Novo spin-off de The Walking Dead ganha primeiro trailer
O canal pago americano AMC divulgou o primeiro trailer da nova série derivada do “universo” de “The Walking Dead”. O vídeo revelado na New York Comic Con localiza a trama no período de dez anos após o começo do apocalipse zumbi e mostra uma comunidade protegida, cujo cotidiano parece não ter sido afetado pelo mundo exterior. Mas um grupo de adolescentes acredita que essa bolha é ilusória e decide partir para conhecer o mundo real. “Essas crianças cresceram numa comunidade protegida com conforto e segurança, mas deixam tudo para partir numa missão perigosa, sendo perseguidas pelos adultos. Vamos ver as crianças se tornarem heróis e alguns se tornarem vilões”, descreveu o produtor Scott Gimple, ao falar sobre o novo programa pela primeira vez, na Comic-Con Internacional, em San Diego. Ainda sem título, o spin-off foi criado por Scott Gimple e Matt Negrette, produtores-roteiristas veteranos da “Walking Dead” original. O elenco destaca Alexa Mansour (“Amizade Desfeita 2: Dark Web”), Nicolas Cantu (visto em “The Good Place”), Hal Cumpston (que estrelou e escreveu o drama indie australiano “Bilched”), Annet Mahendru (a Nina de “The Americans”), Aliyah Royale (de “The Red Line”) e o galã Nico Tortorella (da série “Younger”). A 1ª temporada terá 10 episódios e será lançada na primavera de 2020 (entre março e maio), alternando-se na programação do AMC com “The Walking Dead” e “Fear the Walking Dead”.
The Walking Dead: Volta de Lauren Cohan é oficializada e série garante 11ª temporada
É oficial: a atriz Lauren Cohan voltou a “The Walking Dead”. O anúncio foi feito neste sábado (5/10), durante a participação do elenco da série na New York Comic Con. A intérprete de Maggie, que estava disfarçada no meio do público, juntou-se aos colegas no palco do evento para fazer a revelação. Veja os vídeos abaixo. A última aparição de Maggie aconteceu no episódio final de Rick (Andrew Lincoln), antes do salto temporal da 9ª temporada, mas seu destino só foi revelado em diálogos dos personagens remanescentes. Ela teria abandonado Hilltop para ajudar Georgie (Jayne Atkinson) a construir uma nova comunidade. A referência é especialmente obscura pelo fato de Georgie só ter aparecido num capítulo da 8ª temporada. A decisão foi financeira. Cohan não renovou seu contrato com a AMC após um impasse na negociação de seu cachê e, como não conseguiu o aumento desejado, passou a integrar o elenco de uma nova série, “Whiskey Cavalier”. Entretanto, a rede ABC cancelou “Whiskey Cavalier”, abrindo a possibilidade de reintegração da atriz em “The Walking Dead”. Esta hipótese já fazia parte dos planos da showrunner Angela Kang desde o ano passado, quando ela disse ter “algumas cartas na manga” para trazer Maggie de volta. Entretanto, o cancelamento de “Whiskey Cavalier” aconteceu quando a 10ª temporada de “The Walking Dead” já estava em produção. Assim, o retorno de Maggie não deve ser mostrado nos primeiros episódios da atual temporada, que começa a ser exibida neste domingo (6/10). Se é que acontecerá na atual temporada. Angela Kang também anunciou a renovação da série para seu 11º ano de produção. A volta de Maggie vai coincidir com outra despedida importante, já anunciada: Danai Gurira (a Michonne) deve sair da série até a metade da temporada. Justamente por conta disso, a negociação para trazer Cohan de volta era crucial para a produção – que deve finalmente ter cedido aos pedidos de aumento salarial da atriz. A atriz levou os fãs da Comic Con nova-iorquina à loucura com o anúncio de que voltaria à série. “Acho que eu sempre soube que ia voltar, porque eu amo fazer parte dessa família. E, agora que voltei, é como se nunca tivesse saído”, declarou Cohan. The moment @LaurenCohan announced she was returning to #TheWalkingDead ? #NYCC2019 #SkyboundNYCC pic.twitter.com/mMTND7ykFx — The Walking Dead (@TheWalkingDead) October 5, 2019 Maggie (Lauren Cohan) is back on #TheWalkingDead. https://t.co/Vd2jjvSSFB pic.twitter.com/33Q11WHKAL — Brandon Davis (@BrandonDavisBD) October 5, 2019
