Donald Trump ataca o Oscar por premiar “um filme da Coreia do Sul”
Donald Trump resolveu atacar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA por dar o Oscar de Melhor Filme a “Parasita”, durante um discurso para uma multidão de correligionários no estado do Colorado. Segundo o presidente dos EUA, “Parasita” deveria ser premiado apenas como Melhor Filme Internacional. “E o vencedor é um filme da Coréia do Sul. O que diabos foi isso? Já tivemos problemas suficientes com a Coréia do Sul no comércio e, além disso, eles dão o [Oscar de] melhor filme do ano. É bom? Eu não sei”. Ele continuou: “Vamos pegar ‘E o Vento Levou’… Podemos voltar à época de ‘E o Vento Levou’, por favor?”. “E o Vento Levou” venceu o Oscar em 1940, seis anos antes de Trump nascer. Ele ainda citou “Crepúsculo dos Deuses”, um pouco mais “novo”, de 1950, entre “tantos filmes excelentes” que representariam o cinema americano e mereciam mais o Oscar que “Parasita”. Trump ainda zombou da cerimônia sugerindo que eles trocaram o envelope, dizendo o nome do vencedor errado – como aconteceu em 2018. Fingindo apresentar o prêmio, ele disse: “‘O vencedor é da Coréia do Sul’. Eu pensei que era o melhor filme estrangeiro, certo? Melhor filme estrangeiro. Isso já aconteceu antes”. “Parasita” venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional e Melhor Filme, além de troféus de Direção e Roteiro Original. Foi a primeira produção falada em língua não inglesa a conquistar a estatueta de Melhor Filme na história da premiação. A declaração de Trump não é surpreendente, porque ele foi eleito prometendo colocar os interesses dos EUA em primeiro lugar. Tem sido assim em todas as áreas e não seria diferente no cinema. Mas o estúdio indie Neon, responsável pela distribuição de “Parasita” nos EUA, preferiu ironizar a falta de refinamento cultural de Trump ao responder ao ataque. “É natural, ele não sabe ler”, publicou a conta oficial da empresa no Twitter, reagindo ao vídeo do discurso com a lembrança de que o filme é exibido com legendas. Veja abaixo. Vale lembrar que o presidente anterior dos EUA, Barack Obama, venceu o Oscar 2020 como produtor do documentário “Indústria Americana”. Por sinal, Obama incluiu “Parasita” em sua lista de Melhores Filmes do ano. Trump ainda aproveitou seu discurso contra o Oscar para criticar Brad Pitt, premiado como Melhor Ator Coadjuvante por “Era uma Vez em Hollywood”. “E então você tem Brad Pitt. Eu nunca fui um grande fã dele. Levantou, fez uma gracinha [ao receber o Oscar]. Ele é um cara pouco inteligente”, disse o presidente. No discurso de agradecimento, Pitt mencionou brevemente o julgamento de impeachment de Trump. “Eles me disseram que eu só tenho 45 segundos aqui, o que são 45 segundos a mais do que o Senado concedeu a John Bolton esta semana”, afirmou Pitt em seu discurso, referindo-se à decisão do Senado de não ouvir as testemunhas de acusação do caso. Understandable, he can't read.#Parasite #BestPicture #Bong2020 https://t.co/lNqGJkUrDP — NEON (@neonrated) February 21, 2020
Angelina Jolie escreve editorial criticando longa duração da guerra na Síria
A edição desta quinta (20/2) da revista americana Time trouxe um texto editoral de Angelina Jolie, criticando a longa duração do conflito na Síria, Embaixadora especial da ACNUR (Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Angelina frisou que sua primeira visita ao país foi em 2011 e, na época, já tinha se chocado com a violência que as crianças traziam em seus corpos mutilados, detalhando o caso de um menino que teve a perna arrancada durante um ataque aéreo em sua cidade. “Eu esperava que histórias como a dele pudessem forçar os países ricos e poderosos do mundo a intervir para impedir a violência”, escreveu a atriz, como uma carta aberta aos países integrantes da ONU. “Mas agora, quase uma década depois, isso