Porta dos Fundos volta a satirizar Jesus em resposta a ataques religiosos
O Porta dos Fundos resolveu partir pra guerra, ao dedicar um vídeo de sua página no YouTube à polêmica que cerca seu novo Especial de Natal na Netflix, “A Primeira Tentação de Cristo”. Alvo de processos, pedidos de indenização e campanhas de boicote por parte de instituições religiosas, bispos, pastores e políticos conservadores por retratarem Jesus Cristo como gay, os humoristas resolveram satirizar ainda mais a situação. No esquete intitulado “Inritado”, o Jesus interpretado por Gregório Duvivier aparece para um padre para se queixar sobre o especial de Natal. “Por que você está chorando, Jesus?”, pergunta o religioso, vivido por Fábio de Luca. “Aconteceu de novo. Eles ficaram me zoando”, diz Jesus. “Os meninos do Porta dos Fundos”. Escrito por Fábio Porchat, o esquete de 3 minutos mostra Jesus se comportando como uma criança mimada. Mesmo quando o padre “joga uma indireta” dizendo que há coisas mais importantes para resolver, como guerras e fome na África, Jesus insiste que proibir piada é sua prioridade. Trata-se de uma resposta às criticas que o Porta dos Fundos têm sofrido de religiosos e grupos conservadores. Além disso, o vídeo aproveita e embute uma crítica à hipocrisia religiosa, evocando comportamentos que lembram os escândalos de pedofilia da Igreja.
Site oficial do governo dos EUA cita parceria comercial com país fictício da Marvel
O site oficial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos listou Wakanda, país fictício do filme “Pantera Negra”, como um dos parceiros comerciais dos Estados Unidos. Nos quadrinhos e no filme da Marvel, Wakanda é uma das mais avançadas potências tecnológicas do mundo. Mas n buscador de tarifas agrícolas do site, seu comércio com os EUA se resume a agropecuária – patos, burros e vacas leiteiras. A inclusão inusitada do país na lista foi identificada por Francis Tseng, engenheiro de software de Nova York que estava pesquisando tarifas agrícolas para se candidatar a uma bolsa de estudos. Ele informou à agência de notícias Reuters que, quando viu Wakanda na lista, ficou “muito confuso”. Após a “parceria” ser revelada – e virar piada nas redes sociais – , um porta-voz do órgão explicou que Wakanda foi adicionado à lista por acidente, durante um teste realizado pela equipe. O nome do mítico reino africano acabou removido da lista nesta quinta (19/12). Mas continua rendendo piadas. Após a remoção, um repórter de Orlando perguntou ao porta-voz do governo: “Então nós não temos livre comércio com Wakanda? E em que pé estão as negociações com a Agrabah?”, referindo-se à cidade onde se passa a trama de Aladdin.
Criadora de Harry Potter é acusada de transfobia após manifestação nas redes sociais
A escritora e roteirista J. K. Rowling, conhecida por ter escrito a série de livros “Harry Potter” e os filmes de “Animais Fantásticos”, foi acusada de transfobia nesta quinta (19/12), após defender Maya Forstater, uma pesquisadora demitida após protestar contra mudanças de leis britânicas que reconhecem os direitos de pessoas transexuais e publicar, no Twitter, que “homens não podem se transformar em mulheres”. “Vista-se como quiser, chame-se do que gostar, durma com qualquer adulto que consinta e queira você. Viva sua melhor vida em paz e segurança. Mas forçar mulheres a deixarem seus trabalhos por afirmarem que sexo [biológico] é real?”, escreveu Rowling em seu Twitter, acrescentando as hashtags #IStandWithMaya (Eu apoio a Maya) e #ThisIsNotaDrill (Isso não é uma simulação). Não demorou para que Rowling, que andava meio ausente das redes sociais, começasse a receber diversas respostas em seu comentário, apontando que a escritora estava sendo transfóbica. “Isso é muito ruim e cruel. Você deveria estar envergonhada de promover compaixão e igualdade nos seus livros e então trair os seus leitores trans e incentivar violência e ódio contra mulheres trans”, escreveu uma seguidora da escritora. “Minha filha, que é trans, é uma grande fã sua. Parte o meu coração vê-la postar algo indicando que discriminação contra ela é um comportamento perfeitamente normal para um funcionário”, manifestou-se outra. A repercussão foi global e em várias línguas. Fãs brasileiros de “Harry Potter” estão entre os mais se manifestaram. Inclusive um dos maiores fã-clubes nacionais de Harry Potter. E um usuário irônico o suficiente para resgatar foto da atriz Emma Watson, intérprete de Hermione Granger na franquia do bruxinho, como uma camiseta a favor dos direitos trans. A atriz de “Matilda”, Mara Wilson, também entrou na conversa e perguntou a Rowling: “O que exatamente você ganha ao usar sua plataforma para ser cruel e excludente com uma das populações mais vulneráveis do mundo?” Para completar, a organização GLAAD, voltada à visibilidade LGBTQIA+ na mídia, divulgou um comunicado condenando Rowling por sua decisão de ficar ao lado de Forstater. “J.K._Rowling se alinhou a uma ideologia anticientífica que nega a humanidade básica das pessoas que são transgêneros. Pessoas trans e não-binárias não são uma ameaça para as mulheres e ao implicar o contrário isso coloca as pessoas trans em