Festival de Cannes: curta brasileiro entra na seleção da Semana da Crítica
Um dia após a divulgação da seleção principal do Festival de Cannes, com o longa brasileiro “Casa de Antiguidades”, os organizadores da mostra paralela Semana da Crítica revelaram os 15 filmes que fariam parte de sua edição de 2020 e receberão o seu “selo de aprovação”. A lista inclui outro filme nacional, o curta-metragem “Menarca”, da diretora Lillah Hallah. A história é focada em Nanã e Mel, duas garotas que vivem em uma vila de pescadores no interior do país, estranhamente infestada por piranhas. Além de receber o selo de aprovação, os títulos selecionados pelo Sindicato dos Críticos Franceses de Cinema podem ser exibidos em outros festivais durante o ano. Confira abaixo a seleção completa. Longas: “After Love”, de Aleem Khan (Reino Unido) “De l’Or Pour Les Chiens”, de Anna Cazenave Cambet (França) “La Nuée”, de Just Philippot (França) “Sous Le Ciel d’Alice”, de Chloé Mazlo (França) “La Terre des Hommes”, de Naël Marandin (França) Curtas: “August 22, This Year”, de Graham Foy (Canadá) “Axsama Dogru”, de Teiomur Hajiyev (Azerbaijão) “Dustin”, de Laila Guiguet (França) “Forastera”, de Lucia Aleñar Iglesias (Espanha) “Good Thanks, You?”, de Molly Manning Walker (Reino Unido) “Humongous!”, de Aya Kawazoe (Japão) “Maalbek”, de Ismaël Joffroy Chandoutis (França) “Marlon Brando”, de Vincent Tilanus (Holanda) “Menarca”, de Lillah Hallah (Brasil) “White Godfish”, de Jan e Raf Roosens (Bélgica)
Pitty lança clipe “submersa” na quarentena
A cantora Pitty lançou o clipe de “Submersa”, em que aparece exatamente assim, submersa sem roupas em uma banheira azulada. O vídeo foi gravado aparentemente na própria casa da artista durante o período de isolamento social e a letra evoca esse clima de quarentena entre quatro paredes. “Me perdi por aqui/ Em alguma esquina desse apartamento/ Pedaços de mim pelos cômodos/ Eu não sei voltar”, entoa a cantora, que entretanto lembra no final: “Vai passar”. Ela mesma fez a captação das imagens, que foram posteriormente editadas pelo diretor Otavio Sousa. A música faz parte do álbum “Matriz”, que foi lançado há um ano e de onde ainda podem surgir 13 clipes, um para cada faixa e no mesmo conceito, com Pitty sozinha em casa, contracenando com objetos de seu cotidiano. Um vídeo, batizado de “VideoTrackz”, foi lançado em abril passado com várias cenas caseiras de Pitty ao som de trechos das canções, onde é possível vislumbrar algumas das imagens que agora aparecem ampliadas no clipe de “Submersa”. Confira mais abaixo.
IZA lança documentário da produção de seu novo clipe com o americano Maejor
A cantora IZA lançou em seu canal no YouTube um documentário que mostra os bastidores da campanha feita em parceria com a ONU (Organização das Nações Unidas) e com a Fundação Humanity Lab que resultou no clipe “Let Me Be The One”, gravado com o cantor americano Maejor – mais conhecido por aqui por ter trabalhado com Anitta no hit “Vai Malandra”. O vídeo traz os bastidores da gravação do clipe e entrevistas com os artistas, a equipe e parte do elenco formado por indígenas, refugiados e grupos que sofrem com a invisibilidade. Incluídos no clipe, eles aproveitam o novo vídeo para contar suas histórias e pedir ajuda. “Eu acho muito importante que todas as pessoas entendam que nós podemos fazer o que a gente quiser. Podemos ocupar qualquer lugar. Uma capa de revista, a TV, a novela. É importante você se ver representado em algum lugar para que você entenda que não existem barreiras”, diz IZA . Para o parceiro de IZA na música, Maejor, o ativismo está nas pequenas atitudes e pode ser praticado por qualquer um. “Às vezes pensamos no ativismo como algo que tenha que mover grandes montanhas, mas para mim o ativismo é realizar pequenos atos que tornam o mundo melhor”. O clipe e o documentário foram gravados em São Paulo, em fevereiro, antes da pandemia mundial do coronavírus, com direção de Felipe Sassi (de vídeos de Boss in Drama, Gloria Groove, Ludmilla) e produção da Agência de Música para a gravadora Warner. Veja abaixo o clipe e o documentário de seus bastidores.