Fugitivos encontram Manto e Adaga no trailer da 3ª temporada
A plataforma de streaming Hulu divulgou o trailer e o pôster da 3ª temporada da série dos heróis adolescentes “Fugitivos” (Runaways). A prévia introduz uma nova vilã, vivida por Elizabeth Hurley (“The Royals”), e mostram a participação dos protagonistas de outra série de heróis adolescentes da Marvel, “Manto e Adaga” (Cloak and Dagger). O crossover tinha sido anunciado em agosto passado e, pelo que a prévia demonstra, a participação de Manto (Aubrey Joseph) e Adaga (Olivia Holt) estará relacionada à escuridão que emana dos poderes de Nico (Lyrica Okano). Já a personagem de Liz Hurley é Morgana le Fay, vilã dos quadrinhos criada em 1955 pelo mestre Stan Lee, quando a Marvel ainda se chamava Atlas, e que entrou no mundo dos super-heróis como inimiga da Mulher-Aranha em 1978. Vagamente baseada na personagem da lenda do Rei Arthur, Morgana é considerada a maior feiticeira da Marvel e já se mostrou capaz de enfrentar todos os Vingadores sozinha. Será a segunda vez que Elizabeth Hurley trabalhará com os showrunners de “Fugitivos”, Josh Schwartz e Stephanie Savage. Ela teve uma participação marcante em outra série dos produtores estrelada por adolescentes, “Gossip Girl”. Mesmo com o trailer, não está claro como será seu arco em “Fugitivos”, porque Morgana nunca apareceu nos quadrinhos desses personagens. A série produzida para a plataforma de streaming Hulu gira em torno de seis adolescentes, que descobrem por acaso que seus pais são membros de uma sociedade secreta de supervilões conhecida como Orgulho (Pride). Perturbados com a descoberta, eles fogem de casa e decidem usar seus poderes para impedir os planos malignos de suas famílias. Os heróis juvenis são vividos por Gregg Sulkin (série “Faking It”), Rhenzy Feliz (série “Casual”), Virginia Gardner (“Projeto Almanaque”), Ariela Barer (série “One Day at a Time”), Lyrica Okano (série “The Affair”) e Allegra Acosta (série “100 Things to Do Before High School”). Já o elenco adulto traz Ryan Sands (série “The Wire”), Angel Parker (“The People v. OJ Simpson: American Crime Story”), Brittany Ishibashi (“As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras”), James Yaegashi (série “Demolidor”), Kevin Weisman (série “Alias”), Brigid Brannagh (série “Army Wives”), Annie Wersching (série “The Vampire Diaries”), James Marsters (série “Buffy – A Caça-Vampiros”), Ever Carradine (série “Eureka”) e, até a 2ª temporada, Kip Pardue (série “Ray Donovan”) e Julian McMahon (série “Nip/Tuck”). Como as anteriores, a 3ª temporada terá 10 episódios. A estreia está marcada para 13 de dezembro. Tanto “Fugitivos” quanto “Manto e Adaga” são exibidas no Brasil pelo canal pago Sony.
Netflix anuncia spin-off da série animada Big Mouth
A Netflix anunciou a produção de “Human Resources” (em português, “Recursos Humanos”), spin-off de “Big Mouth”, desenvolvida pelos mesmos criadores da série animada – Nick Kroll, Andrew Goldberg, Mark Levin e Jennifer Flackett. A trama do spin-off se passa no universo dos Monstros de Hormônio, Magos da Vergonha e outros sentimentos antropomorfizados, e é descrita como “uma comédia no ambiente de trabalho dos monstros de ‘Big Mouth'”. Junto do anúncio, a plataforma adiantou uma prévia da atração, que ainda não tem previsão de estreia. Confira abaixo. Vale lembrar que a 2ª temporada de “Big Mouth” já deu uma breve ideia de como esse mundo funciona, num episódio em que Nick, Andrew e Jesse cruzaram a barreira para o universo de Maury e Connie. Por sinal, a 3ª temporada de “Big Mouth” estreou nesta sexta (4/10) na Netflix. A série original encontra-se renovada por mais três temporadas – até 2022.
