Lil Nas X viaja no tempo para ajudar sua versão jovem em clipe reflexivo
Lil Nas X volta ao YouTube após a polêmica e o sucesso de “Montero (Call Me By Your Name)”. Deixando de lado a profanidade e a atitude “profundamente” gay, o rapper assume tom mais reflexivo no novo clipe, “Sun Goes Down”. Escrito e dirigido pelo próprio artista, o vídeo acompanha Lil Nas X revisitando o baile de formatura da escola para encontrar o começo de sua jornada de aceitação. “No vídeo de ‘Sun Goes Down’, eu volto no tempo para visitar uma versão mais jovem de mim mesmo, que está lutando por dentro, se odiando e não quer mais viver. Eu tento fazer o meu melhor para levantá-lo. Mal posso esperar para compartilhar essa música e vídeo com vocês. Este é realmente especial para mim”, escreveu o cantor em seu Twitter. O distanciamento dos colegas se manifesta na forma como ele enxerga o baile, repleto de casais heterossexuais, o que leva a desabar em lágrimas, escondido no banheiro. Até encontrar forças – com seu eu do futuro – para dançar sozinho e contagiar os colegas com sua energia. “Sun Goes Down” também é a música mais lenta e emotiva da carreira do cantor, ancorada em guitarras que parecem fazer o funk chorar – e que lembram as baladas do Red Hot Chili Peppers.
Henry Cavill negocia estrelar o remake de “Highlander”
Henry Cavill, o Superman do cinema e o Witcher da Netflix, está em negociações para interpretar outro personagem icônico. O estúdio Lionsgate quer o ator no papel principal do remake de “Highlander: O Guerreiro Imortal”, grande sucesso de 1986. O projeto está em desenvolvimento há mais de uma década e tem Chad Stahelski, diretor da franquia “John Wick”, definido desde 2016. “Sou um grande fã do filme original”, admitiu Stahelski na época. O roteiro foi entregue por Ryan Condal (criador da série “Colony”) em 2018. A história do filme original apresentava Connor MacLeod (Christopher Lambert), um guerreiro escocês imortal, nascido no século 16, que estava destinado a duelar com outros de sua espécie até sobrar apenas um. Só que o filme fez tanto sucesso que sempre havia mais, outros imortais, para alimentar a franquia que teve diversas sequências e até um série de TV nos anos 1990. Por sinal, o visual cabeludo de Christopher Lambert no primeiro filme não é muito diferente da forma como Cavill é retratado em “The Witcher”. “Highlander” também é lembrado pela trilha sonora criada pela banda Queen. Para refrescar a memória, veja abaixo o clipe com a música-tema da produção.
Anne-Marie e Niall Horan são ladrões elegantes em clipe
A cantora inglesa Anne-Marie lançou o clipe de “Our Song”, sua parceria com o ex-One Direction Niall Horan. A dupla cantarola a balada pop enquanto encena papéis de ladrões elegantes de joias, em fuga pela paisagem rural britânica em roupas de época e carro esportivo retrô. A música faz parte do segundo álbum de Anne-Marie, “Therapy”, que será lançado em 23 de julho, três anos após “Speak Your Mind”. “Meu segundo bebê! Já faz um tempo, hein!?”, ela publicou nas redes sociais, explicando ainda o nome do disco – “terapia”, em inglês. “Eu escrevi muitas músicas desde ‘Speak Your Mind’, cresci e mudei bastante durante esse tempo também. Tive meus altos e baixos, estive perdida e agora fui encontrada. Desde a pandemia, tive tempo de perceber que precisava de ajuda com meu cérebro e finalmente encontrei a luz. Além da música ser minha terapia, também tenho consultado um psicólogo profissional há cerca de um ano, uma vez por semana, e isso mudou completamente minha vida. Este álbum representa essa jornada. É cheio de alegria, tristeza, vingança, amor e revelação, espero que você sinta todas essas coisas ao ouvi-lo”.
Pocah acorda no primeiro clipe pós-BBB
Pocah retomou a carreira musical com o lançamento do clipe de “Nem On, Nem Off”, seu primeiro lançamento após o “BBB 21”. Parceria com MC WM, o funk acelerado brinca com a fama de dorminhoca adquirida pela cantora durante o reality show da Globo. “A bandida acordou, tava adormecida há meses”, diz a letra. O clipe começa, após um comercial de site hoteleiro, com Pocah sendo acordada por MC WM em um vestiário. Por sinal, os elementos visuais são esportivos, com vestiário, gradil de octógono de MMA e quadra de basquete, que servem de palco para as coreografias. Muitas coreografias. O visual ainda inclui uma peruca pink, muito provavelmente em homenagem à Cardi B – que elogiou no Twitter a dança de Pocah para “WAP”, registrada pelas câmeras do “BBB 21”. A direção é de Dauto Galli (do clipe “A Santa Máquina”, de Antonia Morais).
