Nicolas Cage busca vingança no trailer de Mandy
A RLJE Films divulgou o pôster e o trailer brutal de “Mandy”, um trash extremamente estilizado em que Nicolas Cage busca vingança. Mistura de “Mad Max” e “Massacre da Serra Elétrica”, a prévia traz Cage de machado e serra elétrica em punho para acertar as contas com uma gangue comandada por Linus Roache (série “Vikings”), responsável pelo rapto da personagem-título, vivida por Andrea Riseborough (“Oblivion”). O filme tem roteiro e direção de Panos Cosmatos (“Além do Arco-Iris Negro”), filho do célebre diretor de filmes de ação dos anos 1980 George P. Cosmatos (“Rambo II – A Missão”). Exibido no Festival de Sundance, encantou a crítica, com 97% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para setembro nos Estados Unidos, mas ainda não há previsão para o Brasil.
Jared Leto vai viver Morbius, vampiro dos quadrinhos do Homem-Aranha
O ator Jared Leto, que interpretou o Coringa em “Esquadrão Suicida”, vai viver outro vilão dos quadrinhos. E desta vez é da Marvel. Ele dará vida a Morbius, o vampiro vivo, no filme solo do personagem que integrará o universo cinematográfico do Homem-Aranha. Ele assinou com a Sony para estrelar a produção, que tem roteiro de Burk Sharpless e Matt Sazama (dupla do infame “Os Deuses do Egito”) e será dirigida pelo sueco Daniel Espinosa (“Vida”). Criado por Roy Thomas e Gil Kane em 1971, Michael Morbius era um bioquímico vencedor do Prêmio Nobel, que, ao tentar descobrir a cura para um doença sanguínea, transforma-se acidentalmente num vampiro. O personagem tem uma história trágica, que o diferencia de Drácula e outros vampiros malévolos. Além disso, as características de sua transformação lhe renderam a alcunha de “Vampiro Vivo”, porque, ao contrário dos demais, ele não morreu para renascer como uma criatura da noite. Além das aparições como vilão do Homem-Aranha, ele chegou a ter histórias próprias, em que sua natureza nobre lutava contra a sede de sangue, passando a ser visto como um anti-herói. Por sinal, esta é a mesma característica de Venom, outro vilão do Aranha que ganhará filme solo já em outubro O filme da Sony não é a primeira tentativa de transformar Morbius em filme. Em 2000, a Marvel quase cedeu o personagem para o estúdio Artisan, especializado em terrores baratos. Felizmente, a negociação não foi concluída. Na Sony, “Morbius” se juntará a “Venom” e a “Silver & Black”, que teve sua produção adiada, numa espécie de franquia secundária do Homem-Aranha.
Série de terror do diretor de Corra! define elenco com Elizabeth Debicki e Courtney B. Vance
A nova série de terror da HBO “Lovecraft Country”, com produção de Jordan Peele (diretor de “Corra!”), completou seu elenco. Os nomes são Jonathan Majors (“Hostis”), Jurnee Smollett-Bell (“True Blood”), Courtney B. Vance (“American Crime Story: The People vs. O.J. Simpson”), Aunjanue Ellis (“Quantico”), Wunmi Mosaku (“Macbeth”) e Elizabeth Debicki (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”). Baseada no livro homônimo de Matt Ruff (sem tradução para o português), a trama se passa nos anos 1950 e gira em torno de Atticus Black (Majors), um rapaz de 25 anos que lutou na 2ª Guerra Mundial. Quando seu pai desaparece, ele se junta a sua amiga Letitia (Smollett-Bell) e seu tio George (Vance) para embarcar numa jornada a sua procura. Nessa busca, eles enfrentam os horrores do racismo nos Estados Unidos da década de 1950, assim como espíritos malignos, e tentam sobreviver a tudo isso. Peele é o principal responsável pelo projeto. Foi ele quem descobriu o livro e imaginou sua adaptação, buscou uma parceria com o superprodutor J.J. Abrams (série “Westworld”) e convenceu Misha Green, criador da série “Underground”, a escrever os roteiros. Ainda não há previsão para a estreia.
