Parte 4 de La Casa de Papel teria sido vista por 65 milhões de pessoas
A Netflix divulgou um relatório para o mercado em que revela que a Parte 4 de “La Casa de Papel” já foi vista por mais de 65 milhões de pessoas. O comunicado foi feito para investidores, refletindo o aumento significativo de assinantes e grande lucro atingido durante o começo da quarentena forçada pela pandemia do novo coronavírus. Lançada em 3 de abril, a nova temporada da série espanhola é considerada o maior sucesso do ano no catálogo da Netflix, seguida de perto pela atração documental da “Máfia dos Tigres” (Tiger King), que teria sido vista por 64 milhões de contas em seu primeiro mês em streaming. Os números são impressionantes, mas também superestimados. Vale lembrar que a Netflix mudou recentemente a sua forma de contar espectadores de séries. A plataforma considera que um espectador viu uma série se assistir a apenas dois minutos de um capítulo. Segundo a empresa, isso seria o bastante para indicar que a escolha “foi intencional”. Anteriormente, a medição se baseava apenas em episódios que tivessem 70% de exibição concluída. A inspiração para essa alteração foi a medição do YouTube. O detalhe é que 2 minutos de um vídeo do YouTube pode significar um clipe musical completo. Ou a duração de um trailer. O fato é que, assim que alterou sua medição, a Netflix passou a registrar recordes improváveis de audiência. Como nenhum dado pode ser conferido de forma independente, deve-se considerar os números da plataforma apenas indicativos. Por esses números inflados, “The Witcher” seria o maior recordista da plataforma, vista por 76 milhões de pessoas em seu primeiro mês de lançamento, no ano passado.
Criadora de Boneca Russa desenvolve série live-action de Star Wars com heroínas femininas
A Disney está mesmo decidida a criar um universo televisivo de séries derivadas de “Star Wars”. O estúdio confirmou nesta semana um novo projeto para Leslye Headland, cocriadora da série “Boneca Russa” (Russian Doll) da Netflix. Sem detalhes revelados, a nova série será ambientada em uma parte diferente da linha temporal da franquia e focará personagens femininas. Headland deve ser a showrunner e roteirista da atração. Ainda em fase de desenvolvimento, não há outros nomes confirmados para a equipe ou elenco. O acordo, na verdade, foi concluído há vários meses e Headland até assistiu à première de Los Angeles de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”. Esse não é o único projeto televisivo de “Star Wars” em desenvolvimento. Após o sucesso de “The Mandalorian”, que virou o carro-chefe do Disney+ (Disney Plus), a plataforma também vai lançar séries focadas em Cassian Andor, o personagem de Diego Luna em “Rogue One”, e Obi-Wan Kenobi, que marcará a volta de Ewan McGregor ao papel que desempenhou na trilogia intermediária da franquia. Não por acaso, o dirigente criativo da Disney, Bob Iger, afirmou que o futuro de “Star Wars” serão séries: “A prioridade nos próximos anos está na televisão”. Ainda não há previsão de estreia para nenhum desses projetos, já que todas as produções estão paralisadas devido à pandemia do novo coronavírus, mas a 2ª temporada de “The Mandalorian” tem lançamento marcado para outubro em streaming. A expectativa é que a Disney+ (Disney Plus) chega ao Brasil neste mesmo período.