risco”, afirmou a organização. “Agora é a hora das feministas que conhecem e apoiam as pessoas trans falarem e apoiarem o direito das pessoas trans de serem tratadas de forma igual e justa”. Repetindo algo parecido com “Menino veste azul e menina veste rosa”, a frase infame da ministra brasileira Damares Alves, Maya Forstater voltou a afirmar nesta quinta: “Existem dois sexos, masculino e feminino. Homens e meninos são masculinos. Mulheres e meninas são femininas. É impossível mudar de sexo. Até muito recentemente, isso foi entendido como fatos básicos da vida por quase todos”. Veja abaixo alguns tuítes brasileiros que repercutiram a polêmica. já não bastava a JK Rowling estragar os últimos roteiros da franquia Harry Potter, agora ela resolveu ser transfóbica nas redes sociais… pic.twitter.com/QXP2qeQZxk — sebastian 🔥 (@6sadboi9) December 19, 2019 JK Rowling é basicamente aquela historinha, né: ou você morre heroína ou vive o suficiente pra se tornar a vilã… nesse caso, lembro daquela teoria de escritores colocarem muito de si no que escrevem… enfim, pic.twitter.com/5rlTWpX9F5 — Marcelo (@alomarceloh) December 19, 2019 resumidamente a jk rowling ama o povo lgbt apenas quando eh pra lucrar em cima deles fingindo que seus personagens (nunca declarados lgbt) são lgbt — natalilo 🎄 (@shaunalilo) December 19, 2019 que saudade da época pré-internet quando a gente lia o que a J.K. Rowling tinha pra dizer só nos livros — mississippi queen (@kmlrbro) December 19, 2019 J.K Rowling não compreende que a questão não é o sexo biológico, é o fato da guria ter invalidado a existência de alguém. É necessário respeitar a existência dos outros, respeitar a identidade alheia, e essa guria colocou os fundamentos dela, a opinião dela sob isso e não é certo — fety (@gurlnroses) December 19, 2019 "Direitos trans são direitos humanos"! boa tarde, JK Rowling! pic.twitter.com/04n2QDTq42 — she's a bad, bad girl 🌙☀️ (@dianasouza13_) December 19, 2019 quem eu queria que a JK Rowling fosse/ quem ela tá sendo pic.twitter.com/sMMKg2EkCK — mcdollynho1 (@mcdollynho1) December 19, 2019 tipo assim, eu amo harry potter com toda minha vida, foi minha infância todinha, mas não tem como passar pano para a jk rowling sendo transfobica, não tem. é um príncipio, aqui jaz meu amor pela autora, mas passadora de pano não serei — 𝘬𝘢𝘳𝘰𝘭 (@tinyomie) December 19, 2019 a jk rowling podia se trancar na camara secreta e nunca mais sair de lá — julia (@poolcomics) December 19, 2019 se existe algo nessa vida que eu amo é Harry Potter, cresci lendo os livros e assistindo os filmes, sou grato pela autora por ter criado essa saga, mas não da pra parar de amar a saga se a autora sempre faz merda posso cancelar a Jk Rowlingmas jamais vou cancelar Harry Potter — 𝑴𝒆 𝑪𝒉𝒂𝒎𝒂 𝒅𝒆 𝑯𝒂𝒓𝒓𝒚 𝑷𝒐𝒉𝒂 (@_wesleyalvs) December 19, 2019 HARRY POTTER É MAIOR DO QUE JK ROWLINGHARRY POTTER É MAIOR DO QUE JK ROWLINGHARRY POTTER É MAIOR DO QUE JK ROWLINGHARRY POTTER É MAIOR DO QUE JK ROWLINGHARRY POTTER É MAIOR DO QUE JK ROWLINGHARRY POTTER É MAIOR DO QUE JK ROWLINGHARRY POTTER É MAIOR DO QUE JK ROWLING — Bruno Surfistinha (@parebruno) December 19, 2019 O tempo me ensinou que ser fã de alguém e ter admiração por uma pessoa não significa concordar com tudo que ela fala. Amo o universo de Harry Potter e tudo que a J.K.Rowling criou, mas isso não significa concordar com tudo. O fandom de Harry Potter é diverso e bonito demais. — Thiego Novais (@thiegonovais) December 19, 2019
“Eu era ignorante”: Camila Cabello se desculpa por posts racistas da adolescência
A cantora Camila Cabello, que está prestes a estrear no cinema como a nova Cinderela, virou assunto nas redes sociais nesta quinta (19/12), mas não por méritos artísticos. Um perfil no Twitter resgatou postagens de sua antiga conta no Tumblr, em que ela usa expressões racistas. Após a polêmica, a cantora usou o Instagram para pedir desculpas e se explicar, lembrando que os posts foram feitos há anos. “Quando eu era mais nova, usei uma linguagem da qual tenho muita vergonha e me arrependerei para sempre. Eu era ignorante e, assim que aprendi sobre a história desses termos e o peso que essas palavras horríveis carregam, me senti muito envergonhada de tê-las usado”, declarou Camila. A cantora se refere ao uso das palavras “nigga” e “nigger”, que são comuns no rap, mas consideradas extremamente racistas quando mencionados fora de contexto por brancos. A expressão surgiu na língua inglesa para humilhar a população negra dos Estados Unidos. Além da linguagem, Camila também compartilhou imagens que reforçam estereótipos racistas, como o de negros consomem muito frango frito. As postagens são de 2012, quando Camila tinha 15 anos. Aos 22, a estrela cubana lamentou não poder retirar o que foi dito, assumindo-se ignorante na época e afirmando que cresceu e mudou. “Por mais que eu queira, não posso voltar atrás e mudar essas coisas. Tenho 22 anos agora, cresci, sou adulta e sou consciente de uma maneira que não era antes. Esses erros não representam a pessoa que eu sou. Eu só promovo o amor e a inclusão e meu coração nunca, nem naquela época, semeava o ódio. A verdade é que eu era ignorante”, continuou ela.