me parece uma metáfora do próprio conflito sírio: a inocência destruída de uma geração de crianças; o dano irreversível infligido a uma sociedade secular e multiétnica; e os anos de pedidos de ajuda que ficaram sem resposta”. Desde que a guerra na região começou, Angelina visitou refugiados da Síria por pelo menos 10 vezes. “No começo, as famílias que conheci eram esperançosas. Elas diziam: ‘Por favor, conte às pessoas o que está acontecendo conosco’, confiando que, uma vez que a verdade fosse conhecida, o mundo viria em seu socorro”, refletiu. “Mas a esperança se transformou em raiva e luta pela sobrevivência: a raiva do pai que segurou seu bebê comigo, perguntando: ‘Ele é terrorista? Meu filho é terrorista?’ e a dor das famílias que conheci que enfrentavam escolhas diárias sobre quais de seus filhos receberiam alimentos e remédios escassos”, desabafou. No decorrer do texto, Angelina lembrou que o massacre de crianças naquela região não foi suficiente para sensibilizar àqueles que, segundo ela, são interessados na destruição da Síria. Além disso, ela comentou que nenhuma resolução internacional foi suficiente para impedir que o país fosse dizimado, que nem mesmo a ONU tem sido capaz de contar os mortos e criticou a falta de ação do governo americano. “Isso também levanta questões fundamentais para nós, como americanos: quando deixamos de querer defender os menos favorecidos, os inocentes e os que lutam por seus direitos humanos? E que tipo de país seríamos se abandonássemos esse princípio? Hoje há muita atenção na América na autopreservação. Mas a paz é quase sempre lutada com mais força por aqueles que realmente entendem a guerra”, acrescentou. Por fim, ela pediu o cessar-fogo na região, e que os Estados Unidos atuem nesse sentido. “A história mostra que, quando lutamos pela libertação da Europa na 2ª Guerra Mundial, ou contribuímos para a construção da ordem global do pós-guerra, o fizemos por nossos próprios interesses – e colhemos os benefícios. Mas quando os Estados Unidos foram atacados em 11 de setembro, muitos países fizeram uma causa comum conosco porque conquistamos a amizade deles”, apontou a atriz vencedora do Oscar.
Depois de vídeo pornô, Bella Thorne vira freira nas ruas de Los Angeles
Depois de ganhar um prêmio por sua estreia como diretora de filme pornô, a atriz Bella Thorne foi ao outro extremo e apareceu vestida de freira nas ruas de Los Angeles. Videos e fotos flagraram a ex-Disney Channel durante a filmagem de um novo projeto, em que aparece como uma freira, segurando um sino e um pote de plástico ilustrado por um crucifixo, em meio a carros dos anos 1970. Ela confirmou que se trata de um novo filme com uma postagem no Instagram, mas não deu detalhes. “Não te interessa. Nova semana, novo filme”, escreveu como legenda de uma foto em que aparece vestida de freira, fazendo um trocadilho com as palavras nun (noviça, ou freira) e none. Segundo apurou o jornal britânico Daily Mail, o filme se chama “Habit” (hábito, como o vestuário de uma freira), mas não há informações a respeito de nenhuma filmagem com este título no IMDb, que lista cinco projetos diferentes da atriz de 22 anos em pré-produção. Ver essa foto no Instagram Nun -ya-business New week new movie 🌹 Uma publicação compartilhada por BELLA (@bellathorne) em 19 de Fev, 2020 às 12:39 PST
CEO da Disney diz que Tom Holland lhe deve um chope por salvar o Homem-Aranha
