Final da série Homeland é confirmado para 2019
A próxima temporada de “Homeland” vai mesmo encerrar a série. O executivo David Nevins, presidente do canal pago Showtime, confirmou o encerramento da produção durante sua participação no evento semestral organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). Mas fez uma ressalva. “Eu não quero ouvir a palavra cancelamento”, esclareceu Nevins. “O produtor Alex Gansa levará a série à sua conclusão perfeita”. A iniciativa partiu de Gansa, que criou a série em 2011 e projetou a 8ª temporada de forma que encerrasse a trama. Mesmo assim, deixou para o Showtime e o elenco a decisão de seguir adiante sem sua participação. Não será surpresa, portanto, se o canal desenvolver algum spin-off. A 8ª e última temporada de “Homeland” tem previsão de estreia no primeiro trimestre de 2019 nos Estados Unidos. A série é transmitida no Brasil pelo canal pago Fox Premium.
Missão Impossível mantém liderança nas bilheterias dos Estados Unidos – e do mundo
“Missão: Impossível – Efeito Fallout” superou três estreias amplas para se manter no topo das bilheterias em seu segundo fim de semana na América do Norte. Em 10 dias, o filme já soma 124,4m nos Estados Unidos e Canadá e US$ 329,4m em todo o mundo. Orçado em US$ 178m, mais despesas de marketing (na casa dos US$ 80m), a produção precisaria teoricamente atingir US$ 600m para zerar suas contas. E já tem mais da metade deste valor. Repetindo: em 10 dias. Além disso, sua estreia na China, segundo maior mercado do mundo, só vai acontecer em 31 de agosto. Portanto, não comprem ações indicadas por quem escreveu nessa semana que a verdadeira “missão impossível” do longa da Paramount seria se pagar. Para completar, o sexto “Missão Impossível” teve um dos menores declínios de toda a franquia em sua segunda semana de exibição, perdendo só 43% do público em relação à estreia. O filme estrelado por Tom Cruise também liderou a bilheteria mundial no fim de semana. O sucesso da Paramount representou dor de cabeça para a Disney, que pela segunda vez neste ano não conseguiu emplacar uma estreia em 1º lugar. “Christopher Robin”, fábula com atores inspirada nos desenhos (e livros) do Ursinho Pooh, precisou se contentar com o 2º lugar e uma bilheteria bastante esquálida para esse tipo de produção: US$ 25m. O desempenho é ainda pior que o de “Uma Dobra no Tempo” (US$ 33,1m) em março. E curiosamente ambas são produções originais da Disney e não de um dos estúdios recentemente comprados pelo conglomerado – o que demonstra a importância da estratégia de aquisições do CEO Bob Iger. Por sinal, a Marvel deu um motivo para a Disney comemorar este fim de semana. “Pantera Negra” cruzou a impressionante marca de US$ 700m de arrecadação na bilheteria doméstica, tornando-se o terceiro filme a ultrapassar esse valor – após “Avatar” (US$ 760,5m) e “Star Wars: O Despertar de Jedi” (US$ 936,6m) – em todos os tempos. Leia mais aqui. As outras estreias da semana amargaram uma performance muito abaixo do esperado. A comédia “Meu Ex É um Espião” ficou em 3º lugar com US$ 12,3m, enquanto a fantasia juvenil “Mentes Sombrias” implodiu em 8º com 5,8m. Ambos também tiveram que lidar com críticas muito negativas – respectivamente, 38% e 18% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Mas há um lado positivo nesses fracassos, pois deixam claro para os estúdios que filmes de espiãs estabanadas e adaptações de best-sellers de sci-fi juvenil já deram o que tinham que dar. As três estreias americanas vão chegar ainda neste mês no Brasil. “Christopher Robin” e “Mentes Sombrias” estreiam no dia 16, e “Meu Ex É um Espião” na semana seguinte, em 23 de agosto. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Missão: Impossível – Efeito Fallout Fim de semana: US$ 35m Total EUA e Canadá: 124,4m Total Mundo: US$ 329,4m 2. Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível Fim de semana: US$ 25m Total EUA e Canadá: US$ 25m Total Mundo: US$ 29,8m 3. Meu Ex É um Espião Fim de semana: US$ 12,3m Total EUA e Canadá: US$ 12,3m Total Mundo: US$ 12,3m 4. Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo Fim de semana: US$ 9m Total EUA e Canadá: US$ 91,3m Total Mundo: US$ 230,5m 5. O Protetor 2 Fim de semana: US$ 8,8m Total EUA e Canadá: US$ 79,85m Total Mundo: US$ 87,5m 6. Hotel Transilvânia 3 Fim de semana: US$ 8,24m Total EUA e Canadá: US$ 136,4m Total Mundo: US$ 338,7m 7. Homem-Formiga e a Vespa Fim de semana: US$ 6,1m Total EUA e Canadá: US$ 195,4m Total Mundo: US$ 426,2m 8. Mentes Sombrias Fim de semana: US$ 5,8m Total EUA e Canadá: US$ 5,8m Total Mundo: US$ 9,8m 9. Os Incríveis 2 Fim de semana: US$ 5m Total EUA e Canadá: US$ 583,1m Total Mundo: US$ 1b 10. Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas Fim de semana: US$ 4,8m Total EUA e Canadá: US$ 20,7m Total Mundo: US$ 23,1m
Jeremy Renner se recusou a participar de Missão: Impossível – Efeito Fallout apenas para “morrer”
O sucesso nas bilheterias de “Missão: Impossível – Efeito Fallout” virou um bom negócio para um ator que se recusou a participar do filme. Jeremy Renner, interprete do agente William Brandt nos dois “capítulos” anteriores da franquia, não conseguiu encaixar sua agenda com a produção. Ele estava fazendo “Te Peguei” e “Vingadores 4” no mesmo período das filmagens do sexto “Missão Impossível”. Mas o diretor Christopher McQuarrie teve a ideia de convidá-lo para fazer uma participação curta e rápida na produção, apenas para morrer em cena. Ele não aceitou. O próprio McQuarrie revelou a história, durante a divulgação do filme. “Eu disse, ‘Então, eu tive essa ideia para a cena de abertura em que envolve você se sacrificar para salvar o time, e a missão dá errada não apenas no sentido de perder os plutônios, mas envolve a morte de um membro da equipe’. E Jeremy disse, ‘Obrigado, mas não, obrigado’. Ele foi esperto em não aceitar um pagamento pequeno para três dias de trabalho e depois ir embora”, disse o cineasta. Foi esperto porque, assim, seu personagem poderá ganhar mais destaque no próximo filme – e render um pagamento melhor. Afinal, a Paramount vai querer continuar realizando mais “Missões: Impossíveis” após o desempenho de “Fallout”, que registrou a melhor estreia da franquia nos mercados doméstico, internacional e mundial.
Mel Gibson e Colin Farrell vão estrelar thriller de ação do diretor de Zumbis na Neve
O diretor norueguês Tommy Wirkola (de “Zumbis na Neve”, “João e Maria: Caçadores de Bruxas” e “Onde Está Segunda?”) prepara sua primeira incursão no cinema de ação de Hollywood com as filmagens de “War Pigs”. E alinhou uma dupla de peso para os papéis principais: Mel Gibson (“Herança de Sangue”) e Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”). Segundo o site Deadline, Gibson interpretará um personagem conhecido como “O Pastor”, enquanto Farrell viverá Drex, parte de um grupo de ex-fuzileiros navais desiludidos com o serviço, que sai em uma última missão por conta própria: exterminar o cartel de drogas que matou um de seus companheiros. O roteiro foi escrito por Nick Ball e John Niven (dupla de “Gata em Fuga”) e ainda não há previsão de estreia para o filme.