Foto de ator de Silicon Valley vai parar em site pornô
O ator Kumail Nanjiani (“Silicon Valley”) descobriu que uma foto sua foi parar num site pornô famoso. No início desta semana, ele tinha compartilhado uma selfie sem camisa para mostrar como tinha encorpado para estrelar “Eternos”, próximo filme de super-heróis da Marvel. Pois esta imagem acabou pirateada pelo PornHub para ilustrar uma categoria de vídeos, “Muscular Man” (homem musculoso). O próprio Kumail postou uma captura de tela do site, em seu Instagram, para mostrar a “homenagem” do PornHub à sua malhação. “Tem sido uns de dias estranhos. Isso não é photoshop. Pornhub alterou a imagem da categoria Homens Musculosos para… minha foto. Como eu disse, alguns dias estranhos”, escreveu o ator, com bom humor. Além de estrelar “Eternos”, que chega aos cinemas em outubro, Kumail Nanjiani também vai lançar a série “Little America” em janeiro (veja o primeiro trailer aqui). Ele é produtor e criador da série da Apple TV+ em parceria com sua esposa, Emily V. Gordon – o casal assinou anteriormente a comédia indie “Doentes de Amor”, em 2017. Ver essa foto no Instagram It’s been a weird couple of days… This is NOT photoshopped. Pornhub changed their picture of the Muscular Men category to… me. As I said, weird couple of days. Uma publicação compartilhada por @ kumailn em 17 de Dez, 2019 às 8:44 PST
Ativistas se vestem como a Aliança Rebelde para protestar em première de Star Wars
A première de “Star Wars: A Ascensão Skywalker” em Londres foi invadida por demonstrações do grupo Extinction Rebellion, que encenou protestos contra o aquecimento global. Segundo o site oficial do grupo, vários voluntários do grupo compareceram à sessão realizada em Leicester Square vestidos como integrantes da Aliança Rebelde, movimento comandado pela princesa/general Leia (Carrie Fisher) na saga. O grupo se deitou no tapete vermelho (na verdade, azul) do evento, atraindo as lentes dos paparazzi. O objetivo do protesto foi “pedir para Hollywood criar narrativas que engajem o público na emergência climática”. “Os membros da indústria cinematográfica precisa usar a sua influência e seus poderes de contadores de histórias para ajudar as pessoas ao redor do mundo a entender a urgência da situação, e incentivar a discussão pública sobre o tema”, comentou Alfie Warren-Knight, um dos participantes do ato. Ele ainda lembrou um dos integrantes do elenco central da franquia. “No recente encontro de governos mundiais em Dubai, Harrison Ford disse: ‘Estamos diante daquilo que eu acredito ser a maior crise moral dos nossos tempos”. “Como os rebeldes de ‘Star Wars’, estamos engajados em uma luta contra forças sombrias e destrutivas, que já estão matando milhares de pessoas, e ameaçando o colapso da nossa civilização no futuro”, completou Tom Richards. A manifestação foi breve e os ativistas foram rapidamente removidos do tapete vermelho do filme. Mas deixaram seu recado de forma bem visível para Hollywood.