Bob Iger, o poderoso CEO da The Walt Disney Company, brincou que Tom Holland lhe deve um chope por salvar o Homem-Aranha. Ele fez a brincadeira numa publicação do Twitter, em que compartilhou fotos com Holland e Chris Pratt no tapete vermelho da première de “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”, animação da Pixar que, em inglês, tem título curtinho (“Onward”). “A estreia de ontem à noite do novo filme da Pixar, ‘Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica’, me deu a chance de ver amigos da Marvel Studios – Chris Pratt e Tom Holland! Tom me deve um ‘chope’ por salvar Homem Aranha!”, escreveu Iger. O CEO da Disney refere-se, na piada, às negociações entre Disney e Sony para produzir um terceiro filme do Homem-Aranha. O herói chegou a ficar alguns dias fora do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) após os estúdios endurecerem suas posições para renovar a parceria. Os bastidores dessa história foram revelados pela revista The Hollywood Reporter em outubro passado. A publicação informou que o intérprete do herói teve encontros com Bob Iger e Tom Rothman, o chefão da Sony, após o anúncio de que o Aranha não estaria mais no Universo Marvel. Ele usou sua participação na D23, a Comic Con da Disney, para mobilizar fãs e usar essa influência para demonstrar aos dois executivos como a permanência do Aranha no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês) seria mais lucrativo para ambos, com maior venda de ingressos e nenhum protesto de fãs. Ele também teria usado seu contrato para estrelar “Uncharted”, adaptação de game que a Sony pretende transformar em franquia, para fazer Rothman reconsiderar a separação, e se tornou uma das raras estrelas de cinema a ser recebida pessoalmente por Iger, um dos homens mais poderosos de Hollywood, para discutir o aspecto comercial do lançamento de um filme. Tom Holland tem apenas 23 anos. Graças a seus esforços, os dois estúdios retomaram as discussões. No final, Rothman declarou: “Acho que foi uma vitória para a Sony. Acho que foi uma vitória para a Disney. Acho que foi uma vitória para fãs e espectadores”. Ainda não há previsão de estreia para o terceiro filme do Homem-Aranha estrelado por Holland. Mas “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica” é a próximo lançamento do ator. E se trata de mais um trabalho de dublagem, após “Um Espião Animal” e “Dolittle”. No filme, ele e Chris Pratt são irmãos elfos, que tentam reencontrar a magia perdida num reino de fadas contemporâneo, em que a fantasia foi substituída pela tecnologia. A estreia está marcada para 5 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Last night's premiere of @Pixar latest film, #Onward, gave me a chance to see @MarvelStudios friends–#ChrisPratt and #TomHolland! Tom owes me a "pint" for saving @SpiderMan! pic.twitter.com/JP1UOQJa6h — Robert Iger (@RobertIger) February 19, 2020
Festival de Berlim: Kleber Mendonça Filho diz que governo tenta destruir cinema brasileiro
O diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho acabou concentrando a atenção da imprensa internacional durante a entrevista coletiva do júri do 70º Festival de Berlim, iniciado nesta quinta (20/2) na capital da Alemanha. Após pronunciamento do presidente do júri, o ator britânico Jeremy Irons (“Watchmen”), o cineasta pernambucano virou foco de perguntas de jornalistas estrangeiros perplexos com a situação política do Brasil, após a repercussão mundial do ataque do governo Bolsonaro à Petra Costa, diretora do documentário indicado ao Oscar “Democracia em Vertigem”, e as declarações disparatadas do presidente contra o ator Leonardo DiCaprio. Conhecido por filmes politizados, Kleber Mendonça Filho precisou responder se ainda era bem-vindo no Brasil. “Por sorte, sou bem-vindo em todos os lugares, inclusive aqui”, disse o diretor de “Bacurau” e “Aquarius”. “Vou continuar fazendo meus filmes, viajando com eles e falando o que penso. Nada vai mudar em termos de dizer o que penso”, acrescentou. Mendonça Filho também abordou o paradoxo atual do audiovisual brasileiro, representado pela presença recorde de 19 produções e coproduções brasileiras em Berlim no momento em que a produção de filmes se encontra paralisada no país – desde a posse de Bolsonaro, incentivos foram