessoas vão precisar ainda mais de arte’. Parabéns, você deve estar muito bem, alegre como sempre, mas essa sua força toda vai fazer falta”, escreveu Guizé no Instagram.

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  • Série

    Reynaldo Gianecchini será vilão de “Bom dia, Verônica”

    23 de julho de 2021 /

    Os boatos eram verdade. Duas semanas após a Globo não renovar seu contrato, Reynaldo Gianecchini fechou com a Netflix. Mas, a princípio, não será para uma novela. Ele vai viver o vilão da 2ª segunda temporada de “Bom dia, Verônica”. Os novos episódios vão revelar que o personagem de Gianecchini é quem está por trás da perigosa organização criminosa da trama, responsável por infiltrar aliados em cargos importantes na polícia e no judiciário. Na produção do streaming, ele viverá um benfeitor conhecido, livre de suspeitas. Por isso, será um inimigo difícil de ser combatido pela protagonista Verônica (Tainá Müller). Mas ela também não é fácil de derrotar. Escrivã em uma delegacia, que viu sua vida mudar ao descobrir a corrupção do departamento policial, Verônica forjou a própria morte e ressurgiu transformada no final da 1ª temporada, loira, poderosa e disposta a fazer justiça com as próprias mãos. Produção da Zola Filmes, a série é baseada no romance policial de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes, lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também escrevem e produzem a atração, concebida pelo próprio Raphael Montes (que também é autor do roteiro de “Praça Paris”) e dirigida pelo cineasta José Henrique Fonseca (“Heleno”). As gravações da 2ª temporada, marcadas para o período entre setembro e novembro, cobrem apenas seis capítulos, mas há expectativa de contar com o ator para uma provável 3ª temporada.

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    Justiça suspende indenização de Felipe Castanhari a Marcius Melhem

    21 de julho de 2021 /

    Felipe Castanhari não vai mais pagar indenização a Marcius Melhem. O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) atendeu ao pedido da defesa do Youtuber e suspendeu o pagamento de R$ 100 mil. Em junho, o órgão havia determinado que Castanhari pagasse o valor, com correção monetária e juros, além de fazer uma publicação em suas redes sociais retratando-se de acusações contra o ex-diretor da TV Globo. Melhem abriu o processo em janeiro, após uma publicação de Catanhari no Twitter que dizia: “Não caiam nesse discursinho de merda do Marcius Melhem. Esse cara é um criminoso, um escroto, um assediador que merece cadeia por todo sofrimento que causou”. No mesmo mês, o TJ-SP determinou que Castanhari retirasse a publicação do ar. Mas o Youtuber acusou Melhem de promover “censura e intimidação” em novo post, o que originou nova ação. Castanhari recorreu e, na segunda-feira (19/7), houve revisão da sentença pelo juiz Valentino Aparecido de Andrade, que aceitou a apelação da defesa de Castanhari e suspendeu os efeitos da decisão em primeira instância. Marcius Melhem também abriu processos na Justiça de São Paulo e do Rio de Janeiro contra a revista Piauí, Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Marcos Veras e Dani Calabresa. No caso da revista, por publicar reportagem supostamente caluniosa e sem identificar fontes, enquanto os comediantes foram processados por repercutir as denúncias. Gentili teve ganho de causa por ter feito piadas de duplo sentido. Já a ação contra Dani Calabresa é de indenização por danos morais e materiais, considerando-a responsável pela denúncia que originou tudo. O ex-diretor do departamento de humor da Globo nega o assédio, que foi detalhado pela revista Piauí e trazido à imprensa por uma advogada que representa Calabresa e outras atrizes supostamente assediadas pelo humorista. Ao todo, oito funcionárias da Globo acusaram Melhem num processo que corre na Justiça. Tudo isso veio à tona logo após a demissão de Melhem da Globo, que encerrou uma “parceria de 17 anos de sucesso”, segundo comunicado da emissora. Melhem era responsável pela coordenação de todos os conteúdos de humor da Globo desde 2018 e, com sua saída, todos os programas humorísticos da Globo foram cancelados.

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