Netflix lança concurso para descobrir “novos talentos” africanos
A Netflix se juntou à UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para lançar um concurso de curtas-metragens que busca descobrir “novos talentos” entre jovens diretores da África subsaariana. O projeto é para jovens, mas não para amadores. Os participantes do concurso devem ter entre 18 e 35 anos, viver e serem originários de um país da África subsaariana e ter pelo menos dois anos de experiência profissional na indústria audiovisual. Isto porque eles receberão um orçamento de US$ 75 mil para criar, filmar e produzir seus curtas-metragens. “A ideia da iniciativa é encontrar grandes talentos, grandes histórias populares que são parte importante da nossa história e herança na África”, explicou o diretor de conteúdo original e aquisições da Netflix na África, o nigeriano Ben Amadasun. Com inscrições abertas até 14 de novembro, o concurso premiará seis vencedores com US$ 25 mil e treinamento com profissionais da indústria, e os melhores serão disponibilizados pela Netflix em 2022. A plataforma já emplacou um sucesso do continente, a série sul-africana “Sangue e Água”, mas seu filme mais bem cotado, o senegalês “Atlantique”, não foi concebido para o streaming, e sim adquirido após vencer o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes em 2019.
Conversa Piada: Humoristas do Casseta & Planeta voltam à TV em programa da Cultura
A TV Cultura estreia no sábado (16/10) o novo programa “Conversa Piada”, que volta a juntar na televisão boa parte do elenco do Casseta & Planeta. O programa tem produção e apresentação do quarteto Beto Silva, Claudio Manoel, Helio de La Peña e Hubert Aranha e pretende ser uma resenha com uma visão humorística dos fatos que foram notícias na semana. “Será uma conversa com humor sobre tudo o que está acontecendo no Brasil e no mundo”, enfatizou Beto, no anúncio da atração. “Éramos globais e agora somos culturais”, acrescentou Hubert, brincando com a troca da Globo, que exibia “Casseta & Planeta”, pela Cultura. Além do bate-papo entre os humoristas, o programa também terá quadros com pesquisas insólitas, memes, paródias e “entrevistas” com respostas enviadas por vídeo, entre outros. Segundo o diretor de Programação da TV Cultura, Enéas Carlos Pereira, o programa “traz de volta o componente do humor à emissora e, ao mesmo tempo, resgata a origem dos apresentadores que – antes mesmo de chegarem à televisão – despontaram para o cenário cultural brasileiro a partir da crônica bem-humorada de notícias. Vamos mostrar que humor, aqui, é coisa séria”. Com direção de Mauro Farias (“Casseta & Planeta Vai Fundo”), novas edições irão ao ar todos os sábados, sempre às 22h, e poderão ser vista na TV, no canal do YouTube da Cultura e nas contas da emissora nas redes sociais. Veja abaixo dois teasers de “Conversa Piada”, que apresentam a atração como “o programa para quem não tem programa”.
São Paulo acaba com distanciamento entre assentos de cinema
A Prefeitura de São Paulo acabou com a necessidade de distanciamento entre os assentos de cinemas e teatros na capital paulista. A nova regra entra em vigor a partir desta sexta-feira (15/10). O maior parque exibidor de cinema do país fica na cidade de São Paulo, que agora poderá dobrar a quantidade de ingressos vendidos. Mas, mesmo com a flexibilização, o uso de máscaras e o certificado de vacinação contra covid-19 continuam em vigência. Em entrevista coletiva nesta quinta (14/10), o prefeito Ricardo Nunes também encerrou o fim da obrigatoriedade do espaçamento de um metro entre as carteiras dos alunos nas escolas a partir do dia 25 de outubro. Com a queda do número de casos e mortes causadas pela pandemia na capital, a prefeitura também cogitou acabar com a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos, mas esta decisão ficou para o próximo mês. No dia 10 de novembro, será apresentado um novo estudo, que pode resultar numa possível liberação das máscaras.
