Lynn Cohen (1933 – 2020)
A atriz Lynn Cohen, veterana de musicais da Broadway que também estrelou a série “Sex and the City” e o filme “Jogos Vorazes: Em Chamas”, morreu na sexta (14/2) aos 86 anos. A causa da morte não foi revelada. Nascida em Kansas City em 1933, Lynn Cohen construiu uma vasta carreira em musicais da Broadway, chegando ao cinema após convite de Woody Allen para participar de “Um Misterioso Assassinato em Manhattan” (1993), parceria que repetiu ainda em “Desconstruindo Harry” (1997). Entre os dois longas, filmou “Tio Vanya em Nova York” (1994), versão do clássico de Anton Chekhov dirigida pelo francês Louis Malle, e de alguns dos primeiros filmes da atual geração de cineastas femininas dos EUA, como “Um Tiro para Andy Warhol” (1996), de Mary Harron, e “Amigas Curtindo Adoidado” (1996), de Nicole Holofcener. Por essa época, também começou a fazer TV, recebendo um papel recorrente na série “Lei & Ordem”, como a juíza Elizabeth Mizener, que interpretou da 4ª à 16ª temporada da atração (entre 1993 e 2006). Muito mais notável, porém, foi seu papel em “Sex and the City” como Magda, a governanta de Miranda (Cynthia Nixon). A personagem, que chegou a ser considerada a quinta integrante da trupe feminina, foi concebida originalmente para aparecer em apenas um episódio. Mas seu conservadorismo divertiu tanto o público progressista da série, que se tornou perfeito para piadas recorrentes. Afinal, logo de cara Magda substituiu o vibrador de Miranda por uma estátua da Virgem Maria e ainda disse que ela precisava aprender a cozinhar se quisesse arranjar um namorado. Cohen acabou aparecendo em 13 episódios da série (2000-2004) e também nos dois filmes da franquia (em 2008 e 2010). No cinema, ainda coadjuvou em vários filmes dirigidos por atores, como “O Agente da Estação” (2003), estreia na direção de Tom McCarthy (que depois faria o vencedor do Oscar “Spotlight”), “Um Amor Jovem” (2006), de Ethan Hawke, e “Quando Me Apaixono” (2007), de Helen Hunt. Após se especializar em filmes indies, entre eles o primeiro longa dirigido pelo roteirista Charlie Kaufman, “Sinédoque, Nova York” (2008), acabou fazendo a transição para os blockbusters com o thriller “Munique” (2005), de Steven Spielberg, no qual interpretou a Primeira Ministra de Israel, Golda Meir, emendando em seguida o filme de ação “Controle Absoluto” (2008), de DJ Caruso. Mas o filme que lhe deu mais atenção foi “Jogos Vorazes – Em Chamas” (2013), onde viveu Mags, tributo veterana do Massacre Quaternário (edição especial dos Jogos com vencedores do passado), que se sacrifica para salvar a heroína Katniss (Jennifer Lawrence). Seus trabalhos mais recentes foram registrados em episódios das séries “A Maravilhosa Sra. Maisel” (Marvelous Mrs. Maisel), “Blue Bloods”, “The Affair” e “God Friended Me”.
Cade mantém fusão entre Disney e Fox paralisada no Brasil
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidiu manter paralisado o processo de fusão entre Disney e Fox no Brasil. Em contraste ao avanço obtido pela aprovação da fusão entre Warner e a AT&T na semana passada pela Anatel, o conselho do Cade não pautou a análise do outro caso urgente de mídia, mesmo com – ou por causa da – reclamação da Disney em relação ao ritmo lento adotado pelo órgão para analisar o processo. No último dia 6 de fevereiro, representantes da Disney e membros do Cade tiveram uma reunião em Brasília (DF) na sede do órgão, onde o clima teria se tornado tenso. Os representantes da empresa de entretenimento se disseram bastante incomodados com a lentidão do órgão para definir a situação da fusão entre Disney e Fox no Brasil. Segundo apuraram vários veículos de imprensa, a Disney deixou claro nesta reunião que apresentou todos os pedidos de venda do Fox Sports, que era a condição para a aprovação, além de ter cumprido todas as obrigações que o Cade pediu para aprovar o negócio. Mas o próprio Cade impediu propostas do maior interessado, o grupo Globo. A próxima sessão do Cade para julgar processos que podem caracterizar monopólio está marcada para quarta-feira (19/2), mas a pauta publicada no site oficial do órgão não prevê a discussão do caso da Disney. Com isso, a conclusão da fusão entre Disney e Fox está adiada pelo menos até o dia 9 de março, quando ocorre a terceira sessão do ano. Assim como aconteceu com a WarnerMedia, o Brasil é último país a travar o negócio da Disney em nível mundial. Por conta dessa indefinição, o estúdio diminuiu seus investimentos no país. Não só na área de esportes, que vive a maior incógnita, mas principalmente em seus planos para o lançamento da plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus), que utiliza propriedades da Fox, como a série animada “Os Simpsons”. Também são afetados os planos relacionados aos demais serviços da empresa, como a Hulu, que depende mais fortemente do conteúdo da Fox, e a versão de streaming da ESPN, que está perdendo prazos para negociar direitos de transmissões. Ao mesmo tempo, a empresa tem feito reestruturações nas chefias de departamentos da Fox, a partir da decisão original do Cade de aprovar o negócio. O aval foi dado há exatamente um ano, mas incluiu a condição de venda do canal Fox Sports. Como a Disney não conseguiu nenhum comprador que atendesse as exigências do órgão, o Cade afirmou em novembro que iria rever toda a operação, o que inclui as mudanças estruturais já realizadas pela Disney na Fox. Só que até agora não marcou reunião para tratar disso.
