Margot Robbie entra no novo filme de Wes Anderson
A atriz Margot Robbie, atualmente em cartaz como a Arlequina de “O Esquadrão Suicida”, entrou no elenco do próximo filme de Wes Anderson (“O Grande Hotel Budapeste”), que deve começar a ser filmado já neste mês na Espanha. Ela vai se juntar ao astro Tom Hanks (“Forest Gump”) como as maiores novidades da produção. Será a primeira vez que os dois participam de um filme de Anderson, diretor habituado a trabalhar sempre com os mesmos atores. Por sinal, Adrien Brody, Bill Murray e Tilda Swinton (os mesmos atores de sempre) também estão confirmados no novo projeto. O papel de Robbie, porém, pode ser apenas uma participação especial. O novo filme do diretor ainda não tem título conhecido. O mais recente, “A Crônica Francesa” (The French Dispatch), teve exibição no recente Festival de Cannes e estreia em 18 de novembro no Brasil.
Tom Hanks entra no novo filme de Wes Anderson
O astro Tom Hanks (“Forest Gump”) entrou no elenco do próximo filme de Wes Anderson (“O Grande Hotel Budapeste”), que deve ser filmado em breve na Espanha. Não está claro o tamanho exato de seu papel, mas pode ser apenas uma participação especial. Esta é a primeira vez que Hanks participa de uma produção de Anderson, diretor habituado a trabalhar sempre com os mesmos atores. Por sinal, Adrien Brody, Bill Murray e Tilda Swinton também estão confirmados no novo projeto. O filme mais recente do cineasta, “A Crônica Francesa” (The French Dispatch, no título original), teve exibição no recente Festival de Cannes e estreia em 18 de novembro no Brasil.
Cachorros de Tilda Swinton vencem a Palma Canina do Festival de Cannes
A atriz Tilda Swinton vai levar um prêmio inusitado do Festival de Cannes 2021 para casa. Ela recebeu a Palma Canina em nome de Dora, Rosie e Snowbear, seus três cães da raça springer spaniel. A Palm Dog é uma premiação independente que destaca todos os anos a melhor atuação canina do festival francês. Os cães de Swinton “atuaram” junto com sua dona no filme “The Souvenir Part II”, de Joanna Hogg, apresentado na seção paralela Quinzena de Realizadores. O filme é continuação de “The Souvenir”, premiado em 2019 nos festivais de Sundance e Londres. “Vão ficar muito orgulhosos!”, disse a atriz britânica como “representante” dos cachorros, que ficaram em sua casa na Escócia. “The Souvenir Part II” não é a primeira incursão dos cachorros da atriz nas artes dramáticas. Eles já protagonizaram até sua própria produção. Em 2018, Swinton dirigiu um vídeo de 6 minutos estrelado pelos astros caninos ao som de uma composição erudita de Handel. Além deles, o júri da Palm Dog também destacou o trabalho da cadela Sophie em “Red Rocket, de Sean Baker, e do cachorro pastor Panda em “Lamb”, de Valdimar Jóhannsson. Os dois diretores estiveram presentes para receber os prêmios. Entre os vencedores mais famosos da Palma Canina, vale lembrar de Uggie, o cachorro da raça Jack Russell que roubou o coração do público no filme vencedor do Oscar “O Artista” (2011), e o pitbull de Quentin Tarantino, que aparece em “Era uma vez em… Hollywood” (2019).
