Pluto TV lança três canais dedicados ao Natal
A plataforma de streaming Pluto TV, que está completando seu primeiro ano no Brasil, lançou três novos canais dedicados inteiramente ao Natal. Os canais Cine Natal (canal 95), Clima de Natal (canal 96) e Músicas de Natal (canal 97) já estão no ar e são especialmente indicados pra quem acha que o excesso de produções natalinas da Netflix ainda é pouco. Como o nome indica, Cine Natal reúne uma seleção interminável de filmes e especiais de Natal, enquanto Clima de Natal dedica-se ao aspecto festivo da data e Músicas de Natal apresenta as canções natalinas mais famosas acompanhadas por imagens de lareiras – porque dezembro também é época de frio (só que não no Brasil). A programação da Pluto TV ainda vai acrescentar mais um canal neste mês, dedicado exclusivamente à maratonas sem fim da série de comédia infantil “Kenan & Kel” (canal 177). A estreia está marcada para a próxima terça (7/12).
Thriller submarino com atriz de “Game of Thrones” ganha trailer tenso
A plataforma Peacock divulgou o pôster e o trailer de “Vigil”, série britânica de ação estrelado por Suranne Jones (“Doctor Foster”) e Rose Leslie (“Game of Thrones”). Na trama, as duas vivem detetives que investigam uma morte no interior do submarino nuclear que batiza a atração. O detalhe é que a missão do Trident HMS Vigil não pode ser interrompida, o que obriga a personagem de Jones a embarcar a bordo para fazer seu trabalho. Embora deduza rapidamente se tratar de um caso de assassinato, ela encontra resistência da tripulação e dos comandantes, que preferem ver a morte considerada um acidente. Escrita por Tom Edge (roteirista de “The Crown”), “Vigil” já foi exibida no Reino Unido, pela rede BBC, onde se tornou o segundo drama televisivo mais assistido do ano – atrás apenas da veterana “Line of Duty” – com mais de 7 milhões de telespectadores ao vivo. O sucesso já rendeu renovação para 2ª temporada. A estreia nos EUA vai acontecer em 23 de dezembro e ainda não há previsão para o Brasil, onde o serviço de streaming da NBCUniversal ainda não foi lançado.
Fotos e trailer mostram Sabrina em “Riverdale”
A rede The CW divulgou as fotos e o trailer do próximo episódio de “Riverdale”, que destacam a participação de Kiernan Shipka, de volta ao papel de Sabrina Spellman após o cancelamento de “O Mundo Sombrio de Sabrina” na Netflix. Apresentada como “um evento especial de cinco capítulos”, a participação envolve a personagem Cheryl (Madelaine Petsch) e a passagem de um cometa por Riverdale. Segundo a sinopse, “enquanto o cometa de Bailey passa por Rivervale, Cheryl e Nana Rose revisitam as trágicas histórias das mulheres Blossom ao longo dos anos. Mas o evento celestial único também leva Cheryl a invocar um rosto familiar: Sabrina Spellman”. Em comunicado, o showrunner Roberto Aguirre-Sacasa comentou a participação. “Temos falado sobre a visita de Sabrina a ‘Riverdale’ desde a 1ª temporada, então é emocionante que isso esteja finalmente acontecendo, como parte de um evento especial de ‘Rivervale’”, disse o produtor. “Também é perfeito que ela apareça para ajudar Cheryl Blossom durante sua hora de maior necessidade. Todos no set perderam a cabeça – e acho que os fãs também perderão. É muito divertido e especial.” Vale lembrar que, quando “O Mundo Sombrio de Sabrina” foi cancelado em sua 4ª temporada na Netflix, Roberto Aguirre-Sacasa sugeriu que o ano seguinte seria um crossover com “Riverdale”. Infelizmente, “O Mundo Sombrio de Sabrina” não só acabou como a própria Sabrina morreu no final da série. Havia planos para trazê-la de volta, mas o final abrupto impediu isso. Não está claro se “Riverdale” vai simplesmente ignorar esse detalhe ou se incorporará a ressurreição de Sabrina em sua trama. Intitulado “The Witching Hour(s)”, o episódio com Sabrina será exibido na próxima terça (7/12) nos EUA. A série é disponibilizada no Brasil pelo canal pago Warner.
