Ingresso.com passa a incluir nota do Rotten Tomatoes nas vendas online
O site Ingresso.com começou nesta semana a incorporar a nota do Rotten Tomatoes na descrição dos filmes em cartaz nos cinemas brasileiros. Portal americano que agrega resenhas de cinema, o Rotten Tomatoes ficou conhecido por criar um ranking de aprovação de filmes com base na média de opiniões da crítica. Estes indicadores agora ficarão visíveis no site e aplicativo do Ingresso.com, ajudando o público a decidir que filme escolher. Vale lembrar que o Ingresso.com faz parte do grupo Fandango, maior rede de ingressos online dos Estados Unidos, que há tempos já inclui as notas do Rotten Tomatoes junto das sinopses dos filmes. Além de valores percentuais de aprovação, que vão de 0 a 100%, o Rotten Tomatoes também três avaliações principais: “podre”, para longas que com menos de 60% de avaliações positivas, “fresco”, para filmes com mais de 60% de críticas positivas, e “fresco certificado” para os que conseguem mais de 75% de aprovação. Além da classificação de críticos, o site também oferece avaliações do público, que já foram motivos de controvérsia devido a campanhas de fãs e manipulações de robôs. Entretanto, são duas coisas diferentes e a avaliação da crítica permanece bastante confiável.
Chico Teixeira (1958 – 2019)
O cineasta carioca Chico Teixeira, diretor dos dramas premiados “A Casa de Alice” e “Ausência”, morreu na quinta-feira (12/12) em São Paulo, aos 61 anos, após lutar contra um câncer no pulmão. Formado em Economia, Chico Teixeira chegou a atuar na área por alguns anos até ir trabalhar no programa de entrevistas “Conexão Nacional”, da Rede Manchete de Televisão. A experiência mudou suas perspectivas e ele foi fazer documentários. Seu primeiro, “Favelas” (1989), foi premiado no Brasil e em Portugal. Ele fez mais dois documentários premiados: “Velhice” (1991), exibido em festivais nos Estados Unidos, Japão e Alemanha, e o curta “Criaturas que Nasciam em Segredo” (1995), sobre o cotidiano de cinco anões, que venceu 21 prêmios no Brasil, incluindo o de Melhor Curta e Direção no Festival de Gramado, além de três troféus internacionais. Seu primeiro drama de ficção, “A Casa de Alice” (2007), mostrava a vida de uma manicure e sua família na periferia de São Paulo. Teve première mundial no Festival de Berlim e conquistou prêmios em vários países – nos festivais de Havana (Cuba), Friburgo (Suiça), Chicago (EUA) e Rio, entre muitos outros. Apesar da consagração, ele só voltou a filmar sete anos depois. Em “Ausência” (2014), contou a história de um adolescente que vira o homem da casa, cuidando da mãe e do irmão mais novo, depois que o pai abandona a família. Também com première em Berlim, o filme venceu quatro Kikitos no Festival de Gramado, incluindo os de Melhor Filme, Roteiro e Direção (ambos de Teixeira). Teixeira chegou a completar o roteiro de um último longa, “Dolores”, escrito durante o seu tratamento de câncer. O filme será rodado em 2020 com direção de Marcelo Gomes (“Joaquim”).