Diretoria da Academia francesa renuncia após indicações de Roman Polanski ao César 2020
A diretoria da Academia das Artes e Técnicas Cinematográficas da França, responsável pelo César, premiação francesa equivalente ao Oscar, anunciou sua renúncia nesta quinta (13/2), em resposta às polêmicas indicações recebidas pelo novo filme de Roman Polanski a seu prêmio anual. O drama de época “Um Oficial e um Espião” (J’Accuse) é o filme que disputa mais categorias na cerimônia de 2020. O longa de Polanski tem 12 indicações, superando “Os Miseráveis”, que disputou o Oscar de Melhor Filme Internacional, e outro favorito, “La Belle Époque”, ambos com 11 nomeações cada. Grupos feministas haviam repudiado as indicações, depois de terem convocado um boicote ineficaz contra o filme. Mas seus protestos ganharam reforço de dezenas de personalidades da indústria cinematográfica – incluindo o ator de “Os Intocáveis” Omar Sy e a atriz Berenice Bejo, do filme “O Artista” – , que denunciaram a “opacidade” da Academia em uma carta aberta, criando um clima tenso para a realização da cerimônia de premiação. “Para honrar os que fizeram filmes em 2019, para reconquistar serenidade e tornar o evento de cinema uma celebração, o conselho de diretores tomou uma decisão unânime de renunciar”, anunciou a Academia francesa em nota oficial. A demissão coletiva aconteceu a apenas duas semanas da data de entrega dos prêmios, marcada para 28 de fevereiro, em Paris. A exibição de “O Oficial e o Espião” nos cinemas enfrentou protestos feministas na França, após o surgimento de mais uma acusação de estupro contra o diretor, que, como as demais, teria acontecido há várias décadas. Polanski chegou a ser expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA em 2018, quando o movimento #MeToo relembrou seu caso histórica e incentivou o surgimento de novas acusações sobre o passado do diretor. Na ocasião, o diretor chamou a atitude de hipocrisia, já que sua condenação por abuso de menor era pública desde os anos 1970, e isso não impediu a Academia americana de lhe consagrar com um Oscar, por “O Pianista” (2002). Contrariando a nova posição dos organizadores do Oscar, o presidente da Academia Francesa, Alain Terzian, chegou a dizer que o César “não deve adotar posições morais”, ao anunciar os indicados. “Se eu não estiver equivocado, 1,5 milhão de franceses assistiram ao filme”, completou. De fato, a estreia de “O Oficial e o Espião” foi a mais bem-sucedida da carreira de Polanski, batendo o recorde de público de sua trajetória como cineasta, apesar da tentativa de boicote feminista, alimentada pela declaração da fotógrafa Valentine Monnier, dias antes, de que tinha sido violentada por Polanski em 1975, quando ela tinha 18 anos. O diretor negou a acusação por meio de seu advogado. Polanski é considerado foragido da Justiça dos Estados Unidos, onde em 1977 foi condenado de estuprar uma menina de 13 anos. Além das indicações ao César, “O Oficial e o Espião” também concorreu ao prêmio da Academia Europeia, mas perdeu. Em compensação, venceu o Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza no ano passado. O filme será exibido no Brasil a partir de 13 de março.
Chloe Bennet revela ter passado por cirurgia para tratar endometriose
A atriz Chloe Bennet, que interpreta Daisy/Tremor na série “Agents of SHIELD”, revelou ter passado por uma cirurgia na sexta passada (7/2) para tratar sua endometriose, doença com a qual convive há pelo menos dez anos. Em post publicado no Instagram, ela compartilhou duas fotos em que aparece se recuperando na cama do hospital. Ao lado das imagens, Bennet confessou ter passado muito tempo com vergonha da doença, por se tratar de um “problema de saúde feminino”. Mas decidiu vencer o bloqueio e postar sobre o problema, “porque esse sentimento de vergonha é a razão exata pela qual tantas mulheres não procuram tratamento”. “Levei muitos anos tentando médicos diferentes, pesquisando no google e acreditando que estar com muita dor o tempo todo NÃO podia ser normal como me diziam”, ela contou. “Foi preciso encontrar uma médica incrível que não apenas validasse meus sintomas com uma imensa quantidade de conhecimento sobre a doença, mas, o mais importante, ela me incentivou a não ter vergonha. É um luxo não sentir vergonha de algo depois de tanto tempo. Por fim, estou compartilhando isso, porque muito do que me ajudou nos últimos 10 anos foram posts de blogs ou artigos aleatórios”. Ela também citou as contas de Instagram que abordam a endometriose, como a de Lena Dunham (“Girls”), que recentemente passou por uma cirurgia para retirada do útero por conta do problema, e pediu para que “doenças femininas” sejam tratadas mais abertamente para evitar desinformação. Por conta da ignorância, ela lembra que seu “instinto sempre foi agir como se não fosse grande coisa, tolerar a dor e simplesmente não falar sobre isso”. Mas a doença é séria. A endometriose é uma condição em que células semelhantes às do endométrio – a camada de tecido que reveste o útero – crescem no seu exterior. Os locais de crescimento mais frequentes são os ovários, as trompas de Falópio e o tecido que envolve o útero e os ovários. Os principais sintomas são dor na parte inferior do abdômen e infertilidade. Cerca de metade dos casos apresentam dor pélvica crônica, enquanto em 70% a dor ocorre durante a menstruação. Também é comum ocorrer dor durante as relações sexuais. Confira o relato completo da atriz abaixo. Ver essa foto no Instagram So last Friday I got surgery to help treat my Endometriosis, a disease I have been quietly suffering from since