José de Abreu sai da Globo e vai tentar carreira internacional
O ator José de Abreu anunciou na noite de quarta (3/6) que vai deixar a Globo no próximo dia 30 de junho, depois de quase 40 anos no canal. A revelação foi feita durante transmissão de live realizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais. “Eu acabei de fechar um distrato com a Globo de uma maneira extremamente boa para os dois lados. Há dois meses, a gente começou uma negociação e fechamos há cerca de um mês. Tive uma boa conversa com [o diretor artístico Carlos Henrique] Schroder na semana passada. Vou me desligar da Globo no dia 30”, afirmou ele. Ao contrário de outros, que ficaram arrasados com o fim de seus contratos duradouros, o ator revelou entusiasmo com a nova fase e disse que agora, aos 74 anos, tentará começar sua carreira internacional. Ele se mudou recentemente para a Nova Zelândia com a noiva, Carol Junger, de 22 anos. “Agora vou tentar carreira internacional. Vou mudar de vida. Estou aqui [na Nova Zelândia] melhorando o meu inglês. Vou continuar trabalhando na Globo, por obra certa, mas sem contrato depois de 40 e tantos anos… É uma nova maneira da Globo se relacionar com os seus artistas”, completou. José de Abreu fez a sua primeira novela na Globo em 1980, atuando em “As Três Marias”, mas deixou a emissora entre 1989 e 1991, quando migrou para a extinta TV Manchete e participou de novelas como “Pantanal” e “A História de Ana Raio e Zé Trovão”. Desde então, foi só Globo, em sucessos como “A Indomada” (1997), “Senhora do Destino” (2004), “Caminho das Índias” (2009), “Avenida Brasil” (2012), entre outras.
BAFTA: Chernobyl lidera indicações ao prêmio da TV britânica
A Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês) revelou a lista dos indicados a seu prêmio anual de TV. Anunciada na manhã de quinta-feira (4/6), as indicações ao BAFTA TV demarcaram uma grande preferência por “Chernobyl”, da HBO, que lidera com folga a relação, concorrendo em 14 categorias, incluindo Melhor Minissérie, Ator (Jared Harris) e Ator Coadjuvante (Stellan Skarsgard). “Chernobyl” recebeu exatamente o dobro de indicações da segunda série mais bem cotada, “The Crown”, da Netflix, nomeada a sete prêmios. Logo em seguida, aparecem a comédia “Fleabag” e o drama “Giri/Haji”, empatadas com seis indicações cada. As duas são coproduções da BBC com plataformas de streaming, respectivamente a Amazon e (novamente) a Netflix. As indicações de “The Crown” incluíram Melhor Série de Drama, Ator Coadjuvante (Josh O’Conner) e Atriz Coadjuvante (Helena Bonham Carter), enquanto “Fleabag” emplacou Phoebe Waller-Bridge e Sian Clifford na mesma categoria – Melhor Atriz em Comédia. Entre as séries com múltiplas indicações também aparecem “His Dark Materials” e “The Virtues”, em cinco categorias, e “Killing Eve”, “Sex Education” e “Top Boy” em quatro. A cerimônia de premiação do BAFTA TV ocorreria na primavera britânica, mas foi adiada devido à pandemia de coronavírus. Os prêmios agora serão anunciados em dois fins de semana, com a entrega dos troféus técnicos no dia 17 de julho e prêmios principais em 31 de julho, com apresentação do comediante Richard Ayoade (“The IT Crowd”). Seguindo as restrições em vigor no Reino Unido, as duas cerimônias serão realizadas em estúdio fechado, sem plateia, com apresentadores socialmente distantes e com os indicados agradecendo seus prêmios de casa, via videochamadas. Veja abaixo os indicados nas categorias principais do BAFTA TV. Melhor Série de Drama The Crown The End Of The F***Ing World Gentleman Jack Giri/Haji Melhor Série de Comédia Catastrophe Derry Girls Fleabag Stath Lets Flats Melhor Minissérie A Confession Chernobyl The Victim The Virtues Melhor Telefilme Brexit: The Uncivil War Elizabeth Is Missing The Left Behind Responsible Child Melhor Série International Euphoria Succession Inacreditável (Unbelievable) Olhos que Condenam (When They See Us) Melhor Ator em Drama Callum Turner, The Capture