Imagens e vídeo do set de Hellboy revelam filmagens em catedral gótica inglesa
Surgiram as primeiras imagens das filmagens de “Hellboy”. O ator David Harbour (série “Stranger Things”) foi flagrado por paparazzi com a maquiagem do personagem-título na catedral Wells, cartão postal gótico da cidade de Somerset, na Inglaterra. Também vazou um vídeo dos preparativos das filmagens no interior da catedral. Veja abaixo. O novo longa vai adaptar a trama de quadrinhos conhecida como “The Wild Hunt”, sobre Nimue, a maior de todas as bruxas britânicas, que viveu na era arthuriana e era amante de Merlin. Ela usou essa afeição para aprender os truques do mago e depois aprisioná-lo. Mas, sem Merlin, Nimue enlouqueceu, assustando as outras bruxas, que decidem matá-la, esquartejá-la e espalhar seus restos pela Terra. Séculos se passam e, após Hellboy vencer seu líder, as feiticeiras decidem trazer Nimue de volta à vida. Dirigido por Neil Marshall (“Legionário”, série “Game of Thrones”), o reboot de “Hellboy” ainda não tem data de estreia prevista. Hellboy 3 filming at Wells Cathedral, getting ready for tonight's shooting pic.twitter.com/rDObsuNpFS — Rafal Soltysik (@rafal_soltysik) September 16, 2017
Mãe! é a obra mais original, ousada e demente da carreira de Darren Aronofsky
David Lynch já disse que filmes não devem ser explicados, mas sentidos. Poucas vezes neste século isto foi tão pertinente em relação a um filme bancado por um grande estúdio. “Mãe!” é capaz de abalar plateias acostumadas a respostas fáceis, roteiros redondos e diversão com começo, meio e fim previsíveis em 90% dos casos. Com a assinatura de um dos diretores mais elogiados da atualidade, Darren Aronofsky (“Cisne Negro”) em um de seus trabalhos mais pessoais, a estrela do momento Jennifer Lawrence (“Passageiros”) como protagonista e o selo de um dos maiores estúdios de cinema de todos os tempos, Paramount, distribuindo o filme não somente em circuitos alternativos, mas tomando de assalto o conforto dos multiplexes. Esqueça os trailers e o receio de ver um novo “O Bebê de Rosemary” (1968), embora a influência do clássico de Roman Polanksi esteja ali de alguma forma. Você pode amar ou odiar, mas tenha certeza de uma coisa: “Mãe!” vai incomodar. No meio de tantos blockbusters, Aronofsky surge com um conto original que se passa 100% dentro de uma casa isolada no meio de um campo verde e florido, onde vive um casal sem nome, interpretados por Jennifer Lawrence e Javier Bardem (“007 – Operação Skyfall”). Ele é um escritor tentando criar seu novo poema, enquanto ela é uma… dona de casa, que faz todo o resto. De uma hora para outra, a rotina vira do avesso com a chegada de dois estranhos interpretados por Ed Harris (série “Westworld”) e Michelle Pfeiffer (“A Família”). Pronto. A fagulha está acesa e dá início a desentendimentos e novas ideias que podem mudar o casamento dos anfitriões para sempre. Apesar do cenário teatral, não espere tampouco um “Quem tem Medo de Virginia Woolf?” (1966) nem uma DR de duas horas. E não há como explicar o que acontece além disso sem entregar spoilers. Bom, isso é apenas a superfície do filme, porque as intenções de Aronofsky são mais profundas do que deveriam. Podemos enxergar “Mãe!” como uma grande metáfora. Primeiramente, em relação ao papel da mulher, sua situação em um mundo dominado por homens, o machismo imposto a elas, uma realidade em que tudo que o personagem de Javier Bardem faz é mais importante que as conquistas e atitudes da moça interpretada por Jennifer Lawrence – e como a soma de tudo isso destrói seu casamento aos poucos. Mas o “filme metáfora” segue em frente. A crise conjugal é apenas um pretexto para Aronofsky orquestrar um caos cada vez mais crescente e insuportavelmente tenso até a meia hora final mais louca que você verá este ano em um filme. E durante essa viagem, jorram referências ao Gênesis