Ariana Grande canta ao vivo em clipe extraído do documentário da Netflix
A Netflix divulgou uma cena de “Excuse Me, I Love You”, documentário que registra bastidores da turnê “Sweeter”, de Ariana Grande. A prévia é praticamente um clipe com a interpretação ao vivo da música “Everything”. Os shows registrados no filme ocorreram entre março e dezembro de 2019 – e não passaram pelo Brasil. Foram 68 datas na América do Norte e 29 na Europa, com 1,3 milhões de ingressos vendidos. A turnê, que agora poderá ser vista em casa, inclui o repertório dos discos “Sweetener” e “Thank U, Next” — com direito a hits como “God Is a Woman”, “No Tears Left to Cry”, “7 Rings” e faixa-título “Thank U, Next”. Além disso, o documentário captou muitos momentos íntimos da artista, com direito à correria e lágrimas nos camarins. Vale lembrar que Ariana já lançou um álbum ao vivo dessa turnê. “K Bye For Now” foi disponibilizado na véspera do show de encerramento da excursão, em dezembro do ano passado. Já o filme será disponibilizado em streaming na segunda-feira (21/12).
Um Príncipe em Nova York 2: Sequência de comédia clássica de Eddie Murphy ganha fotos
A Amazon divulgou as primeiras imagens de “Um Príncipe em Nova York 2” (Coming 2 America), sequência da comédia estrelada por Eddie Murphy em 1988. No original, Murphy vivia Akeem, príncipe do reino fictício de Zamunda, que decide ir a Nova York para encontrar possíveis esposas. Desta vez, Murphy está prestes a virar o rei de Zamunda quando descobre que tem um filho que nunca conheceu nos EUA. Honrando o desejo de seu pai (James Earl Jones, de volta ao papel do rei) para que prepare seu filho como o príncipe herdeiro, Akeem volta a viajar a Nova York em busca do filho desconhecido. Ele contará novamente com a ajuda de seu fiel parceiro Semmi (Arsenio Hall, repetindo o papel dos anos 1980), mas o elenco está cheio de novidades, como Jermaine Fowler (“Crashing”), Leslie Jones (“Caça-Fantasmas”), Shari Headley (“Goosebumps 2”), Tracy Morgan (“The Last O.G.”), Wesley Snipes (“Os Mercenários 3”), KiKi Layne (“Se a Rua Beale Falasse”) e o rapper Rick Ross como ele mesmo. O roteiro foi escrito por Kenya Barris (criador da série “Black-ish”) e a direção é de Craig Brewer, em seu segundo filme seguido com Eddie Murphy, após o sucesso de “Meu Nome é Dolemite” na Netflix no ano passado. O filme será lançado pela Amazon Prime Video no início de março, com alguns países recebendo também uma estreia cinematográfica do estúdio original, Paramount Pictures.
Críticos da Variety elegem os piores filmes de 2020
Os críticos da revista Variety elegeram os 10 piores filmes de 2020. Para chegar ao fundo do poço, Owen Gleiberman e Peter Debruge, disseram que não tiveram que fazer muito esforço. Cada um escolheu seus cinco piores e nenhuma das duas listas coincidiram. “Parece um julgamento, e um julgamento severo, mas é realmente uma sensação – que o filme em questão é tão mal concebido, tão pouco dramático ou sem graça, incrivelmente complicado ou simplesmente chato, que assisti-lo é o suficiente para se sentir dolorido”, escreveram, no texto que explica a seleção. Para Gleiberman, o pior filme do ano foi “Dolittle”, filme de animais falantes da Universal, em que Robert Downey Jr. perdeu toda a boa vontade conquistada entre público e crítica em seus filmes da Marvel. Considerando que até a versão de Eddie Murphy parece uma obra-prima perto deste lixo, ele questiona o que deu errado e conclui que Robert Downey Jr., em vez de interpretar um médico que fala com animais, mal dirige a palavra para os bichos, preferindo passar quase todo o filme “muito ocupado falando sozinho”. O resto do seu Top 5 inclui, em ordem descendente, “A Última Coisa que Ele Queria” (2º), thriller político de Dee Res, com Anne Hathaway e Ben Affleck, totalmente “perdido em sua pretensão”; “Estou Pensando em Acabar com Tudo” (3º), um novo “filme sem lógica” de Charlie Kaufman que parece um “episódio mal escrito de ‘Além da Imaginação'”; “Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars” (4º), uma comédia em que “nenhuma das