Glenn Close vai disputar prêmios de Melhor e Pior Atriz Coadjuvante do ano
Com a revelação da lista de indicados ao Oscar 2021, Glenn Close entrou para um seleto grupo de atores indicados simultaneamente aos prêmios de melhor e pior interpretação do ano pelo mesmo papel. Glenn Close disputa o Oscar e o Framboesa de Ouro como Melhor e Pior Atriz Coadjuvante por “Era Uma Vez um Sonho”. Trata-se da oitava indicação da estrela, que nunca levou a estatueta da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Além de Atriz Coadjuvante, “Era Uma Vez um Sonho” disputa um Oscar de Melhor Maquiagem. Já no Framboesa de Ouro, o filme também emplacou nas categorias de Pior Direção, com Ron Howard, e Pior Roteiro, com Vanessa Taylor. Anteriormente, apenas dois outros atores receberam as indicações simultâneas de sinais trocados. Ambos nos anos 1980. James Coco foi o pioneiro em 1982, com “O Doce Sabor de um Sorriso”, e Amy Irving ficou no fogo cruzado em 1984 por “Yentl”, musical dirigido por Barbra Streisand. Nenhum deles foi premiado. Vale lembrar que Sandra Bullock passou por situação similar, mas não exatamente igual em 2010, quando foi duplamente consagrada. Um dia antes de receber o Oscar por “Um Sonho Possível”, ela demonstrou bom humor ao comparecer ao Framboesa de Ouro para receber pessoalmente o troféu de Pior Atriz por “Maluca Paixão”.
Com streaming e diversidade, Oscar 2021 é o mais diferente de todos
A relação de indicados ao Oscar 2021 é um retrato da situação do mercado cinematográfico atual, impactado pela pandemia de coronavírus, em que faltam blockbusters e cada vez mais filmes são lançados diretamente em streaming. O título com mais indicações, “Mank”, é da Netflix. E dos oito que disputam a categoria principal, apenas um foi produzido por um grande estúdio tradicional, “Judas e o Messias Negro”, da Warner. A retração causada pela covid-19 sepultou todos os argumentos contra o streaming, que tinha um detrator declarado em Steven Spielberg. O famoso cineasta chegou a esboçar um movimento para barrar produções do gênero no Oscar. Mas a natureza agiu de forma inesperada, mudando o destino da humanidade e da Academia. A pandemia também precipitou um grande aumento na compra de Smart TVs de tamanho família, diminuindo as diferenças entre as telas grandes do cinema e as da sala de estar. A questão de se o Oscar estaria pronto para aceitar o streaming foi superada com as 35 indicações conquistadas pela Netflix, um total não visto desde a “era de ouro” da Miramax de Harvey Weinstein, que acumulou 40 em 2003. Além disso, só o streaming tem apostado no mais cinematográfico de todos os formatos: o filme em preto e branco. Após produzir dessa forma o premiado “Roma”, de Alfonso Cuarón, a Netflix emplacou “Mank”, de David Fincher, na disputa de Melhor Filme. Antes da Netflix, o último filme em preto e branco a disputar – e vencer – o Oscar foi “O Artista” em 2012, uma produção francesa. O último longa americano tinha sido “A Lista de Schindler” em 1994 – dirigido adivinhe por quem? – , de Steven Spielberg. A falta de blockbusters também resgatou a participação do cinema independente na premiação da Academia. Desde a consagração de “Moonlight”, em 2017, os indicados vinham privilegiando produções de distribuição ampla e grandes bilheterias. A vitória de “Parasita”, no ano passado, foi notável não apenas por destacar um filme estrangeiro, mas por destoar do sucesso comercial de todos os demais concorrentes, a começar pelo longa com mais indicações, “Coringa” (US$ 1 bilhão nas bilheterias). A guinada pós-“Moonlight” se deu por pressão da rede ABC, que exibe o Oscar na TV americana, em reação à queda da audiência da cerimônia. Por conta disso, a Academia chegou até a cogitar, brevemente, a inclusão de uma categoria de Oscar de Filme Popular, mas