Jared Harris, Chernobyl Stephen Graham, The Virtues Takehiro Hira, Giri/Haji Melhor Atriz em Drama Glenda Jackson, Elizabeth Is Missing Jodie Comer, Killing Eve Samantha Morton, I Am Kirsty Suranne Jones, Gentleman Jack Melhor Ator em Comédia Guz Khan, Man Like Mobeen Jamie Demetriou, Stath Lets Flats Ncuti Gatwa, Sex Education Youssef Kerkour, Home Melhor Atriz em Comédia Gbemisola Ikumelo, Famalam Phoebe Waller-Bridge, Fleabag Sarah Kendall, Frayed Sian Clifford, Fleabag Melhor Ator Coadjuvante Joe Absolom, A Confession Josh O’Connor, The Crown Stellan Skarsgard, Chernobyl Will Sharpe, Giri/Haji Melhor Atriz em Drama Helen Behan, The Virtues Helena Bonham Carter, The Crown Jasmine Jobson, Top Boy Naomi Ackie, The End Of The F***Ing World
A Despedida: Um dos melhores filmes de 2019 estreia em VOD no Brasil
Um dos melhores filmes de 2019, “A Despedida” (The Farewell), finalmente chegou ao Brasil. O lançamento acontece em VOD (locação digital), mas não é exatamente por causa da pandemia de coronavírus. A distribuidora nunca pretendeu lançar no cinema. A produção que projetou Awkwafina é um produção indie com toques de comédia, que começa de forma dramática e termina em tom reconfortante. Awkwafina vive a rebelde de uma família sino-americana, que viaja completa para a China para o casamento arranjado de um primo. Na verdade, trata-se de uma desculpa para todos se reúnam pela última vez com a vovó da família. Eles querem se despedir, ao mesmo tempo em que tentam esconder dela que um exame apontou que seu câncer está em estágio avançado. Baseado numa experiência real da diretora Lulu Wang, “A Despedida” rendeu o Globo de Ouro e o Gotham Awards de Melhor Atriz para Awkwafina, além de ter vencido o Spirit Awards (o Oscar indie) de Melhor Filme e Melhor Atriz Coadjuvante (para Shuzhen Zhao, a vovó). Imperdível. Mas fica a dica: não se apresse e leia todo o texto dos créditos finais sobre a verdadeira vovó da história. Confira abaixo outras estreias digitais, que também são inéditas nos cinemas brasileiros e chegam em VOD neste fim de semana. A Despedida (The Farewell) | EUA, China | 2019 Quando a família de uma doce senhora descobre que ela possui apenas mais algumas semanas de vida, eles decidem não informá-la a respeito do diagnóstico. Em vez disso, seus filhos e netos tentam arranjar um casamento de última hora para que todos os parentes mais distantes possam vê-la por uma última vez sem que ela saiba o que está acontecendo de verdade. Now e Looke Lupin 3º: O Primeiro (Lupin III: The First) | Japão | 2019 Indicado ao troféu da Academia Japonesa, o primeiro anime computadorizado do personagem clássico de Monkey Punch acompanha Lupin 3º, descendente do famoso ladrão francês Arsene Lupin, em busca do precioso Diário de Bresson para descobrir a história de seu avô. Leia mais aqui. Now, Looke, Sky Play e Vivo Play Corpus Christi | Polônia, França | 2019 Indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, o longa do polonês Jan Komasa (da série “Ultraviolet”) acompanha um jovem de 20 anos que passa por uma transformação espiritual em um centro de detenção e decide se tornar padre, mas é impedido por sua ficha criminal. Ao ser solto e se mudar para uma cidade pequena, ele acidentalmente assume a paróquia local. Cinema Virtual Amigos para Sempre (Storm Boy) | Austrália | 2019 Premiado no Festival de Cinema Infantil de Zlín, na República Tcheca, gira em torno de um homem aposentado que começa a se lembrar de fatos traumáticos de sua infância. Ele compartilha as histórias com sua neta, como a vez em que resgatou e criou um pelicano. Cinema Virtual Glastonbury | Reino Unido | 2006 Documentário dirigido por Julian Temple (“The Great Rock ‘n’ Roll Swindle”) que mostra a história do festival de música Glastonbury, criado no Reino Unido na década de 1970, e suas transformações. Belas Artes à La Carte
Cinema em Casa: Sesc lança serviço de streaming gratuito para filmes de arte
