O Grinch supera expectativas e antecipa o Natal nas bilheterias da América do Norte
A animação “O Grinch” comemorou o Natal mais cedo neste ano, ao roubar as bilheterias do final de semana na América do Norte. Superando expectativas, a estreia arrecadou US$ 66 milhões. Seu sucesso monopolizou o público infantil, prejudicando ainda mais o desempenho de “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos”, um dos piores rendimentos da Disney neste ano, que em dez dias acumulou US$ 35,2 milhões. Vai dar prejuízo. Mas o estúdio do Mickey prepara o troco com o lançamento de “Wi-Fi Ralph: Quebrando a Internet” em duas semanas. Isso significa que “O Grinch” tem apenas mais um fim de semana livre de concorrência. Líder na semana passada, “Bohemian Rhapsody”, que conta a história de Freddie Mercury, manteve o bom desempenho com mais US$ 30 milhões nos últimos três dias, fazendo sua bilheteria total atingir US$ 100 milhões na América do Norte. O 3º lugar ficou com outro filme estreante, o terror “Operação Overlord”, que faturou US$ 10,1 milhões. Filme mais bem-avaliado pela crítica na programação, foi produzido por J.J. Abrams (diretor de “Star Wars: O Despertar da Força”) com um orçamento relativamente baixo, de R$ 38 milhões, que deve ser coberto com o mercado internacional. “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos” ficou com o 4º lugar e o Top 5 se completa com a decepção de “Millennium: A Garota na Teia de Aranha”. O longa arrecadou US$ 8 milhões, estreando abaixo do filme de David Fincher, “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, que fez US$ 12,7 milhões em 2011. Para piorar, a continuação foi destruída pela crítica, com 44% de aprovação no Rotten Tomatoes. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. O Grinch Fim de semana: US$ 66m Total EUA e Canadá: 66m Total Mundo: US$ 78,7m 2. Bohemian Rhapsody Fim de semana: US$ 30,8m Total EUA e Canadá: US$ 100m Total Mundo: US$ 285,2m 3. Operação Overlord Fim de semana: US$ 10,1m Total EUA e Canadá: US$ 10,1m Total Mundo: US$ 19,3m 4. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos Fim de semana: US$ 9,5m Total EUA e Canadá: US$ 35,2m Total Mundo: US$ 96,6m 5. Millennium: A Garota na Teia de Aranha Fim de semana: US$ 8m Total EUA e Canadá: US$ 8m Total Mundo: US$ 16,3m 6. Nasce uma Estrela Fim de semana: US$ 8m Total EUA e Canadá: US$ 178m Total Mundo: US$ 322,8m 7. Nobody’s Fool Fim de semana: US$ 6,5m Total EUA e Canadá: US$ 24,2m Total Mundo: US$ 24,5m 8. Venom Fim de semana: US$ 4,8m Total EUA e Canadá: US$ 206,2m Total Mundo: US$ 673,5m 9. Halloween Fim de semana: US$ 3,8m Total EUA e Canadá: US$ 156,8m Total Mundo: US$ 245,5m 10. O Ódio que Você Semeia Fim de semana: US$ 2m Total EUA e Canadá: US$ 26,7m Total Mundo: US$ 28,8m
Comédia adolescente Quase 18 pode virar série do YouTube Premium
O YouTube Premium encomendou a produção do piloto de uma série baseada em “Quase 18” (The Edge of Seventeen), excelente comédia adolescente estrelada por Hailee Steinfeld (“A Escolha Perfeita 2”) em 2016. A adaptação está sendo desenvolvida por Annabel Oakes, que escreveu episódios de “Awkward.” e “Atypical”, duas séries de temática complementar. Em comunicado, ela descreve o projeto como “uma subversão daquilo que é esperado em séries de adolescentes”. Considerada uma das melhores surpresas de 2016, “Quase 18” foi um apoteose de humor adolescente amargo, cínico e autodepreciativo, como nos bons clássicos de John Hughes dos anos 1980, representado por uma adolescente em crise eterna, vivida por Hailee Steinfeld. Desinteressante, sem muitas amizades ou atrativos, ela sofre por ter um irmão perfeito (Blake Jenner, da série “Glee”), que todos adoram, inclusive sua melhor amiga (Haley Lu Richardson, da série “Ravenswood”), que vira ex-amiga quando começa a namorá-lo. A partir daí, sentindo-se traída e abandonada, ela toma uma série de decisões que só pioram a situação. Sem ninguém com quem desabafar, só lhe resta conversar com o professor (Woody Harrelson, de “Jogos Vorazes”) que se vê forçado a lhe dar mais atenção que a própria mãe dela (Kyra Sedgwick, da série “Closer”). Primeiro filme dirigido por Kelly Fremon, que antes só tinha roteirizado a comédia “Recém-Formada” (2009), “Quase 18” recebeu elogios rasgados da crítica. Com 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes, foi uma das estreias mais bem cotadas de 2016 e provavelmente a melhor comédia sobre a vida no colegial (A.K.A. Ensino Médio) desde “A Mentira” (2010), com quem compartilha muitos temas. O piloto precisa ser aprovado para a adaptação do filme virar série. Relembre abaixo o trailer do filme.
