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    Jurassic World: Comerciais e pôster avisam que o parque acabou e os dinossauros escaparam

    30 de maio de 2018 /

    A Universal divulgou dois novos comerciais e um pôster de “Jurassic World: Reino Ameaçado”, que avisam que o parque acabou. Ele se foi numa grande erupção vulcânica, que varreu a ilha Nublar. Mas o velociraptor Blue sobreviveu. E cientistas pretendem criar novas espécies jurássicas a partir de suas células. Os comerciais contam toda essa história e ainda mostram que estes novos dinossauros escaparam para aterrorizar o mundo. As prévias sintetizam eventos já mostrados no primeiro trailer, que destacou a destruição da Ilha Nublar e um êxodo espetacular de dinossauros variados, e também no segundo, onde cientistas usaram manipulação genética para criar novas espécies de répteis gigantes. O roteiro é de Colin Trevorrow (diretor de “Jurassic World”), a direção está a cargo do espanhol Juan Antonio Bayona (“O Impossível”) e a produção é de Steven Spielberg (“Jurassic Park”). Com um elenco novamente encabeçado por Chris Pratt e Bryce Dallas Howard (ambos de “Jurassic World”), “Jurassic World: Reino Ameaçado” estreia em 21 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Advogado muppet defende Crimes em Happytime de processo dos produtores de Sésamo

    29 de maio de 2018 /

    Os executivos do estúdio STX aproveitaram o processo dos produtores do programa infantil “Sésamo” (que os mais velhos lembram como “Vila Sésamo”) para fazer propaganda de seu filme, “Crimes em Happytime” (The Happytime Murders). O processo foi aberto na quinta-feira (24/5) na corte federal de Nova York com o argumento de que a associação que o filme faz com a série de animação para crianças, por meio de seu slogan, “causa um dano irreparável” a “Sésamo”. “Cenas da sinopse mostram uma linguagem grosseira usada pelos humanos e pelas marionetes, o uso de drogas por parte de humanos e marionetes, marionetes que se prostituem ou oferecem seus serviços a humanos, armas e violência e relações sexuais entre marionetes, cujo ponto alto é uma cena em que se vê uma marionete ejacular copiosa e prolongadamente”, acrescenta o documento. As descrições correspondem a cenas vistas no primeiro trailer da produção. No filme, a atriz Melissa McCarthy interpreta uma policial que investiga uma série de assassinatos de fantoches e, durante o caso, encontra marionetes apresentados como prostitutas e viciados. Além de se recusarem a modificar voluntariamente a campanha de marketing, que tem o slogan “No Sesame. All Street” (Nada de Sésamo, só rua), os executivos da STX responderam ao processo com um comunicado de seu advogado, um muppet chamado Fred. “A STX adorou a ideia de trabalhar de perto com Brian Henson e a Jim Henson Company para contar a história jamais contada da vida ativa dos bonecos de Henson, quando eles não estão se apresentando na frente das crianças. ‘Crimes em Happytime’ é o resultado feliz dessa colaboração e estamos incrivelmente satisfeitos com a reação inicial ao filme e no quão bem o trailer foi recebido por seu público alvo. Embora estejamos decepcionados com o fato de ‘Sésamo’ não compartilhar a nossa diversão, estamos confiantes em nossa posição legal. Estamos ansiosos para apresentar os espectadores adultos aos nossos adoráveis ​​personagens sem remorso neste verão”, diz a nota assinada por Fred, “advogado da STX Entertainment”, acompanhada por um foto do fantoche (imagem acima). Nos bastidores, os advogados reais da STX parecem estar levando o processo um pouco mais a sério. David Halberstadter escreveu uma longa carta na qual afirma não acreditar que qualquer pessoa possa confundir os mundos da “Sésamo” com o de “Happytime”. Halberstadter lembra ainda que a própria “Sésamo” tem um longo histórico de parodiar outras produções, inclusive séries voltadas para o público adulto, como “Orange is the New Black” e “Game of Thrones”.

