Nehemiah Persoff (1919–2022)
Nehemiah Persoff, ator veterano que apareceu em dezenas de séries e filmes clássicos, morreu na terça (5/4) num hospital em San Luis Obispo, Califórnia. Ele tinha 102 anos. Isralense nascido em Jerusalém, Persoff tinha 10 anos quando sua família migrou para os EUA em 1929. Ele serviu no Exército dos EUA e trabalhou como eletricista no metrô de Nova York, antes de virar ator. Com 18 anos, estreou na Broadway, chegando a trabalhar com o famoso diretor Elia Kazan em 1947. Por conta disso, foi convidado a participar de uma reunião organizada por Kazan, ao lado de John Garfield, Marlon Brando, Karl Malden, Montgomery Clift, Kim Hunter e Maureen Stapleton, entre outros, que deu origem ao Actors Studio, um centro de treinamento de atores de Nova York que originou o chamado “Método” de atuação e revolucionou a profissão. Sua estreia nas telas foi como figurante no clássico noir “Cidade Nua” (1948), de Jules Dassin, seguindo por outra ponta como taxista numa das cenas mais famosas de “Sindicato dos Ladrões” (1954), com Marlon Brando no banco traseiro e Elia Kazan atrás das câmeras. Ele também apareceu em “O Homem Errado” (1956), de Alfred Hitchcock, como cunhado de Henry Fonda, mas preferia a Broadway a Hollywood. Por conta disso, apareceu em várias montagens que marcaram época – inclusive “Peter Pan” com Jean Arthur e Boris Karloff. Devido a seu trabalho teatral, o ator tinha dificuldades em sair de Nova York, cidade que durante décadas também foi o centro das produções televisivas dos EUA. A situação estimulou suas muitas aparições em episódios de séries populares entre os anos 1950 e 1980, como a atração baseada no filme “Cidade Nua”, “Alfred Hitchcock Apresenta”, “Além da Imaginação”, “Os Intocáveis”, “Gunsmoke”, “Missão: Impossível”, “Agente da UNCLE”, “Túnel do Tempo”, “Viagem ao Fundo do Mar”, “Terra de Gigantes”, “James West”, “A Ilha dos Birutas”, “O Rei dos Ladrões”, “A Noviça Voadora”, “Chaparral”, “Mod Squad”, “Havaí 5-0”, “O Homem Invisível”, “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, “A Mulher Biônica”, “Mulher-Maravilha”, “Galactica: Astronave de Combate”, “Ilha da Fantasia”, “MacGyver – Profissão: Perigo” e “Jornada nas Estrelas: A Nova Geração”, entre inúmeras outras. Em pouco tempo, ele se estabeleceu como o vilão da semana na TV, condição que acompanhou sua escalação em papéis de gângsteres e pistoleiros no cinema. Ele foi malvadão até naquela que é considerada a melhor comédia de todos os tempos, “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), de Billy Wilder, em que interpretou o mafioso Little Bonaparte. Outros desempenhos notáveis incluíram Johnny Torrio, mentor de “Capone” (1959), e o implacável Graile, rival do cowboy vivido por John Wayne no western “Comancheros” (1961), de Michael Curtis. Curiosamente, Persoff demorou a se destacar como interprete de judeus, o que veio a acontecer no dramático “A Viagem dos Condenados” (1976), de Stuart Rosenberg, sobre a tentativa de fuga de judeus da Alemanha nazista a bordo de um navio. Mas seu desempenho mais celebrado foi justamente como um judeu israelense: o pai que ensina secretamente o Talmud para a filha vivida por Barbra Streisand, no drama musical “Yentl” (1983). Também participou de duas filmagens do Novo Testamento: “A Maior História de Todos os Tempos” (1965), de George Stevens, e “A Última Tentação de Cristo” (1988), de Martin Scorsese. E encontrou sucesso como dublador com a animação “Um Conto Americano” (1989), dando voz ao patriarca da família do protagonista, o ratinho Fievel. O desenho foi um dos maiores fenômenos de bilheteria produzidos fora da Disney (pela Amblin, de Steven Spielberg) até então e ganhou mais três continuações (duas delas em vídeo no final dos anos 1990), que contaram novamente com dublagem de Persoff. Seu último trabalho foi como rabi na premiadíssima minissérie “Anjos na América”, vencedora de 11 troféus no Emmy de 2004. Persoff se aposentou da atuação no começo do século 21, mas não abandonou a carreira artística, dedicando-se à pintura. Ele passou seus anos finais trabalhando num estúdio ao ar livre em sua casa em Cambria, perto da costa da Califórnia.
