PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Nenhum widget encontrado na barra lateral Alt!

  • Etc,  Filme

    Bertrand Tavernier (1941 – 2021)

    25 de março de 2021 /

    O icônico cineasta Bertrand Tavernier, de filmes clássicos como “Um Sonho de Domingo” (1984) e “Por Volta da Meia-Noite” (1986), morreu nesta quinta (25/3) aos 79 anos, anunciou o Instituto Lumière, que ele presidia. A causa da morte não foi informada. Filho do escritor e combatente da resistência René Tavernier, Bertrand foi um dos principais e mais premiados diretores do cinema francês após a nouvelle vague. Seu interesse pela sétima arte começou em seus dias de estudante universitário na Sorbonne, quando entrevistou o diretor Jean-Pierre Melville. Ele acabou conseguindo trabalho como relações públicas da empresa que produziu o filme de Melville de 1962, “Técnica de um Delator”, e posteriormente se associou a um amigo para se tornar assessor de imprensa independente, trabalhando nos filmes que lhe interessavam, entre eles “O Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard. O trabalho evoluiu para a função de assistente de direção, que ele começou a exercer na Itália, fazendo sua estreia no trash “Maciste, O Gladiador de Esparta” (1964). No mesmo ano, debutou como diretor nas antologias românticas “Os Beijos” (1964) e “A Chance e o Amor” (1964). Entretanto, seu primeiro longa individual só saiu uma década depois, o complexo filme de mistério “O Relojoeiro” (1974), que venceu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim. Com os dois filmes seguintes, “Que a Festa Comece” (1975) e “O Juiz e o Assassino” (1976), chamou atenção da Academia Francesa de Cinema, vencendo consecutivamente dois prêmios César (o Oscar francês) como roteirista. Ao experimentar a ficção científica com “A Morte ao Vivo” (1980), antecipou em décadas a febre por reality shows que transformou o “Big Brother” num fenômeno. Cultuadíssimo, o filme também registrou um dos últimos papéis da estrela Romy Schneider, que morreu dois anos depois. O reconhecimento internacional veio com “A Lei de Quem Tem o Poder” (1981), indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. No filme, Philippe Noiret vivia um chefe de polícia de uma pequena cidade que decide a despachar os cidadãos indignos do lugar com sua arma. Seus filmes mais famosos vieram logo em seguida. Com “Um Sonho de Domingo” (1984), ambientado em uma casa de campo em 1912, venceu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes. E embora não tenha sido agraciado por seu trabalho em “Por Volta da Meia-Noite” (1986), sua ode definitiva ao jazz é considerada um dos melhores filmes já feitos sobre o gênero musical. A obra rendeu um Oscar ao jazzista Herbie Hancock pela Trilha Sonora, além de indicação de Melhor Ator ao mítico saxofonista Dexter Gordon. A filmografia de Tavernier seguiu produzindo filmes espetaculares, como “A Vida e Nada Mais” (1989), vencedor do BAFTA (o Oscar inglês), e “O Regresso” (1990), mas foi só com “L.627 – Corrupção Policial” (1992), um thriller com registro quase documental sobre as atividades do dia-a-dia de um pequeno e mal equipado braço do Esquadrão Antidrogas de Paris, que ele venceu o troféu principal da França, o César de Melhor Filme, além do César de Melhor Direção. O reconhecimento nacional o levou à sua primeira grande aventura de época, “A Filha de D’Artagnan” (1994), estrelada pela jovem Sophie Marceau no auge de sua popularidade. Mas após este breve desvio comercial, o cineasta voltou com tudo em “A Isca” (1995), sobre crimes de menores, que venceu o Festival de Berlim, e “Capitão Conan” (1996), drama de guerra que lhe rendeu outro César de Melhor Direção. Em “Quando Tudo Começa” (1999), Tavernier seguiu um ano na vida do diretor de uma escola em uma região economicamente falida da França e venceu o Prêmio da Crítica no Festival de Berlim e o Prêmio do Público no Festival de San Sebastian. Ele seguiu frequentando festivais no século 21, mas sem causar o mesmo frisson. Seus últimos longas de ficção foram “Passaporte para a Vida” (2002), “Holy Lola” (2004), escrito por sua filha, “Às Margens de um Crime” (2009), “A Princesa de Montpensier” (2010) e “O Palácio Francês” (2013). Pelo derradeiro, ainda voltou a vencer o César de Melhor Roteiro. Depois disso, assinou o documentário “Viagem Através do Cinema Francês”, lançado em 2016 e transformado em minissérie no ano seguinte, dedicando-se a contar a história do cinema de seu país. Cinéfilo assumido, Tavernier adorava falar da história ao cinema. Ele escreveu um guia sobre a história de Hollywood, cuja primeira edição foi chamada de “20 Anos de Cinema Americano”, mas acabou expandida em reedições para “30 Anos…” e até “50 Anos de Cinema Americano”. Ele também publico um livro de entrevistas, chamado “American Friends”, com conversas que teve com John Ford, Robert Altman, Roger Corman e “muitos outros que não haviam sido entrevistados antes”, e se dedicou à preservação de filmes clássicos, movido tanto pelo desejo de defender o cinema independente francês como pela paixão pelo cinema americano do século 20. Em 2015, foi homenageado com um Leão de Ouro especial do Festival de Veneza, pelo conjunto da obra. Tavernier foi casado com a roteirista Claudine (Colo) O’Hagen de 1965 a 1980 e deixa dois filhos cineastas, Nils Tavernier, diretor e ator, e Tiffany Tavernier, romancista, roteirista e assistente de direção.

