Bolsonaro estabelece novas – últimas? – Cotas de Tela do cinema brasileiro
Um decreto publicado na terça-feira (24) pelo presidente Jair Bolsonaro estabelece as novas cotas obrigatórias de exibição de filmes brasileiros nos cinemas do país em 2020. A regulamentação era aguardada pelo setor audiovisual, por conta da ocupação predatória de “Vingadores: Ultimato” (80% de todas as salas) em 2019, enquanto “De Pernas pro Ar 3” ainda lotava sessões. O setor passou 2019 inteiro sem regulamentação. Desde que Bolsonaro assumiu o governo, há um ano, a política para o audiovisual foi sobretudo de desmontagem do que existia até então. Apesar de finalmente agir sobre o assunto, o governo pretende extinguir o mecanismo no próximo ano, quando ele deveria ser renovado para um novo período. Em agosto, o ministro da Cidadania Osmar Terra, então à frente da Cultura, revelou com todas as letras os planos federais. “É uma lei que até ano que vem tem cota. Depois tem que rever isso”, disse, relacionando a reserva obrigatória para filmes brasileiros com salas de cinemas vazias. A primeira versão da Cota de Tela foi criada nos anos 1930, no governo de Getúlio Vargas. Atualmente, o tema é regulado por Medida Provisória assinada em 2001 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. O mecanismo determina que, até 2021, as salas brasileiras são obrigadas a exibir filmes brasileiros por um número mínimo de dias. A cada ano, este número deve ser definido por meio de um decreto. O descumprimento implica uma multa de 5% da receita bruta média diária do cinema, multiplicada pelos dias em que as cotas não forem respeitadas. O número de filmes brasileiros que devem ser exibidos varia de acordo com o tamanho das empresas exibidoras. Pelo novo decreto, uma empresa que tiver apenas uma sala é obrigada a exibir por 27 dias até três filmes brasileiros em sua programação de 2020. Já empresas que tenham a partir de 201 salas devem dedicar 57 dias de sua programação ao cinema nacional, com pelo menos 24 títulos diferentes. Salas que optarem por programar voluntariamente filmes brasileiros a partir das 17h poderão reduzir em 20% a cota obrigatória. A proteção defendida por FHC, o presidente sociólogo que entendia de economia (veja-se o plano Real), foi estabelecida durante a multiplicação das salas multiplex, que substituíram os antigos cinemas de rua com programações de grandes redes, cujas sedes encontram-se no exterior. As redes programam em bloco, uniformizando a exibição de filmes em todo o país a partir do modelo de distribuição americano. Um dos motivos para a revolução cinematográfica em curso em vários países asiáticos, como a China e a Coreia do Sul, por exemplo, deve-se a Cotas de Tela que desagradam aos EUA, restringindo a quantidade e a ocupação de filmes hollywoodianos em seus mercados. É famosa a foto em que o cineasta Park Chan-wook protesta, em 2006, segurando um cartaz em que se lê “Sem Cota de Telas não haveria ‘Oldboy'”, numa reação dos cineastas do país à pressão dos EUA para diminuir as cotas. Na ocasião, a reserva foi reduzida e ainda assim os cinemas coreanos permaneceram obrigados a exibir 76 dias completos de programação nacional. Em 2012, o cinema local registrou um “market share” de 52,9% e, em 2019, venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes pela primeira vez, com “Parasita”, de Bong Joon Ho. A China já chegou a restringir a entrada de filmes americanos a 20 por ano. Aos poucos, aumentou esse número, mas sobretaxa a produção estrangeira, usando um imposto similar ao Condecine brasileiro para reverter os dólares de Hollywood em incentivo ao seu cinema nacional. Graças a esses mecanismos, tornou-se o segundo maior e mais rico mercado cinematográfico do mundo. A União Europeia trata a situação de forma diferente, oferecendo incentivos financeiros aos países que reservem 50% de suas telas para produções do continente. Na França, o “market share” atingiu 41,6% neste século, e o país ainda promove seu cinema com eventos no exterior – como o Festival Varilux de Cinema Francês, que acontece anualmente no Brasil. Na Espanha, além do incentivo da UE, ainda existe uma reserva de 25% de toda a programação de cinema para filmes nacionais. Mesmo com a Cota de Tela, produções brasileiras ocuparam apenas 14,4% do parque exibidor nacional em 2018, de acordo com relatório da Ancine. Como ficaria sem ela? Segundo Paula Barreto, da LCBarreto — uma das maiores produtoras de cinema do Brasil —, a bilheteria nacional do cinema deste ano, comparada ao mesmo período do ano passado, ficou 40% mais fraca. A diferença? Bolsonaro não assinou a Cota de Tela em 2019.
