Um Homem Fiel segue a tradição da nouvelle vague
“Um Homem Fiel”, de Louis Garrel (“Dois Amigos”), se inspira na tradição da nouvelle vague, lidando com um quarteto amoroso, formado por Abel (o próprio Garrel), Marianne (Laetitia Casta, mulher do ator), Paul (Joseph Engel) e Eve (Lily-Rose Depp, a filha de Johnny Depp). Envolve separações, perda da mulher para o amigo, retorno no tempo, expectativas amorosas que vêm desde a meninice, suas alternativas, possibilidades e impedimentos. Nada de tão novo, exceto o foco na fidelidade masculina, mas o filme flui bem, envolve e trata de gente real. As relações amorosas, sob os mais diversos ângulos, sempre foram o forte do cinema francês. O filme foi escrito pelo diretor e ator Louis Garrel, Florence Seyvos (“Camille Outra Vez”) e ninguém menos do que Jean-Claude Carrière (“A Bela da Tarde”, “A Piscina”, “A Insustentável Leveza do Ser”), um dos maiores roteiristas da história do cinema francês. E isso faz toda a diferença. O filme dá seu recado sem enrolar nem perder tempo, em apenas 75 minutos, bem aproveitados.
Maria Flor e Erom Cordeiro vão estrelar nova série policial na TNT
Os atores Maria Flor (“3%”) e Erom Cordeiro (“1 Contra Todos”) vão estrelar uma nova série policial da TNT, intitulada “Os Ausentes”. A trama acompanha a misteriosa Maria Julia e o ex-delegado Raul Fagnani, que investigam casos de pessoas desaparecidas. Diz a sinopse: Após o desaparecimento de sua filha Sofia, de 5 anos, o ex-delegado Fagnani decide abrir uma agência de investigação, famosa por receber todo tipo de clientes, principalmente aqueles que não podem ou não querem recorrer à polícia. No submundo, o próprio tem esperança de encontrar pistas sobre o que aconteceu com sua filha. Seu caminho acaba se cruzando com o da misteriosa Maria Júlia, que fugiu de Buenos Aires após seu pai sumir misteriosamente. O formato é procedimental, o mesmo das séries mais tradicionais da TV aberta, que a cada capítulo lidam com o caso da semana. Criada por Thiago Luciano (“Meu Amigo Encosto”) e Maria Carmem Barbosa (“Sandy & Junior”), a produção tem consultoria do roteirista americano Barry M. Schkolnick, que trabalhou numa das mais série mais famosas do gênero procedimental, “Law & Order”. A temporada inicial terá, ao todo, 10 episódios ambientados na Grande São Paulo, com gravações marcadas para a próxima terça (30/7). A estreia é prevista para o primeiro semestre de 2020.
Produtor do filme do Plano Real será novo secretário do Audiovisual
O produtor Ricardo Rihan foi escolhido como novo secretário do Audiovisual do governo de Jair Bolsonaro. A nomeação deve ser publicada no Diário Oficial da União na próxima semana. Rihan produziu o filme “Real — O Plano por Trás da História” (2017) e filmes espíritas como “As Mães de Chico Xavier” (2011) e “O Filme dos Espíritos” (2011), por meio da LightHouse, produtora em que era sócio. Ele vai assumir a secretaria num momento de desmonte do setor, após a proibição de patrocínio de estatais, a diminuição de representantes do mercado e da sociedade civil no CSN (Conselho Superior de Cinema), a mudança do CSC para a pasta da Casa Civil, o fim de apoio da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) para o programa Cinema do Brasil, voltado à exportação de filmes brasileiros, e a campanha assumida do presidente contra a Ancine, que pode até ser fechada. Sem comando desde a eleição de Bolsonaro, a secretaria deveria ter sido assumida pelo apresentador Edilásio Barra, escolhido em junho pelo governo. Mas ele caiu antes de assumir, após se envolver num escândalo de fake news e enfrentar resistência pela falta de experiência no setor. De acordo com a assessoria do Ministério da Cidadania, Ricardo Rihan tomará posse em 5 de agosto.