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    Down A Dark Hall: Uma Thurman dirige reformatório assombrado em trailer de terror

    28 de maio de 2018 /

    A Lionsgate divulgou o trailer de “Down A Dark Hall”, terror que traz Uma Thurman (“Kill Bill”) como uma diretora severa de reformatório para meninas malvadas. O detalhe é que a escola fica distante de tudo, no meio do campo, e se revela assombrada, com criaturas que caminham por seus corredores durante à noite. Claramente inspirado por “Suspiria”, mas sem realmente inspiração, a prévia é cheia de sustinhos, gritinhos e trilha caricata que pontua todos os momentos de terror. O elenco juvenil inclui AnnaSophia Robb (série “The Carrie Diaries”), Taylor Russell (série “Perdidos no Espaço”), Isabelle Fuhrman (“Jogos Vorazes”), Rosie Day (série “Outlander”) e Victoria Moroles (série “Teen Wolf”). A direção é do espanhol Rodrigo Cortés, que volta ao cinema seis anos após o fracasso do terror “Poder Paranormal” (2012), estrelado por Robert De Niro. Na nova produção, ele volta a trabalhar com o roteirista Chris Sparling, com quem fez seu filme mais conhecido, “Enterrado Vivo” (2010), estrelado por Ryan Reynolds. A estreia está marcada para 17 de agosto nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Damsel: Comédia western com Robert Pattinson e Mia Wasikowska ganha primeiro trailer

    28 de maio de 2018 /

    A Magnolia divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Damsel”, comédia western feminista, estrelada pelo inglês Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) e a australiana Mia Wasikowska (“Alice Através do Espelho”). A prévia mostra Pattinson como um almofadinha que cruza o Velho Oeste, carregando consigo um pequeno pônei para presentear sua futura noiva e um pastor para oficializar seu casamento. O detalhe é que a fazendeira vivida por Wasikowska não espera nada disso e nem pretende se casar, satisfeita em ser uma mulher independente, para contrariedade dos homens a seu redor. Escrito e dirigido pelos irmãos David e Nathan Zellner (“Kumiko, a Caçadora de Tesouros”), “Damsel” teve sua première mundial no Festival de Sundance e ainda participou da competição do Leão de Ouro do Festival de Berlim 2018. O filme tem 80% de aprovação no site Rotten Tomatoes e estreia marcada para 22 de junho nos Estados Unidos. Não há previsão para o lançamento no Brasil.

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    Mulheres Alteradas: Comédia baseada nos quadrinhos de Maitena ganha trailer

    28 de maio de 2018 /

    A Paris Filmes divulgou o pôster, o trailer e um vídeo com comentários de “Mulheres Alteradas”. Sim, mais uma comédia brasileira da Paris Filmes. Só que o trailer revela um enredo bem diferente das comédias brasileiras tradicionais, caracterizadas por fazer humor preconceituoso. Em contraste, “Mulheres Alteradas” conta as lutas de quatro mulheres adultas no mundo moderno, às voltas com angústias de relacionamento, casamento, filhos, trabalho, idade e vida social. Enfim, crises existenciais reais. E com um elenco realmente ótimo, liderado pelo quarteto fantástico Deborah Secco (“Bruna Surfistinha”), Alessandra Negrini (“O Gorila”), Monica Iozzi (“A Comédia Divina”) e Maria Casadevall (novela “Os Dias Eram Assim”). Um dia, as amigas em crise com seus cotidianos resolvem trocar de papel e o resultado nas prévias parece divertido sem perder de vista o realismo – ao contrário das fábulas moralistas de trocas sobrenaturais de corpos que volta e meia aparecem nas comédias brasileiras. Dito isto, o tom se mantém no volume histérico que prevalece em todas as comédias brasileiras – reparem como os dramas parecem sussurrados diante dos filmes cômicos gritados produzidos no Brasil. Vale dizer que desta vez a histeria tem a ver com o tema. Está no título e remete ao material original, as tiras em quadrinhos homônimas da cartunista argentina Maitena Burundarena, que retrata questões femininas com humor ácido. São os traços de Maitena que aparecem no trailer, transformando as personagens em cartuns. Para garantir uma boa transposição do humor, a adaptação foi feita por outra fera das tiras de quadrinhos, o brasileiro Caco Galhardo (autor de “Os Pescoçudos”), em sua estreia como roteirista de longa-metragens. O filme também marca a estreia no cinema do diretor Luis Pinheiro, que dirigiu, entre outras, a série “Lili, a Ex”, inspirada em tiras de Galhardo – e também estrelada por Maria Casadelvall. O lançamento de “Mulheres Alteradas” está marcado para 21 de junho.

