Charlie Cox vai voltar à Netflix em série de espionagem
O ator Charlie Cox está voltando à Netflix após o cancelamento de “Demolidor”. Ele será o protagonista de “Treason”, uma minissérie de espionagem também estrelada pela ex-Bond girl Olga Kurylenko (que entrou na Marvel em “Viúva Negra”) e Oona Chaplin (“Game of Thrones”). Criada pelo roteirista Matt Charman (do filme “Ponte dos Espiões”), a trama acompanha Adam Lawrence (Cox), treinado pelo serviço secreto britânico MI6, que compartilha um passado complicado com uma espiã russa (Kurylenko) e é forçado a questionar tudo e todos em sua vida. Um triângulo perigoso se forma entre a espiã, Adam e sua esposa (Chaplin), que ameaça expor segredos e afetar relações políticas e diplomáticas, além das vidas de pessoas que se amam. A produção foi confirmada após Cox voltar ao MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) e o chefão da Marvel, Kevin Feige, garantir que ele continuaria a ser o herói Demolidor em novos projetos do estúdio. “Treason” ainda não tem previsão de estreia.
Camila Queiroz comenta final de “Verdades Secretas 2”: “Não sei bem o que dizer”
Camila Queiroz, que deixou “Verdades Secretas 2” antes do fim das gravações, resolveu se manifestar neste sábado (18/12). Claramente dividida, mas sem criticar ninguém, ela agradeceu ao público pela audiência e aos colegas de trabalho por toda a jornada de Angel, sua personagem. “Juro, não sei bem que dizer”, começou, mas logo descobriu as palavras. “O sentimento que pulsa em mim é a gratidão. Agradeço de coração a todos os envolvidos nos dois projetos que se encerraram ontem, em especial o meu muito obrigada ao público que me acompanha nessa jornada desde 2015 e vive essa história intensamente junto comigo. Sempre foi pra vocês e por vocês”, continuou. Ela ainda acrescentou: “A noite de ontem foi histórica, vou me lembrar para sempre”. Histórico foi mesmo. Pela primeira vez, uma novela brasileira foi apresentada com dois finais diferentes. E, também pela primeira vez no Brasil, o desfecho incluiu cenas da protagonista criadas com auxílio de dublê e computação gráfica. Sem falar no primeiro nu frontal masculino numa novela. Tudo isso rendeu audiência recorde de 40 milhões de horas consumidas pelos assinantes da Globoplay. A atriz não participou das gravações finais porque foi desligada da produção em novembro, antes da conclusão da produção, que atrasou devido à pandemia. De acordo com a emissora, ela deixou o elenco da novela após seu contrato vencer e realizar demandas para estender sua participação que não foram aceitas. A situação aguçou a curiosidade do público sobre o desfecho de Angel e inspirou a plataforma da rede Globo a lançar dois finais diferentes para a trama. Um deles, inclusive, deixa as portas abertas para Camila Queiroz retornar e atuar em “Verdades Secretas 3”, já encomendada e atualmente sendo escrita por Walcyr Carrasco. A primeira novela do streaming será exibida na TV aberta apenas em 2023. Só então um dos dois desfechos será escolhido. Será também aquele que servirá de gancho para a trama do terceiro ano da produção.