Trailer de Minha Vida em Marte repete fórmula das continuações brasileiras e leva história para os EUA
A Downtown Filmes divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Minha Vida em Marte”, continuação de “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!” (2014). E dá tristeza ver que a trama desmonta tudo o que foi feito no primeiro filme para mostrar a personagem de Mônica Martelli novamente em busca de homem – sério, ainda que supostamente cômico. Essa reprise da mesma história é a explicação arranjada pelo roteiro para dar mais destaque ao amigo gay, vivido por Paulo Gustavo. Soa forçado, mas nem tanto quanto a viagem aos Estados Unidos que parece ser contratualmente obrigatória em toda continuação de comédia brasileira que se preze – repetindo “De Pernas pro Ar 2”, “Até que a Sorte nos Separe 2” e “S.O.S.: Mulheres ao Mar 2”. Virou a fórmula-padrão. Com direção de Susana Garcia, irmã de Mônica, que estreia na função após ser co-roteirista do primeiro filme, “Minha Vida em Marte” ainda traz no elenco Marcos Palmeira, com quem Mônica tinha ficado na história original, além do português Ricardo Pereira (da novela “Deus Salve o Rei”), Heitor Martinez (“Os Dez Mandamentos”), Fiorella Mattheis (“Vai que Cola”) e a ubíqua Anitta (“Meus Quinze Anos”). A estreia está marcada para 27 de dezembro.
Trailer legendado de A Princesa e a Plebeia traz Vanessa Hudgens em papel duplo
A Netflix divulgou o pôster, fotos e o trailer legendado de mais uma comédia romântica adolescente, “A Princesa e a Plebeia” (The Princess Switch). A prévia revela uma versão moderna da famosa fábula de Mark Twain, “O Príncipe e o Mendigo”, que mostra o que acontece quando uma turista americana troca de lugar com uma nobre europeia para que esta possa descobrir como é viver longe das regras da monarquia. A ex-estrelinha da Disney Vanessa Hudgens (de três “High School Musical”) estrela a produção no papel duplo do título, e obviamente encontra o romance também em dose dupla, incorporado por Sam Palladio (“Nashville”) e Nick Sagar (“Caçadores de Sombras”). Quem assina a trama é a veterana roteirista de TV Robin Bernheim, dividindo créditos com sua assistente Megan Metzger. As duas trabalharam juntas com o diretor Mike Rohl na produção canadense “Quando Chama o Coração: A Série”. A estreia está marcada para 16 de novembro na Netflix.