Harry compara morte da princesa Diana ao assédio da imprensa à Meghan Markle
O príncipe Harry voltou a falar sobre seus problemas com a família real na série documental “The Me You Can’t See”, que ele coproduziu com Oprah Winfrey. Lançada na plataforma Apple TV+ nesta sexta (21/5), a atração é dedicada à saúde mental e trouxe depoimentos de várias celebridades, inclusive do próprio Harry. Cada episódio é dedicado à revelação de um trauma de uma personalidade famosa. Lady Gaga falou de um estupro sofrido aos 19 anos e Glenn Close abordou sua criação numa seita de fanáticos religiosos. No caso de Harry, foi o trauma de perder a mãe numa perseguição de paparazzi e o descaso da família real e falta de proteção ao ver o mesmo acontecer com sua esposa, Meghan Markle. Ele teria até mesmo brigado com o pai, o príncipe Charles, para quem “as coisas eram assim mesmo”. Ele citou uma conversa com o pai que o deixou especialmente contrariado. “Quando eu era mais jovem, meu pai disse pra mim e William: ‘Tinha sido assim para mim, então será a mesma coisa para vocês'”, referindo-se à sede dos tabloides por rumores e escândalos da família real. “Mas não faz sentido”, continuou. “Não é porque você sofreu que seus filhos também deveriam sofrer. Deveria ser até o contrário.” “Achei que minha família me ajudaria, mas todas as demandas, os pedidos, os sinais encontraram um silêncio ou uma total indiferença”, lamentou Harry. A pressão foi tanta que, em entrevista anterior a Oprah Winfrey, Meghan chegou a confessar ter pensado em suicídio em 2019. Harry diz que foi a terapia psicanalítica que os ajudou a ganhar forças e assumir o controle de suas vidas. Ele revelou frequentar sessões de terapia há quatro anos, que o ajudaram a “quebrar o ciclo” e não reviver o que seu pai e principalmente sua mãe sofreram. A princesa Diana morreu em 1997 quando o carro em que estava colidiu em Paris, fugindo de um cerco de paparazzi. “A terapia me permitiu enfrentar tudo”, afirma Harry, que buscava uma solução para os problemas psicológicos que o atormentavam desde a morte de sua mãe, quando tinha 12 anos. “Eu sabia que se não começasse a terapia para melhorar, perderia essa mulher com quem me vejo passando o resto da minha vida”, acrescentou.
Glenn Close revela ter vivido com fanáticos religiosos na infância e adolescência
Glenn Close foi uma das celebridades que decidiu contar os traumas de sua vida na série documental “The Me You Can’t See”, focada em saúde mental e lançada na plataforma Apple TV+ nesta sexta (21/5). Em sua participação, a atriz de 74 anos se emocionou ao relembrar ter passado a infância numa seita de fanáticos religiosos. A estrela de “Atração Mortal” contou que foi parar na seita Moral Re-Armament (MRA), na Suíça, por intermédio de seu pai, o médico William Taliaferro Close. “Eu fiz parte desse grupo chamado MRA, basicamente uma seita, todo mundo falava as mesmas coisas e havia várias regras, muito controle. Nós éramos criados para pensar que tudo que você pensava por conta própria era algo egoísta. Nós nunca tiramos férias e não temos memórias de coisas que fizemos além de tudo isso que passamos, o que é realmente horrível”, relembrou Close. “Nós éramos completamente distantes. É impressionante como algo que vivenciamos em uma fase tão inicial da sua vida tem um potencial tão destrutivo. Acho que é um trauma de infância, a devastação emocional e psicológica dessa seita”. A atriz credita ainda a experiência com a MRA pelo fracasso de seus três casamentos. “Não tive sucesso nos meus relacionamentos, em encontrar um parceiro e sinto muito por isso”, avaliou ela, que se considera marcada de forma permanente por uma cultura de distanciamento emocional. Close contou que só conseguiu desvencilhar da seita aos 22 anos de idade, quando foi estudar artes dramáticas no College of William and Mary no estado da Virgínia. Ela acabou virando atriz. E sendo indicada para oito Oscars. Produzida por Oprah Winfrey e o príncipe Harry, “The Me You Can’t See” também trouxe depoimentos impactantes de Lady Gaga, que abordou um estupro sofrido aos 19 anos, e do próprio Harry.
