Vexame! MTV Miaw deixa indicados fora da festa
O MTV Miaw gerou mais reclamações nas redes sociais que comentários positivos. A premiação, que aconteceu na noite de terça (26/7) no Vibra Hall em São Paulo, tinha 35 categorias. E a organização deixou claro que esse número era excessivo ao não enviar convites para vários indicados. “E a gente que ficou sabendo só agora que o MTV Miaw era hoje? Detalhe: ficamos sabendo pela internet”, contou Tata Estaniecki, apresentadora do Pod Delas com Boo Unzueta. As duas concorriam na categoria Dupla de Milhões e não foram convidadas. Boo ainda gravou um vídeo com uma coreografia criada para comemorar o esquecimento. A história se repetiu em vários depoimentos. E doeu mais em quem investiu num look para ir ao evento. “E eu que fui indicada pra o MTV Miaw e não fui convidada? A pobre ficou feliz da vida, jurando que ia postar o look dando close”, disparou a ex-BBB Rízia Cerqueira, que concorria na categoria Black Star Rising. Já o modelo Akeen comemorou não ter pagado mico maior. “Ainda bem que não peguei roupa com nenhuma marca”, disse o influenciador. “Porque se for depender desse povo, é trauma atrás de trauma.” A lista ainda cresceu com Sapa Vegana e Ellen Valias, indicadas na categoria Saúde Tá Ok, Stefan Costa, indicado na categoria Orgulho do Vale, Zanq, dono do husky siberiano Godan, que estava concorrendo na categoria Pet Influencer, e Raquel Real, indicada na categoria Meme Master. E deve haver mais pessoas que, como Tata, nem soube que o evento aconteceu. “Vamos criar uma premiação só para as pessoas que não foram convidadas”, brincou Raquel Real. Ellen Valias, conhecida como Atleta Peso, que concorria na categoria Saúde Tá Ok!, apontou o motivo da falta de consideração. “Eu também fui indicada pro MTV Miaw mas não fui chamada pra premiação, disseram que de 35 categorias só vai 7, porque nesses eventos sempre tem pessoas padrões em maioria e com protagonismo, porque será? Indicam a gente pra ficarmos puxando voto e divulgando o evento de graça, Tá tirando!”, desabafou. Além dos que nem convite receberam, a premiação também criou convidados de segunda classe, que foram colocados na pista com o público, longe dos mais famosos e paparicados. Foi o caso de MC Soffia, que investiu num visual todo estilizado e lindo. “Super chateada. Eu concorrendo a premiação me colocaram na pista no meio da multidão, sem valorizar mais uma vez minha caminhada de artista!”, ela desabafou. “Para mim não tem cadeira, pros outros artistas tem. Mas tudo bem […] Não nasci pra estar no camarote, não nasci pra estar com todos esses artistas, né? Eu vou voltar para minha casa”, afirmou a rapper, que deixou a festa mesmo e voltou para casa. O mesmo aconteceu com o DJ Gabriel do Borel, indicado na categoria Hino do Ano e Coreografia Envolvente, com a música “SentaDona”. “Assim como eu, vários outros artistas foram barrados por estarem com o nome fora da lista”, contou ele, que bancou a própria passagem do Rio de Janeiro a São Paulo e disse ter alterado toda a agenda de compromissos para comparecer ao evento. Leonardo Bagarolo, que concorria a Pet Influencer com a pinscher Bica, foi outro colocado na plateia. Ele revelou que só conseguiu entrar no evento depois que o vencedor de sua categoria foi anunciado. “Foi uma frustração muito grande, me senti de favor lá. Ainda bem que o tênis e blazer que comprei vou poder usar por serem peças coringas. Mas eu podia ter ido até de moletom”, disparou. “Ainda paguei R$ 20 por um cachorro quente”, completou ele. O pior de tudo aconteceu com a bailarina Ramana Borba, que não só foi indicada como venceu a categoria Black Star Rising, mesmo sem lugar na premiação. “Gente tô sem palavras para o que aconteceu! Eu ganhei o MTV Miaw e não tinha lugar pra mim lá na premiação. Escolhi não passar no Pink Carpet por isso”, criticou a artista de 21 anos. Segundo Ramana, pessoas que sequer haviam sido indicadas estavam ocupando em lugares melhor localizados. “O artista negro não tem uma minuto de paz nem para comemorar as suas vitórias! Espero que a premiação repense isso para o próximo ano”. Em suma, foi um vexame de tamanho gigante, que ainda gerou discussões sobre racismo e outros preconceitos nas redes sociais. Ou como sintetizou Rizia em seu Twitter: “Só mais um dia que os HUMILHADOS foram HUMILHADOS”. A festa da premiação será exibida às 21h de quinta-feira (28/7) na MTV brasileira.
