BBC elege os 100 melhores filmes dirigidos por mulheres
A rede BBC publicou uma lista com os 100 melhores filmes dirigidos por mulheres em todos os tempos, resultante de uma votação com 368 especialistas em cinema de 84 países – críticos, jornalistas, programadores de festivais e acadêmicos. A votação elegeu “O Piano” (1993), da neozelandesa Jane Campion, em 1º lugar, citado por quase 10% dos críticos. Segundo a crítica Hannah Woodhead, a produção é bastante sensível e tem personagens femininas difíceis e reais. Para ela, o longa é “uma fábula penetrante que fala do desejo universal de amar e ser amado”. “O Piano” venceu três Oscars, todos conquistados por mulheres – a atriz Holly Hunter, a atriz coadjuvante Anna Paquin (então com 11 anos) e a cineasta Jane Campion, pelo Roteiro Original. Além disso, conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Já a diretora de maior presença foi Agnès Varda, que morreu em março deste ano. Ela teve seis filmes entre os 100 melhores, inclusive o 2º colocado, o clássico “Cléo das 5 às 7” (1962). Outras cineastas bastante citadas foram Kathryn Bigelow (5 filmes), Claire Denis, Lynne Ramsay e Sofia Coppola (4 filmes cada). A lista nasceu em consequência do debate sobre relações anteriores, que ganhou maior relevância a partir da seleção compilada no ano passado, com os 100 melhores filmes em língua não inglesa. Chamou atenção que, dentre os filmes eleitos, apenas quatro eram dirigidos por mulheres. Mas essa escassez de diretoras já vinha se repetindo em outras listas anuais da BBC: no ranking de 100 maiores comédias, de 2017, igualmente só havia quatro mulheres. Da compilação dos 100 melhores filmes do século 21, feita em 2016, apareceram 12 – e nenhuma delas ficou entre as 20 primeiras posições. E na primeira pesquisa da BBC sobre os 100 maiores filmes americanos de todos os tempos, só dois tinham mulheres à sua frente – e ainda assim em codireção. Apesar da nova lista destacar apenas filmes de cineastas femininas, metade dos críticos que votaram foram homens. Cada eleitor listou seus 10 filmes favoritos dirigidos por mulheres, gerando mais de 700 citações diferentes. Portanto, a lista apresenta os 100 que melhor pontuaram, abrangendo desde o cinema mudo, caso de “Sapatos” (1916), até lançamentos deste ano, como “The Souvenir” e “Retrato de Uma Jovem em Chamas”. Infelizmente, não há nenhum filme brasileiro na lista, apesar de alguns dos melhores longas recentes do país terem sido dirigidos por mulheres – como “Que Horas Ela Volta?” (2015), de Anna Muylaert, “Como Nossos Pais” (2017), de Laís Bodanzky, sem esquecer de “Cidade de Deus” (2002), codirigido por Kátia Lund, e clássicos como “Mar de Rosas” (1978), de Ana Carolina, e “A Hora da Estrela” (1985), de Suzana Amaral. Eis a lista, segundo a opinião dos críticos consultados pela BBC: 100 – Minhas Mães e Meu Pai (Lisa Cholodenko, 2010) 99 – The Souvenir (Joanna Hogg, 2019) 98 – Um Lugar Qualquer (Sofia Coppola, 2010) 97 – Örökbefogadás (Márta Mészáros, 1975) 96 – Os Encontros de Anna (Chantal Akerman, 1977) 95 – Ritual in Transfigured Time (Maya Deren, 1946) 94 – Notícias de Casa (Chantal Akerman, 1977) 93 – Marcas da Vida (Andrea Arnold, 2006) 92 – Raw (Julia Ducournau, 2016) 91 – Minha Terra África (Claire Denis, 2009) 90 – Fast Times at Ridgemont High (Amy Heckerling, 1982) 89 – As Praias de Agnès (Agnès Varda, 2008) 88 – Os Silêncios do Palácio (Moufida Tlatli, 1994) 87 – 35 Doses de Rum (Claire Denis, 2008) 86 – O Sonho de Wadjda (Haifaa Al-Mansour, 2012) 85 – Uma Canta, a Outra Não (Agnès Varda, 1977) 84 – Retrato de Jason (Shirley Clarke, 1967) 83 – Sintonia de Amor (Nora Ephron, 1993) 82 – At Land (Maya Deren, 1944) 81 – Garota Sombria Caminha pela Noite (Ana Lily Amirpour, 2014) 80 – Quero Ser Grande (Penny Marshall, 1988) 79 – Sapatos (Lois Weber, 1916) 78 – A Maçã (Samira Makhmalbaf, 1988) 77 – Tomboy (Céline Sciamma, 2011) 76 – Garotas (Céline