cortados e nenhuma verba foi liberada para novos projetos cinematográficos. “Estamos no melhor momento da história do cinema brasileiro e é exatamente o momento em que a indústria cinematográfica do país está sendo desmantelada dia a dia”, ele apontou. “Claro que estou preocupado. Temos cerca de 600 projetos entre cinema e televisão completamente congelados pela burocracia. O cinema brasileiro percorreu um longo caminho e tem uma história longa, é muito diverso. Foram mais de 20 anos de trabalho duro para construir isso. Temos uma lista muito diversa de cineastas do Brasil todo, não só do Sudeste, que economicamente e historicamente era onde o dinheiro estava concentrado. E é isso que está sendo destruído agora.” O cineasta contou que muitos cineastas jovens o procuram, preocupados com a perspectiva de conseguir seguir na carreira. “Eu digo que é uma época dura, mas também excelente para fazer filmes, porque a tecnologia ajuda e temos um país ainda mais cheio de contradições, conflitos e drama”, contou. Para completar, Mendonça Filho ainda comentou a morte de José Mojica Marins, o Zé do Caixão. “Ele foi um dos maiores diretores brasileiros na minha opinião, mas muito incompreendido no passado por fazer cinema de gênero. Nas últimas décadas os filmes de gênero, que sempre foram importantes e maravilhosos, ganharam respeitabilidade. Para mim, o cinema de gênero é um dos exemplos mais extremos de fazer cinema, mas não significa que só considero filmes de gênero, porque o cinema é rico o suficiente para ser diversificado.” Os demais integrantes do júri – a atriz franco-argentina Bérenice Bejo (de “O Artista” e “O Passado”), a produtora alemã Bettina Brokemper (parceira dos filmes de Lars von Trier, de “Dogville” a “A Casa que Jack Construiu”), a diretora palestina Annemarie Jacir (“Wajib – Um Convite de Casamento”), o diretor e roteirista americano Kenneth Lonergan (“Manchester à Beira Mar”) e o ator italiano Luca Marinelli (“Entre Tempos”) – foram questionados apenas sobre o que esperam do festival e qual critério adotarão para escolher os melhores filmes. Jeremy Irons, que se manifestou sobre declarações polêmicas de seu passado, finalizou dizendo-se a favor de pautas progressistas, como direitos LGBTQIA+ e feminismo, e espera que alguns dos filmes da competição abordem esses assuntos e muitos outros problemas enfrentados no mundo. “Estou ansioso por assistir a longas que nos levem a questionar atitudes, preconceitos e mostrem percepções diferentes de mundo.”
Filha adotiva de Steven Spielberg vira atriz pornô
A filha adotiva de Steven Spielberg, Mikaela, virou atriz pornô. Adotada ainda bebê pelo diretor e sua esposa, a atriz Kate Capshaw, Mikaela Spielberg revelou, em entrevista ao jornal britânico The Sun, ter anunciado no último fim de semana sua opção de carreira para os pais, que a teriam apoiado totalmente. Segundo a jovem de 23 anos, eles não ficaram tristes, mas intrigados. “Eu estava muito cansada de não poder capitalizar meu corpo e, francamente, eu estou cansada de ouvir que tenho de odiar meu corpo […] Cansada de trabalhar todo dia de uma forma que não satisfazia minha alma”, disse a jovem, que tem 23 anos. Ela relatou que já tem produzido alguns vídeos por conta própria e que planeja atuar como stripper assim que conseguir sua licença para trabalho sexual. Atualmente noiva de Chuck Pankow, um jogador de dardos de 47 anos, Mikaela conta que só pretende fazer vídeos solos para não prejudicar seu relacionamento. Na entrevista, ainda revelou ter sofrido abuso sexual na infância, ato que desencadeou uma série de doenças mentais ao longo da vida, e disse que sua nova profissão a empoderou e lhe deu uma confiança que pensava que jamais teria. Por fim, Mikaela revelou que gosta de trabalhar com pornografia por ter a possibilidade de satisfazer os outros sem ser violada.