Seguindo tendência inaugurada pelo Cine Petra Belas Artes, o Sesc também vai virar streaming. Com o nome de Cinema em Casa com Sesc, o serviço estreia nesta quinta (4/5), trazendo quatro filmes por semana. Com um detalhe: todos gratuitos. A programação vai seguir a tendência da simpática Cinesesc, sala de cinema da Rua Augusta, privilegiando filmes de arte. Na primeira semana, o principal destaque é “Mamma Roma” (1962), clássico de Pier Paolo Pasolini, em que Anna Magnani vive uma prostituta de meia-idade capaz de tudo para dar um futuro digno ao filho adolescente rebelde. Também estão na programação os documentários premiados “O Pacto de Adriana” (2017), da chilena Lissette Orozco, sobre o período da ditadura de Pinochet, e “O Homem da Cabine” (2008), do brasileiro Cristiano Burlan, que registra o cotidiano de projecionistas de cinema, profissão em extinção. Completa a programação o infantil “Historietas Assombradas – O Filme” (2017), animação inspirada no programa de TV homônimo. Na próxima quinta, serão disponibilizados mais quatro filmes diferentes. Os filmes podem ser assistidos diretamente no novo portal digital do Sesc, neste link.
Mais atores detonam “racismo” de Lea Michele nas redes sociais
Apesar de seu pedido de desculpas, as acusações de racismo contra Lea Michele continuam a surgir no Twitter e no Instagram de atores que trabalharam com a atriz. E agora não apenas em “Glee”, mas também em “The Mayor”, “Scream Queens” e até na montagem de “Spring Awakening” na Broadway. O fato é que o termo “racista” começou a ser empregado com mais clareza. Tudo começou quando a intérprete de Rachel Berry tuitou sobre a morte de George Floyd e incluiu a hashtag #BlackLivesMatter. Samantha Ware, que teve papel recorrente na 6ª temporada de “Glee” como Jane Hayward, rapidamente ironizou a declaração com um “LMAO” e revelou que Michele ameaçou “defecar” na peruca afro que ela usava enquanto estava no programa. “Lembra quando você fez da minha primeira série de televisão um inferno?!?! Porque eu nunca esquecerei”, escreveu Ware, usando apenas letras maiúsculas. “Acredito que você disse a todos que, se tivesse a oportunidade, defecaria na minha peruca! Entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood”, completou. O comentário se multiplicou em retuítes e o ator Dabier, que apareceu em apenas um episódio da série, deu outro testemunho sobre o suposto racismo de Michele. “Garota você não me deixava sentar na mesa com outros membros do elenco porque ‘eu não pertencia lá'”, ele escreveu. A polêmica ainda rendeu gifs de dois outros integrantes negros do elenco. Alex Newell, que interpretou Wade “Unique” Adams, e uma das principais atrizes de “Glee”, Amber Riley, intérprete de Mercedes Jones, publicaram gifs irônicos, que sugeriam saber de podres desse confronto. Depois de perder um contrato de publicidade de uma empresa alimentícia devido à polêmica, ela publicou um mea-culpa no Instagram, assumindo ter agido “de modos que machucaram outras pessoas” e jurando se tornar “uma pessoa melhor no futuro”. “Todos podemos crescer e mudar e eu definitivamente usei os últimos meses para refletir sobre os meus próprios defeitos”, ponderou, lembrando que tem feito esforço para melhorar porque vai se “tornar mãe em alguns meses”. Isso não impediu novos comentários de ex-colegas nas redes sociais. Depois de seu gif, Amber Riley apoiou os comentários de Ware e disse que outros atores e atrizes negros contaram histórias semelhantes sobre Michele, durante uma conversa com uma jornalista da revista Essence no Instagram. Heather Morris, a Brittany de “Glee”, foi clara, taxando-a de racista. “Acredito que Lea devia ser enquadrada por tratar os outros de forma desrespeitosa por tanto tempo. E sim, também depende de nós, porque permitir que isso continue por muito tempo sem se manifestar é outra coisa que precisamos mudar e estamos aprendendo isso junto com o resto da sociedade. Mas, no momento atual, está implícito que ela é racista