Netflix cancela “Julie and the Phantoms” e não avisa
A Netflix cancelou a série “Julie and the Phantoms” usando seu método favorito para informar aos fãs: o silêncio. Foram quase um ano e meio sem que o destino da atração se tornasse conhecido, numa estratégia que usou a passagem do tempo como fator de esquecimento. Como também é costume na comunicação da plataforma, que só se manifesta para dar boas notícias, o cancelamento não ganhou menção oficial, sem qualquer satisfação aos fãs. Em vez disso, o público precisou descobrir que a série musical tinha acabado após sua única temporada por meio de Kenny Ortega, o diretor e produtor da atração. Num post publicado neste sábado (18/12) em seu Instagram, Ortega afirmou que a Netflix só comunicou que não faria a 2ª temporada nesta semana. Ele agradeceu o carinho dos fãs e disse que, apesar de triste, a equipe de “Julie and the Phantoms” estava orgulhosa de seu trabalho. “Ficamos sabendo nesta semana que a Netflix não fará a nossa 2ª temporada. Apesar de nossos corações tristes, seguimos em frente com orgulho pelo que conquistamos como um time e a família que construímos enquanto criávamos ‘Julie’. Esperamos que vocês continuem a nos acompanhar à medida que continuamos com nossos trabalhos e carreiras. Bom final de ano para todos”, escreveu o cineasta. Curiosamente, a série americana era remake da produção juvenil brasileira “Julie e os Fantasmas”, que também acabou na 1ª temporada, deixando os fãs inconformados – apesar de ter vencido o Emmy Internacional como Melhor Série Infantil do mundo em 2013. Na adaptação americana, a história ganhou ares de “High School Musical” assombrado, o que também tem relação com Kenny Ortega, que dirigiu os três filmes da franquia do Disney Channel. A trama girava em torno da Julie do título, uma jovem apaixonada por música que perde a vontade de tocar quando a mãe morre. Até que redescobre o prazer musical quando encontra mortos da sua idade, isto é, uma banda formada por três fantasmas, mortos nos anos 1990. Pena que não é uma banda de rock gótico, que teria a ver com o tema, mas de pop teen comum do Disney Channel do fim dos anos 2000 (em versão de 2021), que passa longe de assombrar. O elenco destacava Madison Reyes, que antes só tinha figurado num curta-metragem, no papel de Julie (interpretada por Mariana Lessa no Brasil). Já os músicos da banda fantasma eram Charlie Gillespie (visto em “Charmed”, “Degrassi: Next Class” e no filme “Runt”), Jeremy Shada (dublador de Finn em “A Hora da Aventura”) e Owen Patrick Joyner (de “100 Coisas para Fazer Antes do High School” e “Esquadrão de Cavaleiros”). Para completar o elenco, Carlos Ponce (“Devious Maids”, “Major Crimes”) vivia o pai de Julie, que nesta versão era viúvo, e o menino Sonny Bustamante (visto na série “Law & Order True Crime”) interpretava o irmão mais novo da protagonista. A produção americana venceu três prêmios Emmy e o prêmio Imagen, dedicado a talentos latinos nos EUA, de melhor estrela jovem para Madison Reyes. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Kenny Ortega (@kennyortegablog)
“Insânia” é renovada para 2ª temporada
“Insânia”, primeira série brasileira original da Star+, teria sido renovada. A colunista Patricia Kogut informou que os novos episódios já começaram a ser escritos, com Mauricio Bouzon (“TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”) à frente da sala de roteiro. Concebida por Lucas Vivo (“Pacto de Sangue”), a série acompanha a policial científica Paula (Carol Castro, de “Veneza”), que se vê trancada em uma misteriosa clínica psiquiátrica. Lá, sua mente vagueia por caminhos sombrios e duvidosos, chegando à beira da insanidade, enquanto investiga o verdadeiro motivo de sua hospitalização e desvenda uma conspiração aterrorizante. O elenco ainda destaca Rafaela Mandelli (“O Negócio”), Bella Camero (“Malhação”), Eucir de Souza (“Rua Augusta”), Rafael Losso (“Rotas do Ódio”) e Samuel de Assis (“Me Chama de Bruna”). Além de Lucas Vivo, a 1ª temporada também teve roteiros de Marcelo e Walter Slavich, criadores de “Sr. Ávila”, e direção de Gustavo Bonafé (“Irmandade”). Os oito episódios inaugurais foram lançados em 3 de dezembro e não há previsão para a estreia dos novos capítulos. Veja abaixo um vídeo de apresentação da série.
