Dick Dale (1937 – 2019)
Morreu Dick Dale, o músico conhecido como “rei da guitarra do surfe”, que integrou o universo dos filmes da Turma da Praia nos anos 1960 e cedeu suas hits instrumentais para diversos momentos icônicos da história do cinema, como a cena do assalto na lanchonete de “Pulp Fiction”. “É um dia triste para o rock’n’roll”, disse o baixista de sua banda, ao comunicar o falecimento, que aconteceu na noite de sábado (16/3). A causa da morte não foi informada, mas Dale já vinha com a saúde debilitada, embora continuasse a fazer shows como se mais nada importasse. Ele tinha 81 anos de idade. O “Rei da Surf Guitar” fazia parte da cena musical do sul da Califórnia do começo dos anos 1960. Surfista de verdade, Richard Anthony Monsour adorou a mudança da família de Boston para El Segundo, na California, no final dos anos 1950, onde ainda adolescente se juntou à banda Del-Tones. Em 1962, lançou sua música emblemática, “Misirlou”, com o som de guitarra mais imitado de sua geração, resultado de experiências com escalas e reverberação. Ele foi um dos primeiros guitarristas a usar o efeito de “reverb” para estender as notas arrancadas à base de palhetadas firmes. Vieram outros hits, como “Pipeline”, “The Wedge” e “Let’s Go Trippin'”. E suas inovações foram aumentando sua fama. Para tirar seu som lendário, Dale começou a criar amplificadores caseiros que atingissem o volume e a reverberação que desejava. Com isso, inventou o primeiro amplificador de guitarra com capacidade para 100 watts. Sua obsessão em tocar cada mais alto o fez estourar inúmeros amplificadores. Mas também o transformou em “piloto de testes” de Leo Fender para o desenvolvimento de amplificadores mais potentes e da guitarra Fender Stratocaster, mais tarde associada a Jimi Hendrix. Por isso, também chegou a ser considerado, pela revista Guitar Player, como “o pai do heavy metal”. Curiosamente, ele estreou no cinema antes de ser associado à surf music. E no papel de ninguém menos que Elvis Presley, numa pequena participação na comédia “Adorável Pecadora” (1960), estrelada por Marilyn Monroe. A aparição seguinte foi como outro roqueiro famoso: ele mesmo. Dick Dale teve papel de destaque no primeiro filme da Turma da Praia, “A Praia dos Amores” (1963), do qual participou com sua banda. Ao contrário dos artistas convidados do resto da franquia (Stevie Wonder, The Kingsmen, etc), ele apareceu no filme inteiro e era considerado por Frank Avalone como um integrante da turma dos surfistas. Tanto que voltou a cruzar com Frankie e Annette Funicello na sequência “Quanto Mais Músculos Melhor” (1964). Décadas mais tarde, os três voltaram a se reencontrar no nostálgico “De Volta à Praia” (1987), em que Frankie e Annette levaram os filhos adolescentes à praia em que costumavam namorar na juventude. E onde Dick Dale ainda reinava com sua guitarra. O músico também apareceu em “A Swingin’ Affair” (1963), num episódio de “Barrados no Baile” (Beverly Hills 90201), no filme de surfistas adolescentes “No Calor do Verão” (2002) e até dublou a si mesmo numa aventura surfista de Scooby-Doo, “Aloha, Scooby-Doo!” (2005). Sua carreira experimentou um renascimento quando Quentin Tarantino selecionou “Misirlou” para uma cena-chave de “Pulp Fiction” (1994). A mesma música voltou às telas em mais dois blockbusters, “Space Jam: O Jogo do Século” (1996) e “As Panteras: Detonando” (2003). E continuou tocando tanto que, meio a esses lançamentos, Dale foi introduzido na Calçada da Fama de Hollywood em 1996 e recebeu um troféu por suas realizações da revista LA Weekly em junho de 2000. Ele ainda recebeu uma fatia do lucro do hit “Pump It”, da banda Black Eyed Peas, pelo uso do sample de “Misirlou” em 2006. Em uma entrevista de 2015 para a revista Billboard, finalmente admitiu que a idade e as doenças tinham lhe debilitado, assumindo que sofria de insuficiência renal, diabetes e muito mais. Mas também que isto não o impediria de continuar tocando. “Mesmo com minhas doenças, sou mais rápido com minhas mãos do que jamais fui”, ele afirmou, defendendo seu reinado até o fim. Reveja abaixo a performance de Dick Dale para seu maior sucesso em cena do filme “A Swingin’ Affair” e uma de suas participações musicais em “A Praia dos Amores”.