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    Primeiro comercial de Homem-Formiga e a Vespa destaca a vilã Fantasma

    28 de maio de 2018 /

    A Marvel divulgou o primeiro comercial de “Homem-Formiga e a Vespa”, seu próximo filme de super-heróis. A prévia destaca a pareceria entre os dois heróis, interpretados por Paul Rudd e Evangeline Lilly, que se juntam para enfrentar uma nova supervilã, chamada Fantasma (Hannah John-Kamen, da série “Killjoys”). A personagem aparecendo dando uma surra no Homem-Formiga e demonstrando alguns dos seus poderes. Fantasma é uma hacker brilhante que possui um uniforme que a torna intangível e capaz de atravessar paredes. Nos quadrinhos, o personagem é um homem, mas essa mudança deve entrar na conta dos roteiristas e não da capacidade tecnológica da criminosa. O trailer completo explicou que Fantasma roubou uma tecnologia secreta do Dr. Henry Pym (Michael Douglas), capaz de conduzir a mundos subatômicos, e isso faz com que os heróis busquem ajuda do grupo atrapalhado de ladrões amigos de Scott Lang (Rudd) – para que Michael Peña volte a roubar as cenas com momentos de humor. Fora esse confronto, não há maiores detalhes da trama, que também irá introduzir Michelle Pfeiffer (“A Família”) como Janet Van Dyne, a Vespa original. Novamente dirigido por Peyton Reed (de “Homem-Formiga”), o filme estreia em 5 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Personagens de Os Incríveis 2 ganham novos pôsteres individuais

    27 de maio de 2018 /

    A Disney-Pixar divulgou um coleção de pôsteres internacionais de “Os Incríveis 2”, que destacam individualmente os personagens da animação. A produção repete o elenco de dubladores originais, com os atores Craig T. Nelson (série “Parenthood”), Holly Hunter (“Batman vs. Superman”) e Sarah Vowell (“Filhos do Divórcio”) dublando a família incrível. Só o menino Flecha/Dash tem nova voz, o novato Huck Milner. Além deles, Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”) também retorna como Frozone e o diretor Brad Bird continua a fazer a voz de Edna Moda. Novamente escrito e dirigido por Bird, a continuação do clássico de 2004 da Pixar tem estreia marcada para o dia 28 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.

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    Oito Mulheres e um Segredo: Novo trailer apresenta a gangue de Sandra Bullock

    27 de maio de 2018 /

    A Warner divulgou um novo trailer de “Oito Mulheres e um Segredo”, a versão feminina de “Onze Homens e um Segredo” (2001). A prévia apresenta cada uma das oito mulheres do título, enquanto explica o plano de Sandra Bullock (“Gravidade”) para roubar joias no glamouroso baile de gala do Metropolitan Museum, em Nova York. O vídeo também situa o filme na franquia original, ao mencionar claramente, via exposição do comediante James Corden (“Caminhos da Floresta”), que a personagem de Sandra Bullock “é irmã de Danny Ocean”, o papel de George Clooney nos outros filmes. Explicação que inspira em Anne Hathaway (“Colossal”) uma cara de quem não entendeu a referência. Na trama, Debbie Ocean (Bullock) sai da prisão planejando o golpe do século no baile anual do Met Gala, recheado de estrelas de Hollywood e um colar extremamente precioso, que desfila no pescoço de Hathaway. É a deixa para reunir um supertime de ladras com Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), Helena Bonham Carter (“Alice Através do Espelho”), Sarah Paulson (série “American Crime Story”), Mindy Kaling (série “The Mindy Project”), Awkwafina (“Vizinhos 2”) e a cantora Rihanna (“Battleship”). Com produção de Steven Soderbergh, que dirigiu a trilogia de “Onze Homens e um Segredo”, o filme tem roteiro e direção de Gary Ross (“Jogos Vorazes”) e previsão de estreia para 7 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Emilia Clarke diz que Ron Howard “salvou” Han Solo