e o Apocalipse, Caim e Abel, Adão e Eva, Deus e o Diabo, a Mãe Natureza (como a mulher, ela é maltratada pelo Homem), as grandes guerras que destruíram e recriaram o mundo, o caos no princípio de tudo com personagens sem nome por não serem batizados. Enfim, digamos que casamento é algo muito complicado. Mas Aronofsky quer abraçar tudo e nada ao mesmo tempo. Tem o objetivo máximo de agarrar o espectador pela jugular e explodir sua cabeça numa sucessão de eventos insanos, como em um pesadelo que faz você acordar gritando e não permite tempo suficiente para reflexões. Apesar dos temas, o diretor é ateu e, talvez, use “Mãe!” como uma espécie de terapia para entender um mundo do qual ele não faz parte. E, da mesma forma que Aronofsky, a personagem de Jennifer Lawrence observa e interage com esse ambiente como se estivesse em um filme de terror, deslocada, assustada, tentando assimilar tanta informação enquanto a vida acelera diante de seus olhos. Com a câmera ora na altura do ombro, ora agindo como sua própria visão, afinal quase tudo que vemos em “Mãe!” é o ponto de vista da protagonista, o diretor espreme a mente, a alma e o corpo de Jennifer Lawrence (e da plateia que se revira na cadeira) até ela explodir de tensão no clímax, assim como faz com a bailarina de Natalie Portman, em “Cisne Negro” (2010), e Mickey Rourke, em “O Lutador” (2008). Desta vez, pelo menos, digamos que podemos vislumbrar uma espécie de redenção brilhando escondida no meio da escuridão. Mas nem mesmo os trabalhos anteriores de Darren Aronofsky prepararam você para essa descida ao inferno. Não há necessariamente um final surpresa estilo M. Night Shyamalan, tampouco lampejos de Stanley Kubrick ou David Lynch, o que atesta a originalidade de Aronofsky. Goste-se ou não, “Mãe!” é uma aposta ousada, especialmente por se tratar de um filme de grande estúdio. Se fosse da Netflix, seria mais um exemplo para lamentar que o cinema não assume riscos como as produções do serviço de streaming. Mas não é. É, mais que qualquer coisa, uma obra para cutucar e extremamente relevante para a nossa época. Pode-se até criticar as escolhas de Aronofsky, seu festival de alegorias (que compõe uma experiência sensorial) e o mix entre estéticas caprichadas e desleixadas em seu filme mais demente, mas não se pode dizer que o cineasta não tem coragem. Se “Mãe!” é um filme genial ou uma completa bobagem, só a revisão temporal dirá. O importante agora é reconhecer o esforço do cineasta em testar seu público com um filme perturbador que justifica a exclamação no título. Se todos os diretores consagrados se dedicassem a oferecer algo digno de seus talentos, fora do comum, teríamos mais esperança em relação ao futuro do cinema. E, por que não, também quanto ao futuro da humanidade.
1922: Nova adaptação de Stephen King ganha trailer tenebroso
A Netflix divulgou duas fotos e o trailer do terror “1922”, nova adaptação de Stephen King estrelada por Thomas Jane. O ator foi o herói de “O Nevoeiro” (2007), mas tem papel bem diferente no novo filme. Passado na data de seu título, a prévia revela o isolamento e desolação da fazenda da família do protagonista, e a infelicidade de sua mulher (Molly Parker, de “House of Cards”), que quer vender as terras e partir. Incomodado, ele resolve matá-la, com a cumplicidade do filho adolescente (Dylan Schmid, da série “Shut Eye”). Mas o xerife (Brian d’Arcy James, da série “13 Reasons Why”) desconfia. Para piorar, a mulher resolve não ficar enterrada no fundo do poço, assim como os ratos que lhe fazem companhia. O filme tem roteiro e direção de Zak Hilditch (“As Horas Finais”), e conta ainda em seu elenco com Neal McDonough (série “Legends of Tomorrow”) e Kaitlyn Bernard (“Uma Folga para Mamãe”). A estreia está marcada para 20 de outubro.
Darren Aronofsky diz ter ficado entusiasmado com a rejeição de público sofrida por Mãe!