before I can remember. I wasn’t going to post about this because it’s all very personal, and well, honestly because this is about a “feminine health issue” … and even now, writing this out makes me feel… slightly embarrassed and uncomfortable, and I hate that. Because that feeling of embarrassment is the exact reason why so many women don’t seek out treatment. The shame that surrounds most women’s health issues often fuels the voices in our heads that tell us we are somehow “over reacting” or “shouldn’t be taken seriously”. It trickles down into how we are treated in the work place, into what is covered by insurance, and notably, how heath care professionals treat us. It took me many years of trying different doctors, late night google searches, and just believing that being in a severe amount of pain ALL the time WAS NOT normal and doesn’t have to be to get treatment. It took finding an incredible doctor who could not only validate my symptoms with an immense amount of knowledge on the disease, but most importantly she encouraged me to be absolutely shameless about it. It’s a luxury to not feel shame about something after so long. Ultimately I’m sharing this because so much of what has helped me over the past 10 years has been the small little blogs or the random articles, the Endo Instagram accounts, or the Lena Dunham’s of the world (she is a BADASS) sharing their stories, despite what it must look like to everyone else. Whether it’s Endometriosis, PCOS, hormone imbalances, dealing with the insane side effects of birth controls, GIVING (Fucking) BIRTH, or just a regular old period, I feel like we need to talk about it. Normalize the conversation. Feel no shame. No more passing tampons in our sleeves or under the table so the boys don’t see, that shits whack. So yeah, I guess I’m speaking about this now because my instinct has always been to act like it’s no big deal, tolerate the pain and just not talk about it. So this is me talking about it. (And also despite being high as a kite, I looked cute in these compression socks) Uma publicação compartilhada por Chloe Bennet (@chloebennet) em 11 de Fev, 2020 às 12:44 PST
Noah Centineo revela vício de drogas na adolescência
Crush das adolescentes com assinatura da Netflix, Noah Centineo revelou ter um passado sombrio, em entrevista para a revista Harper’s Bazaar. O astro de “Para Todos os Garotos que Já Amei” e a recém-lançada continuação “Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você” contou que teve um vício terrível em drogas. Centineo admitiu que foi viciado dos 17 até a véspera do aniversário de 21 anos. Isto aconteceu devido à forma como a indústria do entretenimento deslumbra os jovens. Ele disse que costumava frequentar muitas festas em Hollywood, que, de acordo com ele, acontecem todos os dias com a participação de muitos jovens. Sua rotina nesse período “era tomar ecstasy e conversar com os amigos por cinco horas sobre questões existenciais profundamente filosóficas”. “Não havia muitas drogas que eu não usasse. Eu nunca injetei nada, o que é bom. Eu fumei muitas coisas. Eu estava muito triste. Foi uma época sombria da minha vida“, disse ele. Atualmente com 23 anos, Noah diz que aprendeu a lidar com as suas emoções de uma forma bem mais saudável. “Eu surto muito. Gosto de banhos. Gosto de meditação. Gosto de escrever em diários. Eu falo bastante comigo mesmo se estou bravo com algo que eu fiz. Eu realmente grito comigo, olhando no espelho. Falo tipo: ‘Cara, para, isso é inaceitável. Você é melhor do que isso’. Eu me culpo muito, mas também consigo me tirar de ciladas. E isso é poderoso”, contou. Para concluir, o ator comentou sobre como lida com sua condição atual de celebridade. “É mais uma benção do que uma maldição. Me pergunte novamente em cinco anos, quando eu provavelmente não conseguirei mais sair dessa carreira. Se esse for o meu caminho, eu talvez tenha uma resposta diferente para você, mas agora estou tentando aproveitar cada momento disso”, respondeu.
Miguel Falabella diz que é “uma vergonha” ministro da Economia ser comparado a Caco Antibes
Uma fala do ministro da Economia Paulo Guedes viralizou nas redes sociais e fez com que ele fosse comparado a Caco Antibes, personagem arrogante e esnobe que odiava pobres na sitcom “Sai de Baixo”. O intérprete do personagem, Miguel Falabella, acabou comentando a comparação. Para o ator, roteirista e diretor é “lamentável” que uma declaração de um ministro faça lembrar o marido de Magda, famoso por dizer que “tem horror a pobre”. “Caco Antibes é um personagem psicótico da ficção, que representa o que há de pior na elite brasileira. Ser comparado a ele deveria ser uma vergonha pro ministro. Uma vergonha”, afirmou Falabella ao jornal carioca Extra. O assunto tomou as redes sociais após o ministro da Economia defender na quarta-feira (12/2), em um evento em Brasília, que o dólar alto era bom para o país. Durante sua argumentação, ele afirmou que antes, com a moeda baixa, era uma “festa danada” e que até empregadas domésticas estavam visitando a Disney. “Todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada. Pera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu, vai passear no Brasil, vai conhecer o Brasil. Está cheio de coisa bonita para ver”, disse. A frase de Guedes disputa lugar entre as piores do ministro, que já disse que a mulher do presidente francês Emmanuel Macron “é feia mesmo”, que a culpa da destruição do meio ambiente é dos pobres e chamou os funcionários públicos de “parasitas” do orçamento nacional. Todas caberiam na boca do personagem de Miguel Falabella.