Capitã Marvel já soma 760 milhões de bilheteria mundial – em 11 dias
“Capitã Marvel” segue na liderança das bilheterias em seu segundo fim de semana em cartaz. E os valores continuam astronômicos. Os US$ 69,3M (milhões) que arrecadou nos últimos três dias, nos Estados Unidos e Canadá, representam o maior segundo fim de semana de um lançamento do mês de março desde “A Bela e a Fera” (US$ 90,4M), há dois anos. Com isso, o faturamento doméstico atingiu US$ 266,2M em dez dias. Ainda mais impressionante é seu desempenho internacional, de quase US$ 500 mil em 11 dias. Ao todo, o novo longa da Marvel tem US$ 760,2M. E pode chegar a US$ 1 bilhão já no próximo fim de semana – no máximo, em duas semanas. Para dimensionar o tamanho de seu sucesso, basta lembrar que o filme da super-heroína vivida por Brie Larson precisou só de dois fins de semana para superar as bilheterias totais de outros sucessos da Marvel, como “Homem-Formiga e a Vespa” (US$ 622,6M), “Homem de Ferro 2” (US$ 623,9M), “Thor: O Mundo Sombrio” (US$ 644,5M), “Doutor Estranho” (US$ 677,7M) e “Capitão América: O Soldado Invernal” (US$ 714,3M). Diante desse domínio, as demais estreias precisaram se contentar com trocados. Em 2º lugar, o lançamento da animação “O Parque dos Sonhos” não passou dos US$ 16M. E ainda foi trucidado pela crítica – 30% de aprovação no Rotten Tomatoes. O desenho também estreou no Brasil no fim de semana. O romance de adolescentes doentes “A Cinco Passos de Você” fez um pouco menos, US$ 13,1M, em 3º lugar. Mas a crítica não achou pavoroso, apenas medíocre, com 53% de aprovação. Estreia por aqui na quinta (21/3). Pior destino teve a sci-fi “A Rebelisão” (Captive State). Com um marketing que apostou no mistério, o filme não engajou o público e rendeu apenas US$ 3,1M em 7º lugar. Uma catástrofe em 2,5 mil salas, que foi ultrapassada nas bilheterias até por uma comédia mexicana de 472 telas. A história dos invasores espaciais “benevolentes”, que transformam o planeta numa ditadura, foi cancelada na TV em julho passado (“Colony”) e sua variação cinematográfica causou 48% de decepção da crítica. A invasão no Brasil acontece em 28 de março. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 69,3M Total EUA e Canadá: US$ 266,2M Total Mundo: US$ 760,2M 2. O Parque dos Sonhos Fim de semana: US$ 16M Total EUA e Canadá: US$ 16M Total Mundo: US$ 20,3M 3. A Cinco Passos de Você Fim de semana: US$ 13,1M Total EUA e Canadá: US$ 13,1M Total Mundo: US$ 13,1M 4. Como Treinar Seu Dragão 3 Fim de semana: US$ 9,3M Total EUA e Canadá: US$ 135,6M Total Mundo: US$ 466,5M 5. Um Funeral em Família Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 56M Total Mundo: US$ 59,7M 6. No Manches Frida 2 Fim de semana: US$ 3,8M Total EUA e Canadá: US$ 3,8M Total Mundo: US$ _ 7. A Rebelião Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 3,1M Total Mundo: US$ 3,1M 8. Uma Aventura Lego 2 Fim de semana: US$ 2,1M Total EUA e Canadá: US$ 101,3M Total Mundo: US$ 171,4M 9. Alita: Anjo de Combate Fim de semana: US$ 1,9M Total EUA e Canadá: US$ 81,8M Total Mundo: US$ 394M 10. Green Book Fim de semana: US$ 1,2M Total EUA e Canadá: US$ 82,2M Total Mundo: US$ 274,6M
Richard Erdman (1925 – 2019)
O ator Richard Erdman, conhecido pelas novas gerações por interpretar o aluno mais velho de “Community”, morreu no sábado (16/3) aos 93 anos. Nenhum detalhe foi informado sobre seu falecimento. Com mais de 70 anos de carreira, Erdman participou de dezenas de filmes e séries, incluindo a versão original de “Além da Imaginação” (The Twilight Zone), na qual estrelou um dos episódios mais famosos da produção da década de 1960, como McNulty, um homem que ganha um relógio capaz de congelar o tempo. Erdman estreou no cinema aos 19 anos. Ele impressionou tanto o lendário diretor Michael Curtiz (de “Casablanca”) em testes para “Janie Tem Dois