José Mojica Marins (1936 – 2020)
O cineasta José Mojica Marins, mais conhecido como seu personagem Zé do Caixão, morreu nesta quarta (19/2) em São Paulo, aos 83 anos de idade. O cineasta estava internado desde o dia 28 de janeiro para tratar de uma broncopneumonia. A informação foi confirmada por Liz Marins, filha do diretor. Filho de espanhóis, o paulistano Mojica iniciou a carreira em 1949 com uma câmera de 8mm que ganhou de seu pai em seu aniversário de 12 anos, quando fez seu primeiro “filme”: “O Juízo Final”, curta sci-fi sobre uma invasão alienígena. Ele também dirigiu o primeiro longa-metragem em formato Cinemascope (a tela widescreen original) do Brasil: o faroeste “Sina de Aventureiro” (1957). Mas a façanha que mais costuma ser celebrada em sua carreira é o fato de ter virado o maior nome do terror nacional, conhecido mundialmente pela criação de Zé do Caixão – ou Coffin Joe, como chamam os americanos – , personagem icônico que lançou em 1964, no clássico “A Meia Noite Levarei a Sua Alma”. Vilão amoral, sádico e irredimível, Zé do Caixão era o dono de um funerária do interior que desafiava Deus e o diabo com sua única crença: a continuidade do sangue. Ele quer ser o pai de uma criança superior a partir do cruzamento com a “mulher perfeita”, alguém que ele considere intelectualmente à sua altura – isto é, que não se deixe aterrorizar por bobagens, como aranhas vivas caminhando sobre seu corpo, nem acredite em superstições, como a Bíblia. Na busca por esta mulher, ele se mostra sempre pronto a torturar candidatas e matar quem tentar impedir sua missão. O impacto do personagem, uma criação original, rendeu fama a Mojica, que acabou confundido com o próprio Zé do Caixão ao explorar o personagem em novas continuações – como “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (1967) e “Encarnação do Demônio” (2008) – , derivados – como “O Mundo Estranho de Zé do Caixão” (1968) e “Exorcismo Negro” (1974) – , aparições na TV e até nos quadrinhos. Mojica contou que o monstro famoso de unhas compridas lhe apareceu num pesadelo, no início de 1963. Ele já tinha dois longas-metragens no currículo, o citado “Sina de Aventureiro” e o drama “Meu Destino em Suas Mãos” (1961), quando se viu arrastado para uma cova por um homem todo de preto, com seu rosto. Ao acordar, ele decidiu transformar o pesadelo em filme, dando origem ao coveiro Josefel Zanatas, que seus detratores em “A Meia Noite Levarei a Sua Alma” batizaram de Zé do Caixão. Seu último filme como Zé do Caixão foi “Encarnação do Demônio”, de 2008. Originalmente previsto para ser o desfecho da trilogia original, ele deveria ter sido rodado em 1967, mas foi interrompido por problemas com a censura federal. A ditadura militar passou a considerar os filmes de Mojica muito perturbadores e passou a proibir a exibição de novos filmes de terror do diretor, como “Ritual dos Sádicos” (1969), também chamado de “O Despertar da Besta”, e “Finis Hominis” (1971). Mas Mojica se manteve na ativa, dirigindo filme eróticos na Boca do Lixo durante os anos 1970 e 1980 – de títulos sugestivos como “Quinta Dimensão do Sexo”, “48 Horas de Sexo Alucinante”, “Dr. Frank na Clínica das Taras” e “24 Horas de Sexo Explícito”. Um destes filmes, “A Virgem e o Machão”, tornou-se um de seus maiores sucessos comerciais, visto por 1,3 milhão de brasileiros. De vez em quando, porém, voltava ao terror, em alguns curtas e lançamentos em