abandonou as discussões após o tema se provar controverso entre seus membros. Com a relação dos indicados em 2021, a ABC pode precisar fazer grande esforço de marketing para impedir um recorde negativo. Mas se a audiência tende a ser baixa com filmes pouco vistos (pois o público só torce pelo que conhece), o streaming também pode ser um fator para mudar as expectativas. Com muitos candidatos disponíveis na Netflix, Amazon, Disney Plus e em VOD, qualquer um pode fazer um “festival” com os indicados no conforto do lar. O fato de o streaming e o cinema indie voltarem a ser temas principais das discussões acerta do Oscar ainda demonstra como a premiação se distanciou das críticas do #OscarSoWhite. Os questionamentos raciais ficaram para outros prêmios, enquanto a Academia avança cada vez mais em sua política de inclusão. O Oscar 2021 marca muitos avanços. Pela primeira vez, um longa com uma equipe de produtores totalmente negra, “Judas e o Messias Negro”, está sendo recebida na competição de Melhor Filme. Pela primeira vez, um intérprete de descendência asiática, Steven Yeun (“Minari”), vai concorrer ao prêmio de Melhor Ator. E pela primeira vez duas mulheres, Chloé Zhao (“Nomadland”) e Emerald Fennell (“Bela Vingança”), disputarão o Oscar de Melhor Direção – prêmio até hoje vencido apenas por uma cineasta, Kathryn Bigelow por “Guerra ao Terror” em 2010. Chloé Zhao, a diretora de “Nomadland”, ainda entrou na lista seleta de cineastas com quatro indicações individuais num único ano – número inferior apenas à façanha do fenômeno Walt Disney, indicado seis vezes em 1954. Para aumentar a representatividade, Chloé Zhao é chinesa. E pelo segundo ano consecutivo (depois de “Parasita” no ano passado), um filme com um elenco central composto por atores de ascendência coreana, “Minari”, vai disputar a categoria principal. De fato, o impulso por maior diversidade não se limitou a raça, gênero e até idade, seguindo ainda a inclinação recente da Academia para se tornar um órgão mais internacional. Isto pode ser visto na inclusão do grande cineasta dinamarquês Thomas Vinterberg na disputa de Melhor Direção por “Druk – Mais uma Rodada” (que também foi nomeado como Melhor Filme Internacional), no lugar de nomes como Aaron Sorkin, por “Os Sete de Chicago”, ou Regina King, por “Uma Noite em Miami”. Neste contexto, vale reparar que “Colectiv”, de Alexander Nanau, vencedor da Competição Internacional do É Tudo Verdade 2020, tornou-se não só o primeiro longa romeno a disputar o prêmio de Melhor Filme Internacional, mas também o segundo título já nomeado simultaneamente para esta categoria e Melhor Documentário, depois do turco-macedônio “Honeyland” no ano passado. Entre os intérpretes, o falecido Chadwick Boseman é favoritíssimo a vencer um Oscar póstumo de Melhor Ator por seu desempenho no último papel de sua carreira, em “A Voz Suprema do Blues”. O fato dele levar vantagem numa categoria que ainda inclui Riz Ahmed (“O Som do Silêncio”) e Steven Yeun (“Minari”), além de reconhecer os veteranos Anthony Hopkins (“Meu Pai”) e Gary Oldman (“Mank”), serve de resumo para o tamanho da inclusão e diversidade atingidos pelos Oscar 2021. Também chamou atenção a seleção de Daniel Kaluuya e LaKeith Stanfield na disputa de Coadjuvante, uma vez que ambos atuam no mesmo filme, “Judas e o Messias Negro”. O ponto mais polêmico da relação, por sinal, ficou nas categorias de interpretação, em que Glenn Close emplacou uma indicação após ser ridicularizada com sua inclusão no Framboesa de Ouro de Pior Atriz Coadjuvante do ano. Seu filme, “Era uma Vez um Sonho”, também é considerado um dos piores de 2020. Mas ela é uma das grandes atrizes que nunca venceu o Oscar… Seja qual for o resultado da premiação, em 25 de abril, o Oscar 2021 já é diferente de todos os que o antecederam.