Condor: Série de espionagem estrelada por Max Irons é renovada para a 2ª temporada
O canal americano Audience Network renovou a série de espionagem “Condor” para sua 2ª temporada. Adaptação do romance de James Grady, que virou o clássico do cinema “Três Dias do Condor”, a série atualiza e expande a trama, trazendo Max Irons (filho do ator Jeremy Irons e intérprete de “A Dama Dourada”) no papel que pertenceu a Robert Redford em 1975. A trama gira em torno de Joe Turner (Irons), um jovem analista da CIA que tem seu idealismo testado quando tropeça num plano terrível que ameaça a vida de milhões. Ao retornar para sua base secreta e encontrar todos os colegas de trabalho assassinados, ele percebe que não pode confiar em ninguém, muito menos na própria CIA. A adaptação foi desenvolvida por Ken Robinson (criador de “E-Ring”), Jason Smilovic e Todd Katzberg (criador e produtor de “Kidnapped”), e o elenco chama atenção por incluir muitos nomes conhecidos do cinema e da TV, como William Hurt (“Capitão América: Guerra Civil”), Brendan Fraser (“A Múmia”), Bob Balaban (“Caçadores de Obras-Primas”), Mira Sorvino (série “Falling Skies”), Kristoffer Polaha (série “Life Unexpected”), Kristen Hager (série “Being Human”) e Katherine Cunningham (série “Mind Games”). A 1ª temporada se encerra em 15 de agosto e ainda não há previsão para a estreia do segundo ano da produção.
Novo Missão Impossível abre em 1º lugar com a melhor estreia da franquia
Após conquistar as críticas mais positivas da franquia, “Missão: Impossível – Efeito Fallout” também demonstrou o melhor desempenho nas bilheterias, estreando em 1º lugar na América do Norte – e no mundo. A arrecadação de US$ 61,5m (milhões) no primeiro fim de semana em cartaz nos Estados Unidos e no Canadá é a maior já registrada pela cinessérie de ação da Paramount. Até então, a melhor abertura pertencia à “Missão: Impossível II” (US$ 57,8m). Mas para dar a real dimensão do feito, já que os valores parecem pequenos diante dos blockbusters de super-heróis, é bom considerar que esse faturamento representa a segunda maior estreia da carreira inteira do astro Tom Cruise, perdendo apenas para “Guerra dos Mundos” (US$ 64,9m) na América do Norte. Não só isso. O resultado mundial de US$ 153,5m também é recorde na franquia, superando com folga os US$ 131,5m obtidos por “Missão: Impossível – Nação Secreta” há três anos. Deste total, US$ 92m vêm das bilheterias internacionais, outro recorde para a cinessérie de espionagem. O detalhe é que o filme foi lançado em apenas 36 países – cerca de 40% do mercado internacional. Ou seja, a bolada vai crescer muito ainda. Outras marcas conquistadas por “Missão: Impossível – Efeito Fallout” são a aprovação de 97% da crítica, registrada no site Rotten Tomatoes, e a nota A, registrada na pesquisa de opinião do CinemaScore – as maiores notas dentre todas as “Missões Impossíveis”. “Tom Cruise tem provado repetidamente que quando se trata de ação, ele é uma das estrelas mais confiáveis que existem. Nós tivemos todos esses grandes filmes de verão com efeitos visuais. Agora vem um filme onde o ator e o diretor filmam a ação com truques reais. Isto fornece entretenimento cru e visceral que está deixando as pessoas realmente animadas”, disse Kyle Davies, chefe de distribuição doméstica da Paramount, ao avaliar a razão do sucesso da produção, para o site The Hollywood Reporter. Apenas outro filme teve estreia ampla na América do Norte durante o fim de semana: a animação de super-heróis “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas”, que ficou abaixo das expectativas com um 5º lugar e faturamento de US$ 10,5m em mais de 3 mil cinemas. As considerações sobre o fracasso de