Lady Gaga detalha estupro aos 19 anos que a traumatizou
Lady Gaga fez uma revelação bombástica durante sua participação na série documental “The Me You Can’t See”, focada em traumas e saúde mental, e lançada na plataforma Apple TV+ nesta sexta (21/5). A cantora e atriz revelou ter sofrido um “surto psicótico” depois de ser estuprada por um produtor e engravidar aos 19 anos de idade, quando tentava se firmar na indústria da música. “Eu estava trabalhando no ramo e um produtor me disse: ‘Tire a roupa’. E eu disse não. Eu saí e eles me disseram que iriam queimar todas as minhas músicas. E não pararam. Eles não pararam de me perguntar, e eu simplesmente congelei e eu… eu nem me lembro”, disse a cantora, que mencionou a agressão sexual pela primeira vez em 2014, mas sem tantos detalhes. Como resultado, Gaga diz que sofreu “um surto psicótico total”, afirmando que “por alguns anos eu não era a mesma garota”. A cantora afirma que até hoje sofre com sequelas de sua agressão. “Mesmo que eu tenha seis meses brilhantes, tudo o que preciso é ser acionada uma vez para me sentir mal”, disse. Ela descreve a sensação como “primeiro, uma dor total, depois uma dormência”. “Uma vez fiquei doente durante semanas e semanas e semanas e semanas, e depois percebi que era a mesma dor que senti quando a pessoa que me estuprou me deixou, grávida, numa esquina”, explicou. “Porque eu fiquei meses trancada num estúdio com a pessoa que me abusou. E acabei doente, vomitando, e largada na rua perto da casa dos meus pais por esta pessoa”. Apesar de se abrir sobre a agressão, Gaga não quis nomear quem a estuprou. “Entendo este movimento #MeToo, entendo que algumas pessoas se sentem realmente confortáveis com isso, e eu não. Não quero encarar essa pessoa nunca mais”, disse. Ela resolveu participar da série, produzida por Oprah Winfrey e pelo príncipe Harry, porque sua experiência traumática a levou a se dedicar a ajudar pessoas que sofreram traumas. Em 2012, a artista criou a Fundação Born this Way para pessoas que lutam com problemas de saúde mental.
BTS lança novo clipe dançante para quebrar o YouTube
Maior fenômeno do K-pop, a boy band BTS lançou um novo clipe, que volta a trazer os artistas sul-coreanos em ritmo de funk oitentista e cantando em inglês, como no mega hit “Dynamite”, que no ano passado quebrou o recorde de vídeo mais visto do YouTube em 24 horas. O clipe de “Butter” já estabeleceu outro recorde: o primeiro a atingir 10 milhões de views em uma hora. E deve quebrar outras marcas nos próximos minutos, podendo fazer História com mais de 100 milhões de visualizações em 24 horas. Sem efeitos, mas com ótima edição, “Butter” se sustenta no carisma dos próprios cantores, que desfilam sua maior egotrip musical, vangloriando-se de ter “brilho de super estrela”, ser “quente como o verão”, “encantador e cool” e “liso como manteiga” (o refrão). A arrogância da letra é apresentada com sorrisos de bebês, detalhe que até combina com o arranjo musical, que evoca o funk branco do Queen em seu sample de baixo, mas também o R&B comercial de Michael Jackson e até o rap sem perigo de MC Hammer. O diretor do novo clipe também é o mesmo do anterior, Choi Yong-seok, que registra uma coreografia cheia de trejeitos para fãs decorarem, incluindo beijinhos na mão. O vídeo ainda chama atenção por destacar ainda mais a diferenciação dos sete membros do BTS por meio de cabelos de cores mais vivas para cada um deles – uma iniciativa dos sonhos do departamento de marketing da gravadora da banda.