Pedro Sampaio e Cardi B comemoram funk brasileiro no Grammy 2021
Depois de Cardi B. usar um trecho de seu remix funk de “Wap” durante a apresentação da música no Grammy 2021, com direito a frase em português, o DJ Pedro Sampaio foi ao delírio no Twitter. Além de agradecer a rapper, ele prontamente já se colocou à disposição para colaborações. “Fica de quatro! Chegamos no Grammy com a Cardi B!”, comemorou, ao ver o batidão encerrar a apresentação da música. Apesar da letra original de “Wap” ter sido censurada pela Academia, o “fica de quatro” que surgiu ao final, num encaixe com a versão brasileira, acabou passando. Cardi B respondeu prontamente em inglês, agradecendo Sampaio pela versão. “Obrigada, Pedro Sampaio”, escreveu, incluindo uma emoji de bandeira brasileira. “Eu simplesmente tinha que fazer isso”, acrescentou. “O prazer foi meu Cardi B”, ele respondeu, falando que era assim que se festejava no Brasil, com a energia funk brasileira. E em seguida questionou quando a cantora americana iria lançar um funk brasileiro para o mundo. Ela então aprofundou a conversa, mostrando que conhece o som, mas não os relacionamentos de bastidores. “Eu me apaixonei pelo funk quando ouvi pela primeira vez ‘Onda Diferente’ de Anitta & Ludmilla. Espero que elas possam fazer mais músicas como essa ou ‘Favela Chegou’ novamente. Obrigado, Brasil por sempre me dar amor. Eu tive que retribuir com meu amor”, contou. Anitta e Ludmilla, claro, brigaram depois das parcerias citadas. “Cardi B, quando você quiser seu próximo hit brasileiro [de] funk, você sabe para quem ligar”, concluiu Sampaio. Os seguidores dos dois foram à loucura com essa troca. Veja os tuítes originais abaixo. // FICA DE QUATRO! 🇧🇷🔥 CHEGAMOS NO GRAMMY COM A @iamcardib "pedro sampaio no beat ela vem" — Pedro Sampaio (@DjPedroSampaio) March 15, 2021 Thank you @DjPedroSampaio 🇧🇷 .I just had to do it ! — iamcardib (@iamcardib) March 15, 2021 // My pleasure Cardi! Thats how we throw it down here in Brazil 🔥🇧🇷 Brazilian Funk energy! https://t.co/qQY0OFj80e — Pedro Sampaio (@DjPedroSampaio) March 15, 2021 I felt in love wit funk when I first Hurd Onda differente by Anitta & Ludmilla.Hope they can both do a song like that or favela chegou again . Thank you 🇧🇷 for always showing me love I had to show my love back 😘. — iamcardib (@iamcardib) March 15, 2021 // How long is it gonna take for Cardi B to release a Brazilian funk to the world? // Quanto tempo vai demorar pra Cardi B lançar um funk pro mundo??? @iamcardib — Pedro Sampaio (@DjPedroSampaio) March 15, 2021 // @iamcardib when you need your next Brazilian funk hit, you know who to call ☎️🔥🍑 — Pedro Sampaio (@DjPedroSampaio) March 15, 2021
Paulo Gustavo é internado com covid-19 no Rio
O ator Paulo Gustavo foi internado com covid-19 no último sábado (13/3). A informação foi confirmada pela assessoria do ator à imprensa. De acordo com as informações, a internação aconteceu por orientação médica e o ator segue em acompanhamento num hospital/clínica no Rio de Janeiro. Sem divulgar detalhes sobre seu estado de saúde, a assessoria acrescentou que Paulo Gustavo agradece o carinho e apoio de todos por sua recuperação. No final de semana, ele postou no Instagram uma declaração ao marido, Thales Bretas, para comemorar o aniversário do dermatologista, com quem se casou em 2015 e com tem dois filhos, Gael e Romeu, de 1 ano.
Conheça os indicados ao Oscar 2021
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA revelou nesta segunda (15/3) a lista dos indicados ao Oscar 2021, a maior premiação do cinema americano. O filme “Mank”, de David Fincher, lançado pela Netflix, foi o mais nomeado com um total de 10 indicações, seguido por nada menos que seis filmes empatados com seis indicações cada um: “Nomadland”, “Judas e o Messias Negro”, “Bela Vingança”, “O Som do Silêncio”, “Meu Pai” e “Os 7 de Chicago”. Além destes citados, a disputa do Melhor Filme também inclui “Minari”. Pela primeira vez, a categoria de Melhor Direção destaca duas mulheres na disputa: Chloé Zhao (“Nomadland”) e Emerald Fennell (“Bela Vingança”) concorrem à estatueta. A lista também destaca a inclusão Chadwick Boseman, que disputa o Oscar de Melhor Ator com uma indicação póstuma por “A Voz Suprema do