Namorados” (1944), como um dos namorados da Janie do título (Joyce Reynolds), que acabou assinando um contrato com a Warner, especializando-se em interpretar soldados, marinheiros, ajudantes e amigos engraçados. O início de sua carreira foi marcada por pequenos papéis em grandes clássicos, como “Um Punhado de Bravos” (1945), de Raoul Walsh, “Regeneração” (1946), de Jean Negulesco, e “Tormento de uma Glória” (1949), de Jacques Tourneur, até se destacar em “Espíritos Indômitos” (1950), de Fred Zinneman, na pele de Leo, um dos pacientes em uma ala paraplégica de veteranos de guerra que ajuda um furioso recém-chegado (ninguém menos que Marlon Brando em sua estréia no cinema) a se ajustar a uma nova vida na sociedade. Numa entrevista de 2010, Erdman lembrou com orgulho que o crítico do New York Times, Bosley Crowther, escreveu sobre o filme que “o sr. Brando é impressionante, mas ele tem algumas coisas para aprender com um ator de Hollywood chamado Richard Erdman”. Richard Erdman voltou a ganhar elogios como coadjuvante de Dick Powell e Rhonda Fleming, interpretando um ex-fuzileiro naval alcoólatra no clássico noir “Golpe do Destino” (1951), a estréia na direção de Robert Parrish, editor de filmes premiado com o Oscar. Fez ainda outro noir famoso, “Gardênia Azul” (1953), dirigido pelo mestre Fritz Lang, e algumas comédias, entre elas “O Biruta e o Folgado” (1951), com Dean Martin e Jerry Lewis, antes de viver um de seus papéis mais famosos, como o Sargento “Hoffy” Hoffman no icônico filme de prisioneiros de guerra “O Inferno Nº 17” (1953), obra-prima de Billy Wilder. Ele contou, numa entrevista de 2012, que “Wilder deu uma olhada em mim e disse: ‘Não ria. Nem uma pequena risada, porque você é a cola que mantém esse filme funcionando. Todo mundo é engraçado, menos você'”. Ao final dos anos 1950, Erdman passou a se dedicar mais à TV, chegando a estrelar as séries “Where’s Raymond?” e “The Tab Hunter Show”, de onde partiu para uma infindável leva de participações especiais – em “Perry Mason”, “Jeannie É um Gênio”, “A Família Buscapé”, “James West”, “O Agente da UNCLE” e até “Guerra, Sombra e Água Fresca”, a série inspirada em “O Inferno Nº 17”, entre inúmeras outras atrações. Voltou a se destacar no filme de guerra “Tora! Tora! Tora!” (1970), mas o resto de sua carreira foi basicamente na TV, onde trabalhou durante todos os anos seguintes, tanto como ator quanto dublador de séries animadas. Nos últimos anos, Erdman tinha reencontrado a popularidade graças às participações em “Community”, onde deu vida a Leonard, o aluno mais veterano da universidade Greendale, que era sempre repreendido pelo grupo de estudos de Jeff (Joel McHale) e cia. Ele apareceu em 53 episódios da série, exibida entre 2009 e 2015. Seu papel final foi como ele mesmo, numa participação de 2017 em “Dr. Ken”, série estrelada por Ken Jeong, seu colega de “Community”.
Um Princípe de Natal 3 vai mostrar o nascimento do Bebê Real
A Netflix vai lançar um terceiro filme da franquia iniciada por “Um Princípe de Natal”. Se o primeiro foi sobre o romance, o segundo sobre “O Casamento Real”, o terceiro será, claro, o filme do “Bebê Real”. “Um Príncipe de Natal: O Bebê Real” vai introduzir o herdeiro do casal formado pela ex-plebeia Amber (Rose McIver, a “iZombie”) e o príncipe Richard (Ben Lamb, de “The White Queen”). É a velha história da Cinderela, que ganha a roupagem moderna e finalmente assume que príncipes e princesas de contos de fada também fazem sexo – ou tem cegonhas tão avançadas que enviam ultrassons de bebês antes de entregar as crianças aos pais. O elenco será basicamente o mesmo do primeiro filme, trazendo, além de Rose McIver e Ben Lamb, a atriz Alice Krige como a Rainha Elena. “O Bebê Real” deve nascer entre novembro ou dezembro de 2019. Confira abaixo o anúncio oficial da gravidez do casal.