Natalie Portman responde ataque de Rose McGwan
A atriz Natalie Portman respondeu o ataque de Rose McGowan, que a chamou de “fraude” por desfilar no tapete vermelho do Oscar com uma capa da Dior, onde era possível ver os nomes das diretoras que fizeram trabalhos de destaque neste ano, mas não foram lembradas na categoria de Melhor Direção nos prêmios da Academia. Apenas homens receberam indicações ao prêmio, vencido pelo sul-coreano Bong Joon Ho. McGowan foi ao Facebook reclamar da aparição da atriz, dizendo que o protesto era, em sua opinião, “profundamente ofensivo”. Ela escreveu: “[É] O tipo de protesto que recebe elogios da grande mídia por sua bravura. Corajoso? Não, nem de longe. Mais como uma atriz representando o papel de alguém que se importa, como muitas fazem”. Ela ainda sugeriu que a vencedora do Oscar por “Cisne Negro” “pendure seu casaco de ativista”, apontando que Portman trabalhou com poucas mulheres cineastas na carreira, além de ter uma produtora que já realizou seis filmes, dos quais apenas um foi dirigido por mulher – por sinal, a própria Portman. “O que há com atrizes do seu tipo? Vocês do primeiro escalão podem mudar o mundo caso se posicionem, em vez de ser o problema”, escreveu McGowan. “Sim, você, Natalie. Você é o problema. O apoio falso a outras mulheres é o problema.”. Na noite de quarta (12/1), Portman respondeu à provocação num comunicado. “Eu concordo com McGowan que é impreciso me chamar de ‘corajosa’ por usar uma roupa com nomes femininos. Bravo é um termo que eu associo mais fortemente a ações como as das mulheres que testemunharam contra Harvey Weinstein nas últimas semanas, sob incrível pressão”. A citação a Weinsten não é casual, porque apesar de se apresentar como líder do movimento #MeToo, McGowan não foi testemunha da acusação contra Weinstein no atual julgamento do ex-produtor por abuso sexual em Nova York. Na verdade, ela nem quis ser entrevistada na reportagem pioneira do New York Times que precipitou o #MeToo e derrubou o poderoso magnata de Hollywood, embora tivesse sido citada e procurada pelas repórteres. Isto porque teria recebido dinheiro para ficar quieta. Já Ashley Judd foi corajosa e deu voz à denúncia, dando início a um movimento. Depois que várias outras atrizes acusaram Weinstein, McGowan trocou a fuga do assunto pelo tom de ativista nas redes sociais, faturando com o lançamento um livro sobre sua suposta coragem. Portman ainda acrescentou: “Nos últimos anos, surgiram oportunidades na direção (de filmes) para as mulheres, devido aos esforços coletivos de muitas pessoas que estão desafiando o sistema. O presente tem sido esses filmes incríveis. Espero que o que foi concebido como um simples aceno para elas não desvie suas grandes realizações”, disse. “É verdade que só fiz alguns filmes com mulheres. Em minha longa carreira, só tive a chance de trabalhar com diretoras algumas vezes – fiz curtas, comerciais, videoclipes e longas-metragens com Marya Cohen, Mira Nair, Rebecca Zlotowski, Anna Rose Holmer, Sofia Coppola, Shirin Neshat e eu mesma. Infelizmente, os filmes não feitos que tentei fazer são como uma história de fantasmas”. Natalie Portman realmente teve vários projetos com direção feminina abortados. Entre eles, um “Thor” dirigido por Patty Jenkins. A atriz jogou sua influência na contratação da futura cineasta de “Mulher-Maravilha”, mas conflitos artísticos no começo da produção de “Thor: O Mundo Sombrio” (2013) fizeram a cineasta ser substituída por Alan Taylor. Portman chegou a ameaçar se demitir, mas precisou cumprir o contrato que assinou quando Jenkins entrou no filme. Outro projeto que deu errado foi o western feminista “Em Busca da Justiça” (2015), que seria originalmente dirigido por Lynne Ramsay. Logo na primeira semana de filmagem, a cineasta inglesa surtou e foi demitida, interrompendo a produção até que um substituto fosse contratado – Gavin O’Connor realizou o filme em situação de emergência – , dando grande prejuízo para a própria Portman, que empenhou seu dinheiro como produtora. Sem contar a história dos fantasmas que assombraram sua carreira, Portman continuou: “Como Stacy Smith da USC bem documentou, os filmes femininos têm sido incrivelmente difíceis de serem feitos nos estúdios ou de serem financiados de forma independente. Se esses filmes são feitos, as mulheres enfrentam enormes desafios durante a realização deles. Eu tive a experiência algumas vezes de ajudar as mulheres a serem contratadas em projetos dos quais elas foram forçadas a sair por causa das condições que enfrentavam no trabalho”, relembrou. “Depois de feitos, os filmes dirigidos por mulheres enfrentam dificuldades para entrar em festivais, obter distribuição e receber elogios por causa de obstáculos de todos os níveis. Então, eu quero dizer, eu tentei e continuarei tentando. Embora eu ainda não tenha tido sucesso, espero que estejamos entrando em um novo dia”, finalizou. A polêmica com Portman é apenas a última de uma série de ataques de McGowan contra colegas da indústria cinematográfica. Em 2018, ela também atacou a iniciativa Time’s Up, criada por um grupo de personalidades femininas para apoiar vítimas de abuso e lutar por maiores oportunidades e igualdade salarial para as mulheres. O motivo, aparentemente, foi o fato de não ter sido convidada a fazer parte de sua liderança. A atriz reclamou especificamente de não ter chamada para os “almoços e eventos” do grupo. “Honestamente, eu nem quero ir. É tudo a m**** de uma mentira. É uma mentira que faz com que elas se sintam melhor”, disse, em entrevista à revista dominical do jornal britânico The Times. “Elas não são campeãs, são perdedoras. Eu não gosto delas. Como você explica o fato de que ganhei um prêmio de ‘homem do ano’ da GQ, mas nenhum grupo de mulheres ou revista de mulheres me apoiou?”. Ela também caluniou e levou Asia Argento a ser demitida de um programa da TV italiana, posteriormente retratando-se com um pedido de desculpas por espalhar “um número de fatos incorretos”, e é acusado pela família de sua ex-empresária, Jill Missick, de tê-la levado ao suicídio. Missick admitiu, em email usado pela defesa de Weinstein, que McGowan teria lhe dito que seu relacionamento com o produtor tinha sido “consensual”. McGowan reagiu como costuma reagir e sua ex-empresária, que sofria de depressão, matou-se em fevereiro de 2018.
