“Capitão América 4” ganha novo título e primeira foto de bastidores
A Marvel mudou o título do quarto filme do Capitão América. Até então chamado “Captain America: New World Order (Nova Ordem Mundial, em tradução livre) em inglês, o longa foi rebatizado como Captain America: Brave New World (Admirável Mundo Novo). Para divulgar a novidade, o estúdio liberou a primeira foto oficial dos bastidores da filmagens, que traz Harrison Ford (o Indiana Jones) ao lado de Anthony Mackie (o novo Capitão América). Escrito por Malcolm Spellman, roteirista principal de “Falcão e o Soldado Invernal”, o filme vai continuar a trama da série, que mostrou o Falcão (Mackie) se transformando no novo Capitão América. Já Ford interpretará o General Thaddeus “Thunderbolt” Ross, assumindo o personagem que era vivido pelo ator William Hurt (falecido em 2022). Visto em “O Incrível Hulk”, “Capitão América: Guerra Civil”, “Vingadores: Guerra Infinita”, “Vingadores: Ultimato” e “Viúva Negra”, Ross também terá um novo cargo no filme do Capitão América, devendo ser apresentado como presidente dos EUA. A produção também marcará o retorno da filha de Ross, Betty, interpretada por Liv Tyler, e de mais um personagem de “O Incrível Hulk”, Samuel Sterns, vivido por Tim Blake Nelson (“Watchmen”). Se o nome Sterns não traz muitas memórias, talvez fique mais claro lembrar que um dos ganchos esquecidos do final do filme de 2008 foi a transformação do personagem em O Líder. O vilão é um dos inimigos mais tradicionais do Hulk, que finalmente terá a chance de aparecer pós-transformação por envenenamento de raios gama no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). O elenco ainda contará com participações de Danny Ramirez (“Top Gun: Maverick”), Carl Lumbly (“Supergirl”) e, dizem, Sebastian Stan (“Vingadores: Ultimato”), todos vistos na série “Falcão e o Soldado Invernal”. Além disso, a produção marcará a estreia da polêmica heroína israelense Sabra, interpretada por Shira Haas (“Nada Ortodoxa”), e da vilã/anti-heroína Cascavel, papel de Rosa Salazar (“Alita: Anjo de Combate”). Nos quadrinhos, Cascavel se regenerou, virou agente da SHIELD e até namorou o Capitão América (versão de Steve Rogers). A direção do longa está a cargo de Julius Onah (“The Cloverfield Paradox”) e a estreia está marcada para 2 de maio de 2024 no Brasil – um dia antes do lançamento nos EUA. Captain America: Brave New World In theaters May 3, 2024 (via @anthonymackie) pic.twitter.com/u1kCgLolsL — Marvel Studios (@MarvelStudios) June 6, 2023
Continuação da franquia de terror “Sobrenatural” ganha novo trailer
A Sony Pictures divulgou novos pôster e trailer de “Sobrenatural: A Porta Vermelha”. Este é o quinto filme da franquia e, segundo a prévia, também o último. A trama se passa 13 anos após os acontecimentos do longa original. O filme marca a estreia do ator Patrick Wilson (“Invocação do Mal”) como diretor, além de trazer o foco do terror de volta à família Lambert, com Josh (Wilson), Renai (Rose Byrne, de “Vizinhos”) e seu filho já crescido Dalton (Ty Simpkins, visto recentemente em “A Baleia”) enfrentando problemas novos e mais assustadores. Na trama, Josh está entrando na faculdade, quando começa a lembrar vagamente de ter sido assombrado na infância. Conforme as visões ficam mais nítidas, o terror também se torna mais próximo e faz com que a família decida acabar com todos os segredos para enfrentar tudo o que os assombra. Vale lembrar que, enquanto os dois primeiros filmes traziam os Lamberts como personagens principais, o terceiro e quarto foram centrados na parapsicóloga Elise Rainier (Lin Shaye). Outros atores do elenco original também estão presentes na continuação, como a própria Lin Shaye e Andrew Astor (“Se Beber Não Case”). Mas novos atores também se juntaram à produção, como Hiam Abbass (“Blade Runner 2049”), Pete Dager (“Who Invited Charlie?”) e Sinclair Daniel (“Noir”). O roteiro é assinado por Scott Teems (“Halloween Kills”), que se baseou numa história desenvolvida por um dos criadores da franquia, Leigh Whannell. Whannell também produz o filme, junto com James Wan (diretor do original), Oren Peli (produtor da franquia) e Jason Blum (dono do estúdio Blumhouse). O filme chega aos cinemas brasileiros no dia 6 de julho de 2023, um dia antes da estreia norte-americana. Confira abaixo o trailer, em versões legendada e dublada.