e, embora eu não possa comentar suas crenças, acho que estamos assumindo, e você sabe o que acontece quando todos assumimos”, ela escreveu no Twitter. Yvette Nicole Brown, estrela de “Community” que estrelou “The Mayor” com Michele, respondeu ao tuíte original de Ware, escrevendo: “Senti todas essas letras maiúsculas”. Ela acrescentou: “Toda pessoa em um conjunto é importante. Toda pessoa em um set merece respeito. E é responsabilidade de todas as séries regularmente fazer com que todas as pessoas que visitam sua casa se sintam bem-vindas. Essa atitude de desprezo é o que há de errado em Hollywood e no mundo”. Gerard Canonico, da peça da Broadway “Spring Awakening”, comentou as desculpas de Michele no Instagram de forma dura. “Você não passou de um pesadelo para mim e para os colegas de elenco. Você nos fez sentir como se não pertencêssemos lá. Durante anos, tentei ser legal com você sem sucesso. Você devia pedir desculpas de verdade em vez de colocar a culpa em como os outros te ‘percebem'”. Abigail Breslin, que trabalhou com a atriz em “Scream Queens”, curtiu um tuíte que dizia “Nem todos devem concordar que tem alguma coisa estranha com Lea Michele… Mas onde vocês estavam na época que eu dizia isso, há anos??? Pensei que era a única.” Até Melissa Benoist, a “Supergirl”, que entrou em “Glee” na 4ª temporada, curtiu o tuite original de Ware. Ela também curtiu os tuítes com os gifs de Newell e Riley, demonstrando saber algo e expressando seu apoio.
John Boyega vira herói da resistência real após discurso poderoso contra racismo
O ator John Boyega, líder da resistência na franquia “Star Wars”, fez um discurso poderoso e emocionante diante de milhares de pessoas no Hyde Park, em Londres, como parte dos protestos internacionais contra o racismo estrutural, que surgiram como reação ao assassinato de George Floyd por policias brancos em 25 de maio, nos EUA. Vídeos do ator falando para a multidão viralizaram nas redes sociais, onde é possível vê-lo falando com toda a força de seus pulmões, expressando raiva e dizendo que poderia estar acabando com a própria carreira ao se manifestar daquela forma. Mas o caso não podia ser mais diferente. O perfil oficial de “Star Wars” o chamou de “herói”, a produtora Blumhouse fez coro e vários cineastas, entre eles Jordan Peele (“Corra!”) e Mike Flanagan (“Doutor Sono”), além do showrunner Charlie Brooker (criador de “Black Mirror”), lhe transmitiram apoio, sugerindo que ele estava “garantido” e não precisava se preocupar em ficar desempregado. “Vidas negras sempre importaram. Nós sempre fomos importantes. Nós sempre significamos algo. Nós sempre vencemos, apesar das dificuldades”, declarou o ator em um megafone. “Nós [manifestantes] somos a representação física do nosso apoio a George Floyd”, continuou. “Estou falando com vocês do meu coração. Olha, eu não sei se vou ter uma carreira depois disso, mas f***-se. F***-se **** ****, f***-se a ******. Isso é mais vital”, proclamou o ator, listando os nomes de homens e mulheres negros mortos pela polícia nos últimos anos, com destaque para britânicos. “Eu preciso que vocês entendam o quão dolorosa essa m**** é.” “Hoje trata-se de pessoas inocentes que estavam no meio de seu processo [de vida]”, Boyega continuou, enquanto lutava contra as lágrimas. “Não sabemos o que George Floyd poderia ter conquistado, não sabemos o que Sandra Bland poderia ter conseguido, mas hoje vamos garantir que esse pensamento não seja estranho para nossos jovens”, afirmou o ator. “Toda pessoa negra aqui se lembra de quando outra pessoa te lembrou que você era negro… Preciso que você entenda o quão doloroso isso é. Preciso que você entenda quão doloroso é ser lembrado todos os dias de que sua raça não significa nada”, continuou Boyega. Após uma pausa para conter o choro, ele pediu para os homens negros cuidarem melhor de suas mulheres. “Elas são o nosso coração, elas são o nosso futuro. Não podemos demonizar nossos semelhantes, nós somos