    Leia mais
  • Filme

    Spike Lee é confirmado como presidente do júri do Festival de Cannes 2021

    16 de março de 2021 /

    O Festival de Cannes oficializou a manutenção de Spike Lee como presidente do júri da próxima edição do evento. O diretor de “Infiltrado na Klan” e “Destacamento Blood” tinha sido escolhido para presidir o júri do festival do ano passado, mas a edição de 2020 foi cancelada por causa do coronavírus. “Durante todos os meses de incerteza que enfrentamos, Spike Lee sempre nos apoiou e encorajou. Este apoio vai finalmente dar frutos, e não poderíamos ter escolhido uma personalidade mais poderosa para nos guiar por estes tempos atribulados”, disse Pierre Lescure, diretor do Festival de Cannes, em comunicado. Spike Lee será o primeiro afro-americano a ocupar a presidência do júri do festival francês. Ele terá a tarefa de suceder o diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, que presidiu a premiação com louvor em 2019, apresentando ao mundo “Parasita”, do sul-coreano Bong Joon Ho, vencedor da Palma de Ouro em 2019 e, posteriormente, do Oscar em 2020. A seleção dos filmes que disputarão a Palma de Ouro deverá será revelada em junho, assim como os nomes que acompanharão o cineasta nova-iorquino nas votações dos filmes e artistas premiados. A edição 2021 do Festival de Cannes está marcada para acontecer entre 6 e 17 de julho, dois meses após a data tradicionalmente adotada pelo evento – que costuma ser realizado em maio. Apesar de tudo estar sendo marcado, os cinemas permanecem fechados na França desde outubro, quando o país entrou num segundo lockdown como medida de prevenção contra o coronavírus.

