
Instagram/Gabriel, o Pensador
Gabriel O Pensador vence ação após candidato usar música em campanha
Dalbert Mega terá de pagar R$ 50 mil por usar “Até Quando?” e o nome do rapper sem autorização na eleição municipal de 2024
Campanha usou música por dez dias
Gabriel O Pensador venceu uma ação contra o empresário e candidato Dalbert Mega pelo uso não autorizado de “Até Quando?” em propaganda eleitoral. A Justiça do Rio condenou Mega a pagar R$ 50 mil ao rapper por danos morais e reconheceu ainda o direito a indenização por danos materiais, cujo valor será definido posteriormente. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14/9) pelo colunista Ancelmo Gois, de O Globo.
O que decidiu a Justiça?
O processo envolve a campanha de Mega à Prefeitura de Votuporanga em 2024. Segundo os autos, “Até Quando?” e o nome de Gabriel foram utilizados durante dez dias sem autorização do artista. A canção, lançada em 2001, é uma das obras mais conhecidas do rapper e tem forte conteúdo de crítica social e política.
Além dos R$ 50 mil fixados por danos morais, a decisão determinou que o prejuízo material pelo uso da obra seja calculado na fase de liquidação. Isso significa que a condenação ainda poderá aumentar quando for estabelecido o valor correspondente à exploração não autorizada da música durante a campanha.
Candidato perdeu eleição de 2024
Mega disputou a prefeitura pelo PRD e terminou em 2º lugar, com 9.131 votos, equivalentes a 20,42% dos votos válidos. Jorge Seba (PSD) foi reeleito no 1º turno com 26.582 votos, ou 59,44%.
Dois anos depois, Dalbert Mega voltou às urnas. Ele concorre atualmente a deputado federal por São Paulo pelo PP. Seu registro de candidatura consta como deferido pela Justiça Eleitoral.
Até a publicação da decisão, não havia manifestação pública de Mega sobre o resultado do processo movido por Gabriel.
Artistas contestam associação política sem autorização
O caso repete uma discussão que ganhou força nas eleições recentes: o uso de músicas por candidatos pode produzir uma associação política entre o artista e determinada campanha, mesmo quando não existe apoio ou autorização do autor.
Em 2025, o rapper Dexter também obteve uma decisão favorável contra Pablo Marçal pelo uso não autorizado de “Oitavo Anjo” durante a campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024. Na ocasião, a indenização por danos morais foi fixada em R$ 20 mil, além de danos materiais destinados às empresas que detêm os direitos da gravação.
Gabriel também mantém outra disputa judicial sobre “Até Quando?”. Em 2025, acionou Mercado Livre, Shopee e sete lojas virtuais após identificar versos da música estampados sem autorização em camisetas, quadros e outros produtos comerciais.
Aberto para posicionamentos
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.