Ainda inédita no Brasil, animação da Família Addams tem continuação anunciada
A MGM já programou uma continuação da animação “Família Addams”, que estreou no fim de semana na América do Norte com faturamento de US$ 30 milhões em seus primeiros três dias em cartaz – atrás apenas do blockbuster “Coringa” nas bilheterias americanas. A continuação teve sua estreia marcada para 22 de outubro de 2021. O primeiro longa animado baseado nos personagens criados por Charles Addams em 1938, como cartuns da revista “The New Yorker”, trouxe as vozes de Charlize Theron (“Tully”) como Morticia Addams, Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) como seu marido Gomez, Chloë Grace Moretz (“Carrie, a Estranha”) e Finn Wolfhard (série “Stranger Things”) nos papéis dos filhos Vandinha (Wednesday) e Feioso (Pugsley), Nick Kroll (série “The League”) como o Tio Chico (Fester), Bette Midler (“Abracadabra”) como a Vovó Addams, Snopp Dog (“Meu Nome é Dolemite”) como o primo Coisa (It) e Allison Janney (vencedora do Oscar 2018 de Melhor Atriz Coadjuvante por “Eu, Tonya”) como a vilã Margaux Needler. Orçada em US$ 50 milhões, a produção deve se pagar facilmente, pois ainda nem começou a ser exibida fora dos Estados Unidos e Canadá. Com direção de Conrad Vernon (de “A Festa da Salsicha”), o filme estreia em 31 de outubro no Brasil.
Produtor brasileiro de Me Chame pelo Seu Nome e Ad Astra vai começar a fazer séries
A produtora brasileira RT Features vai entrar no mercado de séries. Após se destacar no mercado americano com filmes premiados, como “Frances Ha” (2012), “A Bruxa” (2015), “Me Chame pelo Seu Nome” (2017) e os recentes “O Farol” e “Ad Astra”, a empresa de Rodrigo Teixeira fechou parceria com a produtora americana Anonymous Content, responsável pela série “True Detective”, e a agência de talentos CAA para lançar a RT Television. O novo empreendimento terá sede em São Paulo e será liderado por Bárbara Teixeira, que era diretora de produções originais da Sony Brazil. A empresa vai apostar em conteúdo original e terceirizado. Além disso, a ideia é ter produções em inglês e em português, que serão creditadas duplamente à RT Features e à Anonymous Content, além de parceiros eventuais. A RT Features já desenvolveu uma série derivada do filme “Alemão” – na verdade, uma versão estendida dividida em capítulos – para a rede Globo, que recebeu indicação ao prêmio Emmy Internacional. Ela também é produtora de “A Vida Invisível”, selecionado pelo Brasil para disputar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2020. “É um privilégio incrível fechar essa parceria com duas companhias que traçaram o caminho para a excelência no espaço de TV internacional”, afirmou Rodrigo Teixeira em comunicado oficial. “Enquanto a identidade artística da RT vai exercer um papel em cada projeto que executarmos, essa parceria vai possibilitar mais inovações criativas, fazendo com que possamos trazer o melhor conteúdo para o público local e o melhor dos criadores brasileiros para o mundo.” A aposta em produção de séries reflete o crescimento da demanda pelo surgimento de novas opções em streaming. Em 2020, Disney+ (Disney Plus) e HBO Max lançarão suas plataformas no Brasil, esquentando o mercado já movimentado por Netflix e Globoplay.