Sciamma, 2014) 75 – O Atalho (Kelly Reichardt, 2010) 74 – Chocolate (Claire Denis, 1988) 73 – Corpo e Alma (Ildikó Enyedi, 2017) 72 – Europa Europa (Agnieszka Holland, 1980) 71 – A Concha e o Clérigo (Germaine Dulac, 1928) 70 – Encantadora de Baleias (Niki Caro, 2002) 69 – The Connection (Shirley Clarke, 1961) 68 – Eve’s Bayou (Kasi Lemmons, 1997) 67 – Os Anos de Chumbo (Margarethe von Trotta, 1981) 66 – O Lixo e o Sonho (Lynne Ramsay, 1999) 65 – Sem Rastros (Debra Granik, 2018) 64 – Domando o Destino (Chloe Zhao, 2017) 63 – Maria Antonieta (Sofia Coppola, 2006) 62 – Estranhos Prazeres (Kathryn Bigelow, 1995) 61 – India Song (Marguerite Duras, 1975) 60 – Uma Equipe Muito Especial (Penny Marshall, 1992) 59 – O Longo Adeus (Kira Muratova, 1971) 58 – Procura-se Susan Desesperadamente (Susam Seidelman, 1985) 57 – O Babadook (Jennifer Kent, 2014) 56 – A 13ª Emenda (Ava DuVernay, 2016) 55 – Monster – Desejo Assassino (Patty Jenkins, 2003) 54 – Brilho de Uma Paixão (Jane Campion, 2009) 53 – La mujer sin cabeza (Lucrecia Martel, 2008) 52 – Lazzaro Felice (Alice Rohrwacher, 2018) 51 – Harlan County: Tragédia Americana (Barbara Kopple, 1976) 50 – O Mundo é o Culpado (Ida Lupino, 1950) 49 – Salaam Bombay! (Mira Nair, 1988) 48 – Síndrome Astênica (Kira Muratova, 1989) 47 – Um Anjo em Minha Mesa (Jane Campion, 1990) 46 – Quando Chega a Escuridão (Kathryn Bigelow, 1987) 45 – Triunfo da Vontade (Leni Riefenstahl, 1935) 44 – Docinho da América (Andrea Arnold, 2016) 43 – As Virgens Suicidas (Sofia Coppola, 1999) 42 – As Aventuras do Príncipe Achmed (Lotte Reiniger, 1926) 41 – Cafarnaum (Nadine Labaki, 2018) 40 – Meninos Não Choram (Kimberly Peirce, 1999) 39 – Retrato de Uma Jovem em Chamas (Céline Sciamma, 2019) 38 – Paris is Burning (Jennie Livingston, 1990) 37 – Olympia (Leni Riefenstahl, 1938) 36 – Wendy e Lucy (Kelly Reichardt, 2008) 35 – Matrix (Lana e Lilly Wachowski, 1999) 34 – O Romance de Morvern Callar (Lynne Ramsay, 2002) 33 – Você Nunca Esteve Realmente Aqui (Lynne Ramsay, 2017) 32 – O Porteiro da Noite (Liliana Cavani, 1974) 31 – Os Catadores e Eu (Agnès Varda, 2000) 30 – Zama (Lucrecia Martel, 2017) 29 – Um Casamento à Indiana (Mira Nair, 2001) 28 – As Duas Faces da Felicidade (Agnès Varda, 1965) 27 – Selma: Uma Luta pela Igualdade (Ava DuVernay, 2014) 26 – Histórias que Contamos (Sarah Polley, 2012) 25 – The House is Black (Forough Farrokhzad, 1963) 24 – Lady Bird (Greta Gerwig, 2017) 23 – O Mundo Odeia-me (Ida Lupino, 1953) 22 – Precisamos Falar Sobre Kevin (Lynne Ramsay, 2011) 21 – Inverno da Alma (Debra Granik, 2010) 20 – Clueless (Amy Heckerling, 1995) 19 – Orlando (Sally Potter, 1992) 18 – Psicopata Americano (Mary Harron, 2000) 17 – Pasqualino Sete Belezas (Lina Wertmüller, 1975) 16 – Wanda (Barbara Loden, 1970) 15 – La Cienaga (Lucrecia Martel, 2001) 14 – O Pântano (Lucrecia Martel, 2001) 13 – Caçadores de Emoção (Kathryn Bigelow, 1991) 12 – Os Renegados (Agnès Varda, 1985) 11 – A Hora Mais Escura (Kathryn Bigelow, 2012) 10 – Filhas do Pó (Julie Dash, 1991) 9 – Aquário (Andrea Arnold, 2009) 8 – Toni Erdmann (Maren Ade, 2016) 7 – Guerra ao Terror (Kathryn Bigelow, 2008) 6 – As Pequenas Margaridas (V?ra Chytilová, 1966) 5 – Encontros e Desencontro (Sofia Coppola, 2003) 4 – Bom Trabalho (Claire Denis, 1999) 3 – Jeanne Dielman (Chantal Akerman, 1975) 2 – Cléo das 5 às 7 (Agnès Varda, 1962) 1 – O Piano (Jane Campion, 1993)
Game of Thrones: Cena inédita revela heroísmo de Tyrion e Sansa durante cerco de Winterfell