os pilares da família”, disse. “Imaginem isso: uma nação que é construída com famílias que estão se desenvolvendo, que são saudáveis, que se comunicam, que criam seus filhos com amor, que têm maiores chances de se tornarem seres humanos melhores, e é isso o que precisamos criar”, declarou. Poucas horas depois, num tuíte do feed oficial da conta de “Star Wars”, a Lucasfilm definiu o intérprete de Finn como um “herói”. “A LucasFilm está com John Boyega”, dizia o texto da mensagem que citou frases que ele proferiu, incluiu um link para o vídeo do discurso completo, expressou apoio ao movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) e concluiu dizendo: “John Boyega, você é nosso herói”. Ele recebeu várias outras mensagens de apoio ao longo do dia. Mas foi um anônimo que melhor definiu o impacto de seu discurso. “John Boyega não precisa de ‘Star Wars’ para ser um general da rebelião”, escreveu um perfil do Twitter dedicado ao famdom de “Star Wars”. We stand with and support you, @JohnBoyega. View his full speech: https://t.co/Goxb5y2wrK pic.twitter.com/ZvE0t5tRPY — Star Wars (@starwars) June 3, 2020 We hear you. We see you. We're with you @JohnBoyega #RealLifeHero #BlackLivesMatterhttps://t.co/c5TncuX9Ow — Blumhouse (@blumhouse) June 3, 2020 We got you, John. https://t.co/oX7Rr52omx — Jordan Peele (@JordanPeele) June 3, 2020 I would work with John Boyega anytime, and I’d consider myself lucky to do so. https://t.co/l3eRnpsXUv — Mike Flanagan (@flanaganfilm) June 4, 2020 I would work with John Boyega and I urge other Non-Black creators to affirm that they have his back as well. https://t.co/SqXgmIS5aR — Matthew A. Cherry (@MatthewACherry) June 3, 2020 I would crawl through a barrel of broken glass to have John Boyega even so much as *glance* at one of my scripts. https://t.co/0bcLeldaEg — Charlie Brooker (@charltonbrooker) June 3, 2020 John Boyega doesn't need Star Wars in order to be a resistance general. pic.twitter.com/5z7jMBbX9o — Everything Star Wars (@EverythingSW66) June 3, 2020
Lovecraft Country: Série de terror do diretor de Corra! ganha novo trailer legendado
A HBO divulgou um novo trailer legendado de “Lovecraft Country”, série sobrenatural produzida por Jordan Peele (diretor de “Corra” e “Nós”), que combina drama de época, crítica social e fantasmas. Graças aos protestos antirracistas que sacodem os EUA, a temática da produção, que retrata o auge do racismo americano, acabou se tornando mais atual que nunca. Baseada no livro homônimo de Matt Ruff (lançado em março no Brasil como “Território Lovecraft”), “Lovecraft Country” se passa nos anos 1950 e acompanha Atticus Black, um rapaz que lutou na 2ª Guerra Mundial e que, quando seu pai desaparece, junta-se a sua amiga Letitia e seu tio George para embarcar numa jornada a sua procura. Nessa busca, eles enfrentam os horrores brutais do racismo da época, assim como horrores sobrenaturais, e tentam sobreviver a tudo isso. O elenco destaca Jonathan Majors (“Hostis”) como Atticus, Jurnee Smollett-Bell (“True Blood”) como Letitia e Courtney B. Vance (“American Crime Story: The People vs. O.J. Simpson”) no papel do tio George. Os coadjuvantes incluem Aunjanue Ellis (“Quantico”), Wunmi Mosaku (“Macbeth”), Michael Kenneth Williams (“Olhos que Condenam”), Jamie Chung (“The Gifted”), Jordan Patrick Smith (“Vikings”) e a top model Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”). O projeto foi desenvolvido por Jordan Peele, que descobriu o livro e concebeu sua transformação em série. Ele fechou uma parceria com o superprodutor J.J. Abrams (série “Westworld”) e convenceu Misha Green (criador da série “Underground”) a escrever os roteiros da adaptação. Para completar, contou com episódios dirigidos por outro cineasta, Yann Demange, premiado no Festival de Veneza e vencedor do BIFA (premiação do cinema indie britânico) por “71: Esquecido em Belfast” (2014). A série estreia em agosto, inclusive no Brasil, em dia ainda não divulgado.
