Tiago Leifert volta a falar da polêmica com Ícaro Silva após ataques antissemitas
Segunda-feira é tradicionalmente dia do Jogo da Discórdia no “Big Brother Brasil”, e embora não esteja mais ligado ao programa, Tiago Leifert enfrentou uma espécie de rodada virtual do quadro, ao retomar a polêmica que criou com o ator Ícaro Silva. Preocupado ao ver-se envolvido num paredão da vida real, Leifert publicou um vídeo de oito minutos em que buscou justificar sua reação dura a um comentário infeliz de Ícaro Silva, que chamou o reality mais visto do Brasil de “entretenimento medíocre” nas redes sociais. O problema é que um trecho da resposta do ex-apresentador do “BBB” acabou repercutindo de forma mais negativa que o comentário do ator. O ponto, inclusive, virou alvo de uma tréplica de Ícaro, ressaltando os problemas da fala sobre o “BBB” ser o que pagava seu salário. Para defender que seu talento lhe garantia salário, o ator tornou a briga pessoal, ao sugerir que Leifert entrou na Globo devido ao sobrenome do pai, diretor da emissora. Repercutida por vários artistas e anônimos, a polêmica saiu de controle e acabou alimentando os racistas de plantão nas redes sociais, originando ataques antissemitas contra o ex-apresentador. No vídeo publicado em seu Instagram, Leifert condenou os ataques, tentou se explicar e reforçou não ter se arrependido do que disse. Confira a íntegra do pronunciamento: “Oi, acho que vocês já devem estar de saco cheio do assunto. Talvez não queiram assistir esse vídeo, tudo bem, não tem problema nenhum. Eu demorei mesmo, para vir aqui, acho que eu perdi o timing do assunto. Mas é que esses últimos dias foram importantes pra esfriar a temperatura e pra eu me acalmar também, porque eu achei que eu tinha escrito algo super óbvio e uma constatação até simples sobre como as coisas funcionam, mas o que eu disse foi jogado pra um lugar que não é meu, catapultado pra lugares que eu desconheço, que não foi o que eu falei, que vocês sabem que não foi o que eu falei. Vocês que me seguem, vocês mandaram mensagem e tudo. Eu fui atacado por causa da minha religião, eu fui atacado por causa da minha família. E eu não fiz isso em nenhum momento, eu não ataquei a família de ninguém, eu não ataquei a índole de ninguém, eu não ataquei a trajetória de ninguém, eu não fiz isso em nenhum momento, minha postagem está lá. E por último, nesse delírio que aconteceu nos últimos dias, no último paragrafo de uma carta que foi escrita pra mim, citam, tripudiam na verdade, ironizam, um problema pelo qual eu estou passando, que nem eu estou preparado pra falar. E aquilo me tirou de giro de um jeito que eu achei que não fosse possível, sabia? Depois de tantos anos trabalhando na comunicação e na mídia, eu achei que não iam conseguir, mas realmente eu parei de enxergar tudo e eu fiquei muito transtornado com aquela última parte, então eu vou ignorar, por agora, aquele final. E vou ignorar também os ataques ao meu pai, à minha família, à minha religião. Eu gostaria só de lamentar, que o que eu disse foi usado, acho que esse é o verbo, usado, para ferir pessoas que não tem nada a ver com o assunto, e uma causa que não tem nada a ver com o assunto, eu fiquei muito triste que o que eu fiz, defender meus colegas e meu trabalho, foi usado pra machucar outras pessoas, porque nunca foi essa a minha intenção, se você se feriu com o que eu falei, eu lamento pra caramba, porque não foi essa a minha intenção, mas esse não é um pedido de desculpas, tá? Eu só lamento mesmo, fico triste. Quando eu disse, e está lá bem claro, voltando ao cerne da questão, ‘provavelmente ajudamos a pagar o seu salário’, eu errei. Não é provavelmente, Nós ajudamos a pagar o seu salário. O seu, o do Boninho, o meu, o do Luciano Huck, o do Mion, o de todo mundo ali. Assim como o trabalho de todo mundo da Globo, dos atores, atrizes, técnica, maquiagem, camareiro, figurino, comercial, jurídico, ajuda a pagar o meu salário. Ajudava, né, porque eu saí. Eu não consigo ver onde está a ofensa em uma constatação simples dessa, de saber que o nosso trabalho, todo mundo junto, um ajuda a pagar o salário do outro. Não