Viúva Negra: Marvel divulga vídeo com heroínas para comemorar o Dia Internacional da Mulher
A Marvel divulgou um vídeo em que Scarlett Johansson (“Vingadores: Guerra Infinita”) e Florence Pugh (“Midsommar”), estrelas de “Viúva Negra”, citam a força das heroínas do estúdio para comemorar o Dia Internacional da Mulher e, claro, divulgou o novo filme. Veja abaixo. A trama de “Viúva Negra” acompanha Natasha Romanoff (Johansson) após fugir dos EUA, passando-se entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”. O longa tem roteiro de Jac Schaeffer (“As Trapaceiras”), direção da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”) e sua estreia está marcada para 30 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Happy International Women's Day from Scarlett Johansson and Florence Pugh! pic.twitter.com/rSR40Xs7lx — Marvel Studios (@MarvelStudios) March 8, 2020
Viúva Negra: Gravação clandestina de Scarlett Johansson pode ter confirmado volta do Homem de Ferro
A atriz Scarlett Johansson divulgou um vídeo de “Viúva Negra”, supostamente com alguns spoilers da nova produção da Marvel. O vídeo (assista abaixo) foi publicado para apoiar uma instituição de caridade e encaminha o espectador ao site da empresa, com o atrativo de oferecer uma chance de participar da première do longa. A prévia foi gravada pelo celular de Scarlett, que teria resolvido agir de forma clandestina para registrar os segredos da produção. Alerta de spoiler: ela não mostra nada. Em vez de apontar o a câmera para o cenário, deixa o vídeo voltado para si mesma e comenta o que está vendo, entre barulhos de tiros e explosões. Ao cumprimentar um ator que seria bem conhecido, mas não revelado, ela também dá a entender que um famoso herói do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em iglês) fará participação especial no filme – uma participação que está sendo guardada em segredo. Esse comentário só aumenta a especulação sobre a volta de Robert Downey Jr. ao papel de Tony Stark/Homem de Ferro. Vários sites geeks alegam ter ouvido de suas fontes que o ator fará sua despedida do papel no longa-metragem, que, cronologicamente, passa-se antes dos eventos de “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”. A aparição de Stark também ajudaria a explicar como a Viúva Negra retornou aos Vingadores, após trair o governo e o grupo liderado pelo Homem de Ferro para ajudar o Capitão América em “Guerra Civil”. O filme “Viúva Negra” se passa exatamente nesse contexto, após ela se tornar foragida. A trama vai mostrar sua fuga para a Rússia, onde encontra antigos aliados, a quem chama de “família” – os personagens de Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). O longa tem roteiro de Jac Schaeffer (“As Trapaceiras”), direção da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”) e sua estreia está marcada para 30 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Jojo Rabbit é fábula moderna sobre os perigos da falta da empatia
Escrito e dirigido por Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”), “Jojo Rabbit” é um retrato sensível da re-humanização necessária após a desumanização causada pela guerra. A trama acompanha Jojo (Roman Griffin Davis), um garoto alemão prestes a ingressar na juventude hitlerista durante a 2ª Guerra Mundial. Vivendo sozinho com a mãe, depois da morte da irmã e do desaparecimento pai, o garoto busca segurança e conforto nas conversas com seu amigo imaginário: Adolf Hitler (interpretado pelo próprio diretor). Jojo se fere durante seu treinamento militar e é enviado de volta casa. Certo dia, ele descobre que sua mãe abrigou uma jovem judia lá. A relação forçada com Elsa (Thomasin McKenzie) faz o protagonista começar a questionar seus ensinamentos nazistas, eventualmente enxergando os verdadeiros inimigos naquela batalha. Mas “Jojo Rabbit” não é focado na guerra. Por mais que a violência, a morte e o preconceito façam parte da rotina daquelas pessoas, Waititi prefere enxergar o lado bom da vida, dedicando mais atenção às relações entre os personagens. E nisso, sua obra ganha força na atuação de Scarlett Johansson que, apesar do pouco tempo de tela, é essencial para demonstrar como pequenos atos de bondade, embora perigosos, são necessários. Assim como Charles Chaplin fez em “O Grande Ditador”, Taika Waititi usa a comédia e a ridicularização do führer como forma de resistência. Sua versão de Hitler, tal qual a de Chaplin, é uma figura infantilizada e risível. Isto contrasta com os registros da guerra exibidos ao longo do filme, nos quais se vê a adoração cega ao líder nazista. Por mais que use a comédia com o intuito de trazer leveza à situação, o cineasta nunca esquece o contexto dramático que o cerca. Esta mistura de drama e comédia não é novidade para Waititi, mas foi refinada. Em vez do humor escrachado, ele apresenta um olhar mais delicado. Além disso, o diretor demonstra atenção aos detalhes ao filmar as janelas dos sótãos das casas para que pareçam olhos observando o protagonista. Porém, o exemplo mais significativo disto é o destaque dado aos sapatos de Rosie (Scarlett Johansson), mãe de Jojo. Tal recurso é necessário para sua identificação em uma cena-chave e emocionante. O longa ainda brinca com a desinformação, a falta de conhecimento e a estereotipização em relação ao outro. As descrições absurdas a respeito dos judeus, com seus chifres, suas escamas, suas asas de morcego em muito se parecem com as lendas a respeito dos comunistas do passado que, segundo diziam, comiam criancinhas. Ou, em tempos de “ideologia de gênero”, sobre kit gay e mamadeiras de pirocas. “Jojo Rabbit” é uma história de amadurecimento. É um filme que trata do descobrimento em relação a si próprio e de reconhecimento do outro. E ainda que sua trama seja ambientada há mais de 70 anos, sua mensagem a respeito dos perigos da falta de empatia, infelizmente, continua atual.