Ator dos filmes de Scooby-Doo será o pai de Nancy Drew na nova série da detetive mirim
O ator Freddie Prinze Jr., que viveu Fred nos dois filmes live-action de “Scooby-Doo”, entrou no piloto da série “Nancy Drew”. Ele vai interpretar Carson Drew, o pai de Nancy, que será vivida pela desconhecida Kennedy McMann (vista num episódio de “Law & Order: SVU” no ano passado). Carson é descrito como “um advogado dinâmico que se afastou de Nancy após a recente morte de sua amada esposa. Mas suas tentativas de se reconectar com sua filha encalharam quando uma investigação de Nancy revela segredos inquietantes do próprio passado de Carson”. Em desenvolvimento para a rede americana The CW, o projeto pretende trazer de volta a famosa detetive mirim para a televisão, com produção de Josh Schwartz e Stephanie Savage (dupla de “Gossip Girl”, “Dinasty”, “Runaways”). O lançamento de uma série de Nancy Drew tem sido uma prioridade para a CBS TV, que detém os direitos dos clássicos livros de mistério. Como não conseguiu emplacar o projeto na própria rede, com dois pilotos consecutivos recusados, a produção foi encaminhada para o CW, do qual a companhia é sócia. Popular e influente, Nancy Drew foi o protótipo de todas as detetives femininas adolescentes, incluindo Veronica Mars e até a Velma de “Scooby Doo”. Ela foi criada pelo editor Edward Stratemeyer em 1930 como contraparte feminina para a série dos detetives juvenis Hardy Boys. As histórias eram publicadas sob o pseudônimo de Carolyn Keene, mas eram escritas por diversos escritores-fantasmas diferentes. Em seu contexto original, Nancey era uma pré-adolescente que vivia com seu pai na cidadezinha de River Heights, resolvendo mistérios que envolviam os jovens da vizinhança. A menina só começou a crescer a partir dos anos 1980, quando uma nova série literária, “The Nancy Drew Files”, passou a incluir enredos românticos. Os mistérios de Nancy Drew já venderam mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo, tendo sido traduzidos em 45 línguas diferentes. A personagem também já apareceu em cinco filmes e duas séries televisivas (nos anos 1970 e 1990), além de games de computador e produtos variados. O filme mais antigo, “Nancy, A Detetive”, é de 1938. O mais recente foi lançada no cinema em 2007. Intitulado “Nancy Drew e o Mistério de Hollywood”, trazia Emma Roberts (série “Scream Queens”) no papel-título. Atualmente, há um novo projeto cinematográfico em desenvolvimento, que será estrelado por Sophia Lillis, a adolescente ruivinha que roubou as cenas de “It: A Coisa”. Trata-se da adaptação do segundo livro da personagem, escrito em 1930 e lançado no Brasil como “Nancy Drew e a Escada Secreta”. A versão da CW mostrará uma Nancy Drew mais velha. Mas não tanto, acompanhando a personagem como uma jovem adulta de 18 anos. Ou seja, “Veronica Mars”. O projeto está sendo escrito por Noga Landau (roteirista do terror tecnológico “Tau” e da série “The Magicians”) e vai mostrar Nancy após sua formatura do ensino médio. Quando ela acha que vai deixar sua cidade natal para ir a faculdade, uma tragédia familiar a detém por mais um ano, envolvendo-a em uma investigação de assassinato fantasmagórica – enquanto sua investigação revela segredos mais profundos do que jamais imaginou. Para virar série, o projeto da Fake Empire precisará ter seu piloto aprovado.
Marvel desenvolve sua primeira série animada para a plataforma Disney+ (Disney Plus)
A Marvel está desenvolvendo sua primeira série animada para o serviço de streaming Disney+ (Disney Plus). E diferente dos outros desenhos da empresa, a atração será conectada aos filmes. O projeto é ainda mais ambicioso, poque será uma adaptação dos quadrinhos de “O que Aconteceria Se…” (What If), que mostram eventos alternativos, com resoluções diferentes das estabelecidas pela editora. A série pretende explorar como o Universo Cinematográfico da Marvel teria se desenvolvido caso alguns de seus momentos mais importantes não tivessem acontecido exatamente do jeito que foram projetados ao longo dos últimos anos. E, assim como os outros projetos da Marvel para o Disney+ (Disney Plus), a adaptação terá o presidente do estúdio, Kevin Feige, como supervisor da produção. Os quadrinhos “O Que Aconteceria Se…” foram lançados em 1977 e possuem mais de 200 edições, que exploram como a vida seria se alguns personagens não tivessem morrido, outros não tivessem ganhado superpoderes e até situações assumidamente ridículas. Fez tanto sucesso que o conceito extrapolou suas páginas – além de influenciar a linha “Elseworlds”, da DC Comics – dando origem a personagens de linhas alternativas, como Gwen Aranha. A opção pela animação visa permitir que os atores do Universo Cinematográfico da Marvel possam emprestar suas vozes aos personagens, agilizando suas participações sem que o estúdio tenha que enfrentar grandes problemas de agendas conflitantes. Portanto, nem todo mundo se despedirá de vez depois de “Vingadores: Ultimato”. Ainda não foi divulgado quem serão os responsáveis pela parte criativa do projeto. Veja algumas capas da publicação original abaixo.
