Sucesso da Netflix esgota livros de Arséne Lupin no Brasil
O sucesso de “Lupin”, da Netflix, fez esgotar no Brasil as obras com o personagem Arséne Lupin, que inspira a série estrelada por Omar Sy (“Intocáveis”). Por conta disso, a Zahar (que virou divisão da Companhia das Letras) fará uma nova impressão do livro “Ladrão de Casaca”, que reúne as primeiras histórias do escritor francês Maurice Leblanc sobre o criminoso charmoso, que ele criou em 1907. Os novos livros estarão disponíveis a partir do dia 19. Apenas em janeiro, “Ladrão de Casaca” já teve mais exemplares vendidos do que em todo o ano de 2020.
Personagens de Quanto Mais Idiota Melhor retornam em comercial com Cardi B
Mike Myers e Dana Carvey ressuscitaram seus personagens de “Wayne’s World”, o esquete do humorístico “Saturday Night Live” que virou o filme “Quanto Mais Idiota Melhor” em 1993 (e sua continuação de 1994), para um comercial do Uber Eats que será exibido durante o intervalo do Super Bowl no próximo domingo (7/1). Disponibilizado antecipadamente no YouTube, o vídeo mostra que a dupla continua a mesma, apresentando seu programa sem orçamento, gravado num porão para um canal de acesso público sem audiência. Mesmo assim, eles ainda atraem participações de celebridades. Ninguém menos que a rapper Cardi B é a convidada da dupla no comercial, que é dedicado a destacar a importância de pedir comida em restaurantes locais. “Como um programa de TV de acesso local, queremos que todos apoiem os restaurantes locais”, diz Myers, com a peruca de Wayne Campbell, acompanhado por Carvey como Garth Algar, ambos trajados de forma “excelente” para os anos 1990. Vale destacar que a página oficial do Uber Easts no YouTube também postou uma versão estendida do comercial, com quase duas horas e meia de duração de “cenas de créditos”, que pode ser conferida abaixo.
Eddie Murphy volta a ser Um Príncipe em Nova York em novo trailer
A Amazon divulgou um novo pôster e o segundo trailer de “Um Príncipe em Nova York 2” (Coming 2 America), sequência da comédia estrelada por Eddie Murphy em 1988. A prévia apresenta os diversos personagens da trama. A maioria é inédita, embora alguns retornem do primeiro longa. Vale lembrar que “Um Príncipe em Nova York” foi o primeiro filme em que Murphy interpretou múltiplos personagens simultaneamente. A prática, que também rendeu comédias como “O Professor Aloprado 2: A Familia Klump” (2000) e “Norbit, uma Comédia de Peso” (2008), é retomada em dose dupla no novo longa, com ajuda do ator Arsenio Hall (também com múltiplos papéis). Para quem não lembra, o personagem Akeem, príncipe do reino fictício de Zamunda, decidiu ir a Nova York para encontrar possíveis esposas nos anos 1980. Agora, prestes a virar o rei, descobre que tem um filho que nunca conheceu nos EUA. Honrando o desejo de seu pai (James Earl Jones) para que prepare seu filho como o príncipe herdeiro, Akeem resolve voltar a Nova York em busca do filho desconhecido. Ele contará novamente com a ajuda de seu fiel parceiro Semmi (Arsenio Hall), mas o elenco está cheio de novidades, como Jermaine Fowler (“Crashing”), Leslie Jones (“Caça-Fantasmas”), Shari Headley (“Goosebumps 2”), Tracy Morgan (“The Last O.G.”), Wesley Snipes (“Os Mercenários 3”), KiKi Layne (“Se a Rua Beale Falasse”), Nomzamo Mbatha (“All About Love”) e o rapper Rick Ross como ele mesmo. O roteiro foi escrito por Kenya Barris (criador da série “Black-ish”) e a direção é de Craig Brewer em seu segundo filme seguido com Eddie Murphy, após o sucesso de “Meu Nome é Dolemite” na Netflix no ano passado. O filme será lançado pela Amazon Prime Video em 5 de março, com alguns países recebendo também uma estreia cinematográfica do estúdio original, Paramount Pictures. Veja abaixo o trailer em versões dublada em português e no original sem legendas.
