“Viúva Negra” estreia em 75% dos cinemas do Brasil
“Viúva Negra” é a grande estreia dos cinemas neste fim de semana, ocupando 1,4 mil salas – ou cerca de 75% do parque exibidor atualmente em funcionamento no país. O circuito claramente aposta nos fãs da Marvel para retomar as lotações esgotadas. Só que vai enfrentar a concorrência direta do próprio filme em streaming. A produção está sendo disponibilizada na plataforma Disney+ a partir de sexta-feira (9/7) por um preço extra. Quanto a mais? A bagatela de R$ 69,90, além da assinatura mensal do serviço. O valor elevado, inclusive, tende a fazer muitos darem preferência à sessão de cinema, apesar da pandemia. O filme tem recebido críticas entusiasmadas e está com 82% de aprovação no Rotten Tomatoes. É considerado mais um acerto do Marvel Studios e confirmação da grande capacidade de Kevin Feige, o chefão do estúdio, para encontrar cineastas independentes capazes de surpreender ao trabalhar com blockbusters. Dirigido pela australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), a trama é um flashback passado entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”, e acompanha Natasha (Scarlett Johansson) após fugir dos EUA por ter ajudado o Capitão América. Além de cenas intensas de ação, o filme ainda transforma Yelena Belova, a personagem de Florence Pugh (“Midsommar”), em nova favorita dos fãs. À margem das grande redes, a programação exibe mais seis filmes. Os destaques são o premiado drama europeu “O Charlatão”, da renomada cineasta polonesa Agnieszka Holland (“Filhos da Guerra”), sobre a história verídica de um curandeiro gay em conflito com o regime soviético, o romance português “Pedro e Inês”, que atravessa séculos e vai da era medieval ao futuro, e um documentário brasileiro sobre o falecido ator Flávio Migliaccio. Confira abaixo os trailers de todas as estreias. Viúva Negra | EUA | Aventura O Charlatão | República Tcheca, Polônia | Drama Pedro e Inês | Portugal | Romance Knives and Skin | EUA | Drama Chico Ventana Também Queria Ter um Submarino | Uruguai | Fantasia Hava, Maryam, Ayesha | Afeganistão | Drama Migliaccio – O Brasileiro em Cena | Brasil | Documentário
Atrizes tiveram que fazer testes com ratos para “O Esquadrão Suicida”
O diretor James Gunn contou que as atrizes que disputaram o papel de Caça-Ratos II em “O Esquadrão Suicida” tiveram que fazer testes com ratos de verdade para provar que poderiam contracenar com roedores na produção. Os ratos, claro, eram pets domesticados, mas isso lembra o famoso teste das aranhas dos filmes do Zé do Caixão. “Para a Caça-Ratos II, nós fizemos testes com centenas de atrizes de vários lugares do mundo. Daniela Melchior, de Portugal, acabou sendo uma de três atrizes que submetemos a um teste de câmera. Um teste que incluía ter certeza que ela estaria confortável curtindo com ratos. Aqui está ela no dia em que ela ganhou o papel”, escreveu Gunn nas redes sociais, publicando duas fotos da atriz de 26 anos no set. A atriz portuguesa fará sua estreia em Hollywood com a produção. Gunn ainda comentou o desempenho dos ratos que “interpretaram” o principal roedor da trama, Sebastian. “Os dois principais intérpretes, Jaws e Crisp Ratt, estão creditados no filme, mesmo que o grande trabalho deles tenha sido a árdua tarefa de se aconchegarem com Daniela”, escreveu. Em outro post, ele contou que tinha ratos como pets na infância, e que eles são mais dóceis e inteligentes que outros roedores, como hamsters. O filme também conta com a brasileira Alice Braga (“A Rainha do Sul”) e um elenco grandioso – Margot Robbie, Viola Davis, Joel Kinnaman, Jai Courtney (todos do primeiro “Esquadrão Suicida”), Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”), John Cena (“Velozes e Furiosos 9”), Daniela Melchior (da novela