“007 – Sem Tempo para Morrer” é a principal estreia nos cinemas
A estreia de “007 – Sem Tempo para Morrer” nesta quinta (30/9) encerra uma longa espera. Três vezes adiado pela pandemia, o 25º lançamento da franquia oficial do agente secreto deixou passar seis anos desde “007 Contra Spectre” e só fez crescer a expectativa para a despedida de Daniel Craig do papel de James Bond. Com o retorno de vários personagens dos filmes anteriores, sua história tenta dar uma conclusão em ritmo acelerado à trajetória iniciada em 2006 com “Cassino Royale”. No processo, consagra Craig como o mais sentimental dos intérpretes do personagem, sem abrir mão das cenas de ação mirabolantes, o vilão de gibi e as Bond girls boas de briga que caracterizam a franquia. Com a diferença que agora uma das supostas Bond girls também é uma 007. Sinal dos tempos. E do fim de uma era. O circuito comercial também recebe “Ainbo – A Guerreira da Amazônia”, uma animação peruana-holandesa com diretor alemão (Richard Claus, de “Meu Amigo Vampiro”) sobre uma indiazinha em luta pela preservação da floresta amazônica. E, sem maiores avisos, várias telas serão ocupadas pela pré-estreia de “Venom: Tempo de Carnificina”, que oficialmente só chega aos cinemas na semana que vem. Já o circuito alternativo, cada vez menor no país, recebe três dramas e dois documentários num punhado de salas com horários limitados. O principal título é o alemão “Meu Fim. Seu Começo”, estreia de Mariko Minoguchi na direção, que explora o sentimento do déjà vu e fez sucesso no circuito dos festivais internacionais. Cinéfilos podem se interessar ainda por “DNA”, quinto longa dirigido pela atriz Maïwenn (do ótimo “Polissia”), que tem o tema da busca pela identidade e foi indicado a quatro troféus César (o Oscar francês). Os demais lançamentos são brasileiros, incluindo a volta de Sergio Rezende ao cinema, cinco anos depois de “Em Nome da Lei”, num melodrama romântico: “O Jardim Secreto de Mariana”, escrito em parceria com sua filha Maria Rezende. Confira abaixo a relação completa das estreias da semana com seus respectivos trailers. 007 – Sem Tempo para Morrer | Reino Unido | Ação Ainbo – A Guerreira da Amazônia | Peru, Holanda | Animação Meu Fim. Seu Começo | Alemanha | Drama DNA | França, Argélia | Drama O Jardim Secreto de Mariana | Brasil | Drama Bravos Valentes | Brasil | Documentário Zimba | Brasil | Documentário
Britney Spears vai às nuvens para comemorar fim da tutoria do pai
Britney Spears comemorou o fim da tutela de seu pai nesta quarta (29/9) pilotando um avião. Após a decisão judicial que livrou a cantora do controle do pai após 13 anos, ela postou um vídeo no Instagram em que foi literalmente às nuvens. No vídeo, ela aparece na cabine de um pequeno avião recebendo instruções de um piloto, enquanto aprende a pilotar. “Na nuvem 9 agora. Primeira vez voando em um avião e pela primeira vez em um avião a hélice. Nossa, eu estava com medo”, escreveu Britney, prometendo mais imagens para breve. O post foi feito poucas horas após o Tribunal Superior de Los Angeles remover Jamie Spears da tutela da cantora, situação originalmente definida numa audiência de 10 minutos em 2008, após Britney ser internada numa clínica de reabilitação. À frente da fortuna da artista, Jamie teria ficado milionário, controlando os compromissos profissionais e vida pessoal da filha com a desculpa de que ela não teria condições mentais para assumir qualquer responsabilidade. Vale observar que, apesar de submetida à tutoria judicial, a natureza do estado mental de Britney nunca foi revelada. O fim dessa situação aconteceu de forma acelerada, após vários desdobramentos midiáticos nos últimos três meses, entre testemunhos chocantes, denúncias de documentário e até um noivado da cantora. O ponto culminante da batalha legal foi a ida de Britney ao tribunal em junho, quando denunciou o próprio pai por situação análoga à escravidão. Na ocasião, a juíza não se comoveu e mandou manter tudo como estava. Mas Britney conseguiu fazer prevalecer seu desejo de trocar o defensor indicado pela corte há 13 anos por um advogado de sua própria