Sacha Baron Cohen volta a viver Borat para zoar eleitores de Trump na TV americana
Sacha Baron Cohen retomou seu personagem Borat para zoar os eleitores de Trump, numa gravação ao estilo do filme de 2006, exibida no programa “Jimmy Kimmel Live!” na noite de terça-feira (6/11). Ele voltou ao famoso bigode e guarda-roupa beje do repórter do Cazaquistão para apoiar o partido do presidente Trump em locais de votação marcados por eleitores conservadores, no dia em que aconteceram eleições nos Estados Unidos. Veja abaixo. Em sua primeira visita a um eleitor de Trump, uma mulher atendeu a porta, o que levou Borat a perguntar sobre o “homem da casa”. Quando a mulher respondeu que só ela estava em casa, ele quis saber: “Há alguém nesta casa que possa votar?” Quando ela disse que podia, ele respondeu: “Não é contra a lei? Hm”. No decorrer da conversa, a mulher provou ser uma defensora da polêmica política de “tolerância zero” da Trump, que separava as crianças que haviam entrado ilegalmente nos EUA de seus pais. “É como um acampamento”, disse ela a Borat. “Trump os alimenta três vezes ao dia como ele faz com seus próprios filhos”. Ela chamou Trump de “humanitário”. Em outra parada, um defensor de Trump corrigiu a forma como Borat chamava Trump de “Premier”. “Bem, é o presidente Trump”, disse ele. Borat pressionou o homem sobre se considerava Trump racista, mas o homem afirmou que ele não era. “Eu sou racista e ele é bonzinho”, disse Cohen. No final, ele pediu para usar o banheiro do homem e reapareceu vestindo apenas uma toalha e escovando os dentes. Borat subseqüentemente foi a área de votação. “É bom ver a democracia em ação. Só que não”, afirmou. Citando pesquisas de que a maioria dos judeus americanos votam em democratas, ele colocou bacon nas calçadas e tentou impedir um judeu ortodoxo. “Você não passará”. O homem não lhe deu atenção. Ele também perguntou a um homem perto do local de votação se ele votou “republicano ou judeu” e, em seguida, fez uma pergunta sobre os órgãos genitais de Melania Trump que o homem se recusou a responder. Borat terminou sua aparição, chamando o programa de Kimmel. “Agora, é com você, Jimmy, seu pequeno elitista, porta-voz judeu globalista de Hollywood”. Desde o fenômeno de popularidade do filme de Borat, baseado no personagem criado por Cohen no programa britânico de TV “The Ali G Show”, ele só tinha revivido o personagem uma única vez, e também foi em “Jimmy Kimmel Live!”, em 2015. Neste ano, ele voltou a chamar atenção com seus personagens inusitados no programa “Who Is America?”, em que levou políticos de direita a passarem verdadeiros ridículos, em pegadinhas que entraram para a história da televisão americana.
The Ballad of Buster Scruggs: Comédia western dos irmãos Coen ganha segundo trailer e 13 fotos
A Netflix divulgou 13 fotos e o segundo trailer de “The Ballad of Buster Scruggs”, filme dirigido pelos irmãos Joel e Ethan Coen (“Ave, César!”), que venceu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza 2018. Ainda sem legendas, o vídeo também reforça que o lançamento vai chegar aos cinemas americanos uma semana antes do streaming. Originalmente planejado como uma série, o filme é uma antologia que reúne seis histórias independentes do Velho Oeste, todas conectadas ao personagem título Buster Scruggs, interpretado por Tim Blake Nelson (“E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?”). A volta dos Coen ao western, após o sucesso de “Bravura Indômita” (2010), se dá em tom de sátira com uma comédia mordaz, que lida com os exageros dos mitos do Velho Oeste – inclusive os hollywoodianos, como o “cowboy cantor” – e inclui em seu elenco James Franco (“Artista do Desastre”), Liam Neeson (“Busca Implacável”), Brendan Gleeson (“O Guarda”), Zoe Kazan (“Ruby Sparks”) e o músico Tom Waits (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”). A estreia está marcada para 16 de novembro em streaming.