    Leia mais
  • Etc,  Filme

    Festival de Cannes é adiado para julho

    27 de janeiro de 2021 /

    O Festival de Cannes confirmou seu adiamento para julho, devido à pandemia de Covid-19. Em comunicado, os organizadores do mais importante festival de cinema da Europa informaram nesta quarta-feira (27/1) que edição de 2021 está marcada para acontecer entre os dias 6 e 17 de julho. “Como anunciado no último outono, o Festival de Cannes se reservava o direito de mudar suas datas dependendo do avanço da situação de saúde global”, resumiu a organização em comunicado. Antes, as datas previstas eram de 11 a 22 de maio. De todo modo, trata-se de um adiamento bastante otimista, repetindo o que aconteceu no ano passado, quando os organizadores também adiaram a realização para julho. Só que a França manteve os cinemas fechados e o espaço principal do festival foi transformado em centro de atendimento a desabrigados durante a pandemia. O evento acabou cancelado e os organizadores se contentaram em listar os filmes que participariam. Após a reabertura dos cinemas e a realização do Festival de Veneza, Cannes anunciou um mini-festival em outubro, mas com outros filmes, a maioria curtas, e nenhuma repercussão. Não foi o Festival de Cannes, mas uma mostrinha. Detalhe: o final desta versão enxuta coincidiu com um novo lockdown na França. Com mais um adiamento, Cannes demonstra outra vez sua relutância em realizar uma versão virtual de sua programação. A questão é polêmica porque o festival chegou a banir os filmes da Netflix de sua competição, após pressão dos proprietários de cinemas da França, e a realização de uma versão do festival em streaming representaria uma reviravolta completa em sua posição original. Caso isso aconteça, Cannes perderá argumentos para continuar barrando produções da Netflix e de outras plataformas digitais em sua competição. E aparentemente os organizadores preferem não fazer o festival a permitir essa brecha. Vale observar que outro importante evento do cinema europeu, o Festival de Berlim, já anunciou o cancelamento de suas sessões presenciais, planejando um evento totalmente online em março.

    Leia mais
  • Etc,  Filme

    Jean-Pierre Bacri (1951 – 2021)

    19 de janeiro de 2021 /

    O premiado ator e roteirista francês Jean-Pierre Bacri, conhecido por suas parcerias com a cineasta Agnès Jaoui, morreu na segunda (18/1) em Paris após uma batalha contra o câncer, aos 69 anos. Bacri começou a ter destaque nos palcos e na telas no final da década de 1970, e tornou-se conhecido internacionalmente após aparecer como “Batman” no bem-sucedido thriller “Subway”, que fez decolar a carreira do diretor Luc Besson em 1985. O papel lhe rendeu sua primeira indicação ao César (o Oscar francês) como Melhor Ator Coadjuvante. Foi nessa época também que ele conheceu a atriz Agnès Jaoui, que se tornaria sua esposa e parceira criativa. O casal contracenou nas telas pela primeira vez em “Cuisine et Dépendances” (1993), adaptação de uma peça de teatro escrita pelos dois (vencedora do troféu Molière), que também foi o primeiro filme concebido em conjunto pela dupla, com ambos assinando juntos o roteiro. Logo, a rotina de escrever tornou-se complementar ao trabalho de interpretação para ambos. Eles receberam um grande empurrão nesta direção ao colaboraram no texto de “Smoking e No Smoking” (1993), de Alain Resnais, que venceu cinco prêmios César (o Oscar francês), entre eles o primeiro troféu de Melhor Roteiro da dupla – além de ser considerado o Melhor Filme do ano. A parceria continuou com outra adaptação de peça do casal, “Odeio te Amar” (1996), e seguiu com o musical “Amores Parisienses” (1997), que acrescentaram mais dois Césars à estante da família por seus roteiros. O último ainda rendeu o César de Melhor Ator Coadjuvante a Bacri. O casamento criativo acompanhou a evolução da carreira de Jaoui, que virou diretora a partir de “O Gosto dos Outros” (2000). Um começo e tanto, pois, além de ser premiado com o quarto César de Melhor Roteiro da dupla, foi reconhecido como Melhor Roteiro da Europa pela Academia do Cinema Europeu e indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. O trabalho de Bacri e Jaoui também rendeu aclamação no Festival de Cannes. Seu filme de 2004, “Questão de Imagem”, foi considerado o Melhor Roteiro do festival e ainda lhes deu o segundo troféu da categoria na premiação da Academia do Cinema Europeu. Os dois continuaram a trabalhar juntos, tanto na frente quanto atrás das câmeras, até “Praça Pública”, escrito e estrelado pelo casal e dirigido por Jaoui, em 2018. Depois disso, Bacri apareceu em apenas mais um filme, “Photo de Famille”, lançado no mesmo ano, antes da doença se manifestar. Um autêntico intelectual, Bacri também ficou conhecido por aparecer sempre mal-humorado na tela. Seus papéis eram geralmente personagens rudes, embora com um toque de humanidade. “Aos meus olhos, sempre desempenhei papéis diferentes. Mas não sou um cara sorridente e o que sou, como minha maneira de ver a vida, passa para a tela. Coisas alegres não me interessam, prefiro anti-heróis”, disse ele ao Le Parisien em uma entrevista de 2017. A morte do artista comoveu a França, rendendo várias homenagens, incluindo do presidente do país, Emmanuel Macron.