Comercial de “Doutor Estranho 2” mostra filhos de Wanda
A Marvel divulgou um novo comercial de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, que mostra o Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) sonhando com o casamento da Dra. Christine Palmer (Rachel McAdams), enquanto Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) tem pesadelos com o desaparecimento de seus filhos. A prévia também volta a apresentar o encontro de Estranho com outra versão de si mesmo, além de cenas com Wong (Benedict Wong), Mordo (Chiwetel Ejiofor) e America Chavez, nova heroína de outro universo vivida por Xochitl Gomez (“O Clube das Babás”), que nos quadrinhos integra a equipe dos Jovens Vingadores. A produção marca a volta do diretor Sam Raimi aos personagens da Marvel, após comandar a trilogia original do Homem-Aranha. O roteiro é de Michael Waldron (criador de “Loki”). E a estreia está marcada para 5 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
The Wilds: Trailer da 2ª temporada mostra novo grupo de sobreviventes
A Amazon Prime Video divulgou o trailer legendado da 2ª temporada de “The Wilds”, que revela um novo grupo de sobreviventes, como parte de uma experiência secreta. Em sua 1ª temporada, “The Wilds” seguiu um grupo de garotas adolescentes de diferentes origens que precisam lutar pela sobrevivência após a queda de um avião as deixar em uma ilha deserta. Só que elas não foram parar lá por acidente e os novos episódios revelam que um grupo de garotos também foi isolado em outra região próxima. O que os responsáveis pela experiência não contavam é que esses grupos pudessem se encontrar. A produção, com elementos de “Lost” e “O Senhor das Moscas”, foi criada pela roteirista-produtora Sarah Streicher (“Demolidor”) e destaca em seu elenco as jovens Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”), Jenna Clause (“Cold Brook”), Reign Edwards (“Snowfall”), Shannon Berry (“Hunters”), Helena Howard (“Don’t Look Deeper”), Erana James (“Golden Boy”), Sarah Pidgeon (“Gotham”) e a estreante Mia Healey, além dos adultos Rachel Griffiths (“Brothers & Sisters”), David Sullivan (“Objetos Cortantes”), Troy Winbush (“Os Goldbergs”) e Greg Bryk (“Bitten”). A estreia dos novos capítulos vai acontecer em 6 de maio.
“Killing Eve” pode ganhar spin-off
A série “Killing Eve” se encerra no próximo domingo (10/3) nos Estados Unidos e Reino Unido, com a exibição do último capítulo de sua 4ª e derradeira temporada. Mas o jornal britânico The Sun garante que não será a última vez que os fãs verão uma das personagens da atração. Segundo a publicação, o conglomerado televisivo americano AMC está desenvolvendo um spin-off centrado na juventude de Carolyn Martens, interpretada por Fiona Shaw na série premiada. O projeto ainda estaria em fase inicial de desenvolvimento e, apesar da notícia, não foi confirmado oficialmente. Mas o The Sun garante ter confirmado com uma fonte da produção, que teria, inclusive, explicado a opção por Carolyn: “Os criadores poderiam escolher Villanelle [Jodie Comer] ou Eve [Sandra Oh] para um spin-off. Mas Carolyn é quem permite a abordagem mais diferente.” Carolyn está presente desde o começo o começo de “Killing Eve”, como a chefe de uma divisão do MI6, o serviço de inteligência britânico. Na trama, ela coloca a agente Eve Polastri (Sandra) à frente de uma operação clandestina, que tem como objetivo capturar a assassina profissional Villanelle (Jodie), que estaria eliminando alvos importantes para um grupo secreto com interesses em geopolítica mundial. Os episódios da atual temporada chegaram a mostrar cenas de flashback da juventude de Carolyn, interpretada em sua versão mais jovem por Imogen Daines. A série mostrou que, no final dos anos 1970, ela atuou como agente infiltrada em Berlim (Alemanha) e, na década seguinte, em Moscou (Rússia). O spin-off pode ter essa fase da Guerra Fria como premissa. “Killing Eve” é exibida no Brasil pela plataforma Globoplay, que ainda não disponibilizou nem anunciou previsão de estreia da 4ª temporada.
