Counterpart foi cancelada por ser “muito masculina”
O diretor de operações do canal pago Starz, Jeffrey Hirsch, deu a pior explicação possível para o cancelamento da elogiadíssima série “Counterpart”, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ela seria “muito masculina”. A declaração foi feita durante o painel do canal no encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA), diante do questionamento sobre a decisão de não renovar a série estrelada pelo vencedor do Oscar J.K. Simmons (“Whiplash”) para sua 3ª temporada. “’Counterpart’ foi uma grande série, tivemos ótimos parceiros na produtora MRC e Justin [Marks, criador da série] é um grande escritor, mas foi uma série muito complicada, uma série muito masculina. Quando contratamos a produção e nos comprometemos a fazer duas temporadas, ainda não tínhamos aprofundado essa estratégia de ser um canal premium feminino”, disse ele. “Quando você pondera renovar uma série, ela realmente precisa atender ao público feminino principal e, se isso não for feito, precisamos encontrar outra coisa”, acrescentou Hirsch. “Se não serve a nossa estratégia central, não vamos fazer.” Considerada pela crítica a melhor série sci-fi do século 21, infinitamente superior a “Westworld” (86%), “The Handmaid’s Tale” (87%), “Stranger Things” (93%) e até “Game of Thrones” (89%), “Counterpart” teve cada uma de suas duas temporadas aprovadas com 100% no Rotten Tomatoes. Mesmo assim, foi cancelada porque atraiu público “masculino”. Hirsch também disse que cancelou a série “Now Apocalypse”, do cineasta Gregg Araki (“Mistérios da Carne””), porque ela atraiu “pouco público feminino”. A série de maior audiência do Starz é a masculina “Power”, centrada em homens gângsteres e com pouquíssimas mulheres em papéis de destaque – ao contrário de “Counterpart”, que tinha oito protagonistas, cinco deles mulheres. O canal também encomendou recentemente um spin-off da franquia cinematográfica “John Wick”, cujo último filme foi visto por público majoritariamente masculino – 63% de homens em sua estreia nos cinemas americanos.
Diretor revela no Instagram única cena real de O Rei Leão
O diretor Jon Favreau compartilhou no Instagram a única cena real que apareceu em “O Rei Leão”. O trecho surge logo na abertura do filme, quando a música “Circle of Life” começa a tocar e a savana africana é apresentada. No texto, ele explicou que inseriu a imagem – um registro da savana africana – para ver se as pessoas seriam capazes de notar a diferença entre uma foto da realidade e o fotorrealismo digital da produção. “Esse é a única cena real de ‘O Rei Leão’. Existem 1490 planos renderizados criados por animadores e artistas de efeitos visuais [no filme]. Eu usei como base um único momento que captamos na África para ver se alguém iria notar”, disse o cineasta. Sucesso de público, “O Rei Leão” já faturou US$ 728 milhões nas bilheterias mundiais desde seu lançamento na semana passada, e deve chegar facilmente ao US$ 1 bilhão em menos de um mês. Neste fim de semana, a Disney vai comemorar outro lançamento bilionário: “Aladdin”, que atingiu US$ 999 milhões nesta sexta-feira (27/7). Ver essa foto no Instagram This is the only real shot in #TheLionKing. There are 1490 rendered shots created by animators and CG artists. I slipped in one single shot that we actually photographed in Africa to see if anyone would notice. It is the first shot of the movie that begins The Circle of Life. Uma publicação compartilhada por Jon Favreau (@jonfavreau) em 26 de Jul, 2019 às 12:31 PDT
Nova Gossip Girl pode ter participação do elenco original