Amazon revela trailer e imagens da série baseada em Jack Reacher
A Amazon Prime Video divulgou fotos, pôsteres e o primeiro trailer legendado de “Reacher”, série sobre o personagem Jack Reacher, já vivido por Tom Cruise nos cinemas. O ator Alan Ritchson, intérprete do herói Rapina em “Titãs”, é quem estrela a série como o ex-militar que está sempre se envolvendo em confusões e saindo delas na base da porrada. De forma apropriada, a 1ª temporada será baseada no primeiro livro de Lee Child sobre Reacher, “Dinheiro Sujo” (The Killing Floor), publicado em 1997, que introduz o personagem. Vale lembrar que os longas estrelados por Cruise adaptaram o 9º e o 18º livros da franquia. E descontentaram os leitores devido à baixa estatura do ator, que não combinava com a descrição do personagem. Ritchson não é tão famoso, mas tem o físico descrito nos livros. A trama começa com a chegada de Reacher à pequena cidade de Margrave, Geórgia, onde encontra uma comunidade em choque com o primeiro homicídio no local em 20 anos. Os policiais o prendem imediatamente e testemunhas afirmam ter visto Reacher na cena do crime. E enquanto ele luta para provar sua inocência, uma conspiração começa a emergir. O problema é que escolheram o cara errado para incriminar. O elenco também inclui Willa Fitzgerald (“Scream”/”Pânico – A Série”), Malcolm Goodwin (“iZombie”), Kristin Kreuk (“Smallville”), Bruce McGill (“Rizzoli & Isles”) e Chris Webster (“Jogo Perigoso”/”Most Dangerous Game”). A adaptação está a cargo de Nick Santora (criador de “Scorpion”) e também conta com a participação do cineasta Christopher McQuarrie, que dirigiu os filmes de 2012 e 2016, como produtor. Os estúdios envolvidos na produção, por sua vez, são Skydance e Paramount, que já se juntaram para o relançamento de outra franquia literária que derrapava nos cinemas e renasceu como série bem-sucedida na Amazon: “Jack Ryan”. A estreia está marcada para 4 de fevereiro.
Becky G lança clipe em homenagem a “La Casa de Papel”
A cantora americana Becky G, fã declarada de “La Casa de Papel”, lançou um clipe em homenagem à série, em que transforma a icônica música “Bella Ciao” num reggaeton. No vídeo, Becky comenta a série com seus amigos – com direito a spoiler – quando começa a se ver no clima da produção, trajando macacão vermelho e máscara de Salvador Dalí. Para quem não sabe, a música adotada pelos personagens da série existe desde o século 19 e se consagrou como símbolo da resistência da Itália durante a 2ª Guerra Mundial. Ela ganhou sua versão mais conhecida em 1965, em gravação da cantora e atriz italiana Milva (1939–2021), “a Vermelha”, época em que se fortaleceu como hino de liberdade e de luta contra o fascismo. A série espanhola criada por Álex Pina chega ao fim nesta sexta-feira (3/12) com o lançamento de seus cinco episódios derradeiros, equivalentes ao Volume 2 de sua Parte 5.