O diretor Darren Aronofsky resolveu abordar a rejeição do público e a notória nota “F” dada a seu novo filme, “Mãe!”. A nota ruim foi registrada pela CinemaScore, uma empresa de pesquisa que analisa as reações do público aos filmes. “O que é interessante sobre isso é, como é que você sair deste filme sem dar um ‘F’? Ele é um soco. É um soco total”, disse Aronofsky, num evento de exibição do filme na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, acompanhado pelo site The Hollywood Reporter. “Eu percebi que ficamos entusiasmados com isso”, continuou Aronofsky. “Nós queríamos fazer um filme punk e vir para cima do público. E a razão pela qual eu queria vir é porque eu estava muito triste e tinha muita angústia e queria expressá-la. O cinema é uma jornada tão difícil. As pessoas estão constantemente dizendo não a você. E para acordar todas as manhãs e sair da cama e enfrentar todos esses ‘não’, você precisa estar disposto a realmente acreditar em algo”. Até hoje, apenas 19 filmes receberam o temido “F” da CinemaScore. Entre eles, estão “O Sacrifício” (2006), “A Caixa” (2009) e “O Homem da Máfia” (2012). Repercutindo a rejeição, “Mãe!” abriu abaixo das expectativas, rendendo apenas US$ 7,5 milhões na bilheteria doméstica, durante o fim de semana passada. A quantia é recorde negativo na carreira da atriz Jennifer Lawrence. Aronofsky explicou que, em seu discurso inicial para a equipe e estrelas da “Mãe!”, inclusive Jennifer Lawrence e Javier Bardem, disse que “este filme não vai vencer um concurso de popularidade”. “Estamos basicamente segurando um espelho para o que está acontecendo”, defendeu o diretor. “Todos nós estamos fazendo isso. Mas o capítulo final não foi escrito e espero que as coisas possam mudar. E, para voltar, o fato de que está indo agora mesmo e as coisas realmente estão desmoronando de uma maneira que é realmente assustadora “. O diretor acrescentou ainda que “Mãe!” foi sua chance de “uivar”. “Algumas pessoas não vão querer ouvir isso. Tudo bem”, concluiu.
Mais atores de Corpo Fechado entram no crossover com Fragmentado
Dois atores de “Corpo Fechado” (2000) vão voltar a interpretar seus personagens em “Glass”, próximo filme de M. Night Shyamalan. Segundo o site The Hollywood Reporter, Spencer Treat Clark e Charlayne Woodard, retomarão os papéis, respectivamente, de filho do personagem de Bruce Willis e a mãe de Samuel L. Jackson. A continuação será, na verdade, um crossover, que irá reunir os personagens de “Corpo Fechado” e do recente “Fragmentado”, interpretados por James McAvoy, Anya Taylor-Joy, Samuel L. Jackson e Bruce Willis. O título é uma referência ao apelido do vilão vivido por Jackson em “Corpo Fechado”, o Sr. Vidro (Mr. Glass). O lançamento está marcado para 18 de janeiro de 2019 e, devido ao elenco, deve ter um orçamento um pouco maior do que os US$ 5 milhões de “Fragmentado”. Vale lembrar que este filme, lançado em janeiro deste ano, rendeu US$ 276,9 milhões em todo o mundo.
Terror Amityville: O Despertar será disponibilizado de graça no Google Play
Lançado nos cinemas brasileiros no fim de semana passado, o terror “Amityville: O Despertar” será disponibilizado de graça na plataforma Google Play. As distribuidoras Weinsten e Blumhouse chegaram a adiar quatro vezes a estreia do filme nos Estados Unidos, antes de decidirem por este caminho. Eles será disponibilizado na Google Play entre 12 de outubro e 8 de novembro. O maior problema de “Amityville: O Despertar” é que espera que o público acredite no que o espectador mais crédulo duvidaria, além de ser uma continuação que renega os diversos filmes anteriores passados no mesmo lugar mal-assombrado. Segundo a premissa, nada aconteceu em Amityville desde os anos 1970, época em que mortes sangrentas inspiraram uma lenda e originaram a franquia de terror original. Por conta disso, uma nova família acha perfeitamente seguro se mudar para a casa mal-assombrada mais famosa do mundo. Em 1979 e 2005, foram recém-casados que se mudaram para o local. Desta vez, a trama é mais próxima do segundo longa, “Terror em Amityville” (1982), em que a assombração atacava o filho adolescente dos moradores incautos. O roteiro e a direção são do francês Franck Khalfoun, que recentemente revisitou outro terror clássico com o remake de “Maníaco” (1980). Curiosamente, o elenco não é fraco, destacando Jennifer Jason Leigh (“Os 8 Odiados”) como a mãe da família e Bella Thorne (série “Famous in Love”), Cameron Monaghan (série “Gotham”) e Mckenna Grace (série “Designed Survivor”) como seus três filmes, além de Thomas Mann (“Kong: A Ilha da Caveira”), Jennifer Morrison (série “Once Upon a Time”) e Kurtwood Smith (série “Agent Carter”). O filme ainda está em cartaz nos cinemas brasileiros.