O criador de “Gossip Girl”, Josh Schwartz, afirmou que o elenco original da série pode participar do revival atualmente em desenvolvimento para a vindoura plataforma HBO Max. Em conversa com a imprensa americana durante o encontro semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA), Schwartz confirmou que a produção não será um remake, mas uma continuação centrada em novos personagens. E que, portanto, “Serena, Blair & companhia existem no mundo do novo drama”. Dito isto, a porta está aberta para as estrelas originais, que incluem Blake Lively e Leighton Meester, fazer aparições. “Entramos em contato com todos eles para que saibam que isso está acontecendo e gostaríamos que eles se envolvessem se quisessem se envolver”, disse Schwartz. “Mas nós certamente não queremos depender da participação deles. Eles tocaram esses personagens por seis anos e queremos respeitar isso. Mas, obviamente, seria ótimo vê-los novamente. ” Schwartz foi ao encontro do TCA falar de “Looking for Alaska”, sua nova produção para a Hulu, e a 3ª temporada de “Runaways”, mas acabou bombardeado de perguntas sobre o recém-anunciado revival de “Gossip Girl”. Assim, acabou mencionando que a ideia de uma nova “Gossip Girl” era algo que ele e a co-criadora Stephanie Savage “vinham falando muito nos últimos dois anos”, e que o produtor-roteirista Joshua Safran, que trabalhou na série original, foi tem que sugeriu a abordagem da continuação. “Ele teve uma ótima ideia, que fez parecer que este era o momento de retomar”, explicou Schwartz. “Ele definitivamente queria subverter o paradigma original”. A nova série terá 10 episódios e apresentará uma nova geração de estudantes lindos e ricos das escolas de elite de Manhattan. De acordo com a anúncio da HBO Max, o programa “abordará o quanto a mídia social – e a paisagem de Nova York – mudaram” desde o fim de “Gossip Girl”, exibida entre 2007 e 2012. A série original foi um fenômeno entre o público adolescente e diversos de seus atores seguiram carreiras de sucesso, como Blake Lively, que virou atriz de cinema, Penn Badgley, atualmente matador na série “Você” (You), Leighton Meester, na série “Single Parents”, e Chace Crawford, em “The Boys”, lançada nesta sexta (27/7) na Amazon. Mas também há o caso de Taylor Momsen, que trocou a carreira de atriz pela de roqueira endiabrada, à frente da banda The Pretty Reckless, e o de Ed Westwick, que recentemente sofreu várias denúncias de estupro. Ainda não há previsão de estréia para “Gossip Girl 2.0”.
Looking for Alaska: Série baseada no livro de John Green ganha primeiro teaser e fotos
A Hulu divulgou o primeiro teaser e cinco fotos da minissérie “Looking for Alaska”, inspirada no livro homônimo de John Green, que foi lançado no Brasil com o título “Quem É Você, Alasca?”. O clima da prévia, que retrata jovens amigos no interior dos EUA, em cenas à beira de um lago, é reminiscente da famosa série teen dos anos 1990 “Dawson’s Creek”. Primeiro livro de John Green (conhecido pelo estouro de “A Culpa É das Estrelas”), “Quem É Você, Alasca?” acompanha um adolescente chamado Miles Halter, que se muda para uma nova cidade, onde faz novos amigos e conhece a bela Alasca, por quem se apaixona, enquanto descobre que ela não é tão perfeita quanto ele imaginava. Miles é interpretado por Charlie Plummer (John Paul Getty III em “Todo o Dinheiro do Mundo”), Alaska é vivida por Kristine Froseth (de “Sierra Burgess É uma Loser”) e o brasileiro Henry Zaga (“13 Reasons Why?”) encarna Jake, o namorado charmoso dela. O elenco também inclui Jordan Connor (o Sweet Pea de “Riverdale”), Jay Lee (“American Vandal”), Sofia Vassilieva (“Medium”), Uriah Shelton (“Garota Conhece o Mundo”), Roman Armstrong (“Queen Sugar”) e Landry Bender (“Fuller House”). A obra chegou a ser cotada para o cinema, com Elle Fanning no papel de Alaska, mas após a baixa bilheteria de “Cidades de Papel”, segunda adaptação cinematográfica de Green, o projeto foi cancelado. O formato de série, por outro lado, permitirá maior liberdade para a exploração da trama, já que o livro causou certa polêmica e chegou a ser banido de diversas escolas dos EUA por fazer descrição de sexo entre adolescentes. A adaptação está cargo de Josh Schwartz, o criador de “Chuck” e “Gossip Girl”, que atualmente se divide entre o novelão de “Dynasty” e os super-heróis de “Runaways”. Ele estava envolvido com o projeto original do filme e tem sido um entusiasta do livro desde que a Paramount adquiriu os direitos em 2005. A produção está a cargo da Paramount TV e da Fake Empire, empresa de Schwartz e sua sócia criativa Stephanie Savage. Os dois trabalharão como showrunners da série, com consultoria do próprio Green. “Looking for Alaska” será lançada pela plataforma de streaming Hulu em 18 de outubro.