escolha. E o novo advogado trocou o ritmo devagar quase parando dos últimos 13 anos para uma resolução em três meses da mudança buscada pela artista. Com pressão na mídia, Jaime chegou a anunciar sua disposição de desistir da tutela da filha, mas apenas após uma lenta transição e com pagamento de despesas milionárias. Até que, na última sexta (24/9), o documentário “Controlling Britney Spears” trouxe à tona a vigilância constante, com escutas no quarto da artista e espionagem de suas ligações, levada adiante pelo pai. As revelações foram incluídas na petição de Matthew Rosengart, o atual advogado da cantora, para pedir o afastamento imediato de Jamie Spears, acusado de “cruzar linhas incomensuráveis” ao monitorar os telefonemas, emails e mensagens de texto da filha, incluindo mensagens de seu advogado anterior, e ao plantar um artefato de escuta em seu quarto. A audiência desta quarta pegou fogo, numa discussão entre Rosengart e a advogada de Jamie, Vivian Thoreen, que queria debater todas as questões pendentes antes de encerrar a tutela. Rosengart, entretanto, disse que a suspensão imediata de Jamie era a prioridade e outra audiência poderia ser marcada nas próximas semanas para encerrar formalmente a tutela. Ao ouvir os argumentos, a juíza Brenda Penny suspendeu Jamie como tutor de Britney. “Esta situação não é sustentável… Esta situação é tóxica”, disse a juíza ao proferir sua decisão. O anúncio levou ao êxtase a multidão reunida do lado de fora do Tribunal no centro de Los Angeles, com faixas estampando o slogan #FreeBritney, e imediatamente encheu as redes sociais de comentários sobre o dia histórico de Britney Spears. O novo post de Britney também recebeu vários comentários na linha de “livre para voar” e “livre como um passarinho”, como comemoração dos fãs. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Britney Spears (@britneyspears)
“La Brea” tem maior estreia da temporada nos EUA
A NBC comemorou a estreia notável de sua nova série de ficção científica “La Brea” na noite de terça (28/9) nos EUA. A série foi vista ao vivo por 6,3 milhões de espectadores e marcou 0,7 ponto na demo prioritária dos anunciantes, de acordo com os números disponibilizados pela consultoria da Nielsen. “La Brea” conseguiu manter quase todo o público do final de “The Voice” (7 milhões ao vivo), que foi exibido antes de sua transmissão. E ainda ofuscou duas outras séries novas, “Our Kind of People” (1,48 milhões na Fox) e “FBI: International” (5,86 milhões na CBS), que perderam público em sua segunda semana de exibição. Em sua estreia, “FBI: International” tinha atingido praticamente a mesma audiência ao vivo de “La Brea”, mas marcou apenas 0,55 ponto na demo. A crítica, por outro lado, achou a premissa e a realização péssimas, registrando apenas 14% de aprovação para a nova série no site Rotten Tomatoes. Por isso, é importante verificar se o público vai continuar sintonizando a atração nas próximas semanas, ou se afastar devido à suposta falta de qualidade. Concebida como uma mistura de filmes de catástrofe e aventura clássica de Júlio Verne, “La Brea” começa com a abertura de um buraco gigante em Los Angeles. As pessoas que caem em seu interior vão parar no centro da Terra, onde encontram criaturas inesperadas. Enquanto o resto do mundo tenta entender o que aconteceu, uma família é separada pelo desastre e busca uma forma de se reencontrar. Primeira série criada por David Appelbaum (produtor-roteirista de “O Mentalista” e “NCIS: New Orleans”), “La Brea” reúne em seu elenco Natalie Zea (“Justified”), Eoin Macken (“Plantão Noturno/The Night Shift”), Nicholas Gonzalez (“The Good Doctor”), Jon Seda (“Chicago P.D.”), Karina Logue (“NCIS: Los Angeles”), Catherine Dent (“Agents of SHIELD”), Angel Parker (“Fugitivos da Marvel/Runaways”), Jag Bal (“The Romeo Section”), Ione Skye (“Camping”), Chiké Okonkwo (“O Nascimento de Uma Nação”), Chloe de los Santos (“Tidelands”), Josh McKenzie (“Entre Segredos e Mentiras”) e os novatos Jack Martin, Zyra Gorecki e Veronica St. Clair. A série ainda não tem previsão de estreia no Brasil. Veja o trailer da estreia abaixo.