Série derivada do filme O que Fazemos nas Sombras ganha primeiros teasers
O canal pago FX divulgou os primeiros teasers da série baseada na comédia vampírica “O que Fazemos nas Sombras” (What We Do in the Shadows), criada pelos mesmos responsáveis pelo filme: Taika Waititi, que ganhou proeminência após dirigir “Thor: Ragnarok”, e Jemaine Clement, visto em outro projeto recente da Marvel, como ator na série “Legion”. Os dois colaboraram na direção, no roteiro e estrelaram a produção original, concebida como um falso documentário sobre o cotidiano de vampiros neozelandeses. “O que Fazemos nas Sombras” venceu diversos festivais, como Sitges, o mais famoso dos eventos internacionais do cinema fantástico, e a mostra Midnight Madness, do Festival de Toronto. No filme, uma equipe de documentaristas era convidada por um trio de vampiros a ter acesso exclusivo a seu mundo secreto. Mas em vez de captar momentos tensos e aterrorizantes, eles acabam testemunhando vampiros que fazem tricô e tarefas domésticas, como passar aspirador de pó – mas nunca lavar as louças, que se acumulam há séculos. Mesmo quando saem para a noite, eles não provocam medo nem fazem sucesso com as mulheres, encontrando grande dificuldade para entrar em bares sem serem convidados. A série será bem diferente. Para começar, os protagonistas não serão três vampiros preguiçosos, mas dois vampiros e uma vampira que não aceita desaforos. E ainda haverá um assistente humano, similar ao melhor amigo de um dos vampiros no longa-metragem. Além disso, vai se passar em Nova York. O elenco é formado por Matt Berry (da saudosa série “The IT Crowd”), Natasia Demetriou (“Year Friends”), Kayvan Novak (“As Aventuras de Paddington”) e Harvey Guillen (“The Magicians”). Waititi assinou o piloto aprovado, que será exibido como primeiro episódio da série, ainda sem previsão de estreia. Além desta série, “O que Fazemos nas Sombras” também rendeu outra produção derivada na TV neozelandesa: “Wellington Paranormal”, que acompanha os policiais Karen (vivida por Karen O’Leary) e Mike (Mike Minogue), responsáveis por manter os humanos a salvo de todos as atividades sobrenaturais que ocorrem em sua cidade. Foi ao ar entre julho e agosto no canal neozelandês TVNZ 2.
Bohemian Rhapsody supera expectativas com US$ 50 milhões nas bilheterias da América do Norte
A estreia de “Bohemian Rhapsody” superou as expectativas, conquistando US$ 50 milhões nas bilheterias da América do Norte e US$ 141 milhões em todo o mundo neste fim de semana. Trata-se da segunda maior estreia de uma cinebiografia musical no mercado norte-americano, atrás apenas dos US$ 60 milhões de “Straight Outta Compton: A História do NWA”, lançada em 2015. O filme sobreviveu a bastidores tumultuados para conseguir sua façanha. O diretor Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) sumiu na reta final das filmagens e acabou demitido. Apesar de ser creditado como único diretor do longa, o trabalho foi completado por Dexter Fletcher (“Voando Alto”). Além disso, as críticas se dividiram, com 56% de aprovação no Rotten Tomatoes. Embora com aplausos para a interpretação de Rami Malek (“Mr. Robot”) como Freddie Mercury, grande destaque do longa, a cinebiografia foi considerada muito superficial. Produzida pelos músicos da banda, deixou as polêmicas de lado, em especial a vida desregrada do cantor, que o levou a se contaminar e morrer de Aids, e preferiu destacar sua antiga relação heterossexual em vez do parceiro do final de sua vida. Em compensação, os fãs do Queen foram servidos com um repertório clássico fantástico e recriações de shows marcantes da carreira da banda. Até com exagero. A certa altura, a impressão chega a ser de um documentário sobre o Live Aid, por exemplo. O bom desempenho