Now Apocalypse é cancelada após 1ª temporada
O canal pago americano Starz anunciou o cancelamento de “Now Apocalypse”, primeira série criada pelo cineasta Gregg Araki, diretor dos cultuados “Geração Maldita” (1995) e “Mistérios da Carne” (2004), entre outros filmes. Lançada em março como uma comédia surreal e sexual, “Now Apocalypse” seguia um grupo de amigos em busca de prazer e fama. E prometia ser o que “Euphoria” acabou virando, uma história escandalosa e polêmica sobre adolescentes, com cenas de sexo homossexual, drogas, delírio e o final dos tempos. Chegou antes e tinha uma abordagem mais acessível que a produção da HBO, graças ao tom de comédia. Só que não teve repercussão. O elenco destacava Avan Jogia (das séries “Twisted” e “Ghost Wars”), Kelli Berglund (“Lab Rats”), Beau Mirchoff (“Awkward.”), Roxane Mesquida (“O Beijo do Vampiro”) e Tyler Posey (“Teen Wolf”). Todos os 10 episódios de sua única temporada foram co-escritos por Araki e Karley Sciortino, autora de uma coluna sobre sexo no site da revista Vogue e apresentadora do programa “Slutever” no canal Viceland. A equipe ainda contava com produção de outro cineasta, Steven Soderbergh, que já tinha uma relação com o Starz graças à série “The Girlfriend Experience”, baseado no filme de mesmo nome, que ele dirigiu em 2009. O último longa de Araki foi “Pássaro Branco na Neve”, de 2014. Desde então, o cineasta passou a dirigir episódios de diversas séries, entre elas “Riverdale” e “13 Reasons Why”. Ele também dirigiu cada um dos capítulos produzidos de “Now Apocalypse”. Confira abaixo o trailer da série.
Netflix renova Big Mouth para mais três temporadas
A Netflix renovou “Big Mouth” para mais 3 temporadas. Isto garante que a série de animação adulta chegará, ao menos, até sua 6ª temporada prevista para 2023. A amplitude da renovação interrompe a tendência de cancelamentos de séries após três temporadas na plataforma, o que vinha chamando a atenção de forma negativa, refletindo falta de foco e desinteresse da empresa em emplacar conteúdo duradouro. O anúncio ainda faz parte de um grande acordo firmado entre a Netflix e a produtora Brutus Pink, formada pelos criadores de “Big Mouth”, para desenvolver novos projetos. A renovação foi anunciada meses antes da estreia do terceiro ano da série animada, previsto para o final de 2019. Criada pelos roteiristas Nick Kroll (criador do “Kroll Show”), Andrew Goldberg (“Uma Família da Pesada/Family Guy”), Mark Levin e Jennifer Flackett (ambos de “Viagem ao Centro da Terra – O Filme”), “Big Mouth” é uma série protagonizada por adolescentes e monstros. Mas são monstros simbólicos, hormonais, que se manifestam como vozes da consciência dos personagens centrais, jovens passando pelas mudanças físicas e biológicas da puberdade. O elenco de dubladores originais inclui John Mulaney (série “Mulaney”), Maya Rudolph (série “Up All Night”), Jason Mantzoukas (“Como Ser Solteira”), Jordan Peele (humorístico “Key and Peele”), Fred Armisen (humorístico “Portlandia”) e Jenny Slate (a voz da Arlequina em “Lego Batman: O Filme”).
