Mais Você: Erro que colocou macaco em matéria de racismo gera demissão
Um erro de edição, que aconteceu no desta segunda (1/8), acabou em demissão. Enquanto Ana Maria Braga falava sobre o racismo sofrido pelos filhos de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso em Portugal, imagens de macacos foram exibidas na televisão. No começo da tarde, Ana Maria Braga foi ao Twitter informar que a pessoa responsável pelo que chamou de “erro imperdoável” foi demitida. “Sobre o VT que entrou errado enquanto eu falava de um caso de racismo no meu programa: Nós já investigamos e descobrimos quem foi a responsável pelo erro, é o tipo de erro imperdoável e, por isso, ela não faz mais parte da minha equipe”, avisou a apresentadora. Ela não informou se o VT com os macacos entrou por um descuido pela funcionária ou se havia sido exibido propositalmente. Mas foi um simples erro, como se viu durante o programa completo da manhã. Logo no começo, Ana abriu o programa prestando solidariedade ao casal de atores. E em seguida mencionou a reportagem exibida no “Fantástico” (TV Globo) na noite de domingo (31/8), chamando a exibição de um vídeo de uma fala de Giovanna sobre o caso. Em vez disso, foram ao ar imagens de macacos. “Entrou um VT errado aí, a gente vai corrigir. É o VT da Giovanna, que fala da situação que ela passou”, disse Ana Maria Braga após a interrupção do vídeo. Na sequência, a apresentadora exaltou a atriz por sua atitude: “Sabe que eu fico tão atrapalhada com esse tipo de comportamento que a gente vê em certas pessoas e que é tão comum. […] O que a Giovanna falou, falou certo. Se fosse uma mãe preta, ela poderia ser tachada de louca. Então, parabéns, Giovanna, por sua reação. Você pôs a boca no trombone pelos seus filhos e por todas as pessoas pretas que sofrem discriminação. E é assim que tem que ser”, disse. Mais tarde, foi exibido o quadro que continha as imagens dos macacos. A matéria falava sobre Jorginho, um macaco bugio-preto nascido em cativeiro na cidade de Barreiras, na Bahia. A espécie corre risco de extinção no estado. “Essa imagem aí que entrou fora de hora no começo do programa”, apontou a apresentadora. Sobre o VT que entrou errado enquanto eu falava de um caso de racismo no meu programa: nós já investigamos e descobrimos quem foi a responsável pelo erro, é o tipo de erro imperdoável e, por isso, ela não faz mais parte da minha equipe — Ana Maria Braga (@ANAMARIABRAGA) August 1, 2022
Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso sobre racismo: “Essa luta é de todo mundo”
O casal de atores Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso falou no “Fantástico” de domingo (31/8) pela primeira vez sobre o ataque racista praticado por uma mulher branca contra os filhos Titi e Bless, de 9 e 7 anos, em um restaurante de uma praia de Portugal. Eles deram detalhes do que aconteceu e cotaram que a filha ficou assustada com o episódio, enquanto o garoto não percebeu o que estava acontecendo. “A gente estava na praia brincando e, de repente, uma das crianças subiu e falou pra gente o que tinha acontecido. Aí, a gente ficou bem chateado. E começou e vocês viram aquelas imagens”, relatou Bruno Gagliasso. “Quando eu tava dentro do restaurante, [ela] começou a xingar as crianças Titi e Bless, né? E também a família de angolanos que estavam no restaurante, que era mais ou menos umas 15 [pessoas]”, acrescentou Giovanna. O ator contou que o gerente do restaurante pediu para a racista deixar o estabelecimento, mas