    Leia mais
  • Etc

    Festival de Cannes estuda adiamento para julho

    6 de janeiro de 2021 /

    O Festival Internacional de Cinema de Cannes não aconteceu em 2020 por causa da pandemia de coronavírus e corre novo risco em 2021. O evento, que é realizado tradicionalmente em maio, estuda um adiamento para escapar de novo cancelamento. Os organizadores esperam que o evento ocorra neste ano, mas ainda apostam, por enquanto, numa “esperança” de tudo dar certo, antes de tomar uma atitude mais decisiva. “Estamos avaliando novas datas entre o fim de junho e o fim de julho, caso a pandemia exija o adiamento”, afirmou uma porta-voz do evento francês nesta quarta-feira (6/1). Até o momento, a celebração cinematográfica de Cannes continua programada para acontecer entre os dias 11 e 22 de maio. No ano passado, o festival, que é considerado o mais importante do cinema mundial, teve seu espaço principal transformado em centro de atendimento a desabrigados durante a pandemia. Após optar pelo cancelamento, relutando em realizar uma versão virtual de sua programação, os organizadores chegaram a improvisar em outubro uma espécie de edição mais enxuta, com ênfase em curtas e pouca repercussão. A iniciativa aconteceu depois que o Festival de Veneza conseguiu exibir seus filmes, aproveitando o recuo da pandemia no começo do segundo semestre. Mas o final desta versão enxuta coincidiu com um novo lockdown na França. Previsto para acontecer antes de Cannes, outro importante evento do cinema europeu, o Festival de Berlim, já anunciou seu adiamento de fevereiro para março e ainda cancelou as sessões presenciais, planejando um evento totalmente online.

    Leia mais
  • Etc

    Festival de Berlim será totalmente online em 2021

    16 de dezembro de 2020 /

    O Festival de Berlim esperava repetir o milagre do Festival de Veneza e seguir como um evento presencial em fevereiro, mas a segunda onda de covid-19 na Europa jogou por terra essa esperança. Segundo os sites Variety e The Hollywood Reporter, os organizadores do festival alemão devem anunciar nesta semana o adiamento de sua 71ª edição, originalmente marcada para acontecer entre 11 a 21 de fevereiro de 2021, e a transformação de sua programação num evento exclusivamente online. Como a disparada das taxas de infecção de covid-19 na Alemanha nas últimas semanas, seguidas pelo fechamento generalizado dos cinemas do país, já havia fortes especulações de que a programação seria afetada. A situação tornou-se incontornável após esta quarta-feira (16/12), quando a Alemanha entrou em completo lockdown, fechando escolas e todo comércio não essencial. Fontes do THR indicam que o Festival de Berlim tinha planos de adiar sua edição para abril na expectativa de poder contar com público, mas o governo alemão não estava disposto a se comprometer com a data. Assim, os organizadores optaram por adiar o evento em apenas duas semanas, para o início de março, e eliminar as sessões presenciais. Refletindo os planos para as exibições de filmes, o European Film Market (EFM), evento de negócios da indústria cinematográfica que ocorre paralelamente à Berlinale, também deve seguir o mesmo modelo online. O EFM já havia anunciado planos para incorporar eventos de mercado online em sua edição de 2021, mas ainda esperava ter alguma forma de presença física. Isso agora parece improvável. O Festival de Cannes também deverá ser afetado pela expansão da pandemia, pelo segundo ano consecutivo. Provisoriamente agendado para maio, o evento francês já tem planos de se mudar para o final de junho ou início de julho se as condições de contágio da covid-19 continuarem desfavoráveis.