Chris Evans vai estrelar remake musical de A Pequena Loja dos Horrores
O ator Chris Evans (“Vigadores: Ultimato”) vai estrelar o remake da comédia musical “A Pequena Loja dos Horrores”, que será dirigida por Greg Berlanti (que dirigiu “Com Amor, Simon” e produz as séries do “Arrowverso”). Ele terá o papel do dentista sádico Orin Scrivello, que foi interpretado por Jack Nicholson no filme original de 1960 e por Steve Martin no remake de 1986. O próprio Evans postou uma notícia de que negociava o papel em suas redes sociais, numa confirmação da escalação com direito a um emoji de dente. Veja abaixo. O filme pode voltar a reunir Evans com sua velha amiga Scarlett Johansson, que também negocia um papel – como a protagonista feminina, Aubrey. Os intérpretes da Viúva Negra e do Capitão América nos filmes da Marvel compartilham cenas no cinema desde 2004, quando estrelaram a comédia “Nota Máxima”. Por enquanto, apenas Billy Porter (“Pose”) tem seu nome confirmado na produção – provavelmente como a voz da planta carnívora Audrey II – , mas o elenco também deve incluir Taron Egerton (“Rocketman”), que negocia o papel principal de Seymour Krelborn. Originalmente um terror barato, filmado em preto e branco ao longo de uma semana de 1960 pelo diretor Roger Corman, a história do funcionário de uma floricultura que cultiva uma planta carnívora acabou adaptada como musical da Broadway e fez enorme sucesso, já tendo ganhado um remake musical em 1986. O terceiro filme desta história será o quarto longa dirigido por Berlanti, que anteriormente comandou dramas modestos, como “O Clube dos Corações Partidos” (2000), “Juntos Pelo Acaso” (2010) e “Com Amor, Simon” (2018). O longa deve começar a ser filmado no meio de 2020 e ainda não tem previsão de estreia. 🦷! https://t.co/onDaTINGwM — Chris Evans (@ChrisEvans) February 24, 2020
Sob a Pele: Estúdios disputam direitos para transformar sci-fi com Scarlett Johansson em série
Os direitos de uma série baseada no filme “Sob a Pele” (Under the Skin, 2013), que trazia Scarlett Johansson como uma alienígena devoradora de homens, estão sendo disputados pela financiadora do filme, a empresa Silver Reel, e o estúdio A24, responsável pela produção de cinema. O diretor e roteirista Jonathan Glazer desenvolveu a versão cinematográfica de “Sob a Pele” por mais de uma década, baseado-se vagamente num romance de ficção científica homônimo do escritor Michael Faber, publicado em 2000. Mas sua empresa faliu, colocando os direitos da adaptação do filme no mercado para cobrir as dívidas. Silver Reel e A24 estão determinados a transformar a premissa do filme numa série e quem der o lance maior vai produzi-la. A história se passa no norte da Escócia e segue um extraterrestre que viaja pelo interior dando carona a homens, drogando-os e levando-os a um local secreto, enquanto fica nua na tela.
Parasita tem vitória histórica no Oscar 2020
Bong Joon Ho não tem hora para parar de celebrar. Ele avisou duas vezes que pretendia comemorar com bebidas, ao receber os troféus de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Filme Internacional por “Parasita”, na premiação do Oscar 2020, que aconteceu na noite de domingo (9/2) no Dolby Theatre, em Los Angeles. Ainda não tinha começado o primeiro drinque quando ouviu seu nome ser chamado novamente, como Melhor Diretor. Em estado de legítima perplexidade, conseguiu citar como Martin Scorsese influenciou sua carreira, além de agradecer a Quentin Tarantino por sempre falar de seus filmes quando ninguém o conhecia. E saiu do palco extasiado, acreditando ter feito História com sua participação na cerimônia. Mas estava enganado. Precisou voltar mais uma vez, quando “Parasita” venceu o Oscar de Melhor Filme do ano. O cineasta sul-coreano foi responsável pela maior surpresa dos 92 anos da História do Oscar. Isto porque nunca antes um filme falado em língua estrangeira tinha vencido o troféu principal da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. “Parasita” venceu o troféu principal da cerimônia… e mais três. Individualmente, Bong Joon Ho ficou com quatro Oscars, o que também é um feito histórico – anteriormente, apenas Walt Disney tinha vencido quatro troféus na mesma cerimônia, mas todos como produtor e por filmes diferentes em 1954. É interessante reparar o contexto que tornou possível essa reviravolta espetacular. Ao buscar maior inclusão, após a recepção negativa da falta de representatividade racial entre os indicados ao Oscar 2016, a Academia decidiu aumentar a presença de minorias em seus quadros e ampliou convites para artistas internacionais. Cineastas, roteiristas, produtores, técnicos e atores de mais países passaram a votar na premiação, fazendo disparar a quantidade de membros da Academia, que somou quase dois mil novos eleitores do Oscar em quatro anos. Isso, sem dúvida, mexeu com o DNA do troféu. Os eleitores estrangeiros não fazem parte das panelinhas de Hollywood, não trabalharam anteriormente com os indicados e não avaliam os filmes pelo ponto de vista da indústria cinematográfica americana. Em outras palavras, seus votos desconsideram interesses do mercado local dos EUA. É fato que a vitória do francês “O Artista” em 2012 já tinha aberto uma brecha. Mesmo assim, aquele filme não era falado em idioma estrangeiro (era cinema mudo) e fazia uma homenagem a Hollywood. O sinal de que