“Amor, Sublime Amor” lidera bilheterias sem lotar cinemas nos EUA
O musical “Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg, estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA. Mas seu desempenho deixou claro para Hollywood que o gênero não tem mais o mesmo apelo da sua era de ouro. Inspirados pela boa repercussão de “La La Land” há cinco anos, os estúdios lançaram diversos musicais em 2021. Nenhum teve grande retorno comercial. O filme de Spielberg abriu com US$ 10,5 milhões em 2,8 mil cinemas, enquanto os estúdios 20th Century e Disney estimavam vender pelo menos US$ 15 milhões de ingressos nos EUA e Canadá. No exterior, a recepção do público foi ainda pior, com US$ 4,4 milhões em um punhado de grandes mercados, totalizando um início global de US$ 14,9 milhões, bem atrás dos US$ 25 milhões que a Disney previa. A baixa adesão não se deu por falta de incentivo da crítica. “Amor, Sublime Amor” atingiu 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, com elogios rasgados e afirmações exageradas de que se trata de um filme melhor que a adaptação original do musical da Broadway, vencedora de nada menos que 10 Oscars em 1962. O problema foi simplesmente se tratar de um musical. A análise etária das bilheterias norte-americanas indicou que mais de um terço do público tinha acima de 55 anos, demonstrando de uma vez por todas que musicais não atraem os jovens que geram blockbusters. Em comparação com outros musicais deste ano, “Amor, Sublime Amor” estreou acima de “Querido Evan Hansen” (US$ 7,4 milhões), mas atrás de “Em um Bairro de Nova York” (US$ 11,5 milhões). E saiu-se bem melhor que o desastre de “Cats” (US$ 6,6 milhões) no ano passado. Com um orçamento estimado em US$ 100 milhões, o filme de Spielberg tende a dar grande prejuízo, somando-se a outros fiascos financeiros que fazem a Disney lamentar a aquisição da antiga 20th Century Fox. Mas ainda há esperanças de que a temporada de premiações dê sobrevida ao longa, que deve ser indicado ao Oscar. A melhor notícia para a Disney é que o estúdio fez dobradinha nas bilheterias, com a animação “Encanto” em 2º lugar. O desenho, que também é um musical, fez US$ 9,4 milhões em seu terceiro fim de semana em cartaz e já soma US$ 71 milhões no mercado doméstico. Em todo o mundo, a produção chegou a US$ 151 milhões. A Disney também ocupa o 5º lugar com “Eternos”, bastante duradouro no ranking, que rendeu mais US$ 3,1 milhões. Lançado há seis semanas, o longa dirigido por Chloé Zhao já ultrapassou a arrecadação de “Viúva Negra” e está prestes a atingir US$ 400 milhões mundiais. Os demais filmes do Top 5 são “Ghostbusters: Mais Além” e “Casa Gucci”, que fizeram US$ 7,1 e 4 milhões, respectivamente, entre sexta e este domingo (12/12) nos EUA e Canadá.
Cara Williams (1925–2021)
A atriz Cara Williams, bombshell ruiva indicada ao Oscar por “Os Acorrentados” (1958), morreu aos 96 anos, informou seu sobrinho-neto, Richard Potter, na noite de sábado (11/12). “Minha tia-avó, que pode ter sido a última atriz sobrevivente da Era de Ouro de Hollywood, morreu na quinta-feira (9/12)”, escreveu ele. Nascida no Brooklyn, Nova York, Bernice Kamiat cresceu tendo o cinema como babá, já que sua mãe trabalhava como manicure ao lado do famoso Albee Theatre. A menina ficava vendo filmes enquanto a mãe cuidava dos clientes e seu pai trabalhava no jornal local. Via várias sessões consecutivas e aprendeu a decorar falas, o que foi um grande ensaio para sua carreira. Seu primeiro papel no cinema veio aos 16 anos de idade, uma pequena participação no faroeste “Cidade Sem Justiça”, de 1941, quando decidiu assumir o pseudônimo de Bernice Kay. Ela manteve o nome por dois filmes, trocando-o para Cara Williams ao completar 18 anos e assinar um contrato de exclusividade com a 20th Century Fox. Como Cara Williams, fez inúmeras figurações em clássicos da Fox dos anos 1940, inclusive no cultuado noir “Laura” (1944), até se destacar como femme fatale em “O Justiceiro” (1947), dirigido pelo mestre Elia Kazan. Mas foi só depois de trocar de estúdio na década seguinte que conseguiu papéis mais