Diretor de “X-Men” planeja filme sobre denúncias de abuso sexual que enfrentou
O diretor Bryan Singer (da franquia “X-Men”) planeja realizar um documentário que irá abordar as alegações de má conduta sexual contra ele. No projeto, ele pretende narrar sua tentativa de retorno ao mercado cinematográfico anos após o declínio de sua carreira. Segundo a Variety, o próprio diretor está financiando o empreendimento. Singer está fora dos holofotes desde 2019, quando uma matéria na revista The Atlantic expôs uma série de alegações contra ele. A reportagem apontou quatro acusadores que relataram que o cineasta estuprou meninos adolescentes. Antes de toda a exposição, Singer havia sido contratado para dirigir o remake de “Red Sonja”, um clássico dos anos 1980. No entanto, foi retirado do projeto após a publicação da reportagem. Antes disso, em 2017, ele foi demitido do filme biográfico “Bohemian Rhapsody”, sobre Freddie Mercury e a banda Queen, após uma série de ausências do set. Em um passado não muito distante, o diretor chegou a ser considerado um arquiteto da franquia “X-Men”, tendo dirigido o filme original de 2000 e a sequência de 2003, “X-Men 2”, bem como “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014) e “X-Men: Apocalipse” (2016). Além da franquia, ele também esteve à frente de “Superman: O Retorno (2006) e o thriller da 2ª Guerra Mundial “Operação Valquíria” (2008), estrelado por Tom Cruise. Relembre as acusações O cineasta foi acusado de estuprar um jovem de 17 anos em um iate em 2003. Segundo Cesar Sanchez-Guzman, autor da denúncia, Singer o teria forçado a fazer sexo e comprado seu silêncio em troca de um papel em um de seus filmes. Na época, a ação foi protocolada junto à corte de Seattle, a vítima alegou que o iate em que estavam era de Lester Waters, um investidor descrito como “anfitrião de festas para jovens gays na cidade”. Por meio de um representante, o diretor negou categoricamente as acusações e disse que se defenderia até que o processo chegasse ao fim. O advogado que defendeu Sanchez foi o mesmo que defendeu Michael Egan, em 2014, quando ele também acusou Singer de estuprá-lo quando ainda era menor de idade. A acusação, no entanto, tinha muitas inconsistências e caiu por terra quando o diretor conseguiu provar que na época que o suposto crime teria acontecido no Havaí, ele estava no Canadá filmando um longa da franquia “X-Men”.
Adam Devine entra para família criminosa em trailer de comédia da Netflix
A Netflix divulgou o trailer de “The Out-Laws”, nova comédia protagonizada por Adam Devine (“Megarrromântico”). Na trama, o ator vive um gerente de banco que finalmente conhece os pais de sua noiva, mas logo passa a suspeitar que eles são os ladrões que roubaram seu banco durante a semana do casamento. A história mistura humor com ação, remetendo a longas como “Entrando Numa Fria” (2000) e “Vizinhos Espiões” (2016). E conta com uma reviravolta: quando a noiva é raptada por criminosos que exigem o pagamento de US$ 5 milhões para libertá-la, o gerente decide se juntar aos sogros num novo roubo de banco para salvar a amada. O elenco destaca ainda Nina Dobrev (“The Vampire Diaries”) como a noiva, e Pierce Brosnan (“Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo!”) e Ellen Barkin (“Animal Kingdom”) como os sogros. A prévia, por sinal, faz referência à clássica franquia de espionagem “OO7”, que Brosnan protagonizou ao longo de quatro filmes, lançados entre 1995 e 2002. Numa cena, ele e Barkin ironizam as habilidades de Devine ao compará-lo ao icônico agente secreto. O filme também conta com participações de Michael Rooker (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”), Poorna Jagannathan (“Eu Nunca…”), Julie Hagerty (“Somebody I Used to Know”), Richard Kind (“Jovem Sheldon”), Lil Rel Howery (“Amizade de Férias”) e Blake Anderson (“Woke”). A direção é de Tyler Spindel (“A Missy Errada”) e a produção conta com Adam Sandler (“Mistério em Paris”). “The Out-Laws” tem estreia marcada para o dia 7 de julho.