Younger é renovada para 7ª temporada
O TV Land anunciou a renovação de “Younger” para sua 7ª temporada. Com isso, a série se tornou a produção original mais longeva do canal pago americano. A renovação foi consequência de um aumento de 20% em audiência em relação ao ano anterior, o que foi festejado em comunicado. “Temporada após temporada, ‘Younger’ continua a atingir novas alturas e construir uma base leal de fãs, amamos esse elenco e mal podemos esperar pelo que Darren Star planeja para a 7ª temporada”, disse Keith Cox, Presidente de Desenvolvimento e Produção da Paramount Network e da TV Land. A comédia romântica idealizada por Darren Star, criador de “Sex And The City”, adapta o romance homônimo de Pamela Redmond Satran e acompanha Liza (Sutton Foster), uma mãe solteira de 40 anos que finge ter menos de 30 para conseguir e manter um emprego. Mas além de se esforçar para parecer mais nova, ela também tem que se adaptar à juventude dos dias de hoje. O elenco ainda conta com Miriam Shor (série “The Good Wife”), Hilary Duff (série “Lizzie McGuire”), Peter Hermann (série “Law & Order: SVU”), Molly Bernard (“Sully”), Charles Michael Davis (série “The Originals”), Nico Tortorella (série “The Following”) e Debi Mazar (série “Entourage”).
Netflix revolta a crítica com cancelamento de Tuca & Bertie
A Netflix anunciou o cancelamento da série animada “Tuca & Bertie” após apenas uma temporada. A animação criada por Lisa Hanawalt e produzida pela equipe do sucesso “BoJack Horsemen” contava a história de duas amigas passarinhas em suas aventuras e crises comuns às fêmeas de qualquer espécie, com dublagem original das comediantes Tiffany Haddish (“Viagem das Garotas”) e Ali Wong (“American Housewife”). O cancelamento foi muito lamentado pela crítica e até gerou alguns editoriais em publicações importantes, como a revista Variety. A série tinha 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes e seu final abrupto, após apenas 10 episódios, foi considerado “uma perda desapontadora”. Fãs também estão reclamando ativamente nas redes sociais com a hashtag #SaveTucaAndBertie. Em seu comunicado oficial, a plataforma de streaming elogiou todo o trabalho dos produtores e elenco de voz, ressaltando que “ainda que ‘Tuca & Bertie’ não tenha uma 2ª temporada, temos orgulho de exibir essa história na Netflix por muitos anos”. Trata-se do texto padrão que acompanha o anúncio de cancelamentos de todas as séries da Netflix, que os fãs da Marvel sabem de cor. Detalhe: a Netflix Brasil jamais disponibilizou um trailer de “Tuca & Bertie” em seu canal do YouTube para avisar sobre a existência da série. Veja abaixo um trailer americano para “descobrir” do que se trata.
Globoplay libera primeiro episódio de Pretty Little Liars: The Perfectionists de graça por 48 horas
A plataforma Globoplay vai liberar para não assinantes o primeiro episódio da série “Pretty Little Liars: The Perfectionists” por 48 horas. A partir das 20h desta sexta (26/7) e durante o fim de semana, o piloto do spin-off de “Pretty Little Liars” estará disponível de graça no site e no app de streaming. O projeto foi desenvolvido por I. Marlene King, criadora de “Pretty Little Liars”, e tem inspiração em outro livro de Sara Shepard, autora de “Maldosas – Pretty Little Liars”, que serviu de base para a série original. Trata-se de “As Perfeccionistas”, que foi adaptado com mudanças para integrar Alison e Mona na trama, já que o livro não tem relação com as personagens de “Pretty Little Liars”. Sasha Pieterse, novamente como Alison DiLaurentis, e Janel Parrish, como Mona Vanderwaal, entram nesta história na condição de professoras das novas maldosas, um grupo de estudantes da fictícia universidade de elite Beacon Heights University, que se tornam suspeitas da morte de um garoto popular, enquanto suas vidas – e segredos – desmoronam ao seu redor. O elenco ainda inclui Sofia Carson (a Evie de “Descendentes”), Sydney Park (Cyndie em “The Walking Dead”), Graeme Thomas King (“Greta”), Kelly Rutherford (Lily em “Gossip Girl”), Hayley Erin (da novela “General Hospital”) e o estreante Eli Brown. Vale lembrar que este é o segundo spin-off da série original. Em 2013, King lançou “Ravenswood”, que era focada em Caleb (Tyler Blackburn), um dos namorados de “Pretty Little Liars”, e a atração foi cancelada após apenas 10 episódios. Já “Pretty Little Liars” foi encerrada em junho de 2017 após sete temporadas, consolidada como o maior sucesso do antigo canal ABC Family – que virou o Freeform em 2016. “Pretty Little Liars: The Perfectionists” estreou em 20 de março nos Estados Unidos com audiência fraca e ainda não foi oficialmente renovada.