Trailer de terror produzido por Stan Lee traz ator de Jogos Mortais assustando criancinhas
A Hybrid divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Sandman”. Mas não se trata da emperrada adaptação dos quadrinhos de Neil Gaiman. Este Sandman é um monstro de terror barato e aparentemente convencional. A prévia o mostra assustando uma criancinha, além de registrar poses sinistras de Tobin Bell (o Jigsaw da franquia “Jogos Mortais”). Na trama, Madison vai morar com sua tia após seu pai ser encontrado morto. Porém, logo a mulher descobre que a garota possui estranhos poderes, inclusive a capacidade de manifestar uma criatura assustadora chamada de Sandman, que pode ser responsável por diversas mortes pelo país. O elenco inclui ainda Haylie Duff (“Napoleon Dynamite”), Shaun Sipos (série “The Vampire Diaries”), Amanda Wyss (“A Hora do Pesadelo”), Ricco Ross (“Aliens – O Resgate”) e a menina Shae Smolik (série “Play by Play”). Um detalhe curioso é que Stan Lee aparece como um dos produtores, e tem seu nome destacado com letras vermelhas e maiores que a dos atores no cartaz. Escrito e dirigido por Peter Sullivan, um especialista em telefilmes (“The Wrong House”, “The Wrong Student”, “The Wrong Neighbor”, etc), “The Sandman” estreia em 14 de outubro nos Estados Unidos e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Trailer da 13ª temporada de Supernatural apresenta o novo malvadão da série
A rede CW divulgou um trailer estendido da 13ª temporada de “Supernatural”, que apresenta o novo malvadão da série. Interpretado por Jeffrey Vincent Parise (novela “General Hospital”), ele aparece vestido de branco e anunciando aos demônios que “há um novo xerife na cidade”. Sua identidade não foi oficialmente revelada, mas fãs (e o IMDb) especulam que seja Asmodeus, o último Príncipe do Inferno, que chega para ocupar o lugar de Crowley (Mark Sheppard) como novo Rei do Inferno. A série terá ainda mais novidades. O arcanjo Michael (Miguel) também vai reaparecer, agora com um novo intérprete, o ator Christian Keyes (série “Saints & Sinners”), e o ator Alexander Calvert, que foi apresentado no final do último ano da série como filho de Lúcifer, entrou no elenco em caráter fixo. Além disso, um dos episódios da temporada servirá como o piloto de um spin-off intitulado “Wayward Sisters”, centrado na xerife Jody Mills (Kim Rhodes) e suas “filhas adotivas” – entre elas, a “filha de Castiel”, Claire Novak (Kathryn Newton). A 13ª temporada de “Supernatural” estreia em 12 de outubro nos Estados Unidos. A série é exibida pelo canal pago Warner no Brasil.