Globo de Ouro revela indicações com supremacia da Netflix
A Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA) anunciou na manhã desta quarta-feira (3/2) os indicados na 78ª edição do Globo de Ouro, premiação dedicada ao cinema e à TV. O evento faz parte do calendário inicial da temporada de premiações, que culmina no Oscar, e este ano vai acontecer em 28 de fevereiro, em duas cerimônias simultâneas realizadas em Nova York e Los Angeles. A lista destacou com larga vantagem as produções da Netflix, com 42 indicações. Mas se a dianteira sobre a rival histórica HBO era esperada nas categorias televisivas, a grande surpresa ficou por conta da supremacia da plataforma na disputa cinematográfica, onde suas produções concorrem a 22 prêmios (mais que nas categorias de TV). Os dois filmes com mais indicações foram produções da Netflix: “Mank”, que disputa seis troféus, e “Os 7 de Chicago”, nomeado a cinco prêmios. Eles são seguidos pelos dramas “Meu Pai”, “Nomadland” (vencedor dos festivais de Veneza e Toronto) e o thriller “Bela Vingança”, nomeados quatro vezes. Já a comédia mais lembrada foi “Borat: Fita de Cinema Seguinte”, que disputa três prêmios. Por sinal, Sacha Baron Cohen, intérprete de Borat, foi indicado duas vezes como ator, pela comédia e também pelo drama “Os 7 de Chicago”. Além de Cohen, as atrizes Anya Taylor-Joy e Olivia Colman também disputam dois troféus de atuação. Depois de historicamente excluídas da categoria de direção, as mulheres cineastas foram maioria neste ano. Emerald Fennell (“Bela Vingança”), Regina King (“Uma Noite em Miami”) e Chloé Zhao (“Nomadland”) vão disputar o Globo de Ouro com David Fincher (“Mank”) e Aaron Sorkin (“Os 7 de Chicago”). Em compensação, os filmes sobre a experiência negra (e asiática) foram barrados da competição. Justamente no ano em que filmes do gênero, como “Destacamento Blood”, “Uma Noite em Miami”, “Judas e o Messias Negro”, “A Voz Suprema do Blues”, “Estados Unidos Vs Billie Holiday” e “Minari – Em Busca da Felicidade” (vencedor do Festival de Sundance, que disputa apenas o prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira) foram considerados as principais novidades. A lista também ignora aquela que é considerada a melhor série do ano pela imprensa, “I May Destroy You”, criada e estrelada pela artista negra Michael Coel, enquanto produções destruídas pela crítica, como “Emily in Paris” e “Ratched”, mereceram indicações. Entre as séries, “The Crown” foi a mais celebrada, com seis indicações, seguida por “Schitt’s creek” (5), “Ozark” e “The Undoing” (ambas com 4), “The Great” e a terrível “Ratched” (3). Também ficaram de fora “Bridgerton”, que popularizou o galã negro Regé-Jean Page, e a aclamada performance de Zendaya em “Malcolm & Marie”. Veja a lista completa abaixo. CINEMA Melhor Filme – Drama “Meu Pai” “Mank” “Nomadland” “Bela Vingança” “Os 7 de Chicago” Melhor Filme – Comédia ou Musical “Borat: Fita de Cinema Seguinte” “Hamilton” “Palm Springs” “Music” “A Festa de Formatura” Melhor Direção Emerald Fennel (“Bela Vingança”) David Fincher (“Mank”) Chloé Zhao (“Nomadland”) Regina King (“Uma Noite em Miami”) Aaron Sorkin (“Os 7 de Chicago”) Melhor Ator – Drama Riz Ahmed (“Sound of Metal”) Chadwick Boseman (“A Voz Suprema do Blues”) Anthony Hopkins (“Meu Pai”) Gary Oldman (“Mank”) Tahar Rahim (“The Mauritanian”) Melhor Atriz – Drama Viola Davis (“A Voz Suprema do Blues”) Andra Day (“Estados Unidos Vs Billie Holiday”) Vanessa Kirby (“Pieces of a Woman”) Frances McDormand (“Nomadland”) Carey Mulligan (“Bela Vingança”) Melhor Ator – Comédia ou Musical Sacha Baron Cohen (“Borat: Fita de Cinema Seguinte”) James Corden (“A Festa de Formatura”) Lin-Manuel