A Crônica Francesa: Filme de Wes Anderson é o mais aplaudido de Cannes
O Festival de Cannes teve sua sessão mais aplaudida na noite de segunda (12/7), com a exibição de “A Crônica Francesa” (The French Dispatch). O novo filme de Wes Anderson foi ovacionado durante nove minutos. A sessão de première mundial aconteceu com a participação de várias estrelas do elenco, como Timothee Chalamet, Bill Murray, Owen Wilson, Tilda Swinton, Adrien Brody, Stephen Park e Benicio Del Toro. Também esperada no evento, a francesa Léa Seydoux acabou testando positivo para covid-19 e não pôde viajar. Estes atores numerosos e famosos, acompanhado pelo diretor e o compositor Alexandre Desplat, fizeram uma entrada triunfal no tapete vermelho, ao chegarem juntos em um ônibus gigante de ouro, escoltado por motociclistas da polícia francesa. Mas não foram apenas a chegada cinematográfica e os aplausos demorados que chamaram atenção durante a première do filme. Tilda Swinton aproveitou o momento para fazer uma pegadinha com Timothee Chalamet, colando um cartaz que identificava seu lugar na sessão, com seu nome impresso, nas costas do jovem ator. Chamalet não percebeu mesmo sendo virado por Swinton em direção às câmeras, para que captassem a brincadeira. O filme é inspirado pela revista The New Yorker e apresentado como uma carta de amor à imprensa. Ele tem estrutura de antologia, reunindo diferentes histórias como se fossem sessões da publicação que batiza a produção. A trama acompanha repórteres de um jornal francês de expatriados, editado pelo personagem de Bill Murray. As cenas também se alternam entre cores e preto-e-branco, reforçando uma alusão ao começo dos anos 1960 – o que é reforçado pela seleção musical da trilha sonora. Além dos já citados, o elenco estelar incluiu ainda Jason Schwartzman, Willem Dafoe, Edward Norton, Bob Balaban, Anjelica Huston, Frances McDormand, Tony Revolori, Saoirse Ronan, Mathieu Amalric, Fisher Stevens, Liev Schreiber, Christoph Waltz, Jeffrey Wright, Elisabeth Moss, Lyna Khoudri, Cécile de France, Rupert Friend, Alex Lawther, Henry Winkler, Lois Smith, Griffin Dunne, Guillaume Gallienne, Hippolyte Girardot e até Morgane Polanski, filha do cineasta Roman Polanski. Selecionado para o cancelado Festival de Cannes 2020, o filme teve seu lançamento adiado e aguardou a volta do festival neste ano para fazer sua première mundial. Os aplausos demorados, que podem ser ouvidos a seguir, mostram que a opção foi acertada. O primeiro vídeo registra o começo da ovação, enquanto o segundo flagra a pegadinha de Tilda Swinton. Veja abaixo também o trailer oficial legendado. The scene in Cannes as the end-credits wrap following the world premiere of THE FRENCH DISPATCH, as Wes Anderson-y a movie as any… pic.twitter.com/qmShSnzqfc — Scott Feinberg @ Cannes (@ScottFeinberg) July 12, 2021 Look at what Tilda Swinton did to Timothee Chalamet during ‘The French Dispatch’ standing ovation. #Cannes2021 pic.twitter.com/MNmkzdUktA — Ramin Setoodeh (@RaminSetoodeh) July 12, 2021
Marvel admite que Tilda Swinton em “Doutor Estranho” foi um erro
O presidente do Marvel Studios, Kevin Feige, admitiu que a controversa escalação de Tilda Swinton em “Doutor Estranho” foi um erro. Em entrevista à revista Men’s Health, ele avaliou que as críticas e reações negativas do público foi um “despertador”. “Achamos que estávamos sendo muito inteligentes e inovadores. Não vamos fazer o clichê do homem asiático enrugado, velho e sábio. Mas foi um sinal de alerta dizer: ‘Bem, espere um minuto, existe alguma outra maneira de descobrir isso? Existe alguma outra maneira de não cair no clichê e escalar um ator asiático?’ E a resposta para isso, claro, é sim.” Na época, a Marvel foi acusada de embranquecer o personagem, um homem asiático nos quadrinhos, que foi interpretado por uma mulher inglesa no filme. O estúdio chegou a precisar se manifestar em defedesa da escalação de Tilda Swinton, dizendo que apoiava a diversidade e a liberdade criativa na indústria cinematográfica. “A Marvel tem um registro muito forte de diversidade em sua seleção de filmes e regularmente se afasta de estereótipos e material de origem para dar vida ao seu MCU [Universo Cinematográfico da Marvel]. O ancião é um título que não pertence exclusivamente a um personagem, mas sim um apelido transmitido ao longo do tempo, e neste filme em particular a personificação é celta. Estamos muito orgulhosos de ter a extremamente talentosa Tilda Swinton retratando esse personagem único e complexo ao lado de nosso elenco ricamente diversificado”, disse o Marvel Studios em comunicado. A própria Tilda Swinton disse que escalá-la para o papel foi uma tentativa de evitar estereótipos raciais ofensivos, como o “tipo de Fu Manchu, um homem antigo sentado no topo de uma montanha chamada O Ancião. Eles tomaram a decisão de não perpetuar esses estereótipos raciais”, ela afirmou. Uma sequência do filme de 2016, chamada “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, está sendo filmada atualmente para um lançamento em março de 2022.