consigo. Então quando eu acordo e vejo fogo amigo, porque não é uma pessoa de outra emissora, não é um filósofo, que eu não tenho nada a ver, é um colega, que está ali no estúdio do lado, e que poderia sim estar no Camarote, sei lá se foi convidado, não sei, tá? Não perguntei. Mas poderia estar – porque é uma pessoa legal, uma pessoa interessante, ia ser um grande personagem – ele desdenhando do nosso programa dessa forma, do meu trabalho, chamando de bosta e de medíocre, é óbvio que eu reagi e reagiria de novo. Mais um pouquinho de contexto também, porque eu acho que é importante, em 2020, quando a pandemia começou, na Globo só duas equipes estavam trabalho, criando conteúdo, o jornalismo, a que eu sou grato, e a equipe do Big Brother Brasil, a gente estava morrendo de medo, claro que estava, todo mundo estava, no começo a gente trabalhou sem máscara, lembra? A OMS não deixava usar máscara, falava que não precisava no começo, então a gente trabalhou sem máscara. E o Big Brother foi muito importante naquele ano, muito importante, assim como em 2021. Particularmente, pessoalmente, agora falando em uma nota minha mesmo, que talvez até explique também a minha reação, a minha esposa estava grávida em 2020 e eu continuei trabalhando. E quando o Big Brother ia acabar a gente esticou mais cinco dias. Eu estava com medo, minha mulher estava grávida, tinha gente morrendo. Durante esse tempo todo, a equipe do Big Brother, as pessoas lá perderam parentes, perderam amigos. Teve gente que teve que sair por dois, três dias, enlutados, para enterrar um parente e voltar pra trabalhar. E aí quando eu acordo e vejo fogo amigo, um colega, falando que nosso trabalho, ainda mais nesse contexto todo, é uma bosta, e é medíocre, é óbvio que eu fiquei pistola, é óbvio que eu fiquei chateado e óbvio que eu reagi. E eu dizer para ele: Você não precisa gostar e ninguém precisa gostar do Big Brother mas lembre-se que fazemos parte da mesma coisa, todos, o seu trabalho, o meu, a gente ajuda a pagar o seu salário, você ajuda a pagar o nosso, isso é simples pra mim, pegar isso e transformar em outra coisa, é de uma maldade impressionante, cara, impressionante. Eu não preciso me defender de nada, eu só vim aqui mesmo esclarecer o que eu falei, e onde eu estou, e qual é o cerne dessa discussão, que é sobre ingratidão, sobre hipocrisia e sobre desrespeitar o trabalho das pessoas. Se para se defender disso levam a discussão para uma outra esfera e que machuca outras pessoas, e que é seríssimo, eu lamento pra caramba, porque não foi isso que eu falei. Eu gravei esse vídeo há horas e deixei ele esfriando na minha tela, assisti ele de novo, porque eu estava morrendo de medo de postar, tamanha é a delicadeza da situação, e o que fizeram comigo, a covardia que fizeram comigo, acho que essa é a palavra. Eu falo ela com tranquilidade porque eu sei que vocês estão cientes, vocês me mandaram muitas mensagens. E eu queria então terminar agradecendo todo mundo que me defendeu, agradecer as pessoas que eu não conheço e que me defenderam, muito obrigada mesmo. E terminar dizendo que eu não trabalho mais na Globo, eu não fiz meu exame de demissão nem nada, mas dia 23 foi meu último dia de contrato, e que mesmo assim, pela equipe do Big Brother, a equipe que mudou a minha vida, o programa que mudou a minha vida, e o público do Big Brother também, que me acolheu e me trouxe até aqui e mudou minha vida também, e me botou em outro patamar profissionalmente, que por vocês eu aguento qualquer coisa e faria tudo de novo por vocês. Eu sou extremamente grato por tudo que nós passamos juntos nesses últimos cinco anos e tenho um orgulho gigantesco de tudo que a gente representa pra televisão brasileira, na história da televisão brasileira, a gente pode falar isso, eu posso pelo menos, já não estou mais aí. E é muito bonito ver, e que sirva de exemplo de toda essa história, o comportamento da equipe ao longo de todos esses anos. Mesmo fazendo enorme sucesso em todos os programas, que eu estou com vocês desde 2012, começando no The Voice, a gente nunca precisou diminuir ninguém pra se sentir superior, a gente nunca precisou falar do trabalho de ninguém pra que a gente pudesse desfrutar do nosso sucesso, e que a gente continue assim e que se a gente achar necessário um dia se defender de alguma coisa que a gente se defenda também sem medo, porque o nosso trabalho merece isso. Um beijo”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tiago Leifert (@tiagoleifert)