Série documental resgata polêmicas do comediante Kevin Hart
A Netflix divulgou o trailer de sua série documental sobre o comediante Kevin Hart (“Jumanji: Próxima Fase”), e a prévia aborda diversas polêmicas, desde sua recusa em se desculpar por comentários homofóbicos até a reação de sua esposa para a notícia de sua traição conjugal. A produção intitulada “Kevin Hart: Don’t F**k This Up” não esconde que tenta passar uma imagem de bom moço que foi vítima da mídia, mas a lembrança de que sua esposa, Eniko Parrish, estava na 31º semana de gravidez quando foi traída é um golpe duro nessa campanha de relações públicas em forma de série. No vídeo, Eniko aparece chorando ao falar sobre o caso. “Você me humilhou publicamente. Eu apenas ficava dizendo, ‘Como diabos você deixou isso acontecer?'”. Na época, Kevin foi chantageado por uma pessoa, que tentou conseguir dinheiro para não divulgar um vídeo que mostrava o comediante com outra mulher. Em vez de pagar, ele admitiu o caso num post no Instagram, incluindo um pedido de desculpas à Eniko. No trailer do documentário, o comediante fala sobre o momento. “Nosso casamento foi colocado em um teste. O teste mais difícil de todos. E, você sabe, às vezes esses testes vêm da estupidez. Mas é como você lida com isso e como decide avançar a partir dele”, destacou Kevin, no texto marketeiro. Sua outra grande polêmica diz respeito ao fato de ter preferido desistir de apresentar o Oscar 2019 a pedir desculpas a comunidade LGBTQIA+ por tuítes homofóbicos de seu passado, resgatados nas redes sociais após ele ser convidado para a função. Num dos tuítes antigos resgatados, ele relatou que não aceitaria um filho gay, dizendo que se o pegasse brincando com bonecas, quebraria o brinquedo na cabeça dele. Em outro, comparou a foto de um homem sensual a um “anúncio gay para a Aids”. E essas foram as “piadas” mais leves. Hart afirmou que as mensagens eram de quase uma década atrás e que ele amadureceu desde então. Mas não quis se desculpar. “Escolhi descartar a desculpa. A razão pela qual faço isto é porque já falei sobre isto diversas vezes”, disse Hart, entre vários posts, argumentando que se desculpar seria alimentar os trolls. E com essa reação, apenas alimentou sua própria fama de homofóbico. No trailer do documentário, ele tem a mesma atitude, interrompendo pergunta sobre o tema, para avisar que o entrevistador não o conhece. E é aí que os editores enfiam vídeos caseiros com a historinha da sua vida. Veja abaixo. A série estreia em 27 de dezembro em streaming.
“Não tenho vergonha”: Charlize Theron detalha o dia em que sua mãe matou seu pai
Durante a divulgação do filme “Escândalo”, que trata de assédio sexual no ambiente de trabalho do canal Fox News, a atriz Charlize Theron abordou seu próprio “escândalo” pessoal. Em entrevista ao site de notícias NPR, ela assumiu que “não se envergonha” de falar sobre o momento em que sua mãe matou seu pai para se defender. A atriz tinha 15 anos quando o pai alcoólatra atirou contra a porta do quarto onde ela estava escondida com a mãe. “Nenhuma das balas nos atingiu, o que é um milagre. Mas em legítima defesa, ela acabou com a ameaça”, contou, detalhando o que aconteceu. Charlize cresceu numa fazenda no interior de Johanesburgo, na África do Sul, com a mãe, Gerda, e o pai, Charles. Ela descreve o pai como um “homem muito doente” e diz que viver com um alcoólatra era “uma situação bastante desesperadora”. “A imprevisibilidade de viver com um dependente químico é algo que te marca para o resto da vida, mais do que aquele evento específico, que aconteceu numa noite”, diz. Ao falar sobre o que aconteceu, a atriz diz que o pai estava tão bêbado que “não deveria ter sido capaz de caminhar quando entrou em casa com uma arma.” “Minha mãe e eu estávamos no quarto, encostadas atrás da porta, e ele tentou forçar a entrada. Então, fizemos pressão, atrás da porta, para impedir que ele entrasse.” Segundo Charlize, o pai, então, deu um passo atrás e “simplesmente atirou contra a porta três vezes”. Por sorte, balas não atingiram mãe e filha. Foi então, diz a atriz, que a mãe “encerrou a ameaça, em legítima defesa”. Gerda não foi condenada, já que a Justiça entendeu que ela agiu em defesa própria e da filha. A atriz afirmou que não faz segredo da violência que vivenciou na família. Ao contrário. “Eu não tenho vergonha de falar sobre isso, porque acho que quanto mais falamos sobre essas coisas, mais percebemos que não somos os únicos a passar por isso”, diz. Vencedora do Oscar em 2004 (pelo filme “Monstro”), Charlize também abordou sua história de assédio, quando um diretor de cinema a tocou inapropriadamente, após convidá-la para um teste na casa dele. Charlize diz que ela pediu desculpas ao homem antes de deixar a residência, algo que a fez sentir “raiva” de si mesma. “Eu me culpei muito por não ter dito as coisas certas, por não ter feito todas aquelas coisas que a gente gostaria de acreditar que faria em situações assim”, disse, afirmando compreender o que sentiu Megyn Kelly, a apresentadora de TV que ela interpreta em “O Escândalo”. O filme, que também é estrelado por Nicole Kidman e Margot Robbie, conta a história das mulheres que trabalhavam na Fox News e que acusaram o então CEO da emissora, Roger Ailes, de assédio sexual. Charlize diz que o filme explora “a área cinzenta do assédio sexual”, similar ao que ela vivenciou na vida real. “Nem sempre se trata de abuso físico. Nem sempre é estupro”, explica. “Há um dano psicológico às mulheres, que são submetidas ao uso diário e casual de linguagem, toques ou ameaças de demissão. Essas são coisas que eu definitivamente vivenciei.”