Roteiristas de Um Lugar Silencioso vão adaptar terror clássico de Stephen King
Mais uma história de Stephen King vai ganhar uma adaptação no cinema. Segundo o site Deadline, a Fox está finalizando um acordo para filmar “The Boogeyman” (“O Bicho-Papão”, em tradução literal). A trama acompanha um homem depressivo e inconsolável que perdeu todos os seus filhos, atraídos por um monstro dentro do armário. O conto original foi publicado pela primeira vez em 1973 e também integra a coleção “Sombras da Noite”, de 1978. Além disso, já rendeu várias adaptações em curta-metragem, incentivadas por King para ajudar cineastas iniciantes. Por conta disso, a trama chegou a aparecer na antologia “Nightshift Collection”, lançada em VHS em 1994. Veja a capa abaixo. De todo modo, trata-se de um dos textos mais antigos do escritor que ainda permanece inédito em longa. O roteiro será adaptado pela dupla Bryan Woods e Scott Beck, responsáveis pela história do terror “Um Lugar Silencioso” (2018). Os roteiristas ganharam o aval de King após o escritor elogiar “Um Lugar Silencioso” nas redes sociais. Já a produção está a cargo da 21 Laps, empresa do cineasta Shawn Levy, responsável pela série “Stranger Things” e a sci-fi “A Chegada”. Ainda não há previsão de estreia.
Vídeos e fotos da 3ª temporada de Preacher introduzem a família bizarra do protagonista
O canal pago americano AMC divulgou o pôster, 18 fotos promocionais do elenco, três vídeos de bastidores e duas cenas da 3ª temporada de “Preacher”. As prévias destacam a família bizarra do protagonista, além de apontar, entre trechos de episódios inéditos, que a série vai continuar investindo na combinação de violência e humor negro. A série é baseada nos quadrinhos homônimos da Vertigo (divisão adulta da DC Comics) criados por Garth Ennis e Steve Dillon, e foi desenvolvida por Sam Catlin (roteirista da série “Breaking Bad”) em parceria com a dupla Evan Goldberg e Seth Rogen (“A Entrevista”). A trama acompanha o pastor Jesse Cutler (Dominic Cooper) após ser atingido por uma entidade sobrenatural e adquirir o poder da Palavra de Deus, que é a capacidade de ser obedecido por todos. Em busca de respostas, ele se junta ao vampiro bêbado Cassidy (Joseph Gilgun) e a sua ex-namorada pistoleira Tulip (Ruth Negga) e parte em busca de Deus, com uma primeira parada em Nova Orleans, onde se torna alvo dos fanáticos liderados por Herr Starr (Pip Torrens). Após a morte inesperada de Tulip, a 3ª temporada começa com o reencontro de Jesse com seus parentes bizarros no interior da Louisiana, em busca de ajuda para ressuscitar a namorada. Para isso, precisará encarar sua avó, uma curandeira poderosa do bayou, capaz de ressuscitar os mortos – por um preço – e que torturava o pastor sem parar quando ele era uma criança. Apesar de chamada de avó, Marie L’Angell na verdade raptou Jesse quando ela era criança e o forçou a viver com sua família de caipiras fanáticos. Os capangas da curandeira foram quem mataram o pai de Jesse, uma cena vista em vários flashbacks da série, mas até agora ainda não explicada de forma clara. Os principais capangas são TC e Jody, vividos respectivamente por Colin Cunningham (a melhor coisa da série “Blood Drive”) e Jeremy Childs (série “Nashville”). O primeiro é um pervertido que transa com qualquer coisa capaz de se mexer, enquanto o segundo é um fortão que nunca perde uma luta. Já Marie L’Angell é interpretada por Betty Buckley (“Fragmentado”). E as novidades do elenco também incluem Liz McGeever (série “Homeland”), não abordada nos vídeos, mas que tem um papel denominado apenas de Christina. Tudo indica que deva ser Christina L’Angell, a filha de Marie L’Angell e mãe de Jesse. O problema é que Liz McGeever é muito jovem, o que significa que aparecerá em cenas de flashback. Com o episódio intitulado “Angelville”, “Preacher” retorna neste domingo (24/6) nos Estados Unidos. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago AXN.