Zendaya e criador de “Euphoria” discutem a série em vídeo legendado
A HBO Max divulgou um pôster e um novo vídeo legendado de “Euphoria”, que traz uma longa conversa entre o cineasta Sam Levinson (“País da Violência”), criador da série, e Zendaya, vencedora do Emmy de Melhor Atriz pelo papel de protagonista da atração. O bate-papo se aprofunda em questões da empatia criada pela produção em relação a temas polêmicos, como o vício em drogas, e a mútua admiração compartilhada pelos dois artistas. Lançada em 2019, a série acompanha um grupo de jovens enquanto eles tentam se encontrar em meio a um mundo repleto de drogas, sexo e violência. Devido à pandemia, a produção da 2ª temporada só começou em maio deste ano, mas, apesar da demora, a série teve dois episódios especiais neste intervalo, focados em Rue (Zendaya) e Jules (Hunter Schafer). Para a 2ª temporada, a produção adicionou três novidades no elenco: Minka Kelly, intérprete da super-heroína Columba (Dove) na série “Titãs”, que viverá uma dona de casa suburbana, cínica e viciada; o cantor Dominic Fike, do hit “3 Nights”, que vai estrear como ator no papel de um novo amigo de Rue e Jules; e Demetrius “Lil Meech” Flemory Jr., que viveu o próprio pai, o gângster Demetrius “Big Meech” Flemory, na série biográfica “BMF” (Black Mafia Family) e agora será um novo interesse romântico de Maddy (Alexa Demie). Os novos capítulos de “Euphoria” vão estrear em 9 de janeiro, na HBO e na HBO Max.
Natalia Pasternak agradece Leonardo DiCaprio por “Não Olhe para Cima”
A microbiologista Natalia Pasternak foi ao Twitter agradecer a Leonardo DiCaprio e ao diretor Adam McKay pelo filme “Não Olhe para Cima”. Refletindo comentários de brasileiros nas redes sociais, ela escreveu em inglês que a produção reflete o momento atual do Brasil, em que um presidente pratica abertamente o negacionismo da ciência. Ela ainda lembrou uma participação feita no “Jornal da Cultura” no ano passado, quando se exaltou ao falar sobre os negacionistas da pandemia, que se recusavam a usar máscaras. A atitude da cientista brasileira tem sido muito citada em comparação a uma cena específica do filme. “Queridos Adam McKay e Leonardo DiCaprio, obrigado por um filme incrível. Não tenho certeza se vocês sabem que é perfeito para o Brasil… Esta sou eu no noticiário de um ano atrás, comentando uma reportagem sobre levar levianamente a negação da ciência com humor”, Pasternak escreveu. Lançado na Netflix na véspera do Natal, “Não Olhe para Cima” traz Leonardo DiCaprio (vencedor do Oscar por “O Regresso”) e Jennifer Lawrence (vencedora do Oscar por “O Lado Bom da Vida”) tentando alertar o mundo sobre a aproximação de um cometa capaz de destruir a Terra. Escrito e dirigido por Adam McKay (vencedor do Oscar por “A Grande Aposta”), a comédia ainda inclui Meryl Streep (vencedora do Oscar por “A Dama de Ferro” e outros) como presidente dos EUA, que não dá importância ao aviso apocalíptico, reação compartilhada por assessores e mídia. Os personagens que se recusam a levar a ameaça a sério foram vistos como referências aos negacionistas que ignoram dados científicos sobre temas como a emergência climática e a pandemia de covid-19. Natalia Pasternak foi uma das primeiras a explorar a comparação, numa crítica do filme feita para uma publicação científica. Dear @GhostPanther and @LeoDiCaprio , thank you for an amazing film, couldn't tag Ms Lawrence, but not sure you are aware it's a perfect fit for Brazil…This is me in the evening news a year ago, commenting on a piece about taking science denialism lightly and with humor…😉 pic.twitter.com/hv0osNgnhj — Natalia Pasternak, PhD 🧬 🇧🇷 🇮🇱 (@TaschnerNatalia) December 27, 2021
Astros celebram Jean-Marc Vallée, que morreu no Natal