portuguesa “A Herdeira”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”), Peter Capaldi (“Doctor Who”), Storm Reid (“Euphoria”), Nathan Fillion (“Castle”), Flula Borg (“A Escolha Perfeita 2”), Michael Rooker (“Guardiões da Galáxia”), Joaquín Cosio (“007: Quantum of Solace”), Jennifer Holland (“Brightburn”), Tinashe Kajese (“Valor”), Juan Diego Botto (“Jogos Infantis”), Sean Gunn (também de “Guardiões da Galáxia”), Pete Davidson (“Saturday Night Live”), Mayling Ng (a Gamora do game “Marvel Strike Force”), o cineasta Taika Waititi (“Jojo Rabbit”) e até Silvester Stallone (“Rambo: Até o Fim”) como a voz do Tubarão-Rei. Escrito e dirigido por James Gunn, “O Esquadrão Suicida” tem estreia marcada para 5 de agosto no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. The two primary rats who played Sebastian, Jaws and Crisp Ratt, are of course credited in the film, even though their primary job was the difficult task of snuggling with Daniela. https://t.co/5C1uLKZHhF — James Gunn (@JamesGunn) July 7, 2021 Rats have been domesticated for over a hundred years. They’re about as different from wild rats as dogs are from wolves. (Though the rats we used in the movie were as wild-looking as tame rats can be). https://t.co/aIFkx0b2bK — James Gunn (@JamesGunn) July 7, 2021
Vídeo destaca importância de “Viúva Negra” para o futuro da Marvel
A reta final de divulgação de “Viúva Negra” tem trazido novidades diárias. O vídeo desta quarta (8/7) é amarrado por um depoimento de Kevin Feige, o chefão do Marvel Studios, sobre como o filme se conecta com o MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) e introduz novos personagens que serão importantes no futuro das produções da empresa. Dirigido pela australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), o longa é um flashback passado entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”, e acompanha Natasha (Scarlett Johansson) após fugir dos EUA por ter ajudado o Capitão América. Na trama, ela busca refúgio no Leste Europeu com sua “família” russa, formada pelos personagens vividos por Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). Após mais de um ano de adiamento, o filme finalmente vai estrear nos cinemas brasileiros na sexta-feira (8/8), simultaneamente ao lançamento na plataforma Disney+ (por um custo adicional).
Trailer mostra as férias da Família Addams em nova animação
A MGM divulgou o trailer da animação “A Família Addams 2”, que revela o tema da continuação. Ainda sem legendas ou dublagem em português, a prévia mostra os famosos personagens criados por Charles Addams numa viagem de férias por diversos pontos turísticos dos EUA, como as cataratas do Niágara, o Grand Canyon e uma praia de Miami. Na trama, Gomez e Mortícia ficam preocupados com a forma como seus filhos Vandinha e Feioso estão se afastando deles conforme entram na adolescência. Por isso, resolvem colocar todo mundo dentro de um trailer assombrado para uma excursão ao redor dos EUA. A continuação trará de volta os dubladores originais do primeiro filme, que incluem Charlize Theron (“Tully”) como Morticia Addams, Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) como seu marido Gomez, Chloë Grace Moretz (“Carrie, a Estranha”) e Finn Wolfhard (série “Stranger Things”) nos papéis dos filhos Vandinha (Wednesday) e Feioso (Pugsley), Nick Kroll (série “The League”) como o Tio Chico (Fester), Bette Midler (“Abracadabra”) como a Vovó Addams e Snopp Dog (“Meu Nome é Dolemite”) como o primo Coisa (It). “A Família Addams 2” também repete a direção da dupla Conrad Vernon e Greg Tiernan, que desta vez formam parceria com a animadora Laura Brousseau (integrante da equipe do longa anterior). A estreia está marcada para 7 de outubro no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA.