Crise nas Infinitas Terras: Audrey Marie Anderson vira a Precursora em foto do crossover do Arrowverso
Os produtores do Arrowverso confirmaram mais uma novidade sobre a produção do crossover “Crise nas Infinitas Terras”, com a divulgação de uma foto especial da atriz Audrey Marie Anderson. A intérprete de Lyla Michaels, ex-chefe da agência Argus em “Arrow”, vai aparecer como a Precursora (Harbinger, no original) na adaptação da história clássica da DC Comics. Isso é importante? Demais. A personagem dos quadrinhos é bem diferente da Lyla que apareceu até agora em “Arrow”, o que deve mudar radicalmente no crossover. Criada por Marv Wolfman e George Perez, os mentores do primeiro – e insuperável – reboot da história dos quadrinhos, a Precursora era originalmente uma jovem salva pelo Monitor, que ganha poderes especiais e a missão de recrutar um exército de heróis das mais diferentes Terras para enfrentar a vindoura Crise. Sua importância na trama é tão grande que sua aparição serve de ligação para todas as histórias da saga, que envolveu a totalidade das publicações da DC Comics em 1985. Com a morte do Monitor, ela é quem se torna responsável por criar um único e coeso universo, salvando os últimos remanescentes da batalha contra o Anti-Monitor numa nova versão da Terra. Mas para acomodar os sobreviventes de todos os outros universos dizimados, acaba reescrevendo a cronologia completa da DC. Originalmente, Lyla sobrevive à Crise e vai morar com as amazonas na ilha de Themyscira, onde passa a registrar a história do universo, antes e depois da Crise. Mas com a aparição de uma nova Supergirl, Kara Danvers/Zor El, ela se recorda da morte da heroína original, Linda Lee Danvers, e se sacrifica para impedir que a heroína morresse pela segunda vez em nova ameaça apocalíptica. Na adaptação, o Monitor e o Anti-Monitor serão interpretados por LaMonica Garrett, introduzido no crossover passado, “Elseworlds”. Além dele, outro personagem criado especialmente para a história original, o Pariah, será vivido por Tom Cavanaugh (Dr. Wells), que também já faz parte do Arrowverso. Disparado o maior crossover já tentado na história da televisão, “Crise nas Infinitas Terras” será exibido entre dezembro e janeiro ao longo de cinco episódios individuais das séries “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl”, “Legends of Tomorrow” e a estreante “Batwoman”. Além disso, embora sua série tenha ficado de fora desta lista, até o herói Raio Negro (Black Lightning) vai participar da produção. Ainda não há previsão oficial para a estreia de “Crise nas Infinitas Terras” no Brasil, mas muito provavelmente deve acontecer em janeiro no canal pago Warner.
Batwoman: Série ganha novo trailer repleto de cenas inéditas
A rede The CW divulgou um novo trailer da série “Batwoman”, repleto de cenas inéditas, que destaca a heroína vivida pela atriz Ruby Rose (“Megatubarão”) e sua antagonista Alice, líder da gangue das Maravilhas, interpretada por Rachel Skarsten (a Rainha Elizabeth da série “Reign”). Lésbica assumida, Ruby Rose vai dar vida à primeira super-heroína LGBTQIA+ a encabeçar sua própria série. Já Skarsten retorna ao universo das séries da DC Comics, após encarnar a heroína Canário Negro em “Birds of Prey”, adaptação dos quadrinhos das Aves de Rapina, que foi ao entre 2002 e 2003. O elenco de “Batwoman” também conta com Dougray Scott (“Fear the Walking Dead”) como o pai da heroína, Jacob Kane, Meagan Tandy (“Teen Wolf”) como a cadete militar Sophie Moore, Camrus Johnson (“Luke Cage”) como Luke, o filho de Lucius Fox, Nicole Kang (“You”) como a irmã adotiva da heroína, Mary Hamilton, e Elizabeth Anweis (“Twin Peaks”) como sua madrasta, Catherine Hamilton-Kane. Caroline Dries é a roteirista e showrunner da série. Ela tem uma longa história junto à CW, tendo trabalhado como roteirista e produtora em “The Vampire Diaries” e “Smallville”, e compartilha a mesma orientação sexual da heroína e sua intérprete. “Batwoman” estreia já neste domingo (6/10) nos Estados Unidos.