Deuses Americanos: Orlando Jones é demitido por passar “mensagem errada aos negros dos EUA”
O ator Orlando Jones revelou nas redes sociais que foi demitido da série “Deuses Americanos” (American Gods), disponibilizada pela Amazon no Brasil. Segundo ele, Charles Eglee, showrunner da 3ª temporada, considerou que a raiva de seu personagem, Mr. Nancy, passa “uma mensagem errada para os negros dos EUA”. “Obrigado, fãs de ‘Deuses Americanos’. Sei que vocês têm MUITAS perguntas sobre a demissão. Como sempre, prometi dizer a vocês a verdade e nada além disso. Sempre, Mr. Nancy”, ele escreveu no Twitter, junto do vídeo. “Fui demitido de ‘Deuses Americanos’. Não haverá mais Mr. Nancy. Não deixem que essas pessoas digam que gostam de Mr. Nancy, porque não é verdade. Não vou dar nomes, mas o novo showrunner da 3ª temporada é nascido em Connecticut e educado em Yale. Então, ele é muito esperto e acha que a raiva de Mr. Nancy é uma mensagem errada para os negros dos EUA”, contou o ator, que tinha sido promovido a produtor durante a 2ª temporada e chegou até a escrever episódios, no período de incerteza da série, após a saída dos showrunners originais, Bryan Fuller e Michael Green, que se desentenderam com a empresa responsável pela atração. “É isso mesmo: esse homem branco está sentado naquela cadeira de decisão. Ele com certeza tem muitos amigos negros que o aconselham e deixaram claro que era preciso se livrar daquele deus negro zangado. Ou ele poderia incitar uma revolta ao estilo de Denmark Vesey neste país. Quer dizer, o que mais poderia ser?”, continuou. Denmark Vesey, citado por Jones, era um escravo que ganhou na loteria, comprou sua própria liberdade, virou dono de marcenaria e pastor da igreja Metodista. Em suma, era um “preto bem sucedido” do século 18, que ainda assim sofria perseguição racial e teve até sua Igreja fechada. Sem se dobrar, ele decidiu usar sua influência entre a população afro-americana para enfrentar o sistema racista e escravista, organizando uma das maiores insurreições civis da história norte-americana. Jones agradeceu ao escritor Neil Gaman, autor do livro em que a série é baseada, e aos showrunners originais pela oportunidade. Mas também acrescentou em suas postagens que Gabrielle Union, Heidi Klum e Nick Cannon “disseram que a Fremantle é um pesadelo”, referindo-se à produtora da série. “Eles te tratam como um cidadão de segunda classe por fazer o seu trabalho bem” e avisou que ainda tem “mais por vir” a respeito da demissão. A atriz Gabrielle Union, que também foi recentemente demitida da 14ª temporada do programa “America’s Got Talent”, produzido por Fremantle, retweetou a mensagem de Jones e acrescentou: “Ohhhhhhhhhhhh … Vamos conversar, meu amigo. #StrongerTogether (Mais fortes juntos)”. Pelo jeito, tem realmente muito “mais por vir”. Thank you #AmericanGods fans.I know ya'll have LOTS of questions about the firing. As always I promise to tell you the truth and nothing but. ❤️ Always, Mr. Nancy🙏🏿 pic.twitter.com/sDouoQlUMd — Orlando Jones (@TheOrlandoJones) December 14, 2019 Correction: I was fired Sept 10, 2019 like @itsgabrielleu @OfficialMelB @NickCannon @heidiklum all have said @FremantleUS is a nightmare. They treated you like a 2nd class citizen for doing your job to well. Stay tuned. More to come. #AngryGetsShitDone pic.twitter.com/DQYtaMfs8O — Orlando Jones (@TheOrlandoJones) December 14, 2019
José de Abreu escapa há dois anos da Justiça por ofensa a Bia Doria
O ator José de Abreu está dando um baile na Justiça brasileira. Desde outubro de 2017, ele é procurado por oficiais de justiça, que tentam citá-lo num processo aberto pela então primeira-dama da capital paulista, Bia Doria — hoje primeira-dama do estado. Para o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o ator “se encontra em local incerto e não sabido”. A artista plástica acionou Abreu judicialmente, pedindo R$ 100 mil de indenização por dano moral, por ter ofendido “sua honra e reputação ao compará-la a um animal”. O motivo foi um tuíte do ator, que é petista assumido, do dia 9 de outubro de 2016, em que escreveu: “STF proíbe vaquejada mas permite que a Bia Doria dê entrevista? É um crime contra os animais…”. Naquele dia, a Folha de S. Paulo