Netflix é convocada pelo Congresso para esclarecer Especial de Natal do Porta dos Fundos
Chegamos neste ponto. A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça (17/12) requerimento de autoria do deputado federal e pastor Julio Cesar Ribeiro para a realização de audiência pública com a presença de representante da Netflix para esclarecimentos sobre o filme “A Primeira Tentação de Cristo”, especial de Natal do grupo Porta dos Fundos. Na produção exibida pela plataforma de streaming, o grupo Porta dos Fundos encena o retorno de Jesus dos 40 dias no deserto, insinua uma relação amorosa entre Jesus e Satanás e ainda sugere que Cristo, Maria e José formariam um triângulo amoroso. “O filme é uma verdadeira afronta aos valores cristão, ultraje a fé e a figura de Jesus Cristo e dos seus discípulos. Nós entendemos que uma obra de arte pode abordar diferentes aspectos a respeito desse período histórico sem fazer nenhum tipo de caricatura ou ofensa à imagem de Jesus. No entanto, este filme é uma verdadeira afronta aos mandamentos constitucionais, constitui crime previsto no Código Penal e verdadeira afronta religiosa aos valores cristãos”, afirmou Julio Cesar. O deputado, que é pastor da Igreja Universal, caracteriza a produção como vilipêndio, conforme art. 208 do Código Penal. O artigo se refere a ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato religioso e já foi usado para prender um pastor da Universal no famoso caso do “Chute na Santa”, em que o então pastor Sérgio Von Helder foi condenado a dois anos e dois meses de prisão por crimes de discriminação religiosa e vilipêndio a imagem da Nossa Senhora de Aparecida, chutada durante um programa de televisão da Universal, em 1995, como protesto contra o feriado nacional dedicado à santa negra – “boneco feio, horrível e desgraçado”. A expertise em Código Penal também decorre de Julio Cesar Ribeiro ter sido citado em denúncias de corrupção no âmbito da operação Drácon e responder a processo penal por envolvimento em um esquema de propinas na Câmara Legislativa do Distrito Federal. A Netflix já informou que não se manifestará a respeito da convocação para Audiência Pública. Embora este tenha sido o primeiro requirimento aprovado sobre o tema, a Câmera dos Deputados recebeu diversos outros a respeito do Especial de Natal, desde moções de repúdio contra a plataforma até Audiência Pública para saber os critérios utilizados na seleção de conteúdo do serviço. Um abaixo-assinado que pede a remoção do filme do catálogo da plataforma também circula na internet com mais de 2 milhões de assinaturas. Na prática, porém, os deputados nada podem fazer, além de mostrar o pior que a política brasileira tem a oferecer para uma empresa multinacional, que tem investido – sem incentivos – numa das áreas mais prejudicadas pela ineficiência e má vontade do governo federal – a produção de filmes e séries nacionais. Sem outra função além de servir de cortina de fumaça para réus processados por corrupção, de olho em eleitores desavisados, a convocação da Netflix só vai tumultuar e atrasar ainda mais a pauta de votações necessárias ao país, dispersando o Congresso em assuntos que lhe não cabem – lembrando o básico: quem julga questões constitucionais é o STF. Afinal, enquanto o Brasil for uma democracia, a censura federal é proibida pela Constituição. Não deveria mesmo ser preciso lembrar, mas há muito político falando em AI-5 ultimamente. Para decorar, este é o refrão: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. Para completar, talvez o Congresso não saiba que o Porta dos Fundos venceu o Emmy Internacional por seu Especial de Natal do ano passado, que também satirizou Jesus Cristo, com o mesmo tom satírico e na mesma Netflix. Em 25 de novembro, o programa foi eleito a Melhor Comédia de 2019… do mundo.