The Mandalorian é renovada para a 3ª temporada
“The Mandalorian”, a primeira série live-action do universo “Star Wars”, foi renovada para a 3ª temporada. Segundo a revista Variety, a pré-produção do terceiro ano da série da plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus) já começou, meses antes da estreia do segundo ano. Isto já tinha acontecido entre a 1ª e a 2ª temporada, embora a confirmação oficial da renovação anterior tenha demorado para ser oficializada. De acordo com as fontes da Variety, o criador Jon Favreau já está escrevendo o terceiro ano “há algum tempo”, e o departamento de arte da Lucasfilm começou a desenvolver conceitos visuais para os novos episódios nas últimas semanas. Carro-chefe da plataforma Disney+ (Disney Plus), “The Mandalorian” foi uma das poucas séries que conseguiu finalizar suas filmagens antes do agravamento da pandemia do novo coronavírus. Desde então, foi divulgado que os atores Rosario Dawson (“Luke Cage”) e Michael Biehn (“Exterminador do Futuro”) aparecerão entre o elenco do segundo ano. Além disso, a atração também terá a companhia de uma série documental sobre seus bastidores. Intitulada “Disney Gallery: The Mandalorian”, o programa será um grande “making of” de oito capítulos, repleto de entrevistas com elenco e equipe, além de trazer cenas inéditas, com apresentação do cineasta Jon Favreau, criador de “The Mandalorian”. A série se passa entre os filmes “Star Wars: O Retorno de Jedi” (1983) e “Star Wars: O Despertar da Força” (2015), e acompanha as venturas do personagem-título (vivido por Pedro Pascal), um caçador de recompensas que resolve desafiar ex-integrantes do Império para salvar “a criança”, personagem que os fãs batizaram de “Baby Yoda” e que virou um fenômeno de consumo popular. A estreia da 2ª temporada segue prevista para outubro. Mas o Disney+ (Disney Plus) enfrenta grande carência de material inédito por conta da interrupção das produções como precaução contra o novo coronavírus.
Westworld é renovada para a 4ª temporada
A HBO anunciou a renovação de “Westworld” para sua 4ª temporada. Com isso, a batalha pelo futuro, entre androides sensíveis e seres humanos cruéis, vai continuar. Só não se sabe quando, já que a 3ª temporada demorou dois anos para ser produzida, com apenas oito episódios, e isso que suas gravações não foram paralisadas pela pandemia do novo coronavírus. Precavida, a HBO ainda não definiu uma data para a estreia para os próximos capítulos. A demora, claro, se deve à enorme quantidade de efeitos especiais da produção, que aproxima o visual da série de uma superprodução cinematográfica. “Do parque temático com tema de faroeste à metrópole tecnocrática do futuro, nós amamos cada reviravolta saída da mente dos magistrais Jonathan Nolan e Lisa Joy [criadores da série], e mal podemos esperar para ver o que virá a seguir”, disse o chefe de programação do canal, Casey Bloys. Enquanto as duas primeiras temporadas de “Westworld” detalharam a gradual revolução implantada pela androide Dolores (Evan Rachel Wood) no parque temático do título, visitado por humanos para “liberar” seus piores instintos, o terceiro ano se passou no mundo real – isto é, o futuro distante – após Dolores conseguir escapar e levar seus planos revolucionários adiante. A 3ª temporada, por sinal, ainda não acabou. Ainda faltam dois episódios para sua conclusão, após a aparente despedida de Rodrigo Santoro de seu papel. Além de Evan Rachel Wood e Santoro, o elenco da produção destaca Thandie Newton, Ed Harris, Jeffrey Wright, Tessa Thompson e as recentes adições de Aaron Paul e Vincent Cassel. “Westworld” é exibida aos domingos na HBO.
Novos desenhos do Pernalonga e derivado de Vila Sésamo ganham trailers da HBO Max
A HBO Max divulgou os trailers de suas primeiras atrações originais infantis. Um dos vídeos traz uma nova série animada de Pernalonga, Patolino, Frajola, Papa-léguas e toda a turma dos “Looney Tunes”, enquanto o outro é dedicado a um derivado da “Vila Sésamo” centrado no personagem Elmo. “The Not-Too-Late Show with Elmo” é, na verdade, um programa de entrevistas e variedades apresentado por Elmo, com participações de várias celebridades, dos Jonas Brothers a Batman, como demonstra o trailer. Os convidados da 1ª temporada também incluem Kacey Musgraves, John Mulaney, Blake Lively, Jason Sudeikis, Jimmy Fallon, Josh Groban, Ciara, Andy Cohen, Hoda Kotb, John Oliver, Ben Platt, Pentatonix e Sara Bareilles. Já a nova série de “Looney Tunes Cartoons” consiste de 80 curtas (ou mini-episodes) de 11 minutos de duração, juntando a turma maluca do Pernalonga