    27 de maio de 2018 /

    Emilia Clarke assumiu sua felicidade pela substituição dos diretores demitidos de “Han Solo: Uma História Star Wars”, Phil Lord e Chris Miller, pelo cineasta Ron Howard. Em entrevista para a revista Vanity Fair, ela alega que o veterano diretor, vencedor do Oscar por “Uma Mente Brilhante” (2001), “salvou” a produção. “Salve Kathy [Kennedy] por contratar Ron.” Ela também inclui o que pode ser considerado uma crítica sutil aos ex-diretores: “Eu lutei muito com Qi’ra”, disse Clarke sobre sua personagem. “Eu reclamava, tipo: ‘Vocês todos precisam parar de me dizer que ela é ‘film noir’, porque isso não é uma explicação’.” Não é complicado presumir que “vocês todos” em questão são Lord e Miller. “Quando se trata dessa quantidade de dinheiro, você quase espera que isso aconteça”, acrescentou Clarke sobre a demissão da dupla na metade das filmagens. “O dinheiro ferra tudo, não é? Há muita pressão. Han Solo é um personagem muito amado. Este é um filme realmente importante para a franquia como um todo. É uma tonelada ferrada de dinheiro. Uma quantidade ferrada de gente. Uma tonelada ferrada de expectativas”, resumiu, com um vocabulário um pouco mais, digamos, explícito. “Han Solo: Uma História Star Wars” estreou na quinta-feira no Brasil, mas os primeiros resultados já apontam que seu lançamento mundial não repetirá as bilheterias dos filmes mais recentes da saga espacial.

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    Woody Harrelson confirma “pequena” participação em Venom

    27 de maio de 2018 /

    O ator Woody Harrelson (“Planeta dos Macacos: A Guerra”) confirmou parte das especulações sobre seu envolvimento no filme do personagem dos quadrinhos Venom. Em entrevista ao site Collider, ele confirmou que estará realmente no longa. Não só isso. Disse que a participação era pequena, mas deveria aumentar na continuação. “Estou em uma pequena fração do filme, mas estarei no próximo, sabe? Então ainda não li o roteiro [do próximo], apenas confiei na sorte”, disse o ator, que apesar disso elogia o roteiro do “primeiro” (e único se a bilheteria for baixa) filme. “Ruben Fleischer dirigiu ‘Zumbilândia’, isso foi uma parte determinante para eu decidir. E tem também Tom Hardy, que eu respeito e acho um grande ator. Então, isso e um roteiro maravilhoso me fizeram achar que eu deveria participar”, completou. Ele não contou qual é seu papel, mas os rumores mais antigos sugeriam que ele interpretaria o vilão Carnificina. O antagonista seria introduzido apenas na cena pós-creditos do filme. Mas não há confirmação oficial. “Venom” tem direção de Ruben Fleischer (“Zumbilândia”), é estrelado por Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”) no papel-principal e ainda traz em seu elenco Michelle Williams (“Todo o Dinheiro do Mundo”) e Riz Ahmed (“Rogue One: Uma História Star Wars”). A estreia está marcada para 4 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Wildlife: Elogiado drama de estreia de Paul Dano como diretor ganha primeiro trailer

    26 de maio de 2018 /

    A IFC Films divulgou o trailer de “Wildlife”, drama indie que marca a estreia na direção do ator Paul Dano. Aos 33 anos, ele coleciona grandes performances em filmes como “Sangue Negro” (2007) e “The Beach Boys: Uma História de Sucesso” (2014). Agora mostra mais facetas de seu talento ao dirigir e escrever a adaptação do romance homônimo de Richard Ford (“Estranhos Encontros”). Dano assina o roteiro com sua parceira Zoe Kazan (que escreveu e estrelou “Ruby Sparks”) e filma os atores Carey Mulligan (“Mudbound”) e Jake Gyllenhaal (“Animais Noturnos”) nos papéis principais. Eles vivem um casal, no começo dos anos 1960, cujo relacionamento começa a desmoronar diante do filho adolescente (Ed Oxenbould, de “A Visita”). Desempregado e sem propósito, ele decide se voluntariar para combater um grande incêndio nas florestas da região, enquanto a mulher embarca num caso com um homem mais velho (Bill Camp, da série “The Night of”). Exibido nos festivais de Sundance e Cannes, “Wildlife” encantou a crítica internacional e atingiu 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ainda sem estreia prevista para o Brasil ou mesmo os Estados Unidos, o filme terá seu lançamento comercial em novembro no Reino Unido.