Vídeo de The Exorcist mostra o que muda na série em sua 2ª temporada
A rede americana Fox divulgou o novo pôster e um vídeo da 2ª temporada de “The Exorcist”, em que os protagonistas e o criador da série comentam os rumos da produção, em meio a muitas cenas inéditas. Apenas os padres Tomas Ortega (Alfonso Herrera), Marcus Keane (Ben Daniels) e Bennett (Kurt Egyiawan) continuam na trama, que se passará em nova locação e com uma diferente ameaça. O slogan da produção avisa que “o mal tem um novo lar”. A trama do segundo ano se passa num abrigo para menores, localizado numa ilha privada e isolada na costa de Seattle. Quando um dos jovens começa a manifestar sintomas de possessão, o psicólogo infantil que supervisiona o local entra em contato com os exorcistas. O ator John Cho (o Sr. Sulu nos filmes de “Star Trek”) vai viver o psicólogo e o elenco ainda inclui Brianna Hildebrand (Negasonic Teenage Warhead em “Deadpool”), Zuleikha Robinson (série “Lost”), Li Jun Li (série “Quantico”), Hunter Dillon (o jovem Sam Winchester em “Supernatural”), Alex Barima (“Dever e Honra”), Amelie Eve (“A Cabana”) e Cyrus Arnold (o jovem Derek em “Zoolander 2”). Criada por Jeremy Slater (roteirista de “Quarteto Fantástico”) e produzida por Rupert Wyatt (diretor de “Planeta dos Macacos: A Origem”), “The Exorcist” surpreendeu por ter sido renovada. A crítica aprovou (78% no Rotten Tomatoes), mas pouca gente sintonizou. A série teve média de 1,9 milhão de telespectadores ao vivo para seus 10 episódios inaugurais, exibidos entre setembro e dezembro de 2016. Isto representa uma das piores audiências da TV aberta americana na temporada passada, que só veio a ser superada neste ano pelo péssimo desempenho da série de comédia “Making History”, que teve 1,5 milhão sintonizados entre março e maio. Mas o fator preponderante na renovação foi o lucro obtido pelo licenciamento e vendas internacionais de seus episódios. Isto porque, além da série propriamente dita, os contratos de exibição pagam direitos pelo uso da marca “O Exorcista”, que pertence ao próprio conglomerado Fox. Não é por acaso que a Fox tem priorizado franquias. A 2ª temporada vai estrear na TV americana em 29 de setembro.
Diretor de It: A Coisa quer filmar remake de Cemitério Maldito
Depois de quebrar recordes de bilheteria com “It: A Coisa”, o diretor Andy Muschietti e sua irmã, a produtora Barbara Muschietti, querem filmar uma nova obra clássica de Stephen King. Em entrevista para a revista Entertainment Weekly, eles confessaram que adorariam realizar um remake de “Cemitério Maldito”. “O meu carinho por ‘Cemitério Maldito’ vai durar até eu morrer. Sempre sonho com a possibilidade de fazer um filme”, disse Muschietti. “Esse é provavelmente o livro mais pessoal do Stephen King. O que você faria para manter a sua família? Quão longe você iria?”, completou sua irmã. “Cemitério Maldito” conta a história da família Creed, que se muda para um casarão perto de uma rodovia e um antigo cemitério indígena, que tem o poder de ressuscitar os mortos. Entretanto, quem volta à vida age de modo estranho e violento. O livro publicado em 1983 ganhou uma adaptação para o cinema em 1989, dirigida por Mary Lambert, que tinha como música-tema um rock da banda Ramones. Relembre abaixo. Andy Muschietti, porém, já está comprometido com outros projetos, como a continuação de “It: A Coisa”, o piloto da série “Locke & Key” e a adaptação do anime “Robotech”.
Máscara clássica de Pânico será usada na 3ª temporada de Scream
A 3ª temporada de “Scream” vai retomar a marca registrada da franquia cinematográfica “Pânico”, em que se baseia. A MTV revelou que os novos capítulos mostrarão o assassino com a clássica máscara do Ghostface, descartando a versão utilizada nas duas temporadas anteriores da produção. Havia a especulação de que a série não tinha pago pelos direitos de utilização da a máscara do serial killer original, mas a revista Entertainment Weekly chegou a apurar em 2014 que a ideia de mudar o visual do assassino tinha partido dos produtores, para criar um novo mito e uma identidade própria. Na época, Mina Lefevre, vice-presidente sênior da emissora, informou que a máscara dos filmes de Wes Craven não tinha sido descartada. A decisão de retomar o visual do Ghostface Killer, junto com o reboot do seriado, ainda não foi explicada. O reboot terá só seis episódios, metade da duração das temporadas anteriores, e será estrelado por Keke Palmer (série “Scream Queens”), R.J. Cyler (“Power Rangers”), Giorgia Whigham (série “13 Reasons Why”), Giullian Yao Gioiello (série “Julie’s Greenroom”), Jessica Sula (“Fragmentado”), o rapper Tyga e o filho de Notorious B.I.G., C.J. Wallace. A previsão de estreia é para março.