O canal pago americano HBO divulgou uma cena inédita da 8ª e última temporada de “Game Of Thrones”, extraída do episódio “The Long Night”. A cena, cortada da edição final que foi exibida na TV, mostra um ato heroico de Tyrion (Peter Dinklage) e Sansa (Sophie Turner). A cena se passa na cripta dos Starks, durante o ataque dos Caminhantes Brancos a Winterfell. Começa com Tyrion e Sansa correndo em busca de abrigo nos túneis da cripta, mas logo mostra Missandei (Nathalie Emmanuel) e Gilly (Hannah Murray), que são descobertas em seu esconderijo quando o bebê de Gilly começa a chorar. Elas estão prestes a ser atacadas pelos mortos, quando Tyrion e Sansa interrompem a ameaça com seus punhais de vidro de dragão. Veja abaixo. Na versão exibida na TV, Tyrion e Sansa aparecem apenas fugindo. “Game Of Thrones” se encerrou em maio, mas a HBO está desenvolvendo um série derivada da atração. Intitulada “Game of Thrones: House of the Dragon”, a nova produção é inspirada no livro “Fogo & Sangue”, de George R.R. Martin, e se passará cerca de 300 anos antes dos eventos da série original, acompanhando a história trágica da família Targaryen, o clã de Daenerys.
Comerciais do Globo de Ouro 2020 destacam imprevisibilidade de Ricky Gervais
A rede americana NBC divulgou os primeiros comerciais da cerimônia do Globo de Ouro 2020, com apresentação de Ricky Gervais. Os vídeos destacam a imprevisibilidade do apresentador como motivo para sintonizar a transmissão. “Você não faz ideia do que ele pode fazer”, diz um deles, após um banho de champanhe na câmera. O comediante inglês é conhecido por suas piadas ácidas não só direcionadas aos convidados famosos da premiação, mas até mesmo para a própria organização do evento. No comunicado oficial, divulgado pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, ele adiantou o tom. “Mais uma vez, eles fizeram uma oferta que eu não pude recusar”, declarou Gervais. “Mas esta é a última vez que eu faço isso, o que pode resultar numa noite divertida.” Esta é a quinta vez, que ele apresentará a cerimônia, estabelecendo um recorde para a premiação. Gervais comandou o evento entre 2010 e 2012 e retornou mais uma vez em 2016. A próxima edição do Globo de Ouro vai acontecer em 5 de janeiro, em Los Angeles, com transmissão ao vivo para o Brasil pelo canal pago TNT.
Matrix vai voltar aos cinemas em comemoração aos 20 anos do lançamento
A rede Cinemark anunciou que fará sessões especiais de “Matrix” para celebrar os 20 anos de lançamento do filme. As exibições vão acontecer entre os dias 5 e 12 de dezembro, sempre às 21h, e os ingressos já estão à venda – no aplicativo Cinemark, site e bilheterias da rede. A trama já clássica passa-se em um futuro no qual uma Inteligência Artificial tomou conta do mundo. A maioria das pessoas, no entanto, vive sem saber disso, habitando uma “simulação” virtual do planeta antes do apocalipse. Porém, alguns conseguem se libertar e o hacker Neo (Keanu Reeves) é escolhido para se “desplugar” deste universo virtual e ajudar os rebeldes na luta contra os computadores e robôs que escravizaram a humanidade. O filme de 1999 foi revolucionário por suas metáforas, que combinavam metafísica e sci-fi, mas também por suas cenas de ação, que introduziram o wire fu (o kung fu voador) e o feito “time bullet” (câmera lenta do ponto de vista de uma bala) no cinema ocidental. Fez tanto sucesso que ganhou duas continuações, que entretanto não tiveram a mesma repercussão, chegando a decepcionar os fãs da franquia. Recentemente foi divulgado que a franquia ganhará um quarto longa, com as voltas de Keanu Reeves, Carrie-Anne Moss como Trinity e Lana Wachowski como diretora e roteirista. Curiosamente, os personagens de Reeves e Moss morreram em “Matrix Revolutions” (2003). Além deles, Jada Pinkett Smith negocia retornar como Niobe, uma das líderes da rebelião de Zion contra as máquinas. Novidades ainda incluem Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother” e “Desventuras em Série”), Yahya Abdul-Mateen (o vilão Arraia Negra em “Aquaman”) e Jessica Henwick (revelação de “Game of Thrones” que virou heroína da Marvel em “Punho de Ferro”). A produção atravessa atualmente sua fase de revisão de roteiro. A história foi escrita por Aleksandar Hemon (roteirista de “Sense8”) e David Mitchell (autor do livro que virou “A Viagem”) em parceria com Lana Wachowski.