piadas” funciona; e “Guest of Honour” (5ª), “um melodrama pouco convincente”, que é mais um filme ruim de Atom Egoyan. Já para Debruge, a experiência mais excruciante que ele enfrentou no ano foi assistir “The Painted Bird”, drama em preto e branco da República Tcheca sobre os horrores do nazismo na 2ª Guerra Mundial. “Literalmente difícil demais de assistir, e eu abandonei a sessão depois que soldados nazistas atiram numa mulher judia e seu filho com a mesma bala”. Ele também lista o fenômeno “365 Dias” (2º), um eurotrash pseudo-“Cinquenta Tons de Cinza” da Netflix, descrito como “o equivalente a uma produção teatral amadora, só que safadinha”; “Artemis Fowl” (3º), uma “monstruosidade derivativa da Disney”, que achou que tinha um novo “Harry Potter” – “Ainda bem que jogaram no Disney+ (Disney Plus), disfarçando o que certamente teria sido um desastre de bilheteria” – ; “Sonhos de Uma Vida” (4º), drama sobre demência de Sally Potter, estrelado por Javier Barden e tão “gratuitamente desagradável” que “ninguém precisa ver”; e “Capone” (5º) “duplamente desagradável” por trazer o mafioso “incontinente reclamando, enfurecendo-se e sujando seus lençóis” e pela interpretação forçada de Tom Hardy, que “torna impossível passar pela performance e se conectar com o monstro que está apodrecendo por dentro e por fora”.
Críticos de Nova York elegem First Cow melhor filme do ano
Além de eleger “Bacurau” como o Melhor Filme Internacional de 2020, o New York Film Critics Circle, associação de críticos de cinema residentes de Nova York, destacou o drama indie “First Cow”, da cineasta Kelly Reichardt (“Certas Mulheres”), como o Filme do Ano nos EUA. A produção realizada pelo estúdio A24 segue um cozinheiro habilidoso (John Magaro) que viaja para o Oeste e se junta a um grupo de caçadores de peles em Oregon. Ele encontra uma verdadeira conexão com um imigrante chinês que também busca sua fortuna e, logo, os dois colaboram em um negócio de sucesso. Os críticos nova-iorquinos também escolheram uma cineasta feminina como vencedora do prêmio de Melhor Direção, Chloe Zhao, por “Nomadland” – filme que faturou os festivais de Veneza e Toronto. A lista também destaca o elenco de “Destacamento Blood”, de Spike Lee, nos prêmios de interpretação masculina, reconhecendo Delroy Lindo como Melhor Ator e o falecido Chadwick Boseman como Melhor Ator Coadjuvante. Já os prêmios de atuação feminina foram para Sidney Flanigan, Melhor Atriz por “Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre”, e Maria Bakalova, pelo desempenho como Tutar, a filha de Borat, na comédia “Borat: Fita de Cinema Seguinte”. “Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre” ainda foi celebrado na categoria de Melhor Roteiro, enquanto os cinco filmes do projeto “Small Axe”, do diretor Steve McQueen (“12 Anos de Escravidão”) para a Amazon, foram premiados como Melhor Fotografia. Veja a lista completa da premiação abaixo. Melhor Filme: “First Cow”, de Kelly Reichardt Melhor Direção: “Chloé Zhao” (“Nomadland”) Melhor Filme de Estreia: “The Forty-Year-Old Version”, de Rhada Black Melhor Ator: Delroy Lindo (“Destacamento Blood”) Melhor Atriz: Sidney Flanigan (“Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre”) Melhor Ator Coadjuvante: Chadwick Boseman (“Destacamento Blood”) Melhor Atriz Coadjuvante: Maria Bakalova (“Borat: Fita de Cinema Seguinte”) Melhor Roteiro: Eliza Hittman (“Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre”) Melhor Fotografia: “Small Axe” (todos os filmes do projeto de Steve McQueen na Amazon) Melhor Filme Estrangeiro: “Bacurau” (Brasil), de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles Melhor Documentário: “Time”, de Garrett Bradley Melhor Animação: “Wolfwalkers”, de Tomm Moore e Ross Stewart. Prêmios Especiais: Kino Lorber, pela criação de Kino Marquee, um serviço de distribuição de cinema virtual que foi projetado para ajudar a apoiar as salas de cinema, não destruí-las, e Spike Lee por inspirar a comunidade de Nova York com seu curta-metragem “New York New York” e por defender uma sociedade melhor por meio do cinema.