Ludmilla é artista do ano no MTV Miaw 2022
A MTV fez sua festa nacional de premiação na noite desta terça (26/7), no Vibra Hall em São Paulo, entregando vários Miaws, um prêmio meio musical, que substituiu a tradicional versão local dos VMAs (Video Music Awards). O MTV Miaw não premia apenas clipes e melhores artistas. Ao estilo do americano Shorty Awards, mira especialmente celebridades diversas das mídias sociais e consagra quem tem maior engajamento nas redes. Neste ano, diminuíram as categorias em idioma portinglês, mas o evento entregou nada menos que 34 prêmios – “apenas” uma dúzia a mais que o VMAs americano. Mesmo com mais prêmios em 2022, várias categorias “novidosas” de 2021 caducaram e foram limadas, como duas de Reeleire. A maioria dos prêmios é batizada com gírias, o que faz com que também mudem todo o ano. Zika do Baile, por exemplo, sumiu em 2022, reforçando que o Miaw não se preocupa com continuidade. O detalhe é que o déficit de atenção não se limita às categorias transitórias. MC Soffia disputava prêmio, mas seu convite para o evento foi para ficar na pista, no meio do público – enquanto TikTokers ocupavam o setor Vip. Teve mais sorte que a ex-BBB Rizia Cerqueira, que concorria ao troféu Black Star Rising e não foi convidada. Pior ainda: Tata Estanieck e Boo, que disputavam o troféu de Dupla, além de não receberem convite, só descobriram que o prêmio estava acontecendo pelas redes sociais. Os gatinhos mais importantes da noite foram para Ludmilla, que venceu o troféu de Artista Musical do ano, Jão, premiado pelo Albaum (assim mesmo) do Ano, Pedro Sampaio, autor do Hino do Ano, e Manu Gavassi por Clipão da P#rr@. Ludmilla superou Anitta, Luísa Sonza, Gloria Groove, Pedro Sampaio e outros para levar seu troféu de gato cor-de-rosa. Mas perdeu a disputa de álbum para “Pirata”, de Jão, de música para “Dançarina”, de Pedro Sampaio, e de clipe para “Bossa Nova”, da Manu. A lista de premiados também incluiu Gkay (Ícone Miaw), Virginia e Zé Felipe (Dupla de Milhões), Any Gabrielly (From Brazil!), o quarteto Pocah, Lara Silva, MC Mirella e Tainá Costa (Feat. Nacional) e muitos outros. Mas nem Anitta nem Luísa Sonza foram consagradas, apesar de indicadas em várias categorias. Não faltaram deboches ao prêmio pela “falha técnica”. Com apresentação da atriz Camila Queiroz e do rapper Xamã, o evento contou com homenagem a Elza Soares, presença prestigiosa do pet de Luiza Sonsa, beijo farofeiro de Boca Rosa e Gkay, muitos looks prontos pra virar memes e performances de Ludmilla, Jão, Matuê, Wiu, Luísa Sonza, Pedro Sampaio, Skank, Zakes Bantwini e MC Pedrinho. A festa da premiação com todos os vencedores e shows será exibida às 21h de quinta-feira (28/7) na MTV brasileira.
Yoko Shimada: Estrela de “Shogun” morre aos 69 anos
A atriz japonesa Yoko Shimada, que venceu o Globo de Ouro e foi indicada ao Emmy por sua interpretação de Mariko na minissérie clássica “Shogun”, de 1980, morreu na segunda-feira (25/7) de complicações de câncer colorretal em um hospital de Tóquio. Ela tinha 69 anos. Nascida em 1953 na cidade de Kumamoto, na ilha japonesa de Kyushu, Shimada estreou no cinema aos sete anos de idade, no drama “Jûrokusai”, de Eisuke Takizawa (1902–1966). Com uma longa carreira mirim, ela também estrelou a 1ª temporada de “Kamen Rider” (em 1971), uma das mais famosas séries do gênero tokusatsu (produções com efeitos especiais, geralmente com monstros). Ela abandonou os projetos infantis aos 21 anos, quando se projetou internacionalmente como protagonista feminina do thriller policial “Castelo de Areia” (1974), de Yoshitarô Nomura, premiado no Festival Internacional de Moscou. Também atuou no terror clássico “A Família Inugami” (1976), de Kon Ichikawa (1915–2008), que venceu sete prêmios da indústria japonesa. Mas foi seu papel como lady Mariko na adaptação americana do romance de James Clavelle que a consagrou em todo mundo. Mesmo sem ser fluente em inglês, ela desempenhou o papel feminino mais importante da produção vencedora do Emmy, como uma samurai destemida, que tinha muito a provar por vir de uma família desonrada – o que também a transforma numa femme fatale para o protagonista. Na trama, um marinheiro britânico chamado John Blackthorne (Richard Chamberlain) sobrevive a um naufrágio na costa do Japão no século 17, enfrenta provações para se tornar um samurai e se envolve na complexa teia política do país, virando confidente do Lord Toronaga (o lendário Toshirô Mifune), um poderoso aristocrata que pretende ascender ao shogunato. Seu status, porém, é abalado pela presença de Lady Mariko, que o faz balançar e reconsiderar suas prioridades, tendo que escolher entre o coração, a ambição, a coragem e a honra. Depois do sucesso de “Shogun”, ela se tornou uma superestrela no Japão, mas só voltou a aparecer em duas outras produções internacionais: os thrillers “Marcado para Morrer” (1995), estrelado por Christopher Lambert, e “O Combate: Lágrimas do Guerreiro”, adaptação do mangá “Crying Freeman” dirigida pelo francês Christophe Gans. Seu último trabalho foi no filme romântico “Kanon”, lançado em 2016. A história de “Shogun” está atualmente sendo refilmada pelo canal pago americano FX, com adaptação do roteirista Justin Marks (“Mogli – O Menino Lobo”) e com a cantora Anna Sawai, integrante do grupo de J-Pop FAKY, no papel de Mariko.