Cenas de “Rua do Medo: 1978” destacam atriz de “Stranger Things”
A Netflix antecipou duas cena inéditas de “Rua do Medo: 1978”, a segunda parte da trilogia baseada na obra de R.L. Stine, o “Stephen King da literatura infanto-juvenil” – e autor também de “Goosebumps”. A melhor cena – e única legendada – traz Sadie Sink (a Max de “Stranger Things”) perseguida, amarrada em uma árvore e chamada de bruxa por outros adolescentes. Os vídeos também confirmam que a trama se passa num acampamento de verão como os filmes clássicos de “Sexta-Feira 13”. Dirigidos por Leigh Janiak (do terror “Honeymoon” e de episódios da série “Pânico”/Scream), os filmes da trilogia estão sendo lançados semanalmente às sextas. “Rua do Medo: 1994” saiu no dia 2 de julho e o próximo, “Rua do Medo: 1978”, chega nesta sexta (9/7).
O Poderoso Chefinho enfrenta bebês ninja em novo trailer da continuação
A Universal Pictures divulgou um novo trailer dublado de “O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família”, continuação do desenho de 2017, que encontra os personagens originais adultos. Mas não por muito tempo. A filha bebê de um deles logo transforma os irmãos birrentos em crianças novamente para os três se juntarem nos “negócios da família” – isto é, espionagem infantil – para enfrentar bebês ninja perigosos. “O Poderoso Chefinho 2” é novamente dirigido por Tom McGrath, que assinou o primeiro filme, e volta a trazer a voz de Alec Baldwin como Ted, o bebê chefinho, na versão original em inglês. Por outro lado, houve mudanças no intérprete de Tim, o irmão mais velho. James Marsden (“Sonic – O Filme”) substituiu Tobey Maguire e Miles Bakshi, que dublavam o personagem no primeiro filme. Para completar, a produção ainda introduz Amy Sedaris (“The Mandalorian”) como Tina, a filha de Tim. O filme, que estreou na sexta passada (2/7) nos EUA, tem lançamento previsto para 12 de agosto no Brasil. Veja abaixo o trailer nas versões dubladas em português e inglês.
Taika Waititi diz que “Thor 4” é “o filme mais louco que já fiz”
O diretor Taika Waititi deu uma entrevista à revista Empire em que chamou “Thor: Love and Thunder”, seu retorno à Marvel após “Thor: Ragnarok” de “filme mais louco” de sua carreira. “Bem, só entre eu, você e os leitores, eu já fiz algumas m*rdas loucas na minha vida, mas este é o filme mais louco que eu já fiz”, declarou. “Se você anotasse todos os elemento desse filme, ele não deveria fazer sentido. É quase como se ele não devesse ser feito. Se você entrasse em uma sala e dissesse: ‘Eu quero isso e isso e isso’… Quem está no filme? ‘Essas pessoas’. Como você vai chamá-lo? ‘Love and Thunder’. Quer dizer, você nunca trabalharia de novo. Talvez eu nunca mais trabalhe depois disso”, completou. “Thor: Love and Thunder” vai mostrar como Jane Foster (Natalie Portman) assume os poderes de Thor (Chris Hemsworth) após os eventos de “Vingadores: Ultimato”, quando o Deus do Trovão parte com os Guardiões da Galáxia para aventuras espaciais. O filme contará com um grande elenco, que inclui Christian Bale (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”), Russell Crowe (“Robin Hood”), Matt Damon (“Jason Bourne”), Sam Neill (“Jurassic Park”) e Melissa McCarthy (“Caça-Fantasmas”), além das voltas de Tessa Thompson (Valquíria) e Jaimie Alexander (Sif) e participações dos integrantes da franquia “Guardiões da Galáxia” – Chris Pratt (Senhor das Estrelas), Dave Bautista (Drax), Karen Gillan (Nebula) e Pom Klementieff (Mantis), sem esquecer das dublagens de Vin Diesel (Groot) e Bradley Cooper (Rocket). A estreia está marcada para maio de 2022.