Flash enfrenta a Crise nas Infinitas Terras em novo trailer apocalíptico da 6ª temporada
A rede americana The CW divulgou novos pôster e trailer da 6ª temporada de “The Flash”. A prévia explora a forma como a série se conecta aos eventos do crossover “Crise nas Infinitas Terras”, trazendo, inclusive, o Monitor (LaMonica Garrett), numa aparição que reforça previsões apocalípticas sobre o destino do herói. O vídeo também mostra Barry Allen (Grant Gustin) desesperado e questionando se seus amigos e família estão realmente prontos para enfrentar a iminente Crise. De quebra, introduz um novo supervilão: o Dr. Ramsey Rosso, mais conhecido como Hemoglobina (Bloodwork) nos quadrinhos da DC Comics. Ele é interpretado por Sendhil Ramamurthy (o Dr. Mohinder Suresh da série “Heroes”), com algumas mudanças em relação ao personagem dos quadrinhos. Além disso, é possível ver o novo personagem interpretado por Tom Cavanaugh, que a cada temporada vive uma versão diferente do Dr. Harrison/Harry Wells, vinda de um universo paralelo. Desta vez, ele dará vida ao Pariah, personagem importante da Crise e primeira testemunha da destruição infinita das Terras. “The Flash” volta ao ar na terça-feria (8/10) nos Estados Unidos, com o episódio intitulado “Into the Void”. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Nancy Drew: Seis vídeos destacam o tom de terror sobrenatural da nova série
A rede The CW divulgou o pôster e meia dúzia de vídeos de “Nancy Drew”. O material contém um novo trailer e uma coleção de teasers centrados nos principais personagens da série. As prévias enaltecem o clima de terror sobrenatural da atração, que trará a protagonista e seus amigos às voltas com o mistério de uma aparição assassina. A série representa a mais nova encarnação da detetive mirim, que foi criada na literatura juvenil em 1930. Em seu contexto original, Nancy era uma pré-adolescente que vivia com seu pai na cidadezinha de River Heights, resolvendo mistérios que envolviam os jovens da vizinhança. A menina só começou a crescer a partir dos anos 1980, quando uma nova franquia literária, “The Nancy Drew Files”, passou a incluir enredos românticos. A produção da rede CW vai mostrar esta Nancy Drew mais velha, após sua formatura do ensino médio. Quando ela acha que vai deixar sua cidade natal para ir a faculdade, uma tragédia a detém por mais um ano, envolvendo-a em uma investigação de assassinato. Poderia lembrar “Veronica Mars”, mas o tom está mais para “Riverdale”, por se passar numa cidadezinha interiorana e envolver um clima de suspense aterrador. Popular e influente, Nancy Drew foi o protótipo de todas as detetives femininas adolescentes, incluindo Veronica Mars e até a Velma de “Scooby Doo”. Além de dezenas de livros, a personagem também já apareceu em seis filmes (o mais recente é deste ano, com Sophia Lillis no papel-título) e duas séries televisivas (nos anos 1970 e 1990), sem esquecer de games e produtos variados. A nova versão foi desenvolvida por Noga Landau (roteirista do terror tecnológico “Tau” e da série “The Magicians”) e produzia por Josh Schwartz e Stephanie Savage (dupla responsável por “Gossip Girl”, “Dinasty” e “Runaways”). Nancy é interpretada por Kennedy McMann, atriz novata que apareceu num episódio de “Law & Order: SVU” e tem sido apontada como potencial revelação da temporada. O elenco também destaca Scott Wolf (da série clássica dos anos 1990 “O Quinteto/Party of Five”), que viverá seu pai, além de Maddison Jaizani (“Into the Badlands”), Alex Saxon (“Os Fosters”), Leah Lewis (“Charmed”), Tunji Kasim (“Florence: Quem é Essa Mulher?”), Riley Smith (“Frequency”) e Alvina August (“Siren”). A estreia está marcada para 9 de outubro nos Estados Unidos.