houve uma recusa com novos ataques e xingamentos. “Ela se negou a ir embora e começou a xingar alto e a gente ouviu”, disse a atriz. “Quando a gente percebeu o que estava acontecendo, o Bruno saiu da mesa e foi até o gerente com a mulher para chamar a polícia. Eu vi que tava uma movimentação estranha, vi que a família de angolanos estava um pouco recuada e comecei a entender que era algo racial”, explicou ela. Questionados pela apresentadora Maju Coutinho sobre quais palavras foram ditas aos seus filhos, Ewbank e Gagliasso listaram as ofensas. “A mulher estava dizendo muitas coisas. Entre elas, dizendo ‘pretos imundos’, ‘voltem para a África'”, listou a atriz. “Portugal não é o lugar para vocês, vão embora daqui”, completou o ator. “Acho que ela nunca esperava que uma mulher branca fosse combatê-la como eu fui, daquela maneira. Eu sei que eu, como mulher branca indo confrontá-la, a minha fala vai ser validada. Eu não vou sair como a louca, a raivosa, como acontece com tantas outras mães pretas que são leoas assim como eu fui nesse episódio, mas que são invalidadas e são taxadas como loucas e está inventando”, disse Giovanna. Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso lembraram que estiveram no “Fantástico” em 2017 para falar de ataques racistas contra Titi nas redes sociais. A atriz afirmou que ela e o marido aprenderam que é possível usar a exposição de suas falas para cobrar igualdade para todos. “Mudou tudo. Eu sou uma mulher muito consciente dos meus privilégios. Sou uma mulher que sempre estou rodeada de mulheres pretas aprendendo diariamente e vou fazer jus ao nome privilégio branco e vou combater de frente”, declarou Ewbank. “Essa briga é nossa. Essa luta é de todo mundo”, acrescentou Gagliasso. “Foi a primeira vez que a minha filha viu eu combatendo racismo de frente, porque a gente fala muito sobre isso pra eles, mas ela nunca tinha me visto combatendo de frente. Ela ficou muito assustada e o Bless não percebeu muita coisa, porque ele tava brincando. A Titi entendeu tudo”, continuou. Além dos filhos Titi e Bless, Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso são pais de Zyan, de 2 anos, que é branco. Eles garantiram que a criança já tem uma educação voltada para ser atuante na luta contra o racismo. “Ele vai estar vivendo. Imagina, com dois anos ele já está numa situação dessa, da irmã mais velha dele acuada vendo a mãe e o pai discutindo com uma mulher racista. Então, ele vai viver e não vai precisar ser introduzido como nós… É muito cruel pensar que Titi e Bless, que têm 9 e 7 anos, que já precisam ser fortes. Sendo que com 9 e 7 anos são duas crianças e deveriam estar vivendo sem pensar em nada”, lamentou. A atriz ainda confirmou que desferiu tapas na mulher após o ato racista contra seus filhos. O ator, instantaneamente, a defendeu dizendo que o gesto não pode ser classificado como agressão. “Na verdade, ela não agrediu, ela reagiu. Não confunda a reação do oprimido com a ação do opressor”, diferenciou. “A gente sabe que vai acontecer muitas outras vezes. Agora, a gente não tem mais como proteger tanto os nossos filhos do que eles vão ouvir e ver. Então, é continuar fortalecendo os filhos e mostrar o quanto eles são fortes, maravilhosos e têm direito de combater o racismo… Eles precisam estar atentos o tempo todo”, disse Giovanna. Ewbank e Gagliasso adotaram Titi em maio de 2016, após uma viagem ao Malawi. Já Bless foi apresentado pelo casal em 2019 e é do mesmo país da irmã.
Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso falam ao “Fantástico” sobre racismo contra os filhos: “Dor e indignação”
O casal de atores Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso deram uma entrevista ao “Fantástico” sobre a repercussão do caso de racismo sofrido por seus filhos no sábado (31/7) em uma praia badalada de Portugal. Num trecho da entrevista antecipado pela emissora, o ator explicou que o vídeo com Giovanna gritando contra a loira que atacou as crianças foi um ato de “dor e indignação”. “O grito da minha mulher ali foi de dor, mas foi também de indignação”, ele explicou à apresentadora Maju Coutinho. Giovanna se revoltou contra ofensas sofridas por seus filhos e discutiu com a mulher, que teria dito para “tirar aqueles pretos imundos dali”, referindo-se aos pequenos Títi e Bless, de 9 e 7 anos. Nervosa, a atriz reagiu cuspindo e batendo na cara da mulher, conforme confirmado pela própria, enquanto seu marido Bruno Gagliasso chamava a polícia. O vídeo com parte da cena viralizou nas redes sociais. A entrevista completa do casal vai ao ar no “Fantástico” deste domingo (31/7), a partir das 20h30 na TV Globo. Em entrevista a @majucoutinho, casal de atores conta como foram os ataques que seus filhos sofreram em Portugal: https://t.co/asAnkYx1zK #Fantástico — Fantástico (@showdavida) July 31, 2022
Famosos apoiam reação de Giovanna Ewbank contra racismo sofrido pelos filhos
Após a reação de Giovanna Ewbank ao racismo sofrido pelos filhos numa praia de Portugal, no sábado (30/7), vários famosos se manifestaram nas redes sociais em apoio à atriz e sua família. O caso também foi noticiado pelos principais veículos de mídia portugueses. Giovanna se revoltou contra ofensas sofridas por seus filhos e discutiu com uma mulher, que teria dito para “tirar aqueles pretos imundos dali”, referindo-se aos pequenos Títi e Bless. Nervosa, a atriz reagiu cuspindo e batendo na cara da mulher, conforme confirmado pela própria, enquanto seu marido Bruno Gagliasso chamava a polícia. O vídeo com parte da cena viralizou nas redes sociais. “Que satisfatório a Giovanna Ewbank macetando uma mulher que foi racista com seus filhos”, tuitou a ex-BBB Lumena Aleluia. Além disso, diversas celebridades fizeram comentários no Instagram de Giovanna, como Bruna Marquezine, que chamou a atriz de “mãezona da porr@” e acrescentou: “Fogo nos racistas. Nojentos. Não passarão”. “Ver essas coisas com os outros é revoltante, imagina com nossos filhos… Não dá para aceitar!”, escreveu o cantor Felipe Araújo. E Marcelo Serrado acrescentou: “Arrasou Gio”. Já o ator Ícaro Silva publicou um texto longo louvando a atitude e pedindo reflexão para outras pessoas brancas. “Minha irmã leoa, exalto tua força e valorizo teu autocontrole, porque sei bem o sentimento que esse tipo de ataque desperta. Te amo muito e celebro sua família apaixonante, todos os dias. Agora gostaria que vocês, meus seguidores, prestassem atenção ao fato de que Giovanna é uma mulher branca, extremamente próspera, ciente do seu papel antirracista e ainda assim atacada no seio de sua família por uma criminosa”, afirmou. Ícaro lembrou que mães pretas não tem o mesmo espaço para proteger seus filhos. “Vocês podem imaginar o que vivem as mães pretas?? E as mães pretas e pobres? Ou pretas, pobres e solo? Os portugueses fingem que racismo não é com eles, assim como a maior parte dos brasileiros que descendem de europeus. Novamente, vocês podem imaginar o que vivem as mães pretas? Podem imaginar quanto autocontrole é preciso para criar filhos pretos em um mundo como esse?”, perguntou ele. Ao final, citou Mirtes Renata, mãe do menino Miguel, que morreu e chocou o Brasil há dois anos. “Quero terminar fazendo outra pergunta, atravessada na minha garganta há alguns dias: por que a justiça de Pernambuco impediu a prisão de Sari Corte Real, a responsável pela morte do pequeno Miguel? É impossível afirmar com verdade que não há relação com a cor da pele e com o sobrenome patético da criminosa. Brancos, aprendam com Giovanna Ewbank”, concluiu.