Novos filmes de Wes Anderson e Paul Verhoeven são confirmados em Cannes
Os novos filmes de Wes Anderson e Paul Verhoeven, “A Crônica Francesa” (The French Dispatch) e “Benedetta”, foram confirmados na programação do Festival de Cannes 2021. Segundo o presidente do festival, Thierry Frémaux, eles faziam parte da seleção do ano passado, que foi cancelada pela pandemia de coronavírus, mas como ainda não foram exibidos em nenhum lugar, tiveram suas premières mundiais agendadas para o evento deste ano. “A Crônica Francesa” tem estrutura de antologia e gira em torno da apuração de jornalistas para um jornal francês de expatriados. A fotografia em tons pastéis, a proporção de tela pré-widescreen, o figurino de época (anos 1960) e a cenografia minunciosamente detalhista aproxima a obra especialmente de “O Grande Hotel Budapeste” (2014), filme live-action anterior de Anderson, que também se passava na Europa de antigamente. O elenco estelar inclui diversos integrantes da trupe que acompanha Anderson na maioria de seus projetos, formada por Bill Murray, Owen Wilson, Jason Schwartzman, Adrien Brody, Willem Dafoe, Tilda Swinton, Edward Norton, Bob Balaban, Anjelica Huston, Frances McDormand, os “novatos” Tony Revolori, Saoirse Ronan, Léa Seydoux, Mathieu Amalric, Fisher Stevens (que entraram na turma em “O Grande Hotel Budapeste”) e Liev Schreiber (em “Ilha dos Cachorros”). Mas também há diversos estreantes no universo do diretor: Timothée Chalamet (“Me Chame pelo Seu Nome”), Benicio Del Toro (“Sicario”), Christoph Waltz (“Django Livre”), Jeffrey Wright (“Westworld”), Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”), Lyna Khoudri (“Papicha”), Cécile de France (“O Garoto da Bicicleta”), Rupert Friend (“Homeland”), Alex Lawther (“The End of the F***ing World”), Henry Winkler (“Barry”), Lois Smith (“Lady Bird”), Griffin Dunne (“This Is Us”), Guillaume Gallienne (“Yves Saint Laurent”), Stephen Park (“O Expresso do Amanhã”), Hippolyte Girardot (“Amar, Beber e Cantar”) e até Morgane Polanski (“Vikings”), filha do cineasta Roman Polanski. “Benedetta”, por sua vez, é um drama erótico do veterano diretor holandês de “Instinto Selvagem” sobre uma freira do século 17 que sofre com perturbadoras visões religiosas. O elenco destaca Virginie Efira (“Elle”), Charlotte Rampling (“Ninfomaníaca”) e Lambert Wilson (“A Odisseia de Jacques”). Os dois longas se juntam a “Annette”, ópera rock de Leos Carax, com músicas da banda Sparks e estrelada por Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) e Marion Cotillard (“Aliados”), que foi anunciado na segunda-feira (19/4) como filme de abertura do festival. O mais famoso festival de cinema do mundo, que habitualmente acontece em maio, este ano foi adiado devido à pandemia e será realizado entre os dias 6 e 17 de julho na Riviera Francesa.