André Gonçalves deve estrelar 4ª temporada de “Impuros”
A prisão domiciliar de André Gonçalves por atraso em pensão alimentícia não prejudicou, a princípio, sua participação na série “Impuros”. Embora ele tenha declarado ter possivelmente encerrado a carreira, a produção da série da plataforma Star+ ainda conta com o ator nos próximos capítulos. O projeto está em fase de desenvolvimento, mas a 3ª temporada terminou com um gancho forte envolvendo Salvador, o personagem de Gonçalves. As gravações estão previstas para março, que é o mês em que se encerra a prisão domiciliar. A sentença foi decretada pela Justiça de Santa Catarina no dia 23 de novembro, por dívida de pensão da filha Valentina, de 18 anos, fruto do casamento com a jornalista e atriz Cynthia Benini. Como só recebe por obra, o ator só poderá cumprir com suas obrigações legais se trabalhar. O problema é que ele virou alvo de um novo pedido de prisão em ação de outra filha, Manuela, de 22 anos, fruto do seu relacionamento com a atriz Tereza Seiblitz.
Cantores do Lagum e Anavitoria vão estrelar série da Disney+
A nova série “Tá Tudo Certo”, em desenvolvimento para a plataforma Disney+, definiu seu elenco, formado basicamente por cantores. Na história, que se passa em São Paulo, jovens músicos enfrentam os dilemas do sonho da carreira artística diante da realidade e planos de futuro, numa época em que métricas e algoritmos pautam a indústria da música pop. O casal principal será vivido por Pedro Calais, da banda Lagum, que interpreta um estagiário com planos de virar uma estrela, e Ana Caetano, da dupla Anavitória, intérprete de uma cantora e compositora que leva Pedro a aprender a curtir mais a vida. O elenco também conta com participações de Manu Gavassi, Clara Buarque, Vitão, Julia Mestre, Gita Delavy, Agnes Nunes e Toni Garrido, entre outros. A participação dos astros da música pop nacional foi facilitada pelo envolvimento de Felipe Simas. O produtor artístico cuida das carreiras de Anavitória e Manu Gavassi, e se juntou ao músico Rubel e ao escritor Raphael Montes para desenvolver a série de streaming. Curiosamente, o projeto coloca Raphael Montes, que criou “Bom Dia, Verônica” na Netflix e escreveu os filmes sobre o caso Richthofen na Amazon, num universo completamente diferente das histórias de crimes que costumam ser associadas a seu nome, embarcando em seu primeiro projeto musical. Um detalhe curioso da série é que todos os personagens compartilham o primeiro nome de seus intérpretes, mas são todos fictícios. A ideia da produção partiu de Simas, que foi também idealizador e produtor do filme “Ana e Vitória” (2018). “Depois do filme ‘Ana e Vitória’, me apaixonei por fazer cinema. Mas como meu universo é o da música, minha ideia é, sempre que possível, unir uma coisa à outra. Nesse novo projeto com a Disney, não será diferente”, contou o produtor em comunicado. A previsão de lançamento é para 2022.
Final de “Verdades Secretas 2” é mais visto que séries da Netflix
A reta final de “Verdades Secretas 2″ teve recorde de audiência, sintonizada durante 40 milhões de horas pelos assinantes da Globoplay. Isto é mais que a audiência da série americana mais vista da Netflix na semana passada, “Perdidos no Espaço 3”, que consumiu 35,8 milhões de horas. A diferença é que o público da primeira novela do streaming é de apenas um país, enquanto a Netflix tem alcance mundial. Segundo apurou a colunista de Patricia Kogut de O Globo, o romance de Angel (Camila Queiroz) e Giovanna (Agatha Moreira) teria sido responsável por aumentar o engajamento do público. O envolvimento das personagens também fez as buscas no Google dispararem nos últimos dias. As pesquisas por “beijo giovanna e angel” cresceram mais de 1.000%, bem como as buscas pelos nomes das duas atrizes. Os dois últimos capítulos da trama serão lançados na sexta (17/12), e além de confirmar o envolvimento das ex-antagonistas, também concluiu o arco de Angel, só que com dois finais diferentes. A iniciativa explorou ao máximo a curiosidade do público sobre o impacto causado na trama pela saída de Camila Queiroz, que abandonou a série antes de gravar o último episódio, devido ao atraso na produção causado pela pandemia. De acordo com a emissora, ela deixou o elenco quando seu contrato venceu, após fazer demandas para estender sua participação que não foram aceitas. Curiosamente, um dos finais deixou aberta uma possibilidade de Angel/Queiroz retornar no terceiro ano da produção. A primeira novela do streaming será exibida na TV aberta apenas em 2023. Só então, um dos dois desfechos apresentados na Globoplay será escolhido como definitivo. Será também aquele que servirá de gancho para “Verdades Secretas 3”, já encomendada e atualmente sendo escrita por Walcyr Carrasco.
