O Grito: Nova versão do terror da fantasma cabeluda ganha trailer legendado e dublado
A Sony Pictures divulgou fotos, pôsteres o primeiro trailer do reboot de “O Grito” (The Grudge), em versão legenda e dublada. A prévia transporta a maldição japonesa para uma casa de subúrbio americana, que jamais deve ser adentrada. Os curiosos que entram em seus aposentos passam a ser perseguidos por um espírito feminino vingativo, que se manifesta como uma fantasma cabeluda. Seus cabelos assustam por cima da sua cara, boiando na banheira, escondendo-se debaixo da cama e levitando de várias formas. A produção é a segunda versão americana do longa japonês original, que, por sua vez, também era refilmagem de outra produção – um telefilme do mesmo diretor, Takashi Shimizu. Ou seja, será a quarta vez que a mesma história será contada desde o ano 2000. Tudo começou com o telefilme japonês de 2000, que ganhou versão de cinema em 2002, quando os filmes de J-horror com mulheres fantasmas de cabelo na cara ainda eram novidade. “Ju-On”, o título japonês, ainda acrescentou o menino fantasma de boca aberta, que virou outro ícone do gênero. Rendeu inúmeras continuações e até um crossover, “Sadako vs. Kayako”, em que sua mulher fantasma de cabelo na cara enfrentou a mulher fantasma de cabelo na cara de “O Chamado” (Ringu, em japonês). O primeiro remake americano foi lançado em 2004 com direção do criador da franquia, o cineasta Takashi Shimizu, que mudou apenas a etnia da protagonista. Ela virou uma enfermeira americana (Sarah Michelle Gellar) que enfrentava a maldição enquanto trabalhava em Tóquio, no Japão. O fato de manter a locação original foi uma tentativa de preservar os mitos sobre espíritos maus do folclore do país. E deu certo. O filme fez sucesso suficiente para também ganhar continuações – mas o terceiro filme já saiu direto em vídeo. A nova produção preserva o título original americano (e brasileiro), sem adendos, porque mantém a mesma premissa, mas muda os personagens e a locação. Desta vez, o terror ataca nos subúrbios e ameaça uma típica família americana. Ironicamente, porém, os personagens americanos são vividos por um ator mexicano, um sul-coreano e uma atriz inglesa, que têm os papéis principais. Demian Bichir (“Os Oito Odiados”), John Cho (“Star Trek”) e Andrea Riseborough (“Birdman”) são os protagonistas do filme, que ainda inclui em seu elenco Lin Shaye (“Sobrenatural”) e Betty Gilpin (“GLOW”). Roteiro e direção são assinados por Nicolas Pesce (“Os Olhos da Minha Mãe”) e a produção está a cargo do cineasta Sam Raimi (“Homem-Aranha”), que se disse “muito animado”, em comunicado oficial, com todo este prospecto. A estreia vai acontecer em 16 de janeiro no Brasil, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.
Drácula: Nova série dos criadores de Sherlock ganha primeiro teaser
A rede britânica BBC divulgou o primeiro teaser de “Drácula”, série coproduzida pela Netflix, que revisita a famosa história de terror gótico de Bram Stoker. O projeto foi desenvolvido pelos roteiristas-produtores Mark Gatiss e Steven Moffat, criadores de “Sherlock”, que vão escrever todos os episódios, e traz o ator dinamarquês Claes Bang (de “The Square: A Arte da Discórdia”) como o personagem-título. Por sinal, a produção de “Drácula” vai seguir o mesmo formato de “Sherlock”, com uma 1ª temporada curta, contendo capítulos de longa duração, como se cada história fosse um filme. Ao todo, foram encomendados três episódios de 90 minutos, que contarão como o vampiro da Transilvânia medieval vai parar na “moderna” Londres vitoriana, do final do século 19. Ainda sem previsão de estreia, “Drácula” retornará à TV seis anos após o cancelamento de uma série homônima da rede NBC, que trouxe Jonathan Rhys Meyers no papel-título em 13 episódios. A atração será o primeiro projeto televisivo de Gatiss e Moffat desde o lançamento da 4ª temporada de “Sherlock” em janeiro de 2017. Moffat também era o showrunner de “Doctor Who” até o ano passado e atualmente desenvolve uma série baseada na sci-fi “The Time Traveler’s Wife” para a HBO.