Pinóquio de Guillermo del Toro oficializa elenco estelar
Primeiro projeto de Guillermo del Toro a ser lançado após o cineasta assinar contrato de exclusividade com a Netflix, a versão animada gótica de “Pinóquio” oficializou seu elenco de dubladores. A Netflix anunciou nas redes sociais um elenco estelar, que inclui o estreante Gregory Mann como Pinóquio, Ewan McGregor (“Aves de Rapina”) como o Grilo Falante e David Bradley (“Game of Thrones”) como Gepetto, além de Cate Blanchett (“Carol”), Tilda Swinton (“Suspiria”), Tim Blake Nelson (“Watchmen”), Finn Wolfhard (“Stranger Things”), Ron Perlman (“Hellboy”), Christoph Waltz (“007 Contra Spectre”), John Turturro (“Transformers”) e Burn Gorman (“The Expanse”). A animação em stop-motion vai contar uma versão altamente estilizada da fábula de Carlo Collodi (1826–1890), passada nos anos 1930, durante a ascensão do fascismo na Itália de Mussolini. A trama é descrita como uma história de amor e desobediência, mostrando como Pinóquio luta para corresponder às expectativas de seu pai. O projeto está sendo desenvolvido há cerca de uma década – as primeiras imagens dos bonecos dos personagens foram divulgadas em 2011 – , porque é uma produção altamente artesanal. Para fazer o filme, Del Toro se juntou com Mark Gustafson, animador de “O Fantástico Sr. Raposo” (2009), com quem divide a direção, com Patrick McHale, que criou a minissérie animada “Over the Garden Wall” e escreveu episódios de “Adventure Time”, com quem divide o roteiro, e para o design da produção ainda se inspirou na arte de Gris Grimly, ilustrador de livros infantis, que concebeu o visual de um “Pinóquio” gótico em 2002. A produção, por sua vez, conta com parcerias com a Jim Henson Company (“O Cristal Encantado: A Era da Resistência”) e a ShadowMachine (“BoJack Horseman”), e ainda terá fantoches criados pela produtora Mackinnon and Saunders (“Noiva Cadáver”). Com estreia prevista para 2021, a animação vai chegar depois de uma nova produção live-action de “Pinóquio”, dirigida por Matteo Garrone, que teve première no Festival de Berlim, mas provavelmente antes de outra versão da Disney, com direção de Robert Zemeckis (“De Volta Para o Futuro”), atualmente em pré-produção e ainda sem gravações agendadas. O plano é que o “Pinóquio” de del Toro não seja lançado só na plataforma, mas também nos cinemas. Antes disso, del Toro deve lançar seu remake de “O Beco das Almas Perdidas” (Nightmare Alley, 1947), que teve as filmagens interrompidas devido à pandemia do coronavírus. O diretor deve reiniciar a produção em Toronto ainda neste outono norte-americano. Introducing the epic cast of @RealGDT's stop-motion PINOCCHIO film: Newcomer Gregory Mann as PinocchioEwan McGregor as CricketDavid Bradley as Gepetto Plus:Tilda SwintonChristoph WaltzFinn WolfhardCate BlanchettJohn TurturroRon PerlmanTim Blake NelsonBurn Gorman pic.twitter.com/Jo5HtfdVc4 — NetflixFilm (@NetflixFilm) August 19, 2020
Festival de Veneza vai homenagear carreiras de Tilda Swinton e Ann Hui
A organização da 77ª edição do Festival de Cinema de Veneza anunciou que a atriz inglesa Tilda Swinton e a cineasta chinesa Ann Hui serão homenageadas com um Leão de Ouro especial pelas realizações de suas carreiras. O festival, que confirmou sua realização entre os dias 2 a 12 de setembro, não revelou se as duas artistas comparecerão pessoalmente à premiação. “Ann Hui é uma das diretoras de cinema mais apreciadas, prolíficas e versáteis do continente asiático”, escreveu o diretor do festival, o crítico de cinema italiano Alberto Barbera, que também elogiou Tilda Swinton em comunicado, por “sua versatilidade fora do comum”. A atriz britânica de 59 anos estreou no cinema em 1986 com o filme “Egomania”, e desde então participou de