“Verdades Secretas 2” deixa aberta possibilidade da volta de Camila Queiroz em sequência
Com dois finais diferentes, “Verdades Secretas 2” fez o que ninguém esperava na noite de sexta-feira (17/12): deixou aberta uma possibilidade de Angel (Camila Queiroz) retornar no terceiro ano da produção. Graças ao uso de dublê e recursos de computação, a personagem de Camila Queiroz apareceu nas cenas finais, onde encontrou dois destinos diferentes. Um deles, todos já sabiam, ainda que sem todos os detalhes. O outro deixou no ar o que podia acontecer, permitindo uma sobrevida à Angel. A iniciativa explorou ao máximo a curiosidade do público sobre o impacto causado na trama pela saída de Camila Queiroz, que abandonou a série antes de gravar o último episódio, devido ao atraso na produção causado pela pandemia. De acordo com a emissora, ela deixou o elenco quando seu contrato venceu, após fazer demandas para estender sua participação que não foram aceitas. A primeira novela do streaming será exibida na TV aberta apenas em 2023. Só então, um dos dois desfechos será escolhido. Será também aquele que servirá de gancho para “Verdades Secretas 3”, já encomendada e atualmente sendo escrita por Walcyr Carrasco.
Verdades Secretas 2 termina com dois finais diferentes
A novela “Verdades Secretas 2” chega à sua conclusão na plataforma Globoplay nesta sexta (17/12) com dois finais diferentes – o primeiro liberado às 21h30 e o segundo uma hora depois. A iniciativa explora ao máximo a curiosidade do público sobre o impacto causado na trama pela saída de Camila Queiroz, que abandonou a série antes de gravar o último episódio, devido ao atraso na produção causado pela pandemia. De acordo com a emissora, ela deixou o elenco quando seu contrato venceu, após fazer demandas para estender sua participação que não foram aceitas. Uma dublê foi usada para as últimas cenas da personagem Angel, que, segundo amplamente divulgado, irá morrer no fim da história. Apesar deste desfecho, a diretora Amora Mautner chegou a dizer nesta semana que o final foi gravado exatamente como seria caso a atriz permanecesse até o último capítulo. O lançamento de dois finais diferentes, porém, coloca dúvidas sobre essa afirmação. Mesmo com a perda da protagonista, a novela terá uma 3ª “temporada”, atualmente sendo escrita por Walcyr Carrasco. Veja abaixo o anúncio da Globoplay sobre o desfecho com finais alternativos. O que rolou aqui? 🤭🔥Uma história, dois finais. Hoje, a partir das 20h30. 👇Penúltimo capítulo: 20h30Primeiro capítulo final: 21h30Segundo capítulo final: 22h30#VerdadesSecretas2 pic.twitter.com/7aD1KpDi6V — globoplay 🎓 (@globoplay) December 17, 2021
Lulu Santos e Iza vão estrelar romance musical da Amazon
A Amazon Prime Video anunciou que os cantores Lulu Santos e Iza farão parte do elenco do romance musical “Um Ano Inesquecível – Outono”. Com a cidade de São Paulo como pano de fundo, “Um Ano Inesquecível – Outono” conta a história de um casal improvável vivido por Gabz (“Me Sinto Bem Com Você”) e Lucas Leto (“Bom Sucesso”). Enquanto ela odeia música e se foca em arranjar trabalho para ajudar em casa, ele é um jovem músico de rua que sonha em viver da sua arte. Mesmo assim, a paixão entre os dois acontece, e em um dos lugares mais simbólicos de São Paulo: a Avenida Paulista. “Um Ano Inesquecível – Outono” marca o primeiro trabalho de direção de Lázaro Ramos para a Amazon, após assinar contrato para desenvolver projetos na plataforma em setembro. O roteiro de Keka Reis (“BugiGangue no Espaço”), em colaboração de Caroline Fioratti e Thamyra Thâmara, adapta um conto de Babi Dewet, que integra uma antologia temática sobre as quatro estações do ano, com histórias assinadas também por Thalita Rebouças, Paula Pimenta e Bruna Vieira. Além dos artistas citados, o elenco conta ainda com Bukassa Kabengele, Bibba Chuqui, Maria Calu, Rael, Mharessa, Nicolas Lee, Leo Israel e Cláudia Okuno. Além de “Um Ano Inesquecível – Outono”, a Amazon pretende adaptar os outros contos da antologia, lançando em seguida “Um Ano Inesquecível – Inverno”, depois “Um Ano Inesquecível – Primavera” e terminando com “Um Ano Inesquecível – Verão”.