Bob Esponja zoa Sonic: O Filme
Nem toda sinergia é elogiosa, como demonstrou um post da conta oficial de Bob Esponja sobre “Sonic: O Filme”. Publicado na terça (11/2), o post traz uma imagem de Bob Esponja totalmente distorcida, com olhos pequenos, olheiras e dentes realistas, que chega a aparecer assustadora. Veja abaixo. A legenda explica a inspiração da imagem: “Se Bob Esponja fosse ‘Sonic: O Filme'”. O comentário faz referência ao primeiro design de Sonic no filme live-action, que estreia nesta quinta (13/2). O visual humanizado, com dentes e pernas muito longas, adotado para retratar o ouriço azul no primeiro trailer (devidamente deletado pelo estúdio) sofreu grande rejeição do público – no Brasil, chegou a ser comparado à Carreta Furacão. Diante da repercussão negativa, o estúdio e o diretor Jeff Fowler decidiram interromper a pós-produção para que a equipe de efeitos mudasse o visual de Sonic. O resultado é um Sonic mais fofo, que mesmo mantendo o aspecto felpudo (como Pikachu em seu filme live-action) lembra mais o personagem dos games clássicos da Sega. Jeff Fowler faz sua estreia como diretor de longas à frente de “Sonic”, após disputar o Oscar de Melhor Curta Animado por “Gopher Broke” (2004). O filme também conta com produção do diretor Tim Miller (de “Deadpool”), que roteirizou “Gopher Broke” com Fowler. O elenco inclui James Marsden (“Westworld”), Tika Sumpter (“Policial em Apuros”), Neal McDonough (“Legends of Tomorrow”), Adam Pally (“The Mindy Project”), Ben Schwartz (“House of Lies”) como a voz em inglês de Sonic e Jim Carrey (“Sim Senhor”) como o vilão Dr. Ivo Robotnik (que foi rebatizado de Dr. Eggman nos games mais recentes), cientista maluco que é o grande inimigo de Sonic nos games. Vale lembrar que Bob Esponja é um personagem da série homônima do canal pago Nickelodeon e “Sonic: O Filme” tem produção da Paramount. Nickelodeon e Paramount fazem parte do mesmo conglomerado, ViacomCBS, e o estúdio de cinema vai distribuir um novo longa animado de Bob Esponja em dezembro – o primeiro com visual computadorizado, mais realista, ops. if SpongeBob were the #SonicMovie pic.twitter.com/T4OzpG0yYA — SpongeBob (@SpongeBob) February 11, 2020
Rose McGowan ataca feminismo de Natalie Portman: “Fraude”
A atriz Rose McGowan, uma das primeiras a denunciar o produtor Harvey Weinstein, criticou a colega Natalie Portman pelo look pseudo-feminista que ela adotou na cerimônia do Oscar 2020, chamando-a de “fraude”. Portman usou uma capa no qual apareciam os sobrenomes das cineastas esnobadas pela Academia: Lorene Scarfaria (“As Golpistas”), Lulu Wang (“A Despedida”), Greta Gerwig (“Adoráveis Mulheres”), Mati Diop (“Atlantique”), Marielle Heller (“Um Lindo Dia na Vizinhança”), Melina Matsoukas (“Queen & Slim”), Alma Har’el (“Honey Boy”) e Céline Sciamma (“Retrato de uma Jovem em Chamas”). Nenhuma diretora mulher foi indicada ao Oscar 2020, categoria vencida pelo sul-coreano Bong Joon Ho na cerimônia realizada no domingo (9/2) passado. Para McGowan, a iniciativa não foi realmente feminista e mostrou apenas que Portman representou um “papel” de feminista. “[É] O tipo de protesto que recebe elogios da grande mídia por sua bravura. Corajoso? Não, nem de longe. Mais como uma atriz representando o papel de alguém que se importa, como muitas fazem”, escreveu McGowan nas redes sociais. “Não estou escrevendo isso com amargura, estou escrevendo com nojo. Eu só quero que ela e outras atrizes mostrem que se importam”, continou. Para