Allee Willis (1947 – 2019)
A compositora Allee Willis, responsável pela música-tema da série “Friends”, morreu nesta véspera de Natal, aos 72 anos. Sua parceira de longa data, Prudence Fenton, postou no Instagram uma foto de Willis nos estúdios da lendária gravadora Motown, com a notícia triste. A artista ganhou projeção nos anos 1970, ao firmar uma bem-sucedida parceria musical com a banda funk Earth, Wind & Fire, ajudando a criar vários hits, como “Boogie Wonderland” e “September”. Ela também compôs hits para diversos outros artistas, incluindo “Neutron Dance” das Pointer Sisters, “Stir It Up”, de Patti LaBelle, “What Have I Done to Deserve This?”, que reuniu os Pet Shop Boys e Dusty Springfield, e “I’ll Be There for You”, gravado pela banda The Rembrandts. Esta última foi usada na abertura de “Friends”, obteve indicação ao Emmy e se tornou uma das mais populares músicas-tema da televisão em todos os tempos. Brincando, Willis dizia que a canção era “a música mais branca que eu já compus”. Suas músicas ainda apareceram na trilha sonora do filme “Um Tira da Pesada” (1984), que venceu o Grammy, e na continuação de 1987. E ela foi indicada ao Tony em 2006 pela criação musical da versão da Broadway de “A Cor Púrpura”, baseada no livro de Alice Walker e no filme de Steven Spielberg, atualmente em processo de adaptação cinematográfica. Em 2018, Willis entrou no Hall of Fame dos compositores dos Estados Unidos. Ver essa foto no Instagram Rest In Boogie Wonderland Nov 10,1947-December 24, 2019 Uma publicação compartilhada por Prudence Fenton (@prufencef) em 24 de Dez, 2019 às 9:38 PST
Chernobyl: Sobrevivente do desastre nuclear diz que sua vida virou inferno após a série
A russa Lyudmilla Ignatenko, sobrevivente do desastre nuclear de Chernobyl, disse que sua vida virou um inferno após ter sido retrata na série da HBO. O drama de Ignatenko foi um dos mais tristes de “Chernobyl”. Ela era a mulher do bombeiro Vasily Ignatenko, que, após visitá-lo grávida no hospital em que ele recebia tratamento por encenamento radioativo em 1986, acabou perdendo seu bebê. Na produção, ela foi interpretada pela atriz irlandesa Jessie Buckley (“As Loucuras de Rose”). Em entrevista à rede BBC, Lyudmilla relatou que as pessoas se chocaram com sua história e passaram a atacá-la, dizendo “que eu matei meu bebê”. “Havia pessoas me perseguindo no meu apartamento. Chegou ao ponto em que os jornalistas batiam a porta com o pé e tentavam gravar entrevistas comigo.” “As pessoas ficavam perguntando por que eu estava ao lado do meu marido, sabendo que estava grávida na época. Mas me diga, como eu poderia deixá-lo? Eu pensei que meu bebê estivesse seguro dentro de mim. Não sabíamos nada sobre radiação naquele momento”, contou, relatando os fatos abordados pela série. Lyudmila reclamou da HBO e da Sky, coprodutoras da atração, pela forma como foi retratada. “Acho que a produtora se comportou muito mal por não me conhecer”, afirmou. “Houve um telefonema de Moscou. Eles disseram que estavam filmando na Letônia e em Kiev e queriam entrar em contato comigo, mas não conseguiram.’Gostaríamos de pagar US$ 3 mil’, disseram eles. Mas a série já estava gravada”. Ela contou que, quando perguntou para que era o dinheiro, lhe disseram: “Por você existir”. “Claro que pensei que era algum tipo de fraude”, declarou. A HBO e a Sky negaram as alegações de Lyudmila sobre seu contato com a produção em um comunicado. “Durante todo o processo de produção de ‘Chernobyl’, os produtores se comprometeram totalmente a descrever todos os eventos, incluindo a história de Lyudmila e Vasily Ignatenko, com a máxima sensibilidade”, diz a nota. “A equipe de produção, por meio de representantes locais, teve várias trocas com Lyudmila Ignatenko – antes, durante e depois das gravações – com o objetivo expresso de torná-la ciente do projeto e da descrição de suas experiências, conforme documentado anteriormente em várias contatos em primeira pessoa. Lyudmila também teve a oportunidade de participar do processo de contar a história e fornecer feedback. Em nenhum momento durante essas trocas, ela expressou que não queria que sua história ou a de seu marido, Vasily, fossem incluídas. Os cineastas fizeram todos os esforços para representar sua história e a de todos os afetados por essa tragédia com autenticidade e respeito”, conclui o texto oficial.