quase 70 longas-metragens, trabalhando com diretores como Jim Jarmusch, Wes Anderson, Terry Gilliam, Danny Boyle, Bong Joon-ho, Luca Guadagnino e Lynne Ramsay, demonstrando inclinação por obras de caráter mais artístico e ousado. Mas os mais jovens devem lembrar mais seu desempenho nos filmes da Marvel, como a Anciã, mentora do Doutor Estranho. “Tilda Swinton é unanimemente reconhecida como uma das intérpretes mais originais e intensas”, destacou Barbera ao comentar “sua personalidade exigente e excêntrica” e “sua capacidade de passar do cinema de autor mais radical para as grandes produções de Hollywood, sem renunciar a sua inesgotável necessidade de dar vida a personagens inclassificáveis e pouco comuns”, escreveu Barbera. Já a diretora de 73 anos, que iniciou sua carreira em 1979, “foi uma das primeiras artistas a misturar material documental e cinema de ficção”, e nunca abandonar “a visão do autor”, segundo o próprio Barbera. Ao longo de quase meio século, esteve particularmente interessada nos “assuntos humanos e sociais”, como a vida dos imigrantes vietnamitas após a Guerra do Vietnã e foi “pioneira, por sua linguagem e estilo visual”, lembrou o crítico. Em nota divulgada pela Biennale, Hui se disse “sem palavras” pela homenagem e desejou que “todo o mundo melhore logo, para que todos possam sentir-se felizes como me sinto agora”. O Festival de Veneza acontecerá neste ano com um programa “reduzido” devido à pandemia de coronavírus, segundo adiantaram os organizadores, que divulgarão a lista dos filmes selecionados em 28 de julho em uma entrevista coletiva para a imprensa.
Pedro Almodóvar filma sua primeira obra em inglês com Tilda Swinton
O cineasta Pedro Almodóvar iniciou filmagens de seu próximo trabalho, o drama “The Human Voice”. Estrelado pela atriz Tilda Swinton, o filme será o primeiro trabalho do diretor espanhol falado em inglês. O início da produção foi anunciado por meio da conta de Agustín Almodóvar, produtor da obra e irmão mais novo do diretor. Ele compartilhou uma foto do diretor com Swinton no set do filme e escreveu: “Pedro Almodóvar, Tilda Swinton, El Deseo [nome da produtora dos irmãos], ‘La Voz Humana’. Primeiro dia de filmagem”. O detalhe é que não se trata de um longa. O filme será um curta-metragem sobre o texto “The Human Voice”, peça do poeta, escritor e dramaturgo francês Jean Cocteau (1889-1963). A peça gira em torno do último telefonema de uma mulher para seu amante às vésperas do casamento dele. A obra já havia inspirado um dos trabalhos mais celebrados do diretor, o drama “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” (1988), primeiro longa de Almodóvar a concorrer ao Oscar, na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Ainda não há previsão para o lançamento do curta. Pedro Almodóvar,Tilda Swinton, El Deseo , #LaVozHumana . Primer día de rodaje. pic.twitter.com/84ZQVmW9d5 — Agustín Almodóvar oficial (@AgustinAlmo) July 16, 2020
The Souvenir mergulha em relação tóxica vivida nos anos 1980
Quarto longa-metragem da inglesa Joanna Hogg, “The Souvenir” não é apenas um filme pessoal: é autobiográfico, baseado nas memórias dos 20 e poucos anos da diretora. Até mesmo o apartamento em que morava foi reconstruído a partir de uma fotografia que ela tinha. A história se passa em Londres, no início da década de 1980, e aborda um relacionamento que hoje podemos descrever mais facilmente como tóxico. O longa ganhou um dos principais prêmios do Festival de Sundance do ano passado, como Melhor Filme da mostra competitiva internacional, e é curioso que não tenha atingido grande repercussão entre os cinéfilos brasileiros, talvez por não ter sido lançado nos cinemas. Só chegou por aqui em VOD neste período da quarentena. Ainda assim, também