Camila Pitanga compartilha foto com júri do Emmy Internacional
A atriz Camila Pitanga usou as redes sociais nesta terça (26/7) para revelar que entrou no júri do Emmy Internacional. A atriz publicou uma foto em que aparece com a equipe da semifinal latino-americana da premiação, que seleciona no Rio de Janeiro as obras que disputarão a categoria de Melhor Série de Drama. “Muito feliz e honrada por estar junto com esse grande time. Parte do time Warner Bros. Discovery, profissionais do audiovisual e talentos da América Latina, convidados para fazer parte do painel de jurados, a Semi-Final Round of Judging, e selecionar os indicados na categoria Best Drama Series do International Emmy”, declarou ela, sentada ao lado do diretor Heitor Dhalia. Ela também lembrou as suas passagens anteriores pelo evento. “Já estive na cerimônia com novela indicada, como convidada e, agora, como parte do júri”, celebrou. Por fim, Camila deu detalhes da experiência. “Foram momentos de imersão total em produções inglesas, horas e horas de conteúdo minuciosamente analisado para definir os indicados para a cerimônia em novembro. Tudo muito especial!”, concluiu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Camila Pitanga (@caiapitanga)
Jade Picon anuncia que deixará YouTube por foco na carreira de atriz
Jade Picon revelou a seus seguidores que deixará a produção de conteúdo no YouTube de lado para se dedicar totalmente à carreira de atriz. Ela ficou conhecida na internet com vídeos em que mostrava seu dia a dia, assim como seu irmão, Leo Picon. A mudança de rumos foi definida após a influenciadora iniciar as gravações de “Travessia”, primeira novela de sua carreira, que irá substituir “Pantanal” na Globo. Ela contou a decisão numa live de seu Instagram. “Muita gente me conheceu no YouTube. Eu entrei no YouTube cedo, eu tinha 14 anos e gravava tudo sozinha. Gosto de fato de produzir para o YouTube, porque é um conteúdo que te aproxima das pessoas. De vídeo, de bater um papo, de fazer um Jade Responde, de fazer um Segue o Baile, te aproxima”, disse, ao citar quadros antigos de seu canal. Desde que iniciou os preparativos para a novela, Jade se mudou para o Rio de Janeiro e está inteiramente focada na nova carreira. “Ainda não caiu 100% minha ficha de tudo que está rolando na minha vida. Estou completamente apaixonada por aqui e me pego toda hora sorrindo à toa. Com o coração cheio, sabe? Que sensação gostosa. Difícil roubar a minha vibe”, comentou ela em seus Stories.
Sarah Paulson vai estrelar terror da Star+
A atriz Sarah Paulson (“American Horror Story”) vai estrelar o terror “Dust”, que está sendo produzido pelo estúdio Searchlight Pictures para lançamento em streaming – na Hulu nos EUA e Star+ em outros países. Passado nos anos 1930, o filme segue uma mulher presa por tempestades de areia cada vez mais perigosas, que é assombrada por seus encontros passados com uma presença ameaçadora e toma medidas extraordinárias para proteger sua família. Marcada para começar em agosto, a filmagem será o primeiro longa de Will Joines e Karrie Crouse, curta-metragistas premiados, e o roteiro foi escrito por Crouse. “Sarah é uma artista extraordinária e estamos entusiasmados por trabalhar com ela novamente”, disseram os presidentes da Searchlight, David Greenbaum e Matthew Greenfield, lembrando que já trabalharam com a atriz em “12 Anos de Escravidão” (2013), de Steve McQueen, que venceu o Oscar de Melhor Filme, e “Martha Marcy May Marlene” (2011), de Sean Durkin.