    Leia mais
  • Filme

    Steven Soderbergh fará continuação de Sexo, Mentiras e Videotape

    13 de dezembro de 2020 /

    O diretor Steven Soderbergh está trabalhando em uma sequência de seu primeiro longa de ficção, “Sexo, Mentiras e Videotape”, de 1989, com as atrizes Andie MacDowell e Laura San Giacomo, que retomarão seus papéis como as irmãs protagonistas da trama. Soderbergh confirmou o projeto durante uma entrevista recente à Filmmaker Magazine, realizada para divulgar sua nova comédia dramática, “Let Them All Talk”, que chega na HBO Max na quinta-feira (17/12). “Sexo, Mentiras e Videotape” estreou no Festival de Sundance de 1989, onde ganhou um prêmio do público, abrindo uma trajetória de consagração que culminou com a Palma de Ouro em Cannes e o prêmio de Melhor Ator no festival para James Spader, o protagonista masculino. Soderbergh ainda acabou indicado ao Oscar na categoria de Roteiro Original. Ele já tinha falado em maio que estava escrevendo um roteiro para a continuação da história de 31 anos atrás. Agora, conversando sobre projetos desenvolvidos durante a pandemia, aprofundou: “Quando pensei recentemente em ‘Sexo, Mentiras e Videotape’, percebi que queria ver um filme sobre as duas irmãs 30 anos depois. Uma delas teve um filho que tem quase a mesma idade que ela tinha no original. Andie [MacDowell] e Laura [San Giacomo] concordaram em fazer.” No filme original, a personagem de MacDowell é infeliz e casada com um advogado da Louisiana, retratado por Peter Gallagher, que está tendo um caso com a cunhada. O personagem errante de Spader surge como amigo de faculdade do advogado, que tem uma fascinação por gravar vídeos de entrevistas com mulheres. Ele inicia um relacionamento com MacDowell, que leva ao fim do casamento dela. Soderbergh não deu outros detalhes sobre a sequência, mas revelou outro projeto sobre seus primeiros filmes. Ele explicou que recuperou os direitos de sete de seus longas mais antigos e planeja reeditá-los para lançar uma coleção com as versões originais e as versões reeditadas. Atualmente, ele está trabalhando na edição de seu segundo longa de ficção, o thriller de mistério “Kafka” de 1991, estrelado por Jeremy Irons. “Você sabe que não leio mais o que os críticos escrevem sobre meus filmes, mas naquela época eu li, e quando olhei para ‘Kafka’ novamente, pensei que eles não tinham visto o que estava lá”, explicou ele. “É um filme para jovens e está longe de ser perfeito, mas também é um filme muito mais ambicioso do que ‘Sexo, Mentiras e Videotape’. E acho que você pode ver nisso o tipo de carreira que eu teria”, ponderou.

    Leia mais
  • Filme

    Sem Seu Sangue: Terror brasileiro ganha trailer para estreia na Netflix

    2 de novembro de 2020 /

    A Vitrine Filmes divulgou o trailer de “Sem Seu Sangue”, terror brasileiro que vai estrear na Netflix em 20 de novembro, mais de um ano depois de passar na seção Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, na Mostra de São Paulo e no Festival do Rio. O filme conta uma história de amor adolescente, entre Silvia (Luiza Kosovski), uma jovem introspectiva, e Artur (Juan Paiva), um garoto que sofre de hemofilia, doença hereditária que impede o sangue de coagular corretamente. Os dois mergulham em uma convivência intensa, interrompida por um acidente. “Sem Seu Sangue” marca a estreia em longas de Alice Furtado, que antes lançou os curtas “Duelo Antes Da Noite” e “A Rã e Deus”, mas apesar do trailer destacar elogios da crítica, o filme não se tornou exatamente uma unanimidade internacional, com 49% de aprovação no Rotten Tomatoes.