Cinebiografia de Gretchen ganha primeiro teaser
A atriz Antonia Fontenelle (da novela “Balacobaco”) divulgou em seu Instagram um teaser da cinebiografia da cantora Gretchen, filme que marca sua estreia como diretora. A prévia é dramática e genérica como propaganda para produto de consumo feminino, acompanhada por uma narração piegas em que Fontenelle diz: “Para uns, Maria. Eu chamaria de fênix, mas ela escolheu ser Gretchen”. “Nem tudo é o que parece ser”, acrescenta a diretora na legenda. A própria Gretchen republicou o teaser em seu Instagram: “Vocês pediram. Vocês queriam muito. Ela não se intimidou em aceitar esse convite e está aí. Só um gostinho pra vocês”. O filme vai trazer Mel Lisboa (“O Matador”) como Gretchen e o elenco ainda conta com Henri Castelli (da novela “Tempo de Amar”) como o delegado Silva Neto, ex-marido de Gretchen e pai de Thammy Miranda, Nívea Maria (“Dona Flor e Seus Dois Maridos”) assume como a mãe da cantora e Tonico Pereira (“A Grande Família”) como o pastor que fez sessões de exorcismo na família após a homossexualidade de Thammy ser revelada. Ainda não há previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Nem tudo é o que parece ser. Uma publicação compartilhada por ladyfontenelle (@ladyfontenelle) em 15 de Out, 2019 às 7:15 PDT
Neil Patrick Harris entra no elenco de Matrix 4
O ator Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother” e “Desventuras em Série”) vai se juntar a Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss em “Matrix 4”. Seu papel não foi revelado. Além dele, outra novidade recentemente anunciada no elenco foi Yahya Abdul-Mateen II, que interpretou o vilão Arraia Negra em “Aquaman”. A produção está atualmente em fase de revisão de roteiro. A história foi escrita por Aleksandar Hemon (roteirista de “Sense8”) e David Mitchell (autor do livro que virou “A Viagem”) em parceria com Lana Wachowski, que criou “Matrix” com a irmã Lilly, na época em que ambas eram “irmãos”. Desta vez, Lana é a única Wachowski envolvida no projeto. Ela também vai assinar a direção, completando uma separação da irmã que se iniciou na produção de “Sense8”. A trama do filme original passava-se em um futuro no qual uma Inteligência Artificial tomou conta do mundo. A maioria das pessoas, no entanto, vive sem saber disso, habitando uma “simulação” virtual do planeta antes do apocalipse. Porém, alguns conseguem se libertar e o hacker Neo (Reeves) é escolhido para se “desplugar” deste universo virtual e ajudar os rebeldes na luta contra os computadores e robôs que escravizaram a humanidade. O filme de 1999 foi revolucionário por suas metáforas, que combinavam metafísica e sci-fi, mas também por suas cenas de ação, que introduziram o wire fu (o kung fu voador) e o feito “time bullet” (câmera lenta do ponto de vista de uma bala) no cinema ocidental. Fez tanto sucesso que ganhou duas continuações, que entretanto não tiveram a mesma repercussão, chegando a decepcionar os fãs da franquia. As filmagens do quarto longa devem começar nos primeiros meses de 2020, mas ainda não há previsão para o lançamento nos cinemas.
Versão live-action de A Dama e o Vagabundo ganha novo trailer comovente
A Disney divulgou um novo trailer da versão live-action de “A Dama e o Vagabundo”, desenvolvida para a plataforma Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus). A prévia mostra que, apesar de estrelada por animais de verdade, os cães protagonistas são capazes de comover como os animais criados por computação gráfica em “O Rei Leão”. Apesar disso, é possível reparar que os bichos sofreram ligeiras alterações digitais em suas aparências – nas bocas falantes e no olhar apaixonado, por exemplo – para aproximar as expressões do desenho clássico de 1955. A busca por realismo incluiu até a escalação de um vira-latas abandonado, resgatado de um canil em que seria sacrificado, para o papel de Vagabundo. Mas o politicamente correto contaminou a filmagem com um anacronismo que impede a recriação correta da época em que a trama se passa. Isto porque a produção manteve o período da animação, passada no ano de 1909, mas mudou a etnia dos donos da Dama, agora retratados como um casal interracial abastado. Bastante comum nos dias de hoje, esse relacionamento dificilmente seria tolerado pela elite branca racista da virada do século 20 – seis anos depois, “O Nascimento da Nação” seria elogiado por suas imagens de linchamentos de