em tramas clássicas, adaptadas para o público de hoje. A produção está a cargo de Pete Browngardt (“Titio Avô”) e Sam Register (o chefão da Warner Animation). As duas atrações estreiam em 27 de maio, junto com a inauguração da HBO MAX nos EUA, e representam apenas a ponta do iceberg da programação infantil do canal. Além de vários programas clássicos, também serão lançadas muitas outras séries inéditas, como “Jellystone”, que traz Zé Colmeia e os personagens icônicos do estúdio Hanna-Barbera, produções exclusivas do Cartoon Network, uma versão animada dos “Gremlins” e até um desenho inspirado na infância da apresentadora Ellen DeGeneres. A plataforma ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Love Life: Anna Kendrick procura amor no primeiro trailer de série original da HBO Max
A HBO Max divulgou o trailer de sua primeira série original de ficção, “Love Life”, comédia romântica estrelada por Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”). A prévia apresenta a protagonista Darby (Kendrick) e sua dificuldade para encontrar um amor verdadeiro, mas não por falta de opções ou tentativas, como pode ser conferido abaixo. A série vai acompanhar a personagem da infância à vida adulta, numa jornada que a levará, segundo a sinopse, “do primeiro ao último amor”, além de mostrar “como as pessoas com quem ficamos durante a vida nos tornam a pessoa que somos quando conhecemos alguém para ficar para sempre”. “Love Life” é produzida pelo cineasta Paul Feig, com quem Kendrick trabalhou no recente “Um Pequeno Favor”. Criada por Sam Boyd, roteirista do similar “Em um Relacionamento Sério” (2018), a série também inclui em seu elenco Zoe Chao (“Living with Yourself”), Sasha Compère (“Miracle Workers”), Scoot McNairy (“Narcos: México”), Peter Vack (“The Bold Type”) e a menina Audrey Bennett (“Evil”) como a versão mirim de Darby. A estreia vai acontecer junto com a inauguração da HBO MAX, em 27 de maio nos EUA, com exibição de um episódio novo por semana. A plataforma ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Natalie Dormer incendeia o mundo em 50 imagens e trailer de Penny Dreadful: City of Angels
O canal pago americano Showtime divulgou dois cartazes, 48 fotos e um novo trailer completo da série derivada de “Penny Dreadful”, que destaca a reconstituição de época e uma combinação entre crítica social, clima noir e atmosfera sobrenatural, com destaque para Natalie Dormer (“Game of Thrones”) em múltiplos papéis, insuflando insubordinação, conflito e caos. Intitulada “Penny Dreadful: City of Angels”, a série vai mostrar novos personagens e se passar nos anos 1930, explorando terrores reais, como o fascismo e o racismo, ao lado de aparições do além. Na trama, um detetive (Daniel Zovato, de “O Homem nas Trevas”) investiga um assassinato macabro e acaba descobrindo um submundo das trevas na cidade de Los Angeles. O elenco inclui ainda Lorenza Izzo (“Bata antes de Entrar”), Rory Kinnear (“Penny Dreadful”), Jessica Garza (“The Purge”), Nathan Lane (“Os Produtores”), Ethan Peck (“Star Trek: Discovery”), Adam Rodriguez (“Criminal Minds”), Piper Perabo (“Covert Affairs”) e a veterana Adriana Barraza (“Dora e a Cidade Perdida”). Desenvolvido por John Logan, roteirista da franquia “007” e criador do “Penny Dreadful” original, o spin-off tem estreia marcada para o próximo domingo (26/4) nos EUA.
El Presidente: Minissérie sobre escândalo de corrupção da FIFA ganha primeiro teaser
A Amazon divulgou o pôster e o primeiro teaser de “El Presidente”, minissérie original do serviço Prime Video inspirada pelo escândalo de corrupção na FIFA. A prévia, que coloca uma taça e uma fortuna em primeiro plano, observadas pelo elenco, pode ser conferida abaixo. A série explora o escândalo que abalou o mundo esportivo por meio de Sergio Jadue, ex-presidente de um pequeno clube de futebol chileno, que saiu do anonimato para se tornar peça-chave na denúncia da trama de corrupção, que somou US$ 150 milhões, envolveu a organização da Copa América de 2015, o presidente da federação Argentina de futebol Julio Grondona, o ex-presidente da CBF José Maria Marin e resultou na prisão de vários outros dirigentes de futebol ligados à CONMEBOL, CONCACAF e FIFA. O elenco destaca Karla Souza (“How to Get Away with Murder”), Andrés Parra (“Pablo Escobar: O Senhor do Tráfico”) e Paulina Gaitán (“Narcos”). Ao todo, a atração conta com oito episódios dirigidos por Natalia Beristain (“Luis Miguel: La Serie”), Gabriel Díaz (“Bala Loca”) e pelo roteirista vencedor do Oscar Armando Bo (“Birdman”). “El Presidente” ainda não tem previsão de estreia.