Porta dos Fundos sofre atentado à bomba no Rio de Janeiro
O grupo humorístico Porta dos Fundos foi alvo de um atentado à bomba na madrugada desta terça-feira (24/12), véspera de Natal. O prédio em que fica a sede do grupo, no Rio de Janeiro, foi atingido por dois coquetéis molotov às 4 horas da madrugada. Em comunicado, a assessoria de imprensa do Porta dos Fundos disse que o incêndio foi controlado por um dos seguranças e que nenhum de seus integrantes estava no local no momento do ataque. “Na madrugada do dia 24 de dezembro, véspera de Natal, a sede do Porta dos Fundos foi vítima de um atentado. Foram atirados coquetéis molotov contra nosso edifício. Um dos seguranças conseguiu controlar o princípio de incêndio e não houve feridos apesar da ação ter colocado em risco várias vidas inocentes na empresa e na rua”, diz a nota. Os integrantes do grupo também afirmam que estão “confiantes que o país sobreviverá a essa tormenta de ódio e o amor prevalecerá junto com a liberdade de expressão”. As imagens do ataque, captadas pelas câmeras de segurança do prédio, já foram enviadas para a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, que deve conduzir uma investigação em busca dos responsáveis pelo crime. O caso foi registrado na 10ª DP, no bairro de Botafogo como crime de explosão. “A perícia foi realizada no local e a equipe do Esquadrão Antibombas arrecadou fragmentos dos artefatos para análise. Diligências estão em andamento para esclarecer o caso”, informou a Polícia Civil à imprensa. A ação terrorista aconteceu após o grupo sofrer ataque virtual de militantes da extrema direita, condenações de políticos conservadores, pedidos de explicações do Congresso, campanha de boicote de líderes religiosos, repúdio da rede Record e até processo judicial por conta do “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, da Netflix, que retratou Jesus Cristo como gay, além de fazer graça com um triângulo amoroso entre Maria, José e Deus. O ataque faz recordar o terrível atentado contra a revista francesa Charlie Hebdo, em 2015, quando outra controvérsia religiosa, a caricatura do profeta Maomé, foi usada como justificativa de terroristas para chacinar a equipe de humoristas da publicação. Vale lembrar ainda que o “Especial de Natal” anterior do Porta dos Fundos venceu o Emmy Internacional em novembro, como Melhor Comédia… do mundo. Além da polêmica envolvendo “A Primeira Tentação de Cristo”, Gregório Duvivier, intérprete de Jesus no especial, também foi atacado pela militância virtual após inquérito policial revelar que ele trocou mensagens com o hacker preso por invadir o Telegram de integrantes da Lava Jato, questionando “possíveis alvos” com a citação de nomes da rede Globo, do governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel e do juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no estado. Duvivier apresentou sua defesa e não foi indiciado.
Ativistas de Hong Kong realizam boicote bem-sucedido ao filme chinês Ip Man 4
Ativistas pró-democracia em Hong Kong organizaram um boicote ao filme de artes marciais “Ip Man 4: The Finale”, que encerra a franquia “O Grande Mestre” (Ip Man), para protestar contra postura pró-Pequim do produtor Raymond Wong e das estrelas Donnie Yen e Danny Chan. A quarta parte da bem-sucedida franquia quebrou recordes de bilheteria na China, Taiwan e Cingapura. Mas, em Hong Kong, faturou apenas US$ 660 mil em sua estreia no fim de semana passado, atrás de “Star Wars: A Ascensão Skywalker” (que fracassou na China). Para desencorajar o público a assistir ao filme, os ativista encontraram uma forma criativa de manifestação, que troca piquetes por publicações de spoilers do filme nas redes sociais e cartazes em pontos estratégicos com a hashtag #BoycottIpMan4. O boicote foi organizado por usuários do fórum LIHKG, o similar local do Reddit, que tem sido um dos centros estratégicos do movimento pró-democracia de Hong Kong, iniciado em junho e enfrentado de forma dura pelas forças policiais. A ação faz parte da iniciativa popular “círculo econômico amarelo”, que começou a ganhar força nos últimos meses, com o objetivo de valorizar restaurantes, lojas e marcas que apoiam o movimento e prejudicar estabelecimentos “azuis” ou pró-China. Mapas e guias de “restaurantes/lojas amarelos” foram elaborados para incentivar o apoio de cidadãos de Hong Kong aos empreendedores democráticos. Raymond Wong tem notória posição pró-China, tendo organizado um fundo para uma organização contrária a movimentos por