Adoráveis Mulheres vai abrir o Festival do Rio
A organização do Festival do Rio anunciou que “Adoráveis Mulheres”, dirigido por Greta Gerwig (“Lady Bird”), foi escolhido como filme de abertura de sua edição de 2019. Neste ano, o festival vai começar mais tarde, no dia 9 de dezembro. A mais nova adaptação de “Little Women”, romance clássico de Louisa May Alcott, volta às telas com grande elenco, formado por Emma Watson (“A Bela e a Fera”), Meryl Streep (“Mamma Mia!”), Laura Dern (“Livre”), Florence Pugh (“Lady Macbeth”), Eliza Scanlen (“Objetos Cortantes”), Louis Garrel (“O Formidável”), James Norton (“McMafia”), mas principalmente Saoirse Ronan e Timothée Chalamet (dupla que trabalhou com Gerwig em “Lady Bird”), que formam o par central. A história é velha conhecida do público de cinema desde os filmes mudos e já rendeu versões famosas, como “As Quatro Irmãs” (1933) com a jovem Katharine Hepburn, “Quatro Destinos” (1949) com a adolescente Elizabeth Taylor e a primeira versão chamada de “Adoráveis Mulheres” (1994) no Brasil, que reuniu simplesmente Winona Ryder, Kirsten Dunst, Claire Danes e Trini Alvarado como as irmãs March, além de Susan Sarandon e Christian Bale. Apesar dos títulos diferentes em português, a trama é sempre a mesma – supostamente. O romance foi baseada na própria vida da escritora e acompanha quatro irmãs que lutam contra as dificuldades para crescer no final do século 19, durante a Guerra Civil americana, entre a descoberta do amor, a inevitabilidade da morte, a superação de perdas, desilusões e outros desafios. “Adoráveis Mulheres” vai estrear comercialmente apenas em 25 de dezembro nos Estados Unidos e em 9 de janeiro no Brasil. Já o Festival do Rio vai se estender de 9 a 19 de dezembro, após sofrer adiamento de um mês e correr risco de cancelamento, devido à política cultural do governo Bolsonaro. Confira abaixo o trailer legendado de “Adoráveis Mulheres”.
Elliott e E.T. se reencontram após 37 anos em vídeo emocionante
A provedora americana de internet e TV paga Xfinity promoveu neste Dia de Ação de Graças (28/11) um emocionante reencontro entre E.T. e seu velho amigo Elliott, após 37 anos. Um comercial de 4 minutos voltou a trazer o ator Henry Thomas ao papel do menino gentil que salvou o pequeno extraterrestre em 1982. O tempo passou, Elliott se tornou adulto, mas o E.T. continua igual, uma fofura só. Novamente na Terra para uma visita rápida, o E.T. é apresentado à família do amigo. Elliott agora tem dois filhos, um deles muito parecido com ele próprio quando era criança, o que inicialmente confunde o extraterrestre. A filha, por sua vez, lembra a pequena Drew Barrymore. Várias cenas do clássico de Steven Spielberg são reencenadas no reencontro, mas a Xfinity aproveita para destacar sem sutilezas o que mudou desde que o E.T. caiu na Terra pela primeira vez: uma invenção chamada “internet”, que funciona com o logotipo da empresa. Ah, e óculos de realidade virtual. E cupcakes! O vídeo não tem legendas em português, mas é possível entendê-lo facilmente. Veja abaixo.