Disney deve ter prejuízo milionário com baixa bilheteria de “A Pequena Sereia”
A Walt Disney Company pode enfrentar um alto prejuízo com o remake live-action de “A Pequena Sereia”. Devido à baixo bilheteria internacional e a queda de arrecadação na sua segunda semana em cartaz, o longa pode causar uma perda milionária ao estúdio. Apenas o orçamento do filme, sem considerar os gastos com a divulgação, teve um custo de US$ 250 milhões. Conforme os dados do Box Office Mojo, o longa arrecadou cerca de US$ 327 milhões no mundo todo até o momento. Desse valor, foram US$ 186 milhões nos Estados Unidos e no Canadá, enquanto internacionalmente o longa arrecadou apenas US$ 141 milhões. Embora o filme tenha tido um desempenho relativamente bom nas bilheterias domésticas, os números internacionais são preocupantes para especialistas. De acordo com o Deadline, além do custo da produção, “A Pequena Sereia” gastou mais de US$ 140 milhões em campanhas de marketing ao redor do mundo, totalizando um custo de aproximadamente US$ 400 milhões. Considerando que os cinemas normalmente ficam com cerca de 50% da venda de cada ingresso, a receita precisaria atingir US$ 800 milhões para não sair no prejuízo. “Não é uma grande decepção, mas ainda assim uma decepção”, disse um especialista financeiro de cinema ao site Deadline. Apesar da estreia bem sucedida nos Estados Unidos, arrecadando US$ 118 milhões em apenas quatro dias, o desempenho internacional do longa neste mesmo período foi de apenas US$ 68 milhões. Dessa forma, o filme protagonizado por Halle Bailey (“Grown-ish”) deve fazer mais sucesso dentro dos Estados Unidos e Canadá do que ao redor do mundo. Mercado chinês encolheu Nos últimos anos, outros remakes em live-action da Disney tiveram um desempenho bastante diferente de “A Pequena Sereia”. No caso de “Aladdin”, o longa com Will Smith (“King Richard”) arrecadou uma receita mais baixa na abertura doméstica, atingindo US$ 116 milhões. Por outro lado, o filme arrecadou US$ 1,05 bilhão em todo o mundo, sendo 66% desse valor gerado internacionalmente. “Aladdin” também contou com US$ 53,4 milhões nas bilheterias da China, onde “A Pequena Sereia” arrecadou apenas US$ 3,6 milhões em seus primeiros 10 dias. Segundo o The Hollywood Reporter, fontes próximas ao estúdio e analistas de bilheteria, dizem que a Disney sabia que o filme enfrentaria desafios em territórios como a China e a Coreia do Sul, mas ficou surpresa com a reação negativa do público. Devido ao comportamento conservador mais exacerbado, o longa foi massacrado nesses territórios pela reação racista sobre a escalação de uma atriz negra para o papel de Ariel. É importante relevar que, após a pandemia, os filmes norte-americanos passaram a lucrar muito menos no território chinês. Grandes produções como “Velozes e Furiosos 10” e “Guardiões da Galáxia Vol.3” arrecadaram cerca de US$ 125 milhões e US$ 78 milhões, respectivamente. Em comparação aos seus antecessores, houve uma queda drástica nas receitas. Enquanto “Velozes e Furiosos 9” (2021) arrecadou US$ 217 milhões e “Velozes e Furiosos 8” (2017), US$ 392,8 milhões, o longa da Marvel “Guardiões da Galáxia Vol. 2” (2017) atingiu US$ 100 milhões no território chinês. Apesar disso, a Disney espera arrecadar, pelo menos, US$ 260 milhões internacionalmente, enquanto atinge entre US$ 300 e US$ 350 milhões nas bilheterias domésticas. Considerando as circunstâncias atuais, essa probabilidade parece um cenário excessivamente otimista, de acordo com especialistas. E ainda assim renderia prejuízo para o estúdio. “A Pequena Sereia” estreou em 25 de maio e segue em cartaz nos cinemas brasileiros.
Cantora Becky G entra em “Besouro Azul”
A cantora e atriz Rebecca Marie Gomez (“Power Rangers”), popularmente conhecida como Becky G, virou uma aquisição de última hora do filme do Besouro Azul. O anúncio foi feito pela própria atriz nas redes sociais. O longa, marcado para estrear em 23 de agosto de 2023, é baseado num herói dos quadrinhos da DC Comics. Becky G foi escolhida para dar voz a Khaji-Da, uma forma de vida alienígena em forma de escaravelho, que tem o objetivo de se apossar do corpo de seu usuário para conquistar planetas. Mas um defeito faz com que passe a conviver com Jamie Reyes, seu hospedeiro terrestre, virando uma espécie de traje poderoso com inteligência, que possui a capacidade de analisar amostras, extrair informações, hackear sistemas e tudo o mais. A estrela é conhecida, principalmente, por suas canções “Shower”, bem como pelas canções latinas “Mamiii” e “Mayores”. Como atriz, sua trajetória é tímida, tendo feito uma aparição principal como a ranger amarela no filme “Power Rangers”, de 2017. Ela também participou da série musical “Empire”. Conheça a história de “Besouro Azul” “Besouro Azul” marca a estreia de Bruna Marquezine (“Maldivas”) em Hollywood. Na trama, ela é vive uma mulher misteriosa que entrega o escaravelho – numa embalagem de hamburger – para Jaime Reyes, o personagem de Xolo Maridueña (“Cobra Kai”), pedindo para protegê-lo. Mas o rapaz tem uma surpresa ao abrir o pacote em casa e se transformar no hospedeiro de uma arma de outro mundo. Ao se fundir à sua espinha, o traje tecnológico extraterrestre possibilita ao adolescente do Texas aumentar sua velocidade e sua força, além de materializar armas, asas e escudos. Só que o traje tem uma agenda própria e não é sempre que obedece aos comandos do jovem. A produção é centrada na terceira e mais recente versão do Besouro Azul nos quadrinhos, o que torna “Besouro Azul” o primeiro filme de super-herói latino feito nos EUA. Esse detalhe faz diferença, como fica claro na piada que encerra a prévia e chama Batman de fascista. O roteiro foi escrito por por Gareth Dunnet-Alcocer (do remake de “Miss Bala”), a direção é de Ángel Manuel Soto (“Twelve”) e o elenco ainda destaca Adriana Barraza (“Rambo: até o fim”), Damian Alcázar (“O Poderoso Vitória”), Raoul Max Trujillo (“The Last Manhunt”), , George Lopez (“Spare Paris”) e Harvey Guillén (“What We Do in the Shadows”) e Susan Sarandon (“Thema e Louise”) como vilã. A estreia acontece em 17 de agosto no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Blue Beetle (@bluebeetle)
“Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” supera “A Pequena Sereia” no Brasil
A estreia de “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” superou “A Pequena Sereia” nos cinemas do Brasil em grande estilo. A animação conquistou a segunda maior bilheteria do ano no fim de semana de sua estreia. De acordo com dados do Comscore, o filme atrai 811 mil pagantes e arrecadou R$ 16,7 milhões entre quinta-feira (1/6) e domingo (4/6). Em todo o mundo, a sequência de “Homem-Aranha: No Aranhaverso” (2018) arrecadou US$ 208,6 milhões, superando as previsões para seu primeiro fim de semana. O filme anterior arrecadou US$ 384,2 no mundo inteiro. Mas mesmo caindo para o 2º lugar no ranking brasileiro, a live-action “A Pequena Sereia” conseguiu levar 719 mil pessoas ao cinema, arrecadando R$ 15,95 milhões. Com isso, as duas produções mais assistidas no Brasil são fantasias protagonizadas por personagens negros. O aguardado filme da Disney, estrelado por Halle Bailey no papel da sereia Ariel, já arrecadou aproximadamente US$ 328 milhões mundialmente ao longo de duas semanas em cartaz. O 3º lugar foi ocupado pelo grande sucesso de ação “Velozes e Furiosos 10”, que arrecadou R$ 12,63 milhões graças a um público de 567 mil espectadores – e totaliza cerca de US$ 604 milhões ao redor do mundo. O Top 5 se completa com outra produção de super-heróis, “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, que arrecadou R$ 1,6 milhão, e o terror estreante “Boogeyman – Seu Medo é Real”, com R$ 737 mil em ingressos vendidos. No total, os cinemas faturaram R$ 49,19 milhões e alcançaram um público de 2,25 milhões de pessoas em quatro dias. O valor representa a segunda maior arrecadação de final de semana de 2023 nas bilheterias brasileiras. Confira abaixo os trailers das cinco maiores bilheterias do Brasil. 1 | HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO | 2 | A PEQUENA SEREIA| 3 | VELOZES E FURIOSOS 10 | 4 | GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 3 | 5 | BOOGEYMAN – SEU MEDO É REAL |
Elle Fanning e Sarah Paulson farão filme sobre caso famoso de personalidade múltipla
As atrizes Elle Fanning (“The Great”) e Sarah Paulson (“História de Horror Americana”) vão estrelar um filme sobre um dos primeiros casos documentados de transtorno dissociativo de identidade, também conhecido como transtorno de personalidades múltiplas ou dupla personalidade. Intitulado “I Am Sybil”, o filme vai contar história real por trás do livro best-seller de Flora Rheta Schreiber, que examinou o tratamento supostamente real de Shirley Mason em 1973, tratada como Sybil no lançamento literário. História famosa A história de Sybil marcou época. Rendeu vários artigos, abordagens em programas televisivos e chegou a ser adaptada para a televisão duas vezes. Exibida em 1976, a primeira versão conquistou quatro prêmios Emmy, com Sally Field e Joanne Woodward nos papéis principais. Mais recentemente, uma segunda adaptação juntou Tammy Blanchard, Jessica Lange e JoBeth Williams no elenco em 2007. Ambas foram intituladas “Sybil”. Entretanto, desde o lançamento e repercussão do livro original, o livro de Schreiber foi confrontado por várias outras obras. A versão de cinema, por sinal, será baseada numa publicação de 2011 escrita por Debbie Nathan, “Sybil Exposed: The Extraordinary Story Behind the Famous Multiple Personality Case”, um dos diversos livros que questionam os fatos apresentados pela escritora. O drama tem direção de Mirrah Foulkes (“Judy & Punch: Amor e Vingança”), que também assina o roteiro com a dramaturga Jen Silverman (“Crônicas de San Francisco”), mas os papéis das atrizes não foram confirmados. Tendo em vista o perfil das pessoas reais que inspiraram a história, tudo indica que Fanning será Shirley Mason/Sybil, enquanto Paulson será sua psicanalista, Cornelia Wilbur. Produção independente da Annapurna, em parceria com The Gotham Group, “I Am Sybil” ainda não tem previsão de estreia.
Morre Jacques Rozier, último cineasta da Nouvelle Vague
O cineasta Jacques Rozier, o último membro sobrevivente do movimento Nouvelle Vague, a “nova onda” do cinema francês dos anos 1960, faleceu na última sexta-feira (2/6) na França, sua cidade Natal, aos 96 anos. O cineasta já estava hospitalizado há um curto período e a notícia de sua morte foi confirmada por um conhecido próximo. Ele ganhou notoriedade pelos longas franceses “Maine Ocean” (1986), “Fifi Martingale” (2001) e “Adeus Philippine” (1962). Embora nunca tenha alcançado o mesmo sucesso de contemporâneos como Jean-Luc Godard (“Masculino-Feminino”), François Truffaut (“Contatos Imediatos do Terceiro Grau”), Agnès Varda (“Os Renegados”), Jacques Demy (“Pele de Asno”), Claude Chabrol (“Mulheres Diabólicas”) ou Eric Rohmer (“Conto de Verão”), seu trabalho teve um lugar importante no movimento francês, abrindo caminho para os cineastas contemporâneos. Após estudar na escola de cinema francesa IDHEC (Instituto de Altos Estudos Cinematográficos), Rozier iniciou sua carreira como assistente de TV, ao mesmo tempo em que produziu seus próprios curtas-metragens, incluindo “Rentrée des Classes” (1956) e “Blue Jeans” (1958). Com este último trabalho, ele participou do Festival de Curtas-Metragens da cidade de Tours, onde foi destacado pela crítica, ao lado de curtas de Varda e Demy. Filmes que marcaram época Seu primeiro longa-metragem, “Adeus Philippine” (1962), estreou na primeira edição da Semana Internacional da Crítica, no Festival de Cannes. Ambientado no verão de 1960, o filme gira em torno de um jovem assistente de TV prestes a partir para o serviço militar obrigatório na Argélia. Determinado a aproveitar seus últimos dias de liberdade, ele abandona o emprego e parte para a Córsega com duas amigas que conheceu recentemente em Paris. Com um elenco jovem e amador, capturado nas ruas de Paris e caracterizado por uma estética neorrealista italiana, o filme retratou de forma autêntica o espírito da juventude francesa da época. Esse aspecto conceitual foi algo que se estendeu no segundo filme de Rozier, intitulado “Du Côté d’Orouët” (1971), lançado quase dez anos depois. A trama acompanha três jovens em férias na Bretanha. Ao longo de sua carreira, Rozier dirigiu apenas cinco longas-metragens, mas também se manteve ocupado com curtas, videoclipes e séries de TV. Um de seus curtas notáveis é “Paparazzi” (1964), explorando a relação da atriz e ativista francesa Brigitte Bardot com os fotógrafos que tentavam captar imagens da mesma durante sua estadia na ilha italiana de Capri, nas filmagens do clássico “O Desprezo”. Inclusive, este foi um dos primeiros trabalhos a abordar o surgimento da cultura das celebridades e a perda de privacidade que acompanha o estrelato internacional. Entre seus outros trabalhos estão “The Castaways of Turtle Island” (1976), ambientado no trem que percorre o trajeto entre Paris e a cidade portuária de Saint-Nazaire. Anos mais tarde, o longa ganhou o Prêmio Jean Vigo de 1986. Seu último filme, “Fifi Martingale” (2001), foi estrelado por Jean Lefebvre (“Diabolique”) no papel de um diretor de teatro e escritor de sucesso que reescreve sua nova obra para escapar das garras de uma conspiração com consequências inesperadas. O fim da Nouvelle Vague A morte de Rozier marca o fim de uma era para o cinema francês, como previsto por seu amigo e defensor de longa data, Godard, que faleceu em setembro do ano passado. Citado pela mídia francesa, Godard escreveu em 2019: “Quando Agnès Varda faleceu, pensei: a verdadeira Nouvelle Vague, só restam dois de nós, eu… e Jacques Rozier, que começou um pouco antes de mim”. A Nouvelle Vague foi um momento importante para a estética do cinema francês, que teve início no final da década de 1950 na França. Mostrando uma nova maneira de pensar o audiovisual, o movimento questionava muitos elementos do cinema tradicional, tentando inovar no formato – filmando em ângulos não convencionais e com a câmera na mão – e no conteúdo das produções. Com o passar dos anos, essa atitude influenciou artistas do mundo todo.
Netflix revela teaser apocalíptico do derivado espanhol de “Bird Box”
A Netflix divulgou o pôster e um novo teaser de “Bird Box Barcelona”, filme derivado do sucesso apocalíptico “Bird Box”, estrelado por Sandra Bullock em 2018. A prévia revela a proliferação de casos de loucura e suicídio pela Europa, concentrando-se num grupo de sobreviventes na cidade do título, que tentam sobreviver ao caos cobrindo os olhos com vendas, para não ser influenciado pela ameaça que ninguém pode ver. A trama não será uma continuação, mas uma história paralela, passada em Barcelona e com um elenco espanhol. A produção conta com alguns astros conhecidos dos filmes de Pedro Almodóvar, como Lola Dueñas (“Abraços Partidos”), Michelle Jenner (“Julieta”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (“Dor e Gloria”), além de Diego Calva (“Aceleradas”), Mario Casas (“As Bruxas de Zugarramurdi”), Alejandra Howard (“Fátima: A História de um Milagre”), Patrick Criado (“Antidisturbios”), Celia Freijeiro (“Uma Visão Diferente”), Gonzalo de Castro (“Sob Suspeita”), a inglesa Georgina Campbell (“Krypton”) e a menina alemã Naila Schuberth (“Blackout”). De acordo com post no Twitter da Netflix espanhola, Mario Casas e Georgina Campbell são os atores principais. “Depois de ver Sandra Bullock atravessar o rio, agora cabe a Mario Casas e Georgina Campbell caminhar pelas ruas de Barcelona para sobreviver”, disse o anúncio original da produção. Roteiro e direção estão a cargo dos irmãos Álex e David Pastor, responsáveis pelo bom thriller apocalíptico “Virus”, pelas séries “Incorporated” e “The Head: Mistério na Antártida”, e pelo suspense “A Casa”, na própria Netflix. A estreia acontece em 14 de julho.
Último filme do mestre Hayo Miyazaki será lançado sem trailer, sinopse e promoção
O longa “How Do You Live?”, de Hayo Miyazaki, fundador do renomado estúdio de animação japonês Studio Ghibli, será lançado sem trailer, sinopse ou qualquer outro material promocional. A produção será o último filme do cineasta, e até o momento teve apenas um pôster divulgado. Em entrevista a revista japonesa Bungei Shunji, o presidente do Studio Ghibli, Toshio Suzuki, explicou a estratégia. “Como parte das operações da empresa, ao longo dos anos, a Ghibli quis que as pessoas viessem ver os filmes que fizemos. Então, pensamos sobre isso e fizemos muitas coisas diferentes para esse propósito – mas desta vez pensamos: ‘Eh, não precisamos fazer isso'”, explicou, referenciando o fato de que o nome de Hayo Miyazaki é divulgação suficiente. “Fazendo o mesmo que você fez antes, repetidamente, você se cansa. Então queríamos fazer algo diferente”. Suzuki também fez uma comparação entre a abordagem do Ghibli para “How Do You Live?” e os métodos de marketing comuns nos filmes de Hollywood. “Tem um filme americano – ah, quase disse o título em voz alta! – saindo neste verão na mesma época [como ‘How Do You Live?’]”, explica. “Eles fizeram três trailers e lançaram um de cada vez. Se você assistir aos três, saberá tudo o que vai acontecer naquele filme. Então, como os espectadores se sentem sobre isso? Deve haver pessoas que, depois de assistir a todos os trailers, não querem realmente ver o filme. Então, eu queria fazer o oposto disso”. Descrito pelo estúdio como uma “grande fantasia”, houve boatos de que a trama seria inspirada na obra japonesa “How Do You Live?”, publicada em 1937 pelo autor Genzaburo Yoshino. Embora tenha se declarado fã do livro, Miyazaki negou que o filme fosse baseado na obra. Até o momento, o estúdio divulgou apenas um pôster sem muitos detalhes em dezembro do ano passado. Segundo Suzuki, quando mostrou o pôster de “How Do You Live?” para Miyazaki, a reação do cineasta foi surpreendente. “Estou envolvido com nossos filmes [do Studio Ghibli] desde ‘Nausicaä do Vale do Vento’ [de 1984], mas esta foi a primeira vez que Hayao Miyazaki me elogiou genuinamente”, revelou. Após o diretor consagrar a arte como “o melhor pôster” já feito por Suzuki, o presidente pensou na estratégia. “Senti que era uma dica, então decidi ‘Vamos usar apenas este pôster para o marketing.’ Portanto, nada de trailers ou comerciais de TV… Nada de anúncios em jornais também. No fundo, acho que é isso que os espectadores desejam”, disse. Há anos, a posição do Studio Ghibli em relação à divulgação de seus filmes é conhecida por priorizar a experiência única dos espectadores, em detrimento de considerações comerciais. Além disso, a empresa sempre limitou a quantidade de mercadorias licenciadas e produzidas com base em seus personagens, a fim de evitar que eles se tornassem superexpostos e perdessem a magia da história. O estúdio é consagrado por filmes aclamados pela crítica como “Meu Amigo Totoro” (1988), “O Castelo No Céu” (1986), o vencedor do Oscar de Melhor Animação “A Viagem de Chihiro” (2001) e “O Conto da Princesa Kaguya” (2013). “How Do You Live?” estreia em 14 de julho no Japão e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
“Abracadabra 3” está em desenvolvimento pela Disney+
A Disney+ anunciou que está desenvolvendo mais uma sequência de “Abracadabra”, após o sucesso de “Abracadabra 2” (2022), produzido para o streaming. A confirmação do terceiro filme veio diretamente de Sean Bailey, presidente da Walt Disney Studios Motion Picture Production, em entrevista ao The New York Times. O clássico da Disney foi originalmente lançado em 1993, com Bette Midler (“Amigas para Sempre”), Kathy Najimy (“Mudança de Hábito”) e Sarah Jessica Parker (“And Just Like That…”) nos papéis principais e, com o sucesso da continuação no ano passado, o trio de intérpretes das irmãs Sanderson deve voltar para assombrar as crianças mais uma vez. O lançamento de “Abracadabra 2” bateu recorde no Disney+ e se tornou a estreia mais assistida da plataforma, com 2,7 bilhões de minutos assistidos. Entre a crítica, o longa também teve uma recepção mais positiva que o primeiro, marcando 64% de aprovação – em comparação aos 38% do filme original no site Rotten Tomatoes. Embora nunca tenha sido um sucesso comercial, arrecadando apenas US$ 45,4 milhões em 1993, o filme original conquistou grande público ao ser reprisado na televisão ao longo dos anos. Dirigido por Kenny Ortega (“Descendentes” e “High School Musical”), a trama apresentou um trio de bruxas acidentalmente ressuscitadas por um adolescente na noite de Halloween. A sequência tão esperada trouxe as três de volta a uma Salem nos dias atuais e buscando vingança pelo tempo que ficaram sumidas. “Abracadabra 2” foi dirigido por Anne Fletcher (“Dumplin”) e teve o retorno de Midler, Najimy e Jessica Parker nos papéis principais. Enquanto promovia a continuação, Midler falou sobre a possibilidade de estrelar um terceiro filme. “Não sei”, disse Midler à revista Entertainment Weekly. “Após 30 anos sem uma sequência de ‘Abracadabra’, sempre tive inveja das pessoas que têm a oportunidade de interpretar seu personagem favorito mais de uma vez. O fato de termos finalmente conseguido isso, depois de 30 anos promovendo a ideia, me deixa feliz por realizar. Eu adoraria ter uma franquia – especialmente de uma personagem que amo interpretar”. Na ocasião, Midler já havia deixado claro a vontade de retornar ao papel. “Se houvesse um terceiro filme, é claro que eu assinaria, mas não sei como. Não consigo imaginar qual seria a história, mas amo Winifred, Sarah, Mary e nosso relacionamento. É bom para as mulheres. Ficamos juntas nos momentos difíceis e nos momentos de sucesso, mas também causamos o caos, e poucas mulheres causam tanto caos como nós!”. “Abracadabra 3” ainda não tem previsão de lançamento.
Barry Newman, astro de “Corrida contra o Destino”, morre aos 92 anos
O ator Barry Newman, que marcou época dirigindo um Dodge Challenger superpotente através do oeste americano em “Corrida contra o Destino” (The Vanishing Point), faleceu aos 92 anos. Newman morreu em 11 de maio no NewYork-Presbyterian Columbia University Irving Medical Center, conforme relatado neste domingo (4/6) por sua esposa, Angela. Nascido em Boston em 7 de novembro de 1930, Barry Foster Newman começou sua carreira na Broadway, interpretando um músico de jazz na comédia “Nature’s Way”, em 1957. Após várias peças, ele se destacou na TV no papel de um jovem advogado na novela “The Edge of Night”, em meados dos anos 1960. E quase foi também o fim de sua carreira, já que teve um desentendimento com um diretor que causou sua demissão – fazendo seu personagem ser enviado para um sanatório. Ele foi dar a volta por cima no cinema, ao interpretar Tony Pretrocelli, um jovem advogado que se envolve num “Crime Perfeito” em 1970. O filme escrito e dirigido por Sidney J. Furie fez grande sucesso e acabou virando uma série da NBC, “Petrocelli”, que Newman estrelou por duas temporadas, de setembro de 1974 a março de 1976. Após “Crime Perfeito”, Newman desempenhou seu papel mais famoso, como Kowalski, o motorista de “Corrida contra o Destino” (1971). “Isso foi muito único”, disse Newman numa entrevista de 2019. “Eu tinha acabado de fazer este filme sobre um advogado, um graduado em Harvard, e pensei que este é um tipo diferente de coisa. O cara era o rebelde, o anti-herói. Eu gostei muito de fazer isso.” Kowalski era um veterano da Guerra do Vietnã, ex-policial e ex-piloto de corrida que virou motorista de entrega de carros. A história começa quando ele aceita uma aposta para entregar um Dodge Challenger branco de 1970 de Denver, Colorado, em São Francisco, Califórnia, em menos de 15 horas. Embora seja uma missão extremamente difícil, ele acredita ser capaz. Mas após cometer várias infrações de trânsito, passa a ser perseguido pelas autoridades. Ainda assim, consegue tempo para encontrar várias personagens, cada uma das quais representando diferentes aspectos da sociedade da época. Além de ser lembrado por suas cenas de perseguição de carros, o filme de Richard C. Sarafian se tornou famoso por focar os temas culturais da época, como percepções de rebelião e alienação social, com a estrada representando a liberdade e a perseguição policial representando a repressão e o controle social. Esta dimensão era extrapolada com o auxílio da narração de um DJ negro, Super Soul (Cleavon Little), que, ao saber das façanhas de Kowalski, passa a estimular o motorista e o transforma em herói em seu programa de rádio. Mas apesar de ter se tornado cultuadíssimo, o lançamento original do longa não chamou atenção nos EUA. O sucesso começou no exterior, quando sua estreia em Londres ocasionou “filas ao redor do quarteirão com pessoas ansiosas para vê-lo”. “Ele foi relançado nos EUA depois de ser exibido na Europa e as pessoas então começaram a se interessar pelo filme. Ele se tornou um filme cult sem que eu mesmo percebesse. Até hoje, estou sempre sendo solicitado a falar sobre o filme em algum lugar”, contou o ator em 2019. Seu filme seguinte tentou capitalizar a popularidade de “Corrida Contra o Destino” ao escalar Newman num conversível em novas cenas de estrada. Mas “O Medo é a Chave” (1972) passou batido por crítica e público. No mesmo ano, o ator ainda foi um espião em “Missão Confidencial”, antes de se dirigir à TV para estrelar o telefilme “Night Games” (1974), que serviu de piloto para a série “Petrocelli”. Newman seguiu alternando-se entre cinema e TV pelo resto da carreira. Mais recentemente, apareceu em filmes como “Daylight” (1996), estrelado por Sylvester Stallone, “Os Picaretas” (1999), com Steve Martin e Eddie Murphy, “O Segredo do Sucesso” (2001), com Charlie Sheen, e na série “The O.C.”, onde interpretou o Professor Max Bloom. Infelizmente, sua carreira foi interrompida em 2009, quando o ator foi diagnosticado com câncer de cordas vocais. No entanto, ele retornou ao sets em 2022, reunindo-se novamente com o diretor de “Crime Perfeito”, Sidney J. Furie, no filme “Finding Hannah”, que ainda não possui previsão de estreia. Graças a “Corrida contra o Destino”, Newman viverá para sempre na cultura pop. Seu personagem inspirou até uma música da banda Primal Scream, “Kowalski”, lançado no álbum “Vanishing Point” (o título do filme em inglês) em 1997. O longa também foi a inspiração do diretor Edgar Wright para criar “Em Ritmo de Fuga” (2017). E Quentin Tarantino o chamou, no roteiro de “À Prova de Morte” (2007), de “um dos melhores filmes americanos já feitos”. Por sinal, o carro daquele filme tinha a mesma placa do Challenger dirigido por Newman. Veja abaixo o trailer clássico de “Corrida contra o Destino”.