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    Han Solo mostra que “fan service” é pouco para sustentar um filme

    26 de maio de 2018 /

    Han Solo conhecendo Chewbacca? Confere. Han e Chewie entrando na Millennium Falcon pela primeira vez? Confere. A Millennium Falcon fazendo o Percurso de Kessel em menos de 12 parsecs? Tudo lá! Só faltou inspiração para o diretor Ron Howard e os roteiristas Lawrence e Jonathan Kasdan entregarem uma aventura empolgante e surpreendente em “Han Solo: Uma História Star Wars”. Afinal, era o que um dos personagens mais adorados da saga criada por George Lucas merecia. Mas esse filme de origem não combina com ele. Não se deve culpar Alden Ehrenreich, porque o garoto faz um trabalho competente emulando trejeitos e o espírito do contrabandista e mercenário eternizado por Harrison Ford. E não se limita a imitá-lo, esforçando-se para entregar sua própria versão de um jovem Han Solo anos antes de encontrar Luke Skywalker, Obi-wan Kenobi, C-3PO e R2-D2 numa certa cantina em Tatooine. Alden é um novo Han e consegue fazer o público aceitar o personagem numa versão diferente da eternizada por Harrison Ford. O processo é similar à aprovação de Roger Moore, Pierce Brosnan ou Daniel Craig num papel que nasceu e entrou para a história do cinema com Sean Connery. Enfim, mérito do ator. O problema de “Han Solo: Uma História Star Wars” é a impressão de que Lawrence Kasdan – autor dos textos de “O Império Contra-Ataca”, “O Retorno de Jedi” e “O Despertar da Força” – entrou nessa pela grana, quando ele mesmo demonstrou em entrevistas que estava de saco cheio de “Star Wars”. Teve a companhia do filho, Jonathan Kasdan, para escrever o filme. Mas, diante do resultado, fica clara a razão pela qual Phil Lord e Chris Miller, os diretores demitidos no meio das filmagens, entraram em colisão com o veterano roteirista e acabaram defenestrados pela Lucasfilm. Responsáveis por “Tá Chovendo Hambúrguer”, “Uma Aventura Lego” e a versão cinematográfica de “Anjos da Lei”, Lord e Miller nasceram da comédia. Lawrence Kasdan é bem mais sério e um talento consagrado de um cinema mais classudo, operístico. E isso não combina muito com o estilo de Han Solo, quando ele ainda não conheceu elementos dramáticos mais grandiosos, como o amor verdadeiro, a nobreza dos jedi, a mística em torno da Força e o sacrifício exigido por uma guerra. É provável que Lord e Miller tenham tentado quebrar o gelo e imprimir um tom menos sisudo. Isso não quer dizer que a intenção era avacalhar e deixar Solo com cara de bobo, afinal devem ser fãs de “Star Wars”, como todo diretor de sua geração. Mas, provavelmente, a dupla percebeu que o filme podia ser, no mínimo, mais divertido, e com isso mais eletrizante e, por que não, emocionante. Coisa que o substituto, Ron Howard, não fez. Porque o tom de “Han Solo” é frio, lento e, por vezes, sonolento. O filme, não o personagem. A verdade é que o protagonista passa a sensação de estar em outro filme. Assim como Donald Glover como o jovem Lando Calrissian, que honra o personagem interpretado por Billy Dee Williams na trilogia original, mas tem pouco tempo para fazer algo inesperado – embora isso seja exatamente que se espera de Donald Glover. Como sempre, Ron Howard entrega o que pediram. Respeitou 100% o Kasdan pai e a amiga e presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, que lhe confiou seu produto. Sim, essa é a palavra que define “Han Solo: Uma História Star Wars”: produto. Mas se Howard ficar para possíveis sequências, afinal Alden Ehrenreich assinou para três filmes, talvez tenha como pedir um texto mais leve e inspirado, para entregar finalmente um filme de verdade, porque é um cineasta que sabe como se faz. E uma nova abordagem é inevitável, pois Lawrence Kasdan admitiu que esta foi sua última contribuição para “Star Wars”. É aquela velha história: “Han Solo” reafirma que filme não se faz somente com fan service. É preciso paixão aliada à habilidade de se contar uma história que, aqui, foi concebida como uma lista de “eventos” que precisavam ser mostrados e ficou muito difícil para Howard sair disso. É um filme tão errado que nem mesmo há um vilão – o que não é uma regra, mas neste caso a trama precisava desesperadamente de um (mesmo que fosse um vilão patético). Assim como era necessário ver uma cena de ação decente, capaz de tirar a situação do marasmo. Elas existem, mas são modorrentas quando temos um protagonista aficcionado por velocidade numa década em que o cinema nos deu algo como “Mad Max: Estrada da Fúria”. Em vez disso, “Han Solo” tem muito falatório, flerta superficialmente com política e aposta tudo em referências da saga para os fãs mais ardorosos. A estranheza aumenta com relação à abordagem cinematográfica da produção. Desde que a Disney comprou a Lucasfilm, “Star Wars” explorou cenários e planos abertos, gigantescos, uma herança da câmera de Peter Jackson em “O Senhor dos Anéis”, que tem os filmes mais influentes do século e poucos notaram. É só reparar o olhar épico, que preenche toda a tela em “O Despertar da Força”, “Os Últimos Jedi” e até mesmo no problemático “Rogue One”. Mas isso não acontece com “Han Solo”. Como o filme é o mais caro de todos da saga, não se trata de restrição orçamentária, mas de opção assumida por planos mais fechados e cenas em ambientes internos. Talvez Howard quisesse homenagear a “simplicidade” que a produção do primeiro “Guerra nas Estrelas”, lançado em 1977, deve sugerir hoje em dia. Mas se o clássico de George Lucas é atemporal, “Han Solo” parece querer ser simplesmente antigo. Com tantos senões, é bom deixar claro que “Han Solo” não é ruim como outros lançamentos da saga espacial. Não há momentos constrangedores de envergonhar os fãs, como Anakin Skywalker (Hayden Christensen) se equilibrando num boi e dando frutinha na boca de Padmé (Natalie Portman), em “Ataque dos Clones”, ou Jar Jar Binks fazendo palhaçadas em “A Ameaça Fantasma”. Mas também não há uma cena que empolgue, embora haja uma surpresa no finalzinho, que parece deslocada neste ponto da saga, a ponto de parecer plantada para uma continuação – e, com isso, afetar não só o futuro da série, mas também seu passado. A curiosidade despertada por esta aparição inesperada é o que “Han Solo” deveria ter provocado no restante do filme. Surpresa, emoção, ansiedade. Infelizmente, o filme se contenta em ser a versão de cinema da wikipedia do protagonista. O encontro com Chewie, o jogo com Lando, a Millennium Falcon, etc. Mas precisava MESMO explicar o sobrenome do personagem?