Miranda (“Hamilton”) Dev Patel (“A História Pessoal de David Copperfield”) Andy Samberg (“Palm Springs”) Melhor Atriz – Comédia ou Musical Maria Bakalova (“Borat: Fita de Cinema Seguinte”) Kate Hudson (“Music”) Michelle Pfeiffer (“French Exit”) Rosamund Pike (“I Care A Lot”) Anya Taylor-Joy (“Emma”) Melhor Ator Coadjuvante Sacha Baron Cohen (“Os 7 de Chicago”) Daniel Kaluuya (“Judas e o Messias Negra”) Jared Leto (“Os Pequenos Vestígios”) Bill Murray (“On the Rocks”) Leslie Odom, Jr. (“Uma Noite em Miami”) Melhor Atriz Coadjuvante Glenn Close (“Era uma Vez um Sonho”) Olivia Colman (“Meu Pai”) Jodie Foster (“The Mauritanian”) Amanda Seyfried (“Mank”) Helena Zengel (“Relatos do Mundo”) Melhor Roteiro Emerald Fennell (“Bela Vingança”) Jack Fincher (“Mank”) Aaron Sorkin (“Os 7 de Chicago”) Christopher Hampton, Florian Zeller (“Meu Pai”) Chloé Zhao (“Nomadland”) Melhor Trilha Original Alexandre Desplat (“O Céu da Meia-Noite”) Ludwig Göransson (“Tenet”) James Newton Howard (“Relatos do Mundo”) Trent Reznor, Atticus Ross (“Mank”) Trent Reznor, Atticus Ross, Jon Batiste (“Soul”) Melhor Canção Original “Fight for You” (de “Judas e o Messias Negro”) – H.E.R., Dernst Emile II, Tiara Thomas “Hear My Voice” (de “Os 7 de Chicago”) – Daniel Pemberton, Celeste “Io Si (Seen)” (de “Rosa e Momo”) – Diane Warren, Laura Pausini, Niccolò Agliardi “Speak Now” (de “Uma Noite em Miami”) – Leslie Odom Jr, Sam Ashworth “Tigress & Tweed” (de “Estados Unidos Vs Billie Holiday” – Andra Day, Raphael Saadiq Melhor Animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica” “A Caminho da Lua” “Soul” “Wolfwalkers” Melhor Filme de Língua Estrangeira “Another Round” (Dinamarca) “La Llorona” (Guatemala) “Rosa e Momo” (Itália) “Minari – Em Busca da Felicidade” (EUA) “Nós Duas” (França) TELEVISÃO Melhor Série – Drama “The Crown” “Lovecraft Country” “The Mandalorian” “Ozark” “Ratched” Melhor Série – Comédia ou Musical “Emily in Paris” “The Flight Attendant” “Schitt’s Creek” “The Great” “Ted Lasso” Melhor Minissérie ou Telefilme “Normal People” “O Gambito da Rainha” “Small Axe” “The Undoing” “Nada Ortodoxa” Melhor Ator – Drama Jason Bateman (“Ozark”) Josh O’Connor (“The Crown”) Bob Odenkirk (“Better Call Saul”) Al Pacino (“Hunters”) Matthew Rhys (“Perry Mason”) Melhor Atriz – Drama Olivia Colman (“The Crown”) Jodie Comer (“Killing Eve”) Emma Corrin (“The Crown”) Laura Linney (“Ozark”) Sarah Paulson (“Ratched”) Melhor Ator – Comédia Don Cheadle (“Black Monday”) Nicholas Hoult (“The Great”) Eugene Levy (“Schitt’s Creek”) Jason Sudeikis (“Ted Lasso”) Ramy Youssef (“Ramy”) Melhor Atriz – Comédia Lily Collins (“Emily in Paris”) Kaley Cuoco (“The Flight Attendant”) Elle Fanning (“The Great”) Jane Levy (“Zoey e a Sua Fantástica Playlist”) Catherine O’Hara (“Schitt’s Creek”) Melhor Ator – Minissérie ou Telefilme Bryan Cranston (“Your Honor”) Jeff Daniels (“The Comey Rule”) Hugh Grant (“The Undoing”) Ethan Hawke (“The Good Lord Bird”) Mark Ruffalo (“I Know This Much Is True”) Melhor Atriz – Minissérie ou Telefilme Cate Blanchett (“Mrs. America”) Shira Haas (“Nada Ortodoxa”) Nicole Kidman (“The Undoing”) Anya Taylor-Joy (“O Gambito da Rainha”) Daisy Edgar-Jones (“Normal People”) Melhor Ator Coadjuvante – Minissérie ou Telefilme John Boyega (“Small Axe”) Brendan Gleeson (“The Comey Rule”) Dan Levy (“Schitt’s Creek”) Jim Parsons (“Hollywood”) Donald Sutherland (“The Undoing”) Melhor Atriz Coadjuvante – Minissérie ou Telefilme Gillian Anderson (“The Crown”) Helena Bonham Carter (“The Crown”) Julia Garner (“Ozark”) Annie Murphy (“Schitt’s Creek”) Cynthia Nixon (“Ratched”)
Estilista acusa Marilyn Manson de agressão armada durante ensaio