democracia em 2014 e criticado publicamente a vitória do drama politizado “Ten Years” no Hong Kong Film Awards em 2015, chamando a consagração do filme na cerimônia de “um grande erro” e “uma piada”. Donnie Yen, que interpreta o personagem-título da franquia, mostrou sua posição política ao subir ao palco e cantar com o líder chinês Xi Jinping em uma festa de gala comemorativa do 20º aniversário da reincorporação de Hong Kong à China continental, em 2017, além de ter feito uma declaração no início deste ano reafirmando a importância da “determinação da pátria”. E Danny Chan, que interpreta Bruce Lee no final da saga (Ip Man foi o mestre de Bruce Lee na vida real), tem apoiado abertamente a polícia de Hong Kong, postando nas mídias sociais que a polícia não deve “pegar leve com nenhum [manifestante]” nem “deixar ninguém escapar”. O produtor veterano Wong inaugurou a franquia “Ip Man” em 2008, fazendo de Yen uma estrela e abrindo caminho para seu envolvimento em superproduções de Hollywood, incluindo o spin-off de “Star Wars”, “Rogue One”, e o vindouro remake live-action de “Mulan”. “Mulan”, por sinal, deve se tornar o próximo alvo de boicote na região. Além de contar com Yen em papel importante, a intérprete da personagem-título, Liu Yifei, expressou apoio à repressão do movimento democrático. A atriz, que também é conhecida como Crystal Liu, usou a plataforma Weibo para dizer que “apoia os policiais” que estão reprimindo brutalmente as manifestações e que as críticas à repressão são “uma vergonha para Hong Kong”. Entretanto, a questão não é assim tão simples. A China é um país totalitário. Muitos confundem a liberdade econômica que tornou o gigante asiático numa potência comercial com a chegada de uma suposta democracia à região, mas a ditadura comunista continua no poder. E sua capacidade de retaliação lembra pesadelos stalinistas, com artistas sendo presos na calada da noite apenas por criticarem o governo ou por agirem de forma a contrariar os princípios do partido. Vale lembrar do sumiço forçado da atriz Fan Bingbing, que foi levada a lugar desconhecido e “pressionada” por cerca de quatro meses para confessar supostos crimes de sonegação de impostos, sendo liberada apenas após “pedir perdão” ao povo chinês pela mesma Weibo e assumir a culpa pelo que o governo a acusava. Neste ano, também veio à tona a notícia de que a China estava obrigando todos seus estúdios e artistas a boicotar a mais tradicional premiação do cinema da região, porque ela é realizada em Taiwan, que, como Hong Kong, rebela-se contra o poder central. Se algum artista chinês participasse ou simplesmente fosse premiado no Golden Horse Awards 2019, que aconteceu em novembro, ficaria proibido de trabalhar no país. Ninguém se rebelou e apenas participantes de Taiwan, Malásia e Singapura concorreram ao chamado “Oscar chinês” deste ano.
Donald Trump lembra participação em “Esqueceram de Mim 2”: “Uma honra”
O presidente Donald Trump aproveitou o período de Natal para lembrar que, muito antes de chegar à Casa Branca, fez uma breve aparição na comédia natalina “Esqueceram de mim 2: Perdido em Nova York”, de 1997. O assunto veio à tona nesta terça-feira (24/12), durante uma videoconferência entre o presidente e tropas americanas espalhadas pelo mundo. “Era um pouco mais jovem, digamos”, lembrou Trump, que tinha acabado de comprar o Hotel Plaza em Nova York, onde foram filmadas várias cenas do filme no início da década de 1990. “Obviamente, se tornou um grande sucesso”, continuou. “Um grande sucesso de Natal, um dos maiores. É uma honra ter estado envolvido em algo assim”, completou. Donald Trump fez uma figuração no filme, lançado em 1992, dando uma informação para o pequeno Kevin (Macaulay Culkin) como contrapartida por ceder seu hotel para as filmagens. Em 2017, o ator Matt Damon confirmou, em uma entrevista à revista The Hollywood Reporter, que Trump exigia que todas as filmagens em suas propriedades deveriam lhe render um pequeno papel nos filmes. O primeiro “Esqueceram de Mim” tinha sido lançado dois anos antes e fizera enorme sucesso, e a expectativa era que a sequência tivesse a mesma visibilidade. Trump está nos créditos de cerca de 20 filmes e séries, incluindo “Zoolander” e “Sex & the City”, além de ter ficado bastante conhecido por seu trabalho na TV, como apresentador do reality show “O Aprendiz”. Relembre abaixo a participação em “Esqueceram de Mim 2”, que começa com uma imagem do Hotel Plaza e close em seu logotipo, em tom de marketing assumido.