negros pelos cavaleiros “heroicos” da Ku Klux Klan. De todo modo, a opção permite uma analogia em relação às diferenças – de raça e de classe – entre o casal canino e seus donos. Assim como no clássico animado de 1955, a Dama acaba na rua depois que seus donos têm um bebê. Ela é salva de uma matilha raivosa pelo Vagabundo, que lhe mostra que ser um cão sem coleira pode ser divertido. Para mostrar esse ponto de vista, o filme recria uma das cenas mais icônicas da Disney: um jantar de espaguete romântico realizado em um beco, que inclui um dos beijos mais famosos da história do cinema. A nova versão tem roteiro de Andrew Bujalski, um cineasta indie premiado com o troféu John Cassavettes (para filmes feitos por menos de US$ 500 mil) no Spirit Awards 2013 pela comédia “Computer Chess”, e a direção está a cargo de Charlie Bean, responsável pela animação “Lego Ninjago: O Filme”. O elenco de carne e osso destaca Kiersey Clemons (“Dope: Um Deslize Perigoso”) e Thomas Mann (de “Kong: A Ilha da Caveira”) como os donos de Dama, enquanto os cachorros falam com as vozes de Tessa Thompson (“Thor: Ragnarok”) e Justin Theroux (“The Leftovers”), respectivamente nos papéis da cocker Dama e o vira-lata Vagabundo. O elenco de dubladores também inclui Benedict Wong (“Doutor Estranho”) como Bull, um buldogue inglês, Ashley Jensen (“Extras”) como uma cachorrinha Terrier escocesa chamada Jackie – no desenho de 1955, o personagem era um cachorro chamado Jock – e a cantora Janelle Monae, que terá trabalho duplo. Além de dublar Peg, uma das cachorrinhas de rua que a Dama conhece quando é levada para o canil, Monae é responsável pela trilha sonora do filme, que vai conter regravações das músicas originais e canções inéditas. Fora das telas, ela é namorada de Tessa Thompson, a Dama. A nova versão de “A Dama e o Vagabundo” vai estrear junto da plataforma Disney+ (Disney Plus), que será lançada em 12 de novembro nos Estados Unidos, Canadá, Holanda, Austrália e Nova Zelândia. A expectativa é que o serviço de streaming chegue ao Brasil em 2020.
The Outpost é renovada para sua 3ª temporada
A rede The CW renovou “The Outpost” para sua 3ª temporada. A série de fantasia conquistou um público fiel, tanto que mantém praticamente os mesmos índices em suas duas temporadas exibidas, com uma queda de apenas 6% no segundo ano de produção, encerrado em 26 de setembro nos Estados Unidos. A audiência, porém, é pequena, em torno de 600 mil telespectadores ao vivo. Mas a produção de Dean Devlin (roteirista de “Stargate” e “Independence Day”) ganha créditos pela capacidade de parecer muito mais cara do que realmente é. “The Outpost” foi desenvolvido por Kynan Griffin e Jason Faller, criadores de “Mythica”, uma franquia de fantasia bancada por financiamento coletivo, estrelada por Jake Stormoen (“Extinct”) e Kevin Sorbo (o Hércules da TV), que rendeu cinco filmes lançados direto em DVD. Protagonizada por atores pouco experientes, como a modelo australiana Jessica Green (a Cleópatra da série semi-documental “Roma: Império de Sangue”), o citado Jake Stormoen, Imogen Waterhouse (irmã da top model Suki Waterhouse) e Anand Desai-Barochia (calouro da versão britânica do programa “The Voice”), a série é uma combinação inusitada de trama de fantasia épica com produção de orçamento trash, que acaba sendo viciante por conta de performances canastronas e enredo capaz de prender a atenção com boas reviravoltas e construção de universo. Passada num reino imaginário medieval, começou acompanhando planos de vingança de Talon (Green), última sobrevivente de uma raça mestiça similar aos elfos, massacrada por sua capacidade de invocar demônios de outra dimensão. Mas ao buscar matar os assassinos de sua família, ela acaba se tornando aliada da rainha secreta (Waterhouse) de uma insurreição contra as forças imperiais da Primeira Ordem, numa trama que mistura elementos de “O Senhor dos Anéis” e “Star Wars”, e é bem mais envolvente que os efeitos toscos e exageros cômicos de sua produção. Importante destacar que a série melhorou muito em sua 2ª temporada ao passar a ser gravada em Belgrado, na Sérvia, aproveitando cenários europeus naturais – em vez de falsear uma Europa medieval em Utah, no interior dos Estados Unidos, cenário dos episódios iniciais. A 3ª temporada vai estrear na temporada de verão de 2020 (entre maio e julho) nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil no canal pago Syfy.