do filme também marcou a segunda maior abertura da Fox no ano, atrás de “Deadpool 2” (US$ 125,5 milhões), e serve de canto de despedida do estúdio como produtora independente. Os próximos lançamentos da Fox já devem ser distribuídos pela Disney. A própria Disney ficou em 2º lugar com “O Quebra – Nozes e os Quatro Reinos”, fábula infantil destruída pela crítica (34% no Rotten Tomatoes), que abriu em sentido oposto ao de “Bohemian Rhapsody”, muito abaixo das expectativas, com US$ 20 milhões, depois de custar US$ 125 milhões de produção. Trata-se da pior estréia doméstica da Disney em mais de dois anos, excluindo documentários. Mas isto não é o mais alarmante. Todos os lançamentos de 2018 do estúdio Walt Disney Pictures deram prejuízo, mostrando como o conglomerado depende da Marvel. Os demais foram “Uma Dobra no Tempo” e “Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível”. Assim, a expectativa está agora voltada para “O Retorno de Mary Poppins”, que chega aos cinemas em 20 de dezembro. Outra estreia ocupou o 3º lugar: “Nobody’s Fool”, novo filme de Tyler Perry estrelado por Tiffany Haddish, que fez US$ 14 milhões. O valor também representa uma das piores aberturas da carreira do diretor, mas as críticas se mantiveram na média – negativa – com execráveis 25%. Com isso, “Nasce uma Estrela” caiu para o 4º lugar e “Halloween” desabou, saindo do 1º para o 5º lugar em sua terceira semana em cartaz. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Bohemian Rhapsody Fim de semana: US$ 50m Total EUA e Canadá: 50m Total Mundo: US$ 141,7m 2. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos Fim de semana: US$ 20m Total EUA e Canadá: US$ 20m Total Mundo: US$ 58,5m 3. Nobody’s Fool Fim de semana: US$ 14m Total EUA e Canadá: US$ 14m Total Mundo: US$ 14,2m 4. Nasce uma Estrela Fim de semana: US$ 11,1m Total EUA e Canadá: US$ 165,6m Total Mundo: US$ 293,9m 5. Halloween Fim de semana: US$ 11m Total EUA e Canadá: US$ 150,4m Total Mundo: US$ 229,6m 6. Venom Fim de semana: US$ 198,6m Total EUA e Canadá: US$ 198,6m Total Mundo: US$ 541,5m 7. PéPequeno Fim de semana: US$ 3,8m Total EUA e Canadá: US$ 77,4m Total Mundo: US$ 192,6m 8. Goosebumps 2 – Halloween Assombrado Fim de semana: US$ 3,7m Total EUA e Canadá: US$ 43,8m Total Mundo: US$ 82,4m 9. Fúria em Alto Mar Fim de semana: US$ 3,5m Total EUA e Canadá: US$ 12,9m Total Mundo: US$ 21,5m 10. O Ódio que Você Semeia Fim de semana: US$ 3,4m Total EUA e Canadá: US$ 23,4m Total Mundo: US$ 25,5m
Cinema brasileiro bate recorde de ingressos vendidos em 2018
Há dois meses do final do ano, o público de cinema nacional já superou os números de 2017, registrando recorde de ingressos vendidos. Segundo o site Filme B, 21,2 milhões de pessoas viram filmes brasileiros em 2018, contra 18,5 milhões no ano passado. O curioso é que, mesmo com mais público, o cinema nacional não conseguiu bater o recorde de arrecadação do ano passado. A culpa é de um filme. A produção mais vista do ano, “Nada a Perder”, cinebiografia do Bispo Edir Macedo, teve ingressos vendidos com valor abaixo da média do mercado. Vários lotes foram arrecadas por pessoas ligadas à Igreja Universal com descontos. Isto explica o sucesso do filme. E também porque, enquanto em 2017 o cinema nacional arrecadou R$ 253 milhões, neste ano a arrecadação está em R$ 247 milhões, com quase 15% mais público. Além de “Nada a Perder”, só dois outros filmes nacionais venderam mais de 2 milhão de ingressos: as comédia “Os Farofeiros”, com 2,6 milhões e “Fala Sério, Mãe!”, com 2,4 milhões. Depois disso, a diferença é brutal. O Top 5 não tem mais nenhum filme visto por mais de 1 milhão de pessoas. A lista dos mais assistidos se completa com “Tudo por um Pop Star” (939 mil) e “Uma Quase Dupla” (636 mil).