Ator de Gotham vai estrelar remake da série britânica Utopia
O ator Cory Michael Smith, intérprete do Charada na série “Gotham”, vai continuar ligado ao universo dos quadrinhos em sua próxima série. Ele entrou no elenco de “Utopia”, remake da série britânica de mesmo nome, em desenvolvimento para a Amazon. A série gira em torno de um grupo de fãs de quadrinhos que descobrem uma conspiração nas páginas de uma continuação perdida de “Utopia”, sua graphic novel favorita. A história jamais tinha sido publicada porque seu autor e artista foi internado num hospício. Mas, ao descobrirem o manuscrito original, os fanboys também desvendam seu mistério: os quadrinhos denunciavam planos secretos para a esterilização em massa da humanidade. E a única pessoa com alguma noção do complô é a jovem filha do artista, que há anos foge da organização sinistra. A adaptação está sendo escrita pela romancista Gillian Flynn, autora dos livros que deram origem aos filmes “Garota Exemplar” (2014), “Lugares Escuros” (2015) e à série “Objetos Cortantes” (Sharp Objects, 2018). Cory Michael Smith viverá Thomas Christie, jovem ambicioso que trabalha no laboratório de biotecnologia de seu pai e acaba incumbido da tarefa de encontrar a única cópia dos quadrinhos. Alguns nomes de personagens foram alterados, mas a descrição do papel lembra o arco de Neil Maskell na série britânica. Ele era um assassino encarregado de eliminar todos em seu caminho para recuperar o manuscrito, e também o personagem com mais destaque nos pôsteres da atração original. Os outros atores confirmados na adaptação são Dan Byrd (“Cougar Town”), Ashleigh LaThrop (“O Método Kominsky”) e Desmin Borges (“You’re the Worst”) como três dos fanboys, Sasha Lane (do vindouro “Hellboy”) como a filha do artista, Farrah Mackenzie (“Logan Lucky”) como uma menina que vai se envolver na fuga dos fanboys e Rainn Wilson (“The Office”) como um virologista negligenciado, que volta a ficar em evidência diante de uma nova epidemia mundial de gripe. Ainda falta definir o mais jovem dos fanboys, que na série original se chamava Grant. Originalmente desenvolvida para a HBO com produção do cineasta David Fincher (“Clube da Luta”), a série será agora produzida por Jessica Rhoades, responsável pela produção de “Objetos Cortantes”, em parceria com Gillian Flynn e os produtores britânicos da “Utopia” original.
Astro de Under the Dome vai estrelar piloto de nova série sobre eventos misteriosos
O ator Mike Vogel, protagonista das séries “Under the Dome” e “The Brave”, foi escalado para estrelar o piloto de uma nova série. Chamada de “Tringle”, vai se passar no misterioso Triângulo das Bermudas, também conhecido como o “triângulo do inferno”. O Triângulo das Bermudas é uma área do Oceano Atlântico entre as Ilhas Bermudas, Porto Rico e Flórida, onde costumam acontecer muitos desaparecimentos de navios, o que estimula teorias da conspiração e explicações sobrenaturais. A premissa de “Triangle” é a mesma de uma série clássica de 1977, chamada “Viagem Fantástica” (The Fantastic Journey): e se o Triângulo das Bermudas fosse, na verdade, uma terra perdida que prendeu viajantes ao longo da história? Vogel dará vida a David Roman, que passou boa parte da sua infância indo de um lar adotivo para outro. Por isso, tudo o que deseja na vida é ter um pouco de tranquilidade. Pensando nisso, ele resolve sair de férias com a sua noiva, Alex, e a sua filha, Natalie. No entanto, o trio é pego de surpresa por uma tempestade tropical que envolve o barco deles e os leva para uma terra desconhecida. Lá, eles acabam encontrando pessoas de várias origens que se perderam no Triângulo das Bermudas ao longo da história e precisam se unir a elas para encontrar o caminho de volta para casa. Para quem não lembra de “Viagem Fantástica”, a sinopse oficial da série pode servir para realçar as semelhanças: Uma expedição científica no Oceano Atlântico perde-se no Triângulo das Bermudas e naufraga numa ilha inexplorada. Eles se encontram com viajantes de outras épocas, planetas e dimensões que também ficaram presos, e juntos “deslizam” através de portais de uma dimensão para a próxima na esperança de encontrar aquele portal que os levará de volta para casa. A reciclagem da premissa está sendo desenvolvida por Jon Harmon Feldman e Sonny Postiglione, respectivamente criador e roteirista de “No Ordinary Family”, para a rede americana ABC – lar original de “Lost”, que também acompanhava pessoas perdidas numa ilha misteriosa. Para completar, apesar de se passar no Caribe, as gravações devem acontecer na Nova Zelândia.