“Locke & Key” vai acabar na 3ª temporada
A Netflix revelou o cancelamento de “Locke & Key” nas redes sociais, ao divulgar as primeiras fotos da 3ª e agora última temporada da série. Em comunicado sobre o final da atração, os produtores indicaram que tomaram a iniciativa de encerrar a história em comum acordo com a Netflix. Entretanto, a série é baseada numa história em quadrinhos que teve seis volumes publicados, cada um reunindo uma trama diferente, correspondendo ao que seriam seis temporadas. “Uma vez que começamos a trabalhar na série, sentimos que três temporadas era a duração ideal para levar a história da família Locke e suas aventuras na Key House a uma conclusão satisfatória”, disseram os produtores Carlton Cuse e Meredith Averill em um comunicado. “Como contadores de histórias, estamos gratos por termos tido a oportunidade de contar nossa versão da incrível história de Joe Hill e Gabriel Rodriguez exatamente do jeito que queríamos”. Baseada nos quadrinhos de Joe Hill (o filho de Stephen King) desenhados por Gabriel Rodriguez, a série acompanha uma mãe e seus três filhos que se mudam para a antiga casa da família após o brutal assassinato do pai. No local, eles são assombrados por uma entidade do mal chamada Dodge, determinada a atormentá-los até conseguir o que quer: chaves para outras dimensões, que estão escondidas na residência. O elenco destaca Emilia Jones (do filme vencedor do Oscar 2022 “No Ritmo do Coração”), Connor Jessup (“Falling Skies”) e o menino Jackson Robert Scott (o Georgie em “It: A Coisa”) como os jovens irmãos protagonistas, Darby Stanchfield (a Abby de “Scandal”) no papel da mãe, Aaron Ashmore (“Killjoys”) como um tio da família e um elenco rotativo como a entidade Dodge, capaz de mudar de forma. Como curiosidade, a primeira intérprete de Dodge foi uma atriz canadense de pais brasileiros, Laisla de Oliveira, que também apareceu em “The Gifted” e estrelou o terror “Campo do Medo” (2019) na Netflix. Desenvolvida por Meredith Averill (criadora de “Star-Crossed”), Aron Eli Coleite (criador de “Daybreak”) e Carlton Cuse (criador de “Bates Motel” e “Jack Ryan”), a série estreou sua 2ª temporada em outubro do ano passado. Apesar do anúncio da “decisão mútua”, o fim de mais uma série sobrenatural com personagens adolescentes reforça a tendência de afastamento do gênero pela Netflix, que tem “privilegiado” esse tipo de produção em seus cancelamentos mais recentes. Ainda tô forjando a chave da 3ª e última temporada de Locke & Key, mas por agora fiquem com essas imagens pra ir entrando no clima. 👀🗝️ pic.twitter.com/a50dK6FUTV — netflixbrasil (@NetflixBrasil) April 6, 2022 Locke & Key fans — get your first look at the third and final season! Plus, a message from the showrunners on bringing this epic story to a conclusion: pic.twitter.com/dYyGH9hOnV — Netflix (@netflix) April 6, 2022
Série derivada de “Orphan Black” ganha título e previsão de estreia
O conglomerado AMC oficializou a produção, anunciou o título e a previsão de estreia de uma série derivada de “Orphan Black”. Intitulada “Orphan Black: Echoes”, a série será lançada em 2023. O detalhe é que não será exibida na TV paga como a atração original, mas exclusivamente em streaming, na plataforma americana AMC+. A vontade de realizar um spin-off foi manifestada originalmente em 2019 e se materializa agora como uma das apostas da AMC para turbinar o catálogo de seu streaming. Exibida de 2013 a 2017, “Orphan Black” girava em torno de um grupo de mulheres que descobre ser clones da mesma pessoa, separadas e criadas em diferentes localidades, numa experiência que não foi inteiramente bem-sucedida, já que elas estariam morrendo. A continuação não deve trazer de volta as “sisters” do “clone club” – ou “sestras” como dizia a clone russa – que foram interpretadas, de forma impressionante, pela mesma atriz: a canadense Tatiana Maslany, em uma dezena de papéis diferentes. Em vez disso, a nova série pretende contar outra história passada no mesmo universo. Após abrir discussões com vários roteiristas e ponderar diferentes abordagens para o projeto, a produtora Boat Rocker fechou com Anna Fishko, roteirista de “The Society” e “Fear the Walking Dead”, para comandar a nova etapa da franquia. “Estou emocionado por começar este novo capítulo no mundo de ‘Orphan