Mais uma acusação veio à tona contra Marilyn Manson. A estilista e cineasta Love Bailey, diretora do vindouro musical “Slather”, acusou o cantor de apontar uma arma para a sua cabeça e lhe ameaçar com agressividade homofóbica. Bailey, que é transexual, publicou seu desabafo após Evan Rachel Wood (da série “Westworld”), ex-namorada do polêmico cantor, dar início a uma corrente de acusações contra abusos cometidos por Manson. A própria atriz republicou os posts de Bailey em seu Stories do Instagram. “Não sou fã da cultura do cancelamento, mas quando alguém como Marilyn Manson aponta uma arma para sua cabeça, é hora de falar”, desabafou Bailey sobre o assunto, num primeiro post na segunda (1/2). “É 2021 e temos que tirar o poder dessas pessoas horríveis, para que não façam mal a ninguém”. relatou a artista, que afirmou que vai procurar as autoridades para registrar um boletim de ocorrência, mas que por enquanto pretende manter a identidade da atriz envolvida na história em segredo. “Sinto que é uma questão urgente falar diretamente para a câmera e dar meu depoimento do que aconteceu na noite em que conheci Marilyn Manson”, continuou a diretora num vídeo publicado em suas redes sociais, relembrando que era uma estilista de 20 anos quando recebeu o convite para participar de um ensaio para a revista LoveCat — hoje rebatizada como Galore. Ela deveria trabalhar com uma atriz no ensaio e quando chegou lá viu que o estúdio de gravação do artista estava cheio de pôsteres com mulheres nuas e havia na sala de estar um punhado de desenhos sombrios no chão, que, segundo ela, pareciam tentar abrir “algum portal demoníaco”. Quando foi chamada ao quarto onde Manson e a atriz estavam, identificou gaiolas em que ele deveria prender suas “vítimas”. Segundo a estilista, eles haviam acabado de fazer sexo e a tal atriz parecia estar dopada, cambaleante. Ela chegou a machucar o tornozelo, enquanto Manson caía na gargalhada. Foi quando tentou alcançar a atriz para ajudá-la, que recebeu uma arma na cara. “Uma grande Glock, uma Glock de metal, não uma arma de brinquedo. Ele colocou isso direto na minha testa e disse: ‘Eu não gosto de bichas’. Então ele riu, em um tom agressivo”, contou Bailey. “Me lembro de ter ficado chocada naquele momento”, continuou, visivelmente emocionada. “Há anos tenho sido silenciada para não dizer nada por causa da indústria, por causa da indústria da moda, por causa desses fotógrafos que vão colocar você na lista negra por mencionar o nome deles”, prosseguiu. Em seu vídeo no Instagram, Love ainda acrescentou o depoimento de duas outras pessoas que a acompanharam no dia em que foi ameaçada. Sua assistente na ocasião confirmou a história, dizendo ter visto as “artes demoníacas” na sala de estar, além de lembrar que ter sido barrada, porque Manson não permitia assistentes no local. Uma amiga de Bailey, por sua vez, contou que a estilista ligou para ela depois do incidente e recordou que ela estava “em choque” e sem acreditar no que tinha acabado de acontecer. Love Bailey não revelou o nome da atriz que estava com Manson na ocasião, mas Evan Rachel Wood também postou denúncias de uma artista conhecida como Gabriella, da fotógrafa Ashley Walters, da modelo Sarah McNeilly e da modelo Ashley Lindsay Morgan. Todas elas afirmaram que foram vítimas de agressão sexual e abuso físico e emocional nas mãos de Manson. Pouco tempo depois, Manson se manifestou nas redes sociais para negar os relatos, que seriam “distorções”. “Obviamente, minha vida e minha arte são há anos imãs para controvérsia, mas essas recentes declarações a meu respeito são distorções horríveis da realidade. Meus relacionamentos íntimos sempre foram completamente consensuais, com pessoas que