David Ayer e James Gunn trocam tuítes sobre Esquadrão Suicida
Os diretores David Ayer e James Gunn trocaram tuítes sobre a produção de “O Esquadrão Suicida” durante a noite de terça-feira (6/7), que evidenciaram os problemas enfrentados na realização do primeiro “Esquadrão Suicida” em 2016. Tudo começou quando Gunn revelou ter sido muito fácil trabalhar com a Warner e a DC, que lhe deram sinal verde para fazer uma produção para maiores já na primeira reunião. “Eu amo o filme que saiu disso”, comemorou o cineasta. Ayer, que nunca escondeu as dificuldades e conflitos com o estúdio durante a produção do longa de 2016, nem o fato de ter sido proibido de fazer um filme para maiores, reagiu entre admirado e indignado com um “Dang!” – algo como “caramba”. Gunn percebeu a situação e prontamente respondeu ao colega, lembrando que a chefia da Warner mudou radicalmente desde o primeiro filme – o estúdio foi comprado pela AT&T, que contratou novos executivos, antes de passar o negócio adiante para a Discovery neste ano. Ao mesmo tempo, o cineasta fez questão de reconhecer que o trabalho de Ayer, da escalação do elenco aos conflitos não comentados de bastidores, ajudaram muito ao seu próprio filme. “Sem dúvidas que os problemas que você teve ajudaram a criar um caminho mais fácil para mim, David. Então, eu me sinto grato por isso e por tudo o que você fez para ajudar o meu filme”, escreveu Gunn. Ayer retomou a conversa para agradecer o reconhecimento. “Aw, cara, obrigado. Você é uma boa pessoa, James. Boa sorte”. Ao que Gunn respondeu com o emoji de um coração. “O Esquadrão Suicida” de James Gunn tem estreia marcada para 5 de agosto no Brasil. Dang https://t.co/9wwG3m54AH — David Ayer (@DavidAyerMovies) July 7, 2021 Aw man thank you. You’re good people James. Godspeed. https://t.co/IckGhxLNST — David Ayer (@DavidAyerMovies) July 7, 2021
Zack Snyder divulga primeiras fotos do prólogo de “Army of The Dead”
O cineasta Zack Snyder divulgou em suas redes sociais as primeiras imagens oficiais com cenas de “Army of Thieves”, filme derivado de “Army of The Dead: Invasão em Las Vegas”. O longa, que vai chegar à Netflix Brasil com o título “criativo” de “Exército de Ladrões: Invasão da Europa”, é dirigido e estrelado por Matthias Schweighöfer, que interpretou o ladrão de bancos Ludwig Dieter no primeiro filme. Ele concebeu a ideia e trouxe à bordo o roteirista Shay Hatten, um dos escritores de “Army of the Dead” – e da franquia “John Wick” – , além de Snyder, que produziu as filmagens. Até o momento, tudo o que se sabe sobre a trama é que se passa no começo da epidemia zumbi e antes dos eventos de “Army of The Dead”, e envolve, novamente, um grande assalto. Ao lado de Schweighöfer, que reprisa seu papel, o elenco também inclui Nathalie Emmanuel (“Velozes e Furiosos 9”), Ruby O. Fee (“Polar”), Stuart Martin (“Jamestown”) e Guztavo “Guz Khan” Khanage (“Se Joga, Charlie”). A data de estreia ainda não foi anunciada, mas, no post abaixo, Snyder afirma que será “em breve na Netflix”. Meet the Army of Thieves. 💰🔐💰🔐The action-packed prequel to Army of the Dead, directed by and starring Matthias Schweighöfer, is coming soon to Netflix. #ArmyOfThieves pic.twitter.com/hwCNYmbLwC — Zack Snyder (@ZackSnyder) July 7, 2021
Encanto: Disney apresenta pôster e detalhes de sua nova animação
A Disney divulgou o primeiro pôster a sinopse de sua nova animação, “Encanto”, que será passada na América do Sul. O filme é um musical escrito e musicado pelo compositor Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro em Nova York”), que destaca a atriz Stephanie Beatriz (de “Brooklyn Nine-Nine”) como a voz original de sua protagonista. A animação vai apresentar os Madrigal, uma família extraordinária que vive escondida nas montanhas da Colômbia, numa região mágica conhecida como Encanto. Neste lugar, as crianças da família foram abençoadas com um dom único, desde superforça até o poder de curar. Todas, exceto Mirabel. Mas, quando descobre que a magia que cerca Encanto está em perigo, Mirabel decide que ela, a única Madrigal sem poderes mágicos, pode ser a última esperança de sua família excepcional. O filme tem direção de Byron Howard e Jared Bush, co-diretores de “Zootopia”, em parceria com Charise Castro Smith, que faz sua estreia na função após uma carreira como roteirista de séries (de “Devious Maids” à “Maldição da Residência Hill”). Bush e Castro Smith também assinam o roteiro com Miranda. A estreia está marcada para novembro nos cinemas.