Sony conversa com Andy Serkis em busca de diretor para Venom 2
O ator e cineasta Andy Serkis, que recentemente dirigiu “Mogli: Entre Dois Mundos”, estaria conversando com a Sony Pictures sobre assumir a direção de “Venom 2”. Segundo apurou a revista The Hollywood Reporter, Serkis foi até Los Angeles no começo desta semana para uma série de reuniões com o estúdio. Mas a publicação também revelou que a Sony tem uma lista de diretores com quem está falando sobre o novo longa, visando uma rápida definição para começar logo as filmagens. A estreia está marcada para outubro de 2020. Ruben Fleischer foi o responsável pelo filme anterior, mas o estúdio não quer o seu retorno. Mesmo com aprovação de apenas 29% da crítica, na média do site Rotten Tomatoes, “Venom” arrecadou impressionantes US$ 856 milhões nas bilheterias mundiais e sua continuação virou prioridade para a Sony.
Undone: Série sci-fi animada da Amazon ganha novo trailer
A Amazon divulgou um novo trailer de “Undone”, que revela a data de estreia da série de animação adulta. A prévia evoca o visual foto-realista de “O Homem Duplo” (2006), mas foi concebida pelo criador de um tipo completamente diferente de animação. “Undone” é o novo projeto de Raphael Bob-Waksberg, autor de “BoJack Horseman” – em parceria com Kate Purdy, também roteirista de “BoJack Horseman”. E desta vez eles não escrevem sobre animais falantes em crise. Os novos personagens são humanos com vozes e faces de atores conhecidos. Apesar disso, há elementos fantasiosos na trama, que entra no terreno surreal ao explorar a mente e habilidades paranormais da protagonista. A personagem principal é Alma, interpretada por Rosa Salazar (“Alita: Anjo de Combate”), que, após um acidente de carro, descobre uma nova relação com o tempo. Ela passa a ver seu pai falecido (Bob Odenkirk, de “Better Call Saul”), que tenta lhe explicar suas habilidades e como ela pode viajar no tempo para impedir a morte dele. Entretanto, as visões, que mostram diferentes etapas temporais simultâneas à sua frente, só fazem ela questionar sua própria sanidade mental. O elenco da animação ainda conta com Angelique Cabral (“Life in Pieces”), Constance Marie (“Switched at Birth”), Daveed Diggs (“Extraordinário”) e Siddarth Dhananjay (“Patti Cake$”). Já o belo visual é criação de Hisko Hulsing, artista responsável pelas animações do documentário “Kurt Cobain: Montage of Heck” (2015). Com oito episódios, a série estreia em 13 de setembro em streaming.
Modern Love: Série romântica estrelada por Anne Hathaway ganha primeiro teaser
A Amazon divulgou o primeiro teaser de “Modern Love”, série de antologia romântica que chama atenção por seu elenco hollywoodiano, encabeçado por Anne Hathaway (“Interestelar”). Outro detalhe curioso é que, apesar de ter o mesmo título de uma famosa música de David Bowie, a trilha que apresenta a série é a antiquada “Love Will Keep Us Together”, de Captain & Tennille. Criada pelo cineasta John Carney (“Sing Street”), a produção tem oito capítulos, cada um focando uma história distinta com diferentes personagens. Carrey terá a companhia da atriz Emmy Rossum (estrela de “Shameless”), Sharon Horgan (criadora de “Divorce”) e Tom Hall (“Sensation”) na direção dos episódios. Além de Anne Hathaway, o superelenco destaca Tina Fey (“30 Rock”), Dev Patel (“Lion”), John Slattery (“Mad Men”), Catherine Keener (“Corra!”), Andy Garcia (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”), Cristin Milioti (“How I Met Your Mother”), Julia Garner (“Ozark”), Shea Whigham (“O Primeiro Homem”), Olivia Cooke (“Jogador Nº 1”), Andrew Scott (“Sherlock”), Gary Carr (“The Deuce”), Sofia Boutella (“A Múmia”) e John Gallagher Jr. (“Hush: A Morte Ouve”). A estreia está marcada para 18 de outubro.