pensavam como eu. Independente de como – e porque – outros estão escolhendo deturpar o passado agora, essa é a verdade”, afirmou o cantor. Após a onda de acusações, Manson foi dispensado de sua gravadora, teve suas participações nas séries “American Gods” e “Creepshow” cortadas, e acabou acabou ficando sem empresariamento artístico, com o rompimento de seu contrato pela agência de talentos CAA, uma das maiores de Hollywood. Para completar, a senadora Susan Rubio, da Califórnia, escreveu uma carta para o Promotor-Geral dos EUA (Monty Wilkinson) e o diretor do FBI (Christopher Wray), pedindo a abertura de um inquérito oficial contra o artista. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Love Bailey (@loveisbailey) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Love Bailey (@loveisbailey)
Festival de Sundance consagra filme comprado pela Apple por US$ 25 milhões
O Festival de Cinema de Sundance de 2021 consagrou o longa “Coda”, da diretora Siân Heder, com quatro troféus na noite desta terça (2/2) nos EUA, incluindo o reconhecimento principal, o Grande Prêmio do Júri, além do Prêmio do Público. Desta forma, “Coda” foi considerado o Melhor Filme do evento em dose dupla. O drama aborda uma jovem (Emilia Jones, de “Locke & Key”) de família surda, que se vê dividida entre perseguir sua paixão pela música e ser a conexão entre seus pais e o mundo sonoro. Junto dos dois troféus de Melhor Filme, a produção também venceu o prêmio de Melhor Elenco e Melhor Direção, na seção dedicada a longas independentes dos EUA. Segundo longa de Siân Heder, que estreou em Sundance em 2016 com “Tallulah”, “Coda” seria um remake do filme francês “A Família Bélier” (2014) e já tinha chamado atenção ao ser adquirido pela Apple por um preço considerado bastante elevado pelos padrões do evento: US$ 25 milhões. O investimento compensou, pois a Apple TV+ agora tem exclusividade sobre o vencedor do festival – e que já é candidato a indicações no Oscar 2022. No ano passado, o vencedor de Sundance foi “Minari”, de Lee Isaac Chung, que também teve uma vitória dupla, conquistando o Grande Prêmio do Júri e o Prêmio do Público. O festival reduzido, que começou na quinta-feira (28/1) e se encerrou nesta terça, também teve uma cerimônia de premiação rápida, com apenas uma hora de duração, apresentada pelo comediante Patton Oswalt. Outros destaques da premiação foram “Summer of Soul”, documentário sobre um festival de música do Harlem de 1969, dirigido por Ahmir “Questlove” Thompson, baterista da banda The Roots, que venceu sua categoria, além do drama “Hive”, da diretora Blerta Basholli, de Kosovo, como Melhor Filme Internacional, e “Flee”, do dinamarquês Jonas Poher Rasmussen, como Melhor Documentário Internacional.
Série da Amazon terá Morgan Freeman, Anne Hathaway, Anthony Mackie, Helen Mirren e mais estrelas
A Amazon juntou um time de estrelas para lançar sua nova série de antologia “Solos”. Desenvolvida pelo criador de “Hunters”, David Weil, a série contará com Uzo Aduba (“Orange Is the New Black”), Nicole Beharie (“Sleepy Hollow”), Morgan Freeman (“Truque de Mestre”), Anne Hathaway (“Os Miseráveis”), Anthony Mackie (“Vingadores: Ultimato”), Helen Mirren (“A Rainha”), Dan Stevens (“Legion”) e Constance Wu (“As Golpistas”) em seu elenco. O tema principal do seriado serão as conexões humanas. Os sete episódios da produção mostrarão diferentes pessoas que vivem em períodos de tempo distintos, mas que compartilham histórias de isolamento similares e também de como as situações humanos podem juntar a todos. A diretora Sam Taylor-Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”) irá dirigir dois dos episódios, mas ainda não previsão de estreia.