algo estava mudando foi dado apenas no ano passado, com as três vitórias do mexicano “Roma”. O filme falado em espanhol venceu, entre outros, um prêmio de Melhor Direção. A conquista de “Parasita”, claro, é muito maior, incomparável. O Melhor Filme do ano é estrelado por atores sul-coreanos que não fazem parte do SAG, realizado por um equipe estrangeira não filiada aos sindicatos hollywoodianos e exibido nos cinemas dos EUA com legendas. Se a consagração de “Moonlight”, um filme indie com diretor negro, elenco negro e temática LGBTQIA+, causou um terremoto nos bastidores da premiação em 2017 – a rede ABC exigiu mais filmes populares em nome da audiência – , a vitória de “Parasita” deve trazer consequências ainda maiores. Os otimistas podem imaginar uma abertura definitiva do prêmio – e do mercado americano – para o resto do mundo. Os realistas, porém, já devem estar calculando o tamanho da reação do mercado, dos sindicatos e dos estúdios americanos contra essa internacionalização. O slogan “America First” não venceu uma eleição nos EUA por acaso. Curioso, ainda, que “Parasita” tenha sido tão bem-recebido, em proporção inversa ao desdém dispensado a “A Despedida” (The Farewell), de Lulu Wang, barrado no Oscar. O vencedor do Spirit Awards (o “Oscar” do cinema independente) no sábado (8/2) também tinha cineasta e elenco asiático e foi exibido com legendas. Mas, diferente da obra sul-coreana, era uma produção americana, com diretora americana e diversos atores nascidos no país. Neste sentido, a eleição de “Parasita” também pode ser vislumbrada como um voto de protesto contra a seleção de concorrentes feita pela Academia – “A Despedida” não foi o único longa injustiçado. A verdade é que a tão evidente falta de diversidade entre os indicados se deu como efeito colateral da pressão de bastidores por uma seleção de filmes populares. Dentre as opções oferecidas, “Parasita” era um dos poucos filmes (ao lado de “Adoráveis Mulheres”) que não contava histórias de homens brancos heterossexuais, geralmente em luta – às vezes em guerra – por ideais masculinos de poder e superioridade. Joaquin Phoenix, que assimilou perfeitamente a mensagem de “Coringa”, fez um discurso sensível nesse sentido, ao aceitar seu Oscar de Melhor Ator. Ao falar das diferentes causas sociais que engajam seus colegas, ele sintetizou: “Lutamos contra a noção de que uma nação, um povo, uma raça, um gênero ou uma espécie tem o direito de dominar, controlar, usar e explorar a outra com impunidade”. A vitória de “Parasita” rechaçou o viés conservador ensaiado para o Oscar 2020, representado pelas histórias de homens heterossexuais brancos, que dominaram as indicações – como se esse tipo de narrativa fosse mais indicado a prêmios. Exceção gritante, o filme sul-coreano não tinha apenas etnia diversa, mas equilíbrio entre papéis masculinos e femininos, além de franco questionamento social – “marxismo cultural”, já que trata da luta de classes. A ressaca de Bong Joon Ho também é, portanto, fruto de resistência cultural. Ao barrar o cinema indie, a Academia deixou aberta uma fresta para o cinema mundial, que se transformou em saída. E, ironicamente, a empresa que trouxe o longa sul-coreano para os EUA foi um estúdio indie, o Neon, completando a vingança. Importante destacar ainda outro aspecto da internacionalização da Academia, menos evidente que a vitória de “Parasita”. No domingo, várias conquistas foram celebradas por artistas estrangeiros também em filmes americanos. Para citar alguns, o neozelandês Taika Waititi venceu a categoria de Melhor Roteiro Adaptado por “Jojo Rabbit” e a islandesa Hildur Guðnadóttir assinou a Melhor Trilha em “Coringa”. Tratam-se de vitórias com alcances duradouros, que vão além da entrega dos troféus. Lembrem-se que a simples indicação ao Oscar costuma render convite para os nomeados ingressarem na Academia. A brasileira Petra Costa, por exemplo, não venceu a disputa de Melhor Documentário – o único candidato americano faturou a categoria, numa inversão em relação ao troféu de Melhor Filme – , mas ajudará a escolher o vencedor de 2021. Mais estrangeiros estarão votando no próximo ano. Assim, se a Academia superar as pressões do mercado americano, a tendência é o Oscar continuar surpreendendo. Mas pressões, com certeza, virão. A propósito, os que comemoraram a derrota do “marxismo cultural” representado por “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, podem não ter percebido, mas o discurso da vencedora da categoria, a cineasta Julia Reichert, de “Indústria Americana”, encerrou-se com uma citação ao “Manifesto Comunista”. “Os trabalhadores têm cada vez mais dificuldade hoje em dia, e acreditamos que as coisas vão melhorar quando os trabalhadores do mundo se unirem”, disse a americana, parafraseando o slogan “Trabalhadores do mundo, uni-vos”, que se tornou célebre na obra de Karl Marx e Friederich Engels. Para completar sem alongar demais, omitindo comentários para outras categorias remanescentes, vale ressaltar, mesmo que rapidamente, o reconhecimento à brilhante fotografia do inglês Roger Deakins, verdadeiro motivo de “1917” ter sido considerado, de véspera, o maior favorito ao Oscar. A lista completa dos filmes premiados pode ser conferida abaixo. Melhor Filme – “Parasita” “Ford vs Ferrari” “O Irlandês” “Jojo Rabbit” “Coringa” “Adoráveis Mulheres” “História