Vaza o teaser do spin-off de “The Witcher” estrelado por Michelle Yeoh
O teaser de “The Witcher: A Origem” (The Witcher: Blood Origin) vazou na internet na sexta (17/12), dia do lançamento da 2ª temporada de “The Witcher”. A prévia foi incluída como cena pós-créditos no último capítulo da temporada da série principal e acabou chegando na internet antes da Netflix disponibilizar a versão oficial nas redes sociais, o que acabou acontecendo apenas na segunda-feira (veja abaixo o vídeo atualizado na versão oficial). A atração derivada é ambientada no mundo élfico, 1200 anos antes dos acontecimentos de “The Witcher”, e contará a história de origem do primeiro Witcher/Bruxo e dos eventos que levaram à crucial “conjunção das esferas”, que fundiu o mundo de monstros, homens e elfos num só. A produção foi desenvolvida por um dos roteiristas de “The Witcher”, Declan de Barra, além da showrunner da série original, Lauren Schmidt, e contará com supervisão de Andrzej Sapkowski, o autor dos livros que inspiraram a franquia. O elenco destaca Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), que aparece na prévia no papel de uma guerreira e líder dos elfos. Além dela, a produção inclui Sophia Brown (“Giri/Haji”), Laurence O’Fuarain (“O Limite”), Lenny Henry (“Broadchurch”), Jacob Collins-Levy (“The White Princess”), Mirren Mack (“Sex Education”), Francesca Mills (“Harlots”), Dylan Moran (“Maratona do Amor”) e Nathaniel Curtis (“It’s a Sin”). Ainda não há previsão para a estreia.
Gravações de “The Crown” são suspensas pela variante Omicron
As gravações da 5ª temporada de “The Crown” tiveram que ser interrompidas mais cedo, devido à pandemia. A produção suspendeu os trabalhos nesta semana após integrantes da equipe serem diagnosticados com a variante Omicron, antecipando o recesso de fim de ano e sem ter uma data definida para o retorno. Em comunicado, a Netflix explicou que houve “alguns diagnósticos positivos na equipe” e que a decisão de antecipar a pausa de Natal e Ano Novo garantiria “a segurança de todos”, além de permitir “que todos na produção possam aproveitar o final de ano em segurança com suas famílias”. A 5ª temporada da série sobre a monarquia britânica contemporânea vai narrar o fim do casamento entre Charles e a princesa Diana, após rumores de infidelidade do príncipe com a ex-amante, Camilla Parker-Bowles. Nos novos capítulos, o ex-casal será interpretado por Elizabeth Debicki, estrela de “Tenet”, e Dominic West, que por coincidência estrelou anteriormente a série “The Affair”, também sobre traição conjugal e separação, e na vida real se envolveu num caso de infidelidade que movimentou os tabloides britânicos no ano passado. Além de West e Debicki, a 5ª temporada vai apresentar um elenco totalmente inédito, trazendo Imelda Staunton (“Harry Potter e a Ordem da Fênix”) no papel da rainha Elizabeth II, Lesley Manville (indicada ao Oscar por “Trama Fantasma”) como a princesa Margaret e Jonathan Pryce (“Dois Papas”) na pele do príncipe Philip. Será a terceira mudança completa de intérpretes desde o começo da série, para refletir o envelhecimento dos personagens, conforme a trama avança no tempo. A série encontra-se renovada para a 6ª e última temporada.