Jack Ryan leva espionagem americana à Venezuela no trailer da 2ª temporada
A Amazon divulgou o pôster e o primeiro teaser da 2ª temporada de “Jack Ryan”, que traz John Krasinski (“Um Lugar Silencioso”) no papel do famoso espião do título, já vivido no cinema por quatro atores diferentes (Alec Baldwin, Harrison Ford, Ben Affleck e Chris Pine) desde os anos 1990. A prévia é repleta de ação, com muitas explosões, tiroteios e correria. E quando desacelera para recuperar fôlego, revela a participação da atriz sueca Noomi Rapace (“Prometheus”). O título completo da atração é “Tom Clancy’s Jack Ryan”, mas ironicamente a série não é uma adaptação literal dos livros do escritor Tom Clancy, como foram os primeiros filmes do personagem. As histórias que acompanham o começo da carreira de Ryan na CIA são originais, concebidas pelo time liderado pelo showrunner Carlton Cuse (séries “Lost”, “Bates Motel”) em parceria com o ex-marine Graham Roland (roteirista das séries “Lost” e “Fringe”). Por isso, refletem crises políticas mais atuais. Em seu segundo ano, por exemplo, a trama leva o espião americano até a América do Sul, onde pretende enfrentar nada menos que o presidente da Venezuela. Sério. Além de Krasinski e Rapace, o elenco da produção da Platinum Dunes, empresa de Michael Bay (o diretor de “Transformers”), destaca Wendell Pierce (“The Wire”) e Michael Kelly (“House of Cards”). Ainda não há previsão para o lançamento dos novos episódios. Mas a série já se encontra renovada para sua 3ª temporada.
Enterro musical da série Transparent ganha novo trailer
A Amazon divulgou um novo poster e trailer do final da série “Transparent”, que vai acabar com um episódio especial, o primeiro e único sem o protagonista Jeffrey Tambor, demitido após denúncias de assédio sexual. O destino de seu personagem, um pai de família que inicia a transição de gênero na Terceira Idade, assumindo a identidade social de Maura Pfefferman, é revelado logo no começo do vídeo. “Maura morreu”, revela Davina (Alexandra Billings) num telefonema para Shelly (Judith Light), a esposa do falecido. E qual a reação da viúva – e de todo o elenco da produção? Cantar e dançar. E fazer o enterro – em mais de um sentido. A criadora da série, Jill Soloway, decidiu encerrar “Transparent” com um episódio musical em vez de produzir uma 5ª temporada completa – ou uma versão encurtada dela. Tambor foi demitido em fevereiro do ano passado, após uma investigação interna, que apurou denúncia de uma ex-assistente pessoal, Van Barnes, feita em uma publicação no seu perfil privado do Facebook, na qual relatava comportamento inadequado por parte do ator. Logo em seguida, a colega de elenco Trace Lysette acusou o ator de ter feito comentários sexuais e tentado abusar dela em ocasiões diferentes. Ambas são transexuais. Após a primeira acusação, o ator de 73 anos, que venceu dois prêmios Emmy de Melhor Ator de Série de Comédia por “Transparent”, chegou a vir a público negar “de maneira contundente e veemente” qualquer tipo de comportamento inadequado. Mas, diante da segunda denúncia, disse que sua permanência na série tinha se tornado insustentável. “Por conta da atmosfera politizada que parece ter afetado nosso set, eu não vejo como posso voltar a ‘Transparent'”, ele chegou a desabafar, em comunicado. Ao ser informado por mensagem de texto que tinha sido demitido, ele ainda se declarou “profundamente desapontado” pelas acusações “injustas”. E logo depois foi arranjar confusão no set de “Arrested Development”, que também chegou ao fim na Netflix. Jeffrey Tambor venceu dois Emmys e um Globo de Ouro como Melhor Ator em Série de Comédia por “Transparent”. Mas o zeitgeist cultural evoluiu muito desde então. Após a série pioneira, mais produções passaram a incluir personagens transexuais em suas tramas, e todos elas são, ao contrário de Tambor, interpretadas por atores transexuais. Há atualmente um entendimento de que heterossexuais não devem viver personagens trans – o que levou até Scarlett Johanssen a abandonar um papel no cinema, num filme sobre uma gângster transexual que, sem ela, como queriam politicamente corretos, não será mais feito. O final musical da série “Transparent” será disponibilizado em 27 de setembro no serviço Prime Video da Amazon.