Irmãos Russo farão sci-fi futurista com Millie Bobby Brown
Os irmãos Russo, diretores do blockbuster “Vingadores: Ultimato”, vão dirigir e produzir sua primeira sci-fi, “Electric State”, baseado no livro ilustrado de Simon Stålenhag (artista que inspirou a série sci-fi da Amazon “Contos do Loop”). E Millie Bobby Brown (“Stranger Things”) será a protagonista. A atriz viverá Michelle, uma adolescente em um futuro pós-apocalíptico, que recebe de presente um robô simpático, enviado por seu irmão desaparecido. Quando ela e o robô embarcam numa jornada atrás do irmão, encontram uma paisagem desolada de destroços tecnológicos abandonados pelo interior dos EUA, mas também descobrem uma grande conspiração. A produção marca uma parceria da Universal Pictures com o estúdio AGBO, fundado pelos Russo. “Estamos entusiasmados por ter este acordo com a Universal, que se comprometeu com o lançamento de ‘Electric State’ nos cinemas. Esta é uma notícia incrível para nós, como cineastas, e para o público em todo o mundo que deseja uma oportunidade de ver um filme grandioso nos cinemas novamente. Este também é um sinal positivo de que, à medida que as vacinas são disponibilizadas, o mercado de cinema está voltando”, disseram Anthony e Joe Russo em comunicado sobre o projeto. A adaptação está sendo escrita por Christopher Markus e Stephen McFeely, que também trabalharam com os cineastas em “Vingadores: Guerra Infinita” e “Ultimato”. Ainda não há previsão para a estreia, mas a editora Skybound (“The Walking Dead”) divulgou um vídeo com ilustrações do livro e suas inspirações cinematográficas, na época do lançamento da obra – em 2018. Confira abaixo.
Lulli: Conheça o elenco da nova comédia de Larissa Manoela
A Netflix divulgou a primeira foto do elenco de “Lulli”, segundo filme de Larissa Manoela na plataforma. Além da atriz principal, o filme também conta com Vinicius Redd (“Deus Salve o Rei”), Sergio Malheiros (“Cinderela Pop”), Amanda de Godoi (“Malhação”), Yara Charry (“Velho Chico”) Paula Possani (“Malhação”) e o jovem ator de musicais Nicolas Ahnert, entre outros. Durante sua participação no primeiro Tudum Festival Netflix, em janeiro, Larissa contou que vai interpretar, pela primeira vez, “uma mulher super madura, que foge da minha realidade”. “Será uma história diferente, as pessoas vão se surpreender muito”, reforçou. A personagem do título é uma jovem estudante de medicina ambiciosa, que sonha em virar a melhor cirurgiã do mundo e não pretende deixar nada nem ninguém atrapalhar seus planos – nem mesmo o seu recém-ex-namorado. A sinopse revela que a trama tem uma “virada” sobrenatural, quando Lulli é eletrocutada por um aparelho de ressonância eletromagnética e começa a ouvir pensamentos alheios. A partir daí, a garota que até então era incapaz de ouvir as pessoas ao seu redor precisará aprender sobre as maravilhas e os perigos de saber o que os outros estão pensando. A trama é mais um sinal da americanização das comédias brasileiras, uma vez que se trata do mesmo ponto de partida de “Do que as Mulheres Gostam” (2000), que inclusive ganhou uma recentíssima versão feminina, “Do que os Homens Gostam” (2019). Com direção de César Rodrigues (“Modo Avião”) e roteiro assinado por Renato Fagundes (“Sob Pressão”) e Thalita Rebouças (“Tudo por um Pop Star”), “Lulli” tem previsão de lançamento para 2021. Pega esse elenco de Lulli, o mais novo filme com a @larimanoela. Antes que me perguntem, ainda não tenho datas, vamos apenas comemorar esse cast, pfvr?? 📸 Serendipity Inc pic.twitter.com/2XMsCdp3Wt — netflixbrasil (@NetflixBrasil) December 18, 2020