Marvel dispensa showrunners de O Justiceiro e da série inédita Helstrom
A Marvel encerrou os contratos de dois showrunners. Segundo informações do site da revista The Hollywood Reporter, o estúdio teria dispensado Steve Lightfoot, que trabalhou na série “O Justiceiro”, cancelada pela Netflix, e Paul Zbyszewski, responsável pela série “Helstrom”, que ainda nem estreou na plataforma Hulu. Os dois foram os primeiros showrunners dispensados durante a pandemia, no momento em que estúdios de todos os tamanhos começam a apertar seus respectivos cintos. Mas não está claro se o corte tem relação com a crise sanitária. “O Justiceiro” já tinha acabado e “Helstrom” foi a última série produzia pela Marvel Television, divisão encerrada e absorvida no final do ano passado pela Marvel Studios, responsável pelos filmes da empresa. Neste contexto, as dispensas podem fazer parte de uma reorganização maior do estúdio. Zbyszewski ainda acompanhará os trabalhos de pós-produção de “Helstrom”, que conseguiu gravar toda a sua temporada inaugural antes da paralisação das atividades por precaução contra o novo coronavírus. Procurada pelo THR, a Marvel não quis se manifestar. Zbyszewski era produtor-roteirista de “Agents of SHIELD”, “Hawaii Five-0” e “Lost” e sua dispensa deixa incerto o futuro de “Helstrom”, já que todas as outras produções live-action da Marvel Television foram canceladas – de “Agents of SHIELD”, que ainda vai exibir sua última temporada em maio, até “Fugitivos” (Runaways), encerrada na Hulu. Nos quadrinhos, o protagonista de “Helstrom” é Daimon Helstrom, filho de um demônio, concebido por uma mulher mortal chamada Victoria Wingate. Tanto que suas publicações foram lançadas no Brasil com o título de “Filho de Satã”. Na trama original, Daimon e sua irmã, Satana Helstrom, herdaram poderes da escuridão. No entanto, enquanto Satana abraçou sua herança, Daimon se agarrou a sua humanidade. Ainda criança, foi internado num orfanato jesuíta e cresceu obcecado em destruir o mal. Ele se estabeleceu como um investigador ocultista e exorcista, e tomou posse de um tridente satânico, que transformou em arma para lutar contra o próprio pai e seus seguidores. Mas a série pretendia mudar tudo isso. Na adaptação, Daimon será filho de um serial killer e sua irmã vai se chamar Ana. Os irmãos terão um relacionamento complicado, pela forma como lidam com o que existe de pior na humanidade, cada um com uma atitude diferente. O elenco destaca Elizabeth Marvel (presidente nas séries “House of Cards” e “Homeland”) como Victoria Helstrom, que está enclausurada em um hospício há décadas, acusada de uma série de assassinatos, enquanto Tom Austen (o Jasper de “The Royals”) e Sydney Lemmon (vista como piloto de helicóptero de um episódio memorável de “Fear the Walking Dead”) vivem seus filhos. Traumatizados pelos supostos crimes da mãe, os irmãos Daimon e Ana dedicariam suas vidas a combater os membros mais sórdidos e violentos da sociedade, um capítulo por vez. O elenco ainda inclui Ariana Guerra (“Raising Dion”), Robert Wisdom (“Ballers”), June Carryl (“Mindhunters”) e Alain Uy (“The Passage”). Detalhe: a personagem de Ariana Guerra, Gabriella Rosetti, é um homem nos quadrinhos, um padre inspirado no filme “O Exorcista” (1973), conhecido como Devil-Hunter, o caçador de demônios.