Série “All Rise” é resgatada pelo streaming
O canal pago OWN e as plataformas HBO Max e Hulu se juntaram para resgatar a série jurídica “All Rise”, que tinha sido cancelada em maio, ao final de sua 2ª temporada na rede CBS. A 3ª temporada será exibida no canal televisivo de Oprah Winfrey e depois disponibilizado em streaming. A maior parte do elenco original vai retornar nos novos episódios, após negociarem aumento de salários. Isto inclui a protagonista Simone Missick (a Misty Knight de “Luke Cage”) e vários coadjuvantes. Mas Marg Helgenberger (da série clássica “CSI”) ficará de fora por ter se comprometido com outra produção televisiva – “Getaway”, da rede NBC. A série traz Simone Missick como Lola Carmichael, uma juíza novata que muda sua percepção de justiça ao assumir seu atual cargo. Ex-promotora distrital, ela descobre o jogo de interesses políticos que acompanham os julgamentos e tenta se manter isenta diante dos esforços de promotores, defensores públicos, policiais e até outros juízes para influenciar suas decisões. Criada por Greg Spottiswood (das também efêmeras “King” e “Remedy”), a série passou por problemas de bastidores, culminando na demissão do criador e showrunner em março passado após denúncias sobre seu comportamento na sala de roteiristas. Apesar da tensão atrás das câmeras, a produção mantinha um bom público de 4 milhões de espectadores ao vivo em seus últimos episódios exibidos.
Trailer mostra mudança de protagonista na série “Love Life”
A HBO Max divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada de “Love Life”, primeira série original da plataforma. Inaugurada em maio de 2020, em plena pandemia, a HBO Max chegou nos EUA com apenas “Love Life” de novidade. E a atração foi renovada quinze dias após o seu lançamento. Antologia romântica, a série destacou Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”) em seu primeiro arco, mas a ideia é trocar de protagonista a cada temporada. Por isso, o trailer agora destaca as dificuldades da vida amorosa de um novo personagem, vivido por William Jackson Harper (o Chidi de “The Good Place”). Apesar disso, Kendrick não saiu completamente de cena. Ela é vista brevemente na prévia, conversando com Harper. Uma forma de conectar as temporadas foi garantir participação especial da atriz no segundo ano, além de manter a trama em Nova York para as histórias se cruzarem. Criada por Sam Boyd, roteirista do similar “Em um Relacionamento Sério” (2018), a série tem produção do cineasta Paul Feig (“Caça-Fantasmas”) e estreia seus novos episódios em 28 de outubro.
Filha de Johnny Depp vai estrelar série criada por The Weeknd
Lily-Rose Depp, filha dos astros Johnny Depp e Vanessa Paradis, vai estrelar sua primeira série. Ela entrou no elenco de “The Idol”, produção da HBO co-criada pelo cantor Abel Tesfaye, mais conhecido pelo nome artístico de The Weeknd, e pelo cineasta Sam Levinson, criador de “Euphoria”. A atriz deve viver a protagonista da trama, uma cantora pop que começa um romance com o enigmático dono de um clube de Los Angeles, sem saber que ele é o líder de uma seita secreta. Este segundo papel seria vivido pelo próprio The Weeknd. Com mais de uma dezena de filmes no currículo, a jovem Depp tem atualmente 22 anos e, fluente em inglês (língua do pai) e francês (língua da mãe), já foi indicada duas vezes ao prestigioso César (o Oscar francês) por seus papéis em “A Dançarina” (2016) e “Um Homem Fiel” (2018). O lançamento mais recente da atriz, a sci-fi “Viajantes”, pode ser visto na Amazon Prime Video e em plataformas de VOD. Até o fim do ano, ela ainda estará no terror “Silent Night”, elogiadíssimo ao passar no recente Festival de Toronto, e no drama “Wolf”. “The Idol” ainda não tem previsão de estreia.