Filme de terror Raça das Trevas, do criador de Hellraiser, vai virar série
O filme de terror “Nightbreed”, escrito e dirigido por Clive Barker (o criador de “Hellraiser”), vai virar série do canal pago SyFy. Conhecido no Brasil como “Raça das Trevas”, o longa de 1990 é originalmente baseado no conto “Cabal”, de 1988, e também já inspirou uma publicação de quadrinhos. A adaptação está a cargo do roteirista Josh Stolberg (do remake de “Piranha” e do recente “Jogos Mortais: Jigsaw”) e vai seguir um grupo de mestiços, metade humanos e metade monstros, que buscam um novo refúgio após seu abrigo subterrâneo ser destruído. Entre eles, está um herói que enfrenta a dor e o mistério que envolvem a morte de sua noiva. O grupo ainda precisa lidar com os humanos que os consideram monstros. O próprio Clive Barker é um dos produtores da atração, junto com os estúdios Universal e Morgan Creek. “Essa história está no meu coração há muitos anos”, disse Barker, em comunicado. “Estou muito animado com o fato de SyFy e Universal estarem embarcando conosco e eu mal posso esperar para ver isso ganhar vida na tela.” Ainda não há data para a estreia da série.
Vingança usa violência como arma de empoderamento
Existe um subgênero do terror conhecido como “rape and revenge”, que faz justamente o que a sua alcunha sugere: mostra cenas de estupro seguidas por uma sanguinolenta vingança. Voltado para o público masculino, este subgênero gerou nos últimos anos alguns produtos de gosto duvidoso, como a franquia “Doce Vingança”, e parecia não ter muito conteúdo a oferecer, a não ser àqueles que ainda aguentam ver mulheres sendo submetidas a situações de objetificação sexual e extrema violência. A produção francesa “Vingança” tinha tudo para ser mais um desses filmes, mas não é. E o motivo para isso é simples: é escrito e dirigido por uma mulher. Estreando aqui no comando de um longa-metragem, a cineasta francesa Coralie Fargeat também é responsável pelo roteiro, que acompanha Jen (a italiana Matilda Anna Ingrid Lutz, de “O Chamado 3”), uma jovem que viaja para um local isolado para passar alguns dias com Richard (o belga Kevin Janssens, da série “Vermist”), um homem casado com quem ela mantém um relacionamento. O sossego dos dois é interrompido pela presença de Stan (Vincent Colombe) e Dimitri (Guillaume Bouchède), identificados apenas como “associados” de Richard, que chegaram mais cedo para a caçada anual que eles fazem pelo deserto que cerca a casa. E não demora a acontecer aquilo que o nome deste subgênero sugere. Mas por mais que Fargeat nos leve para lugares conhecidos, o caminho utilizado é pouco viajado. Assim, se o início apresenta Jen como um objeto sexual – com closes constantes da bunda dela –, o objetivo não é explorar o corpo da atriz, mas dialogar com a percepção que o público masculino tem acerca desse tipo de filme. A cineasta mostra o que o público espera ver, apenas para subverter essa visão em seguida. Isso é mais notável na cena do estupro, na qual a diretora afasta a câmera ato em si para aproxima-la do personagem que assiste aquilo – sendo que ele é um reflexo do voyeurismo do próprio espectador. Aliás, é interessante perceber como o roteiro não desenvolve nenhum dos personagens. Em vez de diminuir o alcance da narrativa, tal escolha a amplia, pois cada uma daquelas pessoas se torna representações muito mais amplas do seu gênero. A proposta da realizadora é criar um microcosmo de uma realidade cada vez mais presente na nossa sociedade. Os homens, neste caso, representam todos os homens que já cometeram atos de violência contra as mulheres. E o oposto é verdadeiro. Isso justifica o fato de a protagonista parecer imortal, continuando viva mesmo após perder litros de sangue. Afinal, ela carrega consigo a força de todas as mulheres. A diretora se utiliza de simbolismos para dar corpo à sua obra. É bastante significativo, por exemplo, que a primeira vingança empreendida por Jen seja contra aquele que viu o ocorrido, mas não fez nada para impedir. E o castigo que ele recebe tem a ver com essa ideia do olhar. Também é notável como, em certo momento, a protagonista precisa retirar um objeto fálico de dentro de si – um galho – e como este é substituído pela imagem de uma águia, simbolizando a liberdade. Tudo isso faz parte da transformação pela qual ela passa ao longo da projeção. E embora ela apareça correndo pelo deserto vestindo apenas de calcinha e sutiã, essa imagem não tem o intuito de ser sedutora, mas empoderadora.