10 Séries: Produções da Peacock chegam pela Globoplay. Confira as estreias da semana
Sem maiores avisos, a Globoplay começou a disponibilizar no Brasil as séries da plataforma americana Peacock. Os primeiros títulos do serviço da NBCUniversal a chegar no mercado brasileiro são a minissérie sci-fi “Admirável Mundo Novo” e o thriller “Departure”, que ganhou o subtítulo “A Investigação”. Com direção de Owen Harris (responsável pelo premiado episódio “San Junipero” de “Black Mirror”), “Admirável Mundo Novo” adapta a famosa distopia de Aldous Huxley publicada em 1932, que previu invenções como os bebês de proveta, análise de DNA e até antidepressivos como o Prozac. A trama apresenta um futuro onde a sociedade conquistou paz e equilíbrio após a proibição do dinheiro, da família, da monogamia, da privacidade e do livre arbítrio, mas também questiona se isso trouxe a felicidade. A dúvida se manifesta por meio de um jovem criado longe das cidades protegidas (Alden Ehrenreich, de “Han Solo: Uma História Star Wars”), que ao ser levado para a sociedade moderna entra em choque com aquele mundo “perfeito” e “admirável”, a ponto de virar uma ameaça para o sistema. Co-produção exibida no Reino Unido e no Canadá antes de chegar à Peacock, “Departure” traz Archie Panjabi (de “The Good Wife”) à frente da investigação de um avião desaparecido no Atlântico. Acontece que há uma sobrevivente e muita conspiração em torno de como o avião caiu no mar, que garante ação, reviravoltas e ritmo tenso – ainda que nem tudo seja plausível. A atração foi renovada para uma 2ª temporada, que chegou a ser filmada antes da morte do coprotagonista, o veterano astro Christopher Plummer (“Todo o Dinheiro do Mundo”), falecido em fevereiro passado. A semana também destaca várias séries que retomam suas tramas em streaming. Nova temporada mais esperada, a segunda leva de episódios de “Quem Matou Sara?” chega em tempo recorde, dois meses após os capítulos inaugurais. A produção se tornou a série mexicana mais popular da Netflix, com 55 milhões de visualizações do começo de sua história, que combina thriller de vingança e melodrama de novela. A história gira em torno de um homem (Manolo Cardona) que passou 18 anos preso injustamente pelo assassinato da própria irmã e decide provar a culpa da família poderosa que o incriminou, apenas para perceber que os muitos segredos de Sara são seu principal obstáculo para chegar à verdade. Se “Quem Matou Sara?” retornou rápido, a 3ª temporada de “Master of None” teve desenvolvimento oposto, levando quatro anos para se materializar após a temporada anterior. A longa passagem de tempo também impactou sua narrativa, a começar pela inclusão de um título inesperado na produção, “Momentos”, e o fato de se focar na relação lésbica entre a coadjuvante Denise (Lena Waithe) e sua parceira Alicia (Naomi Ackie), escanteando as aventuras românticas do protagonista Dev Shah, personagem do criador da série, Aziz Ansari. É quase outra série, mas por decisão pessoal de Ansari, que buscou sair dos holofotes após ter seu nome envolvido numa denúncia de assédio no auge do movimento #MeToo. O problema foi apenas uma encontro romântico ruim de 2017, mas ele ficou surpreso e decidiu deixar a carreira – e a série premiada – esfriar. Agora, a melhor produção da lista não é nenhuma dessas, mas a série documental “1971: The Year That Music Changed Everything”, que aborda como as canções lançadas em 1971 refletiram o ano mais impactante do século 20. Com a trilha do rock de The Who e John Lennon e o soul de Marvin Gaye e Aretha Franklin, entre outros, a série da Apple TV+ é obrigatória para os geeks da música e atingiu 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. A Apple também lançou outra atração documental, “The Me You Can’t See”, focada em saúde mental, que é cheia de revelações traumáticas de celebridades como o príncipe Harry (coprodutor do projeto) e Lady Gaga. Algumas declarações bombásticas incluem os traumas por estupro de Lady Gaga aos 19 anos e de Harry sobre a frieza da família real que levaram a seu rompimento com o próprio pai. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. Admirável Mundo Novo | EUA | Minissérie (Globoplay) Departure – A Investigação | EUA | 1ª Temporada (Globoplay) 1971: The Year That Music Changed Everything | EUA | Minissérie (Apple TV+) The Me You Can’t See | EUA | Minissérie (Apple TV+) Solos | EUA | Minissérie (Amazon) Quem Matou Sara? | México | 2ª Temporada (Netflix) Special | EUA | 2ª Temporada (Netflix) Master of None | EUA | 3ª Temporada (Netflix) Jurassic World: Acampamento Jurássico | EUA | 3ª Temporada (Netflix) In Treatment | EUA | 4ª Temporada (HBO Go)
10 Filmes: Zumbis de Zack Snyder e as opções do cinema em casa