Ridley Scott diz que continuação de “Gladiador” será seu próximo filme
O cineasta Ridley Scott confirmou seus planos de dirigir uma continuação de “Gladiador” (2000), longa vencedor de cinco Oscars, inclusive o de Melhor Filme. O projeto foi anunciado em 2017, mas, segundo Scott, ainda está sendo escrito. “O próximo ‘Gladiador’ já está sendo escrito neste momento. Quando eu terminar o filme de Napoleão, o roteiro estará pronto para começarmos as gravações”, ele contou à revista Empire. O “filme de Napoleão” é “Kitbag”, cinebiografia de Napoleão Bonaparte em que o diretor está trabalhando atualmente, que voltará a juntá-lo com o ator Joaquin Phoenix após, justamente, “Gladiador”. As filmagens devem ocupar Scott por boa parte de 2022. Quando mencionou o projeto da continuação há alguns anos, o cineasta revelou que o novo longa não deve ressuscitar Maximus, o general gladiador vivido por Russell Crowe, que venceu o Oscar de Melhor Ator por sua performance. Nem mostrar sua juventude, num prólogo. Em vez disso, a trama acompanharia Lucius, fiho de Lucilla (Connie Nielsen) e sobrinho de Commodus (Joaquin Phoenix), que é salvo por Maximus no filme original. Peter Craig, que escreveu as duas partes de “Jogos Vorazes: A Esperança”, está desenvolvendo o roteiro. E Ridley Scott pretende voltar à cadeira de diretor para comandar as filmagens.
Britney Spears se livra da tutoria do pai em reviravolta na Justiça
Após 13 anos controlando a vida da filha, Jamie Spears não é mais tutor de Britney Spears. A decisão foi tomada em audiência no Tribunal Superior de Los Angeles na tarde desta quarta (29/9). A juíza Brenda Penny, que tinha concedido poucas vitórias para Britney desde o começo da disputa legal, finalmente mudou de posição, removendo Jamie Spears da tutela, situação originalmente definida numa audiência de 10 minutos em 2008, após a cantora ser internada numa clínica de reabilitação. À frente da fortuna de Britney, Jamie teria ficado milionário, controlando os compromissos profissionais e vida pessoal da filha com a desculpa de que ela não teria condições mentais para assumir qualquer responsabilidade. Vale observar que, apesar de submetida à tutoria judicial, a natureza do estado mental de Britney nunca foi revelada. O fim dessa situação aconteceu de forma acelerada, após vários desdobramentos midiáticos nos últimos três meses, entre testemunhos chocantes, denúncias de documentário e até um noivado da cantora. O ponto culminante da batalha legal foi a ida de Britney ao tribunal em junho, quando ele denunciou o próprio pai por situação análoga à escravidão. Na ocasião, a juíza não se comoveu e mandou manter tudo como estava. Mas Britney conseguiu fazer prevalecer seu desejo de trocar o defensor indicado pela corte há 13 anos por um advogado de sua própria escolha. E o novo advogado trocou o ritmo devagar quase parando dos últimos 13 anos para uma resolução em três meses da mudança buscada pela artista. Com pressão na mídia, Jaime chegou a anunciar sua disposição de desistir da tutela da filha, mas apenas após uma lenta transição e com pagamento de despesas milionárias. Até que, na última sexta (24/9), o documentário “Controlling Britney Spears” trouxe à tona a vigilância constante, com escutas no quarto da artista e espionagem de suas ligações, levada adiante pelo pai. As revelações foram incluídas na petição de Mathew Rosengart, o atual advogado da cantora, para pedir o afastamento imediato de Jamie Spears, acusado de “cruzar linhas incomensuráveis” ao monitorar os telefonemas, emails e mensagens de texto da filha, incluindo mensagens de seu advogado anterior, e ao plantar um artefato de escuta em seu quarto. A audiência desta quarta pegou fogo, numa discussão entre Rosengart e a advogada de Jamie, Vivian Thoreen, que queria debater todas as questões pendentes antes de encerrar a tutela. Rosengart, entretanto, disse que