havia publicado entrevista em que ela falou sobre a eleição do marido João Doria à prefeitura. A repercussão foi catastrófica, a ponto de Bia ser, desde então, blindada de contato com a imprensa. Abreu não foi o único a ridicularizar as declarações da artista, mas foi quem fez a comparação com a vaquejada. “Para um cidadão médio, ao ler o termo vaquejada, no seu sentido literal, inconscientemente e imediatamente é remetido ao termo ‘vaca'”, escreveram os advogados de Bia. A artista se sentiu ofendida e pediu à Justiça que o Twitter fosse obrigado a apagar o post, no que foi atendida. A partir daí, começou uma verdeira saga para intimar o ator no processo. Como ele mora no Rio de Janeiro e o processo corre em São Paulo, a praxe é o tribunal do estado de origem expedir uma carta precatória para a outra jurisdição localizar a parte. Em julho de 2018, a Justiça autorizou buscas nos endereços de Abreu em dois sistemas, um que rastreia dados da Receita Federal e outro que faz cruzamento com registros do Departamento Nacional de Trânsito. O ator foi procurado por oficiais de Justiça nos locais relacionados a seu nome, mas não foi encontrado. Em outra tentativa, foram enviadas correspondências a quatro operadoras telefônicas com a solicitação de compartilhamento de endereços ligados a Abreu. Sem sucesso. A Globo, onde ele trabalha, também foi acionada para fornecer o endereço de seu funcionário. A emissora atendeu à demanda e compartilhou a informação, mas no local apontado a resposta foi: “Mudou-se”. Em maio deste ano, Abreu entrou no ar na novela das nove “A Dona do Pedaço”. Em 13 de novembro, o juiz despachou: “O réu é ator conhecido e atualmente está no elenco da novela da Globo. Portanto, a citação pode se dar no local das gravações”. Só que a trama acabou nove dias depois, sem que o ator fosse contatado. Encerrado o trabalho, Abreu tirou férias. Como contou na rede social, está viajando pelo mundo e acaba de desembarcar na capital francesa, onde comprou em 2014 um apartamento. Na decisão mais recente da ação aberta por Bia, o magistrado Douglas Iecco Ravacci decidiu na terça-feira (10/12) que a citação poderá ser feita por edital, “tendo em vista que restam exauridos todos os meios disponíveis para localização do requerido”. A Folha de S. Paulo não teve a menor dificuldade de encontrá-lo para falar sobre o assunto. Ao comentar o périplo da justiça, Abreu diz estranhar que não consigam achá-lo, já que gravou duas novelas na Globo desde o início do processo. Sobre o fato de não ser encontrado em residência fixa, ele explicou que desistiu de manter casa no Rio “há uns cinco anos” e, desde então, mora em locais alugados via Airbnb. “Eu não tenho endereço fixo. Não moro em lugar nenhum. Eu moro onde me dá na telha.” Abreu diz ainda que seu post sobre a mulher de Doria era uma piada e que, se for preciso, está disposto a ir até o STF (Supremo Tribunal Federal) para garantir seu direito à liberdade de expressão. “Sou um comediante, eu faço piada. Eu tenho direito de me expressar. Não vou perder uma piada por medo de processo. Esses caras estão malucos”. E completou: “A Justiça tem mais o que fazer do que ficar perseguindo ator. Não sei que prejuízo moral eu dei à dona Bia Doria. Eu não vou parar de falar.” Para o advogado de Bia no caso, Jacomo Andreucci Filho, o ator “não atualiza seus endereços nos cadastros justamente para ocultar-se de citações”. Abreu contesta a acusação e diz que seus dados estão em dia na Globo, no banco onde tem conta e na Receita Federal. Neste sábado (14/12), o governador João Doria abordou o caso em sua conta no Twitter. “Vejam até onde vai a covardia do Zé de Abreu. Um notório ativista da esquerda e defensor do Lula. Que desrespeita mulheres, cospe na cara das pessoas e, após condenado, foge covardemente da justiça”, escreveu. Em outro processo recente por abusar de sua “liberdade de expressão”, Abreu foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização ao hospital Albert Einstein. O motivo foi uma teoria conspiratória maluca, em que acusou no Twitter que a instituição apoiou o atentado a faca contra o hoje presidente Jair Bolsonaro. O ator criou uma vaquinha virtual e arrecadou o valor em menos de 24 horas.