Blues”. Conhecido pelo papel-título de “Pantera Negra”, o ator morreu no ano passado, aos 43 anos, após batalha contra o câncer. Outra curiosidade é que este ano a relação de indicados é menor. As categorias de Mixagem e Edição de Som foram mescladas e agora os profissionais da área disputam apenas o Melhor Som. Normalmente realizado em fevereiro ou março, o Oscar vai acontecer este ano no dia 25 de abril, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT. Confira abaixo a lista completa dos indicados ao Oscar 2021. Melhor Filme “Meu Pai” “Judas e o Messias Negro” “Mank” “Minari” “Nomadland” “Bela Vingança” “O Som do Silêncio” “Os 7 de Chicago” Melhor Direção Thomas Vinterberg, por “Druk – Mais uma Rodada” David Fincher, por “Mank” Lee Isaac Chung, por “Minari” Chloé Zhao, por “Nomadland” Emerald Fennell, por “Bela Vingança” Melhor Ator Riz Ahmed, por “O Som do Silêncio” Chadwick Boseman, por “A Voz Suprema do Blues” Anthony Hopkins, por “Meu Pai” Gary Oldman, por “Mank” Steven Yeun, por “Minari” Melhor Atriz Viola Davis, por “A Voz Suprema do Blues” Andra Day, por “Os Estados Unidos vs. Billie Holiday” Vanessa Kirby, por “Pieces of a Woman” Frances McDormand, por “Nomadland” Carey Mulligan, por “Bela Vingança” Melhor Ator Coadjuvante Sacha Baron Cohen, por “Os 7 de Chicago” Daniel Kaluuya, por “Judas e o Messias Negro” Leslie Odom Jr., por “Uma Noite em Miami” Paul Raci, por “O Som do Silêncio” LaKeith Stanfield, por “Judas e o Messias Negro” Melhor Atriz Coadjuvante Maria Bakalova, por “Borat: Fita de Cinema Seguinte” Glenn Close, por “Era Uma Vez um Sonho” Olivia Colman, por “Meu Pai” Amanda Seyfried, por “Mank” Yuh-jung Youn, por “Minari” Melhor Roteiro Original Will Berson & Chaka King, por “Judas e o Messias Negro” Lee Isaac Chung, por “Minari” Emerald Fennell, por “Bela Vingança” Darius Marder & Abraham Marder, por “O Som do Silêncio” Aaron Sorkin, por “Os 7 de Chicago” Melhor Roteiro Adaptado Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Dan Swimer, Peter Baynham, Erica Rivinoja, Dan Mazer, Jena Friedman & Lee Kern, por “Borat: Fita de Cinema Seguinte” Christopher Hampton & Florian Zeller, por “Meu Pai” Chloé Zhao, por “Nomadland” Kemp Powers, por “Uma Noite em Miami” Ramin Bahrani, por “O Tigre Branco” Melhor Fotografia Sean Bobbitt, por “Judas e o Messias Negro” Erik Messerschmidt, por “Mank” Dariusz Wolski, por “Relatos do Mundo” Joshua James Richards, por “Nomadland” Phedon Papamichael, por “Os 7 de Chicago” Melhor Figurino Alexandra Byrne, por “Emma.” Ann Roth, por “A Voz Suprema do Blues” Trish Summerville, por “Mank” Bina Daigeler, por “Mulan” Massimo Cantini Parrini, por “Pinóquio” Melhor Trilha Sonora Terence Blanchard, por “Destacamento Blood” Trent Reznor & Atticus Ross, por “Mank” Emile Mosseri, por “Minari” James Newton Howard, por “Relatos do Mundo” Jon Batiste, Trent Reznor & Atticus Ross, por “Soul” Melhor Canção Original “Fight for You” – H.E.R. (“Judas e o Messias Negro”) “Hear My Voice” – Celeste (“Os 7 de Chicago”) “Husavik” – Fire Saga (“Festival Eurovision da Canção”) “Io Si (Seen)” – Laura Pausini (“Rosa & Momo”) “Speak Now” – Leslie Odom Jr. (“Uma Noite em Miami”) Melhor Design de Produção Peter Francis, por “Meu Pai” Mark Ricker, por “A Voz Suprema do Blues” Donald Graham Burt, por “Mank” David Crank, por “Relatos do Mundo” Nathan Crowley, por “Tenet” Melhor Edição Yorgos Lamprinos, por “Meu Pai” Chloé Zhao, por “Nomadland” Frédéric Thoraval, por “Bela Vingança” Mikkel E.G. Nielsen, por “O Som do Silêncio” Alan Baumgarten, por “Os 7 de Chicago” Melhores Efeitos Visuais “Love and Monsters” “O Céu da Meia-Noite” “Mulan” “O Grande Ivan” “Tenet” Melhor Cabelo & Maquiagem “Emma.” “Era uma Vez um Sonho” “A Voz Suprema do Blues” “Mank” “Pinóquio” Melhor Som “Greyhound” “Mank” “Relatos do Mundo” “Soul” “O Som do Silêncio” Melhor Documentário “Collective” “Crip Camp: Revolução Pela Inclusão” “The Mole Agent” “My Octopus Teacher” “Time” Melhor Filme Internacional “Druk – Mais uma Rodada” (Dinamarca) “Better Days” (Hong Kong) “Collective” (Romênia) “O Homem que Vendeu sua Pele” (Tunísia) “Quo Vadis, Aida?” (Bósnia) Melhor Animação “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica” “Over the Moon” “Shaun, o Carneiro: O Filme – A Fazenda Contra-Ataca” “Soul” “Wolfwalkers” Melhor Dcumentário em Curta-metragem “Colette” “A Concerto is a Conversation” “Do Not Split” “Hunger Ward” “A Love Song for Latasha” Melhor Curta-metragem de Animação “Burrow” “Genius Loci” “Se Algo Acontecer… Te Amo” “Opera” “Yes-People” Melhor Curta-metragem “Feeling Through” “The Letter Room” “The Present” “Two Distant Strangers” “White Eye”