Carnival Row ganha novo trailer repleto de efeitos visuais
A Amazon divulgou um novo trailer de “Carnival Row”, série que vai reunir Orlando Bloom (“O Senhor dos Anéis”) e Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”) numa história de fadas e serial killers. A prévia é repleta de efeitos visuais e cenas exclusivas, ao som de “Bury A Friend”, de Billie Eilish, e chega após o anúncio da renovação antecipada da produção, que só estreia no dia 30 de agosto. Criada por Travis Beacham (roteirista de “Círculo de Fogo”) e René Echevarria (que também criou “The 4400”), “Carnival Row” se passa numa cidade chamada Burgue, que lembra a Londres vitoriana. A diferença é que é habitada por humanos e criaturas místicas. Essas criaturas fugiram de suas terras destruídas por uma guerra em busca de refúgio entre a humanidade. Mas, como acontece com os imigrantes no mundo real, sua chegada faz nascer guetos e tensões. E logo uma série de assassinatos começa a abalar a frágil paz da cidade. Delevigne interpreta a fada Vignette Stonemoss, que enfrenta preconceitos e precisa lidar com segredos que tentou deixar para trás, enquanto Bloom vive um inspetor de polícia chamado Rycroft Philostrate, que descobre o surgimento de um serial killer de fadas. O elenco também conta com os atores Jared Harris (“Chernobyl”), Indira Varma (“Game of Thrones”), David Gyasi (“Interestelar”), Karla Crome (“Misfits”) e Tamzin Merchant (“Salem”). Curiosamente, em sua primeira encarnação, “Carnival Row” seria um filme, que deveria ter sido dirigido por Guillermo Del Toro (também de “Círculo de Fogo”). O roteiro de Beacham chegou a figurar na Black List de 2015. Mas Del Toro não conseguiu financiamento para rodar o longa. Echevarria fez a adaptação para o novo formato, que, por sinal, conta com direção de outro cineasta: Paul McGuigan (“Victor Frankenstein”).
Amazon renova The Expanse e Carnival Row para novas temporadas
A Amazon renovou as séries “The Expanse” e “Carnival Row” para novas temporadas. Ambas são produções caras, ambiciosas e repletas de efeitos visuais. E têm outro detalhe em comum. A 4ª temporada de “The Expanse”, que também é a primeira produzida para a plataforma Prime Video, e a 1ª de “Carnival Row” ainda não estrearam. A chefe do Amazon Studios, Jennifer Salke, anunciou as renovações neste sábado (22/7), durante o encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). No mesmo evento, ela também confirmou o cancelamento de três séries (leia aqui). Criada por Travis Beacham (roteirista de “Círculo de Fogo”) e René Echevarria (que também criou “The 4400”), “Carnival Row” se passa numa cidade chamada Burgue, que lembra a Londres vitoriana. A diferença é que é habitada por humanos e criaturas místicas. Essas criaturas fugiram de suas terras destruídas por uma guerra em busca de refúgio entre a humanidade. Mas, como acontece com os imigrantes no mundo real, sua chegada faz nascer guetos e tensões. E logo uma série de assassinatos começa a abalar a frágil paz da cidade. O elenco é liderado por Orlando Bloom (“O Senhor dos Anéis”) e Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”), respectivamente como uma fada e um inspetor de polícia, e a estreia está marcada para 30 de agosto. Já “The Expanse” foi resgatada pela Amazon após ter sido cancelada pelo canal pago SyFy em maio do ano passado. Desenvolvida pela dupla Mark Fergus e Hawk Ostby (roteiristas de “Homem de Ferro”), a série adapta a saga literária “Leviatã Desperta” (Leviathan Wakes), de James S. A. Corey, passada 200 anos no futuro, quando a Terra vive uma crise política com suas colônias em Marte e o cinturão de asteroides. Os novos episódios vão mostrar a chegada da humanidade a planetas mais distantes, mas apenas a partir do dia 13 de dezembro.
Intérprete da Mônica no cinema já está fazendo novo filme e série
A atriz mirim Giulia Benite, que estreou no cinema como a Mônica de “Turma da Mônica – Laços”, vai dar prosseguimento na carreira com novos projetos. Ela está gravando a série “Segunda Chamada”, da TV Globo, em que interpreta a filha de Otávio Müller (“Benzinho”) e Hermila Guedes (“Era Uma Vez Eu, Verônica”). E começou a filmar a comédia cinematográfica “10 Horas para o Natal”. O elenco, inclusive, divulgou nas redes sociais várias fotos dos bastidores do filme (veja abaixo), que deve estrear em 5 de dezembro. No longa dirigido por Cris D’Amato (“É Fada!”), Giulia interpreta a quase homônima Julia, que se junta com seus irmãos, vividos por Pedro Miranda (do “The Voice Kids”) e Lorena Queiroz (de “Carinha de Anjo”), para tentar salvar o Natal da família, que perdeu a graça desde a separação dos pais. Luís Lobianco (“Segundo Sol”) e Karina Ramil (“Porta dos Fundos”) são os pais do trio principal.