Filhos de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso sofrem racismo em Portugal
Titi e Bless, os filhos dos atores Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, foram vítimas de racismo em um restaurante em Portugal. Em um vídeo publicado neste sábado (30/7) nas redes sociais, Ewbank aparece chamando uma mulher loira, que aparece de costas nas imagens, de “racista nojenta”. O momento foi gravado logo após a atriz ter partido para cima da mulher. Giovanna Ewbank teria dado dois tapas e cuspido no rosto da mulher. A agressão não foi registrada pelo vídeo, mas é possível ouvir a atriz dizendo que a loira merecia “socos e porrada” por sua atitude racista. A atriz teria recebido apoio de angolanos que estavam no local. A atitude também repercutiu no Brasil, onde o nome de Giovanna foi parar nos tópicos mais comentários do Twitter, em inúmeras declarações positivas. A assessoria de imprensa do casal emitiu um comunicado explicando o ocorrido. “Comunicamos que os filhos do casal Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso foram vítimas de racismo no restaurante Clássico Beach Club, na Costa da Caparica, em Portugal, neste sábado, dia 30 de julho, onde a família passa férias. Uma mulher branca, que passava na frente do restaurante, xingou, deliberadamente, não só Títi e Bless, mas também a uma família de turistas angolanos que estavam no local – cerca de 15 pessoas negras. A criminosa pedia que eles saíssem do restaurante e voltassem para a África, entre outras absurdos proferidos às crianças, tais quais ‘pretos imundos’. Confirmamos, conforme vídeos que já circulam no Brasil, que Giovanna reagiu e enfrentou a mulher, enquanto Bruno Gagliasso, seu marido, chamou a polícia. A mulher foi levada escoltada e presa. Informamos ainda que Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank prestarão queixa contra a racista formalmente na delegacia portuguesa. A Trigo Casa de Comunicação lamenta as agressões sofridas por Títi, Bless e os turistas angolanos e apoia integralmente as ações tomadas por Giovanna e Bruno. Racismo é crime.” Giovanna Ewbank defende os filhos de ataque racista em Portugal. A atriz parte para cima e discute em restaurante: “você merece uma p*rrada”. pic.twitter.com/r99xjZIxwO — BCharts (@bchartsnet) July 30, 2022
“Woke” é cancelada após duas temporadas
A plataforma Hulu cancelou “Woke”, série de comédia que teve duas temporadas estreladas por Lamorne Morris, o Winston de “New Girl”. A atração era baseada na vida e na arte do cartunista Keith Knight (criador da história em quadrinhos “The K Chronicles”) e abordava um tema absolutamente atual: o racismo estrutural. Criada pelo próprio artista em parceria com Marshall Todd (roteirista de “Uma Turma do Barulho”), a série trazia Morris como Keef, um ilustrador e cartunista que vive em San Francisco. Bem-sucedido, o protagonista tem uma visão cor-de-rosa do mundo, até sentir na própria pele o racismo da polícia. A partir desse momento, ele começa a alucinar e ser criticado por seus próprios personagens – que ganham vida onde quer que vá – , tudo para forçá-lo a reconsiderar sua visão de mundo e sua própria arte. O elenco também incluía o comediante T. Murph, a ex-integrante do “Saturday Night Live” Sasheer Zamata e o ator Blake Anderson (da série “Workaholics”). Inédita no Brasil, a série venceu alguns prêmios de organizações ligadas à cultura afro-americana e teve seu último episódio exibido em abril deste ano. Confira o trailer do lançamento original abaixo.