Sandman: Neil Gaiman está aprimorando roteiros da série na quarentena
O escritor Neil Gaiman revelou que a paralisação das produções de séries, devido à pandemia do novo coronavírus, está lhe permitindo tempo para aprimorar os roteiros da atração baseada em sua criação mais famosa, os quadrinhos de “Sandman”. A adaptação dos quadrinhos da DC Comics já tinha começado a ser produzida pela Netflix. Conversando com fãs na plataforma Tumblr, Gaiman disse que as gravações estavam prestes a iniciar quando veio a ordem de suspender todos os trabalhos. “Os roteiros da 1ª temporada estavam escritos, começaram as escalações de elenco, diretores estavam contratados e os cenários estavam construídos”, explicou o escritor. “Tudo estava pronto para começar a produção e daí nós demos pause. Voltaremos assim que o mundo estiver pronto para retomar os dramas de TV. Enquanto isso, estamos usando o momento para melhorar os roteiros o máximo possível”. Em uma entrevista recente, o escritor afirmou já ter desenvolvido, ao lado dos produtores-roteiristas David S. Goyer (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”) e Allan Heinberg (do filme da “Mulher-Maravilha”), histórias para dois anos da produção. Segundo apurou a revista The Hollywood Reporter, o negócio é milionário, o maior que já envolveu personagens da DC Comics e renderá a série mais cara já feita pela WBTV (Warner Bros Television), superando inclusive os valores do vindouro “Watchmen” da HBO. Ainda sem uma data para chegar à Netflix, “Sandman” pode formar um universo de Gaiman na Netflix. O autor também criou a versão de Lúcifer, que tem sua própria série na plataforma. Por sinal, a súbita vontade da Netflix em continuar a produzir “Lucifer” parece apontar para planos de integração entre as duas atrações.
Hollywood: Trailer da minissérie revela bastidores preconceituosos da Era de Ouro do cinema
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado de “Hollywood”, nova série do produtor Ryan Murphy, criador de “American Horror Story”, “American Crime Story” e “Pose” no FX. A prévia revela a ambição da história, que retrata o preconceito racial e sexual dos anos 1940/50 em meio a todo o glamour da Era de Ouro de Hollywood. Além disso, mistura sua trama fictícia com personalidades reais da época, como os atores Rock Hudson e Vivien Leigh. A atração é apresentada como “uma minissérie sobre um grupo de atores e cineastas aspirantes na Hollywood do pós-Guerra, tentando atingir a fama a qualquer custo”. Segundo a sinopse, a trama também irá “fornecer um olhar único sobre a Era de Ouro de Hollywood, chamando atenção para o sistema injusto e parcial, que continua até hoje em relação à discriminação por raça, gênero e sexualidade. Hollywood pretende expor e examinar décadas de dinâmicas de poder e revelar como a cena do entretenimento estaria hoje se não isso tivesse sido desmantelado”. Desenvolvida por Murphy em parceria com Ian Brennan (com quem criou “Glee” e “Scream Queens”), “Hollywood” vai reunir artistas que já trabalharam com o produtor em outros projetos, como Dylan McDermott (“American Horror Story”), Joe Mantello (“The Normal Heart”), Patti LuPone (“Pose”), Darren Criss (“Glee” e “American Crime Story”), David Corenswet (“The Politician”) e até Jim Parsons – o eterno Sheldon de “The Big Bang Theory” atuou para Murphy no telefilme “The Normal Heart” (2014), sobre a epidemia da Aids. Mas há novos parceiros na lista: Maude Apatow (“Euphoria”), Samara Weaving (“Ready or Not”), Laura Harrier (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Holland Taylor (“Two and a Half Men”), Jake Picking (“Sicário: Dia do Soldado”) e a estrela da Broadway Jeremy Pope. A segunda série de Murphy para a Netflix (a primeira foi “The Politician”) tem estreia marcada para 1 de maio.
The Midnight Gospel: Animação psicodélica do criador de Hora da Aventura estreia na Netflix
A Netflix disponibilizou nesta segunda (20/4) a 1ª temporada de “The Midnight Gospel”, a nova animação de Pendleton Ward, criador da série “Hora de Aventura”, grande sucesso do Cartoon Network. Os oito episódios de aproximadamente 20 minutos já podem ser conferidos na plataforma. Ward desenvolveu “The Midnight Gospel” em parceria com o comediante e apresentador Duncan Trussell (que dublou Ron James em “Hora de Aventura”), e com apoio do estúdio Titmouse Animation, responsável por “Big Mouth”, outra série animada da Netflix. A nova atração acompanha Clancy, um “locutor interdimensional com um simulador de multiverso defeituoso, que decide deixar o conforto de sua casa para entrevistar seres de mundos em extinção”. A produção é inspirada no podcast de Trussell, “Duncan Trussell Family Hour”, que já acumula mais de 360 edições com entrevistas com Dan Harmon (criador de “Rick & Morty”), Rob Schrab (criador de “The Suits”) e muitas celebridades exotéricas em discussões metafísicas sobre o sentido do universo. Como o trailer abaixo atesta, o resultado é altamente psicodélico. Confira.