Paul Sorvino: Ator de “Os Bons Companheiros” morre aos 83 anos
O ator Paul Sorvino, pai da vencedora do Oscar Mira Sorvino (“Poderosa Afrodite”) e conhecido por viver um mafioso brutal em “Os Bons Companheiros” (1990), morreu nesta segunda-feira (25/7) de causas naturais, aos 83 anos. Ele nasceu em 13 de abril de 1939 no Brooklyn, Nova York, e sonhava se tornar um cantor de ópera. Chegou a ter aulas de canto, mas a asma mudou seu destino, fazendo-o se concentrar em atuar. Apesar disso, tentou equilibrar os dois talentos na Broadway, estreando como ator e cantor no musical “Bajour” em 1964. Sorvino apareceu nas telas pela primeira vez na comédia “Como Livrar-me da Mamãe” (1970), de Carl Reiner, e em seguida emplacou um papel atrás do outro – como o pai de Joseph Bologna em “Feitos um para o Outro” (1971), o amigo de George Segal em “Um Toque de Classe” (1973) e um agente do governo no thriller “O Dia do Golfinho” (1973), de Mike Nichols. Mas desde cedo chamou mais atenção ao desempenhar personagens com problemas com a lei – a partir de “Os Viciados” (1971). Seu primeiro mafioso impactante ganhou vida em “O Jogador” (1974), aceitando apostas que James Caan não tinha como pagar. E seu desempenho mais lembrado é o papel de Paul “Paulie” Cícero, o mafioso que adorava uma boa refeição e cortava seu alho com uma lâmina de barbear em “Os Bons Companheiros” (1990), de Martin Scorsese. Ser filho de italianos ajudava no sotaque, mas Sorvino achava que não parecia durão o suficiente para interpretar mafiosos. Em um reportagem do New York Times sobre o 25º aniversário do filme, ele disse que “Os Bons Companheiros” foi uma virada em sua carreira. “Eu fiz muitas comédias e dramas, mas nunca tinha vivido um cara realmente durão. Eu nunca tive isso em mim”, contou. “E esse [papel] pedia uma letalidade que eu sentia que estava muito além de mim. Liguei para meu empresário três dias antes de começarmos a filmar e disse: ‘Me tire daqui. Vou arruinar a imagem desse grande homem [Scorsese] e vou arruinar a mim mesmo’. Eu estava simplesmente inconsolável. Então, olhei no espelho e literalmente pulei para trás. Eu vi um olhar que eu nunca tinha visto, algo em meus olhos que me alarmou. Um olhar terrível que me fez suspirar: ‘Você encontrou'”. “Muitas pessoas pensam que sou mesmo um gângster ou um mafioso, em grande parte por causa de ‘Os Bons Companheiros’”, ele disse em outra ocasião. “Suponho que esse é o preço que você paga por ser eficaz em um papel.” Ele ainda interpretou mafiosos caricatos de quadrinhos em “Dick Tracy” (1990), segundo dos quatro filmes em que foi dirigido por Warren Beatty – após interpretar o fundador do Partido Comunista Americano em “Reds” (1981) e antes de “Politicamente Incorreto” (1998) e “Regras Não Se Aplicam” (2016) – e na adaptação de “Rocketeer” (1991), de Joe Johnston. Além disso, encerrou a carreira interpretando o chefão Frank Costello na série “Godfather of Harlem” (2019-2021). Mas também esteve do lado da lei, vivendo o detetive Mike Logan nas primeiras temporadas de “Law & Order” (de 1992 a 1993). Mais versátil do que lhe dão crédito, Sorvino interpretou pessoas reais, como o secretário de Estado Henry Kissinger no filme “Nixon” (1995), de Oliver Stone, e até personagens shakespeareanos, como o pai de Julieta (Claire Danes) em “Romeu e Julieta” (1996), de Baz Luhrmann, entre muitos outros papéis. De fato, uma obra teve maior importância em sua carreira que “Os Bons Companheiros”: a peça “O Campeão da Temporada”, de Jason Miller. Após ser indicado ao Tony em 1973 pela atuação como o inescrupuloso Phil Romano – um dos quatro ex-jogadores de basquete do ensino médio que se reúnem para visitar seu antigo treinador – , ele reprisou o papel num filme de 1982 e dirigiu sua própria versão do texto em 1999, num telefilme do canal pago Showtime. Depois disso, Sorvino só dirigiu outro filme, “The Trouble With Cali”, em 2012. Mas pôde realizar seus maiores sonhos: cantar e gravar discos de ópera, e ver a filha vencer o Oscar. Sua imagem chorando na plateia do Kodak Theatre pela vitória de Mira Sorvino por “Poderosa Afrodite” (1995) convenceu o mundo inteiro de que o malvadão de “Os Bons Companheiros” era, na verdade, uma homem muito sensível. Entretanto, o violento Paulie voltou a ser evocado em 2018, em defesa da mesma filha. Após descobrir que o produtor Harvey Weinstein havia assediado e prejudicado a carreira de Mira, por ela se recusar a fazer sexo, Sorvino ameaçou matá-lo. “É melhor que ele vá para a cadeia”, disse o ator a um repórter do site TMZ. “Porque se nos encontrarmos, acho que ele ficará estendido no chão. Se não for preso, eu vou matar esse filho da p*ta. Simples assim”. Weinstein foi condenado e preso.