Estreia de “Ms. Marvel” sofre ataques racistas nos EUA
A extrema direita dos EUA está atacando “Ms. Marvel” de forma coordenada nos sites de avaliação abertos ao público, escrevendo comentários racistas e atuando para baixar a nota de aprovação da série, que estreou nesta quarta (7/6). Grupos que defendem que a TV só deveria mostrar pessoas brancas organizaram-se em fóruns da deep web para tentar convencer o público a rejeitar a produção, que traz a primeira heroína muçulmana da Marvel. O foco do ódio é direcionado à origem paquistanesa da família da personagem, que os detratores chamam de “indiana” ou “terrorista”. Uma pessoa descreveu a série no IMDb como “um lixo” feito “pela esquerda”. Outros comentários dizem: “mais propaganda politizada vinda de grandes corporações”, “ser politicamente correto não é conteúdo”, “a Marvel agora está se tornando chata com toda essa agenda que está tentando empurrar”, “concentrem-se em seus fãs, não em questões sociais” e “‘Ms. Marvel’ deve ser completamente eliminada da Marvel”. Em compensação, o público “normal” se juntou para defender a série, brigando com as notas baixas dadas pelos conservadores. “Fiquei ainda mais interessado porque racistas estão odiando a série”, chegou a apontar um dos que deu 10 para a produção no IMDb. Já o site Metacritic decidiu fechar a sessão de comentários da série e eliminar a nota data pelo público. Com atuação mais vigilante, o Rotten Tomatoes bloqueou apenas os comentários extremistas, resultando em 90% de aprovação do público não racista. Entre a crítica, por sinal, a aprovação de “Ms. Marvel” é ainda maior: 95%, quase uma unanimidade com muitas resenhas positivas. Vale observar que no Reddit, onde filtros impedem a publicação de comentários extremistas, todos adoraram a série. Alguns até consideram que Ms. Marvel tem potencial para ser tão popular quanto o Homem-Aranha. A série também ganhou apoio de Malala Yousafzay, que aos 17 anos se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz por sua luta pelo direito à educação de meninas paquistanesas. Episódios inéditos de “Ms. Marvel” são lançados todas as quartas na plataforma Disney+.
Natália Deodato sofre racismo e é acusada de roubo no México
A ex-BBB Natália Deodato usou os Stories de seu Instagram para desabafar com os fãs a situação racista que viveu na quinta (2/6), quando foi acusada de roubo durante sua viagem a Cancun, no México. “Eu estava no saguão do hotel e tinha uma bolsa jogada”, ela começou a explicar. “Eu peguei com a pontinha da mão e fui levar para o moço da recepção. Quando cheguei lá, tinha um moço e ele começou a gritar falando em outra língua”. “Eu deixei a bolsa, disse que estava jogada no chão sem ninguém e entreguei. Ele [o recepcionista] me disse que o cara era o dono. Ele [o dono] começou a gritar comigo e o pior de tudo: porque eu sou preta”, acusou. Visivelmente emocionada, ela continuou: “Ele falou que eu tinha pegado, como se eu precisasse pegar as coisas de alguém… Eu falei: pode abrir, vê se aconteceu. Ele abriu e viu que não tinha sumido nada. Ele continuou me acusando. Nunca precisei passar por isso”, declarou. “Eu fiquei tremendo, os meninos conseguiram me acalmar”, contou. A integrante do “BBB 22” afirmou que não foi a primeira situação racista que ela viveu nessa viagem e encerrou os Stories com um desabafo contra o racismo. “É uma situação muito pesada e quando a gente fala sobre isso, é sempre gerado como se fosse mimimi. Não é. São realidades que a gente precisa se posicionar”, completou Natália.