Tom Lester (1938 – 2020)
O ator Tom Lester, que ficou conhecido pela série da década de 1960 “O Fazendeiro do Asfalto” (Green Acres), morreu nesta segunda (20/4) aos 81 anos. Ele estava na casa de sua noiva e cuidadora em Nashville quando passou mal. O ator sofria há anos do Mal de Parkinson. Lester nasceu no Mississípi, onde foi criado em uma fazenda. Cursou Química e Biologia e, ao se formar, virou professor. Mas apesar de todo o estudo, acabou ficando famoso como um caipira iletrado na TV. A lenda diz que ele enfrentou a competição de mais de 400 atores para o papel que o consagrou, e só venceu por ser o único entre eles que sabia ordenhar uma vaca. Mas não foi exatamente assim. Depois de ir a Los Angeles e conhecer a professora de teatro Lurene Tuttle, Lester atuou em peças teatrais ao lado de Linda Kaye, filha de Paul Henning, o produtor que havia criado duas comédias rurais de grande audiência na rede CBS, “A Família Buscapé” e “Petticoat Junction”, e que estava planejando lançar um spin-off. “Naquela época, Henning era o produtor de comédia mais poderoso do mundo”, disse Lester, em uma entrevista antiga. “Então ele veio ver a peça de Linda… e acabou gostando de mim, conheceu minhas pequenas idiossincrasias e tudo mais, porque nós passamos a ter pequenas festas na casa dele, bebíamos Coca-Cola, comíamos cachorros-quentes e passávamos um tempo juntos”. Henning acabou escalando Lester num pequeno papel, que deveria durar só alguns episódios, já que a trama de “O Fazendeiro do Asfalto” era centrada em outros personagens, o casal formado por Oliver Arnold (Eddie Albert) e Lisa (Eva Gabor), um advogado bem-sucedido de Manhattan e sua elegante noiva que deixaram a cidade grande para viver numa fazenda falida perto de Hooterville. O personagem de Lester, Eb Dawson, morava na fazenda, era amigo de um porco chamado Arnold e chamava Lisa e Oliver de pais. Mais importante que isso: ele era muito engraçado. Tanto que acabou fazendo mais sucesso que os protagonistas, levando os produtores a fixar o ator no elenco central. O público gostou tanto do caipira vivido por Lester que seu personagem fez crossovers, aparecendo nas outras duas produções de Henning – em seis capítulos de “Petticoat Junction”, estrelada por sua amiga Linda Kaye, e em três de “A Família Buscapé”. “O Fazendeiro do Asfalto” durou seis temporadas, de 1965 até 1971, mas ainda se manteve no ar por muitos e muitos anos em reprises. Depois do cancelamento, o ator apareceu em outras séries, como “O Jogo Perigoso do Amor”, “Marcus Welby”, “Os Pioneiros” e “A Supermáquina”, mas nunca mais teve um papel fixo. Também não conseguiu emplacar carreira no cinema, apesar do sucesso de seu primeiro longa, “Benji, o Filme” (1974), que lançou o famoso astro canino do título. Seu segundo filme só estreou 15 anos depois e foi um terror B, “Violência e Terror” (1989). E ele ainda apareceu em “Gordy: O Porquinho Herói” (1994), um ano antes de “Babe, o Porquinho Atrapalhado” (1995) virar blockbuster nos cinemas. Mas a doença o atingiu cedo e os trabalhos se tornaram cada vez mais raros. Ele abandonou a produção artística para se recolher em sua vida pessoal, embora tenha ressurgido recentemente para um último papel de caipira, na comédia “Campin’ Buddies”, de 2014.