A morte súbita e inesperada do diretor Jean-Marc Vallée teria sido causada por um ataque cardíaco. Embora ainda não seja oficial, a informação já circula com força em Hollywood. O diretor vencedor do Emmy por “Big Little Lies” morreu repentinamente durante o fim de semana do Natal aos 58 anos, enquanto passava o feriado em sua cabana nos arredores de Quebec City. Familiares e amigos próximos ainda estão em choque. Conhecido por conseguir interpretações premiadas de seus atores, Vallée foi celebrado por vários astros com quem trabalhou, após a notícia de sua morte chegar na mídia na madrugada desta segunda (27/12). Matthew McConaughey e Jared Leto, que conquistaram Oscars por “Clube de Compra Dallas” dirigido pelo canadense, Reese Whiterspoon e Laura Dern, indicadas ao Oscar por “Livre” e vencedoras do Emmy por “Big Little Lies”, foram alguns dos artistas que se manifestaram. “Uma força cinematográfica e um verdadeiro artista que mudou minha vida com um lindo filme chamado ‘Clube de Compra Dallas'”, escreveu Leto, ao lado de uma foto em que aparece com o diretor e seu Globo de Ouro pelo papel. “Muito amor a todos que o conheceram. A vida é preciosa”, completou. “O mundo perdeu um dos nossos grandes e mais puros artistas e sonhadores. E nós perdemos um amigo amado”, disse Laura Dern, também com uma foto em que aparece ao lado do diretor. “Meu coração está partido. Meu amigo. Eu te amo”, tuitou Reese Whiterspoon, compartilhando a notícia da morte do cineasta. Ela ainda acrescentou no Instagram, ao lado de uma galeria de imagens de bastidores de “Livre” e “Big Little Lies”: “Sempre me lembrarei de você enquanto o sol se põe. Perseguindo a luz. Em uma montanha no Oregon. Em uma praia em Monterey. Certificando-nos de que todos nós pegamos um pouco de magia nesta vida. Eu te amo, Jean Marc. Até nos encontrarmos novamente”. “Ele via a vida romântica, da luta à dor, da piscadela ao sussurro, histórias de amor estavam em toda parte em seu olhar”, disse Matthew McConaughey. pic.twitter.com/2L4q8bTNIe — Matthew McConaughey (@McConaughey) December 27, 2021 A filmmaking force and a true artist who changed my life with a beautiful movie called Dallas Buyers Club. Much love to everyone who knew him. Life is precious. pic.twitter.com/2DT0tu9Lbo — JARED LETO (@JaredLeto) December 27, 2021 Beautiful Jean-Marc Vallee. The world has lost one of our great and purest artists and dreamers. And we lost our beloved friend. Our hearts are broken. pic.twitter.com/v9WXikI48e — Laura Dern (@LauraDern) December 27, 2021 My heart is broken. My friend. I love you. https://t.co/dvh63E8K7I — Reese Witherspoon (@ReeseW) December 27, 2021 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Reese Witherspoon (@reesewitherspoon)
Jared Leto viraliza ao comemorar 50 anos sem camisa
O ator Jared Leto comemorou seu aniversário de 50 anos no domingo (26/12) com uma foto em que aparece sem camisa, com a boca vermelha e segurando um pedaço de bolo. Postada no Instagram, a imagem acabou viralizando, curtida, comentada e repostada milhares de vezes. “Obrigado a todos pelos desejos de feliz aniversário”, escreveu Leto, junto da imagem. Atualmente em cartaz nos cinemas em “Casa Gucci”, o ator será visto a seguir em “Morbius”, filme que faz parte do universo do Homem-Aranha na Sony, com lançamento marcado para 27 de janeiro no Brasil, um dia antes da estreia nos EUA. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por JARED LETO (@jaredleto)
Ana Maria Braga terá um novo papagaio fantoche em 2022
Ana Maria Braga vai voltar a interagir com um boneco no “Mais Você”, após a morte de Tom Veiga, manipulador do Louro José, em novembro passado. O novo personagem terá a aparência de uma versão criança do Louro José e vai estrear no começo de 2022. Segundo notas de diversos colunistas de TV, a apresentadora já começou a gravar alguns quadros com o papagaio fantoche. A TV Globo montou uma operação de guerra para a imagem do novo personagem não vazar para a imprensa antes do tempo. Os envolvidos nas gravações tiveram, inclusive, que assinar um termo de confidencialidade. A princípio, a ideia é que o público ajude a escolher o nome do novo fantoche.