quase passa batido em meio a tantas opções disponíveis, mesmo que a grande maioria das opções não valha nosso valioso tempo. Só o fato de ser um filme baseado em fatos reais já provoca o interesse. A própria diretora hesitou bastante em materializá-lo, justamente por tratar de algo muito íntimo e incômodo para ela. Para interpretar sua personagem na juventude ela escolheu a semi-estreante Honor Swinton Byrne, filha da atriz Tilda Swinton. A jovem atriz só tinha no currículo uma pequena participação em “Um Sonho de Amor”, de Luca Gaudagnino, estrelado pela mãe. Tilda Swinton também está no elenco, num pequeno papel como mãe da protagonista. Na trama, Honor é Julie, uma estudante de cinema que conhece um homem um pouco mais velho, Anthony (Tom Burke), por quem se interessa e se apaixona. O homem é arrogante, lacônico, costuma apontar defeitos na moça, quando ele mesmo não parece ter lá suas qualidades. Nem bonito ele é. Ele esconde uma vulnerabilidade que surgirá aos poucos, à medida que formos conhecendo mais o personagem. É impressionante a atuação de Honor. Nem parece estar atuando, de tão natural que é sua performance. Seu trabalho também foi de pesquisa: ela chegou a ler os diários da diretora dos anos 1980, a fim de buscar identificação e conhecimento sobre ela e ajudar na formulação da personagem. E Joanna Hogg imprime um trabalho realista nos diálogos que torna o filme verdadeiro em muitos aspectos. Em entrevista com a diretora ao jornal britânico The Guardian, a atriz abordou a situação. “Toda pessoa na faixa dos 20 anos não sabe o que está acontecendo em sua vida. Você está tentando descobrir no que você é bom, quem você é, o que você quer, quais são seus limites. E você comete erros e tem problemas de auto-confiança.” Então, o que Anthony faz com Julie é se aproveitar desse momento mais delicado de se estar em seus 20s. Ainda que seja possível se envolver com os problemas do homem na segunda metade do filme, a relação vampírica é difícil de perdoar, de aceitar, ainda mais sendo Julie uma pessoa tão doce. “The Souvenir” causa bastante desconforto, pois, desde o começo, a relação que se estabelece entre Julie e Anthony soa desagradável. Vemos tudo com certo distanciamento, não parece ser fácil se apegar ao personagem masculino como ela se apegou. Fica-se o tempo todo querendo que ela saia desse relacionamento e a pergunta vem e é feita à própria diretora na referida entrevista: “Por que ela ficou com Anthony por tanto tempo?”. Hogg afirma que é uma pergunta que não é possível responder. Há no filme também uma espécie de valorização e de saudosismo do mundo analógico, que se ressalta pela encenação nos anos 1980. Isto é explorado nas cenas em que Julie está fotografando os amigos em festas intimistas, nas aulas de cinema a que ela assiste e nas fitas cassete que ela coloca para escutar em seu aparelho de som. Aliás, é muito bom o uso bastante pontual da música no filme, entrecortando os silêncios. O filme foi rodado em ordem cronológica e usando a bitola 16 mm, e se percebe claramente a textura diferente e a granulação em sua fotografia. Como cada rolo de 16 mm tem duração de 11 minutos, a edição também lida com essa limitação. Já a opção por filmar em ordem cronológica pode ter influenciado positivamente na construção dramática da protagonista. No fim dos créditos, anuncia-se um “The Souvenir – Parte 2”, que já está em fase de pós-produção e será lançado no próximo ano. Segundo a diretora, a parte dois começa quase que imediatamente onde termina a primeira e vai de 1985 até o final da década. Se for tão bom quanto este filme, os cinéfilos devem marcar no calendário a data de lançamento, para desta vez não perder o mergulho na memória e nos sentimentos de Joanna Hogg.