Patricio Bisso (1957 – 2019)
O artista argentino Patricio Bisso morreu no domingo passado (13/10) em Buenos Aires, após sofrer um ataque cardíaco, aos 62 anos. Natural da capital argentina, Bisso mudou-se para a cidade de São Paulo aos 17 anos, no fim dos anos 1970, e teve a maior parte de sua carreira no Brasil. Ele se projetou inicialmente como ilustrador, publicando seus trabalhos no jornal Folha de S. Paulo, mas logo se tornou um ícone na noite LGBTQIA+ paulistana por suas performances de humor, na maioria das vezes travestido. Uma das personagens que criou nesses shows foi até parar na Globo, a russa Olga del Volga, sexóloga e conselheira sentimental. Além de personagens próprios, ele recriava nos shows o visual de divas da música internacional dos anos 1950 e 1960, como Connie Francis e Gigliola Cinquetti. Acompanhado pela banda Os Boko Mokos e pelo trio vocal As Notas Pretas, seu show “Louca Pelo Saxofone” estreou em 1985 e ficou anos em cartaz. No ano passado, o selo Discobertas relançou pela primeira vez em CD o álbum “Louca pelo Saxofone”, derivado do show, que serve como testamento de sua genialidade. Bisso quase materializou uma carreira musical, participando do movimento de músicos Vanguarda Paulista, mas foi mais consistente como ator de cinema, atividade iniciada em “Maldita Coincidência” (1979), de Sergio Bianchi. Ele participou de clássicos da filmografia nacional, como “Das Tripas Coração” (1982), de Ana Carolina, “O Homem do Pau-Brasil” (1982), de Joaquim Pedro de Andrade, “Onda Nova” (1983) e “A Estrela Nua” (1984), ambos da dupla José Antonio Garcia e Ícaro Martins, antes de levar Olga del Volga para a Globo, na novela “Um Sonho a Mais” (1985). A versão Olga de Patricio também foi uma convidada frequente do programa de Hebe Camargo, o que acabou lembrado no longa “Hebe – A Estrela do Brasil”, atualmente em cartaz. Bisso também atuou e foi figurinista do filme “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), de Hector Babenco, e seguiu trabalhando com os figurões do cinema brasileiro, como Bruno Barreto, em “Além da Paixão” (1986), e Cacá Diegues em “Dias Melhores Virão” (1989), até sair do Brasil. Na época, dizia que tinha se cansado, por não conseguir dinheiro para projetos mais ambiciosos, como um longa-metragem focado em Olga Del Volga. Mas a gota d’água pode ter sido sua prisão em flagrante na noite de 3 de dezembro de 1994. Ele acabava de terminar a temporada do show “Bissolândia”, o mais elaborado de sua carreira, em que recriava canções dos personagens da Disney, quando foi preso por sexo com dois outros homens em plena praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Passou a noite em cana, pagou fiança e saiu dizendo ter apanhado na delegacia. Em seguida, voltou a morar em sua Buenos Aires natal, no mesmo prédio de sua mãe, praticamente sumindo do mundo pop. Mesmo assim, voltou a trabalhar com o conterrâneo Babenco em 2007, desenhando figurinos do filme “O Passado”, em que o cineasta também voltou (provisoriamente) à Argentina em que nasceu. E chegou a ensaiar uma volta por cima com o musical satírico “Castronauts”, que ele concebeu. Após ser exibido em um festival em Nova York, Bisso planejava em transformá-lo em filme. Mas foi outro projeto frustrado. Nos últimos anos, ele passou a compartilhar seu humor ácido, acompanhado por ilustrações sessentista e referências à iconografia das pin-ups, com os seguidores de seu perfil no Facebook, onde, de forma significativa, sempre escrevia em português. Seu último post foi publicado no sábado (12/10).