a suspensão imediata de Jamie era a prioridade e outra audiência poderia ser marcada nas próximas semanas para encerrar formalmente a tutela. Ao ouvir os argumentos, Penny suspendeu Jamie como tutor de Britney. “Esta situação não é sustentável… Esta situação é tóxica”, disse a juíza ao proferir sua decisão. Ela aprovou o contador John Zabel como sucessor do pai da artista. Uma nova audiência será marcada para as questões pendentes e retirada total da tutela de Jamie. O anúncio levou ao êxtase a multidão reunida do lado de fora do Tribunal no centro de Los Angeles, com faixas estampando o slogan #FreeBritney, e imediatamente encheu as redes sociais de comentários sobre o dia histórico de Britney Spears.
Tommy Kirk (1941-2021)
O ex-astro mirim Tommy Kirk, um dos maiores ídolos das produções da Disney nas décadas de 1950 e 1960, morreu na noite de terça (28/9) aos 89 anos. A causa da morte não foi revelada. Ele era gay e vivia sozinho, após romper os laços com a família por sua orientação sexual, mas mantinha amizade próxima com a ex-colega Beverly Washburn, com quem contracenou em seu primeiro sucesso de cinema, “O Meu Melhor Companheiro”, de 1957. Os dois se conheceram crianças e nunca se afastaram. Eram, de fato, vizinhos e foi ela quem comunicou sua morte. Em uma entrevista de 1993 à revista Filmfax, Kirk contou que percebeu que era gay aos 17 anos e que isso quase destruiu sua carreira. “Disney era um estúdio de cinema familiar e eu deveria ser o protagonista jovem de seus principais filmes. Depois que descobriram que eu estava envolvido com outro homem, foi o fim da minha trajetória com a Disney. ” “Eu considero minha adolescência como sendo desesperadamente infeliz”, disse Kirk na entrevista. “Eu sabia que era gay, mas não tinha como expressar meus sentimentos. Era muito difícil conhecer pessoas e, naquela época, não havia lugar para ir para se socializar. Foi só no início dos anos 1960 que comecei a ouvir falar de lugares onde os gays se reuniam. Aquele estilo de vida não era reconhecido e eu me sentia muito, muito sozinho. Oh, eu tive alguns encontros breves e muito apaixonados quando adolescente, eu tive alguns casos, mas eles sempre foram clandestinos, coisas do tipo beco sem saída. Éramos desesperados e miseráveis”, desabafou. “Quando eu tinha cerca de 17 ou 18 anos, finalmente admiti para mim mesmo que era isso mesmo, eu não iria mudar. Não sabia quais seriam as consequências, mas tinha a sensação definitiva de que isso destruiria minha carreira na Disney e talvez toda minha carreira de ator. Tudo iria acabar.” A carreira de Tommy Kirk começou de forma impactante em 1956, quando foi escalado, aos 15 anos de idade, como Joe Hardy na adaptação da Disney para os personagens dos livros de mistérios juvenis “Os Hardy Boys”. A trama seriada de “The Hardy Boys: The Mystery of the Applegate Treasure” era exibida como um segmento da versão clássica do “Clube do Mickey”, e seus episódios com tesouros enterrados, pistas misteriosas e esqueletos fizeram tanto sucesso que foram seguidos por uma 2ª temporada, “The Hardy Boys: The Mystery of the Ghost Farm”. A repercussão positiva animou o estúdio a escalar o jovem em seu primeiro longa-metragem. Com direção de Robert Stevenson, que ainda faria os blockbusters “Mary Poppins” e “Se Meu Fusca Falasse” nos anos 1960, “O Meu Melhor Companheiro” marcou a transformação do então adolescente de 16 anos em ícone da Disney. A história do menino que resgatava um vira-latas que parecia não prestar para nada, mas se torna inestimável para uma família no campo, foi uma das maiores bilheterias de cinema de 1957. A Disney tratou de juntar o menino com mais um cachorro em seu filme seguinte, “Felpudo, o Cão Feiticeiro” (1959), mas teve (ainda) mais sucesso com o terceiro lançamento, “A Cidadela dos Robinson”, aventura clássica dirigida por outro mestre, Ken Annakin. A história da