Kevin Spacey grava vídeo bizarro de Natal sugerindo matar com bondade
O ator Kevin Spacey divulgou um vídeo bizarro nesta véspera de Natal (24/12), num tom que sugere a adoção da personalidade do presidente Frank Underwood, seu personagem na série “House of Cards”. O vídeo chega exatamente um ano após ele divulgar outra gravação excêntrica, “Let Me Be Frank”, em que comentava as acusações de assédio contra ele. A mensagem de pouco menos de 1 minuto parece mais uma vez direcionada a seus acusadores e os problemas do ator na Justiça. O recado final, porém, é assustador. “A próxima vez que alguém fizer algo que você não gosta, você pode atacar. Mas você também pode se segurar e fazer o inesperado. Você pode … matá-los com bondade”. A mensagem lembra, inevitavelmente, que um massoterapeuta que acusou Spacey de assédio morreu em setembro. Depois da morte do acusador, o processo contra o ator acabou cancelado na corte de Los Angeles. O ator também teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. Spacey também chegou a ser investigado por oficiais do Departamento de Abuso Infantil e Ofensas Sexuais de Los Angeles, que coletaram um total de seis denúncias. Prescrição e falta de provas impediram todos os casos de ir a julgamento. Por conta disso, ele não foi condenado e ainda brincou no vídeo que 2019 “foi um ano muito bom”. As reviravoltas parecem vir de um roteiro da série “House of Cards”, em que Spacey interpretava o presidente corrupto e implacável dos Estados Unidos, capaz de dar um destino trágico a todos que cruzassem seu caminho. Ele também foi acusado de assédio por integrantes dessa produção e acabou demitido pela Netflix. O ator livrou-se, assim, de punições da justiça. Mas viu sua carreira desmoronar nos últimos dois anos, após o colega Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”) relatar ao site Buzzfeed que tinha sido assediado sexualmente por ele em 1986, quando tinha 14 anos. Desde então, as denúncias contra Spacey se multiplicaram. Como consequência, foi demitido de vários projetos e teve sua presença no drama “Todo o Dinheiro do Mundo” extirpada após o fim das filmagens. O diretor Ridley Scott chamou às pressas o ator Christopher Plummer para refazer as cenas de Spacey e o substituto foi até indicado ao Oscar. Spacey não está envolvido em nenhum projeto de cinema, nem parece haver clima para a retomada de sua carreira.
Juíza refuta pedido de censura ao Especial de Natal Porta dos Fundos: Basta não ver
A 16ª Vara Cível do Rio de Janeiro negou pedido de liminar para tirar do ar o “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, disponível na Netflix. A ação foi movida pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura e aceita pelo Ministério Público do Rio. A promotora Barbara Salomão Spier enviou o despacho para a 16ª Vara Cível do Rio, defendendo a censura da produção. Segundo os autos, “Jesus é retratado como um homossexual pueril, Maria como uma adúltera desbocada e José como um idiota traído” no especial de Natal, o que seria um ataque à liberdade religiosa e a dignidade da pessoa humana. Em sua sustentação, a promotora ainda alegou que “fazer troça aos fundamentos da fé cristã, tão cara a grande parte da população brasileira, às vésperas de uma das principais datas do cristianismo, não se sustenta ao argumento da liberdade de expressão”. Ela afirmou que seu posicionamento não pode ser enquadrado como censura, mas de “evitar o abuso do direito de liberdade de expressão através do deboche, do escárnio”. Na decisão, a juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura citou o artigo 5º da Constituição, que assegura a liberdade de expressão, e abordou o argumento de suposto “abuso desse direito” à luz da jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal), “a quem compete interpretar e salvaguardar nossa Constituição, seus princípios e garantias”, ponderando ainda “os limites da liberdade de expressão em contraposição a outros direitos de igual hierarquia jurídica, como os da inviolabilidade da honra e da imagem”, que são previstos em lei. “Assim, no exercício do juízo de ponderação entre caros princípios, direitos constitucionais como os que se confrontam neste feito e na linha do entendimento jurisprudencial ao qual me filio,entendo que somente deva ser proibida a exibição, publicação ou circulação de conteúdo, em verdadeira censura, que possa caracterizar ilícito, incitando a violência, a discriminação, a violação de direitos humanos, em discurso de ódio”, escreveu a magistrada em sua decisão. “Ao assistir ao filme podemos achar que o mesmo não tem graça, que se vale de humor de mau gosto, utilizando-se de expressões grosseiras relacionadas a símbolos religiosos. O propósito de muitas cenas e termos chulos podem ser questionados e considerados desnecessários, mesmo dentro do contexto artístico criado com a paródia satírica religiosa. Contudo, há que se ressaltar que o juiz não é crítico de arte e, conforme já restou assente em nossa jurisprudência, não cabe ao Judiciário julgar a qualidade do humor, da sátira, posto que matéria estranha às suas atribuições”, avaliou a juíza. Adriana Sucena Monteiro Jara Moura ainda considerou a hipótese de ataque à liberdade religiosa, afirmando não ter constatado “a ocorrência de qualquer ilícito, nem mesmo o do tipo previsto no artigo 208 do Código Penal”, que prevê crimes contra o sentimento religioso. “Também não verifiquei violação aos Direitos Humanos, incitação ao ódio, à discriminação e ao racismo, sendo que o filme também não viola o direito de liberdade de crença, de forma a justificar a censura pretendida”, acrescentou. A juíza também citou que este foi o mesmo “entendimento do Juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Zoega Coelho, ao decidir caso análogo em referência ao ‘Especial de Natal’ do mesmo grupo humorístico, exibido em 23 de dezembro de 2013, determinando, em acolhimento ao parecer Ministerial, o arquivamento de Representação Criminal e que à época foi amplamente noticiado nas mídias”. Ela conclui dizendo que “o filme controverso está sendo disponibilizado para exibição na plataforma de streaming da ré Netflix, para os seus assinantes. Ou seja, não se trata de exibição em local público e de imagens que alcancem àqueles que não desejam ver o seu conteúdo. Não há exposição a seu conteúdo a não ser por opção daqueles que desejam vê-lo. Resta assim assegurada a plena liberdade de escolha de cada um de assistir ou não ao filme e mesmo de permanecer ou não como assinante”.