Olivia Newton-John e John Travolta voltam a viver seus personagens de Grease
Olivia Newton-John compartilhou uma foto em seu Instagram em que aparece com John Travolta, de volta aos seus papéis de Sandy e Danny em “Grease: Nos Tempos da Brilhantina” (1978). “Pela primeira vez nos figurinos desde o filme! Muito animada!”, escreveu na legenda da publicação. Travolta também publicou a foto e ainda acrescentou um vídeo da reação do público cantando, em que comenta que “Grease is still the word” (Grease ainda é a palavra), referência ao título de uma das músicas da produção. Eles se juntaram para um evento realizado na sexta-feira (13/12), em que apresentaram os hits da comédia musical clássica. Chamado de “Meet n’ Grease Movie: Sing Along with Danny e Sandy”, o evento realizado em West Palm Beach também teve a projeção do longa de 1978 e acompanhamento do Coral Sky Amphitheatre nos momentos musicais, com interpretação ao vivo das canções por Olivia e Travolta. A produção do espetáculo ainda encorajou o público a comparecer “a caráter”, ou seja, com visual dos anos 1950, como no filme. Em “Grease”, Olivia interpretava a “boa moça” Sandy, que se apaixonada pelo “bad boy” Danny durante as férias de verão. Mas quando os dois voltam às aulas e descobrem que estudam no mesmo colégio, Danny precisa decidir se o romance foi real ou se cede à pressão dos colegas para perpetuar a imagem de rebelde sem namorada boazinha. A solução do final foi bem subversiva para a época, com Sandy deixando a imagem de santinha para trás, juntando-se à turma das “bad girls”, enquanto todo o elenco celebra os novos termos de igualdade do casal. Ponto alto da carreira de seus intérpretes, “Grease” vive grande fase de nostalgia por ocasião de seu aniversário de 40 anos. Foram várias celebrações, que aconteceram três anos após o lançamento de uma versão ao vivo na TV, com novos atores, e estão inspirando até o desenvolvimento de uma série baseada no filme para o vindouro serviço de streaming HBO Max. Para completar, Olivia Newton-John, que enfrenta câncer pela terceira vez, recentemente recebeu de presente de um fã a icônica jaqueta que ela usou no final do filme, numa das principais cenas da produção, pela qual o admirador anônimo pagou o equivalente a RS$ 1 milhão em um leilão. Ver essa foto no Instagram First time in costume since we made the movie ! So excited!! Uma publicação compartilhada por Olivia Newton-john (@therealonj) em 13 de Dez, 2019 às 5:11 PST Ver essa foto no Instagram #Grease is still the word. Opening night of #MeetNGrease at the @coralskyamp in West Palm Beach! Uma publicação compartilhada por John Travolta (@johntravolta) em 13 de Dez, 2019 às 8:48 PST
Sally Field é presa em protesto pelo meio ambiente nos Estados Unidos
A atriz Sally Field se juntou ao grupo de celebridades de Hollywood presas durante as manifestações programadas por Jane Fonda nas sexta-feiras em Washington. Segundo o site TMZ, a atriz foi presa por fazer um pronunciamento público em um púlpito, discursando sobre a importância da preocupação com o meio ambiente, o futuro verde e o aquecimento global, citando até o filme que lhe rendeu um Oscar, “Norma Rae” (1979), como inspiração. Os policiais decidiram levá-la para a delegacia porque ela estava discursando nos degraus de um prédio governamental. Com ela, outras pessoas também foram detidas. Jane Fonda, que estava no protesto com Sally Field, desta vez saiu ilesa. A atriz já tinha sido presa quatro vezes ao participar das manifestações contra a falta de iniciativa ambiental do governo americano. This is a possibility that is actually happening, we need to get out of our comfort zones now! – @sally_field #firedrillfriday pic.twitter.com/1qNEfRfn12 — Fire Drill Fridays (@FireDrillFriday) December 13, 2019 Thank you to @sally_field who was just arrested on the US Capitol steps with #FireDrillFriday taking action demanding a just transition! pic.twitter.com/T54vKME0Ve — Fire Drill Fridays (@FireDrillFriday) December 13, 2019
Gal Gadot compartilha vídeo sobre sua passagem pelo Brasil