Ewan McGregor celebra sucesso de “Obi-Wan Kenobi”, mas lamenta racismo dos fãs
Os perfis oficiais de “Star Wars” nas redes sociais publicaram uma mensagem do ator Ewan McGregor para comemorar o sucesso da série “Obi-Wan Kenobi” e também lamentar os ataques racistas sofridos pela colega Moses Ingram. “Neste fim de semana, os fãs de ‘Star Wars‘ fizeram de ‘Obi-Wan Kenobi’ a estreia original mais assistida de toda a história da Disney+. Eu quero deixar meu muito obrigado por isso e dizer que é isso que esta família consegue fazer quando nos juntamos”, disse McGregor no início do vídeo. Em seguida, ele trocou o tom comemorativo pelo lamento. “Infelizmente, uma parte dos fãs está mandando mensagens racistas para Moses Ingram, que é uma excelente atriz, uma brilhante mulher, desempenha um papel incrível na série e adiciona muito à franquia. Isto partiu meu coração e me deixou doente. Como protagonista e produtor da série, quero deixar claro que amamos Moses e, se vocês estão fazendo bullying contra ela, vocês não são fãs de ‘Star Wars’, porque aqui não há espaço para o racismo. Estamos juntos com Moses”, completou. Esta já é a segunda mensagem oficial de “Star Wars” condenando os ataques racistas contra Ingram. Curiosamente, os administradores das contas de “Star Wars” no Brasil decidiram ignorar as duas, sem mencionar o lado sombrio da força dos fãs no Twitter e no Instagram brasileiros da franquia, no momento em que o racismo assume proporções violentas no país. A personal message from Ewan McGregor. pic.twitter.com/rJSDmj663K — Star Wars (@starwars) June 1, 2022
Atriz de “Obi-Wan Kenobi” sofre ataques racistas de fãs de “Star Wars”
Ao aceitar ser a principal vilã de “Obi-Wan Kenobi”, a atriz Moses Ingram foi alertada pela Luscafilm para esperar uma reação agressiva, já que muitos fãs de “Star Wars” são notoriamente racistas. E o pior, de fato, aconteceu. Logo após o lançamento da série na sexta (27/5), a inglesa passou a ser atacada com mensagens de ódio racial. A intérprete da Inquisidora Reva revelou o conteúdo doloroso, “centenas de mensagens racistas”, numa série de stories em seu Instagram. “Acho que o que mais me incomoda é esse sentimento de que tenho que calar a boca e aceitar. Meio que tenho que sorrir e aguentar. E eu não sou assim”, ela desabafou. Nesta terça-feira (31/4), os responsáveis pela franquia resolveram se manifestar. O perfil oficial de “Star Wars” no Twitter publicou duas mensagens. Numa, demonstrou apoio à atriz. Em outra, condenou a opção dos fãs da saga que teimam em ser racistas. “Estamos orgulhosos em receber Moses Ingram na família ‘Star Wars’ e empolgados com o desenrolar da história de Reva”, diz o texto do primeiro tuite. “Se alguém pretende fazê-la sentir-se indesejada, temos apenas uma coisa a dizer: resistimos.” No segundo tuite, a conta acrescentou: “Existem mais de 20 milhões de espécies inteligentes na galáxia de ‘Star Wars’, não escolha ser racista”. Outra mensagem com palavras semelhantes também foi postada na conta oficial da franquia no Instagram, junto com uma foto de Ingram. Infelizmente, o racismo enfrentado por atores não brancos na franquia já é uma constante. Antes de Ingram entrar na franquia, John Boyega e Kelly Marie Train sofreram ataques furiosos de ódio nas redes sociais, e um grupo de fãs chegou a se juntar para derrubar as notas da trilogia mais recente em sites de avaliação popular, em protesto declarado contra a quantidade de mulheres e pessoas de cor em papéis principais. There are more than 20 million sentient species in the Star Wars galaxy, don’t choose to be a racist. — Star Wars (@starwars) May 31, 2022
Atriz de “Obi-Wan Kenobi” foi alertada sobre racismo de fãs de “Star Wars”
A atriz Moses Ingram (“O Gambito da Rainha”), que terá um papel importante na série “Obi Wan Kenobi”, revelou ter sido alertada pelo estúdio LucasFilm para se preparar em relação ao racismo de fãs de “Star Wars”. “Foi algo que a Lucasfilm realmente disse: ‘Isso [racismo] é uma coisa que, infelizmente, provavelmente acontecerá. Mas estamos aqui para ajudá-la, você pode nos avisar quando isso acontecer’”, revelou Ingram em entrevista ao jornal britânico The Independent. “’Obi-Wan’ vai trazer a maior diversidade que eu acho que já vimos nesta galáxia antes”, diz Ingram. “Para mim, está até muito atrasado. Não faz sentido ter droides e alienígenas de todas as espécies, mas poucas pessoas de cores