Peter Lamont (1929 -2020)
O diretor de arte e designer de produção Peter Lamont, que venceu um Oscar pela cenografia de “Titanic”, morreu aos 91 anos. Ele também se destacou por seu trabalho em 18 dos 25 filmes da franquia “007” e foi descrito pelos produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccoli como “um integrante amado da família 007 e um gigante da indústria”, nas redes sociais. Lamont começou a trabalhar na franquia em “007 Contra Goldfinger” (1964), criou os efeitos visuais de “007 Contra o Foguete da Morte” (1979) e se tornou o principal designer de produção dos longas a partir de “007: Somente Para os Seus Olhos” (1981), cargo que manteve até “007: Cassino Royale” (2006), filme que marcou sua aposentadoria. Seu trabalho consistia desde escolher locações, preparar cenários e selecionar acessórios. No caso de Bond, esse produção incluía armas icônicas, carros e apetrechos de espionagem que o personagem utilizava. Além de Bond, Lamont teve uma frutífera parceria com o cineasta James Cameron, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar por “Aliens: O Resgate” (1986) e a cobiçada estatueta por “Titanic” (1997). Ele foi indicado ao prêmio da Academia outras duas vezes, por “Um Violinista no Telhado” (1981) e “007: O Espião Que Me Amava” (1977).
Gal Gadot revela que fez sua própria denúncia contra diretor de Liga da Justiça
Depois de confessar que testemunhou na investigação da WarnerMedia sobre os problemas que teriam acontecido nos bastidores de “Liga da Justiça”, Gal Gadot revelou que fez sua própria denúncia contra o diretor Joss Whedon durante as refilmagens do longa de 2017. “Eu não estava presente quando Joss Whedon filmou com outros meninos [do elenco]. Mas tive minha própria experiência com ele, que não foi a melhor, e tomei providências quando isso aconteceu. Eu levei minha denúncia aos chefes [da Warner], e eles deram um jeito”, disse a atriz nesta sexta (18/12), em entrevista ao jornal Los Angeles Times. Gadot, que está promovendo “Mulher-Maravilha 1984”, não quis detalhar qual foi seu problema com Whedon, mas boatos anteriores mencionavam sua recusa em filmar uma cena em que o Flash caía sobre Mulher-Maravilha durante uma luta, para criar uma piada com insinuação sexual. A cena foi realizada por uma dublê e incluída no longa (veja abaixo). Se foi só isso ou se há outros detalhes, ela não revela, mas deu seu apoio ao colega de elenco Ray Fisher (o Ciborgue), que foi quem trouxe à público o ambiente tóxico no set da produção. Em julho, Fisher denunciou publicamente uma má conduta durante as refilmagens do longa de 2017, definindo o comportamento do cineasta Joss Whedon set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. Um desses produtores, Geoff Johns, escreveu os roteiros dos dois filmes da Mulher-Maravilha. “Eu fico feliz que Ray tenha se apresentado e esteja contando a sua verdade”, disse Gadot. Ao ser entrevista mais cedo num podcast da revista Variety, ela acrescentou que não foi informada do resultado da investigação interna da WarnerMedia sobre as denúncias. “Eu sei que eles fizeram uma investigação muito completa, tendo como parâmetro o tempo que passei com eles”, contou a estrela de “Mulher Maravilha de 1984”, que se disse curiosa com o resultado das várias entrevistas. Em um comunicado de 11 de dezembro, a WarnerMedia afirmou que havia concluído sua investigação sobre os bastidores do filme e, sem mencionar nomes, acrescentou que “medidas corretivas foram tomadas”. “Também não sei o que isso significa”, disse ela. “Mas estou curiosa para saber qual será o resultado”.