demonstrar a hipocrisia da colega, McGowan apontou que Portman trabalhou com poucas mulheres cineastas na carreira, além de ter uma produtora que já realizou seis filmes, dos quais apenas um foi dirigido por mulher -por sinal, a própria Portman. “O que há com atrizes do seu tipo? Vocês do primeiro escalão podem mudar o mundo caso se posicionem, em vez de ser o problema”, escreveu McGowan. “Sim, você, Natalie. Você é o problema. O apoio falso a outras mulheres é o problema.” Para McGowan, Portman é uma “fraude”, já que ela “não diz nada e não faz nada”. E ainda sugere que a vencedora do Oscar por “Cisne Negro” “pendure seu casaco de ativista”. “Estou dizendo para parar de fingir que você é algum tipo de militante de algo que não seja você mesma. Quanto a mim, estarei aqui levantando minha voz e lutando por mudanças sem qualquer compensação financeira. Isso é ativismo.” Cinismo por cinismo, vale lembrar que Rose McGowan lançou recentemente um livro em que se apresenta como ativista feminista, que esse tipo de “papel” militante ajuda a divulgar. Em 2018, ela também atacou a iniciativa Time’s Up, criada por um grupo de personalidades femininas para apoiar vítimas de abuso e lutar por maiores oportunidades e igualdade salarial para as mulheres. O motivo, aparentemente, foi o fato de não ter sido convidada a fazer parte de sua liderança. A atriz reclamou especificamente de não ter chamada para os “almoços e eventos” do grupo. “Honestamente, eu nem quero ir. É tudo a m**** de uma mentira. É uma mentira que faz com que elas se sintam melhor”, disse, em entrevista à revista dominical do jornal britânico The Times. “Eu acho que elas [os membros do Time’s Up] são umas cretinas”, acrescentou. “Elas não são campeãs, são perdedoras. Eu não gosto delas. Como você explica o fato de que ganhei um prêmio de ‘homem do ano’ da GQ, mas nenhum grupo de mulheres ou revista de mulheres me apoiou?”. As diatribes que ela dispara geralmente são dirigidas a colegas de profissão, em contraste à afirmação da sororidade que costuma ser defendida pela nova geração de feministas. Para piorar, McGowan chegou a fazer alegações mentirosas contra a atriz Asia Argento, acusando-a de ter tido relações com um ator-mirim de 12 anos que foi seu filho num filme. A bomba serviu de farto material para a imprensa sensacionalista e prejudicou a italiana. Depois de Argento perder o emprego e a reputação, McGowan veio à público pedir desculpas, dizendo-se “profundamente” arrependida por ter divulgado “um comunicado sobre Asia Argento que agora eu sei que continha um número de fatos incorretos”. E ficou tudo por isso mesmo.
Sophie Turner e Joe Jonas estão esperando o primeiro filho
O jovem casal formado pela atriz Sophie Turner (a Sansa de “Game of Thrones”) e o cantor Joe Jonas está esperando o seu primeiro filho. A informação foi apurada pelo Just Jared e confirmada pelo programa E! News e a revista US Weekly. A atriz de 23 anos se casou com o membro dos Jonas Brothers em maio passado, em cerimônia improvisada em Las Vegas, e renovaram os votos no mês seguinte, num castelo na França. “O casal está mantendo a gravidez em segredo, mas os amigos mais próximos e a família foram avisados, e estão muito felizes por eles”, comentou a fonte do Just Jared. Os representantes dos dois não quiseram confirmar ou negar a história. Joe será o segundo dos irmãos Jonas a virar papai. Kevin Jonas, o mais velho do trio, já tem dois filhos com a mulher Danielle, com quem se casou em 2009.