“Army of the Dead: Invasão em Las Vegas”, o filme de zumbi de Zack Snyder (“Liga da Justiça de Zack Snyder”), é o lançamento de streaming mais esperado da semana. E é um típico Snydercut: longo, épico e ostensivo. Só não é sisudo. De fato, o diretor dos super-heróis sombrios nunca fez um longa tão divertido, combinando zumbis, mercenários e assalto grandioso. Na trama, um grupo de mercenários liderado por Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) se reúne para realizar o maior assalto já tentado em Las Vegas. O detalhe é que, para chegar nos milhões, eles precisarão invadir uma zona de quarentena e se arriscar em meio a um surto de zumbis, supostamente restrito à cidade do pecado. Nunca é demais lembrar que Snyder foi um dos primeiros cineastas a filmar mortos-vivos velocistas em “Madrugada dos Mortos” (2004), remake do clássico “Despertar dos Mortos” (1978), que apesar de bem feitinho desagradou o diretor do filme original, o mestre George A. Romero, por alterar as características de seus famosos canibais lentos. Mas acabou influenciando todos os filmes de zumbis acelerados que se seguiram. No novo longa, o diretor acrescenta um pouco das mutações dos jogos de “Resident Evil” à fórmula, sem esquecer um tigre zumbificado. Igualmente divertido, “Uma Sombra na Nuvem” rende um bom programa duplo, ao mostrar Chloe Grace Moretz (“Tom & Jerry: O Filme”) lutando contra gremlins nos céus, à bordo de um avião bombardeiro da 2ª Guerra Mundial. Mais trash, ainda há “Willy’s Wonderland”, em que Nicolas Cage enfrenta um parque de diversões das trevas. A lista segue com terror psicológico (“Passando dos Limites”) e suspense sangrento (“Holiday”), mas também traz histórias edificantes, como em “Mais que Especiais”, uma comédia sobre educadores de autistas dos diretores do sucesso “Intocáveis” (2011). E há “Me Sinto Bem com Você”, uma surpresa que utiliza as dificuldades criadas para as filmagens durante a pandemia a seu favor – e sem ficar parecendo uma live de videochamada. O filme brasileiro ilustra histórias de rompimentos entre pessoas socialmente distantes, que se comunicam por laptops, celulares e até telefones convencionais. A direção é de Matheus Souza (“Ana e Vitória”), que também participa do elenco ao lado de, entre outros, três integrantes de “Socorro, Virei uma Garota!”: a ex-BBB Manu Gavassi, Victor Lamoglia e Thati Lopes. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 10 melhores opções de filmes disponibilizadas em streaming nesta semana. Army of the Dead: Invasão em Las Vegas | EUA | 2021 (Netflix) Uma Sombra na Nuvem | EUA | 2021 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play) Willy’s Wonderland | EUA | 2021 (Apple TV, Google Play, NOW, YouTube Filmes) Passando dos Limites | EUA | 2018 (NOW) Holiday | Dinamarca, Holanda, Suécia | 2018 (Reserva Imovision) Saída à Francesa | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Mais que Especiais | França | 2019 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) O Defensor: A História de Bert Trautmann | Reino Unido, Alemanha | 2018 (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Trópico Fantasma | Bélgica, Holanda | 2019 (Supo Mungam Plus, NOW) Me Sinto Bem com Você | Brasil | 2021 (Amazon Prime Video)
Marvel admite que Tilda Swinton em “Doutor Estranho” foi um erro
O presidente do Marvel Studios, Kevin Feige, admitiu que a controversa escalação de Tilda Swinton em “Doutor Estranho” foi um erro. Em entrevista à revista Men’s Health, ele avaliou que as críticas e reações negativas do público foi um “despertador”. “Achamos que estávamos sendo muito inteligentes e inovadores. Não vamos fazer o clichê do homem asiático enrugado, velho e sábio. Mas foi um sinal de alerta dizer: ‘Bem, espere um minuto, existe alguma outra maneira de descobrir isso? Existe alguma outra maneira de não cair no clichê e escalar um ator asiático?’ E a resposta para isso, claro, é sim.” Na época, a Marvel foi acusada de embranquecer o personagem, um homem asiático nos quadrinhos, que foi interpretado por uma mulher inglesa no filme. O estúdio chegou a precisar se manifestar em defedesa da escalação de Tilda Swinton, dizendo que apoiava a diversidade e a liberdade criativa na indústria cinematográfica. “A Marvel tem um registro muito forte de diversidade em sua seleção de filmes e regularmente se afasta de estereótipos e material de origem para dar vida ao seu MCU [Universo Cinematográfico da Marvel]. O ancião é um título que não pertence exclusivamente a um personagem, mas sim um apelido transmitido ao longo do tempo, e neste filme em particular a personificação é celta. Estamos muito orgulhosos de ter a extremamente talentosa Tilda Swinton retratando esse personagem único e complexo ao lado de nosso elenco ricamente diversificado”, disse o Marvel Studios em comunicado. A própria Tilda Swinton disse que escalá-la para o papel foi uma tentativa de evitar estereótipos raciais ofensivos, como o “tipo de Fu Manchu, um homem antigo sentado no topo de uma montanha chamada O Ancião. Eles tomaram a decisão de não perpetuar esses estereótipos raciais”, ela afirmou. Uma sequência do filme de 2016, chamada “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, está sendo filmada atualmente para um lançamento em março de 2022.