Pedro Carlos Rovai (1938 – 2018)
O cineasta Pedro Carlos Rovai morreu na madrugada de quinta-feira (1/11), no Rio, em consequência de complicações de um câncer. Ele tinha 80 anos e uma longa carreira como produtor e diretor de filmes brasileiros. Seu nome está ligado tanto à explosão da pornochanchada quanto ao surgimento das franquias infantis no cinema nacional, além ter sido pioneiro da atual fase de comédias românticas comerciais e ter produzido grandes sucessos teatrais. Natural de Ourinhos, no interior de São Paulo, Rovai praticamente inventou o gênero conhecido como pornochanchada ao dirigir, escrever e produzir “Adultério à Brasileira” em 1969. O filme era, na verdade, uma antologia à italiana, juntando três histórias cômicas com teor sexual, como vinha sendo feito com sucesso no cinema italiano da época. A produção inspirou novas antologias sensuais, como “Lua-de-Mel e Amendoim” (1971) e “Os Mansos” (1972), que contaram com segmentos realizado por Rovai, e demonstrou a viabilidade das comédias sexuais no país. O próprio Rovai assinou um dos maiores sucessos do gênero, “Ainda Agarro esta Vizinha” (1974), inspirado em texto de Oduvaldo Vianna Filho (criador de “A Grande Família”) e estrelado por Adriana Prieto (dos clássicos “Os Paqueras” e “Lúcia McCartney, Uma Garota de Programa”), que ele também dirigiu em “A Viúva Virgem” (1972). Visto por mais de 4 milhões de pessoas, “Ainda Agarro esta Vizinha” se tornou uma das maiores bilheterias da época, mostrando o microcosmo de um prédio de Copacabana, habitado pela vizinha gostosa, um redator publicitário, um mágico sem talento e um porteiro gay, entre outros. A partir do sucesso desse filme, ele passou a se dedicar à carreira de produtor, tornando-se um dos mais prolíficos da pornochanchada e se destacando pela variedade de temas, da comédia explícita, como “Eu Dou o que Ela Gosta” (1975), do especialista Braz Chediak, ao thriller “Ariella” (1980), adaptação do romance de Cassandra Rios. Suas produções atingiram refinamento que transcenderam o rótulo de pornochanchada, resultado em clássicos como “Bonitinha, mas Ordinária” (1981), adaptação de Nelson Rodrigues com Lucélia Santos e direção de Chediak. Ele tentou acompanhar as mudanças de rumo do mercado, dirigindo o musical “Amante Latino” (1979), estrelado pelo cantor Sidney Magal, mas após a produção de “Beijo na Boca” (1982), com Claudia Ohana e direção de Paulo Sérgio de Almeida, seu ímpeto foi tolhido pela estagnação comercial do cinema brasileiro. Mas isso não o tirou de cena, apenas mudou seu cenário. Ele trocou as câmeras pelos palcos de teatro, ao produzir mais de 12 peças, como “A Gaiola das Loucas”, com Vera Gimenez, e “Piaf”, com Bibi Ferreira, a maior parte delas nos anos 1980. Rovai só foi voltar ao cinema após a chamada Retomada, e visando público completamente diferente daquele que o consagrou. Em 2000, ele produziu “Tainá – Uma Aventura na Amazônia”, sobre as aventuras infantis de uma indiazinha amazônica. E novamente encontrou sucesso, tanto que o título virou uma trilogia, com os lançamentos de “Tainá 2 – A Aventura Continua” (2005) e “Tainá – A Origem” (2013), inaugurando o filão das franquias infantis bem antes dos filmes derivados da novelinha “Carrossel”. O passo seguinte foi voltar à direção, com “As Tranças de Maria” (2003), baseado em conto-poema de Cora Coralina, mas, embora premiado em festivais do Nordeste, a falta de sucesso comercial desestimulou Rovai a continuar filmando. Foi seu último trabalho como diretor. Mas ele ainda seguiu investindo com êxito na produção, realizando os dois filmes da franquia “Qualquer Gato Vira-Lata”, estrelados por Cleo Pires. O primeiro, de 2012, pegou o começo da explosão das comédias românticas, mostrando que Rovai continuava antenado às tendências do mercado. Para completar, também produziu a obra-prima “O Outro Lado do Paraíso” (2015), drama premiado de André Ristum sobre a construção de Brasília, estrelado por Eduardo Moscóvis, que acumulou troféus nos festivais de Gramado, Brasília e no exterior. Pedro Carlos Rovai continuava em plena atividade e absolutamente relevante aos 80 anos.