Michelle Williams vai estrelar filme do brasileiro Karim Aïnouz
O cineasta brasileiro Karim Aïnouz (“A Vida Invisível”) vai filmar seu primeiro longa falado em inglês. Intitulado “Firebrand”, o filme vai se passar na Inglaterra do começo do século 14 e será estrelado por Michelle Williams (“Venom”). A atriz interpretará Katherine Parr (1512-1548), a sexta e última esposa de Henrique VIII. “Eu não poderia estar mais animado em trazer a história desconhecida de Katherine Parr para as telas, uma mulher ferozmente brilhante por quem me inspiro profundamente e que se tornou quase invisível, ou certamente sub-representada na história inglesa” disse Aïnouz em comunicado sobre o projeto. “Muito se sabe sobre o reinado tirânico de Henrique VIII e aqueles que pereceram e sofreram em suas mãos, mas meu foco aqui é uma mulher que não só conseguiu sobreviver, mas também prosperar. Trata-se de uma reimaginação de filme de ‘época’, um filme de terror psicológico ambientado na corte de Tudor, uma história de intriga, ação e sobrevivência. Ter Michelle Williams retratando esta mulher notável, uma atriz de talento e paixão incomensuráveis, é um sonho que se tornou realidade. ” “Firebrand” tem roteiro das irmãs Henrietta e Jessica Ashworth (“Fale com as Abelhas”) e começará a ser filmado no Reino Unido no início de 2022, com produção de Gabrielle Tana (“Philomena”) da Magnolia Mae Films. As filmagens marcarão uma nova parceria entre o diretor e a diretora de fotografia francesa Hélène Louvart (“Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre”), após os dois trabalharem juntos em “A Vida Invisível” (2019). A equipe também conta com a designer de produção britânica Maria Djurkovic (indicada ao Oscar por “O Jogo da Imitação”) e a figurinista Lisa Duncan (“Small Axe”). Aïnouz está atualmente no Festival de Cannes, onde acompanhará uma exibição especial fora da competição de seu novo filme, “O Marinheiro das Montanhas”, marcada para a sexta-feira (9/7).