proeminentes, chegando a fazer par romântico com Red Skelton na comédia “Roubaram Meu Diamante!” (1954), da MGM. Geralmente escalada em papéis sensuais, ela teve sua fama de ruiva irresistível explorada e sintetizada num famoso número musical do filme “Viva Las Vegas” (1956), que pode ser conferido abaixo. Mesmo quando viveu seu papel mais importante, no drama de Stanley Kramer de 1958, a química teve desempenho importante na trama. Em “Os Acorrentados” (The Defiant Ones), deu vida a uma mãe solteira que tinha a casa invadida por dois presidiários foragidos, interpretados por Sidney Poitier e Tony Curtis. E não demorou a flertar com Curtis, fazendo planos a dois, enquanto enviava Poitier para a morte. Pelo desempenho, recebeu sua única indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Curiosamente, sua consagração no cinema a fez seguir para a televisão, onde voltou a se destacar com uma indicação ao Emmy de Melhor Atriz por “Pete and Gladys”. Nesta sitcom, ela vivia a Gladys do título, personagem introduzida (mas nunca vista) na série “December Bride” (1954-1959), onde era sempre mencionada como a esposa problemática de Pete (Harry Morgan), o vizinho dos protagonistas. “Pete and Gladys” durou duas temporadas, de 1960 a 1962, e consagrou o talento humorístico de Williams. Após o fim da série, ela fez participações em “The Red Skelton Show”, retomando a parceria de “Roubaram Meu Diamante!”, e chegou a ganhar seu programa próprio de comédia, “The Cara Williams Show”, que teve 30 episódios entre 1964 e 1965. Mas depois disso teve poucos papéis, incluindo um arco na série “Rhoda” em 1974 e pequenas participações nos filmes “Mulheres de Médicos” (1971) e “O Grande Búfalo Branco” (1977). Ela se despediu do cinema com “The One Man Jury” (1978), em que contracenou com seu filho, John Blyth Barrymore, irmão mais velho da atriz Drew Barrymore, fruto de seu casamento conturbado nos anos 1950 com o ator John Drew Barrymore (1932–2004).
Disney revela sinopse e primeira imagem de sua próxima animação
Próxima animação produzida pela Disney, “Strange World” ganhou sinopse, logotipo e primeira imagem. As novidades, que preveem uma grande aventura pelo desconhecido, foram reveladas pelo Twitter oficial do estúdio. Segundo a sinopse, a trama acompanha “uma viagem profunda em uma terra desconhecida e traiçoeira onde vivem criaturas fantásticas”. Dirigido por Don Hall, responsável pelos sucessos “Operação Big Hero” (2014), “Moana” (2016) e “Raya e o Último Dragão” (2021), o filme tem roteiro de Qui Nguyen, que escreveu “Raya” e agora também assina como codiretor. “Strange World” tem perspectiva de lançamento no final de 2022. A primeira imagem de "Strange World" da Walt Disney Animation Studios. Uma viagem profunda em uma terra desconhecida e traiçoeira onde vivem criaturas fantásticas. Dirigido por Don Hall, codirigido e escrito por Qui Nguyen e produzido por Roy Conli, “Strange World” chega em 2022. pic.twitter.com/Ht6pIwdAIF — WaltDisneyStudiosBR (@DisneyStudiosBR) December 9, 2021
“Matrix Resurrections” revela cena com imagens do primeiro “Matrix”
A Warner Bros. divulgou uma cena inédita de “Matrix Resurrections”, que curiosamente inclui cenas do primeiro “Matrix”. “Nada melhor para a ansiedade que uma pequena nostalgia”, explica o personagem de Yahya Abdul-Mateen II (“Watchmen”) para Neo (Keanu Reeves) sobre a justaposição de imagens. Escrito e dirigido por Lana Wachowski, cocriadora da franquia original, o filme também traz de volta os personagens de Trinity (Carrie-Anne Moss), Niobe (Jada Pinkett Smith), Merovingian (Lanbert Wilson), agente Johnson (Daniel Bernhardt), além de incluir novos papéis vividos por Jessica Henwick (“Punho de Ferro”), Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”), Priyanka Chopra (“Quantico”), Christina Ricci (“A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”) e quatro atores de “Sense8” (série também criada por Lana Wachowski): Eréndira Ibarra, Brian J. Smith, Max Riemelt e Toby Onwumere. A estreia está marcada para 22 de dezembro no Brasil, mesmo dia do lançamento nos EUA.