    Leia mais
  • Filme

    Festival de Cannes vai ganhar versão especial em outubro

    28 de setembro de 2020 /

    A organização do Festival de Cannes não desistiu de realizar um evento neste ano. Em comunicado desta segunda-feira (28/9), os responsáveis pelo festival francês informaram que farão uma edição especial entre os dias 27 e 29 de outubro. Ela será uma versão enxuta e centrada principalmente em curtas-metragens. Um dos mais importantes eventos cinematográficos do mundo, o festival estava originalmente programado para acontecer em maio, mas sua edição anual foi cancelada devido à pandemia de coronavírus. Diante da impossibilidade de exibir os filmes, os organizadores chegaram a anunciar a lista de filmes selecionados e firmaram parcerias com outros eventos para celebrar a resistência do cinema diante da crise sanitária. Mas a volta dos festivais, com a realização sem problemas dos eventos de Veneza, Toronto e San Sebastian, inspirou Cannes a retomar os trabalhos. Batizado de Special Cannes, o mini-festival contará com a exibição de quatro longas e todos os curtas-metragens selecionados para a mostra competitiva deste ano. Também serão exibidas as produções universitárias da seção Cinéfondation, que tradicionalmente acontece em paralelo com o evento principal. A competição ainda terá um júri que concederá a Palma de Ouro de curtas-metragens. Os quatro longas que compõem a programação deste mini-festival são “Un Triomphe”, de Emmanuel Courcol e Kad Merad, “Les Deux Alfred”, de Bruno Podalydès, “True Mothers”, de Naomi Kawase, e “Beginning”, de Déa Kulumbegashvili. “A coleção de quatro filmes da seleção oficial, a competição de curtas, a competição de filmes universitários e os encontros traduzem a alegria que nós sentimos por estarmos juntos em Cannes em outubro”, afirmou Thierry Frémaux, diretor do festival, em nota. O evento também aproveitou para confirmar que sua edição de 2021 segue planejada para acontecer entre os dias 11 e 22 de maio.