Elite confirma 3ª temporada em 2020 com novos personagens
A Netflix confirmou que a 3ª temporada de “Elite” será lançada em 2020. No mesmo comunicado, publicado nas redes sociais, a plataforma de streaming também apresentou dois novos personagens: Malik e Yeray. Eles serão os primeiros alunos negros do colégio de elite Las Encinas, onde se passa a trama, com interpretação de Leïti J. Sene e Sergio Momo. “Eliters, atenção: tem aluno novo em Las Encinas pra 2020. Sergio Momo e Leïti J. Sene, favor providenciar o uniforme”, disse a Netflix na postagem. Os personagens também ganharam suas primeiras fotos. Vejam abaixo. Para completar, os novos atores ainda apareceram ao lado da atriz Ester Expósito, que interpreta Carla na série, em vídeo divulgado no Twitter da Netflix na Espanha. Na gravação, além de apresentar seus novos colegas, a atriz informa que as gravações da 3ª temporada já foram concluídas. Vale lembrar que a 3ª temporada foi oficialmente confirmada uma semana antes da estreia do segundo ano da produção. A 2ª temporada da série espanhola foi disponibilizada na plataforma no dia 6 de setembro. Eliters, atenção: tem aluno novo em Las Encinas pra 2020. Sergio Momo e Leïti J. Sene favor providenciar o uniforme. pic.twitter.com/HKWoksibgw — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) October 4, 2019 Eliters, atenção: tem aluno novo em Las Encinas pra 2020. Sergio Momo e Leïti J. Sene favor providenciar o uniforme. pic.twitter.com/HKWoksibgw — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) October 4, 2019
Diahann Carroll (1935 – 2019)
A atriz e cantora Diahann Carroll, primeira artista negra a protagonizar uma série americana, morreu nesta sexta (4/10), aos 84 anos, vítima de um câncer de mama. Durante três anos, entre 1968 e 1971, ela viveu Julia Baker, uma enfermeira viúva que cuidava do filho na série “Julia”, que marcou época pelo pioneirismo. A série foi especial para a atriz, porque sua mãe era enfermeira de verdade. Mas chegou após sua carreira já estar consolidada, com diversos prêmios e muitos exemplos de seu pioneirismo como estrela multitalentosa. Carol Diahann Johnson nasceu no Bronx, em Nova York, em 17 de julho de 1935, filha de uma enfermeira e de um condutor de metrô. Antes de atuar, ela foi modelo. Aos 15 anos, já era fotografada para revistas voltadas ao público afro-americano, como Ebony, Tan e Jet. Com apoio dos pais, passou a participar e vencer concursos de talentos para adolescentes, mas com a exigência que continuasse os estudos. Ela entrou na NYU (Universidade de Nova York), enquanto frequentava shows de calouros na televisão. Os prêmios foram incentivos para sua carreira e a levaram a se apresentar como cantora em casas de show famosas dos anos 1950. De Nova York, passou a cantar em Las Vegas e até em Paris. Até que decidiu virar atriz, viajando para Los Angeles para participar de um teste do filme “Carmen Jones”, uma versão negra da ópera “Carmen” (1954), com direção do renomado Otto Preminger. Ela conquistou um papel de coadjuvante, contracenando com Harry Belafonte e Dorothy Dandridge em sua estreia nas telas. A estreia na Broadway aconteceu no mesmo ano. E em seguida ela estrelou outro musical negro importantíssimo de Hollywood, a adaptação de “Porgy & Bess” em 1959, no qual cantou a música clássica “Summertime”, de George Gershwin, novamente sob direção de Preminger. Foi durante essa filmagem que Carroll começou seu relacionamento tumultuado de nove anos com o astro Sidney Poitier, com quem também contracenou em “Paris Vive à Noite” (1961). Em 1960, passou a participar de séries. E por seu papel como professora em sua segunda aparição televisiva, num episódio de “Cidade Nua” exibido em 1962, foi indicada a seu primeiro Emmy. O sucesso de Diahann Carroll tornou-se impossível de ignorar quando o célebre compositor Richard Rodgers decidiu criar um musical especialmente para ela. O resultado foi “No Strings”, uma história romântica sobre uma modelo negra (Carroll) e um tímido escritor branco (Richard Kiley), que rendeu um Tony Award para a atriz, o primeiro conquistado por uma mulher negra pelo papel de protagonista num musical. Após filmar novamente com Preminger, em “O Incerto Amanhã” (1967), ao lado de Michael Caine e Jane Fonda, ela recebeu o convite de estrelar sua própria série. Mas duvidou da coragem dos produtores. “Eu realmente não acreditava que ‘Julia’ fosse funcionar”, ela revelou durante uma entrevista de 1998 para o site The Interviews: An Oral History of Television. Ironicamente, o que mudou sua decisão foi saber que Hal Kanter, o veterano produtor-roteirista que criou o programa, a considerava muito