Filmes: 10 lançamentos para assistir em streaming
A tradicional polêmica de Natal do Porta dos Fundos e o novo drama premiado do cineasta italiano Paolo Sorrentino, que venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional por “A Grande Beleza” (2013), são as principais estreias das plataformas de streaming. Confira abaixo quais são os demais filmes que completam o Top 10 dos serviços de assinatura nesta semana. PORTA DOS FUNDOS: TE PREGO LÁ FORA | Paramount+ Desta vez, o especial de Natal do Porta dos Fundos é uma animação. Mas a capacidade de gerar polêmica com evangélicos e bolsonaristas continua a mesma, ao apresentar os dilemas de Jesus (dublado por Rafael Portugal) durante a adolescência, como aluno novato na Escola Municipal Eva & Adão. Visando esconder que é o Messias e escapar do diretor pedófilo Herodes, o menino Jesus tenta deixar para trás o comportamento benevolente para ficar irreconhecível como um “bad boy”. Uma deputada baiana, que se define no Instagram como “serva de um Deus vivo”, já tomou a iniciativa de apresentar uma moção de repúdio na Assembleia Legislativa de seu estado contra o que ela define “como produto de péssima qualidade feito por quem apenas falhou na vida”. E a Associação Centro Dom Bosco, que já tinha tentado censurar um especial passado, entrou novamente com processo para tirar o desenho do ar. O roteiro é de Fabio Porchat, que também dubla Herodes. A MÃO DE DEUS | Netflix Vencedor do Leão de Prata e mais três troféus do Festival de Veneza, o filme mais pessoal de Paolo Sorrentino lembra sua juventude em Nápoles, quando Diego Maradona eletrizava a cidade como jogador do Napoli e fazia italianos torcerem pela seleção argentina. Foi durante a Copa do Mundo de 1986 que o craque marcou o gol que batiza o longa, usando a “mão de deus” (dele próprio, Maradona) para vencer a Inglaterra. Ao mesmo tempo, Maradona também salvou a vida de Sorrentino, sem nunca saber. O filme conta como isto aconteceu, numa história sobre destino e família, esportes e cinema, amor e perda. AS BOAS MANEIRAS | Reserva Imovision Um dos filmes brasileiros mais premiados dos últimos anos é uma história de terror, que começa com uma gravidez monstruosa e termina como uma fábula sobre a intolerância. Na trama, uma enfermeira da periferia de São Paulo (Isabél Zuaa, de “Joaquim”) é contratada por uma mulher rica, grávida e misteriosa (Marjorie Estiano, de “Sob Pressão”), para ajudar nos afazeres domésticos e, após o nascimento, ser babá de seu filho. As duas desenvolvem uma forte relação de amizade, mas a gravidez se revela um horror, especialmente nas noites de lua cheia, a ponto de transformar a mulher conforme chega a hora do parto. Mas esta é apenas metade da história, que acompanha em sua segunda parte o que acontece com o bebê quando ele se torna adolescente. O segundo terror realizado em parceria pelos diretores Juliana Rojas e Marco Dutra (de “Trabalhar Cansa”) foi o grande vencedor do Festival do Rio 2017, onde arrematou os troféus de Melhor Filme, Atriz Coadjuvante (Marjorie Estiano) e Fotografia (o português Rui Poças, de “Uma Mulher Fantástica”). Além disso, também venceu o Festival do Uruguai, o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno, na Suiça, o Prêmio do Público no L’Etrange Festival, na França, e o Prêmio da Crítica no Festival de Sitges, na Espanha, entre muitas outras consagrações internacionais. AS LEIS DA FRONTEIRA | Netflix Uma das boas surpresas recentes da Netflix, este thriller espanhol passado nos anos 1970 gira em torno de um adolescente cansado de sofrer bullying, que faz amizade com um casal de assaltantes e acaba se envolvendo no crime e num perigoso triângulo amoroso. Com direção