Grammy faz melhor festa do ano, mas evidencia problemas em noite de recorde de Beyoncé
Muito bem produzida e supostamente democrática, a premiação do Grammy 2021 vai ficar conhecida como a edição em que Beyoncé bateu o recorde de artista com a maior quantidade de prêmios da Academia Fonográfica em todos os tempos. Indo além da superfície, porém, foi uma edição que evidenciou os problemas que, nos últimos meses, geraram acusações de falta de representatividade e corrupção contra os responsáveis pela distribuição dos prêmios. Em primeiro lugar, mesmo com uma grande pulverização de troféus, artistas negros venceram majoritariamente “categorias negras” – isto é, disputas de rap e R&B. Houve exceções, em especial a vitória de “I Can’t Breathe”, de H.E.R., inspirada no movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) como Música do Ano. Nisto, entra sentimento de culpa branca em período de combate midiático ao racismo. Mas não nega os sinais que apontam tendência, indicando porque The Weeknd, com um som que não cabe nas caixinhas negras tradicionais, nem sequer foi indicado. Em segundo lugar, a presença de Beyoncé no evento. Ela disse que não participaria do Grammy. Mas apareceu com o marido Jay-Z. Manteve a promessa de não cantar e pulou a apresentação de “Savage”, que Megan Thee Stallion cantou sozinha, e foi a única artista a não interpretar a música indicada a Melhor Gravação do ano. Mas surgiu, na metade do evento, a tempo de receber dois prêmios que foram assinalados com alarde pelo apresentador Trevor Noah, por representarem um empate e um recorde histórico no Grammy. Curiosamente, o 28º Grammy de sua carreira, a marca preciosa, aconteceu na categoria de Melhor Performance de R&B, geralmente incluída nos anúncios que antecedem a cerimônia. A mudança da apresentação para o palco principal só faz crescer a suspeita sobre conhecimento prévio do conteúdo do envelope premiado. Beyoncé teria ido ao Grammy para a foto de seu recorde. Sua músicas, “Black Parade” e “Savage” (a parceria com Megan), eram as melhores na disputa de Melhor Gravação. Mas mesmo com Beyoncé em dose dupla, a categoria premiou Billy Eilish, com uma faixa que sobrou do disco passado. Em noite das mulheres, Taylor Swift também celebrou um recorde, ao se tornar a primeira artista feminina a vencer a prestigiosa categoria de Álbum do Ano por três vezes. Por sinal, mulheres venceram as quatro principais categorias. Uma novidade. De resto, a cerimônia pulverizou seus prêmios entre os principais artistas, conseguindo deixar (quase) todo mundo satisfeito. Teve gramofoninho dourado para Beyoncé, Megan Thee Stallion, Billie Eilish, Taylor Swift, Dua Lipa e até Harry Styles (o primeiro ex-One Direction agraciado com o Grammy), entre outros. Sem surgir no palco para enfrentar as questões do evento, o presidente interino da Academia, Harvey Mason Jr., preferiu aparecer num vídeo, com participação de músicos de várias etnias, ao som de uma trilha de propaganda de banco, em que reconheceu o problema, prometendo mudanças para agora, não para amanhã, e ainda pediu engajamento dos artistas por mudanças “conosco e não contra nós”. Nenhuma proposta, decisão ou ação para aumentar a representatividade e enfrentar a corrupção foi apresentada, além do vídeo com slogans publicitários. Não são poucos os problemas. Mas todos são anteriores à cerimônia em si. Já o evento, por outro lado, passou incólume pela crise e merece todos os elogios. A começar pelo formato adotado para sua transmissão televisiva. Ponto alto da temporada de premiações deste ano, com um Trevor Noah muito à vontade no comando da festa, o Grammy 2021 evitou as participações por videoconferência que vinham tornando todas as cerimônias iguais e monótonas, ao adotar as regras simples de distanciamento social e uso obrigatório de máscaras de