Jaime Osorio Márquez (1975-2021)
O diretor colombiano Jaime Osorio Márquez, que criou e dirigiu a primeira série colombiana da HBO Max, “Mil Colmillos”, morreu na quinta-feira (23/12) na Colômbia, onde a eutanásia é legal. Ele tinha 46 anos e optou pelo suicídio assistido devido a um câncer renal agressivo. Ele venceu um câncer renal agressivo em 2009 e novamente em 2012, mas ele voltou e se espalhou. Devido ao longo tratamento, Márquez desenvolveu intolerância por analgésicos e o aumento da dor se tornou insuportável, levando-o a optar por dar um fim à vida antes que se tornasse um fardo para sua família, informou seu parceiro de produção Federico Duran, da Rhayuela Films, que atuou como showrunner em “Mil Colmillos”. “Meu irmão de alma deixou este plano terreno na quinta-feira passada”, disse Duran em comunicado. “Ele era meu grande amigo, por isso reservo para mim todas as memórias dos quase 15 anos de trabalho com ele, pelo menos enquanto processo a dor de sua saída”. “Todos me perguntaram o que aconteceu com ele, já que parecia tão bem, que o tinham visto muito ativo recentemente e que ele estava em um momento tão importante em sua carreira”, continuou Duran. “A resposta é esmagadora e ele queria que o mundo todo soubesse: Jaime não morreu de câncer. Aquela doença que o atingiu pela primeira vez em 2009, pouco antes de iniciarmos a produção de seu longa-metragem de estreia, ‘El Paramo’ (The Squad, 2011) e que, apesar de todos os tratamentos, se reapresentou impiedosamente na forma de um metástase no fim de semana quando lhe deram o prêmio de melhor diretor no festival de Sitges”, continuou ele. O câncer de Osorio voltou em 2012, na época em que ele ganhou o prêmio de Melhor Roteiro por seu primeiro longa no Festival de Cinema de Guadalajara. No entanto, ele desafiou o prognóstico do médico que lhe deu apenas alguns meses de vida e, em vez disso, viveu uma vida rica e produtiva por quase uma década. “Não, Jaime não foi morto pela doença. Ele sobreviveu, derrotou e dominou. Ele conseguiu escrever e encenar uma peça, dirigir seu segundo filme, ‘7 Cabezas’ (The Sacrifice, 2017) e a série ‘Mil Colmillos’ (A Thousand Fangs, 2021), um esforço titânico que acabou se tornando uma das produções mais destacadas da América Latina. E então, antes que a doença tomasse conta de sua vida novamente, ele foi em frente”, disse Duran. “De alguma forma, ele traçou seu próprio final, como se fosse o escritor de seu próprio roteiro. Em seu momento de maior glória, ele tomou a decisão e colocou as palavras ‘Fim’ em sua própria vida. Voe alto, meu irmão. ” Nascido em Cali, Colômbia, Osorio estudou na Universidade de Rennes, na França. Ele começou a dirigir comerciais para grandes marcas após seu retorno à Colômbia e ganhou vários prêmios por seus trabalhos, incluindo dois Cannes Silver Lions e um Cannes Golden Lion. Seu longa de estreia, o terror ‘El Paramo’, virou um dos maiores sucessos de bilheteria da Colômbia. A ambientação daquele filme, que mostrou um esquadrão militar enfrentando uma ameaça misteriosa, foi ampliada em “Mil Colmillos”, sobre o enfrentamento de soldados desavisados e forças sobrenaturais da floresta. A série obteve muitos elogios da crítica internacional e está disponível no Brasil na plataforma HBO Max. Veja o trailer abaixo.