De Um Casamento” “1917” “Era Uma Vez Em Hollywood” Melhor Direção – Bong Joon Ho – “Parasita” Sam Mendes – “1917” Martin Scorsese – “O Irlandês” Quentin Tarantino – “Era Uma Vez Em Hollywood” Todd Phillips – “Coringa” Melhor Atriz – Renée Zellweger – “Judy” Cynthia Erivo – “Harriet” Scarlett Johansson – “História De Um Casamento” Saoirse Ronan – “Adoráveis Mulheres” Charlize Theron – “O Escândalo” Melhor Ator – Joaquin Phoenix – “Coringa” Antonio Banderas – “Dor e Glória” Adam Driver – “História De Um Casamento” Jonathan Pryce – “Dois Papas” Leonardo DiCaprio – “Era Uma Vez Em Hollywood” Melhor Atriz Coadjuvante – Laura Dern – “História De Um Casamento” Margot Robbie – “O Escândalo” Kathy Bates – “O Caso Richard Jewell” Scarlett Johansson – “Jojo Rabbit” Florence Pugh – “Adoráveis Mulheres” Melhor Ator Coadjuvante – Brad Pitt – “Era Uma Vez Em Hollywood” Tom Hanks – “Um Lindo Dia na Vizinhança” Al Pacino – “O Irlandês” Joe Pesci – “O Irlandês” Anthony Hopkins – “Dois Papas” Melhor Roteiro Adaptado – Taika Waititi – “Jojo Rabbit” Greta Gerwig – “Adoráveis Mulheres” Anthony McCarten – “Dois Papas” Todd Phillips & Scott Silver – “Coringa” Steven Zaillian – “O Irlandês” Melhor Roteiro Original – Bong Joon Ho e Han Jin Won – “Parasita” Noah Baumbach – “História De Um Casamento” Rian Johnson – “Entre Facas e Segredos” Quentin Tarantino – “Era Uma Vez Em Hollywood” Sam Mendes & Kristy Wilson-Cairns – “1917” Melhor Fotografia – Roger Deakins – “1917” Jarin Blaschke – “O Farol” Rodrigo Pietro – “O Irlandês” Robert Richardson – “Era Uma Vez Em Hollywood” Lawrence Sher – “Coringa” Melhor Figurino – Jacqueline Durran – “Adoráveis Mulheres” Arianne Phillips – “Era Uma Vez Em Hollywood” Sandy Powell e Christopher Peterson – “O Irlandês” Mayes C. Rubeo – “Jojo Rabbit” Mark Bridges – “Coringa” Melhor Edição – Andrew Buckland e Michael McCusker – “Ford vs Ferrari” Yang Jinmo – “Parasita” Thelma Schoonmaker – “O Irlandês” Tom Eagles – “Jojo Rabbit” Jeff Groth – “Coringa” Melhor Maquiagem e Cabelo – “O Escândalo” “Coringa” “Judy” “Malévola: Dona do Mal” “1917” Melhor Trilha Sonora – Hildur Guðnadóttir – “Coringa” Alexandre Desplat – “Adoráveis Mulheres” Randy Newman – “História de um Casamento” Thomas Newman – “1917” John Williams – “Star Wars: A Ascensão Skywalker” Melhor Canção Original – (I’m Gonna) Love Me Again – “Rocketman” I’m Standing With You – “Superação: O Milagre da Fé” Into the Unknown – “Frozen 2” Stand Up – “Harriet” I Can’t Let You Throw Yourself Away – “Toy Story 4” Melhor Design de Produção – “Era Uma Vez Em Hollywood” “1917” “Parasita” “O Irlandês” “Jojo Rabbit” Melhor Edição de Som -“Ford vs. Ferrari” “Era Uma Vez Em Hollywood” “Coringa” “1917” “Star Wars: A Ascensão Skywalker” Melhor Mixagem de Som – “1917” “Ford vs Ferrari” “Coringa” “Era Uma Vez Em Hollywood” “Ad Astra” Melhores Efeitos Visuais – “1917” “Vingadores: Ultimato” “O Irlandês” “O Rei Leão” “Star Wars: A Ascensão Skywalker” Melhor Animação – “Toy Story 4” “Como Treinar o seu Dragão 3” “Perdi Meu Corpo” “Link Perdido” “Klaus” Melhor Documentário – “Indústria Americana” “The Cave” “Democracia em Vertigem” “For Sama” “Honeyland” Melhor Filme Internacional – “Parasita” (Coreia do Sul) “Les Misérables” (França) “Dor e Glória” (Espanha) “Corpus Christi” (Polônia) “Honeyland” (Macedônia) Melhor Curta Animado – “Hair Love” “Kitbull” “Dcera (Daughter)” “Memorable” “Sister” Melhor Curta Documentário – “Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl)” “Life Overtakes Me” “In the Absence” “St. Louis Superman” “Walk Run Cha-Cha” Melhor Curta Live-Action – “The Neighbors’ Window” “Brotherhood” “Nefta Football Club” “Saria” “A Sister” Louise Alves
Oscar 2020 pode consagrar reacionarismo ou surpreender radicalmente
A premiação ao Oscar 2020, que acontece neste domingo (9/2), tende a consagrar um momento de conservadorismo histórico da indústria cinematográfica americana. Mas não está descartada uma surpresa radical. Os detalhes desses resultados alternativos envolvem políticas de bastidores e as próprias regras da votação. Como não há possibilidade de prêmios fora da lista de indicados, já está registrado um grande retrocesso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, ao privilegiar majoritariamente histórias de homens brancos heterossexuais, após o esforço de diversificação da organização ter rendido um número recorde de mulheres premiadas e grande representatividade racial e sexual em 2019. Vale comparar. Na lista de concorrentes de Melhor Filme no Oscar 2019 estavam “Pantera Negra”, “Infiltrado na Klan”, “A Favorita”, “Roma”, “Nasce Uma Estrela”, “Bohemian Rhapsody”, “Vice” e “Green Book”. Apenas um desses filmes representava uma história de homem branco heterossexual: “Vice”, apropriadamente sobre um político de direita dos EUA. Neste ano, as tramas sobre brancos heterossexuais totalizam seis títulos, de um total de nove indicados ao Oscar de Melhor Filme: “Ford x Ferrari”, “O Irlandês”, “Jojo Rabbit”, “Coringa”, “1917” e “Era uma Vez em Hollywood”. Extremamente masculinos, filmes como “O Irlandês” e “1917” chegam a relegar mulheres a papéis de figuração. “1917” tem uma desculpa narrativa, já que mulheres não lutaram no front da 1ª Guerra Mundial. Mas “O Irlandês”, que projeta décadas de desenvolvimento de personagens, não tem qualquer justificativa para dar a sua principal