David Warner: Ator de “A Profecia”, “Tron” e “Titanic” morre aos 80 anos
O ator britânico David Warner, que estrelou vários clássicos e se especializou em viver vilões, morreu no domingo (24/7) numa casa de repouso em Londres, aos 80 anos. Uma nota escrita por seus filhos Luke e Melissa Warner esclareceu que a morte foi decorrência de câncer. “Nos últimos 18 meses, ele abordou seu diagnóstico com uma característica graça e dignidade… pai, cujo legado de trabalho extraordinário tocou a vida de tantos ao longo dos anos. Estamos com o coração partido”, declararam à BBC. David Hattersley Warner nasceu em 29 de julho de 1941 e se formou em artes dramáticas. Sua formação clássica o levou a trabalhar com Peter Hall, responsável pela prestigiosa Royal Shakespeare Company, e com Tony Richardson, um dos mais respeitados diretores do West End londrino. Os dois foram padrinhos de sua transição para as telas. A estreia de Warner no cinema foi em “As Aventuras de Tom Jones” (1963), de Tony Richardson, que lhe deu o papel do irmão antagonista de Tom Jones (Albert Finney) após dirigi-lo no teatro. Foi também o primeiro dos inúmeros vilões da carreira do ator. E após atuar em montagens de Shakespeare – e ser considerado o melhor Hamlet dos palcos – , foi escalado por Peter Hall numa minissérie da BBC que adaptou quatro peças do famoso dramaturgo, “War of the Roses” (1965), além de uma versão de cinema para “Sonhos de uma Noite de Verão” (1968). Por conta disso, só foi viver seu primeiro papel contemporâneo em 1966, como o marido de Vanessa Redgrave na comédia “Deliciosas Loucuras de Amor”. Após trabalhar com os cineastas americanos John Frankenheimer (em “O Homem de Kiev”) e Sydney Lumet (“A Gaivota”) no Reino Unido, Warner foi convidado a filmar em Hollywood por Sam Peckinpah. Mas teve um ataque de pânico ao entrar no avião e ameaçou desistir, sendo convencido pelo diretor a viajar de navio até os EUA e completar de trem o trajeto até o local das filmagens, no deserto de Nevada. Peckinpah insistiu tanto que conseguiu Warner para o papel do pregador itinerante Joshua Duncan Sloane em “A Morte Não Manda Recado” (1970). E ainda estendeu a parceria, indo ao Reino Unido filmar “Sob o Domínio do Medo” (1971), um dos melhores filmes de sua carreira, em que o ator viveu um personagem-chave: um homem ingênuo com problemas mentais, metido no meio de uma disputa entre o turista americano vivido por Dustin Hoffman e os homens violentos de uma cidadezinha rural. Na época, Warner estava envolvido num escândalo – teria quebrado as pernas ao pular da janela de um hotel ao ser flagrado pela esposa com outra mulher, supostamente Claudia Cardinale – e não queria chamar atenção com um filme, mas o diretor não se importou. Aproveitou o ferimento como característica do personagem e ainda sugeriu que ele atuasse sem que seu nome aparecesse nos créditos. Por conta disso, Warner declarou numa entrevista antiga: “Peckinpah tem um lugar, se não no meu coração, na minha vida”. Depois disso, o americano ainda o escalou como um oficial alemão em “Cruz de Ferro” (1977), filme de guerra brutal que Peckinpah filmou na Europa. Os ataques de pânico foram se tornando piores e, em 1972, Warner fugiu de uma montagem mal recebida de “Eu, Claudius”, dirigida por Tony Richardson. Um mês depois, ao assistir outra peça, começou a transpirar e passar mal. “Eu pensava: ‘Como eles podem ficar lá na frente de todas essas pessoas? Como eles aprendem as falas?’ Entrei em pânico e saí no intervalo.” Isto o fez abandonar o teatro. Como resultado, sua filmografia disparou, rendendo-lhe quase 100 participações em filmes, muitos deles considerados clássicos absolutos, como o terror “A Profecia” (1976), de Richard Donner, no qual viveu o malfadado jornalista que descobre a conspiração satanista para colocar o filho do diabo numa família influente. Depois de interpretar o serial killer Jack, o Estripador na fantasia de viagem no tempo “Um Século em 43 Minutos” (1979), de Nicholas Meyer, e o maligno Evil em “Bandidos do Tempo” (1981), de Terry Gilliam, ele ainda se destacou como o vilão de “Tron” (1982), que rouba o trabalho inovador de Kevin Flynn (Jeff Bridges) e o corrompe. Ele também viveu vilões cômicos, como o cientista louco de “O Médico Erótico” (1983), de Carl Reiner, e três personagens diferentes na franquia “Star Trek”. Depois de estrear como um representante humano da Federação em “Jornada nas Estrelas V: A Última Fronteira” (1989), foi um chanceler klingon em “Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida” (1991) e um oficial cardassiano em dois episódios da série “Jornada nas Estrelas: A Nova Geração” (em 1992). Também apareceu em muitas tramas de terror, como “Terrores da Noite” (1979), de Arthur Hiller, “A Companhia dos Lobos” (1984), de Neil Jordan, “A Passagem” (1988), de Anthony Hickox, “À Beira da Loucura” (1994), do mestre John Carpenter, e até na comédia “Meu Doce Vampiro” (1987), chegando a ser sondado por Wes Kraven para viver Freddy Krueger no primeiro “A Hora do Pesadelo” (1984), o que acabou não acontecendo. Mesmo assim, foi dirigido por Kraven em “Pânico 2” (1997). Warner ainda foi um dos vilões do blockbuster “Titanic” (1997), de James Cameron: o implacável guarda-costas do industrial Cal Hockley (Billy Zane). E um dos vilões símios do remake de “O Planeta dos Macacos” (2001), de Tim Burton. Sua especialidade em malvadões estendeu-se para a televisão e lhe rendeu um Emmy de Melhor Ator Coadjuvante pelo desempenho como o perverso Pomponius Falco na minissérie “Masada” (1981). Outros destaques entre seus mais de 100 papéis televisivos incluem ainda participações recorrentes em “Twin Peaks” (em 1991) e “The Larry Sanders Show” (em 1993 e 1994) e a dublagem de dois supervilões: Cerebelo, em “Freakazoid!”, e Ra’s al Ghul em três séries animadas de Batman e Superman nos anos 1990. Seus trabalhos finais foram personagens das séries “Wallander” (de 2008 a 2015), “Ripper Street” (2016) e “O Alienista” (2018), seguidos por uma participação no filme “O Retorno de Mary Poppins” (2018) e uma última dublagem em “Os Jovens Titãs em Ação!” (2020), em que reviveu Cerebelo.