Black'”, disse Fishko em comunicado. “Criar uma história que abraça o legado do show original tem sido muito gratificante, e estou animada para ver o público embarcar em uma nova jornada, que explora as grandes questões do que nos torna quem somos. Sou incrivelmente sortuda por ter parceiros tão solidários como Boat Rocker, John Fawcett e AMC, e mal posso esperar para apresentar ao público antigo e novo a próxima parte desta amada história.” Um dos co-criadores de “Orphan Black”, John Fawcett (responsável pela trilogia de terror “Possuída”), também está a bordo como produtor executivo e diretor. “Orphan Black: Echoes” vai se passar em um futuro próximo e fará “um mergulho profundo na exploração da manipulação científica da existência humana”, de acordo com a descrição da AMC. A nova série também seguirá um grupo de mulheres que encontram uma forma de entrar na vida umas das outras, enquanto desvendam o mistério de suas identidades e descobrem uma história dolorosa de amor e traição. A série original foi responsável por dar visibilidade à BBC America, atraindo muitos assinantes com sua repercussão, que não se restringiu ao universo geek, pois rendeu até um merecido Emmy de Melhor Atriz para Tatiana Maslany. Desde então, o canal só teve mais um hit: “Killing Eve”. E foi comprado pela AMC – que ainda possui os canais IFC, WE tv, Sundance TV e a plataforma de streaming Shudder. A AMC está em busca de um novo sucesso conforme se aproxima o final de “The Walking Dead”. E desde a conclusão de “Into the Badlands” estava sem nenhuma série de ficção científica em sua programação. Orphan Black: Echoes, a new series set in the world of #OrphanBlack, will premiere in 2023 on @AMCPlus. pic.twitter.com/GiUughS9cb — Orphan Black (@OrphanBlack) April 6, 2022
“Ruptura” é renovada para 2ª temporada
A Apple TV+ anunciou a renovação da série “Ruptura” (Severance) para sua 2ª temporada. A decisão foi comunicada na véspera do final do primeiro ano da produção, que vai ao ar na sexta-feira (8/4). A comédia de ambiente de trabalho com ingrediente sci-fi acompanha o cotidiano de funcionários de uma empresa, que passaram por uma procedimento revolucionário e tem as memórias divididas, separando suas lembranças entre as horas de trabalho e de descanso – sem carregar os problemas, emoções e sentimentos de uma rotina para a outra. Isto também impede que eles se questionem sobre o que realmente fazem na companhia. Escrita pelo estreante Dan Erickson e dirigida por Ben Stiller (“Zoolander”), a série tem sido muito elogiada pela crítica, atingindo 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. “É muito empolgante ver a resposta das pessoas que estão amando a série, assim como notar o nível de engajamento dos fãs”, disse Ben Stiller, que também é produtor executivo da série, no comunicado sobre a renovação. “Trazer ‘Ruptura’ para a televisão foi um longo caminho”, lembrou o ator e cineasta. “Eu li o roteiro do piloto de Dan [Erickson] pela primeira vez há mais de cinco anos. Sempre foi uma história a ser contada em várias temporadas e estou muito feliz que poderemos continuá-la.” O elenco da atração destaca Adam Scott (“Parks and Recreation”), Patricia Arquette (“CSI: Cyber”), John Turturro (“Transformers”), Britt Lower (“Man Seeking Woman”), Tramell Tillman (“Godfather of Harlem”), Jen Tullock (“Quando Você Menos Espera”), Zach Cherry (“Crashing”), Dichen Lachman (“Altered Carbon”) e Christopher Walken (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”). Veja abaixo o trailer da série.
“Filho do Louro José” tem nome revelado
O “filho do Louro José” revelou seu nome nesta quarta-feira (6/4). A declaração foi feita durante seu primeiro encontro com Ana Maria Braga, no programa “Mais Você”. “Minha mãe me chamava de Lourinho”, disse o fantoche, que será o novo mascote do programa, introduzido um dia antes como “filho do Louro José”. O “Mais Você” estava sem mascote desde a morte de Tom Veiga, responsável por dar vida ao Louro José. Ele faleceu em novembro de 2020. Por trás do novo fantoche, de acordo com informações de colunas sociais, estaria o ator Fabio Caniatto, que trabalhou no programa “Tá Certo” da TV Cultura manipulando personagens. A Globo, porém, não confirmou a identidade do titereiro, nem se o Lourinho vai continuar aparecendo no “Mais Você”.