glamourosa para o papel. Ela resolveu mostrar que era capaz de viver uma mãe trabalhadora. Mudou o penteado, postura e inflexão vocal e arrebentou no piloto, convencendo-o rapidamente de que ela era a atriz certa. Carroll se tornou a primeira mulher afro-americana a estrelar um papel não estereotipado em sua própria série no horário nobre da TV americana. Até 1968, data de estreia de “Julia”, negras só apareciam em séries no papel de empregadas domésticas. Mas o impacto da atração não ficava só nisso. Ela era viúva de um soldado que morreu lutando na guerra do Vietnã, conflito muito contestado pela juventude da época, justamente pela grande quantidade de mortos. Sua personagem era muito bem educada, tendo estudado na França, e ela só namorou homens que também eram exemplos de negros bem-sucedidos. “Estávamos dizendo ao país: ‘Vamos apresentar uma mulher negra de classe média alta criando seu filho, e o drama da história não será sobre o sofrimento no gueto'”, observou Carroll na mesma entrevista. “Muitas pessoas ficaram furiosas com isso. Eles achavam que negros não tinham tantas oportunidades para representar nossa situação como povo oprimido… Sentiam que a realidade era muito grave para que fosse trivializada por meio de uma mulher de classe média que lidava com as dificuldades de criar uma criança e trabalhar como enfermeira. Mas nós achamos que estávamos fazendo algo importante, mesmo que algumas dessas críticas fossem válidas. Acreditávamos que esse era um programa diferente e que era importante fazer essa série”. Diahann Carroll foi indicada ao Emmy e venceu o Globo de Ouro pelo papel-título em “Julia”, que durou três temporadas. Depois disso, o Oscar. Ela estrelou no cinema a comédia “Claudine” (1974), interpretando uma mulher do Harlem que criava seis filhos sozinha e se apaixonava por um coletor de lixo (James Earl Jones). Em reconhecimento ao seu desempenho, foi indicada como Melhor Atriz ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ela seguiu sua carreira intercalando espetáculos da Broadway e participações televisivas, entre elas o famoso especial de Natal de “Star Wars” (1978), até que, pela primeira vez, resolveu que queria um papel numa série que já era sucesso. Fã de “Dinastia”, uma das atrações mais populares dos anos 1980, Carroll decidiu pressionar o produtor Aaron Spelling por um papel na atração. “Eles tinham feito tudo, incesto, homossexualidade, assassinato. Eu acho que eles estavam lentamente avançando rumo ao romance inter-racial”, ela lembrou em uma matéria de 1984 da revista People. “E eu queria ser rica e cruel… queria ser a primeira malvadona negra da televisão.” Como a sensual fashionista Dominique Deveraux, a primeira personagem afro-americana de destaque em um drama novelesco, Carroll interpretou a personagem mais ousada de “Dinastia” por três temporadas, bem como no spin-off “The Colbys”, duelando deliciosamente com a vilã Alexis Carrington Colby, vivida pela diva Joan Collins. Sua filmografia ainda acrescentou mais três clássicos, mostrando-a como cantora em “Mais e Melhores Blues” (1990), de Spike Lee, viúva de um empresário musical em “Ritmo & Blues – O Sonho do Sucesso” (1991), de Robert Townsend, e feiticeira da Louisiana em “Amores Divididos” (1997), de Kasi Lemmons. Mas nos últimos anos seus principais papéis foram na televisão. Ela teve um arco importante como mãe do Dr. Preston Burke (Isaiah Washington) em “Grey’s Anatomy”, entre 2006 e 2007, pelo qual voltou a ser indicada ao Emmy, e uma participação recorrente ainda mais destacada em “Crimes do Colarinho Branco” (White Collar), ao longo das seis temporadas da série (2009–2014), como a viúva de um golpista que aluga seu apartamento para o vigarista vivido por Matt Bomer (no papel que o projetou). Em meio às gravações da última série, ela foi introduzida no Hall da Fama da Televisão, numa cerimônia que aconteceu em 2011, quando teve a oportunidade de ser celebrada por todos os seus colegas. “Ela abriu trilhas por florestas densas e despejou diamantes elegantemente ao longo do caminho para que o resto de nós pudesse seguir”, tuitou a cineasta Ava DuVernay (“Olhos que Condenam”), refletindo sobre a importância da artista, com pesar por sua morte. “Obrigado por ajudar a abrir o caminho para mim e tantas outras. Eu tive e tenho a honra de te saudar como uma lenda no passado, no presente e para sempre”, acrescentou a atriz, apresentadora e empresária Oprah Winfrey (dona do canal pago americano OWN). “O impacto que você teve em mim, em Hollywood, nos Estados Unidos e no mundo significa que Deus existe”, completou o diretor e produtor Lee Daniels (criador da série “Empire”).