The Handmaid’s Tale é renovada para 4ª temporada
A Hulu renovou “The Handmaid’s Tale” para a sua 4ª temporada. A série inspirada pelo livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia”, é a atração de maior repercussão da plataforma por ter sido a primeira produção de streaming a vencer o Emmy de Melhor Série Dramática, em 2017. A renovação foi anunciada na reta final do terceiro ano da produção, faltando ainda três episódios para o encerramento da temporada. A empolgação da crítica, entretanto, vem caindo. A atual fase tem 80% de aprovação no Rotten Tomatoes, contra 94% do primeiro ano. A série se passa num futuro distópico, após desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda levar a sociedade a explorar as mulheres férteis como propriedade do estado e dar origem a um governo fundamentalista de extrema direita onde antes existia os EUA. A trama foi adaptada por Bruce Miller (de “The 100”) e já deixou para trás a história do livro, adentrando território inédito desde a 2ª temporada para continuar acompanhando a trajetória de sua protagonista, June, vivida por Elisabeth Moss, também vencedora do Emmy em 2017 pelo papel. No Brasil, “The Handmaid’s Tale” é exibida pelo canal pago Paramount e pela plataforma Globoplay.
Temporada final de Lucifer ganha seis episódios a mais
A temporada final de “Lucifer” vai ter seis episódios a mais que o previsto. A Netflix anunciou que o quinto ano da série terá 16 episódios e não 10, como previsto anteriormente. A plataforma cancelou a série após a exibição da 4ª temporada em maio, anunciando a decisão como “renovação” para uma última temporada. Muitos sorrisos amarelos do elenco comemoraram a “renovação”, exaltando o fato de que a trama acabaria da melhor forma, já que haveria tempo de sobra para planejar o desfecho. “Estamos incrivelmente gratos à Netflix por nos deixar terminar a história de Lúcifer em nossos termos. Mais importante, queremos agradecer aos fãs por sua incrível paixão e apoio. O melhor está por vir!”, disseram os showrunners na época do cancelamento/renovação. Pois o melhor, ou pelo menos uma notícia melhor que o cancelamento, veio nesta sexta (26/7). E nem os lucifãs mais devotados contavam com essa nova reviravolta, que ampliou um pouco mais a vida da produção. Pela segunda vez. Vale lembrar que a exibição da 4ª temporada pela Netflix já tinha representado um ressurgimento da morte certa, após a série ter sido cancelada na TV aberta americana pela Fox. O resgate, porém, foi breve, como tem sido a duração das séries da plataforma de streaming.
Majur canta cover de Grades do Coração em clipe da série Orange Is the New Black
A Netflix lançou um vídeo musical para marcar a estreia da 7ª e última temporada de “Orange Is the New Black” nesta sexta (26/7). Feito especialmente para o público brasileiro, traz o(a) artista não-binário Majur numa versão estilizada do uniforme laranja das presidiárias da série cantando um cover dançante de “Grades do Coração”, grande sucesso pagodeiro do Grupo Revelação. Tendo como fundo projeções de cenas marcantes de “Orange Is the New Black”, Majur termina o clipe em frente a um grande letreiro proclamando #OrangeForever, com a imagem de Poussey Washington (Samira Wiley), personagem que teve um fim trágico na série, em destaque. Majur também esteve em destaque recentemente por sua parceria com Emicida e Pabllo Vittar, “AmarElo”, que pode ser visto aqui, celebrando histórias emocionantes de superação na periferia do Rio de Janeiro.