Danny Elfman diz que Os Simpsons vai acabar na atual temporada
A série de animação “Os Simpsons” estaria perto do fim, após 30 anos de exibição, segundo o músico Danny Elfman, autor do tema de abertura. “Pelo que ouvi, vai chegar ao final”, afirmou o compositor, em entrevista ao podcast “Joe”. “Não sei com certeza, mas ouvi que estaria no último ano”, completou Elfman, que foi quatro vezes indicado ao Oscar. Criada por Matt Groening, “Os Simpsons” é a série de maior longevidade da história da TV, há mais tempo no ar que qualquer outra produção de ficção, à exceção das novelas diurnas americanas. A atração começou como uma seção em um programa da comediante Tracy Ullman, em 1987, até ganhar série própria em dezembro de 1989. “Fico atônito e espantado de que tenha durado tanto tempo”, admitiu Elfman. “Realmente, esperava que duraria três episódios, antes de ser cancelada. Era tão extravagante naquele momento, que pensei que não teria nenhuma oportunidade”, concluiu. O autor ainda brincou sobre o tema, garantindo que escreveu “uma loucura de peça musical” e admitindo que achava que ninguém a escutaria. O líder da antiga banda Oingo Boingo também é autor de trilhas famosas do cinema, como “Batman” (1989), “Edward Mãos de Tesoura” (1990), “Dick Tracy” (1990), “Batman: O Retorno” (1992), “MIB: Homens de Preto” (1997), “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” (1999), “Homem-Aranha” (2002), “O Procurado” (2008), “O Lado Bom da Vida” (2012), “Trapaça” (2013), etc.
Filmes brasileiros são principais estreias de cinema da semana
A programação de cinema desta quinta (28/11) destaca três produções brasileiras. O filme de maior apelo comercial é “Os Parças 2”, que já foi visto por mais de 500 mil pessoas “sem estrear” – a distribuidora chama de pré-estreia a exibição há duas semanas em mais cinemas que os maiores lançamentos recentes. Comédia movida a trapalhadas e interpretações histéricas, com muitos convidados e ar televisivo, volta a reunir o trio formado por Tom Cavalcante, Whindersson Nunes e Tirullipa em piadas para quem aprecia o elenco – aparentemente, muita gente. Os outros dois títulos são dramáticos. “Carcereiros – O Filme” é um derivado cinematográfico da série da Globo, que se materializa na tela grande com qualidade – e exageros – de blockbuster americano. A direção é de um especialista em filmes criminais, José Eduardo Belmonte (“Alemão”), que também trabalha na série e imprime um ritmo de ação envolvente. A trama acompanha quase em tempo real um turno de trabalho do personagem vivido por Rodrigo Lombardi, que precisa deixar seus dilemas familiares de lado com a chegada de um prisioneiro especial, Abdel (Kaysar Dadour, ex-“BBB”), um perigoso terrorista internacional, que acrescenta ainda mais tensão ao presídio, em eterna prontidão por conta da luta entre duas facções criminosas. Mas o grande destaque é “Aspirantes”. Sem atores famosos, orçamento mínimo e distribuição limitada, o primeiro filme de Ives Rosenfeld é um gol de placa. Gira em torno de dois amigos que jogam futebol amador e sonham com um futuro no esporte. Mas enquanto um começa a decolar, o outro encara a dura realidade de uma esposa adolescente grávida e a necessidade de trabalhar por salário mínimo. Venceu diversos prêmios, inclusive Diretor, Ator (Ariclenes Barroso) e Atriz Coadjuvante (Julia Bernat) no Festival do Rio, além de ter sido exibido no exterior em festivais de prestígio, como o europeu Karlovy Vary, e arrancar elogios da crítica internacional. Na lista de estreia internacionais, a mais ampla é “Uma Segunda Chance para Amar”, de Paul Feig (“Caça-Fantasmas”), que conta uma história natalina de amor improvável entre Emilia Clarke (a Daenerys de “Game of Thrones”) e Henry Golding (“Podres de Ricos”), ao som de clássicos do cantor George Michael. Tão inofensiva quantos os similares românticos da Netflix, mas melhor que o desastre lindamente fotografado de “A Revolução em Paris”. A sugestão “indie” fica para a comédia islandesa “A Resistência de Inga”, sobre uma viúva que resolve enfrentar a corrupção de sua cooperativa, num clima que lembra “Três Anúncios para um Crime”. Trata-se da estreia da semana com a maior nota no Rotten Tomatoes: 75% de aprovação. Confira abaixo a lista completa dos lançamentos com seus trailers e sinopses. Os Parças 2 | Comédia | Brasil Após saber que China deixou a cadeia e está em busca de vingança, Romeu (Bruno de Luca) precisa conseguir dinheiro para deixar o país o quanto antes. Para tanto, Toin (Tom Cavalcante), Ray Van (Whindersson Nunes) e Pilôra (Tirulipa) juntam forças para reformar uma colônia de férias, de forma a atrair jovens de todo tipo. Quando o empreendimento