diferentes do branco”, acrescentou. “É claro que sempre há bolsões de ódio”, acrescenta ela. “Mas não tenho nenhum problema com o botão de bloqueio”, completou. O racismo mencionado pela atriz não é exagero. Antes dela entrar na franquia, John Boyega e Kelly Marie Train sofreram ataques furiosos de ódio nas redes sociais, e um grupo de fãs chegou a se juntar para derrubar as notas da trilogia final em sites de avaliação popular, em protesto declarado contra a quantidade de mulheres e pessoas de cor em papéis principais. Na série, Ingram interpretará a Inquisidor Reva, um capanga do Grande Inquisidor. O trabalho dela é seguir o rastro do Jedi fugitivo que batiza a atração. Mas para isso, ela teve que passar por quatro meses intensos de treinos, que ela chamou de “Escola Jedi” – “Você luta, você corre, você pula, você vira, você fica pendurado em fios…”. A trama de “Obi-Wan Kenobi” se passa dez anos depois dos eventos de “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005), e destaca em seu elenco atores daquele filme, como Ewan McGregor no papel do mestre Jedi do título, Joel Edgerton e Bonnie Piesse de volta aos papéis dos tios que criaram Luke Skywalker, sem esquecer, claro, que Hayden Christensen retorna como Darth Vader. O elenco ainda inclui participações de Kumail Nanjiani (“Eternos”), Indira Varma (“Game of Thrones”), Rupert Friend (“Homeland”), O’Shea Jackson Jr. (“Straight Outta Compton”), Sung Kang (“Velozes e Furiosos 6”), Simone Kessell (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Maya Erskine (“PEN15”) e o ator-cineasta Benny Safdie (“Bom Comportamento”). Escrita por Joby Harrold (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e dirigida por Deborah Chow (“The Mandalorian”), a série estreia nesta sexta (25/5) na Disney+.
Viola Davis revela que um diretor a chamava pelo nome da empregada
Presente no Festival de Cannes para receber uma homenagem, o prêmio Women in Motion, Viola Davis lembrou o preconceito que sofreu ao longo de sua carreira, contando nesta quinta (19/5) que um diretor a chamava pelo nome de sua empregada enquanto filmavam. “Tinha um diretor que me chamava de Louise. Depois descobri que ele me chamava assim porque Louise era o nome de sua empregada. Eu o conhecia há 10 anos”, recordou a atriz durante um painel do evento francês. “Eu tinha uns 30 anos na época, então foi há algum tempo. Mas o que você precisa perceber é que essas microagressões acontecem o tempo todo.” Mesmo com um Oscar no currículo, por “Um Limite entre Nós” (Fences, 2016), a atriz também compartilhou que os papéis que recebe ainda são limitados. “Se eu quisesse interpretar uma mãe cuja família mora em um bairro de baixa renda e meu filho é membro de uma gangue que morreu em um carro, eu poderia fazer isso”, disse. “Mas se eu quisesse interpretar uma mulher a procura de se reinventar, voando para Nice e dormindo com cinco homens, aos 56 anos, teria dificuldades de conseguir o projeto, mesmo sendo Viola Davis.” Ela diz que foi muito rejeitada ao tentar para papéis no passado, preterida por causa de sua raça ou porque o diretor não a achava “bonita o suficiente”. A última razão “realmente me dá nos nervos”, disse Davis. “Isso parte meu coração e me deixa com raiva.” “Muito disso é baseado na raça. Realmente é”, acrescentou Davis sobre ser rejeitada. “Sejamos honestos. Se eu tivesse as mesmas características e fosse cinco tons mais claro, seria um pouco diferente. E se eu tivesse cabelos loiros, olhos azuis e até nariz largo, seria um pouco diferente. Poderíamos falar sobre colorismo, poderíamos falar sobre raça. Isso me irrita e partiu meu coração – em vários projetos, que não vou citar.” Davis está sendo homenageada no Festival de Cannes por sua carreira no cinema e por seu compromisso com os direitos das mulheres e minorias. “Seu talento, trabalho duro, escolha de papéis e a maneira como ela os interpreta lhe renderam os mais altos reconhecimentos da indústria cinematográfica”, explica um trecho do comunicado, lembrando que ela “é uma das poucas personalidades de Hollywood que ganhou um Globo de Ouro, um BAFTA, quatro SAG Awards, dois Tony Awards, um Oscar e um Emmy”. Pierre Lescure e Thierry Frambux, presidente e diretor-executivo do Festival de Cannes, respectivamente, devem entregar o prêmio Women in Motion à atriz com François-Henri Pinault, CEO de da Kering, durante um jantar em Cannes, marcado para 22 de maio.