Cachorro de Fuller House morre após complicações em cirurgia
O elenco da série “Fuller House”, da Netflix, anunciou nesta segunda (17/12) que o cachorro Cosmo, visto nos episódios da série, morreu após complicações em uma cirurgia. “Estamos tristes em compartilhar que o cão fiel dos Fullers, Cosmo, que cresceu em nosso set, faleceu após complicações em uma cirurgia”, lamentou um porta-voz da Netflix, em comunicado. “Nunca haverá outro como o nosso garoto. Sentiremos sua falta para sempre”, completou a declaração, junto de quatro fotos do cachorro. “Nosso doce menino Cosmo agora está correndo no céu dos cachorros”, acrescentou a atriz Candace Cameron Bure (a D.J.) em um post pessoal. “Cosmo estava em ‘Fuller House’ desde o começo e estamos de corações partidos”. O ator Elias Harger, de apenas 12 anos, que interpreta Max, filho de D.J. na série, também prestou homenagem ao “colega” de trabalho. “Eu te amo, Cosmo! RIP – Duas semanas antes do fim de ‘Fuller House’, eu perdi meu amigo”, escreveu em seu Instagram, incluindo um vídeo com várias cenas de brincadeiras com o cachorro nos bastidores das gravações da série. O golden retriever apareceu na série ainda como filhote. Sua estreia aconteceu na 1ª temporada, em 2016. Ele morreu muito jovem, com somente quatro anos. A série também vai se despedir dos fãs, encerrando-se oficialmente em 2020, após cinco temporadas. We're sad to share that the Fullers' faithful dog Cosmo, who grew up on our set, passed away after complications from surgery. There will never be another quite like our boy. 💛 We'll miss him forever. pic.twitter.com/yVjkJONdQ9 — Fuller House (@fullerhouse) December 16, 2019 Our sweet boy Cosmo is now running around in doggie heaven. I imagine he’s playing with Comet 😉 right now.Cosmo has been in Fuller House since the start and we are heartbroken that he passed away during surgery complications. You’ll be so missed love bug ❤️@fullerhouse pic.twitter.com/xzqULFRF8s — Candace Cameron Bure (@candacecbure) December 16, 2019 Ver essa foto no Instagram Two weeks before the end of @fullerhouse, I lost my buddy. I made this video to honor @cosmofullerhouse. 💔 Uma publicação compartilhada por Elias Harger (@eliasharger) em 16 de Dez, 2019 às 9:58 PST
Meses depois da Pipoca Moderna, grande imprensa “revela” que Bolsonaro paralisou setor audiovisual brasileiro
A grande imprensa brasileira, por meio do jornal Folha de S. Paulo, descobriu nesta segunda (16/12) aquilo que a Pipoca Moderna vem alardeando desde agosto: toda a verba federal de financiamento do setor audiovisual brasileiro está paralisada desde janeiro por ação deliberada do governo de Jair Bolsonaro. Produtores ouvidos pela Folha disseram que os impasses na pasta da Cultura frearam a produção audiovisual do país. Uma das principais causas seria a retenção dos recursos do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), que é especialmente importante para a estímulo de produções independentes. A Pipoca Moderna revelou isso em agosto, sem precisar ouvir terceiros. A constatação veio do argumento usado pelo ministro da Cidadania Osmar Terra para suspender o edital que permitiria a produção de séries LGBTQIA+ atacadas pelo presidente Jair Bolsonaro numa live daquele mês. Para impedir a produção das séries LGBTQIA+, encomendadas pelo governo anterior, o ministro publicou uma portaria no Diário Oficial da União (DOU) em 21 de agosto, dando como justificativa a necessidade de recompor o Comitê Gestor do FSA, que ainda não tinha sido nomeado. Na prática, isto era uma confissão do estado de paralisação completa do financiamento do setor audiovisual brasileiro, causada por ineficiência assumida do governo federal. O impasse foi criado por um paradoxo burocrático: se a decisão sobre a destinação do dinheiro do FSA para a produção de filmes e séries depende de aval do comitê gestor, a formação deste mesmo comitê também dependia de indicações do próprio governo, que não se mobilizou nesse sentido, paralisando todo o financiamento audiovisual por inércia. Uma vez que o edital não poderia ser cumprido por não existir um comitê responsável pela distribuição das verbas do FSA, isso significava que nenhum financiamento tinha sido ou poderia ser autorizado em 2019, ao menos até a regularização deste comitê. Além da Pipoca Moderna, o ex-ministro da Cultura e deputado Marcelo Calero também chamou atenção para a armadilha preparada pelo governo para travar o investimento no audiovisual brasileiro, denunciando o que estava por trás da suspensão do edital. “É uma das justificativas mais estapafúrdias que eles podiam dar porque cabe justamente a eles definir esses comitês”, afirmou Calero ao jornal carioca O Globo. “Estão usando uma inação deles como justificativa para uma medida extrema que estão tomando”. A grande imprensa, porém, concentrou-se no caso específico das séries LGBTQIA+ suspensas, deixando passar batido o problema mais grave da paralisação completa do setor. Mesmo assim, a pressão criada em torno do tema, com direito a processo aberto pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro contra o ministro Osmar Terra, exigindo a conclusão do concurso, acabou fazendo com que o governo se visse forçado a acabar com a pantomina e finalmente nomear, com dez meses de atraso, os integrantes do comitê gestor do FSA. No final de outubro, antes de tirar a Secretaria da Cultura do Ministério da Cidadania – ela foi parar no Ministério do Turismo – , o governo finalmente nomeou seus representantes no Comitê Gestor do FSA – que, ao todo, é composto por seis membros do governo e três representantes da indústria do audiovisual. Uma vez definidos, os membros do Comitê se reuniram em 6 de novembro para destravar o FSA. Marcaram um novo encontro em 25 de novembro para aprovação do PAI (Plano Anual de Investimentos), com as diretrizes para o destino dos R$ 703,7 milhões disponíveis no fundo. O valor é proveniente da taxação do Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional) e já foi arrecadado entre as empresas de cinema, TV e telefonia – ainda cobrada, a taxa renderá mais dinheiro para 2020. No entanto, no dia seguinte à primeira reunião, o presidente Jair Bolsonaro lançou uma nova trava. Com uma canetada, transferiu a Secretaria da Cultura para o Ministério do Turismo, colocando em dúvidas o cargo de presidente do comitê, que pertencia ao Ministro da Cidadania. Com isso, os integrantes do comitê consideraram urgente adiantar o processo e votar o PAI – ou seja, a liberação da verba – antes da oficialização da transferência com publicação no DOU. Para tanto, optaram por uma votação eletrônica, que aprovou o PAI de 2019. E o que fez o governo? Questionou a votação por meio do Conselho Superior de Cinema, comitê presidido pelo Ministro da Casal Civil, Onyx Lorenzoni. Com isso, os recursos permaneceram paralisados. Assim, o governo Bolsonaro está prestes a completar um ano de paralisação no investimento do setor audiovisual, com o dinheiro taxado por meio do Condecine parado e se desvalorizando nos cofres federais. Como a verba não pode ter destinação diferente da prevista na legislação, Bolsonaro encontrou uma solução criativa para impedir seu uso. Levantamento do Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual revela que atualmente há cerca de 800 produções à espera da liberação de editais da Ancine, que estão paralisados. Desde que o FSA foi criado, em 2006, seus recursos vinham sendo liberados no máximo até maio, com a aprovação do PAI. Mas o que acontece se o ano virar sem que o PAI seja considerado aprovado? Há o risco de que esses recursos se percam, porque o governo trabalha para aprovar no Senado lei que flexibiliza o uso dos fundos públicos. O Congresso, por outro lado, tem buscado o oposto: controlar os gastos que o executivo pode fazer – ao mesmo tempo em que também busca tirar dinheiro de outros setores para aumentar descabidamente o fundo eleitoral. O fato é que “maldades” estão sendo praticadas contra os produtores de cinema, séries e até games brasileiros que utilizam o FSA para gerar conteúdo – e empregos. É possível especular que Bolsonaro possa estar apostando em quebrar de vez o setor, retirando-lhe toda a verba para sua subsistência – uma tese defendida por “liberais” da extrema direita. Mas também pode estar “apenas” querendo “dobrar” a indústria audiovisual à sua vontade. Em ambos os casos, os planos seriam frustrado pelo PAI aprovado às pressas, que liberava financiamento sem “filtros” conservadores, colocando o mercado como responsável pelas escolhas – 30% da verba, por exemplo, iria automaticamente para obras de performance artística e comercial garantida, independente do tema. O gabinete de Onyx Lorenzoni percebeu e tratou de impedir. Mas a justificativa para a nova paralisação não se sustenta. Em 2009, por exemplo, o PAI também foi aprovado por votação eletrônica. Uma nova reunião foi marcada para terça (17/12) para apreciação de um plano anual diferente, redigido pelo pastor Edilásio Barra, mais conhecido como Tutuca, evangélico recentemente nomeado para a Ancine (Agência Nacional de Cinema). Este PAI substituiria o aprovado, contendo vários “filtros”. Ou seja, o governo aceitaria liberar a verba, desde que nos limites de um novo PAI, com “filtros” já mencionados por Bolsonaro – com o objetivo de não financiar produções com temas LGBTQIA+, que contenham “pornografia”, drogas ou elementos contrários à religião (cristã), às famílias (brancas e heterossexuais) ou ao próprio governo (sem menções negativas ao Estado e suas instituições, inclusive na época da ditadura). Bolsonaro anunciou esse plano em julho, quando disse que pretendia extinguir ou censurar a Ancine. “Vai ter filtro, sim, já que é um órgão federal. Se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine. Privatizaremos ou extinguiremos. Não pode é dinheiro público ficar usado para filme pornográfico”, afirmou, na ocasião. Um mês depois, o então secretário da Cultura, Henrique Pires, demitiu-se e acusou o governo de planejar impor censura à expressão artística no Brasil por meio da implantação de “filtros” para a liberação de verbas e incentivos fiscais.