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    Christopher Robin: Ewan McGregor encontra o Ursinho Pooh no trailer da nova fábula da Disney

    25 de maio de 2018 /

    A Disney divulgou um novo pôster e o primeiro trailer completo de “Christopher Robin”, nova fábula com atores baseada em seu catálogo de animações clássicas. Mas apesar de trazer os personagens de “O Ursinho Pooh”, o filme não é um mero remake de uma aventura dos livros de A.A. Milne. A premissa é inédita, ainda que remeta a um filme de Steven Spielberg: “Hook” (1991), sobre o Peter Pan adulto. Para quem não lembra, Christopher Robin era o único personagem humano de Milne, inspirado no próprio filho do escritor. Nos livros originais e nos desenhos da Disney, ele é um menino curioso e de imaginação fértil. Mas, no filme, surge como um homem de negócios atormentado por ter que priorizar o trabalho à sua esposa e filha. Sofrendo por ter que demitir diversos funcionários, a última coisa que precisa é voltar a ver Pooh. Mas é exatamente o que acontece. O ursinho ressurge em sua vida, pedindo sua ajuda para encontrar seus amigos novamente. A prévia mostra que Robin aceita a aventura e é bem-sucedido, mudando sua visão de mundo. Mas ainda assim os bichinhos acham que precisam ajudar o velho amigo e decidem ir todos juntos procurar a família de Christopher Robin. Ewan McGregor (série “Fargo”) interpreta o Robin adulto e Hayley Atwell (a “Agent Carter”) vive sua esposa. Os dois já tinham participado de outras filmagens de fábulas da Disney. Ela viveu a mãe de Cinderela em, claro, “Cinderela” (2015), e ele foi Lumière em “A Bela e a Fera” (2017). O elenco ainda inclui os dubladores originais dos bichinhos: Jim Cummings (Pooh), Peter Capaldi (Abel), Chris O’Dowd (Tigrão), Nick Mohammed (Leitão) e Toby Jones (Corujão). Curiosamente, este é o segundo filme recente sobre Christopher Robin. “Adeus Christopher Robin” mostrava a infância real do menino e trazia Domhnall Gleeson e Margot Robbie no papel de seus pais. Foi lançado direto em streaming no Brasil. Já a produção da Disney tem direção de Marc Forster (“Guerra Mundial Z”) e estreia marcada para 2 de agosto no país, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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