atriz menos de uma página de diálogos. Apenas uma obra indicada ao Oscar de Melhor Filme é focada em personagens femininas: “Adoráveis Mulheres”, como deixa claro o título. E apenas uma tem personagens não brancos: “Parasita”, que é estrangeiro, realizado na Coreia do Sul. Por que o Emmmy consagra séries como “Fleabag”, “A Maravilhosa Sra. Meisel” e “Killing Eve” e o Oscar não consegue reconhecer tramas femininas? Como é possível ignorar o que o Spirit Awards, premiação do cinema independente americano, reconheceu há menos de 24 horas atrás, com a consagração de “A Despedida” (The Farewell), de Lulu Wang, como Melhor Filme do ano? Note-se: uma obra-prima com protagonistas femininas, escrito e dirigido por um mulher e com elenco inteiramente asiático. E que não recebeu uma mísera indicação ao Oscar. Para contrabalançar o fato de que prevaleceram histórias de homens, um comunicado dos organizadores buscou inverter a perspectiva ao destacar que 62 mulheres foram indicadas, compondo quase um terço dos candidatos ao Oscar deste ano. Nenhuma cineasta, porém, vai disputar o prêmio 100% masculino de Melhor Diretor. Greta Gerwig, que comandou “Adoráveis Mulheres”, conseguiu, ao menos, ser lembrada na vaga de Melhor Roteiro Adaptado. Mas vale comparar novamente: o Spirit Awards destacou três mulheres cineastas em sua premiação de Melhor Direção e ainda consagrou a (agora) cineasta Olivia Wilde como Revelação do ano, por “Fora de Série”. Por que tamanha diferença? É fácil encontrar explicação, bastando observar o momento de ruptura, em que o Oscar deixou de ser ousado. A premiação de “Moonlight”, de diretor negro, com elenco negro e temática homossexual, como Melhor Filme de 2017 deu início a uma pressão brutal da rede ABC, responsável pela transmissão da cerimônia nos EUA, por filmes mais convencionais. Com a justificativa supostamente não racista e não homofóbica de que dramas indies não têm apelo comercial para atrair audiência, o canal exigiu mudanças na premiação, desde a duração do evento até a “qualidade” dos indicados, com força econômica e contratual para forçar a Academia a se submeter. Vale lembrar que foi nesta época que a organização chegou a propor um prêmio para Filme Popular, que rendeu polêmica e acabou abortado. O Oscar 2020 se apresenta como resultado final dessa pressão. Nada mais é, portanto, que uma disputa entre filmes populares, reunindo a maior competição de blockbusters por estatuetas em décadas, quiçá de toda a História da premiação. “Coringa”, filme com maior número de indicações, fez mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias. Outros filmes de grande orçamento, como “Ford x Ferrari” e “1917”, também passaram pelo topo das bilheterias, e “Era uma Vez em Hollywood”, que fetichiza a Hollywood de antigamente, consagrou-se como um dos maiores sucessos da carreira do diretor Quentin Tarantino. Ainda por cima, todos os indicados são produções de grandes estúdios. Não há um longa independente sequer, quando a regra do século 21 era, até “Moonlight”, o contrário. O problema do Oscar também se estende aos consensos de comadres que resultam na consagração dos mais simpáticos e bonitos e não dos melhores atores, uma vez que se trata de uma votação entre colegas. Tanto que é possível garantir as premiações dos quatro nomes que disputam os prêmios de melhores intérpretes brancos deste ano: Joaquin Phoenix, Renée Zellweger, Brad Pitt e Laura Dern. Os dois primeiros seriam favoritos, de qualquer forma. Mas o quarteto inteiro? Por coincidência, são vitórias que deixam o Oscar já pouco diversificado com um tom mais loiro. Sam Mendes é outra barbada na categoria de Melhor Direção por “1917”? Está mais para seu Diretor de Fotografia, o veterano Roger Deakins. Nem dá para cravar que “1917” já pode ser considerado vencedor, horas antes da abertura do envelope de Melhor Filme. O Oscar mudou recentemente a forma como contabiliza os votos de sua categoria principal, criando a possibilidade de o vencedor não ser aquele mais votado como Melhor, e sim aquele que mais vezes aparecer nas células de votação – citado entre os melhores. Se, por exemplo, “Era uma Vez em Hollywood” (provável) ou “Parasita” (incrível) aparecer como segundo ou terceiro filme na preferência da maioria dos eleitores, pode acumular mais pontos, caso “1917” não seja eleito por unanimidade. Vale considerar que “1917”, apesar da narrativa convencional, é ousado tecnicamente, uma maravilha visual e o melhor filme de Sam Mendes desde sua estreia com “Beleza Americana”, quando venceu o Oscar pela primeira vez, há 20 anos, enquanto “Era uma Vez em Hollywood” representa seu oposto. A narrativa é anti-convencional, mas passa longe de ser o melhor trabalho de Quentin Tarantino, além de ser marginalmente racista e repetir a reviravolta subversiva de “Bastardos Inglórios” – é quase como se Tarantino virasse um sub-Tarantino, copiando a si mesmo. Só que a indústria cinematográfica adora se congratular e este filme tem até Hollywood em seu título. Uma vitória de “Parasita”, por outro lado, representaria algo completamente diferente, por abalar conceitos estabelecidos, como, por exemplo, o fato de o Oscar ser uma premiação de filmes americanos e não um troféu internacional. A vitória do francês “O Artista” em 2012 já tinha aberto uma brecha para o mundo. Mesmo assim, tratava-se de