Operação Fronteira enfrenta clichês de ação dos anos 1980 com elenco atual de peso
Kathryn Bigelow, a única mulher da História do Oscar a ganhar a estatueta de Melhor Direção, por “Guerra ao Terror”, considerou dirigir “Operação Fronteira”. Ela desistiu e ficou com créditos de produtora executiva. Mas com isso a história original, desenvolvida por seu roteirista de confiança, Mark Boal, com quem trabalhou em “Guerra ao Terror” (2008), “A Hora Mais Escura” (2012) e “Detroit em Rebelião” (2017), acabou reescrita pelo diretor J.C. Chandor. O resultado deixa o espectador imaginando o quanto esse filme tinha potencial para ir mais longe, sob comando de Bigelow. É sobre cinco amigos, ex-soldados das Forças Especiais (Oscar Isaac, Ben Affleck, Charlie Hunnam, Garrett Hedlund e Pedro Pascal), que decidem voltar a se juntar para uma última missão: roubar uma fortuna de um chefão das drogas na América do Sul – supostamente na tríplice fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil, embora as filmagens tenham acontecido na Colômbia. A premissa evoca “Três Reis” (1999), o melhor filme de David O. Russell. Mas, estranhamente, o que se materializa no primeiro ato é o tipo de filme de ação que era estrelado por machões nos anos 1980, algo próximo à narrativa saudosista de “Os Mercenários” (2010). As semelhanças são mais de tom – trilha sonora roqueira, diálogos ruins e curtos, repletos de frases de efeito e narizes empinados – do que em relação à execução das cenas de ação, que são muito bem orquestradas e lembram a pegada visceral de Kathryn Bigelow (sem câmera balançante, graças a Deus). A partir da segunda metade, dominada por um mix de tensão, ganância e um senso de moral capaz de enlouquecer mais os protagonistas que seus perseguidores, as guitarras rasgadas e barulhentas dão um descanso na trilha. E os atores finalmente demonstram porque tem nomes de peso, inclusive Ben Affleck. Mas a diferença entre as duas partes é tão gritante que a impressão é que as cabeças pensantes por trás do projeto jamais chegaram a um equilíbrio criativo. E nome mais fraco do trio, J.C. Chandor, ficou com a maior responsabilidade. Infelizmente, o diretor de “Margin Call”, “Até o Fim” e “O Ano Mais Violento” costuma fazer filmes que parecem quase bons. Nunca são bons completamente. Ao contrário de Kathryn Bigelow, que poderia tornar “Operação Fronteira” numa contraparte de “Guerra ao Terror”.
Chiwetel Ejiofor tem algo importante a dizer em O Menino que Descobriu o Vento
Lembra quando os filmes se preocupavam acima de tudo em contar uma bela história? Um tempo em que ambições artísticas individuais eram colocadas em segundo plano e todos os envolvidos numa produção uniam esforços para que um filme ganhasse vida e fosse maior que cada talento pago para tirá-lo do papel. Pode ser bem filmado, escrito, interpretado, qualquer coisa, mas a história é construída sem recados panfletários para o momento político, social e econômico de sua época, embora dialogue com a realidade de qualquer geração devido aos seus temas universais e atemporais. É esse tipo de cinema que propõe o ator Chiwetel Ejiofor em sua estreia como diretor de longas-metragens. De alguma forma, os lados viscerais e emocionais de sua força como ator estão bem representados em sua visão do livro de William Kamkwamba e Bryan Mealer, “O Menino que Descobriu o Vento”. Alguns atores conseguem adaptar seus talentos para a função de diretor de uma maneira tão natural que é fácil reconhecer suas características e temáticas preferidas em cada cena. Clint Eastwood e Woody Allen tiram isso de letra, mas temos outros bons exemplos como os de Kevin Costner, que vivia um grande momento em sua carreira quando se arriscou na direção de “Dança com Lobos”, o mesmo com George Clooney, quando filmou “Boa Noite e Boa Sorte”. “O Menino que Descobriu o Vento” é a cara do ator indicado ao Oscar por “12 Anos de Escravidão”. Inteligente, humanista e extremamente honesto ao abrir seu coração. Ele conta a história real de William Kamkwamba (Maxwell Simba) que vivia em Malawi, África, em 2001, com sua pobre família, sobrevivendo de colheitas numa terra castigada pelo sol e a ausência de chuvas. Quando Ejiofor faz referência à queda das Torres Gêmeas, em Nova York, naquele ano, temos a certeza de que o cenário que veremos a seguir remete a um período de um sofrimento inimaginável para quem paga Netflix todos os meses. Lutando para ir à escola sem dinheiro, William se encanta pela ciência e vê nela