Musical clássico Grease vai virar série da HBO Max
O serviço de streaming HBO Max anunciou a produção de uma série derivada do clássico musical “Grease”, sucesso do cinema de 1978, estrelado por John Travolta e Olivia Newton-John. Intitulada “Grease: Rydell High”, a série vai explorar a vida dos estudantes da escola onde se passa a história original. Assim como no filme, a série será situada nos anos 1950 e terá formato musical, com canções originais. Os protagonistas serão diferentes, mas alguns dos personagens clássicos podem fazer aparições. Apesar da premissa estar definida, o projeto não tem roteirista. É, por enquanto, resultado de reunião de executivos, de um lado os representantes da plataforma de streaming da WarnerMedia e do outro os negociadores da Paramount, que detém os direitos do filme e recentemente produziram uma versão ao vivo do musical, “Grease Live!”, para a televisão. “‘Grease’ é um fenômeno de cultura pop que é capaz de envolver todas as gerações, e estou muito feliz que nossos amigos da Paramount aceitaram ampliar este universo para uma série semanal”, comentou Sarah Aubrey, chefe de conteúdo da HBO Max. Ela completou dizendo que a série “vai mostrar a vida de ensino médio em uma pequena cidade dos EUA, na escala de um musical rock n’ roll. É ‘Grease 2.0’, mas com o mesmo espírito, a mesma energia, e a mesma animação”. O anúncio teve direito a um pôster conceitual, que pode ser conferido abaixo.
Nada a Perder 2 sai dos cinemas após faturar R$ 59,2 milhões
O filme “Nada a Perder 2”, segunda parte da cinebiografia do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, saiu dos cinemas no fim de semana, após dois meses em cartaz, com faturamento total de R$ 59,2 milhões nas bilheterias. O valor é impressionante para o cinema nacional, mas representa metade da arrecadação recordista do filme antecessor, que rendeu R$ 120,8 milhões do primeiro “Nada a Perder” no ano passado. De acordo com os dados da ComScore, empresa que coleta dados das bilheterias no país, foram vendidos 6,1 milhões de ingressos para a sequência, o que equivale a quase metade dos 12,1 milhões comercializados no anterior, que se tornou o filme nacional com mais ingressos vendidos da história. Apesar dos valores elevados, é difícil saber se o filme deu lucro, porque desde sua estreia em 16 de agosto, “Nada a Perder 2” sofreu denúncias na imprensa por tentar lotar cinemas com distribuição gratuita de ingressos. A reportagem do UOL esteve no shopping Metrô Itaquera, em São Paulo, o local com mais sessões esgotadas na cidade, e confirmou que obreiros da Igreja Universal distribuíam entradas gratuitamente para as sessões, que foram adquiridas em lote pela própria Igreja. Pessoas que chegaram com ingressos antecipados também confirmaram que conseguiram os bilhetes através da Igreja. O jornal O Globo, por sua vez, reparou que os ingressos distribuídos tinham valor estampado mais baixo que o preço da meia entrada, característico de uma grande venda em lotes. Os tickets que circularam na Ilha do Governador, no Rio, ainda eram acompanhados por cupom promocional com direito a pipoca e refrigerante. Mesmo com ingressos esgotados, as sessões iniciais não lotaram. Uma sessão do Espaço Itaú, em Botafogo, foi assistida por 40 pessoas, apesar de ter 120 ingressos vendidos antecipadamente, segundo apurou O Globo. Em nota, a Igreja Universal disse que “a mídia não se conforma com o incrível sucesso de filmes com temática espiritual no Brasil, e tenta diminuir a importância do fenômeno. Talvez por não querer aceitar que a Universal conte com um número gigantesco de pessoas que, de forma voluntária, se mobiliza para que multidões possam assistir a um filme transformador”, referindo-se à distribuição gratuita de ingressos como iniciativa de “voluntários”.