Selfie para o Inferno é vídeo viral que não consegue conexão no cinema
Com a evolução da tecnologia e o barateamento dos custos para a realização, a produção de curtas-metragens de terror se proliferou nos últimos anos. Uma busca rápida na internet mostra a enorme quantidade de pequenos filmes feitos apenas com o intuito de pregar um susto no espectador. De vez em quando, algum desses curtas se destaca, atingindo um grande número de visualizações e de compartilhamentos. Quando isso acontece, é normal que algum estúdio ou executivo enxergue ali a possibilidade de gerar lucro, ignorando o fato de que talvez aqueles vídeos tenham funcionado justamente pela sua curta duração. Foi o que aconteceu com os curtas “Mamá”, de Andy Muschietti, e “Lights Out”, de David F. Sandberg, que geraram os longas “Mama” e “Quando as Luzes se Apagam”. E apesar de estes títulos terem apresentado alguns problemas ao serem transpostos para a longa duração, ao menos apontaram que, por trás das câmeras, havia um talento em potencial (Muschietti depois dirigiu “It: A Coisa” e Sandberg fez “Annabelle 2: A Criação do Mal”). Mas o recente “Selfie Para o Inferno”, dirigido por Erdal Ceylan, não faz nem isso. Não apenas o curta que o originou é ruim, como todos os problemas já vistos na pequena obra são exponenciados aqui, criando um longa-metragem extremamente problemático, mal feito e nada assustador. Escrito pelo próprio Ceylan, o roteiro acompanha Hannah (Alyson Walker), uma jovem que recebe a visita da sua prima, a youtuber Julia (Meelah Adams) e percebe que ela está agindo de maneira estranha – por ter se recusado a tirar uma selfie com ela no carro – mas prefere não falar nada. Já em casa, e sem nenhum motivo aparente, Julia vence o seu medo de tirar uma selfie, mas, quando o faz, percebe-se uma sombra atrás dela na foto. Essa sombra se aproxima a cada nova foto, o que não impede Julia de continuar tirando fotos de si mesma, culminando no momento em que ela é atacada. Depois do ataque, ela fica num estado de coma – mas não é levada para um hospital. Hannah, por sua vez, passa a receber estranhas mensagens no seu celular e começa a ser ameaçada pela mesma entidade que feriu a sua prima. Ceylan parece preso à estrutura do curta-metragem, apressando-se para introduzir logo uma situação de perigo e sacrificando o desenvolvimento dos personagens. Desta forma, o relacionamento daquelas pessoas nunca soa verdadeiro, em parte pela inexpressividade dos atores e em parte porque o roteiro tenta estabelecer essa relação por meio de diálogos expositivos e cenas que servem apenas como um respiro entre as sequencias de terror – que não conseguem causar um susto sequer. Assim, o diretor pula de um momento supostamente assustador para outro, esforçando-se para criar tensão, mas sem nunca atingir esse objetivo. Tais tentativas, porém, causam um sério problema de ritmo na narrativa. Além de cometer erros básicos de continuidade, como ao mostrar um ponto de vista da câmera do celular filmando na horizontal, sendo que a personagem está segurando o aparelho na vertical, o realizador também parece atirar para todos os lados, apresentando diversas teorias e possibilidades a respeito dos perigos que cercam a protagonista. E por mais que ele tente esclarecer tudo no final, a sua explicação – que ainda deixa muitas pontas soltas – serve apenas como uma desculpa pouco convincente para justificar os motivos que levam aquelas pessoas a passarem o filme inteiro se colocando em situações de perigo, em vez de buscarem a segurança. Ao final dos seus longos e arrastados 71 minutos de duração, “Selfie para o Inferno” se mostra tão esquecível quanto um stories do Instagram dois dias depois de ser postado.