A atriz Gal Gadot compartilhou um vídeo em seu Instagram sobre sua passagem pelo Brasil. Ela veio divulgar “Mulher Maravilha 1984” na CCXP 2019. “A semana passada no Brasil foi maior do que qualquer coisa que eu poderia imaginar. Obrigado pela recepção tão calorosa. Verdadeiramente inesquecível”, escreveu, ao postar um vídeo de imagens da viagem. Uma das estrelas mais festejadas da CCXP, Gal Gado foi recebida por centenas de fãs fantasiados como sua personagem, que gritaram e aplaudiram sem parar sua presença no evento. “Vocês estão maravilhosos hoje”, disse a atriz, em resposta à recepção. Na ocasião, a atriz ressaltou o caráter universal da super-heroína. “É por vocês que a gente faz este tipo de filme. E não acho que a Mulher-Maravilha seja só para meninas e mulheres, ela é para todos.” Novamente dirigida por Patty Jenkins, a continuação de “Mulher-Maravilha” vai chegar aos cinemas brasileiros em 4 de junho, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Ver essa foto no Instagram Last weekend in Brazil was bigger than anything I could ever imagine ✨ Thank you for the warmest welcome. Truly unforgettable! 🙅🏻♀️ #ccxp @wonderwomanfilm @wbpictures Uma publicação compartilhada por Gal Gadot (@gal_gadot) em 13 de Dez, 2019 às 1:52 PST
Game Awards: Veja 35 trailers lançados no “Oscar dos games”
Os Game Awards, cerimônia considerada o “Oscar dos games”, premiou na noite de quinta-feira (12/12) “Sekiro: Shadows Die Twice” como melhor jogo do ano e ainda destacou “Disco Elysium” como vencedor em mais categorias. Mas a premiação também é conhecida por servir de palco para o lançamentos de jogos inéditos e de conteúdos adicionais para games. Vários trailers foram divulgados em primeira-mão durante a transmissão ao vivo no YouTube, Twitch, Facebook, Mixer e Steam, entre eles um novo game baseado na franquia “Velozes e Furiosos” e expansões de jogos com as inclusões de Fênix Negra e Coringa, personagens de quadrinhos que ganharam filmes em 2019. A maioria das atrações foram títulos inéditos, mas franquias antigas também ganharam prévias de novas edições, entre elas a veterana “Magic: The Gathering”, criada em 1993 como jogo de cards, e “Final Fantasy”, RPG iniciado em 1987. Veja abaixo 35 vídeos apresentados durante o evento. https://youtu.be/DdVQpNRG_-o https://youtu.be/NpesyulITM0 https://youtu.be/oziTQgMdXi4 https://youtu.be/4N9BYxPOhcM https://youtu.be/Z8KAlgSOnfI https://youtu.be/qZl68FB_a-o
Ministério da Educação encerra contrato e despeja TV Escola
O governo Jair Bolsonaro decidiu não renovar o contrato de gestão com a Associação Roquette Pinto, que gerencia a TV Escola. Por conta disso, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, determinou um despejo da TV Escola das dependências do Ministério da Educação . Equipamentos do canal foram recolhidos por um caminhão de mudança na manhã sexta-feira (13/12) e encaminhados para um depósito em Brasília. O fim do contrato aconteceu após o governo encontrar dificuldades para indicar pessoas e politizar ainda mais o canal com conteúdo ideológico. De acordo com documentos obtidos pelo site de direita O Antagonista, em julho o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, encaminhou ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, nomes que deveriam ser nomeados para a fundação, apesar de não terem nenhuma ligação com a área da Educação ou mesmo com Jornalismo – um era formado em Odontologia e o outro em curso de escolta armada. Os apadrinhados acabaram rejeitados. Apesar disso, o conteúdo da TV Escola, que existe desde 1995 com teor educacional voltado para professores e estudantes, sofreu influência do governo. O diretor-geral, Francisco Câmpera, foi indicado ainda na gestão do ex-ministro Ricardo Vélez, e a associação ainda abrigou integrantes da ala mais ideológica do governo, como Eduardo Melo, que é diretor adjunto. Isto aconteceu após o Ministério da Educação atrasar repasses neste ano para a associação, o que vinha dificultando a continuidade das operações do canal. Para completar, nesta semana a emissora passou a transmitir uma série sobre a história do Brasil com visão fortemente ideológica, cujo tom revisionista enfatiza a religião e minimiza a importância dos não brancos para o país, acompanhada por entrevistas com o escritor Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo, e outros porta-vozes da extrema direita. Em nota, a Roquette Pinto informou que tentou “inúmeros contatos com assessores do Ministério e com o próprio ministro no sentido de solicitar uma prorrogação do prazo para a desocupação afim de poder achar um local adequado. Não recebeu nenhuma resposta”. Além de gerenciar a TV Escola, a Associação Roquette Pinto também é responsável TV Ines, canal voltado a surdos, e pela Cinemateca. O Ministério da Educação confirma que o contrato não será renovado, mas disse, em nota oficial, que “estuda a possibilidade de as atividades do canal serem exercidas por outra instituição da administração pública”. A declaração sugere que outra empresa deverá assumir as operações do canal, possivelmente com novo aporte financeiro (verbas públicas), e, no caso de emplacar um “caráter emergencial”, sem litação, o que possibilitaria a escolha de associação ligada aos interesses do governo – ou de integrantes do governo. A conferir.