família de náufragos que enfrentava piratas numa ilha deserta também marcou época por ser o primeiro filme com personagem queer da Disney, a menina Roberta (Janet Munro), que disfarçava sua identidade para passar por um menino. Kirk também apareceu em “O Fantástico Super-Homem” (1961) e “O Fabuloso Criador de Encrencas” (1963), em que Fred MacMurray deu vida ao professor aloprado Ned Brainard, um inventor atrapalhado que sempre criava problemas. Os dois filmes marcaram novas parcerias com o diretor Robert Stevenson, que em seguida escalou Kirk em seu primeiro papel de protagonista adolescente, “As Desventuras de Merlin Jones” (1964). Foi outro sucesso, que teve continuação em “O Maravilhoso Homem que Voou” (1965), último filme do ator na Disney. Os filmes de Merlin Jones fizeram esforço para estabelecer Annette Funicello como par romântico de Kirk. Os dois começaram a atuar juntos no musical infantil “Uma Aventura na Terra dos Brinquedos”, em 1961, e ao chegarem à puberdade chegaram a encenar cenas mais picantes em “Ele, Ela e o Pijama” (1964), o primeiro lançamento “adulto” do ator fora da Disney. Ao contrário do que Kirk imaginava, o rompimento com a Disney não foi o fim de sua carreira. Funicello o trouxe para a franquia da Turma da Praia. Depois de “Ele, Ela e o Pijama”, que tinha conexão distante com o universo dos surfistas pela participação da gangue dos motoqueiros liderada por Eric Von Zipper (o impagável Harvey Lembeck), Kirk permaneceu naquele universo para estrelar “Fantasma de Biquini” (1966), novamente com Lembeck, “O Mundos dos Biquínis” (1967), terror da Turma da Praia com Boris Karloff (o primeiro “Frankenstein”), e a aventura caiçara “Catalina Caper” (1967). O ator ainda estrelou filmes trash de sci-fi que acabaram se tornando cultuados, como “A Cidade dos Gigantes” (1965), ao lado dos então jovens Ron Howard e Beau Bridges, e “Mars Needs Women” (1968), com a eterna Batgirl Yvonne Craig. Ainda enfrentou o supervilão Dr. Goldfoot no terceiro filme do personagem vivido por Vincent Price, “The Wild Weird World of Dr. Goldfoot”, substituindo o astro da Turma da Praia Frankie Avalon no pastiche de 007, sem esquecer sua tentativa de ser veloz e furioso no filme de corridas “Rivais no Volante” (1967). De fato, boa parte da filmografia de Kirk nos anos 1960 poderia ser descrita, de uma forma ou outra, como cult movies. Mas nem todas as produções trash em que ele se meteu deram certo. Depois de um par de terrores muito, mas muito ruins, “Blood of Ghastly Horror” (1967) e “It’s Alive” (1969), ele finalmente empacou. Ele fez só dois longas na década de 1970 e, depois disso, só voltou aos cinemas em 1995 na comédia sci-fi “Altas Confusões”, remake satírico do clássico “A Mulher de 15 Metros” (1958). Após mais um punhado de terrores lançados direto em vídeo, o ator encerrou a carreira em 2001 com um filme de vampiro, “The Education of a Vampire” (2001). Em 2006, a Disney finalmente demostrou ter superado o preconceito para reconhecer a importância de Kirk para a História do estúdio. Ele e Tim Considine, os dois intérpretes dos irmãos Hardy na série dos anos 1950, foram saudados como Disney Legends, uma honra concedida a poucos artistas por suas contribuições extraordinárias para a The Walt Disney Company. Na cerimônia, Kirk desejou, para sua posteridade, “ser lembrado por meu trabalho na Disney, como ‘O Meu Melhor Companheiro’ e ‘A Cidadela dos Robinson'”. E contou como se sentiu orgulhoso no dia em que Walt Disney o apresentou para a famosa colunista de fofocas Hedda Hopper como seu amuleto da sorte. Tommy Kirk foi um dos maiores campeões de bilheteria da Disney, antes de ser descartado pelo estúdio por homofobia. “O Meu Melhor Companheiro” foi selecionado para preservação por inestimável importância histórica e cultural no Registro Nacional de Filmes dos Estados Unidos pela Biblioteca do Congresso em 2019.