“Maravilhosa Sra. Maisel” ganha novo teaser da 4ª temporada
A Amazon Prime Video divulgou um novo teaser de “Maravilhosa Sra. Maisel” (The Marvelous Mrs. Maisel), que indica que os pais de Midge (Rachel Brosnahan) vão voltar a morar com ela na 4ª temporada. A série conta a história de uma dona de casa de classe alta da Nova York dos anos 1950 que, após o divórcio e uma crise existencial, decide seguir carreira na então emergente cena de comédia stand-up da cidade. Antes do estouro da atração, sua criadora, Amy Sherman-Palladino, era mais conhecida por ter criado “Gilmore Girls”, um fenômeno de popularidade do começo dos anos 2000, estrelado por Lauren Graham e Alexis Bledel, que, entretanto, nunca foi reconhecido com prêmios. Um contraste com a série “Maravilhosa”, vencedora de 20 Emmys, incluindo Melhor Série de Comédia, além de seis Critics Choice Awards, três Globos de Ouros, cinco SAG Awards, dois PGA Awards, um WGA Award e um Peabody Award. Fora do ar há dois anos, os novos capítulos chegarão em 18 de fevereiro com novidades no elenco, incluindo Milo Ventimiglia, astro de “This Is Us”.
“Clifford” e “Resident Evil” são as maiores estreias de cinema
Os cinemas recebem 11 estreias nesta quinta (2/12), mas apenas duas chegam no circuito mais amplo do Brasil: o filme infantil “Clifford – O Gigante Cão Vermelho” e o terror baseado em videogame “Resident Evil – Bem-Vindo a Raccoon City”, que estreiam em cerca de 500 telas cada. Eles não são as melhores opções da semana. Mas os filmes com apelo de Oscar receberam distribuição limitada, com disponibilidade no circuito de arte de São Paulo, Rio e poucas cidades mais. Pelo menos, um deles já poderá ser visto em duas semanas em todo o pais – na Netflix. Confira abaixo todas as estreias e seus respectivos trailers. Clifford – O Gigante Cão Vermelho Sucesso entre as crianças nos EUA, o filme conta a origem do cachorro vermelho gigante criado em 1963 pelo autor de livros infantis Norman Bridwell (1928–2014) e diverte com os problemas causados por seu tamanho descomunal. Apesar do entusiasmo do público (nota A no CinemaScore), que já garantiu a encomenda de uma continuação, a crítica achou medíocre (52% no Rotten Tomatoes), lembrando que os roteiristas são os mesmos dos dois filmes live-action dos “Smurfs” e a direção é do responsável por “Alvin e os Esquilos: Na Estrada”. Resident Evil – Bem-Vindo a Raccoon City A tentativa de relançar “Resident Evil” nos cinemas com um enredo mais fiel aos games valoriza, ironicamente, os filmes estrelados por Milla Jovovich. Destruído pela crítica (28% no Rotten Tomatoes) e com bilheteria pífia, o reboot é game over na primeira fase. King Richard – Criando Campeãs Will Smith nunca buscou com tanta vontade uma indicação ao Oscar como neste filme, que conta a história real de perseverança do pai que possibilitou o sucesso das irmãs Venus e Serena Williams, primeiras tenistas negras campeãs mundiais. O drama edificante conta como Richard Williams lutou contra todas as expectativas raciais para apostar no talento das filhas, realizando o que diziam ser impossível. Dirigido por Reinaldo Marcus Green (“Monstros e Homens”), atingiu 91% no Rotten Tomatoes com muitos elogios para o desempenho do astro. A Mão de Deus Produção da Netflix que chega aos cinemas em lançamento limitado, a nova obra do italiano Paolo Sorrentino, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional por “A Grande Beleza”, levou o Leão de Prata do Festival de Veneza deste ano. Passada em Nápoles, na Itália, a trama inspira-se na juventude do diretor, quando Diego Maradona eletrizou a cidade como jogador do Napoli e se tornou campeão mundial pela seleção argentina. Foi durante a Copa do Mundo de 1986 que o craque marcou o gol que batiza o longa, usando a “mão de deus” (dele próprio, Maradona) para vencer a Inglaterra. Ao mesmo tempo, Maradona também salvou a vida de Sorrentino, sem nunca saber. O