Biografia de atriz de “iCarly” vai se chamar “Estou Feliz que Minha Mãe Morreu”
A atriz Jennette McCurdy, conhecida pela série juvenil “iCarly” e o spin-of “Sam & Cat”, revelou o título impactante de sua autobiografia, que será lançada em agosto: “I’m Glad My Mom Died” – “Estou Feliz que Minha Mãe Morreu”, em português. Ela já estava usando esse título para apresentações solos de teatro que combinavam comédia e música. Em entrevista à revista Entertainment Weekly, McCurdy contou que o livro abordará como sua mãe a obrigou a entrar na carreira artística aos seis anos e como isso gerou ansiedade e vergonha. A mãe de McCurdy, Debbie, morreu de câncer em 2013 e três anos depois a atriz decidiu abandonar a atuação. Apesar disso, ela continua ligada ao audiovisual, tendo recentemente estreado como diretora de curtas. Em uma entrevista à revista People, a artista contou que desde os dez anos já fazia clareamento nos dentes e pintava os cabelos. Após ser escalada para “iCarly”, ela já havia desenvolvido anorexia e bulimia devido às dietas rigorosas feitas pela mãe. No livro, ela explica porque parou de atuar para preservar a saúde e detalha que por muito tempo sua mãe mantinha contato direto com paparazzi e fãs. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jennette McCurdy (@jennettemccurdy)
Viúvo e mãe de Paulo Gustavo criticam veto à lei que leva o nome do artista
O médico Thales Bretas e Dea Lúcia Amaral, respectivamente viúvo e mãe de Paulo Gustavo, criticaram o veto do presidente Jair Bolsonaro à lei que leva o nome do artista e que destinaria R$ 3,86 bilhões para estados e municípios ajudarem o setor cultural a se recuperar dos impactos da crise causada pela pandemia da covid-19. “Que tristeza ver nosso país tão desarticulado politicamente. Sem saber defender os interesses da Cultura e o bem-estar do povo”, escreveu Bretas no Stories do Instagram. Já Dea Lúcia Amaral publicou uma montagem com uma foto do filho e de Bolsonaro. Na imagem do presidente, há um X em vermelho e a frase: você será vetado. “Que mico, hein???”, escreveu ela na legenda. Ela também postou um pedido para que as pessoas pressionem seus parlamentares para que o veto de Bolsonaro seja derrubado no Congresso Nacional. Paulo Gustavo morreu aos 42 anos em maio do ano passado, vítima de complicações da covid-19. Casado com Bretas, ele deixou dois filhos, os gêmeos Gael e Romeu. A Lei Paulo Gustavo previa destravar parte dos recursos do FNA (Fundo Nacional da Cultura) e do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), fundos públicos voltados para o fomento do setor cultural, que no atual governo enfrentam lentidão na liberação e/ou paralisação inéditas de suas finalidades. A distribuição dos recursos também tiraria o peso das mudanças na Lei Rouanet realizadas recentemente pela Secretaria Especial de Cultura, que apertaram o gargalo e buscaram estabelecer “filtros” para a liberação de incentivos federais. O Congresso agora vai avaliar o veto de Bolsonaro, que será submetido à votação. Para derrubar o veto e efetivar a Lei Paulo Gustavo, será necessária a maioria absoluta dos votos de deputados e senadores. Se o veto não for apreciado em 30 dias, será incluído automaticamente na pauta do Congresso Nacional, barrando as demais deliberações até que seja colocado em votação. A iniciativa da Lei Paulo Gustavo foi do próprio poder legislativo, o que deve favorecer a derrubada do veto. Após a eventual aprovação, a União terá de enviar o dinheiro que represou do FNC, FSA e outras receitas aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios para que sejam aplicados em iniciativas culturais.