Novo trailer de “Batman” explora relação com Mulher-Gato
A Warner divulgou novos pôster e trailer do reboot de “Batman”, que destacam o relacionamento do herói com a Mulher-Gato. A prévia revela a forte química entre os intérpretes dos personagens, Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) e Zoe Kravitz (da série “Big Little Lies”). Além disso, mostra uma aliança entre os dois para enfrentar uma ameaça em comum: o Charada, em versão mascarada vivida por Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”). Escrito e dirigido por Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), “Batman” (The Batman, em inglês) marca a estreia de Robert Pattinson no papel do super-herói dos quadrinhos e se passa antes da fama do herói se solidificar no submundo do crime. Por conta disso, a trama também apresenta a origem de vários personagens icônicos. O elenco da produção inclui Colin Farrell (“Dumbo”) como Pinguim, John Turturro (“Transformers”) como o mafioso Carmine Falcone, Andy Serkis (“Pantera Negra”) como Alfred, Jeffrey Wright (“Westworld”) como Comissário Gordon, Peter Sarsgaard (“Sete Homens e um Destino”) como um promotor público e Barry Keoghan (“Eternos”) como um certo maluco gargalhante internado no Asilo Arkham. A estreia vai acontecer em 3 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Novo “Homem-Aranha” já tem quinta maior bilheteria da História no Brasil
“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” liderou as bilheterias brasileiras pelo segundo fim de semana consecutivo, visto por 1,4 milhão de pessoas e arrecadando R$ 30,5 milhões entre quinta-feira e domingo (26/12). Segundo apuração da consultoria Comscore, a ocupação de salas foi seis vezes maior que a da principal estreia da semana, “Matrix Resurrections”, responsável por vender 235,8 mil ingressos e render R$ 4,9 milhões. A diferença reflete a desigualdade ocasionada pela diferença de distribuição dos dois filmes. “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” teve a maior distribuição já vista na História do Brasil, ocupando 2,8 mil telas em 16 de dezembro. O resultado foi o recorde histórico da semana passada, que somou 5,1 milhões de espectadores e R$ 103,7 milhões em bilheteria, maior arrecadação de estreia do país. Ao todo, o filme da Sony/Marvel já foi assistido por 9,6 milhões de brasileiros e faturou mais de R$ 180 milhões. Em 12 dias de exibição, já virou a quinta maior bilheteria de todos os tempos no Brasil. Em compensação, a ocupação monopolizadora restringiu “Matrix Resurrections” a chegar em menos de mil salas na quarta-feira passada (22/12). Essa situação gerou um efeito colateral que as bilheterias desta semana deixam bem claro. Todos os demais filmes perderam espaço nas telas. A animação “Encanto” foi o terceiro filme mais assistido do período, e teve apenas 33 mil espectadores, rendendo R$ 621,5 mil. Foi seguida por “Casa Gucci”, na quarta posição com 2,6 mil ingressos vendidos e R$ 70,3 mil em caixa, e “Clifford: O Gigante Cão Vermelho”, que não chegou a juntar mil espectadores, faturando R$ 18,5 mil em 5º lugar. A queda brusca de arrecadação destes filmes coincide com a diminuição drástica de cinemas em que podem ser vistos. Confira abaixo a lista dos 10 filmes mais vistos no Brasil, de acordo com a Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 23-26/12:1. #HomemAranhaSemVoltaParaCasa 2. #MatrixResurrections 3.#Encanto 4. #casagucci 5. #cliffordmovie 6. #amorsublimeamor7. #Marighella8. #cronicafrancesa9. #kingrichard 10. #Eternals — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) December 27, 2021
Jean-Marc Vallée (1963-2021)