filme conta como isto aconteceu. Falling – Ainda Há Tempo O primeiro longa dirigido por Viggo Mortensen, indicado ao Oscar de Melhor Ator por “Green Book”, traz o astro como um homem gay casado que recebe o pai conservador em sua residência para ajudá-lo a lidar com os sintomas de Alzheimer. Visões de mundo colidem e discussões sérias são travadas, que percutem em muito drama e renderam o troféu Sebastiane, prêmio LGBTQIAP+ do Festival de San Sebastián. Selvagem Em clima de projeto estudantil, o longa de Diego da Costa registra uma ocupação de escola e traz muitos discursos engajados, além das participações da sumida Lucélia Santos e do rapper Rincón Sapiencia. Foi premiado em festivais fora do circuito mais tradicional do país, inclusive no Guarnicê, um dos mais antigos festivais brasileiros, realizado em São Luís, Maranhão. Vigaristas em Hollywood A comédia sobre golpistas veteranos que tentam um último golpe segue à risca a obrigação de incluir Morgan Freeman em seu elenco. Este é o terceiro filme similar estrelado pelo ator, que começou a mania das comédias de “ação” com velhinhos ao virar espião aposentado em “RED: Aposentados e Perigosos” em 2010. Outro detalhe também constante nesse tipo de trama é a péssima repercussão junto à crítica (33%, neste caso). A história gira em torno de produtores de cinema endividados que armam um esquema de seguros com um astro de cinema envelhecido. Robert De Niro e Tommy Lee Jones completam o elenco central. Que Mal Eu Fiz a Deus? 2 Sequência inferior da mediana comédia francesa de 2014, tem o tipo de humor popular que faz sucesso no Brasil, especialmente na TV. Na trama, quatro genros anunciam que vão mudar de país e os sogros imaginam como impedir. Nheengatu – O Filme A programação se completa com a estreia de três documentários, dos quais se destacam os dois trabalhos que focam o Brasil profundo. Premiado no Festival de Coimbra, “Nheengatu – O Filme” acompanha uma jornada do diretor português José Barahona pelo Rio Negro em busca de uma linguagem perdida, que os portugueses impuseram aos nativos brasileiros durante a colonização. Encontra índios aculturados e ponderando a extinção diante do avanço do garimpo ilegal em suas terras. Wild – Rede Selvagem Em clima de “A Máfia dos Tigres” brasileiro, a obra de Dener Giovanini segue um jornalista investigativo em contato com um dos maiores traficantes de animais silvestres do Brasil, revelando os bastidores dramáticos dessa atividade ilegal, que movimenta bilhões de dólares todos os anos e que coloca em risco de extinção diversas espécies. Mostra-me o Pai Por fim, “Mostra-me o Pai” é uma produção evangélica americana com agenda específica sobre o significado da família e paternidade.
Fotos destacam parceria de Boba Fett e Fennec Shand em nova série de “Star Wars”
A Disney+ divulgou quatro fotos de “O Livro de Boba Fett” (The Book of Boba Fett), próxima série baseada no universo “Star Wars”, que destacam a parceria entre Boba Fett (Temuera Morrison) e Fennec Shand (Ming-Na Wen). As imagens também trazem a personagem da atriz Jennifer Beals (“The L Word”), que ainda não teve detalhes revelados, além do fato de ser da raça Twi’lek. A produção é continuação da 2ª temporada de “The Mandalorian”, e vai revelar os planos de Boba Fett após tomar o castelo de Jabba, o Hutt, em Tatooine, com ajuda de Fennec Shand. A série foi concebida pelo criador e o showrunner de “The Mandalorian”, respectivamente o cineasta Jon Favreau e o produtor-roteirista Dave Filoni, além do diretor Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”), que entrou na equipe após dirigir um episódio da primeira série. O trio deu liga durante as filmagens do episódio “The Tragedy”, da 2ª temporada de “The Mandalorian”, que foi justamente o capítulo responsável por reintroduzir Boba Fett após sua suposta morte na trilogia original de George Lucas. A estreia está marcada para o dia 29 de dezembro.