Diretor da HBO Max diz que não vai “refazer todos os filmes” após “Snyder Cut” da Liga da Justiça
Com a oficialização da produção do “Snyder Cut”, versão de “Liga da Justiça” reeditada pelo diretor Zack Snyder para lançamento na HBO Max, campanhas por novas versões de filmes que foram mutilados, na fase de edição, por seus produtores, tomaram conta das redes sociais. Mas em uma entrevista para o site The Verge, o chefe da HBO Max, Tony Goncalves, afirmou que não há planos para outros projetos similares, pelo menos em sua plataforma. “Isto definitivamente não é um precedente”, explicou Goncalves, jogando areia na campanha do “Ayer Cut”, a versão de “Esquadrão Suicida” do diretor David Ayer. Mesmo assim, ele faz uma ressalva. “Consumidores falam e nós, como uma indústria, precisamos ouvir”, afirmou. E continuou: “Acho que, quando se fala de conteúdo, o consumidor nunca teve tanta escolha, tanta voz. Mas isso não significa que vamos investir dinheiro em todos os fandoms que existem. Mas acho que há uma referência nos fandoms de ‘Friends’ e ‘Liga da Justiça’, que tem o consumidor falando, e temos que ouvir” O executivo reforça, entretanto, que o caso de “Liga da Justiça” é único. “Isso não significa que vamos investir nossos dólares em todos os fãs que existem”, declarou. “Isso não significa que vamos refazer todos os filmes já feitos. Mas acho que definitivamente temos que ouvir. E acho que ouvimos.” Anteriormente, a Warner já tinha refeito, com grande sucesso, o clássico sci-fi “Blade Runner” (1982), que também tinha sido mutilado pelos executivos do estúdio na época de seu lançamento. Uma versão chamada de “do diretor”, mas sem aval de Ridley Scott, foi lançada em VHS em 1992, e uma oficial, assinada por Scott, chegou ao Blu-ray em 2007.
Lea Michele pede desculpas a ex-colegas de Glee e jura que será “uma pessoa melhor”
Após dois dias de repercussão negativa, a atriz Lea Michele finalmente se manifestou a respeito das acusações de ex-colegas de “Glee” sobre seu comportamento nos bastidores da produção. Tudo começou quando a intérprete de Rachel Berry tuitou sobre a morte de George Floyd e incluiu a hashtag #BlackLivesMatter. Samantha Ware, que teve papel recorrente na 6ª temporada de “Glee” como Jane Hayward, rapidamente ironizou a declaração com um “LMAO” e revelou que Michele ameaçou “defecar” na peruca afro que ela usava enquanto estava no programa. “Lembra quando você fez da minha primeira série de televisão um inferno?!?! Porque eu nunca esquecerei”, escreveu Ware, usando apenas letras maiúsculas. “Acredito que você disse a todos que, se tivesse a oportunidade, defecaria na minha peruca! Entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood”, completou. O comentário se multiplicou em retuítes e o ator Dabier, que apareceu em apenas um episódio da série, deu outro testemunho sobre o suposto racismo de Michele. “Garota você não me deixava sentar na mesa com outros membros do elenco porque ‘eu não pertencia lá'”, ele escreveu. A polêmica ainda rendeu gifs de dois outros integrantes negros do elenco. Alex Newell, que interpretou Wade “Unique” Adams, e uma das principais atrizes de “Glee”, Amber Riley, intérprete de Mercedes Jones, publicaram imagens que sugeriam saber de podres desse confronto. Enquanto se manteve em silêncio, Lea Michele perdeu um contrato de publicidade. “O HelloFresh não tolera racismo nem discriminação de qualquer tipo. Estamos descontentes e desapontados ao saber das recentes alegações relativas a Lea Michele”, postou a empresa no Twitter, respondendo a um seguidor que questionou os serviços da atriz na terça-feira (2/6). “Levamos isso muito a sério e encerramos nossa parceria com Lea Michele, com efeito imediato.” Agora, ela publicou um mea-culpa no Instagram, assumindo ter agido “de modos que machucaram outras pessoas” e, depois de ouvir com atenção todas as críticas, jura que vai “ser uma pessoa melhor no futuro”, começando com um pedido de desculpas. “Todos podemos crescer e mudar e eu definitivamente usei os últimos meses para refletir sobre os meus próprios defeitos”, ponderou, lembrando que tem feito esforço para melhorar porque vai se “tornar mãe em alguns meses”. Leia o texto na íntegra: “Uma das lições mais importantes das últimas semanas é que todos nós precisamos de um tempo para ouvir e entender as perspectivas das outras pessoas, e perceber o papel que nós tivemos, para ajudar a tratar as injustiças que elas encararam. Quando eu tuitei no outro dia, era para ser um apoio aos nossos amigos, vizinhos e comunidades não-caucasianas durante este momento difícil, mas as respostas que eu tive também me fizeram focar especificamente no meu próprio comportamento com colegas de elenco, e como ele foi percebido por eles. Apesar de não lembrar das declarações específicas, e eu nunca julguei pessoas por seu histórico ou cor de pele, este não é o ponto. O que importa é que eu claramente agi de modos que machucaram outras pessoas. Se foi minha posição privilegiada e perspectiva que colaboraram para que eu fosse percebida como insensível ou inapropriada em certos momentos, ou se foi só minha imaturidade e o fato de eu ser desnecessariamente difícil, eu peço desculpas pelo meu comportamento e qualquer dor que eu possa ter causado. Todos podemos crescer e mudar e eu definitivamente usei os últimos meses para refletir sobre os meus próprios defeitos. Eu vou me tornar uma mãe em alguns meses e sei que eu preciso continuar a melhorar e assumir responsabilidade por minhas ações para que eu possa ser um modelo para meu filho e passar lições e erros para que ele possa aprender. Eu ouvi as críticas, estou aprendendo, e apesar de estar arrependida, eu vou ser uma pessoa melhor no futuro por causa desta experiência.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lea Michele (@leamichele) em 3 de Jun, 2020 às 4:03 PDT
Mary Pat Gleason (1950 – 2020)
A veterana atriz e roteirista Mary Pat Gleason, que integrou a série “Mom”, morreu na terça (2/9), aos 70 anos, vítima de câncer. A atriz começou sua carreira em 1982, com uma aparição num episódio da novela diurna “Texas”. Quatro anos depois, ela ganhou um Emmy por outra novela, mas como parte da equipe de roteiristas de “Guiding Light”, que durou impressionantes 72 temporadas no rádio e na TV, antes de ser cancelada em 2009. Gleason também interpretou uma personagem na atração. Mas os espectadores lembrarão mais da atriz por seu papel recorrente em “Mom”, como Mary, uma integrante do AA (Alcoólatras Anônimos) frequentemente interrompida por Bonnie (Allison Janney) ao tentar compartilhar seus problemas com o grupo. As anedotas da personagem tendiam a ser bizarras, muitas vezes assustadoras, e ela acabou morrendo de um aneurisma cerebral durante uma reunião na 7ª e mais recente temporada do programa. Gleason ainda apareceu em episódios recentes de outras séries, como “Will & Grace”, “The Blacklist”, “Life in Pieces”, “American Housewife”, “WTF 101” e do revival de “Gilmore Girls” na Netflix. Mas suas participações especiais cobrem desde a época da “Murphy Brown” original e de “Três É Demais” (Full House), nos anos 1980, e ainda incluem “Friends” e “Plantão Médico” (E.R.) na década seguinte – entre muitas outras atrações. Sua filmografia cinematográfica também lista vários clássicos dos anos 1990, como “Instinto Selvagem” (1991) e “As Bruxas de Salém” (1996), mas ela geralmente teve papéis secundários. Nos últimos anos, especializou-se em comédias românticas, como os sucessos “O Amor Custa Caro” (2003), “De Repente 30” e “A Nova Cinderela” (ambos de 2004). Seu último filme foi produzido há dois anos. Em “Sierra Burgess Is a Loser”, da Netflix, ela interpretou a orientadora escolar da protagonista (Shannon Purser).