Nova temporada de Supernatural será mais curta
A 14ª temporada de “Supernatural” será mais curta. Segundo o site TVLine, ela terá 20 episódios, três a menos que as antecessoras. Mesmo assim, não será a mais curta da história da série, ficando atrás apenas da 3ª, que contou com 16 capítulos. Não foi divulgado o motivo que levou o canal CW a diminuir o número de episódios da temporada, mas a programação da emissora será toda diferente a partir do próximo outono norte-americano, com um dia a mais de séries e mais programas que o costume. Com menos episódios de “Supernatural”, outras séries conseguem mais espaço. A nova temporada de “Supernatural” vai estrear em 11 de outubro nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner e, na TV aberta, pela rede SBT – onde passa como “Sobrenatural”.
The Terror é renovada para a 2ª temporada
O canal pago americano AMC anunciou a renovação da série “The Terror” para a 2ª temporada. O programa foi muito elogiado em seu primeiro ano, mas tinha sido apresentado como uma minissérie completa. Afinal, sua trama era baseada no livro de mesmo nome do escritor Dan Simmons, sobre uma expedição malfada da Marinha Real britânica em 1847. Em dez episódios, a série mostrou como, em sua viagem pelo Ártico, um barco acabou encalhado, sem suprimentos e à mercê dos elementos, enquanto sua a tripulação passou a ser atacada por um misterioso predador. A atração não vai continuar esta história, mas se tornar uma antologia de terrores de época. O segundo arco contará contará com uma equipe e elenco, e já definiu sua história. Ela será ambientada na 2ª Guerra Mundial e mostrará um espectro misterioso que ameaça uma comunidade nipo-americana do sul da Califórnia até os campos de concentração criados para deter imigrantes japoneses nos Estados Unidos da época. “Estou profundamente honrado em contar uma história ambientada neste período extraordinário”, disse o cocriador Alexander Woo em um comunicado. “Esperamos transmitir o terror abjeto desta experiência histórica de uma maneira que pareça moderna e relevante para o momento presente. E a perspectiva de fazê-lo com um elenco maioritário asiático e asiático-americano é emocionante”, acrescentou. Novamente com 10 episódios e produção do cineasta Ridley Scott (“Todo o Dinheiro do Mundo”), a 2ª temporada deve estrear em 2019.
Criador de Chucky anuncia produção da série do Brinquedo Assassino
O criador de Chucky, o roteirista e diretor Don Mancini, anunciou no Twitter a produção da série baseada no boneco psicopata. Sem dar maiores detalhes, ele postou um gif que confirma o título da produção: “Child’s Play”, mesmo nome do filme original que lançou a franquia em 1988, batizado no Brasil de “Brinquedo Assassino”. Mancini escreveu o roteiro de “Brinquedo Assassino” há 30 anos e desde então explora sem parar o boneco, tendo escrito todas as seis continuações e ainda dirigiu os três últimos longas do monstro de plástico. O projeto será uma continuação da trama do último filme, “O Culto de Chucky”, que foi lançado direto em DVD no ano passado. Em entrevista para o site Bloody Disgusting, o roteirista-diretor afirmou que a série foi “deliberadamente configurada no final do último filme”, acrescentando que o “tom é sombrio e perturbador”. Ele ainda adiantou que Brad Dourif continuará a dublar Chucky, como em todos os filmes. “Child’s Play” também terá produção de David Kirschner, que produz os filmes de Chucky, mas ainda não possui canal definido nem previsão para de lançamento. pic.twitter.com/5Xqve1w88H — Don Mancini (@RealDonMancini) June 22, 2018
Cineasta Xavier Dolan entra na continuação de It: A Coisa
O ator e diretor canadense Xavier Dolan, vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes por “É Apenas o Fim do Mundo” (2016), entrou no elenco de “It: Capítulo Dois”. De acordo com o site Deadline, ele viverá Adrian Mellon. No livro de King, Mellon é um jovem gay que é agredido e jogado de uma ponte em Derry. O incidente marca a volta de Pennywise à cidade, quase 30 anos após enfrentar as crianças nos eventos apresentados no primeiro filme. O papel será o segundo da carreira de Dolan numa produção hollywoodiana, após aceitar o convite para participar de “Boy Erased”, do ator e diretor Joel Edgerton (“O Presente”). A decisão de fazer “It” pode ter a ver com o fato dele próprio ser gay assumido e já ter explorado o terror da homofobia num de seus filmes de maior repercussão, “Tom na Fazenda” (2013). Além dele, a produção também confirmou a participação de Will Beinbrink (da série “A Rainha do Sul/Queen of the South”) como Tom Rogan, o marido abusivo de Beverly (interpretada por Jessica Chastain na sequência). “It: Capítulo Dois” tem novamente direção de Andy Muschietti e estreia prevista para setembro de 2019.