proteção. A iniciativa resgatou os eventos presenciais e ainda inaugurou uma nova era fashion nos tapetes vermelhos: as combinações de máscaras e trajes de gala. A utilização de cinco palcos rotativos, ao estilo do antigo programa musical britânico “Later… with Jools Holland”, também possibilitou apresentações sequenciais de artistas. Já na abertura, Harry Styles, Billie Eilish, Haim e Dua Lipa emendaram um show atrás do outro, dando a tônica da noite. A criatividade também tirou do tédio o tradicional momento in memoriam, dedicado aos artistas falecidos, que foi reformulado com homenagens de grandes astros, responsáveis por covers emocionantes, intercalados por uma multidão de fotos e lembranças, num dos melhores blocos da noite. As apresentações também capricharam na cenografia, com muitos shows assumindo a aparência de clipes ao vivo. Ponto alto: a parceria de Cardi B e Megan Thee Stalion na adulta “Wap” foi de surtar e mandar ficar “de quatro” em bom português, ao terminar com o ritmo acelerado do remix funk do carioca Pedro Sampaio. Ao final, teve até um feito digno do filme “Truque de Mestre”, em que o BTS recriou o palco do Grammy em Los Angeles, para revelar ao final de sua apresentação no suposto teto do Staples Theater que nunca saiu da Coreia do Sul. Espetacular como programa de TV. De fato, o Grammy 2021 consagrou-se como a melhor festa de premiação do ano. Foi tão bom que nem pareceu ser uma premiação. Especialmente uma premiação tão complicada quanto o Grammy 2021. Confira abaixo os vencedores das principais categorias. Álbum do Ano “Folklore — Taylor Swift Gravação do Ano “Everything I Wanted — Billie Eilish Música do Ano “I Can’t Breathe — H.E.R. Artista Revelação Megan Thee Stallion Melhor Álbum Pop “Future Nostalgia — Dua Lipa Melhor Álbum de Rock “The New Abnormal — The Strokes Melhor Álbum de Rap “King’s Disease — Nas Melhor Álbum Country “Wildcard — Miranda Lambert Melhor Álbum Pop Latino ou Urbano “YHLQMDLG — Bad Bunny Melhor Álbum de Dance/Eletrônica “Bubba” — Kaytranada Melhor Álbum de Música Alternativa “Fetch the Bolt Cutters” — Fiona Apple Melhor Performance de Grupo ou Dupla Pop “Rain on Me” – Lady Gaga with Ariana Grande Melhor Performance de R&B “Black Parade” – Beyoncé Melhor Performance de Rap “Savage” – Megan Thee Stallion featuring Beyoncé Melhor Performance de Rap Melódico “Lockdown” — Anderson .Paak Melhor Performance de Rock Fiona Apple – “Shameika” Melhor Música de Rap “Savage” — Megan Thee Stallion featuring Beyoncé Melhor Música de R&B “Better Than I Imagine” – Robert Glasper featuring H.E.R. e Meshell Ndegeocello Melhor Música de Rock Brittany Howard – “Stay High” Melhor Música de Mídia Visual “007 – Sem Tempo para Morrer” – Billie Eilish Melhor Trilha Sonora “Coringa” – Hildur Guðnadóttir Melhor Filme Musical “Linda Ronstadt: The Sound of My Voice” Melhor Vídeo Musical “Brown Skin Girl” – Beyoncé e Blue Ivy Carter
Grammy premia trilha de Coringa e música de 007 – Sem Tempo para Morrer
O tema do próximo filme de James Bond, “007 – Sem Tempo para Morrer”, composto e cantado por Billie Eilish, venceu o Grammy de Melhor Música de Mídia Visual na premiação realizada neste domingo (14/3) nos EUA. É a primeira vez que a música de um filme inédito vence a categoria. Devido à covid-19, “007 – Sem Tempo para Morrer” sofreu vários adiamentos e só chegará aos cinemas em outubro. Eilish criou a faixa com seu parceiro criativo, o irmão Finneas. E a vitória acrescenta mais um Grammy à sua coleção, após vencer cinco categorias principais da premiação do ano passado. Os outros prêmios “cinematográficos” da noite incluíram Melhor Trilha Sonora para Hildur Guðnadóttir, por seu trabalho no filme “Coringa”, repetindo a vitória no Oscar 2020, e Melhor Trilha Compilada para “Jojo Rabbit”, que teve músicas selecionadas pelo diretor Taika Waititi. A Academia Fonográfica também deu ao documentário “Linda Ronstadt: The Sound of My Voice” o troféu de Melhor Filme Musical e para o clipe de “Brown Skin Girl”, de Beyoncé e Blue Ivy Carter, o reconhecimento como Melhor Vídeo Musical. Os prêmios foram anunciados antes do início da cerimônia oficial do “Oscar da música”, que terá transmissão ao vivo no Brasil pelo canal pago TNT a partir das 21h.