vídeo, até ressurgir com impacto em “Encarnação do Demônio”, seu primeiro filme de grande orçamento, que venceu o Festival de Paulínia. Mas apesar de elogios rasgados da crítica, o filme implodiu nas bilheterias. O diretor conquistou maior público e notoriedade ao expandir a presença de Zé do Caixão para outras mídias, apresentando programas que marcaram quatro décadas de telespectadores, como “Além, Muito Além do Além” (1967-68), na Bandeirantes, “Show do Outro Mundo” (1981), na Record, “Cine Trash” (1996), de novo na Band, e “O Estranho Mundo do Zé do Caixão” (2008), um talk show que durou sete temporadas no Canal Brasil. A presença televisiva inspirou a redescoberta de seus filmes originais. Depois de anos vivendo às margens do mercado cinematográfico brasileiro, Mojica se tornou cultuado e sua obra foi amplamente revisitada, em busca de pérolas perdidas. E havia muitos trabalhos de Mojica que o mercado desconhecia, como “Exorcismo Negro” (1974), talvez a grande obra-prima do diretor. Na virada para o século 21, Mojica virou fenômeno pop. Foi tema de livros, como “Maldito!” (1998), cinebiografia escrita pelos jornalistas André Barcinski e Ivan Finotti, recebeu homenagem do Festival de Sundance, nos EUA, com uma retrospectiva de sua carreira em 2001, inspirou desfiles de escolas de samba – no carnaval carioca de 2011 e no paulista de 2018 – e teve a vida transformada em série televisiva: “Zé do Caixão” (2015), em que foi encarnado por Matheus Nachtergaele. Ele seguia dirigindo e atuando em segmentos de coletâneas de terror, ao lado de outros cineastas, como a produção internacional “The Profane Exhibit” (2013) e a nacional “As Fábulas Negras” (2015). Atuou até na comédia “Entrando Numa Roubada” (2015). Mas a saúde debilitada começou a preocupar a família. Após infarto e paradas cardíacas em 2014, diminuiu o ritmo e passou a ser pouco visto desde então. Seu legado inclui cerca de 40 filmes como diretor e mais de 60 produções como ator, entre longas, curtas, documentários e séries.
Ben Affleck diz ter largado Batman para não beber até morrer
O jornal The New York Times publicou uma longa entrevista com Ben Affleck nesta terça (18/2), em que o ator fala de seu vício em álcool, seu divórcio da atriz Jennifer Garner e até o motivo de não seguir como Batman nas adaptações dos quadrinhos da DC Comis. O ator chegou a ser confirmado como roteirista, diretor e protagonista do próximo filme solo do herói, e diz ter finalizado o roteiro que tinha planejado, mas foi aconselhado a não prosseguir. “Mostrei a alguém o roteiro de ‘The Batman'”, contou Affleck. “Ele disse: ‘Eu acho que o roteiro é bom. Eu também acho que você vai beber até morrer se passar mais uma vez pelo que acabou de passar'”. Affleck foi escalado em agosto de 2013 para viver o herói em “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça” (2016). Ele ainda interpretou Batman em “Esquadrão Suicida” (2016) e “Liga da Justiça” (2017), antes de ser substituído por Robert Pattinson, que estreia no papel no próximo filme do personagem, com lançamento previsto para julho de 2021. Os próximos filmes de Affleck, por sua vez, são o thriller político “A Última Coisa que Ele Queria” (2020), que chega na Netflix na sexta (21/2), e o drama esportivo “The Way Back”, no qual ele interpreta um treinador de basquete do ensino médio em luta contra o alcoolismo. A estreia está marcada para 5 de março no Brasil.