a solução para os problemas da família e das pessoas ao seu redor. Só que estamos falando de um lugar esquecido pelo tempo e o mundo, onde o conservadorismo e velhas tradições imperam. A juventude e o futuro representados por William batem de frente com as convicções antigas de seu pai, Trywell (o próprio Chiwetel Ejiofor, mais uma vez sendo maravilhoso). No meio do desespero, ele acredita que chegou a hora do menino esquecer os estudos, pegar a enxada e encarar o trabalho duro. Como convencer uma pessoa com concepções firmes, mas completamente antiquadas? Essa é a grande pergunta que nos fazemos quase todos os dias sobre nossos pais – e alguns políticos. É a pergunta que faz William, que o respeita e não quer um confronto com o próprio pai, mesmo sabendo que tem razão nessa discussão. Trywell não é pintado como um vilão. Pelo contrário, ele é um pai e marido dedicado, trabalhador, um verdadeiro lutador e um homem apaixonado por sua terra, cultura e a família (a atriz que faz sua esposa, Aïssa Maïga, é sensacional). Ejiofor está ciente que não pode ceder aos clichês, embora eles circulem o filme o tempo todo. Prova disso é que ele nem sempre deixa a música ajudar nas cenas mais bonitas ou piegas, e deixa as emoções mais fortes somente para o finalzinho, o que favorece uma catarse natural e grandiosa. No entanto, comete erros de principiante. Por exemplo, ao abrir várias frentes no primeiro ato para, sem mais nem menos, abandoná-las ao se concentrar nos personagens que realmente importam. E a sequência inicial, em meio ao funeral do irmão de Trywell, chega a ser dominada por diálogos expositivos só para mostrar quem é quem. Não precisava, porque não demora tanto assim para Ejiofor explicar de fato quem realmente são essas pessoas. Do início ao fim, conhecemos cada membro da família e entendemos seus medos, mas também suas inspirações. A verdade é que “O Menino que Descobriu o Vento” possui uma trama e significados explorados centenas de vezes pelo cinema. Mas Hollywood dificilmente filmaria em Malawi preservando o dialeto local (o Chichewa), que é falado durante 90% do filme. Nisso, entra a vantagem da Netflix, que produziu o filme. A plataforma não tem medo de legendas e venceu três Oscars neste ano com um filme falado em idioma diferente ao que os americanos estão acostumados – “Roma”. E Chiwetel Ejiofor também tem algo importante a dizer, porque esta é uma história real, embora você provavelmente nunca tenha ouvido falar dela. Especialmente nesses dias em que escolas são lembradas por massacres, enquanto políticos se preocupam apenas em colocar mais armas nas ruas e fazer estudantes cantarem o hino nacional. O que “O Menino que Descobriu o Vento” faz é lembrar do poder transformador da educação. “O Menino que Descobriu o Vento” também representa, finalmente, um filme sobre adolescente negro que vai à escola sem precisar lidar com a violência das ruas. Finalmente um filme sobre africanos sem guerras ou histórias envolvendo preconceito racial. Finalmente notamos que existem outras histórias maravilhosas que merecem e precisam ser contadas. Finalmente.
Pastor Cláudio resgata o passado assassino da ditadura militar
Um homem que hoje prefere ser chamado de Pastor Cláudio, já que é bispo evangélico, é o foco do documentário brasileiro que leva o seu nome atual. Esse pastor é Cláudio Guerra, um ex-delegado, um dos nomes de destaque do aparelho repressor da ditadura militar, responsável por assassinar e incinerar opositores daquele regime, invariavelmente chamados de subversivos, comunistas ou terroristas. Portanto, um dos responsáveis pela violência de Estado, que nunca foi punida, já que coberta pela controversa lei de anistia que vigora até hoje. Por conta disso, e talvez para ficar em paz com sua consciência e suas obrigações religiosas, Cláudio se responsabiliza por tudo o que fez, não foge das perguntas, identifica atos, pessoas e locais. Ele estava estabelecido no aparelho repressor de Vitória, Espírito Santo. Mas, como explicou, os agentes trocavam de posições. Era comum um policial do Rio ir torturar ou matar um subversivo de Recife. Ou um de Salvador atuar em São Paulo. De modo que de Vitória ele circulou, agindo nacionalmente, por várias partes do país. A lógica era matar quem você não conhece ou tem apenas uns poucos dados, até sem saber o nome. Assim se eliminavam vínculos, medos, hesitações, e tudo acontecia com mais frieza e distanciamento psicológico. Por sinal, frieza absoluta é a tônica da