A Crônica Francesa: Trailer do novo filme de Wes Anderson é repleto de astros famosos
A 20th Century Studios do Brasil (ex-Fox) divulgou o pôster nacional e o trailer legendado de “A Crônica Francesa” (The French Dispatch), novo filme do diretor Wes Anderson. Além de revelar o título da produção no Brasil, a prévia serve para reforçar as características que marcam as obras do diretor, como o elenco numeroso e repleto de famosos, as cenas estáticas, inclusive em momentos de ação, a fotografia em tons pastéis, a proporção de tela pré-widescreen, o figurino de época e a cenografia minunciosamente detalhista. O visual aproxima a obra especialmente de “O Grande Hotel Budapeste” (2014), filme live-action anterior de Anderson, que também se passava na Europa de antigamente. O trailer ainda mostra que o filme tem estrutura de antologia, reunindo diferentes histórias como se fossem reportagens do jornal que batiza a produção. A trama gira em torno da apuração de jornalistas, considerados párias em seus países natais, para um jornal francês de expatriados, editado pelo personagem de Bill Murray. As cenas também se alternam entre cores e preto-e-branco e sugerem uma colagem de diferentes épocas, mas principalmente o começo dos anos 1960 – o que é reforçado pela seleção musical da trilha sonora. O elenco estelar incluiu diversos integrantes da trupe que acompanha Anderson na maioria de seus projetos, formada pelo citado Bill Murray, Owen Wilson, Jason Schwartzman, Adrien Brody, Willem Dafoe, Tilda Swinton, Edward Norton, Bob Balaban, Anjelica Huston, Frances McDormand, os “novatos” Tony Revolori, Saoirse Ronan, Léa Seydoux, Mathieu Amalric, Fisher Stevens (que entraram na turma em “O Grande Hotel Budapeste”) e Liev Schreiber (em “Ilha dos Cachorros”). Mas também há diversos estreantes no universo do diretor: Timothée Chalamet (“Me Chame pelo Seu Nome”), Benicio Del Toro (“Sicario”), Christoph Waltz (“Django Livre”), Jeffrey Wright (“Westworld”), Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”), Lyna Khoudri (“Papicha”), Cécile de France (“O Garoto da Bicicleta”), Rupert Friend (“Homeland”), Alex Lawther (“The End of the F***ing World”), Henry Winkler (“Barry”), Lois Smith (“Lady Bird”), Griffin Dunne (“This Is Us”), Guillaume Gallienne (“Yves Saint Laurent”), Stephen Park (“O Expresso do Amanhã”), Hippolyte Girardot (“Amar, Beber e Cantar”) e até Morgane Polanski (“Vikings”), filha do cineasta Roman Polanski. Selecionado para o cancelado Festival de Cannes 2020, o filme deveria entrar em cartaz agora em julho, mas a pandemia de covid-19 adiou o lançamento “para breve”. A expectativa é que ele chegue às telas em outubro, no começo da temporada do Oscar. Desde “O Fantástico Sr. Raposo” (2009), os filmes de Anderson nunca faltam à seleção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA.