Ja’net DuBois (1945 – 2020)
A atriz Ja’net DuBois, conhecida pela série clássica “Good Times”, morreu durante a madrugada desta terça-feira (18/2). Ela foi encontrada morta na cama de sua residência, em Glendale, Califórnia, aos 74 anos. Sua família disse à imprensa que ela morreu dormindo e não se queixava de nenhuma dor. DuBois iniciou a carreira em musicais da Broadway e estreou no cinema na comédia “Um Homem Chamado Adam” (1966), uma produção estrelada pelos músicos Sammy Davis Jr. e Louis Armstrong. Ela se especializou em comédias com astros negros, como “Five on the Black Hand Side” (1973), com Godfrey Cambridge, e “Os Espertalhões” (1977), com Sidney Poitier, mas também apareceu em “Quando Nem um Amante Resolve” (1970), em meio a um elenco branco encabeçado por Richard Benjamin e Frank Langella. Em 1974, ela foi escalada como Willona Woods, a vizinha da família Evans na adorada sitcom “Good Times”. Primeira comédia televisiva focada numa família negra, a série marcou época e durou seis temporadas, entre 1974 e 1979. O sucesso de “Good Times” levou ao lançamento de “The Jeffersons” no ano seguinte. Ambos eram criações do lendário produtor Norman Lear, sobre o cotidiano de famílias da classe média afro-americana. E ainda tinham outro ponto em comum: Ja’net DuBois. Além de atriz, DuBois também era uma talentosa compositora e foi responsável por criar e cantar o icônico tema de “The Jeffersons”, “Movin ‘on Up”. Ele teve carreira como cantora e ainda viveu a mãe de Janet Jackson no célebre clipe da música “Control”, de 1986. No cinema, participou ainda das comédias “Vou Te Pegar Otário” (1988), de Keenen Ivory Wayans, e “Um Espírito Grudou em Mim” (1990), com Bob Hoskins e Denzel Washington, e foi a mãe de Bosley (Bernie Mac) em “As Panteras: Detonando” (2002). Outros destaques que conseguiu na TV foram uma participação recorrente na série “Dupla do Barulho” (The Wayans Bros), entre 1996 e 1997, e um desempenho de dublagem premiado na série animada “The PJs” (1999–2001), pelo qual conquistou dois Emmys. Seus últimos trabalhos foram três temporadas da série animada “Ginger” (2000-2004), na Nickelodeon, e participações em episódios de “Crossing Jordan” e “Arquivo Morto” (Cold Case) em 2007. Depois disso, ela teve um hiato de nove anos até seu papel final, na comédia indie “She’s Got a Plan” (2016).
Esther Scott (1957 – 2020)
A veterana atriz Esther Scott, que trabalhou na série “Hart of Dixie”, morreu aos 62 anos. Um familiar da atriz contou ao TMZ que ela sofreu um aparente ataque cardíaco na semana passada em sua casa, na cidade de Santa Monica, em Los Angeles. Ela foi encontrada desacordada e levada ao hospital, onde ficou hospitalizada antes de morrer na última sexta-feira (14/2). Esther apareceu em mais de 70 filmes e séries desde os anos 1980, mas geralmente em papéis secundários, como a avó ou a tia de algum personagem mais importante. Ela estreou como dubladora da série animada “Ewoks” (1986), da franquia “Star Wars”, e virou vovó já no primeiro papel no cinema, em “Os Donos da Rua” (Boyz N The Hood, 1991). A atriz também foi uma enfermeira em “Don Juan DeMarco” (1994) e “Jovens Bruxas” (1996), além de uma juíza em “Austin Powers em o Homem do Membro de Ouro” (2002) e assistente social em “À Procura da Felicidade” (2006), mas os produtoras preferiam escalá-la como a idosa simpática da família, como em “Entre Nesta Dança: Hip Hop no Pedaço” (2004), “Dreamgirls: Em Busca de um Sonho” (2006) e até “Transformers” (2007). Em “Hart of Dixie”, ela tinha o papel recorrente de Delma Warner, outra vovó simpática, e apareceu em 24 episódios da série, entre 2011 e 2015. Seus últimos trabalhos foram exibidos no ano seguinte, num episódio da série “Pure Genius” e no filme “O Nascimento de uma Nação”.