O cineasta canadense Jean-Marc Vallée, indicado ao Oscar por “Clube de Compra Dallas” e vencedor do Emmy por “Big Little Lies”, morreu repentinamente durante o fim de semana do Natal aos 58 anos. Os detalhes ainda não foram divulgados, mas ele morreu em sua cabana nos arredores de Quebec City e sua família e amigos próximos estão em choque. “Jean-Marc era sinônimo de criatividade, autenticidade e tentar as coisas de forma diferente”, disse seu parceiro de produção Nathan Ross, ao confirmar o falecimento num comunicado. “Ele era um verdadeiro artista e um cara generoso e amoroso. Todos que trabalharam com ele não puderam deixar de ver o talento e a visão que ele possuía. Ele era um amigo, parceiro criativo e um irmão mais velho para mim. O mestre fará muita falta, mas é um conforto saber que seu belo estilo e o trabalho impactante que ele compartilhou com o mundo vão viver”. Vallée começou a carreira fazendo videoclipes nos anos 1980, mudando para o cinema em 1995 com o lançamento de seu primeiro longa: “Lista Negra”, um suspense envolvendo o assassinato de uma prostituta e uma lista de suspeitos proeminentes, todos juízes. A produção obteve nove indicações ao Genie Awards, o “Oscar” da Academia Canadense de Cinema, que ele finalmente foi vencer dez anos depois, com seu quarto longa. A comédia de época “C.R.A.Z.Y. – Loucos de Amor” consagrou Valée em 2005. O filme venceu quatro Genies, incluindo Melhor Filme e Diretor, e abriu as portas para uma nova fase em sua carreira, rendendo sua primeira produção de grande orçamento. Indicado a três Oscars e vencedor da categoria da categoria de Melhor Figurino, o suntuoso drama de época “A Jovem Rainha Vitória” (2009), estrelado por Emile Blunt, deixou o diretor bem cotado em Hollywood. Mas antes de assumir projetos americanos, ele preferiu rodar primeiro um drama franco-canadense, “Café de Flori” (2011), estrelado por Vanessa Paradis. Foi um breve desvio, antes de Vallée entrar com força em Hollywood e atingir o ápice da carreira com “Clube de Compra Dallas” (2013), baseado na história real de um texano aidético que salvou a sua vida e várias outras ao contrabandear remédios contra Aids barrados pela burocracia nos EUA. Matthew McConaughey perdeu famosamente vários quilos, ficando só pele e osso para desempenhar o papel, e acabou reconhecido com o Oscar de Melhor Ator. Além dele, Jared Leto também conquistou um troféu de Melhor Coadjuvante por viver um transexual aidético. Vallée, porém, foi lembrado apenas na categoria de Edição e não venceu. Ele fez só mais dois longas após a esnobada da Academia: “Livre” (2014), que rendeu indicações ao Oscar para Reese Witherspoon e Laura Dern, e “Demolição” (2014), com Jake Gyllenhaal, premiado no Festival SXSW. A partir daí, voltou sua atenção para a TV paga, com resultados impressionantes. Em 2017, o cineasta venceu tanto o DGA Award, prêmio do Sindicato dos Diretores, quanto o Emmy de Melhor Direção pela série “Big Little Lies”. No total, a produção da HBO levou oito Emmys, mas Vallée não quis dirigir a 2ª temporada quando a minissérie original foi estendida com uma continuação. Em vez disso, foi comandar “Sharp Objects” (também conhecida pelo título nacional do livro em que se baseia, “Objetos Cortantes”), que disputou mais oito Emmys no ano seguinte. Além de dirigir, o cineasta também produziu “Big Little Lies” e “Sharp Objects”, e ficou muitos anos tentando tirar uma cinebiografia de Janis Joplin do papel, que nunca foi realizada por brigas com os detentores dos direitos autorais da cantora. Ele estava desenvolvendo “The Player’s Table”, série que seria estrelada pela cantora Halsey, e um filme sem título quando faleceu. “Jean-Marc Vallée foi um cineasta brilhante e ferozmente dedicado, um talento verdadeiramente fenomenal que infundiu cada cena com uma verdade profundamente visceral e emocional”, disse a HBO em comunicado. “Ele também foi um homem extremamente carinhoso, que investiu todo o seu ser ao lado de cada ator que dirigiu.” Vallée deixa dois filhos adultos, o ator Alex Vallée e o editor Émile Vallée, com quem costumava trabalhar em suas produções.