enfim começa a funcionar, eles logo passam a competir com uma colônia vizinha, bem mais requintada. Carcereiros – O Filme | Drama | Brasil Adriano (Rodrigo Lombardi) é um historiador graduado e contrário à violência que decide virar carcereiro para seguir os passos do pai. Com a chegada de Abdel (Kaysar Dadour), um perigoso terrorista internacional, ao presídio em que trabalha, a tensão aumenta a ponto de provocar duas facções criminosas que vivem separadamente. Adriano terá de enfrentar uma rebelião – além de controlar os passos de Abdel. Aspirantes | Drama | Brasil Júnior (Ariclenes Barroso) é um jovem que tem o sonho de ser um jogador de futebol profissional. Além de ser membro de um pequeno clube de um cidadezinha no estado do Rio de Janeiro, ele é empregado em outro lugar, para ajudar na renda da família. Mas o rapaz não é tão talentoso ou dedicado quanto seu amigo Bento (Sérgio Malheiros), a estrela do time, e por isso, o inveja. Júnior fica cada vez mais desmotivado de perseguir seu sonho quando sua namorada engravida. Uma Segunda Chance para Amar | Comédia | Reino Unido, EUA Kate (Emilia Clarke) é uma jovem inglesa cuja vida é uma bagunça. Ela trabalha como elfo em uma loja temática de natal o ano todo. Quando ela conhece Tom (Henry Golding), o que parecia impossível se torna realidade, conforme o rapaz enxerga através de todas as barreiras que ela construiu. A Resistência de Inga | Comédia | Islândia, Dinamarca, França Inga (Arndís Hrönn Egilsdóttir) é uma fazendeira de uma pequena comunidade da Islândia, que acaba de ficar viúva. Seu marido costumava tomar conta dos negócios e, agora, ela precisa tomar à frente da gestão da fazenda. Decidida a começar uma nova vida em seus próprios termos, ela decide lutar contra a corrupção e injustiça dentro de sua comunidade, se rebelando contra uma poderosa empresa local. A Revolução em Paris | França | Drama Em 1789, o povo francês se mostra cada vez mais descontente com o rei Luís XVI. Homens e mulheres clamam que o monarca abandone o luxo do palácio de Versalhes para descobrir a miséria pelas ruas de Paris. Juntos, eles vão à Assembleia Nacional para fazer pressão em nome de uma revolução. Com as lutas nas ruas e a queda da Bastilha, surgem as condições para o nascimento da República francesa. Um Amante Francês | Comédia | França Após 25 anos morando com Denise, Alex é dispensado de surpresa e fica sem lugar para morar. Obrigado a se mudar para a casa da irmã e do sobrinho, ele decide trabalhar com algo que o dê muito dinheiro e felicidade: ser um gigolô a procura de uma rica herdeira. Bonnie Bears – Aventura em Miniatura | Animação | China Quando os Irmãos ursos Boonie Bears acidentalmente viram miniaturas após experimentarem uma invenção de encolhimento, eles iniciam uma grande aventura para que possam voltar ao tamanho normal. Enquanto buscam um antídoto para o tamanho, os ursos também lutam contra os problemas de poluição que estão acabando com o ecossistema e impedindo que os animais possam viver em paz. Duas Coroas | Docudrama | Polônia No dia 14 agosto de 1941, em Auschwitz, na Polônia, o sacerdote Maximiliano Kolbe (Adam Woronowicz) fez uma difícil escolha: dar a sua vida para salvar um pai de família que mal conhecia. Sem ter ideia do grande legado que deixaria para as gerações futuras, Kolbe dedicou sua jornada à compaixão e solidariedade, e anos depois de sua morte foi proclamado santo pelo Papa João Paulo II. Liberdade É uma Grande Palavra | Brasil, Uruguai | Documentário Muhammad é um homem palestino que passou 13 anos na Prisão de Guantánamo. Depois de anos de tortura, fome e humilhação, ele tem a oportunidade de começar uma nova vida com sua esposa no Uruguai. O diretor Guillermo Rocamora acompanha Muhammad nos dois anos em que ele tem o apoio financeiro do governo, enquanto ele lida com a burocracia, procura por emprego e tenta se reabilitar à vida fora da prisão. Fernando | Brasil | Documentário Misturando realidade e ficção, o professor e artista Fernando, um brasileiro de 74 anos, é provocado a interpretar sua própria vida e rotina. E, mesmo passando por um momento em que sua saúde está gravemente abalada, toca o seu cotidiano e projetos artísticos sem interrupção. Novas Espécies – A Expedição do Século| Brasil | Documentário Setenta pessoas, dentre eles cinquenta renomados cientistas, exploram a Floresta Amazônica na região da Serra da Mocidade em Roraima jamais visitado pelo homem. Agora, o grupo vai superar os obstáculos que vierem pela frente e nos mostrar o resultado da pesquisa que conseguiu identificar mais de 80 novas espécies de animais, plantas e insetos, numa das mais importantes descobertas científicas do século.