Bolsonaro defende fim de contrato do governo com a TV Escola
O presidente Jair Bolsonaro defendeu o cancelamento de contrato do Ministério da Educação com a TV Escola, que incluiu o despejo da equipe da produção. Bolsonaro alega que os programas do canal eram todos de esquerda e seguiam os pensamentos do premiado educador Paulo Freire, a quem considera um “energúmeno”. “Você conhece a programação da TV escola? Deseduca. Por que a educação do Brasil está lá embaixo? Por causa dessas programações. Agora o pessoal está criticando. Esse tipo de cultura é para acabar mesmo. Queriam renovar o contrato… R$ 350 milhões iam ser jogados no lixo”, afirmou o presidente nesta segunda-feira (16/16), em frente ao Palácio da Alvorada. “Queriam que eu assinasse o contrato, o Abraham Weintraub, de R$ 350 milhões. Quem assiste a TV Escola? Ninguém assiste, dinheiro jogado fora”, continuou Bolsonaro. Embora o morador ilustre do Palácio da Alvorada tenha ressaltado duas vezes o custo de R$ 350 milhões, a renovação do acordo de gestão com a Associação Roquette Pinto, responsável pela programação, estava avaliada em torno de R$ 70 milhões anuais, valor similar ao orçamento deste ano. O montante de R$ 350 milhões equivaleria a um contrato de cinco anos de produção. Não chega a ser nova fake news de Bolsonaro, mas é quase, ao estilo das notícias do site TV Foco. “E outra, era uma programação totalmente de esquerda. Ideologia de gênero. Tem que mudar. Daqui 5, 10 anos vai ter reflexo disso aí. 30 anos em cima dessa ideologia ai desse Paulo Freire, desse energúmeno aí que foi ídolo da esquerda”, arrematou o presidente brasileiro. A decisão de encerrar o contrato para a produção do TV Escola aconteceu após o governo encontrar dificuldades para indicar pessoas sem competência comprovada e politizar o canal com conteúdo ideológico. De acordo com documentos obtidos pelo site de direita O Antagonista, em julho o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, encaminhou ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, nomes que deveriam ser nomeados para a fundação, apesar de não terem nenhuma ligação com a área da Educação ou mesmo com Jornalismo – um era formado em Odontologia e o outro em curso de escolta armada. Os apadrinhados acabaram rejeitados. Apesar disso, o conteúdo da TV Escola, que existe desde 1995 com teor educacional voltado para professores e estudantes, sofreu sim influência do governo. O diretor-geral, Francisco Câmpera, foi indicado ainda na gestão do ex-ministro Ricardo Vélez, e a associação ainda abrigou integrantes da ala mais ideológica do governo, como Eduardo Melo, que é diretor adjunto. Isto aconteceu após o Ministério da Educação atrasar repasses neste ano para a associação, o que vinha dificultando a continuidade das operações do canal. Para completar, na semana passada a emissora passou a transmitir uma série sobre a história do Brasil com visão fortemente ideológica, cujo tom revisionista enfatizava a religião e minimizava a importância dos não brancos para o país, acompanhada por entrevistas com o escritor Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo, e outros porta-vozes da extrema direita. Ou seja, o canal tinha programas que não eram “totalmente de esquerda”. Alguns eram até “totalmente de direita”, afinados com o “pensamento” ideológico de Bolsonaro. Com a quantidade de trabalho que normalmente envolve presidir uma república de tamanho continental, é até desculpável que o presidente do Brasil não tivesse tempo para assistir a TV Escola. Mas ao opinar sobre o que não viu e decretar descontinuidade do que desconhece, Bolsonaro obriga a imprensa a trabalhar dobrado para restabelecer a verdade para o público. Importante reparar ainda que o presidente disse que o dinheiro do TV Escola poderia ser usado para outros programas e citou um canal chamado Ines, voltado para surdos. Contudo, a produção de conteúdo desse canal, vinculado ao Ines (Instituto Nacional de Educação de Surdos), também é feita pela Associação Roquette Pinto. A citação pode ser outro caso de desinformação ou parte de um plano maior de “despejo” da associação em seu governo. Neste sentido, vale lembrar que, ao confirmar que o contrato com a Roquette Pinto não seria renovado, o Ministério da Educação afirmou, em nota oficial, que “estuda a possibilidade de as atividades do canal serem exercidas por outra instituição da administração pública”. A declaração sugere que outra empresa deverá assumir as operações do(s) canal(is), possivelmente com novo aporte financeiro (verbas públicas) e, no caso de emplacar um “caráter emergencial”, sem litação, o que possibilitaria a escolha de associação ligada aos interesses do governo – ou de integrantes do governo. A conferir.
Globoplay alfineta comercial de Bruno Gagliasso na Netflix
A Globoplay devolveu uma alfinetada na Netflix, depois que Bruno Gagliasso gravou um comercial fazendo teste para entrar numa série da plataforma. No vídeo, ele se dizia disposto a fazer qualquer papel, “não sendo novela” – numa referência a seus últimos personagens televisivos, que não o agradaram, nem à crítica. A gravação foi realizada para promover a assinatura de contrato do ator para estrelar duas produções em streaming. Mas a Globoplay não deixou passar batido, respondendo, de forma bem-humorada que “Tá liberado fazer séries e novelas por aqui”. O texto ainda acrescenta: “A boa notícia é que eu tenho os dois”, e inclui fotos de Gagliasso em vários papéis desempenhados na rede Globo. O ator começou a carreira profissional aos 17 anos e atuou em 15 novelas, 4 peças e 4 filmes. Destaque para o esquizofrênico Tarso Cadore em “Caminho das Índias” (Globo, 2009), o assassino em série Eduardo Borges da minissérie “Dupla Identidade” (Globo, 2014) e o vilão Timóteo Cabral de “Cordel Encantado” (Globo, 2011). Sua premiada carreira – são mais de 20 nomeações – incluem duas estatuetas do Emmy por “Caminho das Índias” e “Joia Rara”. Veja abaixo a resposta da Globoplay e clique aqui para lembrar como a provação começou. Ufa! Tá liberado fazer séries e novelas por aqui. A boa notícia é que eu tenho os dois. pic.twitter.com/v2eRmexqQZ — globoplay (@globoplay) December 12, 2019