David H. DePatie (1929–2021)
O gigante das animações David Hudson DePatie morreu de causas naturais aos 91 anos, no dia 23 de setembro, mas a informação só foi publicada nesta quinta (14/10) pela revista americana Variety. Entre outros projetos, ele foi responsável pela criação de nada menos que a Pantera Cor de Rosa. O personagem foi a primeira criação do estúdio formado por DePatie em 1963, após o fechamento da Warner Bros. Cartoons, braço animado da Warner que o produtor comandava até então – e por onde lançou muitos desenhos dos “Looney Tunes”. Ele tinha acabado de se juntar ao colega Friz Freleng para fundar a DePatie-Freleng Enterprises (DFE) quando o cineasta Blake Edwards o procurou para desenvolver a abertura animada do filme “A Pantera Cor de Rosa”. O sucesso do filme de 1963 rendeu várias continuações com aberturas animadas por DePatie e Freleng, além de um contrato da DFE com a United Artists, estúdio original da franquia, para o desenvolvimento de uma série de curtas com a Pantera Cor de Rosa para o cinema. O primeiro desses curtas, “A Pantera Pinta o Sete”, venceu o Oscar em 1965. A DFE também desenvolveu a abertura animada da série “Jeannie É um Gênio” em 1965, chamando atenção dos canais de TV dos EUA. A Pantera Cor de Rosa ganhou sua própria série televisiva em 1969, que abriu as portas para inúmeras outras atrações, como “Bom-Bom e Mau-Mau”, “Grump, o Feiticeiro Trapalhão”, “As Aventuras do Doutor Dolittle”, “Missão Quase Imprevisível”, “Os Caretas”, “Os Cometas”, “Meu Amigo, O Tubarão”, a cultuada “De Volta ao Planeta dos Macacos”, baseada na franquia cinematográfica “Planeta dos Macacos”, o revival de “Mr. Magoo”, especiais de personagens infantis do Dr. Seuss, como o Grinch, o Gato de Cartola e o Lorax, e adaptações dos quadrinhos da Marvel, incluindo “O Quarteto Fantástico” e “Homem-Aranha”. Em pouco tempo, a DFE passou a disputar com a Hanna-Barbera e a Filmation o domínio da programação de desenhos animados dos EUA nos anos de 1970. Mas logo a Marvel quis ter seu próprio estúdio de animação, com o objetivo de acabar com a terceirização da produção. Ao receberem uma proposta milionária, DePatie e Freleng venderam seu negócio para a editora de quadrinhos em 1981. Freleng voltou a trabalhar com a Warner, mas DePatie continuou à frente da rebatizada Marvel Productions, produzindo desenhos como “O Incrível Hulk” e “Homem-Aranha e Seus Amigos”, até ser substituído em 1984, dois anos antes da Marvel ser vendida para a New World. Ao sair da Marvel, DePatie reviveu seu antigo estúdio para lançar “Os Filhos da Pantera Cor de Rosa”. Mas a animação não fez muito sucesso em seu lançamento em 1985, levando o produtor a optar pela aposentadoria precoce. Desde então, ele vivia dos direitos de exploração da Pantera Cor de Rosa em novos projetos. Lembre abaixo a primeira animação da Pantera Cor de Rosa, feita para o filme que iniciou a franquia em 1963.
Olivia Wilde faz topless no Instagram
A atriz Olivia Wilde virou um dos assuntos mais comentados da noite de quarta (13/10) ao publicar uma foto topless em seu perfil no Instagram. Para evitar censura da rede social, a artista, que também é diretora de cinema e namorada do cantor Harry Styles, editou a imagem com tarjas sobre os mamilos. “Sinta-se”, escreveu na legenda, incluindo outras fotos à vontade na sequência. As imagens promoviam um produto de beleza, mas pouco gente reparou que se tratava de comercial. Os comentários foram todos para a beleza da atriz. Até hoje lembrada como a 13 de “House”, a atriz está atualmente com 37 anos. Ela já foi casada com o ator Jason Sudeikis (o “Ted Lasso”), com quem tem dois filhos. Os dois anunciaram o divórcio em novembro, dois meses antes dela assumir o namoro com Harry Styles. Wilde conheceu o cantor no set de “Don’t Worry Darling”, seu segundo filme como diretora, que só vai estrear em setembro de 2022. View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Olivia Wilde (@oliviawilde)
Letitia Wright diz que acusação de ser antivacina é falsa