Atriz de Counterpart se revolta com executivo que cancelou a série por ser “muito masculina”
Como se poderia esperar, pegou muito mal a declaração do diretor de operações do canal pago Starz, Jeffrey Hirsch, para justificar o cancelamento da elogiadíssima série “Counterpart”, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ela disse que a série era boa, mas “muito complicada” e “muito masculina”. E que o canal decidiu privilegiar produções femininas. A atriz Nazanin Boniadi foi ao Twitter protestar. Ela lembrou que “Olivia Williams, Sara Serraiocco, Betty Gabriel e eu pudemos interpretar mulheres complexas, multifacetadas e f*donas, que não estavam em cena para servir aos homens ao redor delas”. “Eu gostaria de encontrar mais roteiros com papéis femininos tão envolventes quanto os de ‘Counterpart'”, acrescentou. Os seguidores da atriz ainda acrescentaram que ouvir que uma obra é “muito complicada” e “muito masculina” numa mesma frase era algo absurdo, como se mulheres não fossem inteligentes para acompanhar uma série bem escrita. A equipe da produção se juntou às reclamações para lembrar que a maioria dos autores responsáveis pela trama “muito masculina” eram mulheres. A redação contava com nove escritores, incluindo o criador Justin Marks, dos quais cinco eram roteiristas femininas. A série era, portanto, mais feminina que masculina. Justin Marks também lamentou, usando apenas uma gif de Olivia Williams decepcionada como resposta. Hmmm… #OliviaWilliams, #SaraSerraiocco, #BettyGabriel & I got to play some badass, multifaceted, complex women who existed in their own right & not just to serve the men around them. I wish I came across more scripts w/ female roles as compelling as the ones in #Counterpart — Nazanin Boniadi (@NazaninBoniadi) July 27, 2019 Our writers room was predominately made of women. — Maegan Houang (@houangm) July 27, 2019 pic.twitter.com/IK34PgAw4o — Justin Marks (@Justin_Marks_) July 26, 2019
Counterpart foi cancelada por ser “muito masculina”
O diretor de operações do canal pago Starz, Jeffrey Hirsch, deu a pior explicação possível para o cancelamento da elogiadíssima série “Counterpart”, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ela seria “muito masculina”. A declaração foi feita durante o painel do canal no encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA), diante do questionamento sobre a decisão de não renovar a série estrelada pelo vencedor do Oscar J.K. Simmons (“Whiplash”) para sua 3ª temporada. “’Counterpart’ foi uma grande série, tivemos ótimos parceiros na produtora MRC e Justin [Marks, criador da série] é um grande escritor, mas foi uma série muito complicada, uma série muito masculina. Quando contratamos a produção e nos comprometemos a fazer duas temporadas, ainda não tínhamos aprofundado essa estratégia de ser um canal premium feminino”, disse ele. “Quando você pondera renovar uma série, ela realmente precisa atender ao público feminino principal e, se isso não for feito, precisamos encontrar outra coisa”, acrescentou Hirsch. “Se não serve a nossa estratégia central, não vamos fazer.” Considerada pela crítica a melhor série sci-fi do século 21, infinitamente superior a “Westworld” (86%), “The Handmaid’s Tale” (87%), “Stranger Things” (93%) e até “Game of Thrones” (89%), “Counterpart” teve cada uma de suas duas temporadas aprovadas com 100% no Rotten Tomatoes. Mesmo assim, foi cancelada porque atraiu público “masculino”. Hirsch também disse que cancelou a série “Now Apocalypse”, do cineasta Gregg Araki (“Mistérios da Carne””), porque ela atraiu “pouco público feminino”. A série de maior audiência do Starz é a masculina “Power”, centrada em homens gângsteres e com pouquíssimas mulheres em papéis de destaque – ao contrário de “Counterpart”, que tinha oito protagonistas, cinco deles mulheres. O canal também encomendou recentemente um spin-off da franquia cinematográfica “John Wick”, cujo último filme foi visto por público majoritariamente masculino – 63% de homens em sua estreia nos cinemas americanos.