Globo de Ouro será dividido em duas cerimônias em Los Angeles e Nova York
Os primeiros detalhes da edição do Globo de Ouro deste ano começaram a surgir, a poucas horas da revelação oficial dos indicados. E as novidades apontam um formato completamente diferente, em que a premiação será dividida pela primeira vez em dois palcos em cidades diferentes. A cerimônia apresentada por Tina Fey e Amy Poehler será transmitida ao vivo pela NBC em 28 de fevereiro de Nova York e Los Angeles. Fey ira apresentar a cerimônia de Nova York, ao vivo do The Rainbow Room em Manhattan, enquanto Poehler apresentará o evento da casa habitual da premiação, o Beverly Hilton, em Los Angeles. Detalhes adicionais ainda não são conhecidos, mas a divisão permite que mais indicados e apresentadores de Nova York participem do evento ao vivo, pois a pandemia atualmente impacta quaisquer planos de viagem. Nenhum convidado para apresentar o evento foi anunciado ainda, além das duas anfitriãs. As atrizes Sarah Jessica Parker e Taraji P. Henson revelação os indicados aos prêmios na manhã de quarta-feira (3/2).
Zack Snyder revela primeira imagem do Coringa na nova versão de Liga da Justiça
O diretor Zack Snyder postou no Twitter a primeira imagem do Coringa, interpretado por Jared Leto, em sua versão de “Liga da Justiça”. A foto traz o vilão desfocado e em preto-e-branco, segurando uma carta de baralho com seu símbolo. “Que personagem incrível você criou. Honrado de ter nossos mundos colidindo”, elogiou o diretor na legenda, incluindo links para Jared Leto e o diretor David Ayer, que comandou o primeiro “Esquadrão Suicida”, onde o ator interpretou originalmente o vilão. A participação de Leto foi uma das duas cenas inéditas que Snyder filmou recentemente para incluir no longa. Todas as demais cenas da produção foram filmadas em 2017, antes do diretor abandonar a produção devido a problemas familiares. “Liga da Justiça” foi finalizado por Joss Whedon (“Os Vingadores”), que rodou novas cenas e mudou o tom da produção. Oficialmente intitulada, em inglês, “Zack Snyder’s Justice League”, a nova versão do filme dos super-heróis da DC Comics será lançado com quatro horas de direção na HBO Max no dia 18 de março. Amazing character you created. Honored to have our worlds collide. @DavidAyerMovies @JaredLeto pic.twitter.com/6FubzkPh4Y — Zack Snyder (@ZackSnyder) February 2, 2021
Alfândega quer cobrar por prêmio internacional de Bacurau, revela diretor
O diretor Kleber Mendonça Filho revelou nesta terça (2/2) que um prêmio conquistado por seu filme “Bacurau” foi “detido” pela alfândega brasileira. O cineasta afirmou que o governo está cobrando R$ 1,6 mil para liberar o troféu. “Chegou hoje o prêmio do New York Film Critics Circle dado a Bacurau há três semanas (Melhor Filme Internacional). A alfândega quer que paguemos R$ 1.600 para receber o prêmio que tem valor simbólico e não comercial. Espero que seja um mal entendido dos amigos na aduana”, escreveu o diretor no Twitter. O filme codirigido por Juliano Dornelles, que chegou a integrar a lista de preferidos de 2020 do ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, também está indicado na categoria de Melhor Filme Internacional no Spirit Awards 2021, o “Oscar” do cinema independente americano. Mas vale reparar melhor na situação. O mesmo governo que cortou qualquer apoio financeiro para ajudar filmes brasileiros em premiações e eventos internacionais, via Apex e Ancine, agora cobra para que os prêmios conquistados entrem no país, via Alfândega. Chegou hj o prêmio do New York Film Critics Circle @nyfcc dado a Bacurau há 3 semanas (Melhor Filme Internacional). A alfândega 🇧🇷 quer que paguemos R$ 1600,00 para receber o prêmio que tem valor simbólico e não comercial. Espero q seja um mal entendido dos amigos na aduana. — Kleber Mendonça Filho (@kmendoncafilho) February 2, 2021
Karol Conká tem programa suspenso após polêmicas no BBB 21