Beyoncé vence o Grammy de Melhor Vídeo Musical
A cerimônia do Grammy ainda não começou oficialmente, mas Beyoncé já faturou um prêmio importante da competição. O clipe de “Brown Skin Girl” recebeu o Grammy de Melhor Vídeo Musical do ano, uma das categorias que são anunciadas antes do evento. O vídeo integrou o especial “Black Is King”, da Disney Plus, e traz Beyoncé cantando com sua filha, a pequena Blue Ivy Carter, de nove anos. A menina foi inscrita no prêmio e conquistou precocemente o primeiro Grammy da carreira. Já para Beyoncé, a vitória representou o 25º Grammy de sua carreira. Caso conquiste mais três, ela se tornará a mulher mais premiada da história da premiação da Academia Fonografia. Ela concorre a mais sete estatuetas neste domingo – eram oito, mas “Black Is King” já perdeu a categoria de Melhor Filme Musical para o documentário “Linda Ronstadt: The Sound of My Voice”. Beyoncé, porém, recusou o convite para se apresentar na cerimônia. Além dela, Justin Bieber, Zayn e The Weeknd também se negaram a cantar no evento, devido à polêmicas ligadas à falta de diversidade entre os indicados e acusações de corrupção na eleição dos melhores. A cerimônia do “Oscar da música” acontece neste domingo (14/3) nos EUA, com transmissão ao vivo no Brasil pelo canal pago TNT a partir das 21h. Além dos indicados aos prêmios da Academia Fonográfica, o evento, que terá apresentação do comediante Trevor Noah (do “Daily Show”), contará com shows de artistas como Harry Styles, Billie Eilish, Dua Lipa, Cardi B, BTS e Taylor Swift. Lembre abaixo o clipe de “Brown Skin Girl”.
Veja duas cenas completas de Falcão e o Soldado Invernal
A Marvel divulgou duas cenas completas da série “Falcão e o Soldado Invernal” (The Falcon and the Winter Soldier), que exploram a dinâmica divertida entre os dois personagens do título. Uma delas tem uma comparação impagável entre Gandalf e Doutor Estranho. Além dos dois Vingadores do título, interpretados por Anthony Mackie (Falcão) e Sebastian Stan (Soldado Invernal), “Falcão e o Soldado Invernal” também destaca personagens introduzidos nos filmes do Capitão América, trazendo de volta Emily Van Camp ao papel de Sharon Carter e Daniel Brühl como Barão Zemo, vilão responsável pelos eventos de “Capitão América: Guerra Civil”. Desenvolvida pelo roteirista Malcolm Spellman (da série “Empire”), a série vai estrear na próxima sexta-feira (19/3) na Disney+ (Disney Plus) com episódios assinados por Kari Skogland, diretora premiada de “The Handmaid’s Tale”, “The Walking Dead” e “The Americans”.
Betty Faria: “Vacinação é obrigação, não é favor”
A atriz Betty Faria, que tomou a primeira dose da vacina contra covid-19 na semana passada, criticou o governo Bolsonaro e pediu vacinação para todos neste domingo (14/3), durante participação no programa “É de Casa”, da TV Globo. Com 79 anos, ela se disse impaciente por a maior parte da população ainda estar aguardando sua vez de se vacinar. “Eu acho que a vacina demorou. Eu não fiquei emocionada porque estava impaciente. Se nosso governo tivesse pedido as vacinas, providenciado antes, a gente teria recebido com menos tristeza. Então, estava bastante impaciente, como continuo. Eu quero ver todo o povo vacinado, porque é a única maneira de não desenvolver novas cepas mais contagiosas”, afirmou ela. “Todo mundo tem que se vacinar, sim. Para poder sobreviver e botar o país pra frente”, complementou Betty. “É obrigação, não é favor, é obrigação do governo brasileiro vacinar o povo. É obrigação”, frisou. Ela também se solidarizou com as famílias que perderam entes queridos para o coronavírus e se disse agradecida por poder ter condições de ficar em casa, em isolamento. Ela tem usado o tempo livre para fazer cursos: escolheu estudar cinema e língua espanhola.