HBO Max vai exibir Sésamo e derivados em acordo válido por cinco temporadas
A HBO Max, plataforma de streaming da WarnerMedia, vai ser o novo endereço dos personagens de “Sésamo”, série clássica infantil que os mais velhos ainda chamam de “Vila Sésamo”, seu título clássico, e que desde 2016 faz parte da programação da HBO “convencional”. A produtora Sesame Workshop fechou um contrato para transferir a exibição do program para a plataforma e a HBO Max ainda renovou a atração por mais cinco temporadas. Além da série principal, produzida desde 1969, o acordo inclui novos programas: cinco especiais anuais, um talk-show comandado pelo personagem Elmo, chamado “The Not Too Late Show”, duas séries animadas, uma nova temporada de “Esme & Roy” e uma série documental que abordará assuntos difíceis na perspectiva de crianças. Com isso, os personagens de “Sésamo” vai sair da TV paga, mas apenas em 2020. O contrato começa a valer a partir da 51ª temporada de “Sésamo”, que estreará primeiro na HBO Max antes de seguir para a PBS Kids, emissora há décadas responsável pela transmissão da série na TV aberta americana.
CBS vai produzir série estrelada por Dolph Lundgren e dirigida por Sylvester Stallone
A rede CBS fechou acordo para produzir e exibir a nova série de ação “The International”, que vai juntar pela primeira vez na televisão os astros de “Rocky IV”, “Os Mercenários” e “Creed II”, Sylvester Stallone e Dolph Lundgren. Escrito pelo veterano Ken Sanzel (“Assassinos Substitutos”), a série vai trazer Lundgren como agente do Departamento de Segurança e Proteção da ONU. Ele é descrito como um hábil negociador de reféns, que vale por uma equipe SWAT inteira. A participação de Stallone se dá atrás das câmeras. Ele vai produzir e dirigir o projeto, que atraiu interesse de vários canais e plataformas de streaming quando foi anunciado em agosto passado. “Vai ser fantástico trabalhar com meu velho amigo duro de bater Dolph Lundgren!”, escreveu Stallone nas redes sociais, em comemoração ao desfecho das negociações. O acordo também marca o retorno de Sanzel para a CBS, nove após produzir a série criminal “Numbers” (2005–2010). O canal, que fez a melhor oferta, deve estrear a série apenas na temporada de outono de 2020.
His Dark Materials: Série de fantasia da HBO ganha novo trailer legendado
A HBO divulgou o terceiro trailer legendado de “His Dark Materials”, série de fantasia que adapta a saga literária conhecida no Brasil como “Fronteiras do Universo”. Bem mais abrangente que o anterior, o vídeo destaca o elenco e os efeitos visuais que materializam um universo grandioso e arrebatador, mas que também tem recônditos sombrios. Além disso, finalmente informa a data de estreia da produção. Para quem não conhece, “Fronteiras do Universo” acompanha a menina Lyra Belacqua em suas aventuras por universos paralelos e uma guerra celestial envolvendo ciência, bruxaria e ursos-polares. A obra do escritor Philip Pullman já chegou a ser levada ao cinema em 2006, no filme “A Bússola de Ouro”, estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig. Mas foi um grande fracasso de bilheteria e o projeto não teve continuação, deixando a história incompleta. “A Bússola de Ouro” é apenas o primeiro volume da trilogia literária iniciada em 1995 – os demais são “A Faca Sutil” (1997) e “A Luneta Âmbar” (2000). Como a série foi renovada para a 2ª temporada antes mesmo da estreia, são fortes os indícios de que, desta vez, os fãs dos livros verão uma adaptação completa. A versão televisiva é estrelada pela atriz Dafne Keen, a jovem revelação de “Logan”, no papel da protagonista Lyra. O ótimo elenco também inclui Ruth Wilson (“The Affair”), James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”), Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”), Georgina Campbell (“Krypton”), Ruta Gedmintas (“The Stain”), Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”). Para completar, os dois primeiros episódios tem direção do cineasta Tom Hooper (de “Os Miseráveis” e do vindouro “Cats”). Os demais estão a cargo de Jamie Childs (“Doctor Who”), Otto Bathurst (“Robin Hood”) e Dawn Shadforth (“Trust”). Com oito episódios ao todo e coprodução da rede britânica BBC, a 1ª temporada estreia em 4 de novembro.