Jessica Chastain publica vídeo para lembrar Diane Keaton que elas já se beijaram
A atriz Jessica Chastain (“It: Capítulo Dois”) resolveu lembrar à colega Diane Keaton (“Do Jeito que Elas Querem”) que elas já se beijaram. A estrela postou um vídeo do momento, que aconteceu durante participação no programa de entrevistas “The Graham Norton Show” em 2017. O vídeo foi uma resposta brincalhona a outro vídeo de Keaton, em que a atriz fez uma montagem com suas cenas de beijo em filmes e talk shows. “Sorte a minha, azar o deles”, brincou Keaton. Chastain viu que ela não incluiu seu beijo e fez sua própria montagem: “Ei, Diane Keaton, eu vi sua montagem de beijos — bem legal, mas acho que você deixou algumas coisas boas de fora na edição final”. Os dois vídeos ainda são embalados pelo hit “Kiss Me”, da banda Sixpence None the Richer. Veja as montagens abaixo. Ver essa foto no Instagram LUCKY FOR ME, TOO BAD FOR THEM !!! Uma publicação compartilhada por Diane Keaton (@diane_keaton) em 16 de Fev, 2020 às 3:03 PST Ver essa foto no Instagram Hey @diane_keaton saw the kissing montage on your page – nice edit but I think you left some great footage on the cutting room floor… Uma publicação compartilhada por Jessica Chastain (@jessicachastain) em 18 de Fev, 2020 às 7:12 PST
Rosario Dawson se assume bissexual
A atriz Rosario Dawson (“Luke Cage”) revelou ser bissexual em entrevista divulgada pela revista Bustle. Com 40 anos e atualmente namorando o senador Cory Booker, dos Estados Unidos, Dawson aproveitou a divulgação de sua nova série, “Briarpatch”, que estreou em 6 de fevereiro na TV paga americana, para abordar sua identidade sexual. O assunto veio à tona devido a posts da atriz em apoio à comunidade LGBTQIA+, especialmente no Instagram, durante o mês do Orgulho LGBTQIA+. “As pessoas continuam dizendo [que eu me assumi]… Mas não foi o que eu fiz. Quero dizer, não é preciso, mas eu nunca saí do armário. Talvez eu esteja fazendo isso agora”, declarou. Dawson citou a dificuldade de se encaixar como membro da comunidade LGBTQIA+ como um dos motivos para nunca ter se assumido, de fato, anteriormente. “Eu nunca tive um relacionamento com outra mulher, então nunca foi um chamado autêntico para mim”, disse.
Namorado de Hayden Panettiere é preso por agredir a atriz no Dia dos Namorados
O namorado de Hayden Panettiere foi preso por agredir a atriz das séries “Heroes” e “Nashville” no Dia dos Namorados dos Estados Unidos – comemorado na sexta passada (14/2). De acordo com informações da polícia ao TMZ, as autoridades foram acionadas às 2h30 da madrugada e Brian Hickerson foi acusado de agredir Hayden “com o punho fechado na lateral de seu rosto”. O caso aconteceu em Wyoming. No chamado à polícia, foi informado que um homem sob influência de substâncias estava trancado do lado de fora de casa, por ter agredido sua namorada no rosto com um soco. Ele alegou às autoridades que ele é quem tinha sido agredido. Ele foi levado sob acusação de violência doméstica e interferir com a polícia, por tentar esconder sua identificação. Hayden já tinha problemas anteriores com o namorado, também por violência doméstica, em 2019. No entanto, em novembro ela deu entrevistas dizendo que tudo estava bem – eles iniciaram o relacionamento há cerca de um ano e meio. Hickerson também se envolveu em um episódio de violência doméstica contra seu pai, em 2018.