de Daniel Monzón (que há 12 anos assinou outro drama criminal intenso: “Cela 211”), o filme concorre a seis troféus no prêmio Goya (o Oscar espanhol) de 2022. O CANTO DO CISNE | Apple TV+ Sci-fi dramática estrelada por Mahershala Ali, que já venceu duas vezes o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (por “Moonlight” e “Green Book”), o filme gira em torno de um homem com doença terminal, que planeja criar um clone de si mesmo antes de morrer para cuidar de sua família. O elenco também inclui Glenn Close (“Era uma Vez um Sonho”) e Naomie Harris (repetindo a parceria de “Moonlight”). A 200 METROS | Netflix O título se refere à distância física entre um pai e sua família. O palestino Mustafa e a esposa vivem separados pelo muro que dividiu a Cisjordânia e Israel. Quando recebe uma ligação de que seu filho sofreu um acidente e está internado, ele tenta atravessar a fronteira, mas é impedido por soldados israelenses. Proibido de cruzar 200 metros, ele acaba partindo numa odisseia de 200 quilômetros apenas para dar ir ao outro lado da rua e reencontrar a sua família. Vencedor de 16 prêmios internacionais, o drama humanista destaca a atuação de Ali Suliman, nascido na cidade de Nazaré, em Israel, que é conhecido por muitas produções americanas, como “O Grande Herói” (2013) e a 1ª temporada de “Jack Ryan” (2018). Além das Palavras | MUBI A vida da poeta Emily Dickinson (1830-1886) é imaginada pelo veterano diretor britânico Terence Davies num drama introspectivo, estrelado por Cynthia Nixon (a Miranda da série “Sex and the City”), e inspirado nas muitas cartas e poemas que ela deixou ao morrer desconhecida. As questões de gênero, que impediram seu talento literário de brilhar, são o foco da trama, especialmente no ambiente familiar, que deveria ser acolhedor, mas se torna fonte de opressão e complexos. Rebelde e feminista, numa época em que o feminismo não existia, ela encontra forças em si mesma ao recusar-se a se submeter às expectativas da sociedade da época. THÉO & HUGO | Filmicca Vencedor de vários prêmios LGBTQIAP+ em festivais internacionais, incluindo o Teddy na Berlinale de 2016, o romance gay começa num clube de sexo e termina nas ruas de Paris, ponderando se o tesão pode virar amor. É o filme mais premiado dos diretores Olivier Ducastel e Jacques Martineau, que são casados e conhecidos por filmar dramas gays – outro destaque de suas carreiras é o ambicioso “Nés en 68”, de quase três horas de duração. VOYAGE OF TIME | MUBI Inédito nos cinemas brasileiros, o documentário de Terrence Malick sobre a origem do universo chega ao streaming em, ironicamente, sua versão IMAX. Trata-se da edição narrada por Brad Pitt, com quem o diretor trabalhou em “A Árvore da Vida” (2011) – a versão “normal” tem narração de Cate Blanchett e é mais longa. Como é típico nos trabalhos de Malick, a obra se destaca por uma direção de fotografia deslumbrante, a cargo do cinematógrafo Paul Atkins, que comandou viagem cinematográfica similar para a Disney no documentário “Terra” (2007). Outro destaque da produção, a trilha sonora é do já falecido Ennio Morricone, que venceu o Oscar em 2016 por seu trabalho em “Os Oito Odiados”. INTO THE ABYSS | HBO Max Premiado nos festivais de Londres e Torino, o documentário do veterano cineasta alemão Werner Herzog (“Fitzcarraldo”) é sobre assassinos condenados à morte no Texas – em especial um homem terrível que matou a namorada e seus filhos deficientes mentais. No filme, Herzog conversa com os criminosos, suas famílias e as das vítimas, buscando entender porque as pessoas – e o estado – matam. O resultado é cru, devastador e ao mesmo tempo o trabalho menos sensacionalista já feito sobre o tema.