Entre Laços: Primeira série latina da Disney+ ganha teaser
Primeira série original da Disney+ produzida na América Latina, “Entre Laços” (Entrelazados) ganhou seu primeiro pôster e teaser em clima de fantasia. A atração argentina acompanha Allegra, uma garota que embarca em uma viagem no tempo para unir família. A prévia mostra a protagonista encontrando uma pulseira misteriosa escondida em sua casa, que vai levá-la a 1994, época em que sua mãe tinha a mesma idade que ela possui agora. Aproveitando-se deste evento mágico, ela vai tentar consertar a relação de sua mãe com a avó, que é uma lenda viva no mundo da comédia musical. Escrita por Claudio Lacelli (“Simona”), Laura Farhi (“Sou Luna”) e Javier Castro Albano (“O11ze”), a produção destaca em seu elenco a atriz Carolina Domenech (“Aliados”) como Allegra, Clara Alonso (“Violetta”) como a versão adolescente de sua mãe e Elena Roger (“O Médico Alemão”) como sua avó jovem. A estreia está marcada para 12 de novembro.
Casa do filme “Pânico” está para alugar no Halloween
Qual é seu filme de terror favorito, perguntava o psicopata de “Pânico”, logo no início do filme. Desde seu lançamento em 1996, o próprio “Pânico” virou o filme de terror favorito de muita gente. E agora esses fãs podem comemorar o próximo Halloween dentro da casa que serviu de cenário para as principais matanças da produção. O aplicativo Airbnb está oferendo uma noitada na residência em Tomales, na Califórnia, por apenas R$ 27. O preço promocional vale só para três datas: 27, 29 e 31 de outubro deste ano, que correspondem às vésperas e o dia de Halloween. As reservas abrem em 12 de outubro, às 14h (horário de Brasília). Aqueles que conseguirem fazer a reserva poderão levar até quatro pessoas e ainda ganharão uma mensagem pré-gravada de boas vindas do ator David Arquette, que interpreta o xerife Dewey Riley na franquia de terror. Arquette até gravou um comercial para o empreendimento, disponibilizado em suas contas sociais. Veja abaixo. O ator também estará em “Pânico 5”, junto com Neve Campbell e Courteney Cox, que interpretam os poucos sobreviventes da franquia. Com direção de Tyler Gillett e Matt Bertinelli-Olpin, dupla do elogiado terrir “Casamento Sangrento” (Ready or Not), o filme tem estreia marcada para 13 de janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. You’re not scared are you? Learn how to book your stay @airbnb & see the new SCREAM in theaters January 2022 @ScreamMovies pic.twitter.com/ZRm4q1SucI — David Arquette (@DavidArquette) September 29, 2021
Round 6: Sucesso sul-coreano é acusado de plágio e uso de telefone real
A série sul-coreana “Round 6” (Squid Game) virou assunto mundial após seu lançamento na Netflix em 17 de setembro. O próprio Ted Sarandos, chefão de conteúdo da plataforma, revelou nesta semana que ela deve se tornar uma das mais vistas do serviço de streaming em todos os tempos. Mas o sucesso também veio acompanhado por polêmicas, desde acusação de plágio até o uso de dados de pessoas reais. Na trama, um grupo de 456 competidores aceitam participar de um jogo que dará ao vencedor um prêmio de 45,6 bilhões de wons (cerca de R$ 206 milhões). As disputas são baseadas em brincadeiras infantis do país asiático, mas que, antes que os participantes sejam avisados, se transformaram