Joshua Jackson e Jodie Turner-Smith estão casados e esperando o primeiro filho
Os atores Joshua Jackson e Jodie Turner-Smith revelam que vão ser pais do primeiro filho. O astro de 41 anos da série clássica “Dawson’s Creek” e também de “The Affair” casou-se em segredo com a ex-modelo inglesa de 33, que despontou nas séries “The Last Ship” e “Nightflyers”. Os dois assumiram o relacionamento há apenas um mês, apesar de estarem juntos há cerca de um ano. Eles apareceram pela primeira vez juntos em público no tapete vermelho de “Queen & Slim”, primeiro filme estrelado por Jodie Turner-Smith. Na ocasião, a atriz apareceu com um anel de diamante, que a imprensa especulou ser o anel de noivado do casal. Em agosto, eles foram vistos saindo de um tribunal com uma licença de casamento – nos Estados Unidos, o documento é necessário para se casar e válido por 90 dias. Antes de se casar com a inglesa, Joshua teve uma relação de 10 anos com a atriz alemã Diane Kruger (de “Bastardos Inglórios” e “Em Pedaços”).
Bruno Gagliasso lança festival de cinema em Fernando de Noronha
Bruno Gagliasso resolveu criar um festival de cinema em Fernando de Noronha, onde tem uma pousada. Ele compartilhou no Instagram o cartaz do evento, que acontecerá durante este fim de semana. “Tô feliz demais por ver esse projeto tão sonhado acontecer! Festival Noronha Cine, cinema ao ar livre no paraíso”, celebrou. Os filmes que serão exibidos no evento são “Todas as Canções de Amor”, “Uma Garota Chamada Marina” e “Turma da Mônica”. Ainda haverá oficinas de roteiro e interpretação durante a semana. “Todo mundo convidado, moradores e turistas. Muito obrigado, principalmente a Joana Mariani e Rafa Guimarães, que embarcaram nessa comigo, e a todos os amigos e empresários de Noronha, que acreditam na arte e investiram para o festival acontecer. Essa é só a semente para o que vem pela frente!”, completou Gagliasso. Os filmes serão projetados ao ar livre, mas o arquipélago tem um pequeno cinema desde 2010, numa iniciativa do então Ministério da Cultura. Ver essa foto no Instagram To feliz demais por ver esse projeto tão sonhado acontecer!!! Festival @noronhacine Cinema ao ar livre no paraíso. Hj, sexta, as 20h “Todas as Canções de Amor”, sábado, “Uma Garota Chamada Marina” e domingo, “Turma da Mônica”, Oficinas de roteiro e interpretação a semana TODA! Todo mundo convidado, moradores e turistas. Muito obrigado, principalmente a @joanamariani e @rafaguimaraesrj que embarcaram nessa comigo e a todos os amigos e empresários de Noronha que acreditam na arte e investiram para o Festival acontecer.Essa é só a semente para o que vem pela frente! 🎞🇧🇷⚡#cinemabrasileiro #noronhaCINE #festivalNORONHAcine 🎥LOCAL: Igreja de nossa senhora da Conceição, Vila dos remédios, 20:00h. 📽 PS: EM CASO DE CHUVA 🌧, QUADRA DA ESCOLA EREM! Uma publicação compartilhada por Bruno Gagliasso 🐺⚡️🌳🌻 (@brunogagliasso) em 20 de Dez, 2019 às 6:33 PST
Zilda Cardoso (1936 – 2019)
A atriz Zilda Cardoso, a eterna Catifunda de inúmeros programas humorísticos, morreu aos 83 anos. Ela morava sozinha e foi encontrada morta em sua cama, na manhã desta sexta-feira (20/12), pela diarista que cuidava de sua casa no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. Zilda se tornou indissociável da Catifunda, após interpretar a personagem por meio século em vários programas humorísticos como “Praça da Alegria”, “Escolinha do Professor Raimundo” e “A Praça É Nossa”. Com forte sotaque da zona leste paulistana, Catifunda trazia sempre um charuto na mão e saudava os colegas com a expressão “Saravá!”