Cobie Smulders volta à Marvel em “Invasão Secreta”
A atriz Cobie Smulders vai voltar a interpretar a agente da SHIELD Maria Hill na vindoura série “Invasão Secreta”, produção do Marvel Studios para a Disney+. Introduzida no primeiro filme dos Vingadores, a personagem vivida por Smulders já apareceu em seis longas, duas séries e dois videogames da Marvel. A última vez que foi vista em live-action foi em “Homem-Aranha: Longe de Casa” (2019), ao lado de Samuel L. Jackson como Nick Fury. “Invasão Secreta” (Secret Invasion) será sequência dos eventos vistos naquele filme, voltando a reuni-la com Jackson. A trama é uma adaptação dos quadrinhos homônimos, escritos por Brian Michael Bendis em 2008, sobre uma facção maligna dos skrulls (raça de alienígenas com poder de metamorfose), que planeja se infiltrar em posições-chave dos governos da Terra para dominar o planeta sem que ninguém saiba. O elenco também destaca Ben Mendelsohn repetindo seu papel como Talos, o líder dos skrulls que se tornou aliado de Fury em “Capitão Marvel” (2019). Além dos citados, estão confirmados Kingsley Ben-Adir (“Uma Noite em Miami”), Emilia Clarke (“Game of Thrones”), Olivia Colman (“The Crown”) e Christopher McDonald (“Space Jam: Um Novo Legado”), que ainda não tiveram seus personagens identificados. A gravação já começou com roteiros de Kyle Bradstreet (“Mr. Robot”) e direção de Thomas Bezucha, que fez sucesso durante a pandemia com o thriller “Deixe-o Partir” (estrelado por Kevin Costner), e Ali Selim, especialista em séries de ação cerebral como “Condor”, “Manhunt” e “The Looming Tower”. A estreia é esperada para 2022, mas não será surpresa se ficar apenas para 2023, já que foi a única das quatro séries da Marvel atualmente em produção que não ganhou teaser individual no Disney+ Day, evento de novembro que celebrou dois anos de lançamento da plataforma da Disney nos EUA.
Camila Pitanga se empolga com cenas quentes com Elisa Volpatto em “Aruanas”
A atriz Camila Pitanga postou um vídeo no Instagram com várias cenas quentes de Olga, sua personagem em “Aruanas”, com Ivona, vivida por Elisa Volpatto na série. O vídeo mostra a entrega das atrizes em cenas intensas, tanto de briga como de amor. E Camila não esconde sua empolgação – “Eita nóis!” – , incentivando o público a shippar o casal. “Qual o ship da Olga e Ivona em ‘Aruanas’? #Olvona? #Ivolga?”, perguntou aos seguidores. As duas interpretam ex-namoradas que ainda têm uma química forte. Na 2º temporada da série, que estreou em 25 de novembro no Globoplay, a ativista Ivona reaparece na vida de lobista Olga, mostrando ter uma relação conturbada com a antiga paixão. A 2º temporada de “Aruanas” também marca a despedida de Camila Pitanga do grupo Globo. Ela assinou com a HBO Max em novembro para estrelar e desenvolver novas produções de streaming. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Camila Pitanga (@caiapitanga)
Juliana Caldas detona “Amor Sem Medida” da Netflix
A atriz Juliana Caldas, que ficou conhecida pelo papel de Estela Montserrat na novela “O Outro Lado do Paraíso” (2017), usou o Instagram para criticar duramente a comédia “Amor Sem Medida”, produção da Netflix estrelada por Leandro Hassum. Em vídeo publicado em seu perfil pessoal, ela lamentou a forma como o personagem com deficiência é retratado no filme, lamentando a falta de representatividade na escolha do intérprete principal e a enxurrada de piadas preconceituosas da produção. “Estou aqui gravando esse vídeo para falar sobre um filme. Na verdade, para dar a minha opinião sobre um filme que está na Netflix, um filme brasileiro que aborda o tema nanismo. Nossa, bacana! Só que não… Bom, enfim, o filme é do Leandro Hassum, chama ‘Amor sem Medida’ e… Bom, vamos lá”, começa Juliana. “Se a gente parar para pensar… A gente fala tanto hoje em dia da representatividade, da importância da representatividade no mundo, na diversidade, etc. Só que vou dar a minha opinião, estou aqui dando minha opinião tanto como pessoa Juliana e como artista Juliana”, continua. “Eu não me senti em momento nenhum do filme representada. Primeiro, porque a pessoa que faz o personagem que tem nanismo… O ator não tem nanismo, que é o próprio Leandro Hassum. Eles fizeram