Bilheterias: Podres de Ricos impressiona na segunda semana de liderança na América do Norte



A comédia romântica “Podres de Ricos” manteve a liderança das bilheterias norte-americanas pelo segundo fim de semana consecutivo, mostrando um fôlego que chama atenção de Hollywood.

Depois de registrar a melhor abertura dos últimos três anos para um filme do gênero, o longa dirigido por Jon M. Chu (“Truque de Mestre: 2º Ato”) fez mais US$ 25,2 milhões em seu segundo fim de semana. O valor impressiona por ser apenas 6% menor que o valor arrecadado na estreia. Trata-se da menor queda registrada entre a primeira e a segunda semana de exibição de um filme desde o fenômeno “Forest Gump” (1994) há quase um quarto de século.

Adaptação de best-seller popular, o filme se diferencia de uma telenovela engraçadinha de milionários simpáticos e lindos por ter um elenco composto exclusivamente por atores de descendência asiática. As análises de perfil de seu público revelam que a comunidade asiática é responsável pela maior parte de sua bilheteria, com milhares de pessoas assistindo ao longa mais de uma vez nos últimos dias. Uma comparação, em termos de nicho de mercado, tem sido feita com “Pantera Negra”, que mobilizou afro-americanos em todos os Estados Unidos.

Ao todo, “Podres de Ricos” soma US$ 77 milhões em dez dias em cartaz na América do Norte e, graças a esse sucesso, já ganhou encomenda de continuação. O público brasileiro, porém, só vai poder conferir se é para tanto depois do resto do mundo. O país será o último mercado a receber o filme, em 25 de outubro.

“Megatubarão” também manteve bom desempenho em 2º lugar. Ao arrecadar mais US$ 13 milhões, ultrapassou os US$ 100 milhões nos Estados Unidos e Canadá. Mas seu verdadeiro sucesso se dá no mercado internacional, que responde pela maior parte de sua arrecadação, atualmente acima dos US$ 400 milhões. Profetas apocalípticos previram seu fracasso e o filme está praticamente pago em três semanas.

Quem gosta de rir de fracassos deve ter achado muito engraçado “Crimes em Happytime”, pior estreia ampla da carreira de Melissa McCarthy. O filme em que a atriz contracena com marionetes drogados e ejaculadores rendeu apenas US$ 10 milhões no fim de semana, abrindo em 3º lugar.

Para completar, a baixaria foi destruída pela crítica, com 25% de aprovação, índice que mantém o nível dos filmes recentes da atriz. A diferença é que, antes, seus filmes ruins pareciam um favor para o marido, que resolveu virar diretor – e deu ao mundo coisas como “Tammy” (2014) e “A Chefe” (2016). Agora, porém, ela demonstra que também topa porcarias dos outros. O público brasileiro poderá conferir daqui a um mês, em 20 de setembro.

Pior que esta, só a estreia de “A.X.L.”, uma versão de “Short Circuit: O Incrível Robô” (1986), onde, além de robô, o protagonista também é cachorro. Uau… uau! Fez US$ 2,9 milhões em 9º lugar e não deve ser lançado no Brasil.

Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção.

BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte

1. Podres de Ricos
Fim de semana: US$ 25m
Total EUA e Canadá: 76,8m
Total Mundo: US$ 83,9m



2. Megatubarão
Fim de semana: US$ 13m
Total EUA e Canadá: US$ 105,3m
Total Mundo: US$ 408,6m

3. Crimes em Happytime
Fim de semana: US$ 10m
Total EUA e Canadá: US$ 10m
Total Mundo: US$ 10m

4. Missão: Impossível – Efeito Fallout
Fim de semana: US$ 8m
Total EUA e Canadá: US$ 193,9m
Total Mundo: US$ 538,7m

5. Christopher Robin
Fim de semana: US$ 6,3m
Total EUA e Canadá: US$ 77,6m
Total Mundo: US$ 112,7m

6. 22 Milhas
Fim de semana: US$ 6m
Total EUA e Canadá: US$ 25,1m
Total Mundo: US$ 31,4m

7. Alfa
Fim de semana: US$ 5,6m
Total EUA e Canadá: US$ 20,1m
Total Mundo: US$ 27,4m

8. Infiltrado na Klan
Fim de semana: US$ 5,3m
Total EUA e Canadá: US$ 32m
Total Mundo: US$ 40,3m

9. A.X.L.
Fim de semana: US$ 2,9m
Total EUA e Canadá: US$ 2,9m
Total Mundo: US$ 2,9m

10. Slender Man
Fim de semana: US$ 2,7m
Total EUA e Canadá: US$ 25,4m
Total Mundo: US$ 33,4m



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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