. Mas a personagem não foi a primeira incursão de Zilda no humor. Ela estreou na TV em 1962, substituindo a atriz Eloísa Mafalda em um programa humorístico. No ano seguinte, conquistou o famoso (na época) Troféu Roquete Pinto na categoria Melhor Teleatriz Humorística. E logo ganhou seu próprio programa, “Zilda 23 Polegadas”, exibido entre 1962 e 1964 na TV Paulista. Após essa rápida ascensão, chamou atenção do produtor Manoel da Nóbrega, que a convidou a participar de seu programa “A Praça da Alegria”, na antiga TV Record (antes da Igreja Universal). Foi então que estourou com a Catifunda, a partir de 1964. Paralelamente, Zilda virou atriz de novelas, atuando em “Quatro Homens Juntos” (1965), “Mãos ao Ar” (1966) e “Meu Adorável Mendigo” (1973) na Record. Também estrelou dois filmes de Mazzaropi, “O Lamparina” (1964) e “Meu Japão Brasileiro” (1965), além de duas chanchadas tardias, “Golias Contra o Homem das Bolinhas” (1969), com Ronald Golias e Carlos Alberto da Nóbrega, e “Se Meu Dólar Falasse” (1970), com Dercy Gonçalves e Grande Otelo. Ela passou os anos 1980 no “A Praça É Nossa”, do SBT, indo para a Globo em 1990, como aluna da “Escolinha do Professor Raimundo”. A mudança foi bastante produtiva, pois a levou ainda a aparcer na série “Delegacia de Mulheres” e roubara cena na novela “Meu Bem, Meu Mal” como Elza, enfermeira de Dom Lázaro Venturini (Lima Duarte). Mas, apesar do sucesso da personagem, não foi convidada para novos papéis, despedindo-se uma década depois com uma pequena aparição num episódio de “Você Decide”. Recentemente, a Globo resgatou a “Escolinha”, substituindo todos os atores clássicos. Na nova versão, quem vive a personagem Catifunda é a humorista Dani Calabresa, que lamentou a morte de Zilda no Instagram. “Eu sinto que tenho uma ligação muito especial com ela”, declarou emocionada em um vídeo. “Eu fico muito honrada, muito feliz, de poder fazer a personagem que eu amava na TV, de ter essa personagem emprestada.”
AMC é condenada a pagar US$ 8,6 milhões à família de dublê morto em The Walking Dead
O canal pago americano AMC foi condenado a pagar US$ 8,6 milhões de indenização à família do dublê John Bernecker, que morreu durante as gravações da série “The Walking Dead”. A decisão não foi considerada uma derrota completa pelos advogados da empresa, porque a família pedia na ação entre US$ 40 milhões e US$ 100 milhões. O advogado da família Bernecker, Jeff Harris, afirmou que o dublê de 33 anos “iria viver mais 40 ou 50 anos, e o custo de vida por ano é de US$ 2 milhões”. Para ele, seria com base neste cálculo que a indenização deveria ter sido feita. A defesa da emissora AMC, que exibe a série nos Estados Unidos, declarou que a empresa não estava envolvida nas operações diárias das produções e, portanto, não deveria ser responsabilizada pelo acidente. A AMC também alegou em sua defesa que a morte de Bernecker foi um acidente “horrível”, mas culpou um movimento improvisado do dublê como causa do acidente. O dublê morreu em julho de 2017 após sofrer uma queda de quase 10 metros de altura, quando filmava cenas para a 8ª temporada da série de zumbis. Ele filmava no Raleigh Studios, no estado americano da Georgia, quando caiu diretamente no chão de concreto. O artista foi socorrido e internado na UTI do Atlanta Medical Center, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. De acordo com o site TMZ, ele estava cercado de seus familiares, inclusive de sua mulher, que também é dublê. Além de trabalhar em “The Walking Dead”, o dublê atuou em várias grandes produções, como “Logan”, “Corra!” e três filmes da franquia “Jogos Vorazes”. Em “Logan”, ele ainda trabalhou como ator, figurando como um policial.