A atriz Letitia Wright, que vive a princesa Shuri nos filmes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), rebateu uma reportagem recente da revista The Hollywood Reporter, que a acusou de ter postura antivacina no set de de “Black Panther: Wakanda Forever”, a continuação de “Pantera Negra”. No Instagram, a atriz escreveu: “Me entristece ter que abordar a reportagem publicada pelo Hollywood Reporter em 6 de outubro de 2021. O texto falou sobre minha conduta no set de ‘Pantera Negra 2’. Eu honestamente afirmo que aquilo foi completamente falso”. “Quem me conhece ou trabalhou comigo, sabe que trabalho duro e meu foco principal é sempre fazer um trabalho que seja impactante e inspirador”, continuou Wright. “Esse tem sido e continuará sendo meu único foco.” Apesar da negativa, desde que a reportagem foi publicada, a Disney passou a exigir vacinação para todos os atores de suas produções. Além disso, Letitia Wright já tinha adotado uma posição antivax (antivacina) em dezembro do ano passado, quando publicou nas redes sociais um vídeo de um guru negacionista que questionava a eficácia dos imunizantes contra a covid-19, tudo à base de achismos. Inundada por comentários negativos, até o ator Don Cheadle, astro de “Vingadores: Ultimato”, se manifestou, chamando o vídeo linkado de “lixo” e dizendo que iria contatar a atriz em particular. Ela apagou a publicação e, desde então, parou de se posicionar publicamente sobre o assunto. A reportagem do THR ainda afirmou que atitude criou uma crise de relacionamento entre a atriz e a Disney e levou ao rompimento de laços profissionais entre ela e a equipe que cuidava de sua carreira. As gravações da sequência de “Pantera Negra” começaram no final de junho sob a direção de Ryan Coogler, o mesmo diretor do primeiro filme. A produção traz de volta vários atores do elenco original, à exceção notável de Chadwick Boseman, que interpretou o Pantera Negra no blockbuster de 2018 e faleceu há um ano de câncer. View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por letitiawright (@letitiawright)
Diretor de “007 – Sem Tempo Para Morrer” é acusado de abuso por figurante
O diretor Cary Joji Fukunaga, que assina “007 – Sem Tempo Para Morrer”, foi acusado de abuso moral por uma figurante, que ele teria demitido em 2014, durante a 1ª temporada de “True Detective”, por se recusar a tirar a roupa. Em denúncia publicada pelo site Daily Beast, Raeden Greer diz que foi escalada para atuar na produção da HBO num pequeno papel ao lado do astro Woody Harrelson. Sem aviso prévio ou cláusula em seu contrato que especificasse nudez, ela afirma ter sido pressionada por Fukunaga para atuar com os seios à mostra e, após se recusar, foi demitida. Greer afirma que resolveu acusar o diretor após ler uma entrevista que ele deu deu ao site The Hollywood Reporter, na qual enalteceu “007 – Sem Tempo Para Morrer” por atualizar James Bond para uma era “pós-Me Too”. Na entrevista, o cineasta ainda comentou que os filmes iniciais do personagem, protagonizados por Sean Connery, o apresentavam como um estuprador. Ela ficou passada com esse discurso, pois não reflete como foi tratada no set de “True Detective”. De acordo com a atriz, sua recusa em gravar a cena de topless deu início a uma discussão de 10 minutos com o diretor, que teria tentado convencê-la a concordar com a nudez. Quando ela deixou clara sua recusa absoluta, foi enviada de volta para casa, mas não antes de ver seu papel ser entregue a uma figurante sem experiência em atuação, mas que aceitou ficar nua. Ainda segundo a atriz, ela sabia que interpretaria uma dançarina exótica na série, mas foi informada que a maioria de suas cenas aconteceriam no camarim e dada a ausência de uma cláusula de nudez no contrato, não esperava ser forçada a tirar as roupas nas gravações. Quando chegou a hora da cena, entretanto, Fukunaga insistiu para que ela ficasse com os seios à mostra. “Cary disse para mim nesse momento: ‘Todo mundo nessa série fica de topless. Todas as mulheres na série ficam de topless. Sua personagem é uma stripper, então você tem de ficar nua”. “Então si, foi degradante. Foi humilhante e me fez me sentir péssima. Assim que eu entrei no meu carro, comecei a chorar e liguei para a minha agente para saber o que tinha acontecido e ela mal podia acreditar”, adicionou Greer. “Foi devastador. Eu me senti mal”, continuou a atriz, que também atuou em papéis pequenos em “American Horror Story” e “Magic Mike XXL”. “Você não pode tratar pessoas como se tudo que elas fossem um par de peitos. Isso machuca. E agora Cary está aí falando sobre personagens femininos — é como outro tapa na cara, de novo e de novo e de novo. Sim, ele teve uma carreira ilustre; a série foi um divisor de águas para ele. E o que aconteceu comigo? Ninguém se importa”. Nem Fukunaga nem a HBO, que produziu “True Detective”, comentaram a denúncia.