Primeira Annabeth defende nova atriz da saga “Percy Jackson”
A atriz Alexandra Daddario, que interpretou Annabeth Chase nos dois filmes de “Percy Jackson”, resolveu comentar a escolha de Leah Jeffries (“Empire”) para o papel. A menina de 11 anos tem sido alvo de ódio racista nas redes sociais por não ser negra e não loira como a personagem. “Leah Jeffries será uma Annabeth incrível!”, declarou Daddario em sua conta no Twitter. Desde que a Disney+ anunciou os intérpretes de “Percy Jackson e os Olimpianos”, a escolha de Jeffries tem sido duramente criticada, a ponto do criador da personagem, Rick Riordan, autor dos livros em que a série de streaming se baseia, sair em sua defesa. Riordan, que também é produtor da série da Disney+, destacou que não priorizou as características físicas dos personagens durante a seleção dos atores, e sim a personalidade de cada um. “A resposta ao casting de Leah foi extremamente positiva e alegre, como deveria ser. Leah traz tanta energia e entusiasmo para esse papel, tanto da força de Annabeth. Ela será um modelo para as novas gerações de garotas que verão nela o tipo de heroína que querem ser”, afirmou. “Se você tiver um problema com essa escalação, no entanto, fale comigo. Você não tem mais ninguém para culpar. O que quer que você tire desta postagem, devemos concordar que intimidar e assediar uma criança online é indesculpavelmente errado. Por mais forte que Leah seja, por mais que tenhamos discutido o potencial para esse tipo de reação e a intensa pressão que esse papel trará, os comentários negativos que ela recebeu online estão fora de linha. Eles precisam parar. Agora”, continuou. “Você se recusa a acreditar em mim, o cara que escreveu os livros e criou esses personagens, quando digo que esses atores são perfeitos para os papéis por causa do talento que trazem e da maneira como usaram seus testes para expandir, melhorar e eletrificar as falas que lhes foram dadas. Uma vez que você veja Leah como Annabeth, ela se tornará exatamente do jeito que você imagina Annabeth, supondo que você dê a ela essa chance, mas você se recusa a acreditar que isso pode ser verdade. Você está julgando a adequação dela para esse papel única e exclusivamente pela aparência dela. Ela é uma garota negra interpretando alguém que foi descrito nos livros como branco. Amigos, isso é racismo”, acrescentou Riordan. Além de Jeffries, a série de Percy Jackson será estrelada por Walker Scobbell (como o personagem-título) e Aryan Simhadri (como Grover). As gravações da série vão começar em julho e o próprio Riordan assina o primeiro episódio, ao lado de Jon Steinberg (“Black Sails”), que terá direção de James Bobin (“Os Muppets”). A data de estreia ainda não foi definida pela Disney+. Leah Jeffries is going to be an incredible Annabeth!!! — Alexandra Daddario (@AADaddario) May 10, 2022