A GNT anunciou ter suspendido a exibição do programa “Prazer, Feminino”, apresentado pela rapper Karol Conká e a ex-BBB Marcela McGowan. “O programa ‘Prazer, Feminino’, produção apresentada por Karol Conká e Marcela Mc Gowan que estreou no YouTube do Canal GNT em outubro de 2020, terá sua data de exibição na TV revista. A produção segue publicada na plataforma digital do canal GNT”, diz o comunicado. Embora não dê maiores explicações, o adiamento já é consequência da participação de Karol Conká no “BBB 21”. A rapper também teve seu show virtual cancelado na programação do Rec-Beat. Gravada na Pinacoteca de São Paulo antes do confinamento, a apresentação da cantora iria ao ar no dia 14 de fevereiro. “Acompanhamos as últimas declarações de Karol Conká no ‘BBB 21’ e reafirmamos nossa total e absoluta discordância de suas atitudes, que vão contra os princípios basilares do Rec-Beat e do nosso público”, declarou a organização do evento, de forma bem clara. No reality show da TV Globo, a rapper curitibana disse frases consideradas preconceituosas contra nordestinos e religiosos, e vem pegando pesado com outro personagem polêmico, Lucas Penteado, após este criar um clima ruim no programa. Lucas vem sendo “punido” pela rapper, que o chamou de “abusador” e chegou a expulsá-lo da mesa para que ela pudesse comer. Estas atitudes, porém, não estão sendo bem vistas fora do confinamento Segundo a análise de dados do site Social Blade, Karol Conká perdeu mais de 300 mil seguidores desde domingo passado (31/1), após o público questionar suas falas e atitudes. O reverso deste quadro também pode ser conferido, pois Lucas superou o número de seguidores da rapper no Instagram, conquistando mais de 1,3 milhão de fãs em menos de uma semana. Agora, ele tem cerca de 1,9 milhão de seguidores, enquanto ela caiu para 1,4 milhão. Famosos como Regiane Alves, Tatá Werneck, Jojo Todynho, Emicida, Ingrid Guimarães e outros nomes também já comentaram a postura da cantora e saíram em defesa do ator.
Netflix anuncia realities com Camila Queiroz, Klebber Toledo, Wanessa e Zezé de Camargo
A Netflix confirmou a produção de “Casamento às Cegas”, a atração que fez Camila Queiroz trocar a Globo pelo streaming, num anúncio sobre o lançamento de vários reality shows com produção nacional. O anúncio da plataforma tem programas de relacionamento, makeover, vida de famosos e empreendedorismo. “Casamento às Cegas” é uma versão do reality americano “Love Is Blind”, que junta casais antes dos dois se verem. Assim como na versão original, o programa tem apresentação de um casal da vida real, os atores Camila Queiroz e Klebber Toledo. As gravações já começaram. Outro programa de relacionamento, ou melhor, que proíbe qualquer relacionamento, “Brincando com Fogo” vai confinar 14 solteiros num paraíso tropical e proibir qualquer tipo de contato físico entre eles por 40 dias. A versão brasileira do reality já foi gravada pela Fremantle e também chega ao catálogo da Netflix em 2021. A lista ainda inclui uma série documental sobre família famosa que ganhou um título que sugere versão tupiniquim de “Keeping Up with the Kardashians”. Vai se chamar “Keeping Up with the Camargos” e acompanhar a família de Wanessa e Zezé de Camargo, enquanto abrem os bastidores da sua relação familiar ao Brasil. Por falar em versão, a Netflix também vai lançar “Queer Eye Brasil”. O cover brasileiro do “Queer Eye” trará Fred Nicácio, Guto Requena, Rica Benozzati, Luca Scarpelli e Yohan Nicolas transformando a vida de homens em apuros. Para completar, também está prevista uma competição de empreendedorismo. Ainda sem título, o programa vai reunir quatro empresários, que apresentarão seus produtos a um júri técnico e a outros 100 consumidores. Eles terão que provar por que suas ideias merecem investimento. “O lançamento de conteúdo inédito no Brasil impulsiona a parceria com a comunidade criativa local. Enquanto isso, nossos originais globais continuarão tendo tempero 100% brasileiro”, disse Elisa Chalfon, Gerente de Conteúdo de Não-Ficção no Brasil, sobre a iniciativa.