Luísa Sonza é assaltada na noite de São Paulo
A cantora Luísa Sonza foi assaltada na noite de terça (12/10) em São Paulo. Ela estava voltando de um show da banda Melim no Espaço das Américas e fazia compras em uma farmácia quando foi rendida por assaltantes. Segundo sua assessoria, ela “está bem”. Relatos do roubo indicam que Sonza teve um celular roubado. Ela estava com um segurança, que perdeu uma corrente, e amigas, que também tiveram alguns pertences levados pelos assaltantes.
Fabio Porchat distribuirá vale-gás para famílias carentes de São Paulo
O ator e apresentador Fabio Porchat vai doar um vale-botijão gás no valor de R$ 105 para 104 famílias em situação de extrema vulnerabilidade em São Paulo. A distribuição dos vales acontecerá neste mês e em dezembro por meio da ONG Casa do Zezinho, que atua no bairro do Capão Redondo na capital paulista. O humorista, que é um dos sócios do grupo Porta dos Fundos e apresenta o “Que História É Essa, Porchat?” no canal pago GNT, é crítico contumaz do governo Bolsonaro, responsável pela volta da inflação no Brasil. Desde o início do ano, o preço do gás aumentou quase 30%.
William Shatner se torna primeiro astro de Hollywood e homem mais velho no espaço
O ator William Shatner, intérprete do Capitão Kirk na série “Jornada nas Estrelas”, que inaugurou a franquia “Star Trek” em 1966, foi onde nenhum outro ator de Hollywood jamais esteve, ao viajar ao espaço na manhã desta quarta-feira (13/10). A decolagem ocorreu às 11h50 (horário de Brasília) em uma base espacial no oeste do estado do Texas, nos Estados Unidos, e a viagem durou 10 minutos. O “bate e volta” também garantiu ao ator o título de pessoa mais velha do mundo a viajar ao espaço. Com 90 anos, Shatner superou a piloto Wally Funk, de 82 anos, que integrou a tripulação do voo inaugural da Blue Origin, que enviou Bezos ao espaço em julho deste ano. O astro viajou na companhia de mais três tripulantes na nave New Shephard, da Blue Origin, empresa de turismo espacial do bilionário Jeff Bezos, fundador da Amazon. A NS18 é a segunda missão tripulada da Blue Origin. Junto do astro de “Star Trek”, também viajaram o cofundador do Planet Labs, Chris Boshuizen, o cofundador da Medidata, Glen de Vries, e Audrey Powers, vice-presidente de missões e operações de voo da Blue Origin. Veja abaixo o registro da decolagem. #NewShepard and the #NS18 crew headed to space this morning from Launch Site One. pic.twitter.com/gKUMRXk6IC — Blue Origin (@blueorigin) October 13, 2021
Netflix fecha contrato de exclusividade com astro de “Lupin”
A Netflix fechou um contrato com o astro francês Omar Sy, estrela da série “Lupin”, para desenvolver novos projetos com exclusividade para a plataforma de streaming. O acordo prevê que a empresa de produção de Sy, sediada em Paris, crie novos filmes originais para a Netflix, que também deverão ser estrelados pelo ator. Antes de fazer sucesso na série “Lupin”, ele já tinha estrelado um fenômeno mundial, o filme “Intocáveis”, de 2011, que ganhou remake em vários países. O negócio é mais uma iniciativa da Netflix para se consolidar como uma plataforma mundial, com produções de conteúdo original e exclusivo de vários países. Só em 2021, os lançamentos franceses do streamer incluíram o thriller “Oxigênio”, de Alexandre Aja, a comédia de ação “O Último Mercenário”, com Jean-Claude Van Damme, a comédia romântica “O Melhor Amigo” e o drama de época “Os Segredos de Madame Claude”. Sy já tem um novo projeto da Netflix no horizonte, retomando a parceria com o diretor de “Lupin”, Louis Leterrier, numa comédia de ação chamada “Tour de Force”, que tem lançamento previsto na plataforma para 2022. “Estou muito feliz por ter a oportunidade de estender o relacionamento com a Netflix e espero ansiosamente por esta próxima etapa de nossa jornada juntos”, disse o ator num comunicado.