Antlers: Terror produzido por Guillermo del Toro ganha trailer tenso
A Fox Searchlight divulgou o pôster e o trailer de “Antlers”, terror dirigido por Scott Cooper (“Aliança do Crime”) e produzido pelo vencedor do Oscar Guillermo del Toro (“A Forma da Água”). A prévia, que não tem diálogos, explora com tensão crescente a relação de um menino e uma criatura que vive em sua casa, que ele alimenta de animais mortos e chama de “pai” (única palavra do trailer inteiro). Até que o monstro escapa, deixando um rastro de mortes sangrentas para a polícia investigar. Baseado no conto “The Quiet Boy”, de Nick Antosca (criador de “Channel Zero”), o filme traz no elenco Keri Russell (“The Americans”), Jesse Plemons (“El Camino”) e o menino Jeremy T. Thomas (“The Righteous Gemstones”). A estreia está marcada para 17 de abril nos Estados Unidos e ainda não há previsão de data para o lançamento no Brasil.
Doutor Sono: Continuação de O Iluminado ganha 25 imagens novas
A Warner divulgou dois pôsteres e 25 fotos de “Doutor Sono”, aguardada continuação de “O Iluminado”, que traz Ewan McGregor (“Trainspotting”) como a versão adulta de Danny Torrence, filho do personagem de Jack Nicholson no clássico de terror de 1980. As imagens chegam a recriar cenas do longa dirigido por Stanley Kubrick, mas se dedicam principalmente aos novos personagens. Assim como “O Iluminado”, o novo filme também é baseado num livro de Stephen King – a sequência oficial da obra original e premiada com o Bram Stoker Award (o “Oscar” das publicações de terror) de Melhor Romance de 2013. Na trama, Danny cresceu traumatizado após seu pai enlouquecer e tentar matar a família no Overlook Hotel. Já adulto, o rapaz enfrenta problemas com álcool, até que volta a manifestar poderes mediúnicos e entra em contato com uma garota (a estreante Kyliegh Curran) perseguida por um perigoso grupo de paranormais. A direção do filme está a cargo de Mike Flanagan (“Ouija: Origem do Mal”), que recentemente filmou outro livro de Stephen King, “Jogo Perigoso”, e a elogiada série “A Maldição da Residência Hill”. Ele também reescreveu o roteiro – originalmente encomendado para Akiva Goldsman (responsável por destruir “A Torre Negra”, mais uma obra de Stephen King). O elenco ainda inclui Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) como a vilã da história – Rose, a Cartola (no original, Rose the Hat) – , além de Emily Alyn Lind (“A Babá”), Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”), Cliff Curtis (“Fear the Walking Dead”), Bruce Greenwood (“Star Trek”), Zahn McClarnon (“Westworld”), Carel Struycken (“Twin Peaks”) e Carl Lumbly (“Supergirl”). A estreia está marcada para 7 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Stephen King decide transformar sua casa em retiro para escritores
O escritor Stephen King decidiu transformar sua casa em Bangor, no Maine (EUA), em um retiro para escritores e pesquisadores. King e sua mulher, Tabitha, receberam a aprovação do município para transformar sua área residencial em uma organização sem fins lucrativos, permitindo visitas a arquivos sobre seu trabalho enquanto a casa ao lado será convertida em uma “pensão”. “Estamos no começo do planejamento do retiro dos escritores, fornecendo moradia para até cinco escritores na residência por vez. A mudança de zoneamento foi o primeiro passo. Mas ainda estamos a um ou dois anos de distância de um retiro operacional”, contou King em sua página no Facebook. “Os arquivos anteriormente mantidos na Universidade do Maine estarão acessíveis apenas a visitas restritas mediante agendamento. Não haverá museu e nada será aberto ao público, mas os arquivos estarão disponíveis para professores e pesquisadores”. A localização da residência de King não é segredo, com fãs sempre tirando fotos em frente aos portões de casa. Agora, ele quer que os fãs mais sérios, que também aspiram virar escritores ou estudar sua obra mais a fundo, sejam bem-vindos para fazer isso a seu lado. Desde que, claro, não se revelem Annie Wilkes enrustidas – a personagem obcecada pelo escritor de “Louca Obsessão”, que atualmente está sendo vivida por Lizzy Caplan na 2ª temporada de “Castle Rock”. Além de morar na cidade há várias décadas, King baseou seus livros na região, criando cidades fictícias do Maine para contar histórias que poderiam ter acontecido no seu vizinho ou no seu próprio porão. “A família King foi maravilhosa para a cidade de Bangor ao longo do tempo e doou literalmente milhões de dólares para várias causas na comunidade”, compartilhou o vereador Ben Sprague em comunicado. “Preservar seu legado aqui em Bangor é importante para esta comunidade.”