Bob Rafelson: Criador dos Monkees e diretor de filmes clássicos morre aos 89 anos
O cineasta Bob Rafelson, criador dos Monkees e considerado o responsável por trazer sensibilidade europeia ao cinema americano nos anos 1970, morreu na noite de sábado (23/7) em sua casa em Aspen, Colorado, aos 89 anos, cercado por sua família. Robert Rafelson era sobrinho de Samson Raphaelson (“A Loja da Esquina”), o roteirista favorito de Ernst Lubitsch. Nascido em Nova York em 1933, ele estudou Filosofia, trabalhou como radialista, fez traduções de filmes japoneses e começou a escrever para a TV em 1959, adicionando diálogos na série de teleteatro “Play of the Week”. Ele passou a trabalhar como produtor nos anos 1960, em atrações como “The Greatest Show on Earth” e “Channing”, antes de conceber seu primeiro sucesso: “Os Monkees”. A série dos Monkees foi imaginada como a resposta americana ao fenômeno dos Beatles, e seus integrantes foram selecionados por meio de audições de diferentes músicos, que também precisavam demonstrar suas capacidades de atuação para serem aprovados. Lançada em setembro de 1966, “Os Monkees” não demorou a virar febre e popularizar diversos hits cantados em seus episódios. Mas foi cancelada após dois anos e dois Emmys (Melhor Série de Comédia e Direção). Ironicamente, o final da série marcou o começo da carreira cinematográfica de Rafelson, que reuniu os músicos mais uma vez para lançar seu primeiro longa-metragem como diretor em 1968, “Os Monkees Estão Soltos” (Head), co-escrito pelo ator Jack Nicholson. A trama altamente psicodélica refletia ideais contraculturais de Rafelson e seu parceiro, o produtor Bert Schneider, com quem formou a Raybert (posteriormente rebatizada como BBS), produtora responsável por marcos como “Easy Rider – Sem Destino” em 1969 e “A Última Sessão de Cinema” em 1971. Seu segundo filme, “Cada um Vive como Quer”, estrelado pelo parceiro Jack Nicholson, foi o ponto mais alto de sua carreira – e do cinema da época. O filme atingiu um sucesso de crítica impressionante e projetou a carreira de Nicholson, ao incorporar pela primeira vez a influência da nouvelle vague francesa no cinema americano. Até o mestre sueco Ingmar Bergman elogiou e expressou admiração pela obra de Rafelson. “Cada um Vive como Quer” era um road movie com personagens que refletiam a visão de Rafelson sobre um outsider (Nicholson) aflito por uma dor profunda, criativa e não revelada. Em entrevista, ele confessou era a história dele mesmo, como alguém que não suportava a família e buscava fugir para longe de tudo. “Eu estava tentando escapar do meu passado desde os 14 anos”, disse o diretor, lembrando do alcoolismo de sua mãe. Indicado a quatro Oscars, incluindo Melhor Filme, a obra também sinalizou a entrada de Jack Nicholson ao time dos grandes astros, com sua primeira indicação ao troféu de Melhor Ator. Em menor escala, os filmes seguintes de Rafelson também foram reconhecidos por sinalizarem uma nova profundidade no cinema americano, incluindo “O Rei da Ilusão” em 1972 e “O Guarda-Costas” em 1976. Mas sua carreira foi afetada logo no começo por uma tragédia, quando sua filha de 10 anos, Julie, morreu na explosão de um fogão a gás em sua casa em Aspen em 1973. A partir daí, seus lançamentos passaram a ser mais esparsos e pessimistas. Rafelson se fixou em temas do cinema noir em dois lançamentos seguidos: a nova parceria com Nicholson em “O Destino Bate à sua Porta” (1981) e o filme de femme fatale “O Mistério da Viúva Negra” (1987), estrelado por Debra Winger e Theresa Russell. A fase rendeu bilheteria saudável e muitos elogios na Europa, onde a reputação de Rafelson permaneceu em alta. Entre os dois filmes, o cineasta ainda participou da História dos clipes musicais, ao dirigir o vídeo do hit de 1983 de Lionel Richie, “All Night Long (All Night)”, combinando a balada pop contagiante com um retrato colorido e abstrato de uma festa ao pôr do sol. Ele assinou seu filme de maior orçamento em 1990: “As Montanhas da Lua”, mistura de drama biográfico e aventura sobre o explorador Sir Richard Burton e sua missão de encontrar a nascente do Rio Nilo, na África. Para compensar o trabalho mais convencional, fez mais dois filmes com Nicholson: “O Cão de Guarda” (1992) e “Sangue & Vinho” (1996). E embora o ator considerasse Rafelson parte de sua “família”, o filme de 1992 foi o pior trabalho da carreira de ambos. Depois disso, o diretor voltou ao gênero noir para comandar o telefilme “Poodle Springs”, da HBO, que trazia James Caan como o detetive Philip Marlowe. E só assinou mais um longa nos cinemas, o thriller policial “Sem Risco Aparente”, estrelado por Samuel L. Jackson e Milla Jovovich, que implodiu nas bilheterias em 2002. Refletindo sobre sua própria carreira em uma entrevista de 2004, Rafelson foi filosófico: “Se acontece de as pessoas se identificarem com seu trabalho, bem, você tem muita sorte… isso lhe dá permissão para continuar fazendo filmes. Mas se você não receber os aplausos, bem, há outras coisas. Quero dizer, afinal, há sua vida para viver.”