Bacurau é eleito Melhor Filme Internacional do ano pelos críticos de Nova York
Depois de Barack Obama, o New York Film Critics Circle, associação de críticos de cinema residentes de Nova York, também incluiu “Bacurau”, de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, em sua lista anual de melhores do ano. O longa brasileiro foi eleito o Melhor Filme Estrangeiro de 2020 pela crítica nova-iorquina. “Acho que em 40 anos só dois outros brasileiros receberam esse prêmio, ‘Pixote’, do Babenco, e ‘Cidade de Deus’, do Meirelles. Grato”, escreveu Kleber Mendonça Filho, comemorando a referência nas redes sociais. “E o New York Film Critics Circle premiou agora há pouco ‘Bacurau’ como melhor filme estrangeiro. Outros filmes brasileiros já ganharam na história, ‘Pixote’ e ‘Cidade’ de Deus”, ecoou Juliano Dornelles. A premiação de “Bacurau”, originalmente exibido em 2019 no Brasil, reflete o fato dele ter sido lançado nos EUA apenas neste ano. O fenômeno de popularidade entre a crítica americana lembra “Cidade de Deus”. Os dois filmes compartilham o fato de terem sido ignorados pelo comitê que escolhe o candidato brasileiro a uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar. Em vez de “Bacurau”, a Academia Brasileira de Cinema (ABC) selecionou “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, no ano passado. Mas “Bacurau” pode repetir “Cidade de Deus” e aparecer no Oscar mesmo assim, indicado a categorias técnicas em 2021. Uma seguidora de Dornelles chegou a lembrar dessa possibilidade, escrevendo após a notícia: “Parabéns!!!!!!!! Rumo ao Oscar agora”. New York Film Critics Circle, BACURAU Melhor Filme Estrangeiro. Acho que em 40 anos só dois outros brasileiros receberam esse prêmio, PIXOTE do Babenco e CIDADE DE DEUS do Meirelles. Grato. https://t.co/tvQXeJG0mV — Kleber Mendonça Filho (@kmendoncafilho) December 18, 2020 E o New York Film Critics Circle premiou agora há pouco BACURAU como melhor filme estrangeiro. Outros filmes brasileiros já ganharam na história, Pixote e Cidade de Deus.⚡️⚡️⚡️ — Juliano Dornelles (@jdornelles) December 18, 2020
Gal Gadot revela ter testemunhado na investigação sobre bastidores de Liga da Justiça
A atriz Gal Gadot, intérprete da Mulher-Maravilha no cinema, revelou ter testemunhado na investigação da WarnerMedia sobre os problemas que teriam acontecido no set de “Liga da Justiça”, após a saída do diretor Zack Snyder da produção. “Eu sei que eles fizeram uma investigação muito completa, tendo como parâmetro o tempo que passei com eles”, disse a estrela de “Mulher Maravilha de 1984” durante uma entrevista para o podcast da Variety “The Big Ticket”. Ela não se aprofundou sobre o assunto, dizendo que está curiosa com o resultado das várias entrevistas. A WarnerMedia disse, em um comunicado de 11 de dezembro, que havia concluído sua investigação sobre os bastidores do filme. Sem mencionar conclusões, o texto oficial afirmava apenas que “a investigação da WarnerMedia sobre o filme ‘Liga da Justiça’ foi concluída e medidas corretivas foram tomadas”. Gadot disse que ninguém lhe explicou quais seriam as “medidas corretivas” tomadas. “Também não sei o que isso significa”, disse ela, acrescentando: “Estou curiosa para saber qual será o resultado”. A investigação foi resultado de uma denúncia do ator Ray Fisher, o Ciborgue da “Liga da Justiça”, que em julho denunciou publicamente uma alegada má conduta durante as refilmagens do longa de 2017, definindo o comportamento do cineasta Joss Whedon no set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia Um desses produtores, Geoff Johns, escreveu os roteiros dos dois filmes da Mulher-Maravilha. Ele não comentou as acusações, assim como Whedon, mas Berg disse que a denúncia era “categoricamente falsa”. Mas Fisher ganhou apoio de seus colegas. Jason Momoa, o Aquaman, postou uma mensagem reforçando as acusações do intérprete de Ciborgue. Ele descreveu no Instagram sua indignação contra “a forma de m**** como fomos tratados nas refilmagens da ‘Liga da Justiça’. Coisas sérias aconteceram. Precisa ser investigado e as pessoas precisam ser responsabilizadas”. A própria Gal Gadot chegou a contar ao jornal Los Angeles Times que também denunciou Whedon. Ela disse que, embora ela não tenha participado de refilmagens com Fisher, “eu tive minha própria experiência com [Whedon], que não foi a melhor, e tomei providências quando isso aconteceu. Eu levei minha denúncia aos chefes [da Warner], e eles deram um jeito. Mas fico feliz que Ray tenha se apresentado e esteja contando a sua verdade”.