uma produção sem idioma estrangeiro (era cinema mudo) e uma homenagem a Hollywood (mais uma). “Roma” ensaiou assustar em 2019. Mas uma vitória de “Parasita”, com atores não brancos, equipe estrangeira e em língua não inglesa, seria um grande choque. Um novo paradigma. E sabe-se lá com que consequências. E o Oscar brasileiro? “Democracia em Vertigem” deveria ser o grande azarão da premiação. A disputa contra filmes premiadíssimos – e uma produção de Barack Obama – parecia encaminhar o fato de que sua vitória se resumia à própria indicação. Mas o documentário de Petra Costa ganhou grande impulso na reta final da votação, graças ao governo Bolsonaro, que o promoveu no mundo inteiro com ataques oficiais. Considerado vilão ambiental e inimigo da classe artística, por seus ataques pessoais ao “queridinho” Leonardo DiCaprio, Bolsonaro pode ter consagrado o longa com a mais inesperada vitória (ou a segunda, na possível chance de “Parasita” vencer como Melhor Filme) do Oscar 2020. A conferir, a partir das 22h, com transmissão ao vivo pelo canal pago TNT, pelo portal G1 e pela plataforma Globoplay. Mais canais de transmissão podem ser conferidos aqui.
Viúva Negra: Coleção de pôsteres destaca “família” da heroína
A Marvel divulgou uma coleção de pôsteres com os personagens de “Viúva Negra”. Assim como o comercial disponibilizado neste domingo (2/2), as artes destacam a “primeira família” da personagem-título, vivida por Scarlett Johansson, que inclui os personagens de Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). A trama de “Viúva Negra” acompanha Natasha Romanoff (Johansson) após fugir dos EUA, passando-se entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”. O longa tem roteiro de Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”), direção da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”) e sua estreia está marcada para 30 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Viúva Negra: Comercial dublado apresenta cenas inéditas
A Marvel disponibilizou na internet a versão dublada em português do comercial de TV de “Viúva Negra”, especialmente produzido para exibição neste domingo (2/2) durante o intervalo do Super Bowl (final do campeonato de futebol americano), espaço publicitário televisivo mais valorizado dos EUA. O vídeo de 30 segundos traz algumas cenas inéditas e valoriza a introdução da “primeira família” da personagem-título, vivida por Scarlett Johansson. Além disso, também volta a chamar atenção para a habilidade do novo vilão – supostamente o Treinador – no manejo do escudo, remetendo ao Capitão América. A trama de “Viúva Negra” acompanha Natasha Romanoff (Johansson) após fugir dos EUA, passando-se entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”. O longa tem roteiro de Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”) e direção da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), e seu elenco também inclui Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”) como a “família” russa da protagonista. A estreia está marcada para 30 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Como a Disney brasileira disponibilizou apenas a versão dublada em português, confira também o trailer original americano abaixo.
SAG Awards: Parasita é primeiro elenco estrangeiro premiado pelo Sindicato dos Atores dos EUA
O SAG Awards, premiação do Sindicato de Atores dos EUA, concedeu seus troféus anuais na noite de domingo (19/1). E a grande surpresa da premiação foi a consagração de “Parasita”. Os atores sul-coreanos foram aplaudidos de pé pelos astros de Hollywood, durante sua passagem pelo palco do evento, e acabaram reconhecidos como Melhor Elenco de Cinema. Foi a primeira vez que um filme estrangeiro venceu esta categoria. E foi também a única surpresa da premiação cinematográfica da noite, já que a cerimônia repetiu a tendência do Globo de Ouro e Critics Choice ao premiar Joaquin Phoenix (“Coringa”) como Melhor Ator, Renée Zellweger (“Judy”) como Atriz e Brad Pitt (“Era uma Vez em Hollywood”) e Laura Dern (“História de um Casamento”) como Coadjuvantes. A previsibilidade já aponta que estes serão os mesmos nomes chamados para receber o Oscar 2020, em fevereiro. As surpresas foram retomadas nas categorias televisivas, principalmente com a vitória de Jennifer Aniston, como Melhor Atriz de Série Dramática por “The Morning Show”, superestimada atração da Apple TV+. Este também foi o primeiro grande prêmio do serviço do streaming da Apple, conquistado em tempo recorde, já que o serviço foi lançado há pouco mais de dois meses. Confira a seguir os vídeos da consagração de “Parasita” e, mais abaixo, a lista completa dos premiados. What a moment. The cast of #Parasite get a standing ovation at the #SAGAwards as they present their film in the best ensemble cast category https://t.co/duqdI5q1az pic.twitter.com/QFaoASIS8A — The Hollywood Reporter (@THR) January 20, 2020 Cinema Melhor Elenco – “Parasita” “O Escândalo” “O Irlandês” “Jojo Rabbit” “Era Uma Vez Em Hollywood” Melhor Ator – Joaquin Phoenix (“Coringa”) Christian Bale (“Ford vs Ferrari”) Leonardo DiCaprio (“Era Uma Vez Em Hollywood”) Adam Driver (“História de um Casamento”) Taron Egerton (“Rocketman”) Melhor Atriz – Renée Zellweger (“Judy”) Cynthia Erivo (“Harriet”) Scarlett Johansson (“História de um Casamento”) Lupita Nyong’o (“Nós”) Charlize Theron (“O Escândalo”) Melhor