Humorista do Porta dos Fundos cria nova polêmica após contato com hacker da Lava Jato
Não bastasse ter virado alvo de religiosos e conservadores por viver o Jesus Cristo gay do Especial de Natal do Porta dos Fundos, “A Última Tentação de Cristo”, o humorista Gregório Duvivier entrou em nova polêmica nesta semana, quando as mensagens que trocou com o hacker da Lava Jato vieram à público. Perseguido na rede Record, que é propriedade do bispo Edir Macedo, pela blasfêmia humorística, ele agora virou persona non grata da rede Globo por conteúdo mais sério. Relatório da PF (Política Federal) sobre a chamada Operação Spoofing, encaminhado na quinta (19/12) à Justiça Federal, revelou conversas de Duvivier com o hacker Walter Delgatti Neto, o Vermelho, responsável por roubar mensagens privadas dos promotores da Lava Jato, em que o humorista sugeriu nomes de jornalistas importantes da rede Globo para novas interceptações. Na troca de mensagens entre Delgatti e Duvivier, em julho passado, o humorista recebeu a informação de que o teor das mensagens de autoridades hackeadas foi passado ao jornalista Glenn Greenwald por “livre e espontânea vontade” e, na sequência, estimulou o hacker, afirmando que ele iria “mudar o destino do país” ao revelar as conversas impróprias de procuradores da Lava Jato e do então juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro. Durante a conversa, Duvivier pergunta se haveria algo de comprometedor contra a família do presidente Jair Bolsonaro – a “família Bolso”. Diante de uma resposta negativa, questiona: “Tem algo da Globo?” Delgatti Neto responde que “tem bastante” informação envolvendo a emissora de televisão e afirma que “pega 50 por dia e acaba não lendo”. Em seguida, lamenta a falta de conteúdo. Diz que havia “pegado” o aplicativo do apresentador do Jornal Nacional William Bonner, mas não teve acesso a nada importante, porque tudo havia sido apagado. É neste momento que, segundo a PF, Duvivier sugere novos alvos da emissora, como o diretor-geral de Jornalismo Ali Kamel e o diretor-geral da Globo Carlos Henrique Schroder, dizendo que informação sobre a cúpula da emissora “poderia ser bem forte”. O humorista ainda sugere que o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel e o juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no estado, “poderiam ser alvos”. A PF também confirmou que não foram encontrados indícios de que Kamel, Schroder ou Witzel tenham sido vítimas de ações dos hackers. Marcelo Bretas e William Bonner, no entanto, acabaram sendo alvo de ataques, mas em data anterior às sugestões de Duvivier. Na conclusão do inquérito, não há imputação de crimes a Gregório Duvivier. Mas ele foi questionado pela polícia durante a investigação. No depoimento aos investigadores, ele negou que tenha solicitado ou sugerido a invasão das contas de Telegram da cúpula da Rede Globo ou de autoridades do Rio de Janeiro. Segundo ele, seus questionamentos ao hacker foram motivados por “curiosidade” em saber se o invasor tinha tido acesso às contas de uma série de personalidades do cenário nacional. Duvivier declarou que, durante a conversa com Delgatti, sugeriu diversos nomes de forma aleatória e disse que em nenhum momento recebeu mensagens ou qualquer informação das pessoas citadas por ele. Também afirmou que não tinha nenhum interesse em obter o conteúdo das mensagens de contas invadidas e em nenhum momento o hacker disse ter invadido a conta de Telegram de pessoas como Bonner ou Ali Kamel. O humorista apresentou à PF a cópia de um pendrive com todas as mensagens trocadas entre ele e o hacker Walter Delgatti Neto. Nelas, há a revelação de que ele teria recebido orientações do jornalista Gleen Greenwald para que não encomendasse o nome de nenhuma autoridade para ser hackeada. Duvivier é explícito sobre a orientação que recebeu: “Não tava pedindo pra investigar ninguém, tá?”. Menos de um minuto depois, fez nova ressalva: “Glenn me explicou que não posso nem falar nomes, haha”. Procurado pela revista Veja, o advogado Augusto de Arruda Botelho, que defende Duvivier, afirmou que o humorista disponibilizou espontaneamente para a Polícia Federal toda a troca de mensagens com o hacker e que “explicou detalhadamente em seu depoimento, no intuito de colaborar com as investigações, que aleatoriamente mencionou uma série de nomes, em uma conversa informal, sem qualquer intenção ou interesse de que tais nomes de fato fossem interceptados ou muito menos investigados”. A rede Globo acabou se pronunciando sobre o caso nesta sexta-feira (20/12), por meio de uma nota. “Os diálogos revelados no inquérito são claros. O público saberá julgar a atitude de Gregório Duvivier e suas explicações posteriores. Ali Kamel e Carlos Henrique Schroder, citados, preferem guardar para si suas opiniões a respeito. Apenas afirmam que se a quebra de sua privacidade tivesse sido levada adiante nada revelaria de desabonador. E nenhum contato com participantes da Operação Lava Jato.”