    Leia mais
  • Filme

    É Tudo Verdade: Festival de documentários recomeça com filme premiado em Cannes

    23 de setembro de 2020 /

    A 25ª edição do É Tudo Verdade, maior festival de documentário da América Latina, abre a segunda fase de sua programação nesta quarta (23/9) com a exibição de “A Cordilheira dos Sonhos”, do chileno Patrício Guzmán, filme premiado no Festival de Cannes passado. Ele será exibido em sessão para convidados no Drive-in Belas Artes, em São Paulo, e disponibilizado em streaming a partir das 20h30 como parte da mostra online, que vai até o dia 4 de outubro, e apresentará um total de 61 títulos, entre longas e curtas-metragens, espalhados por mostras competitivas e informativas. Em sua fase inicial, realizada entre 25 de março e 15 de abril passado, o festival já apresentou 30 títulos, entre filmes e séries. Um dos principais títulos do evento, o filme de Guzmán fecha uma trilogia formada ainda por “Nostalgia da Luz” (2012) e “O Botão de Pérola” (2015) num ensaio entre o memorialístico e o político sobre os avanços sociais do governo Allende (1970-1973), a repressão brutal da ditadura Pinochet (1973-1990) e a dura herança atual da política econômica desenvolvida no período autoritário do Chile. Outros filmes estrangeiros bem cotados da programação incluem “Forman vs. Forman”, um tributo a Milos Forman, cineasta tcheco responsável por filmes como “Um Estranho no Ninho” (1975) e “Amadeus” (1984), “Golpe 53”, de Taghi Amirani, que analisa o golpe anglo-americano no Irã, e “1982”, de Lucas Gallo, que usa trechos do programa de TV “60 Minutos” para refletir sobre a “guerra das Malvinas”, declarada pela ditadura argentina contra o Reino Unido pelo controle das Ilhas Falkland. Na lista de filmes nacionais, destacam-se ainda “Libelu — Abaixo a Ditadura”, de Diógenes Muniz, sobre a história do grupo de jovens trotskistas que enfrentaram a ditadura no Brasil, “Jair Rodrigues — Deixa que Digam”, de Rubens Rewald, que retrata o artista e o país, “Os Quatro Paralamas”, de Roberto Berliner e Paschoal Samora, sobre a relação de amizade entre os Os Paralamas do Sucesso e o empresário do grupo, e “Utopia Distopia”, em que Jorge Bodanzky revive o período em que cursou a Universidade de Brasília para apresentar um painel da juventude nos anos 1960. O festival se encerra em outubro com a exibição de “Wim Wenders, Desperado”, documentário sobre o diretor alemão de “Paris, Texas” (1984) e “Asas do Desejo” (1987), dirigido pela dupla Eric Friedler e Andreas Frege. Toda a programação estará disponível em plataformas de streaming, de forma gratuita, mas com horários específicos como se fossem sessões de cinema convencional. Maiores informações e acessos aos filmes podem ser encontrados no site oficial: etudoverdade.com.br.

    Leia mais
  • Etc

    Diretor do Festival de Cannes protesta contra situação da Cinemateca Brasileira

    6 de setembro de 2020 /

    O diretor do Festival de Cannes, o francês Thierry Frémaux, prestou solidariedade à Cinemateca Brasileira durante evento neste fim de semana no Festival de Veneza, em que considerou o desgoverno do presidente Jair Bolsonaro como uma ameaça à Cultura. “Quero expressar meu apoio à Cinemateca Brasileira, ameaçada pelo atual governo”, disse ele, em entrevista coletiva com a participação dos diretores dos sete maiores festivais de cinema da Europa. A Cinemateca deixou de receber repasses federais em dezembro, quando o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, encerrou o contrato da Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto) para a realização da TV Escola. Como o contrato de administração da Cinemateca era um aditivo desse outro, a situação se tornou um imbróglio jurídico. A Acerp entendeu que a parceria não poderia ser rompida, porque o acordo original para que cuidasse da Cinemateca iria até março de 2021, e continuou a administrar a entidade com recursos do próprio caixa. Por conta disso, alega que o governo lhe deve R$ 14 milhões, correspondentes aos valores não repassados desde dezembro e a um montante não recebido ainda em 2019, quando o contrato estava vigente. Segundo a OS, ao longo de 2019, dos R$ 13 milhões do orçamento, o governo entregou à Acerp só R$ 7 milhões. O objetivo da secretaria de Cultura, ao congelar o repasse, teria sido justamente inviabilizar o funcionamento da Cinemateca para ser “forçada” pelas “circunstâncias” a assumir o controle administrativo da entidade. No início de agosto, as chaves da Cinemateca Brasileira foram entregues à União e todo corpo técnico da instituição foi demitido. O caso ganhou repercussão internacional e se tornou símbolo da falta de política cultural do governo Bolsonaro – ou da própria política cultural, que é simplesmente destruir tudo. A instituição de 70 anos tem um acervo que inclui mais de 30 mil títulos sobre a televisão e o cinema brasileiros e cerca de 250 mil rolos de filmes.