Suzzanne Douglas (1957–2021)
A atriz Suzzanne Douglas, que estrelou a minissérie “Olhos que Condenam”, morreu na terça-feira (6/7) aos 64 anos, de causa não informada. Nascida em Chicago, filha de mãe solteira numa família com poucos recursos, Suzzanne Douglas se destacou nos estudos e ganhou bolsas para se aprimorar em artes dramáticas e música, o que a levou ao cinema em 1989, com um papel importante no musical “Tap – A Dança de Duas Vidas”. O desempenho da estreia lhe rendeu o Image Awards da NAACP, uma das mais antigas organizações culturais do movimento dos direitos civis nos EUA. No mesmo ano, começou a fazer aparições em séries, que incluíram “Um Homem Chamado Falcão” e “The Cosby Show”, até ser escalada em 1995 como protagonista da série “The Parent ‘Hood”, no papel da esposa de um professor universitário (Robert Townsend) e mãe de quatro filhos. A atração durou cinco temporadas. Ela também se destacou em filmes como “A Face da Verdade” (1994), “Um Verão Especial” (1994), “A Nova Paixão de Stella” (1998) e “Escola do Rock” (2003), onde viveu a mãe de Tomika, personagem de Maryam Hassan. Pelo telefilme da Disney “Sounder” (2005) foi premiada com o Black Reel Awards, que elege as melhores obras e artistas negros dos EUA. Um de seus últimos papéis foi em “Olhos que Condenam” (2019), minissérie da Netflix dirigida por Ava DuVernay, em que interpretou Grace Cuffee, a mãe de um dos jovens condenados a anos de prisão por um crime que não cometeram. DuVernay foi às redes sociais lamentar a morte da atriz, a quem descreveu como “uma pedra preciosa em forma de mulher”. “Ela era uma atriz confiante e cuidadosa, que dava vida às palavras do roteiro e fazia com que elas brilhassem em tela. Fico grata por nossos caminhos de vida terem se cruzado. Que ela faça sua jornada com paz e amor”, completou.
Robert Downey (1936–2021)
O cineasta Robert Downey, pai do ator Robert Downey Jr, morreu enquanto dormia na manhã desta quarta (7/7) em sua casa em Nova York. O diretor tinha 85 anos e sofria do Mal de Parkinson há pelo menos 5 anos. O intérprete do Homem de Ferro escreveu sobre seu pai no Instagram: “Na noite passada, meu pai passou em paz enquanto dormia após anos suportando a devastação do Parkinson… ele era um verdadeiro cineasta independente”. Downey ficou conhecido nos anos 1960 por ser um dos cineastas mais identificados com o movimento contracultural dos EUA, responsável por pelo menos um filme cultuadíssimo, “Putney Swope”, de 1969, além de ter se tornado um autor importante da história do cinema independente americano. Curiosamente, Robert Downey também era Jr. Seu nome verdadeiro era Robert John Elias Jr. Ele era filho da modelo conhecida apenas como Elizabeth (McLoughlin) e Robert Elias, que trabalhava na gestão de hotéis e restaurantes. Mas ao se tornar maior de idade adotou o sobrenome de seu padrasto, James Downey. Seus primeiros filmes foram iniciativas rodadas praticamente sem orçamento, filmes realmente independentes, que mesmo em condições mínimas se destacaram por situações cômicas e absurdas, e redefiniram o cinema underground. O curta “Balls Bluff” (1961), o média “Babo 73” (1964) e os longas “Chafed Elbows” (1966) e “No More Excuses” (1968) impactaram muitos jovens cineastas da época, entre eles Martin Scorsese, que teve a iniciativa de restaurar todas essas obras por sua Film Foundation. “No More Excuses” tornou-se influentíssimo por trazer Downey encarnando situações fictícias e malucas, registradas nas ruas de Nova York, no Yankee Stadium e num vagão de metrô lotado, em meio a reações de pessoas reais. Neste filme, ele foi Borat 40 anos antes de Sacha Baron Cohen. Não foi à toa que foi definido como “anarquicamente caprichoso e contracultural com C maiúsculo” pelo Village Voice, a publicação mais alternativa de Nova York na época. A repercussão o deixou famoso o suficiente para conseguir seu primeiro orçamento e contrato de distribuição, permitindo que o