Felicity Huffman começa a cumprir pena de prisão por fraude
A atriz Felicity Huffman se apresentou à prisão nesta terça (15/12), no estado da Califórnia, para dar início a sua sentença de 14 dias de detenção. Ela foi condenada por seu envolvimento no que a mídia americana batizou de escândalo de fraudes universitárias da elite dos Estados Unidos. Huffman se declarou culpada por ter pago US$ 15 mil para que um consultor de admissões em faculdades inflasse as notas de uma de suas filhas para que ela ingressasse na instituição de sua preferência. “Felicity Huffman se apresentou hoje para cumprir sua sentença no Instituto Federal Correcional de Dublin, na Califórnia. A sra. Huffman está preparada para atender ao termo ordenado pela juíza Indira Talwani como parte de sua punição”, afirmou um representante da atriz. “Posteriormente, quando for solta, ela continuará cumprindo o restante da pena determinada pela juíza: um ano de liberdade condicional e realização de 250 horas de serviço comunitário”, completou. Ela ainda terá de pagar uma multa de US# 30 mil (mais de R$ 120 mil). A intérprete de Lynette em “Desperate Housewives” foi detida em março deste ano, junto com a atriz Lori Loughlin, sob acusação de pagar suborno para que seus filhos fossem aprovados em faculdade de alto nível, como Georgetown, Stanford, UCLA e Yale. As duas atrizes eram as personalidades mais conhecidas de um grupo de 50 pessoas denunciadas na Operação Varsity Blues do FBI, que desbaratou o esquema de fraudes. Entre os pais envolvidos há diretores executivos de empresas e sócios de importantes escritórios de advocacia. O nome da operação é uma homenagem a um filme de 1999, batizado no Brasil de “Marcação Cerrada”. Cerca de 200 agente do FBI participaram da investigação e seus desdobramentos.
O Escândalo: Margot Robbie, Charlize Theron e Nicole Kidman se juntam contra assédio em trailer legendado
A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer legendado de “O Escândalo” (Bombshell), sobre a denúncia de assédio sexual que abalou a Fox News. A história já foi abordada na minissérie “The Loudest Voice”, mas o filme apresenta a trama sob a perspectiva das mulheres que apresentaram a queixa contra o homem mais poderoso do canal. O escândalo real aconteceu um ano antes das denúncias que acabaram com a carreira de Harvey Weinstein e originaram o movimento #MeToo. Quando veio à tona, em 2016, com acusações das mais famosas apresentadoras da Fox News, Gretchen Carlson e Megyn Kelly, o criador do canal, Roger Ailes, foi forçado a pedir demissão. E em seguida uma enchente de denúncias semelhantes vieram à tona, envolvendo outros profissionais da emissora. O âncora de maior prestígio da emissora, Bill O’Reilly, foi demitido logo em seguida. O filme acompanha a história das vítimas, vividas por Margot Robbie (“Eu, Tonya”), Nicole Kidman (“Lion”) e Charlize Theron (“Tully”). Kidman e Theron interpretam justamente Gretchen Carlson e Megyn Kelly. Já Robbie tem o papel de uma produtora executiva do canal, personagem criada especificamente para o longa, com o objetivo de concentrar uma série de situações reais. O tema é tão controvertido que o estúdio indie Annapurna Pictures desistiu de produzir o longa na véspera do começo das filmagens. Mas a Lionsgate imediatamente resgatou o projeto – e também lançou seu primeiro pôster. Veja abaixo. Ex-assistente de campanha dos presidentes americanos Richard Nixon, Ronald Reagan e George Bush, Roger Ailes fundou a Fox News em 1996, com o objetivo de oferecer conteúdo de forte tendência conservadora (quase extrema direita) para o ambiente do jornalismo televisivo do país. O executivo morreu em 2017, aos 77 anos, com a carreira e seu canal abalados pelo escândalo. O roteiro de “O Escândalo” é de Charles Randolph (“A Grande Aposta”) e a direção está a cargo de Jay Roach (“Trumbo – Lista Negra”). Por sua vez, o elenco inclui mais loiras: Alice Eve (“Além da Escuridão: Star Trek”), Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), Connie Britton (“9-1-1”), Allison Janney (“Eu, Tonya”), Brigette Lundy-Paine (“Atypical”) e Elisabeth Röhm (“The Oath”). Mas também há morenas no casting majoritariamente feminino: Nazanin Boniadi (“Counterpart”), Madeline Zima (“Californication”), Ashley Greene (“Crepúsculo”) e Alanna Ubach (“Euphoria”). Já o papel de Aisles é interpretado por John Lithgow (“The Crown”). A estreia está marcada para 20 de dezembro nos Estados Unidos e apenas 30 de janeiro no Brasil.