Jair Bolsonaro veta Lei Paulo Gustavo
O presidente Jair Bolsonaro vetou na noite de terça (5/4) a Lei Paulo Gustavo, que ajudaria o setor cultural afetado pela pandemia de covid-19. Bolsonaro justificou a decisão por considerar que a proposição legislativa vinha em “contrariedade ao interesse público”, por destinar o montante de R$ 3,8 bilhões do Orçamento Geral da União aos entes federativos com a finalidade de fomentar a Cultura. A maior contrariedade é, na verdade, ao projeto do próprio Bolsonaro, que tem destinado verbas da Cultura para iniciativas de setores religiosos e empresariais. A aprovação da Lei diminuiria o impacto da lentidão/paralisação na liberação de fomentos culturais e tornariam inócuas as mudanças na Lei Rouanet realizadas recentemente pela Secretaria Especial de Cultura, que buscaram estabelecer “filtros” para a liberação de incentivos federais – além de incluir Arte Sacra como uma alternativa para incentivos. Bolsonaro argumentou ainda que a proposição legislativa “enfraqueceria as regras de controle, eficiência, gestão e transparência”, o que poderia furar o teto de gastos. O projeto aponta como fontes de recursos verbas que já estão no Orçamento, advindas do excesso de arrecadação do Fundo Nacional de Cultura (FNC) e outras receitas apontadas pela União, que se encontravam paralisadas por inércia do governo – como o FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), formado por taxação específica do setor (sem investimento do governo), retomado após paralisação de cerca de dois anos. O projeto foi batizado como Lei Paulo Gustavo em homenagem ao ator, que morreu de covid-19 em maio de 2021. Durante a votação, senadores fizeram homenagens ao ator. Randolfe Rodrigues (Rede-AP) referiu-se a Paulo Gustavo como “um dos maiores artistas” que o país já teve. Já o ex-secretário da Cultura Mario Frias, absolutamente contrário à liberação de incentivos sem “filtros” do governo, chegou a rebater a ideia insinuando que Paulo Gustavo não teria morrido de covid-19. O Congresso agora vai avaliar o veto de Bolsonaro, que será submetido à votação. Para derrubar o veto e efetivar a Lei Paulo Gustavo, será necessária a maioria absoluta dos votos de deputados e senadores. Se o veto não for apreciado em 30 dias, será incluído automaticamente na pauta do Congresso Nacional, barrando as demais deliberações até que seja colocado em votação. A iniciativa da Lei Paulo Gustavo foi do próprio poder legislativo, o que deve favorecer a derrubada do veto. Após a eventual aprovação, a União terá de enviar o dinheiro que represou do FNC, FSA e outras receitas aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios para que sejam aplicados em iniciativas culturais.
Justiça invalida censura a “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”
O ensaio da volta de censura de obras artísticas, prática costumeira da ditadura militar que o governo Bolsonaro buscou resgatar, durou 22 dias. Uma decisão da juíza Daniela Berwanger Martins, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, determinou a invalidade da censura federal ao filme “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”, de 2017, que o Ministério da Justiça proibiu de ser exibido num despacho publicado em 15 de março. Apesar da tentativa do governo, o resgate da censura, extinta com a redemocratização, nunca “pegou”. Apesar da proibição e de multa diária para a desobediência, as plataformas de streaming jamais tiraram o filme de seus catálogos. O grupo Globo, que disponibiliza a produção escrita e estrelada por Danilo Gentili nas plataformas Globoplay e Telecine, chegou a emitir comunicado afirmando que não aceitaria censura, porque “a decisão ofende o princípio da liberdade de expressão, é inconstitucional e, portanto, não pode ser cumprida”. A tentativa de censura foi resultado de um movimento de perfis bolsonaristas das redes sociais que passaram a associar o filme à pedofilia por conta de uma cena envolvendo os dois protagonistas menores e o ator Fabio Porchat. Um dia após a ordem de censura, o Ministério da Justiça mudou a classificação indicativa da obra: de 14 para 18 anos. Foi com base nesta mudança que a juíza Daniela Berwanger Martins determinou a extinção da ordem de censura. “Considerando que falha na classificação indicativa do filme foi apontada como situação fática a dar ensejo à decisão, com a sua alteração para o limite máximo pela Senajus, o motivo indicado para o ato deixa de se fazer presente”, escreveu a juíza na decisão. “Diante disso, é imperioso reconhecer que a decisão deixa de ter compatibilidade com a situação de fato que gerou a manifestação de vontade, tornando a motivação viciada e, consequentemente, retirando o atributo de validade do ato”, acrescentou. A decisão atendeu o pedido do MPF (Ministério Público Federal), que no dia 18 de março ingressou com ação civil pública para derrubar a censura ao filme. “O objetivo dessa ação é corrigir uma violação à liberdade de expressão artística”, declarou o procurador da República Claudio Gheventer na ocasião. A censura à produção de 2017 de Danilo Gentili foi a primeira de um filme desde o final da ditadura militar. Ela foi decidida cerca de 48 horas após “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola” passar a ser associado à pedofilia por perfis bolsonaristas e 24 horas após o ministro da Justiça Anderson Torres cobrar “providências” contra o filme. Dias depois, o mesmo Anderson Torres teve uma postura radicalmente oposta em relação ao aplicativo Telegram. Denunciado por disseminar pedofilia, tráfico de drogas e armas, desinformação, discursos de ódio, propaganda nazista e outras barbaridades, o aplicativo que se recusava a obedecer a Justiça brasileira foi defendido pelo Ministro da Justiça com base no “direito de escolha”. Em suas manifestações nas redes sociais e para a imprensa, Danilo Gentili sempre negou que o filme fizesse apologia à pedofilia e, pelo contrário, “vilaniza” esse tipo de crime.