Diretor de filme sobre Bolsonaro diz que presidente pode “acabar com o cinema brasileiro”
O cineasta pernambucano Josias Teófilo, que prepara um documentário sobre o Brasil que elegeu Jair Bolsonaro, disse que o presidente está “muito mal assessorado” em sua briga contra o cinema brasileiro. O diretor, que é bolsonarista e aluno do guru de Bolsonaro, Olavo de Carvalho, sobre quem já fez um documentário (“O Jardim das Aflições”), se viu no meio de uma polêmica após o presidente “sugerir” que a Ancine suspendesse a autorização para seu novo filme, “Nem Tudo se Desfaz”, captar R$ 530 mil por meio da Lei do Audiovisual. Bolsonaro argumentou nas redes sociais que não queria que fizessem um filme sobre ele “com dinheiro público”. “Não tem filme nem com a Bruna Surfistinha nem com Jair Bolsonaro”, afirmou, acrescentando que este seria mais um motivo para extinguir a Ancine. “Se Bolsonaro acabar com a Ancine, será o dilúvio”, reagiu Teófilo em entrevista ao jornal O Globo nesta sexta (26/7). “Vai acabar com o cinema brasileiro, inclusive com os filmes evangélicos de que ele tanto gosta. Não vai poder ter filme nenhum.” Teófilo defendeu o uso de “dinheiro público” para a Cultura. “Se você perguntar na rua o que as pessoas acham sobre isso, vão dizer que são contra. Só que o orçamento da cultura é tão baixo que o governo nem mexe muito na área quando anuncia cortes”, explica. “As pessoas não entendem como as coisas funcionam, é muita desinformação. Isso é péssimo. Aí vejo um sujeito de direita falando que recursos públicos têm que ir apenas para coisas consagradas, como orquestras, óperas, poesias”, enumera. “E se não tivessem dado dinheiro para Glauber Rocha, como ele viraria quem é hoje?” O diretor lamenta a falta de visão cultural do presidente. “Ele agora ataca um filme de 2011 (‘Bruna Surfistinha’)? Pra quê? O filme já foi feito e visto por 2 milhões de pessoas. Infelizmente o presidente está muito mal assessorado, tanto em relação ao meu filme quanto aos dos outros”. Ele ainda explica que o documentário “Nem Tudo se Desfaz” não é sobre Bolsonaro, mas sobre “as manifestações de 2013”, que “levaram às delações premiadas, que levaram à Lava Jato, que levou à prisão de Lula e ao impeachment de Dilma, o que levou a uma alternativa política para além do PT. Meu filme é sobre isso. Onde que é sobre Bolsonaro? Como ele fala uma coisa dessas?” “O filme não é sobre ele, nem nunca será. Oxente, só porque sou aluno de Olavo não significa que vou fazer um filme pró-Bolsonaro”, acrescentou. O pôster de divulgação de “Nem Tudo se Desfaz”, apresentado por Teófilo no Twitter, é uma foto gigante de Bolsonaro em pose de estadista. Veja abaixo. “O presidente lançou uma incerteza sobre meu filme. Se patrocinadores pularem fora, eu pego um avião e saio do país. A Lei do Audiovisual passou por Temer, Dilma, Lula e FHC. A Lei Rouanet é anterior a todos eles. Nenhum deles conseguiu controle sobre a Lei do Audiovisual. Alguns até tentaram, mas não conseguiram. Por que vai ser agora? Bolsonaro não pode fazer isso”, concluiu. Meu novo filme, @nemtudosedesfaz, a ser lançado em breve nos cinemas. NEM TUDO SE DESFAZ é um documentário ensaístico sobre os desdobramentos culturais e políticos das Jornadas de Junho de 2013. pic.twitter.com/2GJF0ByUnL — Josias Teófilo (@josiasteofilo) July 11, 2019