Zack Snyder anuncia final das filmagens de seu novo filme de zumbis
O diretor Zack Snyder (“Batman vs. Superman”) anunciou o final das filmagens de “Army of the Dead”, filme que marca sua volta aos zumbis e sua estreia na Netflix. O anúncio foi feito no fim de semana na rede social Vero, acompanhado por um foto do cineasta e de seus cinegrafistas no último dia de gravação no set. “Eu e meu incrível departamento de cinegrafistas esperando uma nuvem passar no último dia de filmagem. Isto é que é divertido”, escreveu Snyder. Veja o post original abaixo. A produção representa um retorno às origens para o diretor, que volta ao apocalipse zumbi 15 anos após o longa-metragem que inaugurou sua carreira, “Madrugada dos Mortos” (2004). A trama é uma espécie de “Onze Zumbis e um Segredo”, já que se passa em Las Vegas e acompanha um homem que reúne um grupo de mercenários para realizar o maior assalto já tentado. O detalhe é que, para chegar nos milhões, eles precisarão invadir uma zona de quarentena e se arriscar em meio a um surto de zumbis. O projeto estava acumulando poeira desde 2007 na Warner, onde deveria ter sido dirigido por Snyder logo após “300” (2006). Sem esquecê-lo, o diretor conseguiu convencer a Netflix a bancar sua produção, orçada, segundo o site The Hollywood Reporter, em respeitáveis US$ 90 milhões – orçamento de filme de super-heróis e não de zumbis. A história é do próprio Snyder, mas foi transformada em roteiro por Joby Harold, do infame “Rei Arthur: A Lenda da Espada” (2017). Além de dirigir, Snyder também assina a produção com sua esposa, Deborah Snyder. Segundo o diretor, “Army of the Dead” deve chegar ao catálogo da Netflix no final de 2020.
A Noite Amarela ressalta variedade atual do terror brasileiro
O cineasta paraibano Ramon Porto Mota estreia “A Noite Amarela”, seu primeiro longa-metragem depois da experiência coletiva da antologia “O Nó do Diabo” (2018), em um momento especialmente feliz para o cinema de gênero brasileiro. Vejam só: na mesma semana em que o seu filme estreou, entrou em cartaz também em outras salas do país “Morto Não Fala”, de Dennison Ramalho, e “Amor Assombrado”, de Wagner de Assis. E na semana anterior foi lançado “O Clube dos Canibais”, de Guto Parente. Ou seja, o cinema de horror brasileiro está deixando de ser rejeitado e está sendo abraçado por uma parcela cada vez maior de espectadores, ao mesmo tempo em que estamos vivendo um momento político também singular. Nas entrevistas de Mota, ele afirma que não tinha a menor intenção de que “A Noite Amarela” fornecesse metáforas para o momento político brasileiro. Mas acontece que a percepção da obra de arte, ainda mais essa do tipo mais livre e cheia de espaços, pode trazer interpretações diversas. E isso já não está mais nas mãos do artista. Além do mais, o artista costuma ter antenas que captam o espírito da época. Assim, o mal estar com o mundo contemporâneo se faz bastante presente na escuridão que invade a vida de seus protagonistas. “A Noite Amarela” quase se desvincula de uma trama no sentido convencional, especialmente a partir de seu terço final, ao se deixar levar pela atmosfera de sonho/pesadelo, fazendo com que os personagens sejam engolfadas pela escuridão, por algo não muito fácil de ser compreendido. O escuro é um aspecto predominante no filme. Quase todas as cenas se passam à noite, desde o começo, quando jovens secundaristas chegam a uma ilha para relaxar e comemorar a formatura do ensino médio. A opção de Ramon Porto Mota em adotar uma fotografia