Playlist: 10 clipes novos de bandas de ska
A lista de clipes independentes da semana reúne novos lançamentos de ska, gênero que nunca saiu de moda na Califórnia e no Japão. A seleção reúne do ska cool de levada jazzista até o ska punk com guitarras distorcidas, incluindo o mais recente vídeo de uma banda pioneira desse último subgênero, The Mighty Might Bosstones, que estourou na trilha do filme “Patricinhas de Beverly Hills” (Clueless) em 1995. Há também um dos mais bem-sucedidos representantes da nova geração, Bite Me Bambi, que tem outra conexão midiática. A cantora do grupo é a atriz Tahlena Chikami, que participou de episódios de “Glee”, “Gilmore Girls”, “Jane the Virgin” e “Parks and Recreation”. Para completar, os músicos são todos conhecidos da cena indie de Los Angeles, por virem de diferentes bandas, como Save Ferris, Starpool, The Shcmedlys e My Superhero. Os 10 vídeos selecionados incluem ainda, como curiosidade, um cover de Billie Eilish em ritmo de ska, feito pela banda angelena The Interrupters, e uma colisão punk de ska com folk, cortesia da australiana The Rumjacks. Como sempre, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. | ORESKABAND | Japão | BITE ME BAMBI | EUA | DEATH OF GUITAR POP FEAT. KING HAMMOND | Inglaterra | BIG D AND THE KIDS TABLE | EUA | CONTROL THIS | EUA | BEAT SUNSET | Japão | THE INTERRUPTERS | EUA | THE MIGHTY MIGHTY BOSSTONES | EUA | THE RUMJACKS | Austrália | HEY-SMITH | Japão
Caetano Veloso é diagnosticado com covid-19
Caetano Veloso e sua mulher, Paula Lavigne, foram diagnosticados com covid-19. Ele confirmou o teste positivo em seu Instagram, aproveitando para defender a importância da vacina, inclusive entre crianças. “Depois de uma semana de resultados negativos para testes diários, corretamente exigidos por produções de shows televisivos, Paulinha e eu testamos positivo para covid-19, na Bahia, aonde chegamos faz 5 dias. Estamos bem e atribuímos isso ao fato de estarmos vacinados”, escreveu o artista na tarde deste domingo (26/12). “O importante é que quem pode deve fazer o teste. E sobretudo que todos se vacinem com as três doses. A pandemia não acabou e a nova variante é muito contagiosa. Inaceitável que o governo federal atrapalhe o programa aprovado pela ANVISA da vacinação de crianças. Que o Estado brasileiro se livre desse governo”, completou Caetano. O cantor e compositor tomou a primeira dose da vacina contra a covid em março de 2021, no Rio de Janeiro, e a segunda dose três meses depois. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Caetano Veloso (@caetanoveloso)
Trailer da 3ª temporada de “Atlanta” leva Danny Glover à Europa
O canal pago FX divulgou o trailer da 3ª temporada de “Atlanta”, que, apesar do título referir-se a uma cidade americana, vai se passar na Europa. A série também é uma comédia, apesar do trailer ter tom dramático. “Atlanta” acompanha Earn (Glover) e seu primo, Paper Boy (Brian Tyree Henry), um rapper em ascensão, enquanto navegam pelo mundo da música. Nos novos episódios, eles vão embarcar uma turnê pela Europa, acompanhados dos amigos Darius (Lakeith Stanfield) e Van (Zazie Beetz), tentando se ajustar ao sucesso inesperado. Vale lembrar que o último episódio inédito da série, o final da 2ª temporada, foi exibido nos EUA em maio de 2018. Desde então, Danny Glover tornou-se ocupadíssimo com filmes, músicas e outros projetos. Mas não só ele. Seus colegas de elenco também estouraram nesse meio tempo com participação em vários blockbusters de Hollywood – como “Brinquedo Assassino”, “Corra!” e “Coringa”, por exemplo. Lakeith Stanfield até foi indicado ao Oscar 2021 por “Judas e o Messias Negro”. A 3ª temporada estreia em 24 de março nos EUA e chegará ao Brasil pela plataforma Star+.