Bobby Rydell (1942–2022)
O cantor e ator Bobby Rydell, que foi ídolo adolescente nos anos 1960, morreu nesta terça-feira (5/4) num hospital da Filadélfia, aos 79 anos. Nascido Robert Louis Ridarelli, ele começou a carreira vencendo uma competição de talentos na TV, no programa Teen Club, de Paul Whiteman, com apenas 7 anos de idade. No mesmo ano, começou a se apresentar como cantor em boates da Filadélfia, e ao entrar na adolescência assumiu o microfone e a bateria da banda Rocco and the Saints, que contava com Frankie Avalon (“A Praia dos Amores”) no trompete. Ele assinou seu primeiro contrato (com a Cameo/Parkway Records) aos 17 anos, quando lançou seu primeiro hit, a música “Kissin’ Time” (em 1959), sob o nome Bobby Rydell. Vieram vários outros sucessos, como “Wild One” (que alcançou o 2º lugar na Billboard Hot 100 em 1959) e “Volare” (4º lugar no verão de 1960), e em 1961 ele se tornou o cantor mais jovem a encabeçar a programação da famosa boate Copacabana, em Nova York. Estava no auge da popularidade quando foi escalado para seu primeiro filme, “Adeus, Amor” (Bye Bye Birdie), em 1963. Adaptação de um musical da Broadway, o personagem de Rydell foi bastante ampliado no longa-metragem dirigido por George Sidney, permitindo que ele se destacasse em cenas com Ann-Margret. “Na peça da Broadway, o personagem não era absolutamente nada, nunca cantou, nunca dançou, não fez nada”, comentou Rydell em 2013. “Mas quando entramos no set da Columbia, meu roteiro foi ficando maior e maior a cada dia.” No mesmo ano, ele chegou a gravar o piloto de uma série de comédia, “Swingin’ Together, que acabou não indo adiante, mas, graças a sua fama, foi exibido como telefilme na rede CBS. Dedicando-se mais à música que as telas, ele emplacou mais de 20 hits no Top 20 americano, por isso teve poucos trabalhos como ator na década de 1960, com destaques para mais dois telefilmes, sete participações no “The Red Skelton Show” e atuação num episódio da série de guerra “Combate”. A fase de sucesso, porém, não resistiu à Beatlemania. E com a mudança no gosto popular entre a juventude americana, Rydell precisou lutar para se manter relevante, chegando a se juntar com Frankie Avalon e Fabian para formar um supergrupo de ex-ídolos teen da Filadélfia, chamado The Golden Boys. Rydell ainda apareceu em quatro filmes desde os anos 1970. O mais interessante foi “Mr. Rock ‘n’ Roll: The Alan Freed Story” (1999), produção para a TV sobre o DJ de rádio que cunhou a expressão “rock ‘n’ roll”. Sua despedida das telas aconteceu há poucos anos, no filme “O Comediante”, interpretando a si mesmo em 2016. Seu nome também marcou um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema e da Broadway, “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” (transformado em filme em 1978), que batizou a escola frequentada pelos personagens como Rydell High School, declaradamente em sua homenagem. Lembre abaixo o dueto romântico de Bobby Rydell e Ann-Margret no filme “Adeus, Amor”, seguido por um dos maiores sucessos musicais da carreira do cantor.