Ewan McGregor confirma que dublará o Grilo Falante no Pinóquio de Guillermo del Toro
O ator Ewan McGregor (“Doutor Sono”) confirmou que é o dublador do Grilo Falante na animação de “Pinóquio”, produzida por Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) para Netflix. Ao citar seus futuros projetos num painel virtual da ACE Universe, ele contou: “Eu faço o Grilo Falante na versão de ‘Pinóquio’ de Guillermo del Toro, em que eu comecei a trabalhar antes de partir para Nova York. Então, parte disso já está gravada”, contou. McGregor disse que já concluiu quase toda sua etapa do trabalho. “E, é claro, é uma animação em stop motion, então eles levarão muito tempo para fazer o filme. Mas minha primeira parte nisso, que era gravar seu diálogo, está meio que terminada. Ele não quis revelar muito sobre o que ainda teria a fazer no filme. “Pode ou não haver uma música que precise ser gravada. Não tenho certeza se tenho liberdade para discutir isso”. A escalação de McGregor tinha sido revelada em fevereiro passado, junto com os nomes de Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), Christoph Waltz (“007 Contra Spectre”), Ron Perlman (o “Hellboy” original) e David Bradley (de “Game of Thrones” e “The Strain”) na dublagem em inglês. Mas, na época, apenas Bradley tinha seu papel conhecido. O intérprete do vilão Walder Frey em “Game of Thrones” será Gepeto, o marceneiro que cria o menino-boneco. Ambientada na Itália dos anos 1930, a trama vai contar uma versão altamente estilizada da fábula de Carlo Collodi (1826–1890). O projeto está sendo desenvolvido há cerca de uma década – as primeiras imagens dos bonecos dos personagens foram divulgadas em 2011 – , porque é uma produção altamente artesanal. Para fazer o filme, Del Toro se juntou com Mark Gustafson, animador de “O Fantástico Sr. Raposo” (2009), com quem divide a direção, com Patrick McHale, que criou a minissérie animada “Over the Garden Wall” e escreveu episódios de “Adventure Time”, com quem divide o roteiro, e para o design da produção ainda se inspirou na arte de Gris Grimly, ilustrador de livros infantis, que concebeu o visual de um “Pinóquio” gótico em 2002. A produção, por sua vez, conta com parcerias com a Jim Henson Company (“O Cristal Encantado: A Era da Resistência”) e a ShadowMachine (“BoJack Horseman”). A previsão de estreia é para 2021.
Pinóquio animado de Guillermo Del Toro define dubladores
A Netflix confirmou o elenco de dubladores da versão animada de “Pinóquio”, que tem produção, roteiro e direção de Guillermo Del Toro (“A Forma da Água”). O longa animado terá as vozes de Ewan McGregor (“Doutor Sono”), Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), Christoph Waltz (“007 Contra Spectre”), Ron Perlman (o “Hellboy” original) e David Bradley (de “Game of Thrones” e “The Strain”) em sua versão original em inglês. Por enquanto, Bradley é o único que tem seu papel conhecido. O intérprete do vilão Walder Frey em “Game of Thrones” será Gepeto, o marceneiro que cria o menino-boneco. Ambientada na Itália dos anos 1930, a trama vai contar uma versão altamente estilizada da fábula de Carlo Collodi (1826–1890). O projeto está sendo desenvolvido há cerca de uma década – as primeiras imagens dos bonecos dos personagens foram divulgadas em 2011 – , porque é uma produção altamente artesanal. Para fazer o filme, Del Toro se juntou com Mark Gustafson, animador de “O Fantástico Sr. Raposo” (2009), com quem divide a direção, com Patrick McHale, que criou a minissérie animada “Over the Garden Wall” e escreveu episódios de “Adventure Time”, com quem divide o roteiro, e para o design da produção ainda se inspirou na arte de Gris Grimly, ilustrador de livros infantis, que concebeu o visual de um “Pinóquio” gótico em 2002. A produção, por sua vez, conta com parcerias com a Jim Henson Company (“O Cristal Encantado: A Era da Resistência”) e a ShadowMachine (“BoJack Horseman”). Com estreia prevista para 2021, a animação enfrentará concorrência de duas versões live-action de “Pinóquio”: uma italiana, dirigida por Matteo Garrone, que terá première no domingo (23/2), durante o Festival de Berlim, e outra da Disney, com direção de Robert Zemeckis (“De Volta Para o Futuro”), atualmente em pré-produção e ainda sem lançamento marcado.