Festival de Berlim confirma edição virtual em março
O Festival de Cinema de Berlim confirmou os planos que vazaram na quarta-feira (16/12), incluindo o cancelamento de seu evento físico em fevereiro. Os organizadores vão exibir a mostra competitiva de forma virtual, entre 1 e 5 de março, mas pretendem realizar uma segunda etapa do evento, com a projeção dos selecionados para o público no cinema em junho. Além da competição, o European Film Market (EFM), evento de negócios da indústria cinematográfica que ocorre paralelamente à Berlinale, também seguirá o modelo online. “Como resposta aos tempos em que vivemos, decidimos dividir a nossa oferta em dois eventos distintos, mas relacionados, e assim cumprir a missão da Berlinale. Enquanto em março a indústria cinematográfica estará reunida (online) e poderá apoiar e iluminar nossa seleção, no verão – como um recomeço, 70 anos após a primeira edição – nosso público poderá celebrar os cineastas e suas equipes, nos cinemas e a céu aberto. Isto dá a oportunidade de vivenciar as diferentes secções e perfis do festival, de assistir aos filmes da Mostra Internacional e de festejar com os vencedores dos Ursos de Ouro e de Prata num ambiente alegre”, disse o diretor artístico do festival, Carlo Chatrian, em comunicado. A diretora executiva da Berlinale, Mariette Rissenbeek, acrescentou que a situação atual “não permite um festival físico em fevereiro”. “Ao mesmo tempo, é importante oferecer um mercado à indústria cinematográfica ainda no primeiro trimestre do ano. Com a mudança do formato do festival em 2021, teremos a oportunidade de proteger a saúde de todos os convidados e apoiar a indústria do cinema. Com o evento de verão, queremos celebrar um festival de cinema e oferecer ao público da Berlinale a tão esperada experiência comunitária de cinema e cultura”, explicou Rissenbeek. Como a disparada das taxas de infecção de covid-19 na Alemanha nas últimas semanas, o governo decretou um novo lockdown, com o fechamento de escolas e todo comércio não essencial, incluindo cinemas. Com isso, o festival, que estava programado para acontecer de 11 a 21 de fevereiro, tornou-se inviável. Agora, a Berlinale está em negociações com os seus parceiros e com o Ministro de Estado da Cultura e dos Meios de Comunicação (BKM) da Alemanha para ampliar o orçamento do festival. O BKM já confirmou um apoio extra aos organizadores com fundos do seu programa especial para a Cultura.