Com destaque para Hereditário, filmes da semana dão o que falar
Com “Jurassic World: Reino Ameaçado” repetindo sua “estreia” nesta quinta (21/6) nas mesmas 1,5 mil salas da semana passada, os lançamentos inéditos ficaram com um circuito bem mais restrito. São seis filmes e praticamente todos dão o que falar. O mais divisivo é o terror “Hereditário”, que rachou público e crítica da mesma forma que “Mãe!” no ano passado. O longa tem 90% de aprovação dos críticos relacionados pelo Rotten Tomatoes, mas apenas 56% na votação do público. A pesquisa do CinemaScore, que avalia opiniões de espectadores após as sessões, resultou numa nota D+, muito baixa, especialmente quando se leva em conta que o público costuma gostar de quase tudo. Para contrastar ainda mais, foi o filme mais elogiado do Festival de Sundance 2018, e na época atingiu impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, num impacto comparado ao de outro longa que eletrificou o festival no passado: “A Bruxa” (2013). A reação extrema se deve à presença de cenas muito perturbadoras e gritos extremamente incômodos de Toni Collette (“xXx: Reativado”), além de um final daqueles que rendem múltiplas interpretações e discussões, a ponto de gerar uma profusão de artigos que tentam explicá-lo. Escrito e dirigido pelo estreante em longa-metragens Ari Aster, o filme aborda a história de uma família que, após perder sua matriarca, começa a descobrir segredos inquietantes sobre sua origem. E quanto mais eles descobrem, mais tentam fugir do destino sinistro que podem ter herdado. “O Amante Duplo”, novo trabalho do diretor francês François Ozon (“Uma Nova Amiga”), evoca os suspenses eróticos do final do século passado, com muita nudez e cenas de tensão. A trama reflete a manipulação sofrida pela jovem e bela Marine Vacth (de “Jovem e Bela”) como uma mulher frágil que se apaixona por seu psicanalista, vivido por Jérémie Renier (“Potiche”). Mas ela não demora a perceber que o seu amante está escondendo parte de sua identidade. Comparado às melhores obras de Brian de Palma e David Cronenberg, o filme teve sua avant-premiére mundial no Festival de Cannes do ano passado e ficou com 71% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ainda melhor, o drama britânico “Disobedience” narra uma história de amor proibido entre Rachel Weisz (“A Luz Entre Oceanos”) e Rachel McAdams (“Doutor Estranho”), com direção do premiado chileno Sebastián Lélio (do filme vencedor do Oscar “Uma Mulher Fantástica”). Na história, adaptada do romance homônimo da escritora Naomi Alderman, Weisz vive a ovelha negra da família, que volta a encontrar seus parentes judeus ortodoxos depois de muitos anos, no enterro do pai, o rabino da comunidade, chocando sensibilidades ao decidir reviver o que a levou a sair de casa: seu amor reprimido pela melhor amiga (McAdams), que agora é casada com seu primo profundamente religioso (Alessandro Nivola, de “Ginger & Rosa”). Além de dirigir, Lélio trabalhou no roteiro com a inglesa Rebecca Lenkiewicz (do premiado drama polonês “Ida”), e o resultado tem 84% no Rotten Tomatoes. Outro longa que a crítica amou, mas não agrada tanto ao público, “Rei” tem 100% no Rotten Tomatoes. Dirigido pelo também chileno Niles Atallah (“Lucia”), parte de uma trama típica de épico histórico, sobre um aventureiro francês que se declarou rei da Patagônia. Mas sua abordagem é extremamente experimental, valorizando o baixo orçamento com imagens delirantes, de dar orgulho em outro mestre