Danny Aiello (1933 – 2019)
O ator Danny Aiello morreu na noite de quinta (13/12), aos 86 anos. O astro veterano, que foi indicado ao Oscar por “Faça a Coisa Certa” (1989), estava passando por tratamento médico depois de sofrer um mal súbito, quando contraiu uma infecção e acabou não resistindo. Nascido Daniel Louis Aiello Jr. em uma família de origem italiana em Nova York, Danny serviu no exército e teve diversos empregos, de segurança de boate a carregador de malas de ônibus, antes de virar ator aos 35 anos. Quando acumulava os trabalhos de leão de chácara e apresentador de atrações numa boate, chamou atenção do jovem dramaturgo Louis La Russo II, que decidiu incluí-lo numa peça. Não foi num papel pequeno. Aiello interpretou Biggie, um cantor de Hoboken, New Jersey, na peça “Lampost Reunion”, e acabou indicado ao Tony (o Oscar do teatro). Ele seguiu para o cinema, aparecendo como jogador de beisebol em “A Última Batalha de um Jogador” (1973), em que contracenou com Robert De Niro, e acabou se destacando no clássico “O Poderoso Chefão II” (1974), no papel do mafioso Tony Rosato. O filme de Francis Ford Coppola lhe deu reconhecimento em Hollywood graças à frase famosa de seu personagem: “Michael Corleone mandou um olá”, dita enquanto tentava estrangular o traidor Frankie Pentangeli (Michael V. Gazzo). Detalhe: a frase não estava no roteiro e foi improvisada. Em “Testa-de-ferro Por Acaso” (1976), Aiello iniciou uma parceria com Woody Allen, que voltaria a escalá-lo nos sucessos “Rosa Púrpura do Cairo” (1985) e “A Era do Rádio” (1987). Tentando compensar a demora para começar sua carreira, ele acumulou inúmeros papéis em poucos anos, contracenando com astros famosos como Richard Gere em “Irmãos de Sangue” (1978) e Paul Newman em “41ª DP: Inferno no Bronx” (1981), além de voltar ao mundo da máfia em outro clássico do cinema, “Era uma Vez na América” (1984), de Sergio Leone, desta vez como o chefe da polícia. Aiello ainda estrelou o cultuado terrir “A Coisa” (1985), contracenou com Jackie Chan em “O Protetor” (1985), viveu o pai de Madonna no clipe de “Papa Don’t Preach” (1986) e até ficou noivo de Cher em “Feitiço da Lua” (1987), filme que rendeu o Oscar para a cantora, antes de ser escalado por Spike Lee em seu papel mais memorável. Em “Faça a Coisa Certa” (1989), ele vive Sal, o dono da pizzaria em que a maior parte da história se passa. Em uma entrevista para o canal PBS em 2016, Aiello contou que Spike Lee insistiu muito para que fizesse o papel, mas ele relutava por ser estereotipado – um italiano dono de pizzaria. Só topou quando o diretor-roteirista aceitou que ele improvisasse para dar maior autenticidade ao personagem – como a frase em que diz sobre as crianças negras do bairro: “Eles cresceram com a minha comida”. Sem nunca ter feito uma aula sequer de atuação, Aielo foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, mas acabou perdendo para Denzel Washington, por “Tempo de Glória”. Sua filmografia, que já era grande, disparou nos anos 1990 com o prestígio da indicação. Vieram “Alucinações do Passado” (1990), de Adrian Lynne, “Meu Querido Intruso” (1991), de Lasse Hallstrom, “Hudson Hawk, o Falcão Está à Solta” (1991), de Michael Lehmann, e finalmente seu primeiro papel de protagonista, “Caso Kennedy, uma Conspiração” (1992), em que viveu Jack Ruby, o mafioso que matou Lee Harvey Oswald, o assassino do presidente Kennedy. Teve seu segundo protagonismo em “Uma Estréia Divertida” (1993), de Paul Mazursky, como um diretor de cinema fracassado, e completou a boa fase com papéis em “O Clube das Viúvas” (1993), de Bill Duke, “Prêt-à-Porter” (1994), de Robert Altman, e no cultuadíssimo “O Profissional” (1994), de Luc Besson. Mas a partir daí vieram uma série de filmes que, se na teoria pareciam irrecusáveis, provaram-se equívocos que acabaram erodindo sua carreira. Como poderia dar errado um filme com Antonio Banderas, sua esposa Melanie Griffith e Daryl Hannah? Pois “Quero Dizer que te Amo” (1995) foi um fracasso. E um thriller com Al Pacino e John Cusack? “City Hall: Conspiração no Alto Escalão” (1996) teve desempenho ainda pior. Seus filmes seguintes como protagonista, “Mojave: Sob o Luar do Deserto” (1996) e “Homens de Honra” (1998), foram rapidamente esquecidos. Em pouco tempo, Aiello se viu