suja, áspera, com pouca iluminação, como se fosse um filme feito nas primeiras experiências com o digital, contribui para a sensação de que estamos vendo uma produção estranha a esses tempos em que as imagens são cada vez mais nítidas. Ao mesmo tempo, difícil não apreciar o belo trabalho de direção de arte e fotografia, com um uso de cores que remetem ao cinema italiano de horror dos anos 1970. O filme é marcado por sua geografia, seu sotaque paraibano, seus diálogos aparentemente espontâneos, mas que na verdade foram memorizados pelos atores. O tipo de dramaturgia também é diferente, estranho. Nas entrevistas, Mota vem comentando que seu filme é mais herdeiro das experiências com o cinema de horror de Walter Hugo Khouri e Jean Garrett do que com o cinema de horror estrangeiro. De fato, quem viu os filmes de Khouri e Garrett sabe do que ele está falando e vai concordar. A intenção é fazer uma obra atemporal, cuja estranheza atravessará décadas. Na trama, após o grupo de adolescentes chegar a uma ilha praticamente desabitada e sem sinal de celular, uma das meninas, Karina (Rana Sui), desaparece, e a missão da turma passa a ser procurar pela amiga pela noite escura. Eles resolvem se separar e acabam se deparando com estranhas coisas que lhes assombram, como a presença de duplos. No meio disso tudo, há um grande flashback que dá uma quebrada no filme, como se o tirasse do gênero horror e o colocasse em um daqueles filmes dos anos 1950, com jovens duelando. Isso contribui para a estranheza, mas não deixa de ser no mínimo divertido. Além do mais, a presença desses jovens atores e de um cinema que não tem medo de experimentar traz um frescor necessário para este momento, em que filmes brasileiros de gênero começam a se tornar cada vez mais comuns no circuito. Quanto mais pluralidade, melhor.
The Outsider: Nova série baseada em terror de Stephen King ganha primeiro trailer
A HBO divulgou o trailer de “The Outsider”, minissérie baseada no livro mais recente (da fonte inesgotável) de Stephen King. Publicada no Brasil em junho, a trama de “The Outsider” foi adaptada por Richard Price (criador de “The Night of”) e será estrelada e coproduzida por Ben Mendelsohn (“Rogue One”). Além disso, seus dois primeiros episódios são dirigidos pelo ator Jason Bateman (“A Noite do Jogo”), vencedor do Emmy de Melhor Diretor por “Ozark”. Bateman também interpreta um dos personagens da série, suspeito do crime que dá início ao mistério. A série gira em torno da investigação do assassinato de um menino 11 anos, encontrado morto num parque de Flint City. Testemunhas e impressões digitais apontam como principal suspeito uma das figuras mais conhecidas da cidade – o treinador da Liga Infantil de beisebol, que também é professor, casado e pai de duas filhas – , vivido por Bateman. Entretanto, ele tem um álibi que o coloca bem longe da cena do crime no momento do assassinato. Conforme a investigação do detive policial interpretado por Mendelsohn avança, mais situações inexplicáveis começam a aparecer. É quando entra em cena uma detetive diferente, vivida por Cynthia Erivo (“As Viúvas”), especializada no paranormal. O elenco também inclui Bill Camp (“Coringa”), Mare Winningham (“American Horror Story”), Paddy Considine (“A Morte de Stalin”), Julianne Nicholson (“Àlbum de Família”), Summer Fontana (“The Originals”), Derek Cecil (“House of Cards”), Michael Esper (“Trust”), Max Beesley (“Mad Dogs”) e Marc Menchaca (“Ozark”). Com 10 episódios, “The Outsider” tem estreia marcada para 12 de janeiro.