Jeff Bezos vai deixar comando da Amazon após lucro recorde
A Amazon anunciou que seu fundador Jeff Bezos deixará o cargo de CEO no terceiro trimestre de 2021, assumindo uma nova função como presidente executivo. Andy Jassy, atualmente CEO da Amazon Web Services (AWS), plataforma de serviços de computação em nuvem da empresa, será o novo CEO da gigante do comércio eletrônico. O anúncio desta terça (2/2) foi acompanhado pelo relatório de explosão dos lucros da Amazon no quarto trimestre de 2020, seu maior trimestre de receita e lucro líquido de todos os tempos. Em comunicado, Bezos disse que era um “momento ideal” para a transição do CEO, porque a Amazon está “no seu estado mais criativo de todos os tempos”. O executivo de 57 anos, uma das pessoas mais ricas do mundo, com um patrimônio líquido atual de cerca de US$ 197 bilhões, fundou a Amazon.com como uma livraria online em 1994 e dirige a empresa desde então. “A Amazon é o que é por causa da invenção”, disse Bezos no texto que anunciou a transição. “Quando você olha para nossos resultados financeiros, o que você realmente vê são os resultados cumulativos de longo prazo da invenção. Neste momento, vejo a Amazon no seu estado mais criativo de todos os tempos, o que faz deste um momento ideal para esta transição. ” O executivo descreveu as “coisas malucas” que a Amazon transformou em “normais”. “Fomos pioneiros em análises de clientes, 1-Click, recomendações personalizadas, remessa incrivelmente rápida do Prime, compras Just Walk Out, Climate Pledge, Kindle, Alexa, marketplace, infraestrutura de computação em nuvem, Career Choice e muito mais. Se você fizer isso direito, alguns anos depois de uma invenção surpreendente, as novidades se tornam normais. Pessoas bocejam. E esse bocejo é o maior elogio que um inventor pode receber”, continuou Bezos. O substituto de Bezos como executivo-chefe, Andy Jassy, ingressou na Amazon em 1997 como gerente de marketing. Jassy formou a AWS em 2003 e a Amazon o promoveu de SVP a CEO do setor em 2016. Sob a liderança de Jassy, a AWS experimentou um crescimento massivo – e lucratividade massiva. No quarto trimestre, a AWS teve US$ 12,7 bilhões em receita (aumento de 28%) e receita operacional de US$ 3,6 bilhões (aumento de 37%). A unidade de serviços e infraestrutura web teve uma margem operacional de 30% para 2020, em comparação com a margem operacional de 5,9% para a empresa como um todo. No geral, a Amazon continuou a aproveitar os ventos favoráveis do coronavírus no quarto trimestre, historicamente o maior trimestre do varejista eletrônico graças às compras de fim de ano. As vendas aumentaram 44%, para impressionantes US$ 125,6 bilhões no quarto trimestre, e o lucro líquido da empresa mais que dobrou ano a ano, para US $ 7,2 bilhões. Isso se traduziu em ganhos de US$ 14,09 por ação diluída – esmagando completamente as expectativas de Wall Street. Os analistas, em média, esperavam que a Amazon postasse US$ 119,7 bilhões em receita e lucro por ação de $ 7,23 para o trimestre final do ano de 2020, de acordo com a Refinitiv. Enquanto isso, durante o trimestre, a Amazon Studios anunciou acordos para diversas séries e filmes novos do setor Prime Video, incluindo a esperada comédia de Eddie Murphy “Um Príncipe em Nova York 2”, com estreia marcada para março. Além disso, os dispositivos Fire TV, da Amazon, agora alcançam mais de 50 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo. A empresa também conseguiu novos acordos de conteúdo com provedores de streaming premium, incluindo HBO Max, Discovery Plus e Xfinity nos Estados Unidos, bem como Now TV no Reino Unido, Canal Plus na França e Disney Plus no México e no Brasil.