restrito a clichês de mafiosos ou donos de restaurantes italianos – “Mambo Café: Servindo à Máfia” (2000), “Uma Receita Para a Máfia” (2000), “Uma História do Brooklyn” (2005), etc. Seus últimos filmes foram parcerias com o diretor-produtor-roteirista Frank D’Angelo, especialista em produções baratas de gângsteres, geralmente lançadas direto em VOD, que não tiveram distribuição no Brasil. Ao saber da morte do ator, Spike Lee se disse “quebrado” num post no Instagram e lembrou “Nós fizemos História no Cinema juntos”, enquanto Cher acrescentou no Twitter que “fazer ‘Feitiço da Lua’ foi um dos momentos mais felizes da minha vida” e Aiello “foi um dos motivos”. Ver essa foto no Instagram I’m 💜 Broken. Just Found Out My Brother DANNY AIELLO Made His Transition Last Night. Danny,We Made Cinema History Together With DO THE RIGHT THING. May You Rest In PARADISE.🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿 Uma publicação compartilhada por Spike Lee (@officialspikelee) em 13 de Dez, 2019 às 7:02 PST
Star Wars: A uma semana da estreia, fãs já acampam diante de cinema de Los Angeles
Fãs da franquia “Star Wars” já começam a acampar nos arredores do famoso Chinese Theatre de Hollywood, formando fila para assistir “A Ascensão Skywalker”, que só será lançado dentro de uma semana. O local tem importância história para quem acompanha a franquia, pois foi naquele cinema que tudo começou, com a première oficial de “Guerra nas Estrelas”, de George Lucas, em 1977. Anunciado como último filme dessa longa saga de mais de quatro décadas, “Star Wars: A Ascensão Skywalker” é um dos filmes aguardados com maior expectativa em 2020, e pelo menos 20 pessoas já se instalaram no polo turístico de Los Angeles, a espera de os portões se abrirem para a estreia. Os organizadores do acampamento acreditam que o número de pessoas deve chegar a 150 na região nos próximos dias, com fãs de todas as idades vindos até de outros países para celebrar este último episódio – o 9º da franquia – no mesmo local onde que serviu de berço para a saga espacial. “Quando lançam um novo filme de Star Wars, todo o resto é secundário, é como ter um filho”, disse à agência AFP Nicolas Johnson, que foi acampar com seu cachorro Cookie. “Tenho sorte de poder trabalhar na fila”, disse Shing Hwong, advogada de 39 anos que mora perto de São Francisco e trouxe o laptop com ela. “Vou dormir aqui e à noite posso compartilhar com meus amigos e conversar sobre Star Wars”. O costume de fazer acampamentos para a estreia de um novo longa de “Star Wars” começou duas décadas atrás, por ocasião do lançamento de “A Ameaça Fantasma”, em 1999. “Eu vejo isso como uma festa do pijama com amigos, onde todos têm os mesmos interesses”, disse o fotógrafo de moda Justin Nunez, 31, de San Diego, que participa pela primeira vez dessa vigília. Com direção de JJ Abrams (o diretor de “O Despertar da Força”), “Star Wars: A Ascensão Skywalker” chegará aos cinemas brasileiros na próxima quinta (19/12), um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
The Mandalorian: Baby Yoda ganha coleção de brinquedos
A Hasbro revelou as imagens de sua linha de brinquedos inspirado na Criança da série “The Mandalorian”, mais conhecida nas redes sociais como “Baby Yoda”. A pequena criaturinha de apenas 50 anos de idade virou um fenômeno de popularidade, assim que apareceu no final do primeiro capítulo, disparando memes, artes de fãs e pedidos para a fabricação de brinquedos. O bebê da raça do popular personagem Mestre Yoda foi a principal novidade da série “live-action” de “Star Wars”, disponibilizada na plataforma Disney+ (Disney Plus). E já nasceu pronto para o marketing. A vontade de consumir produtos do “Baby Yoda” é tanta que o público da série está revoltada com a Hasbro pela demora da fabricação dos brinquedos. Apesar das imagens já estarem sedo divulgadas, os bonecos não serão colocados à venda neste Natal. Vão ficar para a Páscoa. Talvez em homenagem ao nome do ator que interpreta o Mando do título, Pedro Pascal. Os valores são bem acessíveis, entre US$ 8 e US$ 25. Resta saber se o hype vai durar até lá. Ou se o criador da série, Jon Favreau, não planejou matar o personagem na 1ª temporada, que se encerra em 27 de dezembro. Ao menos, “The Mandalorian” está renovada para a 2ª temporada.