David Duchovny entra no remake de Jovens Bruxas
O ator David Duchovny (o agente Mulder de “Arquivo X”) entrou no elenco do remake de “Jovens Bruxas” (The Craft), sucesso de 1996, que vai voltar como produção da Blumhouse – produtora de “Corra!”, “Nós”, “Fragmentado”, “Uma Noite de Crime”, etc. Apesar do anúncio, não foram revelados detalhes sobre a participação de Duchovny na trama. O filme original não tinha destaque para personagens adultos, o que deve restringir sua participação ao papel de pai ou professor das protagonistas. A trama acompanhava uma jovem recém-chegada numa nova escola, que faz amizade com três garotas malvadas, excluídas e envolvidas em bruxaria. Mas a irmandade formada por elas é quebrada quando uma das bruxas abusa do poder. Ao se voltarem contra a novata, esta se mostra muito mais poderosa que o esperado. O remake vai contar a mesmíssima história, que a Sony tenta refilmar desde 2015, quando contratou a cineasta Leigh Janiak (do terror indie “Honeymoon”) para o projeto. Na ocasião, a iniciativa não deu em nada. Assim, o estúdio se acertou com a Blumhouse, que escalou a atriz Zoe Lister-Jones para escrever e dirigir a nova versão. Cineasta novata, ela chamou atenção com sua estreia como diretora, a comédia musical indie “Band Aid”, premiada em festivais norte-americanos em 2017. O novo “The Craft” (título em inglês) será estrelado por Cailee Spaeny (de “Circulo de Fogo: A Revolta”), Gideon Adlon (“The Society”), Lovie Simone (“Greenleaf”), Zoey Luna (“Pose”) e Nicholas Galitzine (“Chambers”) nos papéis originalmente vividos por Robin Tunney (a Teresa Lisbon de “The Mentalist”), Fairuza Balk (Ginger em “Ray Donovan”), Neve Campbell (a Sidney Prescott da franquia “Pânico”), Rachel True (série “Half & Half”) e Skeet Ulrich (o FP Jones de “Riverdale”). Atualmente em pré-produção, o remake ainda não tem cronograma de filmagem e nem data de estreia definidos.
Consumed: David Cronenberg desenvolve minissérie de terror para a Netflix
Anunciada há dois anos, finalmente surgiram novidades sobre a primeira série desenvolvida pelo diretor David Cronenberg (“A Mosca”, “Mapas para as Estrelas”). Originalmente concebida para o canal pago AMC, a produção acabou sendo adquirida pela Netflix. O projeto é uma adaptação do romance de terror “Consumidos” (Consumed), escrito pelo próprio Cronenberg, e está sendo desenvolvido em parceria com Dave Erickson, criador de “Fear the Walking Dead”, e Sheri Elwood, produtora-roteirista de “Lucifer”. Publicado em 2014, o livro acompanha dois jornalistas que se propõem a investigar o assassinato canibalista de uma polêmica filósofa parisiense. Os protagonistas são o casal Naomi e Nathan, que, na busca constante por reportagens sensacionalistas, acabarão envolvidos numa conspiração global envolvendo sexo e morte. Naomi investiga o assassinato, seguido de um suposto ato de canibalismo, de uma famosa filósofa francesa, Celéstine Arosteguy. O crime, que pode ter sido cometido pelo seu marido, o também filósofo Aristide Arosteguy, tanto a assusta como fascina. Já Nathan mergulha nos confins de Budapeste para fotografar um excêntrico cirurgião que trabalha nas margens da ética num método pouco ortodoxo de combate ao câncer. A trama leva os personagens de Paris a Londres, do Canadá ao Japão, passando por hotéis de luxo, clínicas clandestinas e até pelo Festival de Cannes, numa narrativa intrincada que revela que os persoangens estão perseguindo fios de uma mesma e perigosa trama, e talvez seja tarde demais para que um possa ajudar o outro. A produção terá formato de minissérie e está atualmente em fase de pré-produção. Cronenberg deve dirigir alguns episódios.
Terror Maniac Cop vai virar série do diretor de Drive
O cineasta dinamarquês Nicolas Winding Refn, conhecido por filmes como “Drive” (2011) e “O Demônio de Neon” (2016), fechou contrato para desenvolver uma série baseada no terror “Maniac Cop – O Exterminador” (1988), filme cult da era dos slashers sangrentos, que será exibida pelos canais pagos HBO nos Estados Unidos e Canal+ (Canal Plus) na França. “Maniac Cop” era uma história típica de psicopata deformado, mas trocava o monstro mascarado e o cenário suburbano/campestre de filmes como “Halloween” e “Sexta-Feira 13” por um policial fardado e psicopata, que assassinava brutalmente inocentes nas ruas de Nova York. O filme original tinha roteiro de Larry Cohen (“Nasce um Monstro”) e direção de William Lustig (“O Maníaco”), dois mestres do terror, e ainda por cima incluía Bruce Campbell (o Ash de “Evil Dead”) como um dos suspeitos de ser o assassino. Fez tanto sucesso que rendeu duas continuações. Refn chegou a anunciar em 2017 planos de transformar “Maniac Cop” num filme, mas o projeto tomou outro rumo, com menos ênfase na trama de terror e tendência a refletir as críticas à brutalidade policial nos EUA. A trama vai ser adaptada por John Hyams, roteirista-produtor das séries de zumbis “Z Nation” e “Black Summer”. Refn e Hyams também vão se alternar na direção dos episódios. “Sempre fui um admirador dedicado de John Hyams”, disse Refn, em comunicado sobre o projeto. “Temos conversado sobre uma re-imaginação dos filmes de ‘Maniac Cop’ há vários anos, mas, conforme começamos a trabalhar no material, vimos que queríamos explorar o mundo que estávamos criando com maior profundidade. Transformar ‘Maniac Cop’ em uma série nos permitirá realizar nossas ambições mais loucas e alcançar um público enorme através dos parceiros HBO e Canal+. Esta série será uma odisseia de horror sem censura e cheia de ação. Dado o estado atual do mundo, ‘Maniac Cop’ também será um forte comentário sobre o declínio da civilização”. “Maniac Cop” será a segunda série americana de Refn, que estreou nesse mercado com “Too Old to Die Young”, disponibilizada em junho na plataforma de streaming da Amazon. Veja abaixo um trailer do filme original de 1988.