público são as mesmas que se fazia assim que a produção foi anunciada: quem pagaria para ver o que é, em suma, um telefilme no cinema? A produção é baseada numa série infantil popular do Cartoon Network, que as crianças já veem em casa, sem precisar se deslocar. De todo modo, o investimento foi baixo (a produção custou US$ 10m) e a crítica amou a produção, com 90% de respaldo no Rotten Tomatoes, nota muito mais alta que a recebida pelos filmes supercaros e super-sérios da DC Comics. A animação será exibida apenas daqui a um mês no Brasil, prevista para 30 de agosto. De resto, “Homem-Formiga e a Vespa” superou neste fim de semana o total da arrecadação doméstica do primeiro filme, “Homem-Formiga”, ao atingir US$ 183,1m em sua quarta semana em cartaz. Entretanto, o desempenho internacional ainda permanece muito abaixo do longa original. Por fim, “Os Incríveis 2” está prestes a se tornar o quarto filme do ano a ingressar no clube dos bilionários. Atualmente com US$ 996,4m de faturamento mundial, a animação da Disney-Pixar deve atingir US$ 1 bilhão antes do próximo fim de semana. Confira abaixo os rendimentos dos demais filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique nos títulos para ler sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Missão: Impossível – Efeito Fallout Fim de semana: US$ 61,5m Total EUA e Canadá: 61,5m Total Mundo: US$ 153,5m 2. Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo Fim de semana: US$ 15m Total EUA e Canadá: US$ 70,4m Total Mundo: US$ 167,2m 3. O Protetor 2 Fim de semana: US$ 14m Total EUA e Canadá:64,2m Total Mundo: 70,3m 4. Hotel Transilvânia 3 Fim de semana: US$ 12,3m Total EUA e Canadá: US$ 119,2m Total Mundo: US$ 284,2m 5. Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas Fim de semana: US$ 10,5m Total EUA e Canadá: US$ 10,5m Total Mundo: US$ 11,5m 6. Homem-Formiga e a Vespa Fim de semana: US$ 8,4m Total EUA e Canadá: US$ 183,1m Total Mundo: US$ 394,2m 7. Os Incríveis 2 Fim de semana: US$ 7,1m Total EUA e Canadá: US$ 572,7m Total Mundo: US$ 996,4m 8. Jurassic World: Reino Ameaçado Fim de semana: US$ 6,7m Total EUA e Canadá: US$ 397,5m Total Mundo: US$ 1,2b 9. Arranha-Céu – Coragem sem Limite Fim de semana: US$ 5,4m Total EUA e Canadá: US$ 59,1m Total Mundo: US$ 225,7m 10. A Primeira Noite de Crime Fim de semana: US$ 2,2m Total EUA e Canadá: US$ 65,4m Total Mundo: US$ 111m
Ator que viveu Mogli será vilão na nova versão de Mulan
O ator havaiano Jason Scott Lee, que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee” (1993) e Mogli no filme com bichos reais “O Livro da Selva” (1994), entrou no elenco da versão live-action de “Mulan”, da Disney. O ator, que já está com 51 anos, vai interpretar Bori Khan, um vilão criado para o filme, que buscará vingar a morte de seu pai. Ele se junta à atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”), que interpretará uma feiticeira maligna, no time de antagonistas do filme. Já Mulan será interpretada pela atriz Liu Yifei (“O Reino Proibido”). Bem diferente da versão animada, o novo filme não terá dragões bonzinhos, mas manterá a premissa básica da jovem que se disfarça de homem para ir à guerra no lugar do pai doente. Donnie Yen (“Rogue One: Uma História Star Wars”) vai interpretar seu mentor, Jet Li (“Os Mercenários”) será o Imperador e o novato Yoson An dará vida ao interesse romântico dessa nova versão – Shang no desenho e Chen na nova versão. O roteiro foi escrito por quatro pessoas, entre elas a dupla Amanda Silver e Rick Jaffa (de “Planeta dos Macacos: A Origem” e “No Coração do Mar”). A direção é da neozelandesa Niki Caro (de “Encantadora de Baleias” e da série “Anne”). A estreia está marcada para março de 2020.