em jogos sanguinários de vida ou morte. A ideia lembra muitas outras aventuras distópicas, de “O Sobrevivente” (1987) a “Jogos Mortais” (2012), mas os fãs de mangás apontaram que a criação do cineasta sul-coreano Hwang Dong-hyuk (“A Fortaleza”) seria cópia de “As the Gods Will”, mangá de Muneyuki Kaneshiro publicada em 2011, que virou um filme sangrento do famoso diretor japonês Takashi Miike em 2014. As semelhanças são claras. Nas duas histórias, a luta por sobrevivência acontece por meio da disputa de jogos infantis. E há detalhes idênticos em algumas cenas. Em sua defesa, Dong-hyuk afirmou que já tinha o roteiro na gaveta desde 2008, mas só conseguiu emplacar o projeto quando a Netflix se interessou. Além disso, ele aponta que apenas o primeiro jogo da série é parecido com o mangá. Dali para frente, não há nada similar. As controvérsias em torno da série também incluem o uso de dados reais na trama. Um espectador afirmou num fórum que os dados de uma conta bancária exibida na trama são reais. Para comprovar, ele teria transferido dinheiro para a conta em questão, sugerindo que os dados foram usados sem permissão. Os produtores negaram esta possibilidade. Entretanto, um número de telefone, que aparece logo no começo da história, provou-se comprovadamente real. O número existe e vários fãs de “Round 6” tem ligado para ele, causando problemas para a proprietária do telefone, uma mulher coreana, que passou a receber ligações e mensagens constantes. O portal Koreaboo revelou que o proprietário do telefone tem o número há mais de 10 anos e ficou bastante surpresa (e incomodada) com a quantidade de contatos que passou a receber, 24 horas por dia, desde a estreia da série. Ainda segundo o portal, a Netflix teria feito contato com ele, oferecendo-lhe uma indenização monetária e sugerindo que trocasse de número. Mas a pessoa alega não poderia fazer a troca, porque usa o número para seus negócios e isso lhe faria perder clientes. O sucesso de “Round 6” também esbarra em outro problema, desta vez de natureza criativa. Os fãs claramente querem continuar a explorar o mundo da série. Entretanto, Hwang Dong-hyuk revelou que não tem a menor ideia do que seria uma 2ª temporada da atração. Veja abaixo as comparações de cenas entre “Round 6” e a adaptação cinematográfica de “As the Gods Will” 그리고 오징어게임 일본작품 표절입니다 https://t.co/5kS1oZL5Su pic.twitter.com/rAfQEWXAm3 — 7 (@Fra77777777) September 19, 2021
Insecure: Issa Rae pondera o futuro no trailer da última temporada
A HBO divulgou o trailer e o pôster da 5ª e última temporada de “Insecure”, que traz a criadora e protagonista Issa Rae ponderando o futuro e seu legado. “Insecure” recebeu ampla aclamação da crítica ao longo de suas quatro primeiras temporadas, que lhe rendeu uma média de 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. A série ajudou a consagrar a talentosa Issa Rae, que agora está a frente de muitos projetos. Ela também produz o humorístico “A Black Lady Sketch Show”, que foi renovado para a 3ª temporada, emplacou o papel da Mulher-Aranha na sequência de “Homem-Aranha no Aranhaverso” e prepara as séries “Seen & Heard”, “Rap Sh*t” e “Fledgling” dentro do contrato de produção que fechou com a Warner. A estreia da temporada final está marcada para 24 de outubro.