James Wan vai produzir série baseada nos quadrinhos de Dylan Dog
A produtora Atomic Monster, do cineasta James Wan (“Invocação do Mal”), fechou contrato com a editora italiana Sergio Bonelli para adaptar os quadrinhos de “Dylan Dog” numa série live-action. Criado em 1986 por Tiziano Sclavi, Dylan Dog é um detetive que resolve casos sobrenaturais e já teve um filme com elenco americano, estrelado por Brandon Routh (“Superman – O Retorno”) e dirigido por Kevin Munroe (da animação das “Tartarugas Ninjas”). A produção foi anunciada revelado num comunicado conjunto, assinado pelo presidente da editora italiana, Davide Bonelli, e pelo próprio James Wan. “James Wan e Atomic Monster são mestres no gênero de terror e têm uma sensibilidade comprovada sobre a melhor forma de adaptar os quadrinhos à tela. Estamos muito emocionados por ter essa equipe dos sonhos trabalhando em um de nossos personagens mais importantes.” “‘Dylan Dog’ é realmente um dos meus quadrinhos favoritos de todos os tempos. Fui apresentado pela primeira vez ao ‘Investigador de Pesadelos’ no colégio por meus amigos europeus. E embora eu não tenha entendido o texto estrangeiro, entendi facilmente a história através da bela obra de arte e de suas referências amorosas ao gênero de terror. Estou empolgado em trabalhar com a editora Sergio Bonelli para lhe dar vida na tela.” Em seus 33 anos de existência, “Dylan Dog” possui mais de 500 histórias publicadas e mais de 50 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, inclusive no Brasil. Embora publicada na Itália, a série se passa principalmente em Londres, onde vive o protagonista, que investiga mistérios paranormais ao lado de seu companheiro Groucho, inspirado no clássico humorista Groucho Marx. A publicação é tão famosa na Itália que até o célebre diretor Dario Argento (da “Suspiria” original) já escreveu uma graphic novel do personagem. A série terá inicialmente uma 1ª temporada com 10 episódios, mas ainda não possui showrunner nem canal definido.
Zumbilândia 2 ganha vídeo para recordar a história da franquia
A Sony divulgou um novo vídeo de “Zumbilândia 2”, que mistura narração dublada e falas legendadas para recapitular e contextualizar a trama da franquia, explicando quem são os personagens e como eles sobreviveram ao apocalipse zumbi nos últimos dez anos. A continuação traz de volta o quarteto original de protagonistas, Emma Stone, Woody Harrelson, Jesse Eisenberg e Abigail Breslin, que se juntaram em 2009 no começo da praga zumbi e desde então viraram profissionais da sobrevivência pós-apocalíptica. Em sua volta ao cinema, eles cruzam com Rosario Dawson (“Luke Cage”), Zoey Deutch (“Artista do Desastre”), Avan Jogia (“Ghost Wars”), Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Luke Wilson (“Legalmente Loira”) e até Bill Murray (de novo) e Dan Aykroyd, que interpretam a si mesmos. O filme também tem os mesmos roteiristas, Paul Wernick e Rhett Reese, que estouraram com os filmes de “Deadpool”, e o diretor Ruben Fleischer, também em alta após a bilheteria surpreendente de “Venom”. A produção vai chegar aos cinemas a tempo de pegar o Halloween e o aniversário de dez anos da estreia do primeiro filme, com estreia marcada para 24 de outubro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.