Barack Obama inclui Bacurau entre seus filmes favoritos de 2020
O ex-presidente dos EUA Barack Obama revelou nas redes sociais sua lista de filmes e séries favoritas de 2020, incluindo a produção brasileira “Bacurau”, de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. “Como todos vocês, nós ficamos dentro de casa por boa parte do ano, e com o streaming mais uma vez borrando a separação entre cinema e televisão, expandi a minha lista para incluir histórias das quais gostei este ano, independente do formato”, ele escreveu a publicar sua relação. Além de “Bacurau”, a seleção de Obama inclui dois outros longas internacionais, o italiano “Martin Eden” e o russo “Uma Mulher Alta”. O resto da lista destaca produções da Netflix, como “A Voz Suprema do Blues” e “Mank”, a produção da Amazon “Lovers Rock”, de Steve McQueen, o vencedor dos festivais de Toronto e Veneza “Nomadland”, a animação “Soul”, que só estreia no Natal na Disney+ (Disney Plus), o thriller “Um de Nós”, com Kevin Costner, o drama indie “Selah and the Spades” e documentários como “Time”, “Boys State” e, claro, “Crip Camp”, uma produção dele mesmo. Obama já tinha dado uma prévia de suas séries favoritas numa entrevista à revista Entertainment Weekly desta semana. Agora, inclui, ao lado de “The Boys”, “The Good Place” e “Better Call Saul”, a porrada de “I May Destroy You” e minisséries como “Mrs. America”, “O Gambito da Rainha”, “The Good Lord Bird” e “Devs”, e as tramas documentais de “Arremesso Final” e “City So Real”. Ao falar com a EW, ele tinha incluído também “Watchmen”, mas esta série já tinha aparecido na sua lista do ano passado. Like everyone else, we were stuck inside a lot this year, and with streaming further blurring the lines between theatrical movies and television features, I’ve expanded the list to include visual storytelling that I’ve enjoyed this year, regardless of format. pic.twitter.com/a8BS8jDkSs — Barack Obama (@BarackObama) December 18, 2020
Último filme de Chadwick Boseman é principal estreia online da semana
O último filme estrelado por Chadwick Boseman, “A Voz Suprema do Blues” (Ma Rainey’s Black Bottom), é o grande destaque das estreias online da semana. Morto em agosto, o ator escondeu seu câncer de cólon para completar a produção, que atingiu 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, e deve ganhar muitas indicações a prêmios póstumos pelo papel. Baseado na peça de 1982 do vencedor do Prêmio Pulitzer August Wilson (autor de “Fences”), o filme dirigido por George C. Wolf (“A Vida Imortal de Henrietta Lacks”) se passa em 1927, na cidade americana de Chicago, e aborda tensões raciais e a história do blues, ao reconstituir fatos reais da vida de Gertrude Malissa Nix Pridgett Rainey, a Ma Rainey, que também ficou conhecida como Mãe do Blues ao se tornar uma das primeiras cantoras a gravar as próprias composições nos Estados Unidos. O papel da cantora é desempenhado de forma impressionante por Viola Davis, já vencedora do Oscar por “Um Limite Entre Nós” (filme mais conhecido pelo título original, “Fences”), e o personagem de Boseman é Levee, um trompetista talentoso, mas problemático, que está de olho na namorada de Rainey e também determinado a marcar seu próprio nome na indústria musical. A boa lista de lançamentos da semana também destaca “Alguém Avisa?” (Happiest Season), comédia romântica LGBTQIA+ de Natal estrelada por Kristen Stewart (“As Panteras”) e Mackenzie Davis (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”), que atingiu 83% no Rotten Tomatoes e está sendo considerado o melhor filme de temática natalina deste ano. Na trama, as duas vivem um casal lésbico que precisa fingir ser hetero durante as festas de fim de ano em família. Embora Abby (Stewart) tenha planejado propor casamento a Harper (Davis) durante as festividades de fim de ano, ela descobre na porta casa dos pais da namorada que ela ainda não contou para sua família que é homossexual. Confira abaixo os trailers destes e dos demais filmes que completam o Top 10 das estreias de streaming e clique nos títulos em vermelho para saber mais sobre cada uma delas. A Voz Suprema do Blues | EUA | 2020 (Netflix) Alguém Avisa? | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, YouTube Filmes) Expontâneo | EUA | 2020 (Apple TV) Boni Bonita | Brasil | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Canário | África do Sul | 2018 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Os Segredos do Castelo | Reino Unido | 2020 (Apple TV, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Cudado com Quem Chama | Reino Unido | 2020 (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Cut Throat City | EUA | 2020 (Apple TV) Quarto 212 | França | 2019 (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Os Cleptocratas | EUA | 2020 (NOW, Vivo Play)