Ator Coadjuvante – Brad Pitt (“Era Uma Vez Em Hollywood”) Jamie Foxx (“Luta por Justiça”) Tom Hanks (“Um Lindo Dia na Vizinhança”) Al Pacino (“O Irlandês”) Joe Pesci (“O Irlandês”) Melhor Atriz Coadjuvante – Laura Dern (“História de um Casamento”) Scarlett Johansson (“Jojo Rabbit”) Nicole Kidman (“O Escândalo”) Jennifer Lopez (“As Golpistas”) Margot Robbie (“O Escândalo”) Melhor Desempenho de Dublês em Filme – “Vingadores: Ultimato” “Ford vs Ferrari” “O Irlandês” “Coringa” “Era Uma Vez em… Hollywood” Série Melhor Elenco em Série Dramática – “The Crown” “Game of Thrones” “The Handmaid’s Tale” “Stranger Things” “Big Little Lies” Melhor Elenco em Série de Comédia – “The Marvelous Mrs. Maisel” “Barry” “Fleabag” “The Kominsky Method” “Schitt’s Creek” Melhor Ator em Série de Drama – Peter Dinklage (“Game of Thrones”) Sterling K. Brown (“This Is Us”) Steve Carell (“The Morning Show”) Billy Crudup (“The Morning Show”) David Harbour (“Stranger Things”) Melhor Atriz em Série de Drama – Jennifer Aniston (“The Morning Show”) Helena Bonham Carter (“The Crown”) Olivia Colman (“The Crown”) Jodie Comer (“Killing Eve”) Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) Melhor Ator em Série de Comédia – Tony Shalhoub (“The Marvelous Mrs. Maisel”) Alan Arkin (“The Kominsky Method”) Michael Douglas (“The Kominsky Method”) Bill Hader (“Barry”) Andrew Scott (“Fleabag”) Melhor Atriz em Série de Comédia – Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”) Cristina Applegate (“Dead to Me”) Alex Borstein (“The Marvelous Mrs. Maisel”) Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”) Catherine O’Hara (“Schitt’s Creek”) Melhor Ator em Minissérie/Telefilme – Sam Rockwell (“Fosse/Verdon”) Mahershala Ali (“True Detective”) Russell Crowe (“The Loudest Voice”) Jared Harris (“Chernobyl”) Jharrel Jerome (“When They See Us”) Melhor Atriz Minissérie/Telefilme – Michelle Williams (“Fosse/Verdon”) Patricia Arquette (“The Act”) Toni Collette (“Unbelievable”) Joey King (“The Act”) Emily Watson (“Chernobyl”) Melhor Desempenho de Dublês em Série – “Game of Thrones” “GLOW” “Stranger Things” “The Walking Dead” “Watchmen”
Viúva Negra: Sinopse oficial fala em conspiração conectada ao passado da heroína
O filme solo da “Viúva Negra”, estrelado por Scarlett Johansson, teve sinopse divulgada pela Marvel. A descrição resume a trama a “uma perigosa conspiração conectada com o passado” da heroína. Leia abaixo. “Em ‘Viúva Negra’, thriller de espionagem repleto de ação da Marvel Studios, Natasha Romanoff – a Viúva Negra – confronta as partes sombrias de sua profissão quando surge uma perigosa conspiração conectada com o seu passado. Perseguida por uma força implacável que quer derrubá-la, Natasha deve lidar com sua história como espiã e as relações abaladas que deixou quando se tornou uma Vingadora.” O longa tem roteiro de Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”) e direção da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), e seu elenco também inclui Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”) como a “família” russa da protagonista. A estreia está marcada para 30 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Víúva Negra: Novos vídeos legendados revelam novidades do próximo filme da Marvel
A Marvel divulgou dois novos vídeos legendados de “Víúva Negra”, filme solo da heroína vivida por Scarlett Johansson. Um deles traz entrevistas e cenas antigas da participação da atriz no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), enquanto o outro (oficialmente chamado de “conteúdo especial”) funciona como um novo trailer, com cenas inéditas da produção. Entre as novidades reveladas, estão um exército de Viúvas Negras e uma luta mais detalhada contra o novo vilão – supostamente o Treinador – , cuja habilidade no manejo do escudo chama atenção da heroína, remetendo ao Capitão América. “Viúva Negra” acompanha Natasha Romanoff (Johansson) após fugir dos EUA, passando-se entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”. O longa tem roteiro de Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”) e direção da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), e seu elenco também inclui Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”) como a “família” russa da protagonista. A estreia está marcada para 30 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Oscar 2020 consagra conservadorismo com histórias masculinas, heterossexuais e brancas
As indicações ao Oscar 2020, reveladas na manhã desta segunda (13/1), representaram, em muitas formas, um retrocesso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, ao privilegiar majoritariamente histórias de homens brancos heterossexuais. Isto aconteceu um ano após o esforço de diversificação da organização ter rendido um número recorde de mulheres premiadas e grande representatividade temática. Vale comparar. Na lista de concorrentes de Melhor Filme no Oscar 2019 estavam “Pantera Negra”, “Infiltrado na Klan”, “A Favorita”, “Roma”, “Nasce Uma Estrela”, “Bohemian Rhapsody”, “Vice” e “Green Book”. Apenas um desses filmes representava uma história de homem branco heterossexual: “Vice”, apropriadamente sobre um político de direita dos EUA. Neste ano, as tramas sobre brancos heterossexuais totalizaram seis títulos, de um total de nove indicados ao Oscar de Melhor Filme: “Ford x Ferrari”, “O