Rodrigo Santoro é capa do suplemento fashion do New York Post
O ator Rodrigo Santoro compartilhou em seu Instagram fotos da reportagem de capa da Alexa, suplemento fashion do jornal norte-americano New York Post. A matéria é uma entrevista sobre o trabalho do brasileiro na 3ª temporada de “Westworld”, que ainda não tem previsão de estreia, e “Reprisal”, que estreou na semana passada na plataforma Hulu. O texto usa o apelido “Brad Pitt do Brasil” para falar do ator, além de citar sua mulher, a modelo e atriz Mel Fronckowiak, e a filha do casal, Nina, de 2 anos. Também pincela sua carreira internacional, citando seu começo sem falar inglês e a participação na comédia britânica “Simplesmente Amor”, de 2003, que o colocou no mapa, até o sucesso que ele fez durante a recente New York Comic Con. “Estou tendo o momento da minha vida”, comemorou Santoro sobre a atual popularidade. Mas a rotina, diz ele, anda puxada. “Tem sido desafiador, porque os papéis são muito diferentes. Eu preciso ir para Los Angeles por uma semana, e então voo de volta e pulo em ‘Reprisal'”, contou sobre a série da Hulu, que foi gravada na Carolina do Norte. A frondosa barba que Santoro ostenta na capa é parte de sua personificação de Joel, seu personagem em “Reprisal”. Ela foi cultivada por três meses e o ator está louco para se livrar dela. “A barba no calor é… suada. É muito úmido na Carolina do Norte, e nós filmamos durante todo o verão. Meu Deus, Joel sua muito, e isso se tornou parte do personagem. Aquele suor que você vê na tela é real”, finaliza. Criada por Josh Corbin (roteirista de “StartUp”, série da plataforma Sony Crackle), “Reprisal” é descrita como uma “história de vingança hiper-cinética”, ou, na definição de Santoro, “um acidente de carro com Quentin Tarantino e David Lynch”. A trama gira em torno da personagem de Abigail Spencer (de “Timeless”), uma femme fatale que é atacada e deixada para morrer. Mas sobrevive e busca vingança contra a gangue responsável pela violência. Santoro interpreta Joel Kelly, um membro antigo da gangue The Banished Brawlers, que é praticamente o líder de fato do grupo, mas também passou por uma mudança recente em suas prioridades e sua luta agora é para manter a paz. O papel não impede que Santoro retorne a “Westworld”, onde vive o pistoleiro Hector Escaton. Apesar de o personagem (alerta de spoiler) ter sido morto na batalha do final da 2ª temporada do programa da HBO, ele foi visto nos trailers do terceiro ano da produção. “Não posso falar sobre ‘Westworld’ ou eles…”, diz Santoro, completando a frase com um gesto de cabeça cortada. Ele também poderá ser visto em 2020 num filme da Netflix, ao lado de Joseph Gordon-Levitt e Jamie Foxx. “E só posso dizer que a filmagem foi muito divertida”, resumiu. Ver essa foto no Instagram Thank you, @alexa_nypost, for this article. Had a great time sharing my experiences with you. . Obrigado, @alexa_nypost, por este artigo. Adorei compartilhar minhas experiências com vocês. Uma publicação compartilhada por Rodrigo Santoro (@rodrigosantoro) em 11 de Dez, 2019 às 1:30 PST