    Leia mais
  • Filme

    Diretora de A Despedida pode fazer remake de Pais e Filhos, de Hirokazu Kore-eda

    15 de agosto de 2020 /

    A Variety publicou que a diretora Lulu Wang, consagrada com “A Despedida”, vai filmar um adaptação de “Pais e Filhos”, longa japonês de Hirokazu Kore-eda que venceu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2013. Mas após a publicação, Wang foi ao Twitter demonstrar frustração pelo vazamento da informação. “É irritante, porque acontece fora de contexto e sem qualquer perspectiva relevante”, ela desabafou, avisando que quem quiser saber o que ela pretende filmar tem apenas que ligar pra ela. Ela ainda acrescentou que não acredita em remakes. Os direitos do remake estavam com Steven Spielberg, que premiou “Pais e Filhos” quando foi presidente do júri de Cannes, mas o projeto nunca avançou além da fase de autorização da refilmagem. Segundo a Variety, a produção não teria relação com Spielberg e estaria sendo tocada pela Focus Features, com o roteiro assinado pela dramaturga Sarah Ruhl (do vindouro “The Glorias”). Vale observar que o IMDb lista Ruhl como roteirista num projeto sem título de Lulu Wang. O filme anterior de Wang foi um dos grandes destaques da temporada de prêmios de 2020. Entre outros, “A Despedida” venceu o troféu de Melhor Filme Indie do ano no Film Independent Spirit Awards, além de ter rendido um Globo de Ouro para sua estrela, Awkwafina. Wang também deve escrever, dirigir e produzir a série “The Expatriates” com Nicole Kidman na Amazon. P.S. I don’t believe in “remakes”. I’ll leave it at that for now. — Lulu Wang (@thumbelulu) August 12, 2020

    Leia mais
  • Filme,  Série

    Small Axe: Série de filmes de Steve McQueen sobre luta racial ganha primeiro trailer

    10 de agosto de 2020 /

    A Amazon divulgou o primeiro trailer de “Small Axe”, que apresenta a “série” como uma coleção de cinco filmes dirigidos por Steve McQueen, o cineasta de “12 Anos de Escravidão”. O vídeo foi divulgado no domingo (9/8), data em que se completou 50 anos do evento que ele retrata. Todos os filmes abordarão a luta racial no Reino Unido entre os anos 1960 e 1980, muitas vezes contando com os mesmos personagens. O primeiro vai se chamar “Mangrove”, sobre protestos antirracistas que uniram comunidades oprimidas em Londres em agosto de 1970. Naquele mês, negros e imigrantes sul-asiáticos marcharam juntos em direção a delegacias de polícia, denunciando a brutalidade dos oficiais contra as comunidades não-brancas britânicas. Nove dos líderes ativistas acabaram presos, incluindo os três sócios do restaurante Mangrove, cuja invasão pela polícia foi o estopim para os protestos. O julgamento marcou época. O elenco destaca Letitia Wright (a Shuri de “Pantera Negra”) como líder dos ativistas que protestam contra o racismo policial, além de Shaun Parkes (“Perdidos no Espaço”), Malachi Kirby (“Raízes”), Rochenda Sandall (“Line of Duty”), Jack Lowden (“Duas Rainhas”), Sam Spruell (“The Bastard Executioner”), Gershwyn Eustache Jr. (“Britannia”) e Gary Beadle (“No Coração do Mar”). Apropriadamente, o título do projeto deriva de um provérbio africano usado em todo o Caribe e que ficou famoso ao ser cantado por Bob Marley em 1973: “Se você é a árvore grande, nós somos o machado pequeno” (small axe). “Small Axe” é uma coprodução entre a Amazon e a ABC, e os outros filmes da coleção são intitulados “Lovers Rock”, “Alex Wheatle”, “Education” e “Red, White and Blue”, que é estrelado por John Boyega (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”). “Mangrove” deveria ter sido exibido no cancelado Festival de Cannes. Agora vai abrir o Festival de Nova York, junto com “Lovers Rock” e “Red, White and Blue”, no dia 25 de setembro. A previsão é que eles sejam lançados logo em seguida na BBC e na Amazon.

    Leia mais
 Mais Pipoca
Mais Pipoca 
@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie