Trailer mostra que Punky, a Levada da Breca virou adulta na volta da série clássica
A plataforma americana Peacock, serviço de streaming com conteúdo da NBCUniversal, divulgou uma coleção de pôsteres e o trailer oficial do revival da série clássica “Punky, a Levada da Breca” (Punky Brewster). A atração vai voltar com a mesma atriz que vivia a menina nos anos 1980, Soleil Moon Frye. Como mostra o vídeo, a nova série é uma continuação da trama original e vai mostrar Punky (Frye) como uma mulher adulta. Na verdade, uma atrapalhada mãe divorciada de três crianças, que ainda não superou a separação do marido e ainda resolve incluir na família uma menina perdida que a lembra de sua própria infância. A premissa segue uma tendência de outras produções em que crianças de séries clássicas retornam adultas para estrelar continuações, o que aconteceu recentemente em “Fuller House” e “A Casa da Raven” (Raven’s Home). Soleil Moon Frye não é a única integrante do elenco original que está de volta. Chrie Johnson também retoma seu papel como Cherie, melhor amiga de Punky. As novidades ficam por conta de Freddie Prinze Jr. (“Ela É Demais”), que vive o ex-marido, Noah Cottrell (“Arranha-Céu: Coragem Sem Limite”), Oliver de los Santos (“Occupation: Rainfall”) e Lauren Lindsey Donzis (“No Good Nick”) como os filhos e a estreante Quinn Copeland, como a nova “Punky” – ou melhor, Izzy. “Punky, a Levada da Breca” foi exibida originalmente entre 1984 e 1988 e girava em torno de uma garota abandonada pela mãe em um shopping. Sem se deixar abater, ela começa a morar num apartamento vago de um prédio administrado pelo viúvo Henry (George Gaynes), que depois a adota. No Brasil, a sitcom foi transmitida com grande sucesso pelo SBT, e depois de cansar de reprisar por lá passou ainda pela Rede Bandeirantes. Além disso, uma versão em desenho animado da série foi produzida entre 1985 e 1987. A série acabou quando Soleil Moon Frye tinha 12 anos. Mas ela não parou de atuar, aparecendo em várias outras atrações televisivas, inclusive em “Friends”, “Galera do Barulho” (Saved by the Bell) e “Anos Incríveis” (The Wonder Years), até se destacar num papel fixo em “Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira” (1996–2003) e como dubladora da franquia animada baseada nas bonecas “Bratz” (2004-2013). O revival de “Punky” estava sendo desenvolvido pelos irmãos Steve e Jim Armogida (criadores da série “School of Rock”) para os estúdios Universal, visando um lançamento na rede NBC, lar da série original. Mas o projeto de streaming da empresa mudou tudo. A produção agora vai se juntar ao revival de “Galera do Barulho”, outro sucesso adolescente antigo, na plataforma Peacock, ainda não disponível no Brasil. A estreia está marcada para o dia 25 de fevereiro.
Tribes of Europa: Sci-fi dos produtores de Dark ganha trailer legendado
A Netflix divulgou um novo pôster e o segundo trailer legendado de “Tribes of Europa”, série sci-fi alemã da produtora W&B Television, a mesma de “Dark”. A prévia é repleta de cenas de ação em clima pós-apocalíptico – e lembra uma mistura de “The 100” com “Into the Badlands”. Criada e dirigida por Philip Koch (“Picco”, “Play”), em parceria com Florian Baxmeyer (“O Sangue dos Templários”), a trama se passa em 2074, após a Europa ser divida em “estados tribais”. Estes grupos disputam poder e soberania numa distopia que, apesar de avanços tecnológicos, fez a civilização retroceder aos tempos do feudalismo medieval. Neste período marcado por conflitos, três irmãos se veem forçados a trilhar o próprio caminho no meio de uma guerra perigosa. Os protagonistas são vividos por Emilio Sakraya (o JC de “Warrior Nun”), Henriette Confurius (“Duas Irmãs, Uma Paixão”) e David Ali Rashed (“O Beautiful Night”), e o elenco ainda inclui Oliver Masucci (“Dark”), Melika Foroutan (“Pari”), James Faulkner (“Game of Thrones”), David Bowles (“Carta ao Rei”) e Benjamin Sadler (“Shadowplay”). A série tem estreia marcada para 19 de fevereiro.
Sinopse oficial revela a nova missão do Esquadrão Suicida
A Warner divulgou a sinopse oficial do filme “O Esquadrão Suicida”, que detalha a missão que os protagonistas precisarão realizar. Confira a seguir: “Bem-vindos ao inferno, também conhecido como Belle Rave, a prisão com o maior índice de mortalidade dos EUA, onde os piores super vilões são mantidos e onde eles farão de tudo para sair — até mesmo se juntar à super secreta, super suspeita Força-Tarefa X. A missão de hoje? Juntar um grupo de bandidos, como Sanguinário, Pacificador, Capitão Bumerangue, Caça-Ratos, Sábio, Rei Tubarão, Blackguard, Dardo e a psicopata favorita de todos, Arlequina. Eles recebem armamentos pesados e são atirados (literalmente) na ilha remota, e cheia de inimigos, de Corto Maltese. Atravessando a selva repleta de adversários, o Esquadrão segue uma missão de localizar e destruir, com apenas o Coronel Rick Flag para fazê-los se comportar, e os tecnocratas do governo, comandados por Amanda Waller, em seus ouvidos, rastreando cada movimento”. Escrito e dirigido por James Gunn (“Guardiões da Galáxia”), o filme vai aproveitar poucos integrantes do primeiro “Esquadrão Suicida”: apenas Margot Robbie (Arlequina), Joel Kinnaman (Rick Flag), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Viola Davis (Amanda Waller). O resto do elenco é repleto de novidades, incluindo a brasileira Alice Braga (“A Rainha do Sul”), Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”), John Cena (“Bumblebee”), Peter Capaldi (o “Doctor Who”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”)a, Storm Reid (“Euphoria”), Nathan Fillian (“Castle”), Flula Borg (“A Escolha Perfeita 2”), Pete Davidson (“Saturday Night Live”), Michael Rooker (também de “Guardiões da Galáxia”), Mayling Ng (a Gamora do game “Marvel Strike Force”), Sean Gunn (irmão do diretor e Kraglin nos “Guardiões da Galáxia”), Joaquín Cosio (“007: Quantum of Solace”), Steve Agee (“Superstore”), Jennifer Holland (“Brightburn”), Tinashe Kajese (“Valor”), a portuguesa Daniela Melchior (“O Caderno Negro”), o argentino Juan Diego Botto (“Jogos Infantis”) e até o cineasta neo-zelandês Taika Waititi (“Jojo Rabbit”). A estreia de “O Esquadrão Suicida” está marcada para agosto, simultaneamente nos cinemas e na plataforma HBO Max.
Volta de The Walking Dead ganha 40 fotos e teaser com personagens principais
O canal pago americano AMC divulgou 40 fotos e um novo teaser tenso da volta de “The Walking Dead”, que vai apresentar a terceira parte da sua 10ª temporada em 28 de fevereiro. A prévia e as imagens destacam os personagens principais, que ganharão episódios individuais ou em duplas neste retorno, além de enfatizar o clima tenso criado pela volta Maggie (Lauren Cohan) diante da nova situação de Negan (Jeffrey Dean Morgan), que passou a viver livremente em Alexandria após ter matado Alpha (Samantha Morton). Mas Maggie lembra que ele também matou seu marido, Glenn (Steven Yeun). Os novos episódios, inclusive, aprofundarão o passado de Negan, permitindo conhecer melhor as motivações do personagem polêmico. Uma das fotos mostra o visual de peruca esverdeada de Hilarie Burton (“Lances da Vida/One Tree Hill”), que vai estrear em flashbacks como Lucille, a esposa de Negan. Burton e o intérprete do vilão são casados na vida real. Outras cenas que merecem atenção abordam o encontro do grupo de Ezekiel (Khary Payton) e Eugene (Josh McDermitt) com os soldados uniformizados de uma nova comunidade – que parecem stormtroopers de liquidação – , situação que encerrou a leva original de episódios produzidos para a temporada. Originalmente, o 10º ano de produção deveria se encerrar no capítulo “A Certain Doom” em abril, mas, devido à pandemia de coronavírus, o episódio só foi ao ar em 1º de outubro passado. Com o atraso e para não perder um ano de produção, o canal pago AMC decidiu ampliar a temporada com a encomenda de mais seis episódios adicionais. A série retomará sua história do ponto em que parou, num episódio batizado de “Home Sweet Home” e agendado para o dia 28 de fevereiro. A estreia vai acontecer no mesmo dia no Brasil e exibida pelo canal pago Star – o novo nome da Fox a partir de fevereiro.
Nova versão de Liga da Justiça recebe classificação para maiores nos EUA
A nova versão de “Liga da Justiça”, popularmente conhecida como “Snyder Cut”, teve sua classificação oficial divulgada pelo Film Ratings. O filme de super-heróis da DC Comics recebeu classificação “R”, indicada para maiores (de 17 anos nos EUA). Em dezembro, o diretor chegou a comentar que a produção receberia esse indicativo. “O filme é insano e tão épico que provavelmente será classificado como ‘R’ – isso é uma coisa que eu acho que vai acontecer, que será uma versão censurada, com certeza”, revelou o cineasta em uma entrevista à revista EW. “Nós não ouvimos da MPA (entidade responsável pela classificação etária), mas essa é minha intuição”, completou Segundo a classificação oficial, o filme foi considerado para maiores devido à “violência e linguagem”. Ou seja, tem sangue e palavrões. Vale lembrar que versão original de “Liga da Justiça” chegou aos cinemas em 2017 com a tarja de PG-13, isto é, recomendada para maiores de 13 anos nos Estados Unidos. No Brasil, o filme foi liberado para maiores de 12 anos. Com mais de quatro horas de duração, a nova “Liga da Justiça” inclui todas as cenas filmadas por Zack Snyder e abandonadas quando Joss Whedon foi chamado para realizar a pós-produção e refilmagens. O lançamento está marcado para o dia 18 de março na plataforma de streaming HBO Max, ainda inédita no Brasil.
Apple TV+ registra fim de semana de maior audiência com estreia de Palmer
O filme “Palmer”, estrelado por Justin Timberlake, ajudou a Apple TV+ (Apple TV Plus) a ter seu fim de semana de maior audiência. O lançamento do longa na sexta-feira (29/1) se juntou às estreias recentes das novas temporadas de “Servant” e “Dickinson”, além da chegada de “Losing Alice”, teria resultado num aumento de 33% em sintonia do público, de acordo com comunicado da própria plataforma. Embora o streamer não divulgue detalhes, “Palmer” teria sido o terceiro maior lançamento e segundo filme mais visto da curta história da Apple TV+. O longa traz Timberlake numa rara performance dramática, como o Palmer do título, que, depois de uma temporada na prisão, retorna à sua cidade natal para colocar sua vida nos trilhos. Lá, arranja emprego de faxineiro e enfrenta não apenas conflitos do seu passado, mas também uma nova responsabilidade: cuidar de um garoto abandonado pela mãe, que sofre bullying por seu comportamento considerado afeminado. Veja o trailer abaixo. Após o sucesso de “Palmer”, o investimento em filmes deve continuar forte na Apple, que nesta semana adquiriu “Coda”, drama vencedor do Festival de Sundance 2021, por US$ 25 milhões. A plataforma Apple TV+ também vai lançar este ano “Cherry” (com Tom Holland) e “Emancipation” (com Will Smith).
Neve Campbell vai estrelar série baseada no filme O Poder e a Lei
A atriz Neve Campbell (da franquia “Pânico”) entrou na série “The Lincoln Lawyer”, produção da Netflix baseada a franquia literária de Michael Connelly. A série tem o nome do primeiro livro (batizado no Brasil como “Advogado de Porta de Cadeia”), que foi adaptado no filme “O Poder e a Lei”, estrelado por Matthew McConaughey em 2011. Mas vai começar pela história do segundo livro para não repetir o que foi feito no cinema. Connelly escreveu mais cinco livros sobre o advogado Michael “Mickey” Haller, cujo escritório é o banco traseiro de seu carro da marca Lincoln, em que atende clientes de todos os tipos. Vale lembrar que dois deles são crossovers com outra série literária do mesmo autor, que ironicamente virou série na Amazon: “Bosch”. Isto porque Mickey Haller é meio-irmão do detetive da polícia de Los Angeles Hieronymus “Harry” Bosch. O intérprete do protagonista ainda não foi definido, mas Campbell viverá sua “primeira ex-esposa”, Maggie McPherson, uma procuradora apaixonadamente dedicada à Justiça, conhecida pelos colegas como ‘Maggie McFierce’ pela forma inabalável com que trabalha em seus casos. Embora frequentes tensões (tanto profissionais quanto pessoais) estourem entre Mickey e Maggie, por trás de tudo eles ainda se preocupam profundamente um com o outro. Além disso, também são pais intensamente leais e amorosos, que tentam cuidar de sua filha pré-adolescente, Hayley, em meio a um turbilhão de circunstâncias. A participação em “The Lincoln Lawyer” marca o retorno da atriz à Netflix, após sua participação na série dramática “House of Cards”, entre 2016 e 2017. A produção está a cargo de David E. Kelley, o prolífico produtor-roteirista que criou “Big Little Lies”, “The Undoing” e “Big Sky”, entre outras séries. Ele assina a série com o co-roteirista, produtor e showrunner Ted Humphrey (“The Good Wife”).
Máquina de Combate vai aparecer em Falcão e o Soldado Invernal
O herói Máquina de Combate, vivido por Don Cheadle no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) desde “Homem de Ferro 2” (2010), vai aparecer na série “Falcão e o Soldado Invernal”. A informação foi revelada pelo próprio ator, em entrevista ao BroBible’s Post-Credit Podcast. “A parte legal do MCU é que podemos aparecer nas histórias uns dos outros, e há formas de juntar esses personagens em várias plataformas. Às vezes, as tramas acontecem nos filmes, e ocasionalmente a trama dos filmes viram séries de TV. É bem divertido e interessante!”, ele comentou, antes de fazer a revelação. “O único limite é a imaginação, tudo é bem aberto e pode seguir qualquer rumo”, continuou. “É ótimo. Mal posso esperar para entrar na sala de roteiristas para pensar como as coisas vão se desenrolar já que Rhodes dará as caras na série do Falcão e do Soldado Invernal, então muito pode acontecer”. Cheadle também comentou o projeto de sua própria série, “Armor Wars”, anunciada no Dia do Investidor da Disney. “A morte de Tony Stark, tenho certeza, terá um papel importante na série”, disse Cheadle sobre a trama. Quanto ao que ele espera de sua própria série, o ator acredita que os roteiristas vão “conectar o que está acontecendo nos quadrinhos com o que está acontecendo na tela no MCU”, o que, para ele “é realmente emocionante”. A série tem o mesmo nome de um arco dos quadrinhos do Homem de Ferro publicado nos anos 1980, que examina o que acontece quando a tecnologia criada por Tony Stark vai parar nas mãos erradas. “Armor Wars” ainda não tem uma data oficial de lançamento, mas “Falcão e o Soldado Invernal” estreia em 19 de março na Disney+ (Disney Plus).
CW renova 12 séries, incluindo Walker, Batwoman, Riverdale, Legacy e The Flash
A rede CW manteve a tradição de anunciar uma série de renovações antecipadas para sua próxima temporada. Ao todo, o canal americano renovou 12 séries, incluindo a recém-lançada “Walker”, que garantiu sua 2ª temporada após dois episódios de grande audiência. As outras séries renovadas são “All American”, “Charmed”, “Dynasty”, “In the Dark”, “Legacy”, “Riverdale”, “Roswell, New Mexico”, “Batwoman”, “Legends of Tomorrow” e “The Flash”. A maioria dessas séries é exibida no Brasil pelos canais pago Warner e HBO. Cinco delas (“Dynasty”, “The Flash”, “In the Dark”, “Legends of Tomorrow” e “Roswell”) ainda não estrearam neste ano. As 12 atrações renovadas se juntam à “Stargirl”, que teve sua volta confirmada anteriormente. Isso deixa apenas os programas estreantes “Superman & Lois”, “Kung Fu” e “The Republic of Sarah” à espera de uma definição. Mas vale observar que a rede encomendou dois episódios adicionais de “Superman & Lois”, apostando no sucesso da série. Apesar das renovações, 2021 marcará a despedida de duas atrações do canal, as séries de super-heróis “Raio Negro” (Black Lightning) e “Supergirl”. Isto significa que a rede terá espaço para pelo menos duas novas séries novas. Nesta temporada, a CW adicionou quatro novos programas (“Kung Fu”, “Republic of Sarah”, “Walker” e “Superman & Lois”) após encerrar três (“Arrow”, “The 100” e “Supernatural”) e cancelar uma série (“Katy Keene”) no ano passado. “Embora estejamos apenas há algumas semanas na nova temporada, queríamos ter uma vantagem estratégica com essas renovações antecipadas, o que permite que nossas equipes de produção já comecem a traçar arcos de história e contratar pessoal e, ao mesmo tempo, continuar a fornecer um cronograma forte e estável para a próxima temporada”, disse o presidente da CW, Mark Pedowitz, em comunicado. “À medida que a temporada 2020-2021 da CW ganha alta velocidade, ficamos mais entusiasmados criativamente com a direção de nossos primeiros programas novos, ‘Walker’ e ‘Superman & Lois’, por isso também pedimos episódios adicionais para completar suas primeiras temporadas, e estamos particularmente satisfeitos com o enorme sucesso do lançamento de ‘Walker’, que virou nossa estreia mais assistida em cinco anos”, completou o executivo.
Críticos dos EUA lamentam Globo de Ouro tão branco: “constrangimento completo”
Enquanto grande parte da imprensa trata o Globo de Ouro como um prêmio sério, quem trabalha mais próximo de Hollywood tem uma visão mais cínica a respeito do evento, que teria sido criado pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) como forma de garantir sua relevância na indústria do entretenimento. Nunca faltaram críticas ao fato de que são cerca de 80 jornalistas estrangeiros brancos, idosos e pouco representativos que escolhem os indicados e os vencedores. Mas alguns críticos americanos subiram o tom nesta nesta quarta (3/2) após o anúncio dos indicados ao Globo de Ouro deste ano. “Um constrangimento completo e absoluto”. Foi assim que Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, definiu a seleção apresentada pela HFPA. “Em um ano em que nenhuma estrela vai realmente comparecer ao evento pessoalmente, até se poderia pensar que a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood deixaria de lado seus piores impulsos e escolheria seus indicados mais pelos méritos do que o costume, não menos. Mas a indústria acordou bem cedo com uma indicação de Melhor Atriz de Musical ou Comédia para Kate Hudson por ‘Music’ e depois de Melhor Filme Musical ou Comédia para esse filme, estreia da estrela pop Sia na direção, que um crítico descreveu como ‘dificilmente um fiasco menos desconcertante’ do que ‘Cats’ (e que tem abismais 29% no Rotten Tomatoes) e só é conhecido, se tanto, por escalar uma atriz não autista como personagem autista. Achei que tínhamos deixado para trás os maus velhos tempos do Globo de Ouro dando indicações de melhor filme para ‘O Turista’ e ‘Burlesque’, mas, infelizmente, aqui estamos nós de novo…” Feinberg ainda lembra que “isso não é tudo”. “‘Era uma Vez um Sonho’, que tem ainda pior pontuação, de 26% no Rotten Tomatoes, foi reconhecido na forma de uma indicação de Melhor Atriz Coadjuvante por Glenn Close. Close é uma atriz maravilhosa, mas suspeito que nem mesmo ela diria que merece uma indicação por este filme, que se tornou uma piada corrente, sobre a esnobada de, digamos, Yuh-Jung Youn, a vovó de ‘Minari’ que rouba a cena e que é a Meryl Streep da Coreia do Sul”. O texto é destruidor, cita ainda as indicações a James Corden, “um homem hetero se comportando como um personagem gay em um filme sobre homofobia” em “A Festa de Formatura”, e Jared Leto em “Os Pequenos Vestígios”, uma produção “comercial com apenas 48% no Rotten Tomatoes”, “escolhido em vez de Kingsley Ben-Adir (por ‘Uma Noite em Miami’) e o falecido Chadwick Boseman (por ‘Destacamento Blood’)”. Mas onde ele chuta o balde é no momento em que ressalta “a exclusão total de qualquer um dos quatro filmes fortes centrados na experiência negra americana na disputa de Melhor Filme de Drama”. O Globo de Ouro não valorizou “Destacamento Blood”, “Judas e o Messias Negro”, “A Voz Suprema do Blues” e “Uma Noite em Miami”, quatro filmes fortes com tema e elenco negros, assim como “Minari – Em Busca da Felicidade”, sobre uma família asiática, preferindo destacar dramas que refletem a vida de homens e mulheres brancos. “Destacamento Blood” não teve uma indicação sequer, enquanto os demais entraram em outras seções. Vale apontar que Scott Feinberg é crítico de cinema e não comentou os problemas da lista televisiva da premiação, que ignorou completamente a série mais elogiada do ano, “I May Destroy You”, escrita, dirigida e estrelada por uma mulher negra, Michaela Coel. Foi a revista Vogue quem questionou mais claramente a HFPA sobre essa ausência. “A esnobada do Globo de Ouro em ‘I May Destroy You’ levanta a questão: quais histórias são consideradas universais?”, quis saber a publicação de moda já no título do artigo assinado por Emma Specter. James Poniewozik, no jornal New York Times, foi além: chamou a ausência da série de “crime”. “A série limitada merecidamente aclamada de Michaela Coel sobre um estupro e suas consequências foi um dos feitos narrativos mais impressionantes não apenas do ano, mas talvez da última década. Mas não para o Globo de Ouro, aparentemente.” Em compensação, não faltou “Emily in Paris”, que o crítico do NYT lamentou não ter sido “um erro de digitação”. A série que “recebeu críticas severas em ambos os lados do Atlântico” foi lembrada, assim como a horrível “Ratched” (“estrelas, estrelas e mais estrelas… vai ver que foi por isso”), enquanto a aclamada “I May Destroy You” não. O mesmo vale para “The Boys” e outras tantas séries muito melhores que a relação oficial de indicados. O site Indiewire ainda notou que, embora tenha listado “Lovecraft Country” entre as melhores séries de drama, a HFPA não reconheceu nenhum de seus atores na competição. Elogiadíssima, Zendaya também não foi lembrada pelo filme “Malcolm & Marie”. Assim como, já citado, “Destacamento Blood” de Spike Lee, boicotado em todas as categorias, de direção à interpretação – os organizadores ainda tiveram a audácia de convidar os filhos de Spike Lee para serem “embaixadores” da premiação. Dino-Day Ramos, do site Deadline, ecoou esses sentimentos ao comentar: “É ótimo que haja três cineastas – duas delas mulheres de cor – que foram indicadas na categoria de direção. Eu celebro isso… No entanto, com a quantidade de conteúdo de pessoas de cor e outras comunidades sub-representadas que saiu no ano passado, é difícil acreditar que a HFPA tenha negligenciado e ignorado tantas performances e projetos excelentes. Porque, com base nessas nomeações, a HFPA está nos dizendo que um programa como ‘Emily In Paris’ é melhor que ‘I May Destroy You’. Algo não se encaixa aí”. Diante da polêmica, o jornal Los Angeles Times lembrou que no ano passado a HFPA viu surgir de forma tímida um movimento de denúncia a seu suposto racismo, #GlobesSoWhite, por desprezar programas aclamados como “Olhos que Condenam” e “Watchmen”. E a situação pode se repetir de forma mais intensa após os atuais indicados. “Ignorar ‘I May Destroy You’ pode ser registrado como particularmente chocante neste ano, após a onda recente de promessas de Hollywood para elevar as vozes negras e combater o racismo sistêmico na indústria do entretenimento”, concluiu Tracy Brown, editora da versão digital do LAT.
Ator francês Richard Berry é acusado de incesto pela filha
O veterano ator francês Richard Berry, conhecido por sucessos como “Consentimento Mútuo” (1994), “Dupla Confusão” (2003), “22 Balas” (2010) e a série animada “Corto Maltese”, foi acusado por sua filha Coline de incesto. O Ministério Público de Paris anunciou nesta quarta (3/2) a abertura de uma investigação preliminar, após Coline Berry registrar uma queixa de “estupro, agressão sexual e corrupção de menores” contra o pai. Em uma publicação do Instagram, a denunciante de 44 anos contou como seu pai a “beijou com a língua” e a fez participar “de jogos sexuais em um contexto evidente de violência machista” durante a adolescência. Richard Berry reagiu à notícia com uma nota em que desmente “com firmeza e sem ambiguidade essas acusações imundas”. “Nunca tive relações inadequadas ou incestuosas com Coline, nem com nenhum de meus filhos”, afirmou o ator em um longo texto publicado em seu Stories do Instagram. Ele se defende dizendo que as “alegações (de sua filha) eram falsas” e “mudaram com o tempo”. Coline Berry também usou o Stories para rebater, explicando que “o que mudou foi a atitude do meu pai: no início ele se mostrou violento, e depois me pediu que virasse a página, que não o fizesse parecer um pedófilo”. Nascida em 1976, Coline Berry teria, segundo ela conta, “reconstruído sua história” após a publicação em janeiro do livro de Camille Kouchner, “La Familia Grande”, no qual revela os abusos sexuais que seu irmão gêmeo sofreu nas mãos do conhecido cientista político francês Olivier Duhamel. A publicação dessas acusações causaram uma grande comoção na França e provocaram uma chuva de depoimentos com a hashtag #MeTooInceste, que lembra o movimento #MeToo de 2017.
Dira Paes vai participar de Sob Pressão
A atriz Dira Paes (“Divino Amor”) vai participar da próxima temporada de “Sob Pressão”. Na trama, ela interpretará uma mãe que tem seu filho atingido por uma bala perdida no meio da pandemia. Lucas Paraizo e sua equipe já entregaram os roteiros da 4ª temporada, que também vão abordar o incêndio no Hospital Badim, na Tijuca, ocorrido em 2019, e o caso do morador de rua que esfaqueou três pessoas na Lagoa, no mesmo ano. As gravações temporada vão começar neste mês, após o sucesso dos dois episódios especiais, “Sob Pressão: Plantão Covid”, que retrataram o auge da crise do coronavírus, mostrando a nova rotina dramática de Carolina (Marjorie Estiano), Evandro (Julio Andrade) e outros médicos num hospital de campanha no Rio de Janeiro. Para gravar os dois episódios em agosto, o elenco de “Sob Pressão” foi o primeiro a voltar a trabalhar nos estúdios da Globo, em plena pandemia. Para isso, protocolos de segurança contra a covid foram seguidos rigorosamente. As novas gravações devem seguir os mesmos critérios. Além disso, Drica Moraes, que gravou remotamente os episódios especiais sobre a covid no ano passado, voltará aos estúdios com o resto do elenco para os novos capítulos. A atriz já teve problemas de saúde no passado e, por isso, a direção optou por poupá-la naquela ocasião. Ela vive a infectologista Vera na trama. Para completar, David Junior, que estreou na série como o neurocirurgião Mauro em “Plantão Covid”, seguirá no elenco. A estreia ainda não foi marcada, mas a Globo já confirmou a produção da 5ª temporada.
Dado Villa-Lobos fará trilha do filme sobre a Fluminense FM
O músico Dado Villa-Lobos, guitarrista da Legião Urbana, está fazendo a trilha sonora do filme “Aumenta que é Rock’n’Roll”, sobre a história da rádio Fluminense FM nos anos 1980. Conhecida como “a Maldita”, a rádio foi fundada em 1982 e se tornou a primeira FM especializada em rock no Brasil – um ano antes da gaúcha Ipanema FM e três anos antes da paulista 89 FM. A emissora chegou a se tornar a segunda rádio mais ouvida no Brasil e tocava em sua programação até fitas demo de bandas novas, entre elas a Legião Urbana – bem antes de suas primeiras gravações oficiais. O filme é baseada no livro autobiográfico de Luis Antonio Mello, fundador da “Maldita”, que deixou a rádio depois do primeiro Rock in Rio, em 1985. Acompanhando o apogeu e a queda da geração mais popular do rock brasileiro, a Fluminense durou apenas até 1990. Segundo a coluna de Ancelmo Gois no jornal O Globo, a produção também mostrará um show da Legião Urbana. “Aumenta que é Rock’n’Roll”, cujo título lembra uma música da época, gravada por Celso Blues Boy (“Aumenta que Isso Aí é Rock’n’Roll”), tem direção de Tomás Portella (“Operações Especiais”, “Desculpe o Transtorno”) e destaca em seu elenco Johnny Massaro (“O Filme da Minha Vida”), Marina Provenzano (“Bom Dia, Verônica”), Adriano Garib (também de “Bom Dia, Verônica”), George Sauma (“Sai de Baixo: O Filme”), João Vitor Silva (“Impuros”) e Flora Diegues (“O Grande Circo Místico”). Por sinal, este foi o último trabalho de Flora, filha do diretor Cacá Diegues e da produtora Renata Magalhães, que faleceu em 2019, vítima de um câncer.