“Quo Vadis, Aida?” é eleito Melhor Filme Europeu do ano
O filme bósnio “Quo Vadis, Aida?” foi eleito o Melhor Filme Europeu do ano pela Academia Europeia de Cinema. Em cerimônia realizada neste sábado (11/12) em Berlim, a premiação do European Film Awards (EFA), considerada o “Oscar europeu”, consagrou o longa da diretora Jasmila Zbanic com um total de três troféus. Além de Melhor Filme, “Quo Vadis, Aida?” venceu nas categorias de Direção e Atriz (Jasna Đuričić). Quo Vadis, Aida? A obra denuncia o genocídio cometido por sérvios durante as guerras de independência da antiga Iugoslávia, recriando o massacre de Srebrenica em 1995 sob o ponto de vista de uma tradutora da ONU, que tenta aproveitar seu acesso privilegiado para tentar salvar sua família do assassinato em massa de cidadãos bósnios. Tenso, angustiante e brilhante, chegou a disputar o Oscar de Melhor Filme Internacional neste ano, além de ter vencido 20 prêmios internacionais. Meu Pai Das quatro indicações que disputava no evento da Academia Europeia, “Quo Vadis, Aida?” só não venceu Melhor Roteiro, troféu que foi para Christopher Hampton e Florian Zeller por “Meu Pai”. O roteirista português e o cineasta francês já tinham vencido o Oscar nesta categoria. Assim como o ator inglês Anthony Hopkins, que depois da conquista da Academia dos EUA também foi agraciado com o European Film Award por seu desempenho como personagem-título de “Meu Pai”, um homem com Alzheimer, incapaz de diferenciar presente, passado e situações de sua vida. Flee Outro destaque da premiação foi o documentário animado “Flee”, do cineasta dinamarquês Jonas Poher Rasmussen, que venceu as duas categorias de seu formato híbrido: Melhor Documentário e Melhor Animação. A história real de um refugiado chamado Amin já tinha conquistado 33 prêmios, incluindo Melhor Documentário Internacional no Festival de Sundance e Melhor Animação no Festival de Annecy. Confira abaixo a lista completa dos vencedores do EFA 2021. Great Freedom Melhor Filme “Quo Vadis, Aida?”, de Jasmila Zbanic (Bósnia e Herzegovina) Melhor Comédia “Ninjababy”, de Yngvild Sve Flikke (Noruega) Melhor Documentário “Flee”, de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca, França) Melhor Animação “Flee”, de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca, França) European Discovery – Prêmio da Crítica “Bela Vingança”, de Emerald Fennell (EUA, Reino Unido) Melhor Direção Jasmila Zbanic, por “Quo Vadis, Aida?” Melhor Atriz Jasna Đuričić, em “Quo Vadis, Aida?” Melhor Ator Anthony Hopkins, em “Meu Pai” Melhor Roteiro Florian Zeller e Christopher Hampton, por “Meu Pai” Melhor Fotografia Crystel Fournier, por “Great Freedom” (Áustria, Alemanha) Melhor Edição Mukharam Kabulova, por “Unclenching the Fists” (Rússia) Melhor Design de Produção Márton Ágh, por “Natural Light” (Hungria, Letônia, França) Melhor Figurino Michael O’Connor, por “Ammonite” (Reino Unido) Melhor Maquilhagem e Cabelos Flore Masson, Olivier Afonso e Antoine Mancini, por “Titane” (França) Melhor Trilha Sonora Nils Petter Molvær e Peter Brötzmann, por “Great Freedom” Melhor Som Gisle Tveito e Gustaf Berger, por “The Innocents” (Noruega, Suécia, Dinamarca) Melhores Efeitos Especiais Peter Hjorth e Fredrik Nord, por “Lamb” (Islândia, Suécia) Prémio Universitário “Flee” EFA Award de Inovação Narrativa “Small Axe”, de Steve McQueen (Reino Unido) EFA Award de Conquista Europeia no Cinema Mundial Susane Bier (Dinamarca) EFA Award de Conquistas da Carreira Márta Mészáros (Hungria) Melhor Curta-Metragem “My Uncle Tudor”, de Olga Lucovnicova (Bélgica, Portugal)
Florence Pugh e Rami Malek entram no novo filme de Christopher Nolan
Os atores Florence Pugh (“Viúva Negra”) e Rami Malek (“007 – Sem Tempo para Morrer”) tornaram ainda mais grandioso o elenco de “Oppenheimer”, novo filme do diretor Christopher Nolan (“Tenet”). Eles se juntaram a Cillian Murphy, Emily Blunt (ambos de “Um Lugar Silencioso – Parte II”), Matt Damon (“Jason Bourne”) e Robert Downey Jr. (“Homem de Ferro”) na produção, que também anunciou na sexta-feira (10/12) Benny Safdie (“Bom Comportamento”). Além de dirigir, Nolan assina o roteiro do longa, uma adaptação do livro “American Prometheus: The Triumph and Tragedy of J. Robert Oppenheimer”, de Kai Bird e Martin J. Sherwin. Publicado em 2005, o livro venceu o Prêmio Pulitzer. A trama gira em torno da criação da bomba atômica nos EUA, com Murphy no papel do cientista J. Robert Oppenheimer, que chefiou o projeto, e Blunt como sua esposa, Katherine “Kitty” Oppenheimer. Pugh interpretará Jean Tatlock, integrante do Partido Comunista dos Estados Unidos que teve um caso ocasional com Oppenheimer e despertou grandes preocupações de segurança no governo. Malek e Safdie interpretam cientistas, com o segundo escalado como Edward Teller, o físico húngaro conhecido como o pai da bomba de hidrogênio. Damon, por sua vez, vive o tenente-general Leslie Groves, diretor militar do Projeto Manhattan, que criou a bomba atônica, enquanto Downey interpreta Lewis Strauss, o infame presidente da Comissão de Energia Atômica que iniciou audiências que questionaram a lealdade de Oppenheimer aos Estados Unidos e revogaram sua autorização de segurança para trabalhar no projeto nuclear do país, transformando o cientista numa vítima da extrema direita macarthista dos anos 1950. “Oppenheimer” também será o primeiro longa de Nolan produzido pela Universal Pictures, após duas décadas de parceria do diretor com a Warner Bros. Embora seja um drama biográfico, a Universal está descrevendo o projeto como um “thriller épico” sobre “o paradoxo pulsante do homem enigmático que deve arriscar destruir o mundo para salvá-lo”. A estreia está marcada para julho de 2023, próximo da data que marca o aniversário da explosão da bomba sobre Hiroshima.
Cenas inéditas de “King’s Man: A Origem” destacam luta contra Rasputin
O 20th Century Studios divulgou duas cenas inéditas legendadas de “King’s Man: A Origem”, com destaque para a luta-balé travada entre o personagem de Djimon Honsou (“Capitã Marvel”) e o vilão Rasputin, vivido por Rhys Ifans (“O Espetacular Homem-Aranha”). O novo lançamento é um prólogo da franquia “Kingsman”, baseada nos quadrinhos de Mark Millar, e se passa na época da 1ª Guerra Mundial. A trama conta a origem da agência de espionagem britânica fundada nos fundos de uma alfaiataria de Londres. O filme é estrelado por Ralph Fiennes (o M da franquia “James Bond”) como o Duque de Oxford, o líder dos Kingsman, e Harris Dickinson (“Mentes Sombrias”) como seu filho e aprendiz. Além deles, os primeiros Kingsman também incluem Gemma Arterton (“Mistério no Mediterrâneo”) e o citado Djimon Honsou. Mas o elenco grandioso ainda tem muitos outros famosos, como Matthew Goode (“The Crown”), Charles Dance (“Godzilla II: O Rei dos Monstros”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”), Daniel Brühl (“Falcão e o Soldado Invernal”), Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”) e Tom Hollander (“Piratas do Caribe”) como o Rei da Inglaterra. Novamente escrito por Jane Goldman e dirigido por Matthew Vaughn, responsável pelos dois “Kingsman” anteriores, “King’s Man: A Origem” estreia em 23 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
“O Beco do Pesadelo” assume clima de terror em novos trailers
A Searchlight Pictures divulgou dois novos trailers de “O Beco do Pesadelo” (Nightmare Alley), filme noir repleto de estrelas de Guillermo Del Toro, vencedor do Oscar por “A Forma da Água”. Uma das novas prévias tem clima de terror, enquanto a outra apresenta com mais detalhes a história e os personagens de péssimo caráter. O filme é uma adaptação do livro homônimo de William Lindsey Graham, publicado em 1946 e que já foi transformado num clássico do cinema noir, batizado no Brasil como “O Beco das Almas Perdidas” (1947). A primeira adaptação cinematográfica acompanhava um vigarista (Tyrone Power em 1947) que entra num circo para aprender os truques de uma falsa vidente (Joan Blondell). Como ela se recusa a contar seus segredos, ele decide fragilizá-la, tornando-a viúva. Mas acaba se envolvendo com uma jovem assistente Molly (Coleen Gray) e é expulso do circo. Mesmo assim, ele segue em frente com o golpe de vidente, até conhecer uma psicóloga pilantra (Helen Walker) que grava as confissões de seus pacientes. E aí percebe que pode tornar seu truque ainda mais convincente e extorquir uma clientela exclusiva com estas informações. O final é extremamente sombrio. O próprio Del Toro assina o roteiro da adaptação em parceria com Kim Morgan (“O Quarto Proibido”). Mas ainda não está claro o quanto seu filme será fiel à obra original. Na nova versão, o papel principal ficou com Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”), a vidente é vivida por Toni Colette (“Hereditário”) e Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”) tem o papel da psicóloga. A produção também permite o reencontro entre Blanchett e Rooney Mara após “Carol”. A última tem o papel de assistente e interesse romântico do protagonista. O elenco grandioso ainda inclui David Strathairn (“The Expanse”), Ron Perlman (o Hellboy dos filmes do diretor), Mary Steenburgen (“Zoey e sua Fantástica Playlist”), Richard Jenkins (“A Forma da Água”), Paul Anderson (“Peaky Blinders”), Jim Beaver (“Supernatural”), Holt McCallany (“Mindhunter”), Clifton Collins Jr. (“Westworld”), Tim Blake Nelson (“Watchmen”) e David Hewlett (“Stargate: Atlantis”). Bastante elogiado pela crítica norte-americana, o filme já apareceu em algumas listas de melhores do ano. A estreia está marcada para a próxima sexta (17/12) nos EUA, mas apenas em 27 de janeiro no Brasil.
Veja três cenas inéditas de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”
A Sony divulgou três cenas inéditas de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que destacam momentos diferentes do filme. As cenas incluem a abertura, com a revelação da identidade do herói, o feitiço do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), que se volta contra o feiticeiro, e a primeira luta contra o Dr. Octopus (Alfred Molina), de “Homem-Aranha 2” (2004). Além dele, o herói vivido por Tom Holland também enfrenta no novo filme os vilões Electro (Jamie Foxx), visto pela primeira vez em “O Espetacular Homem-Aranha 2” (2014), Duende Verde (Willem Dafoe), do primeiríssimo “Homem-Aranha” (2002), Lagarto de “O Espetacular Homem-Aranha” (2012) e Homem-Areia de “Homem-Aranha 3” (2007). Os dois últimos só tem aparecido como efeitos visuais no material de divulgação. Os vilões entram na trama graças ao tal feitiço do Doutor Estranho, que acidentalmente abre dimensões alternativas ao atender um pedido de Peter Parker, desesperado para que as pessoas esqueçam que ele é o Homem-Aranha. O elenco confirmado também conta com Marisa Tomei (Tia May), Tony Revolori (Flash Thompson), Angourie Rice (Betty Brant), J.K. Simmons (J.J. Jameson) e Jon Favreau (Happy Hogan). E a abertura do multiverso faz os fãs sonharem ainda com as presenças de Tobey Maguire e Andrew Garfield, repetindo seus papéis como Homens-Aranhas de outras dimensões – fato que Tom Holland já desistiu de negar após várias negativas. Novamente dirigido por Jon Watts, o fecho da nova trilogia do herói aracnídeo tem lançamento previsto para a próxima quinta (16/12) no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Jason Momoa anuncia final das filmagens de “Aquaman 2”
O ator Jason Momoa publicou um vídeo nas redes sociais para informar que as filmagens no segundo longa de Aquaman foram concluídas. Veja abaixo. Intitulado “Aquaman and the Lost Kingdom” (Aquaman e o Reino Perdido, em tradução literal), o filme ainda traz de volta Amber Heard como Mera, Patrick Wilson como Mestre do Oceano, Yahya Abdul-Mateen II como Arraia Negra e Temuera Morrison como Tom Curry, o pai de Aquaman. Também retornam o diretor James Wan e o roteirista David Leslie Johnson-McGoldrick, que, além de trabalharem no primeiro “Aquaman”, foram parceiros em “Invocação do Mal 2” (2016). Para completar, o elenco foi reforçado por Indya Moore (“Pose”) como Karshon, que nos quadrinhos é um tubarão mutante com poderes telepáticos, o galês Vincent Regan (“Poldark”) como Atlan, o antigo rei que afundou Atlântida, e a portuguesa Jani Zhao (“Peregrinação”) como Stingray, personagem inédita criada para o filme. Filmada em Londres, a produção tem estreia marcada apenas para dezembro de 2022. Portanto, ainda deve passar por uma rodada de refilmagens para incluir cenas extras ou melhores ângulos – praxe da indústria em produções de grande orçamento. Its official! #Aquaman pic.twitter.com/3PSGePVj6y — The Aquaverse 🔱 (@AquamanUniverse) December 9, 2021
Vídeo dos 20 anos de “Harry Potter” revela primeiras cenas de “Animais Fantásticos 3”
A Warner aproveitou o embalo das comemorações dos 20 anos de “Harry Potter” no cinema para divulgar “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, que faz parte de um prólogo da franquia criada por J.K. Rowlings. O primeiro teaser do filme foi incluído num vídeo comemorativo da franquia, que ainda alerta sobre o lançamento do trailer completo na segunda (13/9). “Os Segredos de Dumbledore” é o terceiro filme de “Animais Fantásticos”, que se passa várias décadas antes do nascimento de Harry Potter. Como diz o título, o novo longa vai destacar Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts na saga “Harry Potter”, que nos filmes de “Animais Fantásticos” é interpretado por Jude Law. Personagens que estiveram nos dois filmes anteriores voltarão para o terceiro longa, como Eddie Redmayne (Newt Scamander), Ezra Miller (Credence/Aurelius Dumbledore), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Callum Turner (Theseus Scamander) e Jessica Williams (Eulalie “Lally” Hicks). Mas Johnny Depp foi substituído por Mads Mikkelsen (“Doutor Estranho”) no papel de Gellert Grindelwald. Novamente dirigido por David Yates, que assinou todos os “Animais Fantásticos”, além dos quatro últimos “Harry Potter”, o filme tem estreia marcada em 14 de abril no Brasil, um dia antes dos EUA.
Filmes: 10 estreias de streaming para o cinema em casa
Sem produções de grande orçamento, ritmo intenso e efeitos visuais mirabolantes, a semana é dominada por lançamentos de filmes dramáticos e especiais animados nas plataformas de streaming. As principais opções são filmes de festivais europeus. Títulos imperdíveis para os cinéfilos mais exigentes. Já quem busca uma alternativa mais comercial – e não quer pagar para ver “007: Sem Tempo para Morrer” em VOD – tem que se contentar com um drama imperdoável estrelado por Sandra Bullock, cujo atrativo se resume à participação da estrela num papel diferente daqueles que costuma desempenhar. Só que todos os demais títulos da seleção abaixo são melhores que esse lançamento da Netflix. Veja abaixo 10 sugestões do que streaming oferece de melhor para assinantes neste fim de semana. Imperdoável | Netflix Sandra Bullock (“Gravidade”) é o destaque deste drama, ao trocar seus papéis de mocinha pelo de uma ex-presidiária. Após cumprir pena de 20 anos por homicídio, ela tem dificuldades em se reintegrar a uma sociedade que se recusa a perdoar seu passado. Julgada por quase todos à sua volta, a protagonista se senta sozinha e desamparada, e sua única esperança de redenção é reencontrar a irmã mais nova, de quem foi forçada a se separar ao ser trancafiada na prisão. Só que a menina foi criada sem saber do destino da irmã, e o casal que tem sua guarda, vivido por Vincent D’Onofrio (“Demolidor”) e Viola Davis (“O Esquadrão Suicida”), não está disposto a deixar a criminosa entrar em suas vidas. Se a história parece conhecida é porque ela é a mesma da minissérie britânica “Unforgiven”, criada por Sally Wainwright (“Happy Valley”) em 2009. E, de fato, parece um telefilme convencional, por mais que o elenco valorize a produção. Ida | MUBI A obra-prima de Pawel Pawlikowski (“Guerra Fria”) venceu nada menos que 68 troféus internacionais, incluindo o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Filmado em preto e branco, recria a estética do cinema soviético dos anos 1960 para acompanhar a história da personagem-título, uma noviça polonesa que, antes de realizar seus votos e se tornar uma freira, descobre que é, na verdade, judia. Decida a conhecer sua história, a adolescente parte numa jornada em busca da família perdida, descobrindo o legado perturbador do Holocausto e a realidade do comunismo do pós-guerra. Verão | Reserva Imovision Drama sobre a geração da perestroika, “Verão” se passa em 1981 na antiga Leningrado (hoje São Petersburgo) e reflete a influência tardia do rock britânico dos anos 1970 no nascimento dos primeiros roqueiros soviéticos. Os personagens são reais. Viktor Tsoi ganhou fama internacional e tornou-se o primeiro grande ídolo russo do rock. Além da música, ele também ficou conhecido pelas polêmicas relacionadas a sua vida pessoal, como o triângulo amoroso que viveu junto com o seu mentor musical, Mike, e a esposa dele, Natasha. Dirigido por Kirill Serebrennikov (“O Estudante”), o filme conquistou 13 prêmios internacionais, entre eles Melhor Trilha Sonora no Festival de Cannes. A Batalha de Solferino | Filmica O primeiro e melhor longa de ficção de Justine Triet (“Sibyl”) retoma uma experiência que a diretora tinha abordado em documentário. A trama se passa em 6 de maio de 2012, dia do segundo turno das eleições presidenciais francesas, e combina cenas documentais, improviso e crítica social numa trama de comédia. A protagonista é uma jornalista atrasada para cobrir os eventos na Rue de Solferino, sede do Partido Socialista, que recebe a visita inesperada do ex-marido, um dia atrasado para visitar suas duas filhas. A tensão doméstica se soma ao clima agitado das ruas, rendendo um dos Melhores Filmes de 2013, segundo a revista Cahiers du Cinéma, e até esta sexta (10/12) inédito no Brasil. Pororoca | Filmicca Vencedor de 12 prêmios internacionais, o drama do romeno Constantin Popescu (“Contos da Era Dourada”) acompanha a dor e o luto de uma família após o desaparecimento da filha pequena num parque. O desempenho desesperado de Bogdan Dumitrache, intérprete do pai, foi agraciado com o troféu de Melhor Ator no Festival de San Sebastián, na Espanha. Encounter | Amazon Prime Video Neste suspense psicológico exclusivo do streaming, Riz Ahmed (“O Som do Silêncio”) interpreta um fuzileiro naval condecorado que tenta proteger seus filhos de uma ameaça misteriosa, fugindo com eles na calada da noite. O problema é que o terror que o assombra é resultado de um colapso mental. Em vez de proteger os filhos numa fuga estrada afora, sua atitude é interpretada de forma oposta, com o envolvimento da polícia para detê-lo por colocar as vidas das crianças em risco. Listening to Kenny G | HBO Max Apesar de batizada com o nome de uma música dos Beatles, a premiada documentarista Penny Lane (“Salve Satanás”) ainda não tinha abordado o universo musical. Sua estreia no nicho rende um filme instigante, que revê a carreira do instrumentista mais popular da era pop. Indicado especialmente para quem não suporta Kenny G, a obra questiona o que torna o trabalho do artista tão polarizador. Batman: O Retorno da Dupla Dinâmica | HBO Max A animação da Warner presta uma bela homenagem à série clássica do Batman dos anos 1960 com o humor da época e, principalmente, as vozes dos atores Adam West e Burt Ward, que viveram Batman e Robin na TV, entre 1966 e 1968. Além deles, a atriz Julie Newmar também participará do reencontro para dublar a Mulher-Gato. O lançamento aconteceu em 2016 para celebrar os 50 anos da série clássica, que revolucionou a TV com um visual de pop art, apesar da má fama que adquiriu entre os fãs dos quadrinhos por avacalhar os super-heróis. O revival animado fez tanto sucesso que ganhou uma sequência no ano seguinte, “Batman vs. Duas-Caras”, marcando a despedida de Adam West, falecido em 2018, antes que o projeto do terceiro filme fosse realizado. The Loud House – Um Natal Muito Loud | Paramount+ O especial de Natal da série animada “The Loud House” tem um detalhe realmente “especial”: não é uma animação. O filme mostra pela primeira vez Lincoln e suas dez irmãs de carne e osso. A produção live-action bateu o recorde de audiência do canal pago Nickelodeon em 2021. O que não é pouco, considerando que a série normal “The Loud House” já é o programa infantil mais visto da TV americana. Feliz Ano Novo, Lucy! | Apple TV+ O especial de Ano Novo inédito dos Peanuts, personagens clássicos dos quadrinhos de Charles M. Schulz, junta-se a outros filmes temáticos e famosos da franquia, como “É a Grande Abóbora, Charlie Brown” (de Halloween), “Charlie Brown e o Dia de Ação de Graças” e “O Natal do Charlie Brown”. A trama encontra a turma do Charlie Brown na véspera do Ano Novo, esforçando-se para compensar um Natal decepcionante da pequena Lucy. E ela irá apreender o segredo de encontrar forças com o maior de todos os perdedores, o eterno derrotado Charlie Brown, que nunca desiste e está sempre pronto para perder de novo.
“007 – Sem Tempo para Morrer” chega nas locadoras digitais
A maior bilheteria e o vencedor do primeiro festival de 2021 são os principais novidades das locadoras digitais. Mas também há boas descobertas aguardando quem buscar opções inéditas nos cinemas brasileiros, desde um filme brutal de máfia canadense até terrores sangrentos feitos para rir, todos com ampla aprovação da crítica internacional. Confira abaixo 10 dicas para a sessão pipoca deste fim de semana. 007 – Sem Tempo para Morrer | Apple TV, Google Play, Microsoft Store, YouTube O último filme de Daniel Craig do papel de James Bond se tornou a maior bilheteria de Hollywood em 2021 e em toda a pandemia. O desempenho confirma o 25º lançamento da franquia oficial do agente secreto como um projeto especial: uma despedida em grande estilo, com o retorno de vários personagens dos filmes anteriores para concluir a trajetória iniciada em 2006 com “Cassino Royale”. O fecho da saga também consagra Craig como o mais sentimental dos intérpretes do personagem, o espião que amava, sem abrir mão das cenas de ação mirabolantes, o vilão de gibi e as Bond girls boas de briga que caracterizam a franquia. Com a diferença que agora uma das supostas Bond girls também é uma 007. Sinal dos tempos e uma boa forma de sinalizar a transição para uma nova era. No Ritmo do Coração | Apple TV, Google Play, Looke, YouTube O drama vencedor do Festival de Sundance deste ano gira em torno de um dilema de partir o coração. Na história, uma adolescente (Emilia Jones, de “Locke & Key”) de família surda se vê dividida entre perseguir sua paixão pela música ou servir de conexão entre seus pais e o mundo auditivo, como a única capaz de impedir a falência da família. Além de vencer dois troféus de Melhor Filme (do Júri e do Público), a obra de Siân Heder (“Tallulah”) também conquistou prêmios de Melhor Elenco e Melhor Direção no principal festival de cinema independente dos EUA. E Emilia Jones ainda venceu o troféu de Revelação do ano no Gotham Awards, premiação de cinema independente de Nova York. Esta atriz tem um futuro brilhante pela frente. Mafia S.A. | Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Imagine os filmes de máfia de Martin Scorsese passados no Canadá. Assim como “O Irlandês”, esta também é uma história real, que aconteceu em Montreal na década de 1990, época em que a família siciliana Paterno controlava o submundo do crime. Tutto va bene, até que um capanga do capo di tutti capi começa a subir na hierarquia. Os “capinhos” se sentem incomodados e iniciam uma guerra violenta. Melhor filme do quebequense Daniel Grou (“7 Dias”), tem 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. Sabor do Desejo | Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Produção dinamarquesa passada no mundo da haute cuisine, traz Nikolaj Coster-Waldau (“Game of Thrones) como um chef obcecado, que coloca em risco seu amor, família e carreira por um sonho intangível: conseguir uma estrela Michelin, o auge da consagração culinária. Horror Sangrento | NOW Divertido terrir de zumbi, que inclui crítica social para refrescar um gênero de poucas novidades. Quando a epidemia zumbi dizima a maior parte da população da Terra, os habitantes de uma comunidade isolada em uma reserva indígena descobrem-se os únicos humanos imunes à praga. Logo, as pessoas das cidades vizinhas começam a fugir para a reserva em busca de refúgio, criando conflito. Turno de 12 horas | Vivo Play A comédia sangrenta acontece durante um turno de 12 horas em um hospital de Arkansas, EUA, onde uma enfermeira viciada em drogas e sua prima exemplar enfrentam criminosos do mercado negro durante um assalto mortal. Estrela de terrores feministas, a atriz Brea Grant (de “Lucky – Uma Mulher de Sorte”) foi para trás das câmeras e venceu o troféu de Melhor Roteiro no Festival Fantasia, em Montreal, Canadá, além de receber incentivos da crítica (90% de aprovação no Rotten Tomatoes) em seus primeiros passos como cineasta. Zero e Uns | Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, Vivo Play, YouTube Abel Ferrara não é um diretor para todos os gostos. “Zero e Uns” é típico de sua filmografia, violento e abstrato, que alguns adoram e outros não conseguem terminar. A trama acompanha um soldado em Roma, vivido por Ethan Hawke, que supostamente tenta impedir um ataque terrorista iminente. Ele tem um irmão gêmeo, também vivido por Hawke, que é torturado por terroristas nos EUA. E tudo isso acontece após Ethan Hawke, o ator, apresentar a história central como um projeto em desenvolvimento e em busca de financiamento. Lamaçal | NOW, Vivo Play Um bom drama argentino sobre traumas e monstros da vida real. A trama se passa durante férias em família que deveriam ser divertidas, mas tomam outro rumo quando um reencontro inesperado traz à tona os traumas de infância de um adulto. Nesse processo, ele inicia um perturbador retorno às paisagens de sua infância, levando consigo a esposa e o filho pequeno. Amigo Arrigo | NOW, Vivo Play Pearl Jam Twenty | Apple, Google, YouTube Dois documentários musicais completam a seleção. Dirigido por Junior Carone e Alain Fresnot (ambos de “Desmundo”), o filme dedicado a Arrigo Barnabé resgata a criatividade da vanguarda paulista dos anos 1980. Já o longa americano lembra a geração grunge dos 1990, celebrando os primeiros 20 anos da banda liderada por Eddie Vedder – que agora já tem três décadas de estrada. Feito em 2011, “Pearl Jam Twenty” tem direção de ninguém menos que Cameron Crowe, cineasta de “Quase Famosos” e “Jerry Maguire”.