Jussie Smollett volta a ser indiciado por suposta mentira sobre ataque racista e homofóbico
O ator americano Jussie Smollett, que interpretou Jamal Lyon na série “Empire”, voltou a ser indiciado por supostamente forjar um crime e mentir para a polícia. Em janeiro de 2019, ele alegou ter sido vítima de um ataque racista e homofóbico de apoiadores do presidente americano Donald Trump, em Chicago. O caso foi marcado por contradições de parte da polícia, que no curso da investigação transformou o registro de crime de preconceito em suspeita contra o próprio ator. Problemas em relação ao tratamento público da investigação fez a promotora do caso desistir do processo, o que nunca caiu bem entre as autoridades de Chicago. Insatisfeito com a decisão da promotora Kim Foxx, o juiz do caso, Michael Toomin, resolveu nomear um novo promotor, Dan K. Webb, que retomou as investigações e, após a conclusão do levantamento de provas e testemunhos, indiciou Smollett em seis acusações relacionadas a relatos falsos à polícia, enquanto “sabia que ele não foi vítima de um crime”. Smollett, por sua vez, já tinha decidido processar o município e autoridades de Chicago por considerar que o prefeito e o chefe de polícia da cidade “arruinaram” sua reputação. Ele foi demitido da série “Empire” após a polícia prendê-lo e declarar que ele forjou o ataque que alegou ter sofrido. Em 29 de janeiro do ano passado, Smollett foi levado a um hospital com ferimentos leves, afirmando ter sido atacado por dois homens durante a madrugada nas ruas de Chicago. O ator, que é negro e gay, contou que eles gritavam ofensas racistas e homofóbicas. A investigação da polícia, no entanto, chegou aos irmãos Ola e Avel Osundairo, personal trainers de descendência nigeriana que já haviam aparecido como figurantes em “Empire”. Eles testemunharam que o ator lhes pagou para que o atacassem, depois que a polícia os ameaçou de prisão e deportação para a Nigéria. Na verdade, as autoridades policiais cometeram diversas irregularidades no caso. Ao prender o ator, a polícia afirmou que o ataque foi “um golpe publicitário” para chamar atenção visando obter um aumento de salário. Mas a revista The Hollywood Reporter fez sua própria investigação sobre essas afirmações e descobriu que Smollett já tinha um dos maiores salários do elenco de “Empire”, acabara de receber aumento recente e não negociava com os produtores por mais dinheiro. Nem seus agentes nem a Fox sabiam que ele queria receber mais. Antes desta hipótese ser apresentada, a investigação teria vazado que o objetivo do suposto falso ataque seria evitar que ele fosse dispensado da série. Só que os roteiristas de “Empire” e a rede Fox também rechaçaram essa teoria, alegando que nunca houve planos para dispensá-lo. Em entrevista coletiva pouco antes da prisão do ator, o superintendente da polícia de Chicago, Eddie Johnson, apresentou um cheque assinado por Smollett para os irmãos como prova das acusações. Entretanto, em depoimento à polícia, os irmãos supostamente contratados por Smollett disseram que o dinheiro que receberam do ator na verdade era pagamento pela prestação de serviços como personal trainers. Há fotos no Instagram desse trabalho. Johnson também afirmou à imprensa que Smollett havia escrito uma carta de conteúdo ameaçador contra si mesmo, que chegou à produção de “Empire” alguns dias antes do ataque. Na realidade, segundo o TMZ, as investigações da polícia e do FBI não conseguiram determinar que o ator foi autor da carta. Diante dessa avalanche de equívocos, trazidos à público pela própria polícia, a promotora Kim Foxx desistiu de processar o ator. Ela explicou que, se fosse a julgamento, Smollett teria no máximo que prestar serviço comunitário, mas como o ator já realiza trabalho voluntário em Chicago, a condenação seria redundante. No entanto, caso fosse inocentado, deixaria a polícia numa situação difícil. Isto, porém, não impediu o Prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, e o chefe de polícia da cidade, Eddie Johnson, de continuar atacando o ator publicamente e insistindo na versão de ataque de mentira. Por isso, os advogados do ator alegam que a cidade deve uma indenização a ele. “Apesar do descarte de todas as acusações contra o Sr. Smollett, a conduta da polícia de Chicago e as declarações falsas dos irmãos Osundairo fizeram com que ele fosse sujeitado ao ridículo em público e o prejudicaram muito”, diz o processo movido pelo ator. “O Sr. Smollett também sofreu, e continua sofrendo, substanciais perdas monetárias. Ele perdeu oportunidades de emprego e precisou pagar muito dinheiro a advogados que o defenderam durante o caso”, continua o texto. O ator foi limado da 6ª e última temporada de “Empire”, que foi ao ar sem o seu personagem, e não aparece nas telas desde então. O processo contra a cidade de Chicago ainda cita que Smollett sofre de “angústia e estresse agudos” por causa do caso. Ele também alega ser vítima de racismo duplo, de seus atacantes e da polícia. E sempre manteve a mesma história, declarando-se inocente das acusações. Seu estresse e angústia agora tendem a aumentar. A justiça de Chicago decidiu ir para o “tudo ou nada”, com o objetivo de provar que Smollett mentiu e, no processo, desmoralizar a promotora original, que, como o ator, também é negra. Em sua declaração à imprensa, o novo promotor frisou que “ainda” não encontrou evidências de má conduta da equipe anterior de acusação. A advogada do ator, Tina Glandian, também emitiu um comunicado, observando que está em litígio com o Departamento de Polícia de Chicago e levantou questões sobre se seria justo para Webb basear parcialmente sua investigação nas evidências desse departamento. Ela aproveitou a frase de Web para destacar o fato de que ele disse não ter encontrado evidências de irregularidades por parte dos promotores. “A tentativa de processar novamente Smollett um ano depois, na véspera da eleição do procurador do estado de Cook, é claramente uma questão de política e não de justiça”, disse ela no comunicado. A promotora original, Kim Foxx, está concorrendo à reeleição e enfrenta uma primária no próximo mês, na qual seus oponentes criticam a forma como lidou com o caso Smollett. Apesar das “evidências robustas” que Webb afirma possuir, não será um caso fácil de provar.
Milton Gonçalves sofre AVC e seu estado de saúde inspira cuidados
O ator Milton Gonçalves, de 86 anos, sofreu um acidente vascular cerebral isquêmico e está internado no Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro. Segundo a colunista do Jornal O Dia Fábia Oliveira, Milton teria sofrido o AVC após ter participado da feijoada do Salgueiro, no último domingo (9/2). Nesta terça-feira (11/2), a assessoria de imprensa da unidade hospitalar divulgou um boletim médico, que revela que o ator recebeu atendimento cirúrgico e seu estado de saúde inspira cuidados. “O Hospital Samaritano Barra informa que o Sr. Milton Gonçalves deu entrada na unidade na manhã da última segunda-feira,10/02, em virtude de um acidente vascular cerebral isquêmico. Ele recebeu atendimento clínico e cirúrgico endovascular e encontra-se internado na unidade neuro intensiva. O estado de saúde do paciente inspira cuidados”, diz a íntegra do comunicado. Presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (Sated/RJ), Milton foi visto recentemente na TV como protagonista do especial de Natal da Globo, “Juntos a Magia Acontece”, e ainda está no elenco da inédita cinebiografia “Pixinguinha, Um Homem Carinhoso”, que não tem previsão de estreia.