Conheça os Thunderbolts, que vão virar filme da Marvel
Uma das novidades anunciadas pelo Marvel Studios no sábado (23/10) durantea Comic-Con Internacional, em San Diego, chama atenção por introduzir um novo grupo no MCU (o Universo Cinematográfico da Marvel): o primeiro filme dos Thunderbolts, que ficou responsável por fechar a Fase 5 do estúdio, em julho de 2024. Para quem não acompanha quadrinhos, Thunderbolts soa como uma turma de heróis. Mas as aparências podem enganar. O grupo realmente se apresenta como super-heróis, mas na verdade é formado por supervilões, sob disfarces que escondem suas verdadeiras identidades. Nos quadrinhos, eles foram formados pelo Barão Zemo e aparecem para fazer grandes salvamentos e atos heroicos apenas quando lhes convém, escondendo seus verdadeiros objetivos. Além de Zemo, o grupo teve participações do Homem-Absorvente, Ossos Cruzados, Mercenário, Fantasma, Venom, Espadachim, Homem-Radioativo, Treinador, Batroc, Serpente da Lua e alguns super-heróis de motivação ambivalente, como Viúva Negra, Soldado Invernal, Gavião Arqueiro, Luke Cage, Cavaleiro da Lua, Justiceiro, Motoqueiro Fantasma, Elektra, Deadpool e membros dos Inumanos – entre muitos outros. A grande maioria desses personagens já apareceu em live-action no MCU. Segundo o Deadline, a Marvel já teria entrado em contato com alguns intérpretes dos personagens que fazem parte do MCU para garantir que estejam disponíveis para reprisar seus papéis na produção. Uma teoria viável é que, no cinema, Thunderbolts seja o grupo que está sendo reunido pela Condessa Valentina Allegra de Fontaine (Julia Louis-Dreyfuss), que já recrutou a nova Viúva Negra (Florence Pugh) e o Agente Americano (Wyatt Russell) no filme “Viúva Negra” e na série “Falcão e o Soldado Invernal”. Além deles, o comportamento de Sharon Carter (Emily VanCamp) em “Falcão e o Soldado Invernal” também pode indicar uma candidata, sem o próprio Zemo (Daniel Brühl), visto na mesma série. O filme já tem roteiro, que foi assinado por Eric Pearson, roteirista de “Viúva Negra”, e será dirigido por Jake Schreier, de “Frank e o Robô” (2012), “Cidades de Papel” (2015) e clipes musicais de Benny Blanco, Justin Bieber e Chance the Rapper. A previsão de filmagem é apenas para daqui a um ano, no verão norte-americano (nosso inverno) de 2023. Just announced in Hall H: Marvel Studios' Thunderbolts, in theaters July 26, 2024. #SDCC2022 pic.twitter.com/RbeUukAbdj — Marvel Studios (@MarvelStudios) July 24, 2022
Eisner Awards: Artistas brasileiros vencem o “Oscar dos quadrinhos”
O principal prêmio da indústria norte-americana de quadrinhos, o Eisner Awards, foi entregue na noite de sexta-feira (22/7) durante a Comic-Con Internacional, em San Diego, e os vencedores da edição 2022 destacaram dois brasileiros: os artistas Mike Deodato Jr. e Fido Nesti. Famoso por várias publicações da DC e da Marvel, Deodato Jr. levou o prêmio de Melhor Publicação de Humor por “Nem Todo Robô”, em parceria com Mark Russell. Já Nesti saiu com o troféu de Melhor Adaptação de Outra Mídia pela versão em quadrinhos de “1984”, a sci-fi clássica de George Orwell. Entre os vários vencedores da noite, o mais premiado foi o veterano Barry Windsor-Smith, até hoje lembrado por sua arte revolucionária de Conan nos anos 1970. Ele foi reconhecido nas categorias Melhor Roteirista/Artista e Melhor Letrista por “Monstros” (Monsters), da editora indie Fantagraphics, que também venceu o Eisner de Melhor Graphic Novel. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mike Deodato, Jr. (@mikedeodato) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fido Nesti (@fidonesti)
Rupert Grint vem à São Paulo participar de festival de cultura pop
O ator britânico Rupert Grint, que ficou famoso ao interpretar Ron Weasley na saga “Harry Potter”, vem ao Brasil no próximo fim de semana para participar do UcconX (Universal Creators Conference Experience), festival de cultura pop que acontece em São Paulo. O anúncio foi feito pela própria organização, que revelou que o ator estará disponível para autógrafos, fotos, meet & greet entre outras atividades. “Mal posso esperar para ver todo mundo lá. Vejo vocês”, ele declarou em vídeo sobre sua participação no festival. Será a primeira vez que o ator vem à América Latina. Além dele, são esperadas as presenças de George Takai, o intérprete original do Sr. Sulu na franquia “Star Trek”, e a atriz Millie Bobby Brown, a Onze/Eleven de “Stranger Things” – que foi anunciada anteriormente no evento. Os ingressos para o UcconX, que está marcado para acontecer entre os dias 27 a 31 em São Paulo. podem ser adquiridos por meio do site oficial, por preços que variam entre R$ 125 e R$ 1,2 mil. View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por UCCONX (@ucconxoficial)