Conheça mais cinco séries e os próximos projetos da plataforma Hulu
A vitória de “The Handmaid’s Tale” como Melhor Série de Drama no Emmy 2017 jogou luz sobre a Hulu, plataforma até então considerada a terceira força entre os gigantes do streaming americano. A repercussão da vitória de sua série mais famosa deve aumentar o número de assinantes e de projetos do serviço, que, ao contrário de seus concorrentes Netflix, Amazon e até Crackle, não está disponível no Brasil. Assim como o canal Paramount já anunciou ter adquirido “The Handmaid’s Tale”, várias outras atrações da plataforma começam a chegar ao país de forma avulsa, pelo Fox Premium. Conheça abaixo o que mais, além de “The Handmaid’s Tale”, o serviço oferece ao público americano. THE PATH Assim como “The Handmaid’s Tale” é uma série sobre opressão, aclamada pela crítica (76% de aprovação no site Rotten Tomatoes) e com grande repercussão nas redes sociais devido a sua temática polêmica, e foi recentemente renovada para a 3ª temporada. Criada por Jessica Goldberg (roteirista da série “Parenthood”), a atração é estrelada por Aaron Paul (série “Breaking Bad”) e Michelle Monaghan (série “True Detective”) e gira em torno da crise de fé do casal, integrante de um culto controverso. Os capítulos mais recentes mostraram Paul se rebelando contra a seita, que ainda mantém o controle de sua mulher. O elenco ainda destaca Hugh Dancy (série “Hannibal”) como o líder da seita. Inédita no Brasil. CHANCE A série traz Hugh Laurie de volta ao papel de médico após o final de “House” e também é batizada com o nome do protagonista, o Dr. Eldon Chance. Mas as semelhanças acabam aí. Enquanto “House” era uma drama hospitalar, “Chance” é um thriller policial, que enfatiza o suspense e o clima noir, sem perder tempo com os diagnósticos médicos. Na atração, Chance é um neuropsiquiatra forense de São Francisco que mergulha numa espiral de violência, após decidir se envolver no caso de uma paciente que sofre nas mãos do marido abusivo. Sem poder denunciar o caso, já que o suspeito também é um cruel detetive da polícia, ele se alia a um homem com histórico de violência (Ethan Suplee, da série “My Name Is Earl”) para “lidar com a situação” por conta própria. A 2ª temporada começa em outubro com uma nova história da dupla dinâmica. Baseada no livro homônimo de Kem Nunn (criador da série “John from Cincinnati”), que também assina a adaptação, a série tem episódios dirigidos pelo cineasta Lenny Abrahamson (do elogiado “O Quarto de Jack”) e 80% de aprovação no Rotten Tomatoes. Faz parte da programação da Fox Premium. HARLOTS Série de época que também lida com empoderamento feminino e objetificação, “Harlots” traz a atriz Jessica Brown Findlay (Lady Sybil em “Downton Abbey”) como uma prostituta de luxo da Londres do século 18 e tem impressionantes 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Criada pela roteirista Moira Buffini (“Bizantium”) e a produtora Alison Newman (“The Tree Widow”), a atração acompanha Margaret Wells (Samantha Morton, de “John Carter”), suas filhas e seu esforço para conciliar seus papéis de mãe e dona de um bordel. Quando seu negócio sofre o ataque de uma rival (Lesley Manville, de “Malévola”), Margaret resolve contra-atacar, mesmo que isso signifique colocar sua família em risco. Brown Findlay interpreta Charlotte, a filha mais velha de Margaret e cortesã mais cobiçada da cidade. Encontra-se renovada para a 2ª temporada e faz parte da programação da Fox Premium. CASUAL Com três temporadas disponíveis, é a série de comédia original mais bem-sucedida do Hulu – que ainda exibe “The Mindy Project” desde seu cancelamento na Fox. Criada por Zander Lehmann (roteirista de “The Shannara Chronicles”), gira em torno de uma família disfuncional, formada por um jovem namorador (Tommy Dewey, da série “Code Black”) e sua irmã recém-divorciada (Michaela Watkins, de “Como se Tornar um Conquistador”), que voltam a morar juntos, acompanhados da filha adolescente dela (Tara Lynne Barr, da série “Aquarius”). O humor dramático das situações, que retrata como o trio lida com o sexo casual, alimenta uma empatia típica do melhor cinema indie, em grande parte graças ao produtor e diretor de alguns episódios: ninguém menos que o cineasta Jason Reitman (“Juno”, “Jovens Adultos”, “Sem