Minissérie Olhos que Condenam é processada por deturpar técnicas de interrogatório policial
A Netflix e a cineasta Ava DuVernay estão sendo processadas pela empresa que criou a “técnica Reid” de interrogatório policial. Segundo apurou a revista Variety, o processo denuncia caracterizações falsas usadas pela minissérie “Olhos que Condenam” para criticar a técnica. A premiada minissérie, criada e dirigida por DuVernay, aborda a história real de cinco adolescentes de Nova York que foram condenados por um estupro que ocorreu no Central Park, em 1989, mas foram inocentados mais de uma década depois, por exames de DNA. No quarto episódio da minissérie, os métodos de interrogatório usados pelos policiais que lidaram com o caso são questionados. “Vocês deram um jeito de tirar declarações de culpa destes garotos após 42 horas de interrogatório e coerção, sem comida, sem pausas para o banheiro, sem supervisão dos pais. A técnica Reid já foi rejeitada universalmente”, diz um personagem para um policial. “Eu não faço ideia do que é a técnica Reid, ok? Eu só sei o que me ensinaram. Eu sei o que me pediram, e eu fiz”, rebate o oficial na cena. Segundo o processo, este diálogo caracteriza de forma desonesta a técnica Reid. A empresa John E. Reid and Associates, que criou a “técnica Reid” nos anos 1940, alega que seus cursos para departamentos de polícia por toda a extensão dos EUA foram prejudicados pela minissérie, pois ela distorce seus métodos, comparando-os a coerção, e que tampouco é correto dizer que a técnica Reid foi “rejeitada universalmente”. No processo, a John E. Reid and Associates afirma que “Olhos que Condenam” prejudicou seus negócios e por isso busca uma indenização por parte da Netflix, além de uma decisão judicial obrigando a plataforma a alterar a cena em questão.
Nova Mulher-Gato, Zöe Kravitz já viveu a personagem no cinema
Uma curiosidade sobre a contratação de Zöe Kravitz, a Mulher-Gato de “The Batman”, é que ela já interpretou a heroína antes no cinema. Ela dublou a personagem em “Lego Batman: O Filme”, produção da Warner lançada em 2017. E tem mais. A atriz chegou a discutir participação em “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, último filme do herói dirigido por Christopher Nolan. Mas acabou não ficando com o papel, que era pouco mais que uma figuração, por ser considerada “muito urbana” em 2012. Como se não bastasse, a filha do roqueiro Lenny Kravitz tem como segundo pai o ator Jason Momoa, intérprete de “Aquaman” nos filmes da DC Comics. Momoa se tornou seu padrasto ao se casar com sua mãe, Lisa Bonet. Além de dublar Selina Kyler, a Mulher-Gato, ela também já deu voz a uma personagem importante da Marvel: Mary Jane no sucesso animado “Homem-Aranha: No Aranhaverso”. A atriz estrela a seguir a série “High Fidelity”, baseada no filme “Alta Fidelidade”, e o drama musical “Viena and the Fantom”, com direção de Gerardo Naranjo (“Miss Bala”), ambos previstos para 2020. Já “The Batman”, dirigido por Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), tem estreia marcada apenas para junho de 2021.