Greg Germann deixa o elenco de “Grey’s Anatomy”
O ator Greg Germann deixou “Grey’s Anatomy” no episódio que foi ao ar na noite de quinta (20/5) na rede americana ABC. A saída do intérprete do Dr. Tom Koracick foi mantida em segredo até a exibição do capítulo, intitulado “Tradition”. A reviravolta aconteceu enquanto o público se preparava para se despedir de outro ator importante da série, Jesse Williams, no mesmo capítulo. Enquanto a saída do personagem de Williams, o cirurgião Jackson Avery, tinha sido anunciada e preparada com antecedência, o desfecho de Koracick foi repentino e sem avisos. E para amarrar a narrativa, os dois ainda voaram para Boston juntos no final da exibição. No entanto, ao contrário de Williams, Germann ainda deve repetir seu papel como ator convidado no futuro. “Greg Germann é um gênio da comédia e temos muita sorte por ele trazer seu talento para o nosso programa nos últimos anos. Sentiremos muita falta de Greg no dia a dia, mas planejamos ver Tom Koracick novamente!”, disse a showrunner Krista Vernoff em comunicado. Germann também comentou sua saída do elenco principal. “Ter trabalhado com todas as pessoas incrivelmente talentosas envolvidas com ‘Grey’ nos últimos anos foi um grande privilégio. Um grande obrigado aos fãs, pois foi realmente uma experiência compartilhada!”, declarou. Os dois seguem Giacomo Gianniotti, intérprete do Dr. Andrew DeLuca, que também saiu da série na atual temporada, com um destino trágico na trama. “Grey’s Anatomy” tem mais dois episódios até o fim da temporada, que podem guardar novas surpresas. Os finais de temporada da série costumam ser bombásticos, servindo para manter o público interessado e ansioso por seu retorno à programação. A atração encontra-se renovada para mais um ano – o 18º – pela ABC.
Rebecca Ferguson vai estrelar série sci-fi da Apple TV+
A atriz sueca Rebecca Ferguson (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) vai estrelar e produzir uma série sci-fi baseada na trilogia distópica “Wool”, do escritor Hugh Howey, que já foi chamada de “novo ‘Jogos Vorazes'”. A atração está sendo desenvolvida pelo roteirista-produtor Graham Yost (criador de “Justified”) e terá direção do cineasta norueguês Morten Tyldum (“O Jogo da Imitação”), com produção da AMC Studios para a plataforma de streaming Apple TV+. A adaptação do livro (lançado no Brasil com o título de “Silo”) está em desenvolvimento desde 2012, um ano após seu lançamento, quando a 20th Century Fox adquiriu os direitos para um filme, que deveria ser dirigido ou produzido por Ridley Scott (“Perdido em Marte”). O projeto não saiu do papel e o canal pago americano AMC entrou em cena para desenvolver uma série baseada na obra, antes de mudar de ideia e virar apenas produtor da adaptação, numa negociação com a Apple. A trama se passa em um futuro arruinado e tóxico, e acompanha uma comunidade abrigada em um gigantesco silo subterrâneo com centenas de metros de profundidade. Lá, homens e mulheres vivem em uma sociedade cheia de regulamentos que acreditam ter o objetivo de protegê-los. Ferguson vai viver Juliette, uma engenheira independente e trabalhadora do Silo. A adaptação será o segundo projeto de Yost e Tyldum na Apple TV+. O roteirista está à frente de “Masters of Air”, final da trilogia da 2ª Guerra Mundial produzida por Tom Hanks e Steven Spielberg, iniciada por “Irmãos de Guerra” e “O Pacífico” na HBO, enquanto o diretor comandou “Em Defesa de Jacob” (Defending Jacob), minissérie criminal estrelada por Chris Evans e Michelle Dockery.