entrevista-depoimento, conduzida no filme por Eduardo Passos, psicólogo e ativista de Direitos Humanos. É fato que o pastor Cláudio já havia respondido à Comissão da Verdade, escreveu um livro contando essas histórias (como expressa na filmagem) e já atendeu mais alguém antes, sobre o tema. O fato de não precisar temer consequências em função dessa anistia que cobre os torturadores e assassinos do regime permite que ele possa assumir a condição de religioso e, de Bíblia em punho, resgatar os fatos e arrepender-se do que fez. O que só fica bem claro em referência a algumas ações, como a carta-bomba dirigida à OAB e, principalmente, o atentado preparado para o Rio Centro, que seria imputado à esquerda. O mais comum é aquele tom de banalidade do mal, a que se referiu Hannah Arendt, e que expressa muito bem o sentido de tais ações. No caso de Cláudio Guerra, cumprindo ordens superiores, sim, mas sendo ele próprio um formulador e responsável por comandos de repressão, tortura e morte. Ele reconheceu diante das fotos projetadas de desaparecidos o que fez com cada um deles. Não se pense que tudo acabou com o fim do regime militar. A prática da tortura, por exemplo, só mudou de objeto e o ex-delegado, como os demais, continuou ativo em plena redemocratização. Porém, se desentendeu, por razões práticas, e acabou isolado, perdendo todas as benesses que teve ao longo de sua atuação como agente repressor. Aparentemente, mudou de vida de forma radical e isso permite o resgate, por meio do cinema, de fatos importantes e modos de atuação no período. Relevante, didático e oportuno, o trabalho da diretora Beth Formaggini, que se concentrou no essencial e não deu vazão às possíveis explicações sobre o presente do personagem. Seu passado tenebroso é o que conta. E o período terrível da opressão do qual ele foi um dos algozes.
Estreia de Maisa Silva como apresentadora supera expectativas e coloca SBT em 1º lugar
A estreia do “Programa da Maisa” arrebentou a audiência televisiva, colocando o SBT à frente da Globo na tarde de sábado (16/3). A transformação da atriz adolescente em apresentadora liderou a audiência e mobilizou a internet. Exibida das 14h15 às 15h28, a atração registrou 9 pontos de média com pico de 10,1, segundo dados prévios da Kantar Ibope na Grande São Paulo. Na mesma faixa, a Globo atingiu 8,7 pontos, em 2º lugar, enquanto a Record ficou em 3º, com 6,6. O novo talk-show superou todas as expectativas, a ponto de a tag #ProgramaDaMaisa também chegar ao topo dos Trending Topics do Twitter como assunto mais comentado do dia. O programa da jovem de 16 anos de idade e 14 anos de carreira é semanal e trará, todos os sábados, dois convidados para uma conversa descontraída. No primeiro, Maisa recebeu a atriz Fernanda Souza e o humorista Matheus Ceará. No próximo, são esperadas as presenças da cantora Gretchen e do apresentador Celso Portiolli, Apesar da estreante ainda não estar completamente à vontade com o novo papel, ela demonstrou iniciativa ao juntar a equipa para gravar um comentário sobre o atentado na escola de Suzano, que aconteceu após o programa estar pronto – foi gravado com antecedência. Ao longo da edição, ainda aconteceram debates de assuntos importantes, onde Maisa abordou bullying e haters nas redes sociais.
Jonah Hill dirige novo clipe do Vampire Weekend com participação de Jerry Seinfeld
A banda Vampire Weekend divulgou o clipe de “Sunflower”, que tem direção do ator Jonah Hill (“Anjos a Lei”) e participação do comediante Jerry Seinfeld (“Seinfeld”). O vídeo se passa quase todo numa mercearia e numa delicatessen tradicionais de Nova York com a câmera girando sem parar, enquanto o cantor Ezra Koenig passeia, toma café e cantarola a letra, acompanhado pelo guitarrista Steve Lacy da banda The Internet. Seinfeld aparece de forma casual, fazendo compras na deli, numa cena típica de quem cruzou por acaso com a equipe e respondeu ao pedido “posso te incluir no clipe?” com um icônico “Sure sure” – na inflexão que pode ser ouvida ao final do vídeo. “Sunflower” é o terceiro clipe dirigido por Jonah Hill, que antes gravou Sara Bareilles e Danny Brown. No ano passado, ele estreou como diretor de longa-metragem com o elogiadíssimo drama skater “Mid90s” – 78% de aprovação no Rotten Tomatoes. A faixa faz parte do quarto disco do Vampire Weekend, “Father Of The Bride”, um álbum duplo com 18 faixas previsto para 3 de maio. O disco anterior da banda, “Modern Vampires of the City”, foi lançado em 2013.