computação gráfica, diminuíram (o Hassum) em computação gráfica, essas coisas, para mostrar que ele tem baixa estatura. E, depois disso, a maior parte do filme tem piadas totalmente capacitistas, totalmente preconceituosas e que, cara… Não dá para aceitar hoje em dia!”, apontou. “Se fossem piadas racistas, homofóbicas, gordofóbicas, eu acredito que talvez esse assunto estaria sendo levado mais à sério”, ela lamenta. Juliana diz que um dos momentos que mais a incomodou no filme foram piadas sobre o tamanho do órgão sexual do personagem. “Uma das abordagens do filme é comparar o órgão sexual masculino do cara com o tamanho dele. É um absurdo, a gente tenta lutar por respeito, pelo nosso espaço… Por exemplo, um espaço que poderia ter tido um ator realmente com nanismo no filme não teve. A gente tendo respeito… Agora, dia 3 é o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, e aí você tem que se deparar com um filme em que a maior parte é de piadas ridículas. Até quando?”, desabafou. “Eu acho que, enfim, você pode realmente achar que é mimimi, que é essas coisas… Enfim, você pode achar o que quiser. Mas não dá para passar batido a falta de respeito com o próximo. Ainda mais no momento no mundo de hoje, sabe? E todas as outras pautas a gente vê que são levadas a sério. E aí quando você põe a pauta de nanismo, a maioria das vezes não é levada a sério”, acrescenta. Emocionando-se com a denúncia, ela finaliza o vídeo lembrando que seu papel em “O Outro Lado do Paraíso” abordou o tema do nanismo de uma forma completamente diferente. “É cansativo ter que explicar o óbvio, o simples, explicar que a partir do momento que uma piada ou frase fere o outro não é legal. Espero que, no mínimo, as pessoas parem para pensar um pouco, parem para respeitar o próximo, e entender realmente o que é empatia… E exercer a empatia, porque não é só saber o seu significado. Espero que as pessoas, realmente, além de entender, coloquem em prática a empatia”, completou. A ironia é que a comédia sobre uma mulher tipo Juliana Paes (a própria Juliana Paes) que se apaixona por um homem de baixíssima estatura tem uma mensagem de superação de preconceitos. Mas, de fato, a produção não supera seu próprio preconceito. Além do humor questionável do roteiro, a opção de utilizar efeito visual para diminuir Hassum também impede a clara e rara possiblidade de escalar um ator à altura real do papel. E não faltaria candidato. Afinal, Gigante Léo estrelou história parecida em “Altas Expectativas”, comédia romântica que tratava de “amor sem medida” em 2017. “Amor Sem Medida” é um remake do filme argentino “Coração de Leão – O Amor Não Tem Tamanho” (2013), que há oito anos usou o mesmo truque de encolhimento por computador com o ator Guillermo Francella. A adaptação brasileira foi dirigida por Ale McHaddo, que já tinha trabalhado com Hassum em “O Amor Dá Trabalho” (2019) e na série animada “Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma” (2013-2015). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Juliana Caldas 🎭 (@juzinha.caldas)
Disney+ desenvolve série live-action com premissa similar a “Encanto”
A Disney prepara uma nova série de streaming que tem basicamente a mesma premissa da recém-lançada animação “Encanto”, só que em live-action, sem músicas e passada no Reino Unido em vez da Colômbia. A trama de “Extraordinary” é localizada num mundo em que todos tem superpoderes, exceto uma garota. Chamada Mirabel? Não, Jen. A sinopse oficial apresenta a produção da seguinte forma: “’Extraordinary’ segue Jen, uma mulher jovem e dolorosamente autoconsciente que vive em um mundo onde todos têm um superpoder… exceto ela. Esta é uma comédia nova e inovadora sobre ser jovem e se encontrar em um mundo confuso, quando tudo o que você será é ‘ordinário’ (comum). ‘Extraordinary’ é uma celebração do anti-super-herói, dando às pessoas permissão para abraçar sua razoabilidade geral”. Desenvolvida para a Disney+, a atração foi criada por Emma Moran (“Have I Got News for You”) e será estrelada pela jovem atriz irlandesa Máiréad Tyers, revelada no filme “Belfast”, ainda inédito no Brasil. O elenco também inclui Sofia Oxenham (“Poldark”), Bilal Hasna (“Teen Monologues”) e Luke Rollason (“Jack”).