Missão Impossível explora risco de vida de Tom Cruise em fantasia de tensão vertiginosa
Impressionante como a franquia “Missão: Impossível” mantém a vitalidade ao longo de mais de 20 anos (o primeiro filme é de 1996). Mas mais impressionante ainda é como sua dependência do astro-produtor Tom Cruise é também seu maior mérito: como se estivesse envelhecendo ao contrário, o ator parece fazer questão de se arriscar cada vez mais, dispensando dublês e conferindo um realismo essencial em sequências de ação pra lá de exageradas. Talvez este seja o grande diferencial da série: este equilibro fascinante entre o real e o absurdo. Ethan Hunt é Tom Cruise e seus acidentes e proezas durantes as filmagens ganham manchetes no mundo todo, ajudando a embaçar o que é efeito especial e o que é verdade. Parte da diversão dos filmes é se questionar se Cruise realmente fez aquilo ou se trata de mais uma ilusão do cinema. Sim, ele fez. Mas também é tudo mentira. E é aí que está a graça. “Missão: Impossível – Efeito Fallout” é a sexta parte desta franquia que a cada vez se leva menos a sério. Mas ao contrário de um “Velozes e Furiosos” (que vem a cada novo filme se assumindo mais cartunesco), os personagens que por vezes parecem habitar um mundo maluco de desenhos animados – com seus golpes de quebrar paredes e equilíbrio inabalável – possuem um pé no real ao se machucar e correr riscos que parecem de verdade: e as proezas do protagonista são fundamentais para isso. E se de um lado Tom Cruise é o rosto da franquia, por outro o elenco de apoio continua roubando cenas, enquanto Henry Cavill comprova que, apesar do carisma e da boa presença (e do bigode), não é dos melhores atores… Como primeiro diretor a fazer mais de um filme da série, Christopher McQuarrie entrega ao mesmo tempo uma continuação direta de “Nação Secreta” e uma obra que pode ser vista de forma independente dos outros filmes. Tudo graças a diálogos extremamente expositivos que se transformam em longos monólogos em que tudo é didaticamente explicado ao público. E o fato de que mesmo com toda a exposição a trama ainda se revele confusa talvez seja o maior problema do filme. O roteiro (também de McQuarrie) se sai melhor quando tenta investir em aspectos pessoais da vida de Hunt, mas se perde no labirinto de planos mirabolantes dentro de planos mirabolantes. Do início que parece saído da introdução de um videogame – com a missão impossível da vez detalhadamente explicada -, até o final espetacularmente tenso, a trama vai se revelando cada vez mais “complexa” e com mais personagens. O objetivo claro do protagonista, que seria encontrar duas bombas de plutônio, vai se tornando mais confuso em uma história que parece se divertir com a bagunça que provoca. Em determinado momento, Hunt, ao ser questionado se está sendo perseguido pela CIA, por terroristas ou pelo serviço secreto inglês, responde: “isso importa?”. A verdade é que não. E “Efeito Fallout” parece reconhecer que o jogo de gato e rato das histórias de espionagem normalmente não faz muito sentido e não vê problemas em elevar isso à enésima potência, usando a trajetória de Hunt apenas para fazê-lo pular (às vezes literalmente) de uma cena de ação para outra. E são elas que fazem mesmo valer o ingresso e manter a franquia viva. Cada vez mais vertiginosas e tensas, as sequências de Hunt fazendo seu trabalho colocam o novo filme entre os melhores da série em momentos em que a direção de McQuarrie equilibra muito bem a tensão, o humor e o deslumbramento diante do inacreditável. Que Tom Cruise continue aceitando mais missões. E que Ethan Hunt continue fazendo o impossível. .