Alan Grant: Criador de vilões e histórias clássicas de Batman morre aos 73 anos
O artista britânico Alan Grant, roteirista dos quadrinhos de Batman e Juiz Dredd, morreu aos 73 anos na quinta-feira (21/7). O anúncio foi feito por sua esposa, Susan Grant, no Facebook, sem revelar a causa da morte. Nascido em Bristol, na Inglaterra, Grant cresceu na Escócia e começou a carreira como jornalista aos 18 anos, escrevendo para o jornal local Dundee Daily Courier. Ele passou a trabalhar como editor na empresa de revistas IPC nos anos 1970, onde sua dedicação à revista em quadrinhos “2000 AD” transformou o título num sucesso de vendas e transformou a marca num selo com várias publicações. Neste trabalho, formou uma grande amizade e parceria lendária com o roteirista John Wagner, o criador de Juiz Dredd. Os dois começaram a escrever juntos histórias para a publicação, que transformaram o Juiz Dredd no carro-chefe da “2000 AD” e num dos maiores ícones dos quadrinhos britânicos. As histórias de Grant e Wagner fizeram tanto sucesso que chamaram atenção do outro lado do Atlântico. A dupla foi contratada para escrever para a DC Comics. Seu primeiro título foi a série limitada “Outcasts”, lançada em 1987, seguida por histórias do Batman em 1988. Grant e Wagner introduziram o Ventríloquo em sua primeira história de Batman e o Caça-Ratos (Ratcatcher) em sua terceira. Mas depois de uma dúzia de edições, Grant passou a assinar as histórias sozinho, tornando-se um dos principais escritores de Batman até o final dos anos 1990. Nesta fase, criou o assassino Victor Zsasz, Jeremiah Arkham, Amídala e Anarquia (Anarky), entre outros vilões antológicos. Apesar da separação em Batman, a dupla voltou a trabalhar junta na minissérie “The Last American” da (hoje extinta) Epic Comics, no crossover de Batman e Judge Dredd publicado em 1991 e em “The Bogie Man”, sobre um doente mental escocês que acredita ser todos os personagens vividos por Humphrey Bogart no cinema. Esta minissérie independente de 1989 acabou virando um telefilme em 1992. Entre os projetos paralelos, Grant seguiu escrevendo histórias de vários personagens da DC nos anos 2000, como Lobo, LEGION (um spin-off da Legião dos Super-Heróis) e o Demônio, voltando a Batman para lançar um novo título, “Batman: A Sombra do Morcego”, além de ter sido um dos principais escritores do crossover “A Queda do Morcego” (Knight Fall no original), o mais longo arco já publicado nas revistas do herói, que deixou Batman temporariamente numa cadeira de rodas e durou aproximadamente 2 anos. O roteirista americano Tom King, que também escreveu histórias do Batman, lamentou a morte do colega nas redes sociais: “Arrasado com o falecimento de Alan Grant. Lobo, LEGION, Batman — suas histórias questionavam o que os quadrinhos de super-heróis poderiam ser e fazer: eram ríspidos, friamente cínicos e, no entanto, estranhamente — e maravilhosamente — continham uma poderosa e calorosa corrente de esperança. Grande escritor. RIP”. A editora 2000 AD também se manifestou em homenagem ao talento perdido. “Grant foi um dos melhores escritores de sua geração, combinando um olhar afiado para diálogo e a sátira política com uma profunda empatia que fazia seus personagens parecerem incrivelmente humanos e realistas. Através de seu trabalho, ele teve uma influência profunda e duradoura na 2000 AD e na indústria de quadrinhos”. Já a DC preferiu postar o vídeo de uma homenagem feita durante a Comic-Con Internacional, num painel do qual participavam artistas da editora, que dedicaram um minuto de aplausos aos feitos de Grant. Alan Grant will always be remembered as a comic book icon. Today, #SDCC salutes the DC trailblazer with a standing ovation, led by @TomTaylorMade, @TomKingTK, and @Bruno_Redondo_F. pic.twitter.com/8mi5dT1G4y — DC (@DCComics) July 21, 2022