chileno, o surrealista psicodélico Alejandro Jodorowsky. O resultado é a opção mais cinéfila da semana. Dois dramas brasileiros também se destacam na programação. O cineasta Heitor Dhalia (“Serra Pelada”) dirige “Tungstênio”, adaptação da graphic novel de Marcello Quintanilha, premiada no festival francês de quadrinhos de Angoulême (o Cannes dos quadrinhos), que tem roteiro de uma dupla de peso, Marçal Aquino (“Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios”) e Fernando Bonassi (“Carandiru”). A trama é centrada nos conflitos de quatro personagens tipicamente brasileiros que se cruzam. São eles um policial movido por instintos, sua mulher, que está decidida a se separar, um traficante, cujo principal interesse é apenas sobreviver, e um ex-sargento do exército saudoso da vida no quartel. Para completar, o que acaba movendo os protagonistas é um crime ambiental. E Caio Sóh (“Por Trás do Céu”) assina “Canastra Suja”, um retrato de família mergulhada na violência e sordidez, estrelado por Marco Ricca (“Chatô, o Rei do Brasil”) e Adriana Esteves (“Real Beleza”). Confira abaixo mais detalhes de todos os filmes, com sinopses oficiais e trailers. Hereditário | EUA | Terror Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse um sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta adolescente, Charlie, por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. Com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram. O Amante Duplo | França | Suspense Chloé (Marina Vacht) é uma mulher reprimida sexualmente que, constantemente, sente dores na altura do estômago. Acreditando que seu problema seja psicológico, ela busca a ajuda de Paul (Jérémie Renier), um psicólogo. Só que, com o andar as sessões de terapia, eles acabam se apaixonando. Diante da situação, Paul encerra a terapia e indica uma colega para tratá-la. Chloé, no entanto, decide ir a outro profissional, o irmão gêmeo de Paul, que ela nunca tinha ouvido falar até então. Desobediência | Reino Unido, EUA | Drama A fotógrafa Ronit (Rachel Weisz) retorna para a cidade natal pela primeira vez em muitos anos em virtude da morte do pai, um respeitado rabino. Seu afastamento foi bastante abrupto e o reaparecimento é visto com desconfiança na comunidade, mas ela acaba acolhida por um amigo de infância (Alessandro Nivola), para sua surpresa atualmente casado sua paixão de juventude, Esti (Rachel McAdams). Tungstênio | Brasil | Drama Quando pessoas começam a utilizar explosivos para pescar na orla de Salvador, na Bahia, um sargento do exército aposentado, um policial e sua esposa e um traficante vão se unir e farão de tudo para acabar com esse crime ambiental. Canastra Suja | Brasil | Drama Batista (Marco Ricca) e Maria (Adriana Esteves) formam um casal que, aparentemente, é muito feliz em seu casamento. No entanto, a verdade é que as aparências enganam e muito. Batista, um alcoólatra inveterado, e Maria, que tem um caso com o namorado de sua filha mais velha, Emília (Bianca Bin), representam uma família que está à beira das ruínas. Rei | Chile | Drama Antoine de Tounens (Rodrigo Lisboa) foi um aventureiro francês corajoso, que decidiu viajar pelo continente sul-americano em 1860 e fundar sua própria monarquia. Com o aval dos índios do sul do Chile, criou o Reino da Araucania e da Patagônia, declarando-se rei do local. Mas o governo chileno decide tomar as devidas providências para impedir o reinado deste estrangeiro em suas terras. Baseado numa história real.