Dane Dehaan entra em série da Apple escrita por Stephen King
O ator Dane Dehaan (“Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”) entrou na série “Lisey’s Story”, adaptação do livro “Love – A História de Lisey”, de Stephen King, que será exibida na plataforma de streaming Apple TV+. O próprio Stephen King vai escrever o roteiro da adaptação, que terá oito capítulos, todos dirigidos pelo diretor chileno Pablo Larraín (“O Clube”, “Neruda” e “Jackie”). Dehaan vai se juntar ao elenco central, formado por Julianne Moore (“Kingsman: O Círculo Dourado”) e Clive Owen (também de “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”). Moore vive a protagonista Lisey Landon, viúva recente de um escritor célebre e cheio de segredos (Owen), que precisa desvendar os papéis deixados pelo marido no escritório da casa isolada onde os dois moravam, tendo que enfrentar certas realidades sobre o marido que ela reprimiu e esqueceu. Dehaan interpretará Jim Dooley, um grande fã dos livros do escritor, que tem uma opinião forte a respeito de seus lançamentos póstumos. “Lisey’s Story” tem produção do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”), que também é responsável pelo lançamento da série de antologia “Castle Rock”, inspirado no universo de King, na plataforma Hulu. A Apple ainda não deu uma previsão para a estreia.
Remake de O Fugitivo ganha sinal verde e define diretor
A Warner definiu Albert Hughes como diretor do remake de “O Fugitivo”. O estúdio desenvolve a produção desde 2015, mas só agora decidiu acelerar o projeto. Hughes é mais lembrado pelos filmes que codirigiu com o irmão Allen, como a sci-fi pós-apocalíptico “Livro de Eli”, protagonizada por Denzel Washington, mas no ano passado comandou seu primeiro longa solo, a aventura “Alfa”, com Kodi Smit-McPhee. Além de Albert Hughes, a produção tem outros dois nomes envolvidos. Brian Tucker (“Linha de Ação” ) assina o roteiro, e Erik Feig está à frente da produção. Informações sobre elenco, cronograma de filmagens e previsão de estreia ainda não foram divulgadas. Para quem não lembra, “O Fugitivo” foi originalmente uma série recordista de audiência. Estrelada por David Janssen (“Os Boinas Verdes”), ficou no ar entre 1963 e 1967 e ainda ganhou um remake no ano 2000. A trama girava em torno do doutor Richard Kimble, um cirurgião de prestígio de Chicago com uma vida praticamente perfeita, que vê tudo desmoronar quando sua mulher é brutalmente assassinada e ele é acusado injustamente de ter cometido o crime. Desesperado, ele resolve fugir da justiça para conseguir as provas da sua inocência, ao mesmo tempo em que é perseguido por um agente do FBI determinado. A história já foi levada ao cinema em 1993, num blockbuster estrelado por Harrison Ford (“Star Wars: O Despertar da Força”) e Tommy Lee Jones (“Homens de Preto”). Harrison era o fugitivo da vez e Jones seu perseguidor, papel pelo qual venceu um Oscar. O ator, inclusive, reprisou seu personagem numa continuação, intitulada “U.S. Marshals – Os Federais” (1998), que não fez o mesmo sucesso.