O “segredo” do sucesso de Parasita: apoio e incentivo do governo sul-coreano
A consagração do primeiro longa não falado em inglês no Oscar de Melhor Filme tem rendido – e ainda vai render – muitos debates em Hollywood e em todo o mundo. E o Brasil faria muito bem se prestasse atenção. Afinal, enquanto o governo brasileiro atacou seu único representante na disputa, o país de “Parasita” apoiou seu representante do começo ao fim. Agora, com o aval da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, a Coreia do Sul poderá colher a fartura, que representa a mudança de status comercial de sua indústria cinematográfica, traduzindo-se em mais exportações e divisas para a economia do país. O cinema sul-coreano penou durante 26 anos o sucateamento nas mãos de uma ditadura militar, após um golpe em 1961 instalar censura – ou “filtros” – para permitir apenas a produção de filmes nacionalistas e de apoio ideológico ao governo. Só que o público sul-coreano rejeitou esse modelo, levando a uma queda de 60% no consumo de cinema do país, entre 1969 e 1979. A reação da ditadura foi abrir o mercado para produções estrangeiras em 1986, preferencialmente de Hollywood, que voltaram a atrair espectadores, enquanto os filmes locais se notabilizavam como sinônimos de fracasso comercial. O fim da ditadura abriu ainda mais o mercado. Em 1988, todas as restrições foram derrubadas e os estúdios americanos começaram a se estabelecer no país. Poderia ter sido o fim completo do cinema local, desacreditado pelos temas impostos pela ditadura, mas o novo governo democrata acionou a política de cotas de exibição para produções nacionais, implantada pelos militares nos anos 1960, que foi gradativamente ampliada. Apesar disso, os filmes sul-coreanos ainda respondiam por apenas 16% das bilheterias do país até 1993. As cotas acabaram complementadas por incentivos e financiamento público em todas as etapas, da produção à exibição de filmes do país. Graças à política cultural, o governo atraiu grandes companhias, como a Samsung, que passaram a investir no cinema nacional. Estas mudanças possibilitaram o surgimento de uma nova geração de cineastas no final dos anos 1990, que começou a se apresentar para o mundo em festivais internacionais no final dos anos 1990. Diretores importantes iniciaram suas carreira nesse período, em meio ao movimento batizado pela mídia de “Novo Cinema Coreano”, como Park Chan-wook, Kim Jee-woon e até Bong Joon-Ho, diretor de “Parasita”. Desde seu filme de estreia, “Cão Que Ladra Não Morde” (2000), Bong Joon-Ho conta com apoio do governo, que em 1999 reformou o conselho de cinema do país, rebatizando-o e transformando-o em órgão de incentivo e fomento da produção cinematográfica local. O Korean Film Council (KOFIC, na sigla oficial) é equivalente à Ancine brasileira e faz tudo o que a Ancine poderia/deveria fazer – mas que deixou parcialmente de fazer sob o governo Bolsonaro – , desde financiar despesas de produção, estabelecer políticas de renúncia fiscal, organizar o mercado nacional e dar suporte financeiro para filmes sul-coreanos participarem de eventos internacionais, com autonomia em relação ao partido no poder. Graças ao KOFIC, em pouco tempo o cinema sul-coreano virou o jogo, passando a dominar as bilheterias do país e a vencer prêmios importantes nos maiores festivais de cinema do mundo. Tanto que, em 2006, os filmes nacionais já representavam 50% das bilheterias do país e o governo pôde diminuir a cota de tela sem causar qualquer efeito negativo no mercado. Mesmo com cota menor, a média de lançamento de filmes sul-coreanos manteve-se como uma das maiores do planeta, com pelo menos um título novo por semana. A força das produções locais ainda propiciou que mais empresas, como a Hyundai, passassem a investir nesse segmento. E assim as conversas sobre regulamentação atingiram outro patamar, em torno de apoio maior para os pequenos estúdios e menos incentivo para projetos mais comerciais e lucrativos – o oposto do que Osmar Terra, ministro da Cidadania, planejava para o futuro do cinema brasileiro, em discurso registrado no ano passado. Outras mudanças não tão óbvias também contribuíram para esse resultado, como a educação da população. O estudo de Cinema passou a ser incluído no currículo escolar. Cai no (equivalente ao) vestibular. Estudantes também têm direito à meia-entrada nas bilheterias. Além disso, o governo incentivou aberturas de cursos e escolas de Cinema, contribuindo para a formação de técnicos capazes de realizar trabalhos dignos de Hollywood, e patrocinou a criação de festivais, como o de Busan, que se tornou um dos mais importantes da Ásia. No Brasil, estatais do governo Bolsonaro cortaram o apoio a festivais e ameaçam despejar uma das escolas de cinema mais tradicionais. Para completar, esse apoio às artes foi estendido a várias outras áreas da cultura sul-coreana. E o sucesso mundial do K-Pop é outro grande exemplo da diferença que faz o apoio do Estado à cultura de um país.