Sony compra produtora de “His Dark Materials” e “A Descoberta das Bruxas”
Único grande estúdio de Hollywood sem plataforma digital própria, a Sony está se reforçando como produtora de conteúdo para os serviços de streaming dos colegas/rivais do entretenimento. O estúdio confirmou nesta quarta (1/12) a aquisição da produtora britânica de séries Bad Wolf. Fundada em 2015 por Jane Tranter e Julie Gardner, ex-executivas da BBC responsáveis por lançar séries de fantasia famosas, como o revival de “Doctor Who” em 2005, o spin-off “Torchwood” e “Da Vinci’s Demons”, a Bad Wolf lançou vários hits num curto espaço de tempo, entre eles “His Dark Materials”, “Industry”, “The Night Of”, “A Descoberta das Bruxas” (A Discovery of Witches) e “I Hate Suzie”. A lista demonstra que as produções da empresa atendem especificamente dois canais pagos e suas respectivas plataformas: HBO nos EUA e Sky no Reino Unido. Tanto HBO quanto Sky faziam parte de uma sociedade original com a Access Entertainment e a Sony Pictures Television, que financiava os negócios da Bad Wolf, mas agora a Sony comprou as ações dos demais sócios e pretende ampliar a cartela de clientes da empresa. Dentro destes planos, fechou a produção da primeira série da produtora para a Apple TV+, “Lady in the Lake”, que será estrelado por Natalie Portman e Lupita Nyong’o. Embora a Sony tenha se recusado a comentar o valor financeiro do negócio, a revista Variety publicou que a aquisição gira em torno de US$ 80 milhões e também inclui um estúdio de produção em Cardiff, País de Gales. As fundadoras da Bad Wolf vão continuar à frente da empresa, agora recebendo aporte exclusivo da Sony. Em comunicado, Jane Tranter disse que “a Sony Pictures Television compartilha nossa visão para o futuro da empresa, e seu entendimento imediato e crença no trabalho da Bad Wolf os tornam os parceiros perfeitos para o nosso futuro”, possibilitando a produtora a “alcançar patamares ainda maiores nos anos que virão”. Ravi Ahuja, presidente de TV global e desenvolvimento corporativo da Sony Pictures Entertainment, também se manifestou: “O negócio do streaming está evoluindo à medida que o público em todos os lugares do mundo se torna mais sintonizado com o conteúdo produzido fora de suas próprias culturas. Este acordo não ressalta apenas a alta qualidade dos talentos com os quais temos orgulho de trabalhar, mas também o nosso objetivo de criar e entregar os programas mais notáveis do Reino Unido para o mundo”. A decisão de fortalecer sua linha de produção e expandir para o Reino Unido acontece três anos após a Sony vender a Crackle, sua pioneira plataforma de streaming, e abandonar o mercado digital antes dele se tornar o maior foco de investimento atual de Hollywood, com os lançamentos da Disney+, HBO Max, Paramount+, Peacock e até a Starzplay, todas plataformas que surgiram após a Sony cometer seu maior erro de avaliação sobre o futuro do entretenimento.