Bruna Marquezine é cobrada por incoerências na pandemia
A atriz Bruna Marquezine foi parar entre os assuntos mais comentados no Twitter na madrugada deste domingo (14/3), depois de discutir com alguns seguidores que flagraram sua incoerência ao criticar pessoas que não respeitam a quarentena e seus passeios durante a pandemia de covid-19. Uma seguidora foi buscar um tuite antigo da atriz, prestes a fazer aniversário de um ano. Em março de 2020, ela reclamou contra as pessoas que se aglomeravam: “É sério que marcar churrasco, ir pra praia e pro bar, maratonar série com os amigos, fazer as unhas e a sobrancelha ou fazer sua cozinheira vir trabalhar de ônibus pra não ficar sem a comida que vc gosta é mais importante do que evitar que esse quadro se repita aqui no Brasil?” Mas, depois disso, teria feito uma “festinha privada” de Ano Novo. Foi a deixa para receber vários ataques, que acontecem após a atriz criar polêmica com o presidente Bolsonaro. Marquezine desabafou que a revolta se dava por conta de “UMA foto sem máscara”, contou que seu pai chegou a ficar internado com coronavírus e que ela “passou a virada chorando pelo FaceTime”. As explicações não convenceram e a turma que quer ver a caveira da atriz resgatou seus vídeos e fotos de Ano Novo. Neles, não há nem sinal da pessoa que diz ter chorado na virada. São imagens de felicidade, numa festa realizada numa ilha privativa com Manu Gavassi e outras ex-BBBs, como Thelma Assis e Rafa Kalimann, além de fotos ao lado do suposto namorado Enzo Celulari, em que ela apareceu sem máscara, ainda nesta semana. Ela tentou explicar, dizendo que precisava sair de casa porque a mãe também estava com covid e que Angra ficava há duas horas de carro do Rio. Mas, diante do mar de críticas sobre o assunto, acabou desativando o perfil no Twitter, voltando poucas horas depois com um pedido de desculpas aos fãs. “É… dei show de impulsividade… Passando aqui pra dividir com todos aqueles que me acompanham e me respeitam que vou tirar um tempo pra repensar todas as minhas atitudes e rever a maneira como devo lidar com esses tempos difíceis”, afirmou. Nos comentários, fãs da atriz, de 25 anos, manifestaram seu apoio. “É sobre isso bru, tomara que você repense mesmo e veja aonde errou nós te amamos e queremos o seu bem sempre”, escreveu uma. “É sobre isso, errar e reconhecer. Não podemos cobrar perfeição de ninguém. Até pq seria muito hipócrita por nossa parte. Te admiro muito, e sei q vc vai aprender muito com tudo q esta acontecendo. Fica bem”, desejou outra. É… dei show de impulsividade… Passando aqui pra dividir com todos aqueles que me acompanham e me respeitam que vou tirar um tempo pra repensar todas as minhas atitudes e rever a maneira como devo lidar com esses tempos difíceis. — Bruna Marquezine (@BruMarquezine) March 14, 2021
Duda Beat lança primeiro clipe do novo disco
A cantora pernambucana Duda Beat divulgou o clipe de “Meu Pisêro”, que mistura entre influências de forró, brega e piseiro, novo ritmo/dança que tem feito sucesso no Nordeste, para manifestar a dor de um coração partido, que tenta colar os pedacinhos. Enquanto canta que perdoou, mas não perdoou, que deu unfollow, mas adicionou de novo, a cantora desfila lingeries entre quatro paredes sob direção de Cristina Streciwik, de várias campanhas publicitárias premiadas. “Meu Pisêro” é a primeira prévia do segundo álbum de Duda Beat, o sucessor de “Sinto Muito”, que foi lançado no início de 2018.
Liga da Justiça ganha trailer final com aparição de um Lanterna Verde
A HBO Max divulgou um novo trailer do relançamento de “Liga da Justiça”, que investe no clima épico e empilha participações de heróis e vilões. Desta vez, a maior novidade é a aparição de um Lanterna Verde. Mas não é um integrante terrestre da Tropa, como os fãs gostariam de ver. A prévia também reforça a importância de Darkseid na nova versão. Ausente no filme exibido nos cinemas em 2017, o supervilão se apresenta como a principal ameaça na edição do diretor Zack Snyder. Intitulada em inglês “Zack Snyder’s Justice League”, o filme retorna com quatro horas de duração, incluindo cenas, personagens e desfecho diferentes da “Liga da Justiça” exibida nos cinemas, submetida a refilmagens e com edição de Joss Whedon em 2017. Snyder teria aceitado refazer o filme de graça para recuperar o controle sobre a obra e conseguir maior orçamento para efeitos visuais, bem como autorização para filmar duas cenas extras, que não estavam nos planos originais do longa. A maior parte do filme, porém, foi filmada há cerca de quatro anos. Snyder chegou perto de terminar “Liga da Justiça” em 2017, mas precisou se afastar da produção após uma tragédia abalar sua família. Ele acabou sendo substituído na pós-produção por Whedon, que realizou uma refilmagem extensiva do trabalho desenvolvido até então. Mas o resultado híbrido, parte Snyder e parte Whedon, foi desaprovado de forma unânime, com um fracasso nas bilheterias e críticas muito negativas. Além disso, a intervenção gerou acusações sobre os bastidores das refilmagens que, num efeito dominó, fulminaram a reputação de Whedon e fizeram balançar produtores e executivos da própria Warner. Em meio às controvérsias, a versão de Snyder, batizada pelos fãs de SnyderCut, ganhou status de lenda. Após uma campanha exaustiva nas redes sociais, que chamou atenção dos executivos da WarnerMedia, os fãs finalmente terão acesso ao que pediram, podendo comprovar que se trata de uma obra-prima quase perdida… ou apenas outro filme de Zack Snyder. O dia da verdade está cada vez mais próximo: “Zack Snyder’s Justice League” estreia na quinta (18/3), com lançamento em diversas plataformas de VOD no Brasil.