Zoe Kravitz revela foto do possível corte de cabelo da Mulher-Gato
A atriz Zoe Kravitz (da série “Big Little Lies”) publicou uma foto no Instagram nesta quarta (27/11) em que mostra um novo corte de cabelo, bem curto, que parece indicar como será o visual de sua Mulher-Gato no filme “The Batman”. Veja acima. O corte lembra a versão de Selina Kyle/Mulher-Gato nos quadrinhos de “Batman: Ano Um”, escritos por Frank Miller e desenhados por David Mazzucchelli em 1987. Compare abaixo. O elenco de “The Batman” também inclui Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) no papel-título, Jeffrey Wright (“Westworld”) como Comissário Gordon,Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”) como Charada, Colin Farrell (“Dumbo”) como Pinguim, Andy Serkis (“Pantera Negra”) como Alfred e John Turturro (“Transformers”) como o mafioso Carmine Falcone. Escrito e dirigido por Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), “The Batman” tem previsão de estreia para junho de 2021.
Nova versão de Além da Imaginação chega ao Brasil pela Amazon
A nova versão da série clássica “Além da Imaginação” (The Twilight Zone) vai estrear no Brasil na sexta-feira (29/11), exclusivamente pela plataforma Amazon Prime Video. Lançada em abril nos EUA, a série conquistou a crítica com 73% de aprovação no site Rotten Tomatoes e se tornou um dos maiores sucessos do serviço de streaming CBS All Access, por enquanto disponível apenas na América do Norte. Produzida e apresentada por Jordan Peele (diretor de “Corra!” e “Nós”), a série segue o formato de antologia fantástica da produção original, um marco da televisão, que foi ao ar entre 1959 e 1964. Reverenciada como pioneira do formato das antologias sci-fi, “Além da Imaginação” inspirou inúmeras outras séries, de “Quinta Dimensão” (The Outer Limits) nos anos 1960 a “Black Mirror” no século 21, além de ter rendido mais dois remakes e até um filme (codirigido por Steven Spielberg, George Miller, Joe Dante e John Landis). Na nova versão, Jordan Peele aparece na introdução de cada capítulo, assumindo a função de apresentador exercida pelo criador da atração original, Rod Serling, que abriu todos os episódios do programa clássico. Em seu relançamento, a franquia clássica reuniu um elenco estelar, com participações de John Cho (“Star Trek”), Taissa Farmiga (“American Horror Story”), Seth Rogen (“A Entrevista”), Greg Kinnear (“Pequena Miss Sunshine”), Luke Kirby (“A Maravilhosa Sra. Maisel”), Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”), Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”), Adam Scott (“Big Little Lies”), Ginnifer Goodwin (“Once Upon a Time”), Rhea Seehorn (“Better Call Saul”), Alison Tolman (“Emergence”), Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”), Jacob Tremblay (“O Predador”), Jessica Williams (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Steven Yeun (“The Walking Dead”), Taissa Farmiga (“American Horror Story”), Zazie Beetz (“Coringa”), Chris O’Dowd (“O Paradoxo Cloverfield”) e DeWanda Wise (“Ela Quer Tudo”), entre muitos outros. A 1ª temporada tem apenas 10 episódios, mas a série já foi renovada para seu segundo ano de produção.
Watchmen: Vídeo revela cena de projeto de 2003 com ator de Game of Thrones
A primeira tentativa de tirar os personagens de “Watchmen” do papel aconteceu muito antes do lançamento do filme original. Uma produção com Ray Stevenson (“Divergente”) no papel de Roschach e Iain Glen (“Game of Thrones”) como Coruja chegou perto de ser rodada 2003. E existe uma cena para comprovar. O roteirista David Hayter (“X-Men”) resolveu compartilhá-la nesta quarta (27/11) nas redes sociais. Ele próprio dirigiu a cena, como teste desse elenco para o projeto. Apesar do amadorismo do diretor, a cena é bastante fiel aos quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons, como aconteceu com o filme dirigido por Zack Snyder. Não por acaso, Hayter manteve crédito de roteirista no longa de 2009, apesar de seu texto ter sido reescrito por Alex Tse. Glen e Stevenson também foram substituídos, respectivamente por Jackie Earle Haley e Patrick Wilson, que fizeram um ótimo trabalho. Mas o filme se provou um fracasso de bilheterias. Orçado em US$ 130 milhões, rendeu apenas US$ 185 milhões em todo o mundo. Por curiosidade, os dois atores do projeto de 2003 acabaram interpretando outros heróis dos quadrinhos. Stevenson estrelou o último longa do Justiceiro, “O Justiceiro: Em Zona de Guerra” (2008) e interpretou o guerreiro Volstagg em três longas de “Thor”, enquanto Glen virou o Bruce Wayne/Batman da recém-concluída 2ª temporada da série “Titãs”. Já “Watchmen” foi resgatado como série, numa trama que continua a história dos quadrinhos – e do filme – , atualmente em exibição na HBO.