Erro revela número de assinantes da Netflix no Brasil
Um erro cometido pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), entidade federal responsável por fiscalizar abusos do poder econômico, revelou o número de assinantes da Netflix no Brasil. Tratado como confidencial pela plataforma de streaming, o dado vazou com a divulgação de um documento que deveria ser privado, mas acabou liberado ao público em um processo judicial. A informação revela que o serviço tinha uma base de 19 milhões de clientes no país em janeiro deste ano. O número integra um processo movido pela Neo TV, associação que representa pequenas operadoras de TV paga do Brasil – detentoras de 2,5% do mercado – contra a fusão entre WarnerMedia e Discovery, prevista para ser concluída até o começo de 2022. “É verdade que as plataformas de streaming conquistaram muitos clientes nos últimos anos, mas também é nítido que parcela relevante dos consumidores considera os serviços OTT (Over-the-top, como a Netflix) como complementares à TV por assinatura – a Netflix, por exemplo, já foi capaz de conquistar 19 milhões de assinantes no Brasil sozinha”, informava o documento. Para chegar nesse número, a NeoTV remeteu a um documento sigiloso, compartilhado pela Netflix em outro processo do CADE, que investigava o pagamento de bônus de volume para o mercado publicitário feito pela Globo. Estes dados não deveriam se tornar públicos. De todo modo, já que ficaram conhecidos, demonstram que a Netflix tem cerca de 20 mil assinantes no Brasil, considerando um aumento extremamente modesto de assinaturas desde janeiro passado. Na verdade, o mais provável é que já tenha chegado a 25 mil. A projeção se deve ao fato de a empresa ter dobrado seu número de assinantes em dois anos, já que em 2019 admitiu, em comunicado, ter ultrapassado a marca de 10 milhões de contratos firmados no país.
Ruthie Tompson (1910–2021)
A lendária animadora Ruthie Tompson morreu na segunda-feira (11/10) durante o sono em sua residência num condomínio de artistas veteranos de Hollywood aos 111 anos. Tompson trabalhou na The Walt Disney Company por quase 40 anos, começando como modelo infantil das primeiras animações do próprio Walt Disney nos anos 1920, antes de virar “pintora” e fotógrafa dos desenhos clássicos da empresa, incluindo o primeiro longa, “Branca de Neve e os Sete Anões”, de 1937, e “Bambi”, de 1942. Por ter ajudado a desenvolver um mecanismo de câmera para fotografar com perfeição as cenas animadas, ela se tornou a primeira mulher convidada a integrar o Sindicato dos Diretores de Fotografia dos EUA, no ano de 1952. Walt e Roy Disney a promoveram em seguida à supervisora de continuidade e planejamento de cenas, funções que ela passou a desempenhar em “A Bela Adormecida”, de 1959. Ela também trabalhou em curtas, como o famoso “Donald no País da Matemágica” (1959), e supervisionou a cena animada do longa live-action “Mary Poppins” (1963). Seus últimos trabalhos para o estúdio foram nos anos 1970, supervisionando as animações de bichos falantes “Aristogatas” (1970), “Robin Hood” (1973) e “Bernando e Bianca” (1977). Por coincidência ou não, foram os últimos sucessos antes da Disney entrar num período de crise criativa que durou mais de uma década. Apesar de todo o seu empenho, o nome de Ruthie Tompson nunca apareceu creditada nos filmes da Disney. Seus primeiros créditos só vieram quando ela saiu do estúdio e foi trabalhar com animações adultas, como a japonesa “Metamorphoses” e “O Senhor dos Anéis” de Ralph Bakshi, ambas lançadas em 1978, que infelizmente também encerraram sua carreira profissional. Ela se aposentou aos 68 anos. A Disney reconheceu sua importância para as animações do estúdio no ano de 2000, homenageando-a numa cerimônia especial como “Lenda da Disney”, uma honraria concedida aos profissionais que tiveram impacto na trajetória do estúdio. “Ruthie era uma lenda entre os animadores e suas contribuições criativas para a Disney — de ‘Branca de Neve e os Sete Anões’ (1937) a ‘Bernardo e Bianca’ (1977) — permanecem clássicos amados até hoje”, escreveu Bob Iger, atual presidente executivo do conglomerado Disney, em comunicado. “Enquanto vamos sentir falta de seu sorriso e senso de humor maravilhoso, seu trabalho excepcional e seu espírito pioneiro vão ser para sempre uma inspiração para todos nós. Como uma jovem garota que começou como uma ‘figurante’ nas ‘Alice Comedies’ de 1920 — ela foi dirigida pelo próprio Walt Disney e observou sobre os ombros de Roy O. Disney e Ub Iwerks trabalhando as câmaras silenciosas — e vivendo até os 111 anos, ela era a única pessoa ainda viva que tinha conhecido Walt Disney em seus anos iniciais em Hollywood”, completou Iger. Statement from Bob Iger on the Passing of Disney Legend Ruthie Tompson: pic.twitter.com/pbN2g1SVAk — Walt Disney Company (@WaltDisneyCo) October 11, 2021