Escalas”). Além de ter sido indicada ao Globo de Ouro de Melhor Série de Comédia do ano passado, tem 88% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Inédita no Brasil. SHUT EYE Passada no submundo dos médiuns e cartomantes, a história gira em torno de um mágico e golpista fracassado (Jeffrey Donovan, da série “Burn Notice”), que supervisiona os negócios místicos de Los Angeles para uma família de ciganos cruéis e poderosos. Envolvido em trapaças sem fim, ele tem sua visão cínica desse mundo desafiada, quando começa a ter visões que podem ser reais, numa reviravolta que o faz questionar tudo em que acredita. Criada por Leslie Bohem (minissérie “Taken”), a série inclui em seu elenco Isabella Rossellini (“Veludo Azul”) como uma matriarca cigana vingativa. Os primeiros episódios não entusiasmaram a crítica americana (só 38% de aprovação no Rotten Tomatoes), mas após um começo incerto, a guinada da trama rumo a mais violência e tensão inspirou o Hulu a apostar em seu potencial, renovando-a para sua 2ª temporada. Estreia na Fox Premium em 10 de outubro. E MAIS… Antes mesmo da vitória de “The Handmaid’s Tale”, a Hulu tinha alinhado uma nova safra de séries, que começam a chegar em sua programação no final do ano. Entre elas está “Future Man”, cuja prévia “de bastidores” pode ser conferida acima. Nova produção da dupla Seth Rogen e Evan Goldberg, diretores-roteiristas de “A Entrevista” e criadores da série “Preacher”, a atração gira em torno de Josh Futturman (Josh Hutcherson, de “Jogos Vorazes”), que é apenas um faxineiro durante o dia, mas de noite se transforma num gamer de nível mundial. Ao ultrapassar o último nível de Cybergeddon, descobre que o jogo era na verdade um vídeo de treinamento e que ele fora selecionado para viajar no tempo para salvar o mundo. A Hulu também está desenvolvendo a série de terror “Locke & Key”, adaptação dos quadrinhos de Joe Hill (“Amaldiçoado”), filho do escritor Stephen King, que terá direção e produção do cineasta Andy Muschietti (“It: A Coisa”), e uma minissérie sobre o político americano Robert F. Kennedy, que será estrelada e produzida pelo ator Chris Pine (“Mulher-Maravilha”).
Jennifer Lawrence tem pior abertura da carreira com estreia de Mãe! na América do Norte
Além dos recordes quebrados por “It: A Coisa”, o filme “Mãe!” também registrou uma marca histórica em sua estreia no fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá. Com apenas US$ 7,5 milhões, o filme apresentou a pior abertura de um lançamento amplo da carreira de Jennifer Lawrence – superando “A Última Casa da Rua”, que abriu com US$ 12,2 milhões em 2012. O filme dirigido por Darren Arnofsky (“Noé”) foi lançado em 2,3 mil salas de cinema e desagradou em cheio o público norte-americano. Apesar dos elogios na imprensa (68% de aprovação), foi considerado um dos piores filmes do ano por seus espectadores, que lhe deram nota “F” no levantamento do CinemaScore. Pouquíssimos longas tem avaliação tão ruim, porque o público costuma gostar de tudo – é fato, basta ver as notas resultantes de outras pesquisas do CinemaScore. O levantamento do CinemaScore fornece alguns dados curiosos para discussão. 38% do público do filme era formado por fãs de Jennifer Lawrence, que se acostumaram a vê-la em papéis heroicos, tanto em franquias como “Jogos Vorazes” e “X-Men”, como em dramas como “Joy” e “Trapaça”, e não aprovaram seu retrato de mulher assustada e desprotegida. Todos estes deram “F” para o fiasco. 43% afirmaram que pagaram para ver “Mãe!” porque acharam que era um filme de terror. E como se decepcionaram ao encontrar uma metáfora disfarçada, deram “F” pela falcatrua. Só os fãs de Aronofsky, que representaram 10% do público total, acharam “Mãe!” razoável. Eles acreditavam que sabiam o que esperar, tendo em vista os outros filmes místicos do diretor, de “A Fonte da Vida” (2006) a “Noé” (2014), mas mesmo assim deram nota “C” pela chatice. O boca-a-boca negativo implodiu a arrecadação e deve encurtar a permanência do filme em cartaz. A sorte da Paramount é “Mãe!” ser, supostamente, o lançamento amplo mais barato da semana na América do Norte, tendo custado US$ 30 milhões declarados. Mas há controvérsias a respeito deste número. De todo modo, o filme estreou em 3º lugar e chega ao Brasil na quinta (21/9).