filme seguinte tivesse maior alcance. Em 1969, “Putney Swope” expôs seu estilo a um público mais amplo, que ficou chocado – alguns diriam horrorizado. O filme era uma sátira devastadora da Madison Avenue, o centro publicitário dos EUA, e mostrava o que acontecia quando um ativista afro-americano recebia carta branca para fazer o que quisesse numa agência de publicidade. A ousadia do filme foi revolucionária. “Putney Swope” entrou na lista dos 10 melhores filmes do ano da New York Magazine, mas também foi execrado pela imprensa conservadora. Com o passar dos anos, sua reputação só aumentou, tornando-o um dos filmes mais cultuados da história do cinema americano. Downey entrou nos anos 1970 com novas provocações, como “Pound”, em que atores fingiam ser cachorros esperando para serem adotados – entre eles, o estreante Robert Downey Jr. de cinco anos de idade – , e “Greaser’s Palace” (1972), uma encenação ultrajante da vida de Cristo no contexto de um faroeste espaguete. Desta vez, foi a revista Time que colocou o filme em sua lista dos dez melhores do ano. Apesar da repercussão, os lançamentos não davam dinheiro, o que levou o diretor para o teatro e polêmicas diferentes. Downey dirigiu a peça “Sticks and Bones” de David Rabe, que a rede CBS decidiu exibir ao vivo em seu projeto de teleteatro em 1973. O tema anti-guerra da montagem enfrentou grande resistência do mercado e boicote dos anunciantes, fazendo com que a transmissão da peça se tornasse a única do projeto sem interrupções comerciais. Ele também antecipou “Seinfeld” ao fazer o primeiro filme sobre nada, “Moment to Moment” de 1975. Downey disse ao Village Voice que “foi difícil arrecadar dinheiro para um filme que não tinha realmente um enredo. Lembro-me de dizer a um cara uma vez, ‘Há uma cena em que teremos 18 caras jogando beisebol a cavalo’, que está lá. Ele olhou para mim como se pensasse: ‘Você enlouqueceu?’. Jack Nicholson colocou dinheiro para a produção, Hal Ashby e Norman Lear, esses meus amigos daquela época. É o filme favorito dos meus filhos dentre todos que fiz.” A partir dos anos 1980, Downey acreditou que seu humor besteirol finalmente poderia ser entendido pelo mercado, o que resultou em tentativas de produções mais comerciais. “Rebeldes da Academia” não escondia o desejo de replicar o sucesso de “Clube dos Cafajestes” (1978), mas com situações muito mais suaves do que as do filme de John Belushi. Ele também dirigiu as comédias “America” (1986) e “Rented Lips” (1988), mas só conseguiu atrair a atenção com “Os loucos Casais da Califórnia”, já em 1990 e graças a um elenco que incluía seu filho Robert Downey Jr. e o jovem amigo dele Ralph Macchio (o “Karatê Kid”), ao lado de Allan Arbus e o Monty Python Eric Idle. O filme juntava os quatro em despedidas emocionantes de seus cachorros superprotegidos, todos poodles, que saíam de férias em uma van. Seus últimos filmes foram mais sérios. “Hugo Pool” foi inspirado pela morte de sua segunda esposa, Laura, que faleceu de ALS em 1994. O longa, que estreou mundialmente no Festival de Sundance em 1997, promovia a conscientização sobre ALS. E ele encerrou a carreira com o documentário “Rittenhouse Square”, sobre o principal centro cultural e social da Filadélfia, lançado em 2005. Robert Downey também foi ator e participou de filmes como “Boogie Nights” (1997) e “Magnolia” (1999), ambos de Paul Thomas Anderson. Sua última aparição nas telas foi como convidado do humorístico “Saturday Night Live” em 2015. Como suas obras foram realmente independentes, nunca receberam muita atenção do mercado e jamais saíram do circuito dos iniciados – seus principais títulos são inéditos no Brasil e em vários países do mundo. Por conta disso, sua ousadia acabou esquecida. É até desconhecida entre as novas gerações, que se referiam a ele apenas como o pai de Robert Downey Jr. Veja abaixo o trailer ultrajante de “Putney Swope” (“Você não pode comer um ar condicionado”!).