Arranha-Céu – Coragem sem Limite é tão exagerado que causa indiferença
Eis um filme que dá saudades do cinema de ação que deixou de ser feito há algumas décadas. “Arranha-Céu – Coragem sem Limite” acaba remetendo, inevitavelmente, aos filmes dos anos 1980 e 1990, em particular ao clássico “Duro de Matar”, divisor de águas entre as explosões cenográficas da era Reagan e o que surgiria com mais sofisticação na década seguinte. Trata-se da mesma história do herói passando por situações perigosas para enfrentar terroristas armados, em um prédio alto e isolado pelas autoridades. Acontece que tudo é anabolizado, exagerado e inverossímil a ponto de o efeito para o espectador ser uma sensação de anestesia e indiferença. A começar por Dwayne Johnson, uma figura tão forte e tão cheia de músculos que parece um super-herói, mesmo quando seu personagem é retratado com perna prostética. Nada parece ser obstáculo para sua determinação, que lhe permite passar de um lado a outro do prédio mais alto do mundo com auxílio de fitas adesivas nas mãos, como um Homem-Aranha. A comparação deixa Bruce Willis parecendo um homem normal, que até sangra bastante no original. Retratar o protagonista com uma deficiência física (o herói perde a perna em ação no início do filme) não significa que o personagem tenha pontos fracos. Ao contrário, ele se torna ainda mais invencível com aquela perna falsa, que lhe será muito útil em determinadas situações de perigo. A trama, que ainda inclui um incêndio para aumentar o perigo, não promete nenhuma sutileza. Nem a equipe de efeitos especiais se preocupa em deixar as cenas realistas a ponto de fazer o espectador se importar com o protagonista. Não é uma produção feita no capricho de um “Missão Impossível” e nem tem a pretensão de ser, na verdade. Mas o diretor Rawson Marshall Thurber, que já trabalhara com Johnson em “Um Espião e Meio” (2016), poderia usar os exageros a seu favor, como acontece em “Velozes e Furiosos”. Poderia-se elogiar a volta de Neve Campbell a um papel de destaque no cinema. Intérprete da mulher de Johnson, ela retorna após ausência de sete anos, desde “Pânico 4”. Mas a eterna Sidney, que enfrentava assassinos psicopatas com destemor, agora não é mais do que uma esposa em perigo cuidando de seus dois filhos. Resta, portanto, a locação. Hong Kong é um charme e tem sido um grande polo de filmes de ação há várias décadas. Parte do elenco é composta por atores locais. Além do homem que idealizou o prédio mais alto do mundo, vivido por Chin Han, há uma personagem coadjuvante, do grupo dos vilões, que poderia ter sido melhor aproveitada, a jovem e bela Hannah Quinlivan. Ela e Neve Campbell tem um momento juntas, mas é muito pouco. Porque Dwayne Johnson ocupa a maioria das cenas, com seu vigor exaustivo. É curioso que, assim como o ator na sala de cinema, o protagonista da trama passa a ter suas ações acompanhadas por uma multidão através de uma imensa tela de televisão, enquanto o prédio está em chamas e sua família corre perigo. Um instante de metalinguagem que, claro, o diretor não soube ou não quis explorar. A trama é o de menos: envolve os inimigos do empresário que planejam por em chamas o prédio mais alto do mundo. As cenas não deixam de passar uma lembrança do 11 de setembro. Talvez a ideia de Thurber tenha sido esta: fazer um grande épico de ação que remetesse a um grande desastre americano. Conseguiu: fez um simulacro de “Duro de Matar” que dá saudades de “A Força em Alerta”.