HBO renova Divorce para a 3ª temporada
A HBO vai estender o divórcio de Sarah Jessica Parker por mais um ano. O canal pago renovou a série “Divorce” para sua 3ª temporada, apesar da baixa audiência – média de 500 mil telespectadores ao vivo. Criada por Sharon Horgan (série “Pulling”), “Divorce” se passa em Nova York e acompanha um processo de divórcio muito longo – que já vai para o terceiro ano. A trama é centrada em Parker, que, após decidir se separar, percebe que a vida de divorciada é mais difícil que pensava. “Divorce” marca a volta de Sarah Jessica Parker a HBO, 12 anos após o fim da série “Sex And The City” (1998-2004). Seu ex-marido é vivido por Thomas Haden Church (“Compramos um Zoológico”) e o elenco também inclui Molly Shannon (série “Enlightened”), Talia Balsam (série “Mad Men”), Sterling Jerins (“Inovocação do Mal 2”) e Tracy Letts (série “Homeland”). Além destes, Becki Newton (“Ugly Betty”), introduzida como intérprete recorrente na 2ª temporada, integrará o elenco fixo dos próximos episódios.
Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson vão estrelar continuação de Dupla Explosiva
A comédia de ação “Dupla Explosiva”, estrelada por Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson, que ficou quatro semanas em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte no ano passado, vai ganhar continuação. A Lionsgate encomendou um novo roteiro aos irmãos Brandon e Phillip Murphy, que estiveram na Black List de 2014 pelo roteiro não filmado do terror “The Bringing”, e o diretor Patrick Hughes, que assinou o original, vai retornar à sua função no novo filme. Em “Dupla Explosiva”, Reynolds viveu um guarda-costas contratado para proteger uma testemunha de um crime. O detalhe é que a testemunha não é indefesa nem gosta de ser protegida. O homem desaforado (Jackson) é um matador profissional, que se tornou alvo de vários outros assassinos. O trabalho evolve sobreviver a muitos tiros, perseguições e explosões, além de piadinhas. A continuação contará com a mesma dupla. Desta vez, o personagem de Reynolds será contatado por Jackson e por sua esposa, interpretada por Salma Hayek, que também apareceu no longa original. O casal quer que o guarda-costas se junte a eles em uma missão nas praias de Amalfi, na Itália. As filmagens devem começar em março e ainda não há uma data de estreia definida.
Danilo Gentili é Caça-Fantasmas trash no trailer de Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro
Danilo Gentili divulgou o trailer de seu novo filme, “Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro”. A prévia mostra como ele e os humoristas de seu programa noturno (Murilo Couto e Léo Lins) resolvem copiar a ideia de Caça-Fantasmas e recrutam Dani Calabreza, Antonio Tabet, Sikêra Júnior, Ratinho e dois atores mirins de “Carrossel” (Jean Paulo Campos e Mateus Ueta) para brincar de cinema. Com alguns vários milhões de dólares a menos que o original americano, mas com todo o sangue que produções infantis não costumam esguichar, os Caça-Toscos têm até carro personalizado para até o local onde há uma aparição de fantasma. A trama se passa numa escola, como o filme anterior de Gentilli, e novamente demonstra fixação pelo banheiro do local. Vá saber que traumas essa obsessão exorciza. De resto, há tombos, gritaria, palavrões, sustos e sangue para todo o lado. Mas é uma comédia, juram os envolvidos. Também foi divulgado o pôster da produção, que destaca a atriz Pietra Quintela (da novela “As Aventuras de Poliana”) como a “loira do banheiro” (aparição que habitaria basicamente banheiros de escolas públicas). “Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro” é o terceiro filme escrito por Gentili e o segundo em que ele trabalha com o diretor Fabrício Bittar, que dirigiu “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”. A nova comédia (com elenco) do SBT estreia em 29 de novembro, mas atenção: o lançamento é nos cinemas – embora existam mesmo rumores de que pode virar série.