Irlandês”, “Jojo Rabbit”, “Coringa”, “1917” e “Era uma Vez em Hollywood”. Extremamente masculinos, filmes como “O Irlandês” e “1917” chegam a relegar mulheres a papéis de figuração. “1917” tem uma desculpa narrativa, já que mulheres não lutaram no front da 1ª Guerra Mundial. Mas “O Irlandês”, que projeta décadas de desenvolvimento de personagens, não tem qualquer justificativa para dar a sua principal atriz menos de uma página de diálogos. Apenas uma obra indicada ao Oscar de Melhor Filme é focada em personagens femininas: “Adoráveis Mulheres”, como deixa claro o título. E apenas uma tem personagens racialmente diferentes: “Parasita”, que é estrangeiro, realizado na Coreia do Sul. Por que o Emmmy consagra séries como “Fleabag”, “A Maravilhosa Sra. Meisel” e “Killing Eve” e o Oscar não consegue reconhecer tramas femininas? Como é possível ignorar que alguns dos melhores filmes recentes são histórias de mulheres e de pessoas “de cor”. Quem, afinal, consegue explicar porque, em vez de incentivar filmes que promovem uma visão de mundo sectária, a Academia não incluiu “A Despedida” (The Farewell), de Lulu Wang, ou “Nós”, de Jordan Peele, em seu Top 10 possível? Com a decisão estúpida (e isto precisa ser salientado: estúpida) de indicar apenas nove filmes, podendo, por suas próprias regras, nomear até dez, a Academia contribui efetivamente para diminuir as possibilidades de diversificação do prêmio. Para contrabalançar o fato de que prevaleceram histórias de homens, um comunicado dos organizadores buscou inverter a perspectiva ao destacar que 62 mulheres foram indicadas, compondo quase um terço dos candidatos ao Oscar deste ano. Nenhuma cineasta, porém, vai disputar o prêmio 100% masculino de Melhor Diretor. Greta Gerwig, que comandou “Adoráveis Mulheres”, era a principal favorita, mas foi lembrada apenas na vaga de Melhor Roteiro Adaptado. Com a atitude esnobe em relação a “A Despedida”, o Oscar perdeu a chance de reconhecer também a diretora Lulu Wang e principalmente a atriz Awkwafina (vencedora do Globo de Ouro 2020). O mesmo em relação a “Nós”, de Jordan Peele e da espetacular interpretação de Lupita Nyong’o (indicada ao SAG Awards 2020, prêmio do Sindicato dos Atores dos EUA). O impacto dessas ausências é muito claro – literalmente – na seleção de atores. A premiação de intérpretes deste ano é 95% branca. Em meio às cabeleiras loiras, que compõem o visual da maioria dos 20 astros indicados, há apenas uma presença destoante. A exceção que impede o Branco Total é Cynthia Erivo, na disputa por “Harriet”. O incrível é que tanto Lupita quanto Awkwafina desempenharam melhor seus papéis, em obras de maior repercussão e avaliação mais positiva. Com 74% de aprovação, “Harriet” é um dos filmes do Oscar com nota mais baixa no Rotten Tomatoes. Até o elenco de “Luta por Justiça”, com Michael B. Jordan e Jamie Foxx, estava mais bem-cotado. Houve quem lembrasse também de Jennifer Lopez, por “As Golpistas”. Mas, neste caso, trata-se mais de elogio incentivado pelo estúdio que desempenho real. Por falar em estúdios, a ausência de “A Despedida” também eliminou o cinema indie americano da disputa. Desde a vitória de “Moonlight”, em 2017, a rede ABC pressiona a Academia para que privilegie lançamentos amplos e comerciais, visando alavancar a audiência da transmissão televisiva da cerimônia. A vitória de “Moonlight” foi a manifestação de um verdadeiro pesadelo para a ABC – e conservadores em geral – , um filme com atores negros, dirigido por um cineasta negro, produzido de forma independente, com distribuição limitada e ainda por cima de temática explicitamente homossexual. Foi também um marco da diversidade em Hollywood, o que alimentou uma visível reação conservadora. Diante da pressão, a Academia até chegou a discutir um tal de Oscar de Melhor Filme Popular, ideia que acabou descartada, mas cujo espírito se manifesta no fim das indicações para o cinema independente. Em 2020, o filme com mais indicações é uma adaptação de quadrinhos que superou US$ 1 bilhão de arrecadação mundial. E não é o único blockbuster na disputa. Outros filmes de grande orçamento, como “Ford x Ferrari” e “1917”, também passaram pelo topo das bilheterias, e “Era uma Vez em Hollywood”, que fetichiza o cinema antigo, consagrou-se como um dos maiores sucessos da carreira de Quentin Tarantino. Em contraste a esse contra-ataque dos grandes estúdios e do cinemão à moda antiga, acaba resultando ousado o destaque conquistado por “Parasita”, um filme estrangeiro, exibido com legendas no cinema americano. Do mesmo modo, também é significativo o avanço obtido pela Netflix, grande vencedora da contagem geral, com 24 indicações para seus vários títulos, superando os estúdios tradicionais de Hollywood pela primeira vez. Mas a aceitação dos filmes da Netflix realmente representa ruptura? Certamente de modelo econômico, mas não de conteúdo, já que “O Irlandês” provou-se o filme mais convencionalmente macho, branco e heterossexual do Oscar, o símbolo perfeito do que há de mais antiquado e conservador na imaginação dos membros da Academia. Retrucando uma falsa polêmica, Martin Scorsese poderia aprender muito sobre a importância da inclusão social no cinema se visse os filmes da Marvel. Inovador, diferente, surpreendente? Só “Parasita”, de Bong Joon Ho. Veja a lista completa dos indicados neste link.