Espião adolescente Alex Rider vai ganhar série da Sony
As aventuras do espião adolescente “Alex Rider”, sucesso da literatura infanto-juvenil, vão virar série. Em comunicado oficial, a Sony informou que o roteirista Guy Burt (de “Os Borgias” e “Beowulf: Return to the Shieldlands”) está escrevendo uma atração baseada no personagem para o estúdio. O projeto vai continuar a história levada às telas de cinema há 12 anos, no filme “Alex Rider Contra o Tempo” (2006), em que Alex Pettyfer (“Magic Mike”) viveu o agente secreto juvenil. A produção foi um fracasso de bilheteria, mas a série não pretende repetir a história de origem do personagem, optando, em vez disso, por adaptar o segundo livro da saga criada pelo escritor Anthony Horowitz, “Alex Rider Desvenda Point Blanc”. Nos livros, Rider é recrutado aos 14 anos de idade pelo MI-6, a agência de espionagem britânica, após a morte de seu tio em uma missão altamente perigosa. Em “Point Blanc”, ele é enviado para investigar uma escola de elite frequentada por filhos de bilionários, dois dos quais recentemente foram mortos de formas bem similares. Lançada em 2001, a franquia literária continua a ser publicada até hoje – o 12º livro, intitulado “Nightshade”, tem previsão de lançamento para abril de 2020. Já o projeto da Sony não tem previsão de estreia. O estúdio está desenvolvendo a série sem ter um canal definido para sua exibição.
Vídeo de bastidores de Missão Impossível mostra cena em que Tom Cruise sofre acidente e continua filmando
A Paramount divulgou um novo vídeo de bastidores de “Missão: Impossível: Efeito Fallout”, que faz uma compilação das cenas mais arriscadas interpretadas por Tom Cruise no filme, que continua dispensando dublês e efeitos digitais, para viver ele mesmo situações de extremo perigo, como pilotar helicóptero em fuga, pular de um avião em queda livre, dirigir na contra-mão sem capacete ou pular entre prédios distantes. Não foi por acaso que o ator se machucou durante as filmagens, o que o afastou do set por três meses. Por sinal, a cena em que ela quebra o tornozelo, durante um erro de cálculo num salto entre edifícios em Londres, entrou no filme. O vídeo mostra o momento do acidente e como ele segue filmando até completar a cena, em meio à dor. Toda essa dedicação e o realismo que isso confere ao filme compensou a produção com elogios rasgados da crítica internacional. Com roteiro e direção de Christopher McQuarrie, que assinou “Missão: Impossível – Nação Secreta” (2015), a nova “Missão Impossível” estreia em 26 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Veja 50 fotos de ação e bastidores de Missão: Impossível – Efeito Fallout
A Paramount divulgou 50 fotos de “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, que mostram o elenco, cenas de ação e os bastidores da produção. A franquia é a que mais exige de Tom Cruise, que a cada filme tenta correr maior risco de vida. Não foi por acaso que o ator se machucou durante as filmagens, o que o afastou do set por três meses. Além de Tom Cruise, a nova missão volta a trazer de volta Rebecca Ferguson, Simon Pegg, Ving Rhames, Alec Baldwin, Sean Harris e Michelle Monaghan, já vistos nos “capítulos” anteriores, e introduz novos personagens vividos por Henry Cavill (“Liga da Justiça”), Vanessa Kirby (série “The Crown”) e Angela Bassett (“Pantera Negra”). Com roteiro e direção de Christopher McQuarrie, que assinou “Missão: Impossível – Nação Secreta” (2015), a continuação chega aos cinemas precedida por elogios rasgados da crítica internacional. A estreia acontece em 26 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Tom Cruise revela bastidores de mais uma cena de ação de Missão Impossível
A Paramount divulgou um novo vídeo legendado de bastidores de “Missão: Impossível: Efeito Fallout”. E o making of revela mais uma cena de perigo filmada por Tom Cruise sem dublês. Mais que isso, como revela o próprio ator: sem equipamento de segurança. A cena envolve acelerar de moto sem capacete, na contra-mão pelas ruas de Paris, até colidir com um carro em movimento. A franquia é a que mais exige de Tom Cruise, que a cada filme tenta correr maior risco de vida. Não foi por acaso que o ator se machucou durante as filmagens, o que o afastou do set por três meses. Com roteiro e direção de Christopher McQuarrie, que assinou “Missão: Impossível – Nação Secreta” (2015), a continuação recebeu elogios rasgados da crítica internacional e estreia em 26 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.












