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    Anulação do julgamento de Juan Darthés no Brasil gera protestos na Argentina

    10 de fevereiro de 2022 /

    A Justiça brasileira anulou o processo que tramitava em São Paulo contra o ator argentino Juan Darthés, acusado de estuprar a atriz Thelma Fardin (“Sou Luna”) em 2009 quando ela, que também é argentina, era menor de idade. A anulação, determinada pela Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, atendeu a um pedido da defesa e foi baseada em critérios formais. Os magistrados entenderam que o processo contra o ator argentino deveria tramitar na justiça estadual de São Paulo, onde está domiciliado Darthés, e não na jurisdição federal. Os fundamentos da decisão não foram divulgados. A decisão gerou protestos na Argentina nesta quinta-feira (10/2). Diante da possibilidade de ver o caso voltar à estaca zero em um novo tribunal, Fardin participou de um ato público apoiado pela Anistia Internacional (AI) e grupos de artistas argentinas diante do consulado brasileiro em Bueno Aires. Durante o evento, ela anunciou que apelará ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Voltar o julgamento à estaca zero seria um escândalo e é revitimizante. Os advogados [de Darthés] querem evitar que se chegue a uma sentença. Apresentaremos um recurso à Suprema Corte [no Brasil, o STF]”, disse Fardin diante do consulado do Brasil. “A apelação será feita pelo Ministério Público. Eu não posso me constituir como querelante de acordo com as leis brasileiras”, detalhou Fardin em declarações à emissora C5N. Darthés está no Brasil por possuir dupla cidadania. O ex-galã de novelas argentinas nasceu em São Paulo com o nome Juan Rafael Pacífico Dabul e voltou a morar na capital paulista em 2018, quando o escândalo ganhou grande repercussão no país vizinho. Ele contava com o fato de o Brasil não aceitar a extradição de seus cidadãos. Entretanto, o Código Penal permite processos de crimes cometidos no exterior nas cortes brasileiras. De acordo com o relato de Fardin, o estupro aconteceu em 2009, quando ela tinha 16 anos e os dois fizeram uma viagem de trabalho à Nicarágua. Segundo a denúncia original, o ator se aproveitou da “relação de confiança” para cometer a agressão sexual em um hotel em Manágua, durante a divulgação internacional da novela infantil “Patinho Feio” (2007-2008), que ambos protagonizavam. À época, Darthés tinha 45 anos. A atriz registrou queixa na polícia nicaraguense, onde o processo começou a tramitar. Enquanto isso, Darthés estrelou mais quatro novelas na Argentina. A situação mudou em 2018, quando o Ministério público argentino passou a colaborar com a Justiça nicaraguense e iniciou um processo penal contra o ator visando extraditá-lo. Foi quando ele resolveu fugir para o Brasil. Vendo-o protegido no Brasil, Fardin tornou o caso público, numa iniciativa que deu início ao movimento #MeToo na Argentina. Após a denúncia se tornar conhecida, outras atrizes acusaram Darthés de assédio. Além disso, atrizes brasileiras, como Bruna Linzmeyer e Débora Falabella, iniciaram uma manifestação contra a permanência do ator no país. Em abril de 2021, o MPF (Ministério Público Federal) de São Paulo apresentou uma denúncia contra o ator, que foi aceita pela Justiça Federal. A justificativa para a Justiça Federal assumir o caso foi, na época, a competência por se tratar de um crime denunciado a partir de investigação que envolve diferentes países. Até os MPFs de Brasil, Argentina e Nicarágua colaboraram por meio de acordos bilaterais e dentro do marco da Associação Iberoamericana de Ministérios Públicos para investigar e compartilhar provas. Mas agora esta jurisdição foi agora contestada pela Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que reclassificou o crime como de competência estadual – Manágua ficaria ali do lado de Pindamonhangaba. A anulação do processo mobilizou o movimento #MeToo Brasil, que além de protestar nas redes sociais emitiu um comunicado, afirmando esperar “que a Justiça Estadual de São Paulo acolha integralmente a instrução probatória e os atos processuais que já correram por tantos anos na esfera federal”. O #MeToo Brasil também lamenta a decisão por favorecer “a revitimização”, levando Fardin a ter que repetir todos os seus depoimentos. Thelma Fardin tem atualmente 29 anos e estrelou no ano ássadp o longa “La Estrella Roja”, uma comédia com estrutura de falso documentário que arrancou elogios rasgados da crítica argentina. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Thelma Fardin (@soythelmafardin) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Amnistía Internacional AR (@amnistiaar)

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    Ator de “Scandal” é preso por violência doméstica

    7 de fevereiro de 2022 /

    O ator Columbus Short, conhecido pelo papel de Harrison Wright na série “Scandal”, foi preso pela segunda vez sob acusação de violência doméstica. Segundo o site americano TMZ, vizinhos relataram à polícia uma briga na residência do ator. Short acusou a esposa, Aida, de ter socado seu rosto. Contudo, ao chegar ao local a polícia reparou que o ator não tinha ferimentos na face, enquanto sua esposa apresentava uma lesão no rosto. Isto levou Short a ser detido pelos policiais. Após a prisão do marido, Aida fez uma publicação em seu Instagram afirmando que casamento não é fácil, pediu privacidade e orações. Mas logo depois o post foi removido da plataforma. O ator já tinha ficado 34 dias preso em 2018, após ser acusado de violência pela ex-esposa, a dançarina Tanee McCall. Antes disso, passou 12 horas detido por uma briga de bar em 2014, sendo liberado após pagar uma fiança de US$ 50 mil dólares e passar alguns meses em liberdade condicional.

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    Quatro suspeitos são presos pela morte do ator Michael K. Williams

    2 de fevereiro de 2022 /

    Quatro homens foram presos e acusados de envolvimento na morte por overdose de Michael K. Williams (“Lovecraft Country”) no ano passado. A análise do legista concluiu que o ator morreu de “intoxicação aguda” pelos efeitos combinados de drogas, incluindo o poderoso analgésico fentanil, heroína e cocaína. Nesta quarta (2/2), a promotoria de Nova York anunciou a prisão de quatro suspeitos da distribuição e venda da droga “batizada” que matou Williams. Um dos suspeitos, Irvin Cartagena, foi preso em Porto Rico sob a acusação de traficar heroína com fentanil. Já Hector Robles, Luis Cruz e Carlos Macci, moradores do Brooklyn, em Nova York, foram detidos por participar do comércio das drogas. “Esta é uma crise de saúde pública. E tem que parar. Opioides mortais como fentanil e heroína não se importam com quem você é ou o que você realizou”, disse o promotor Damian Williams em comunicado sobre o caso.

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    Tiffany Haddish é presa por dirigir embriagada

    14 de janeiro de 2022 /

    A atriz Tiffany Haddish, estrela da série “The Last O.G.” e do filme “Viagem das Garotas”, foi presa na sexta-feira (14/1), após ser acusada de dirigir embriagada. Ela foi detida depois que a polícia da cidade de Peachtree recebeu uma ligação por volta das 2h30 da manhã sobre uma motorista dormindo ao volante em uma estrada, afirmou o chefe de polícia assistente Matt Myers em um comunicado à imprensa. Um policial viu um veículo que correspondia à descrição da denúncia e parou Haddish quando ela estacionou no quintal de uma residência, disse Myers. Haddish pagou fiança de US$ 1.666 e foi liberada da prisão do condado de Fayette. Não foi divulgada nenhuma informação sobre uma possível data para o julgamento. A cidade de Peachtree está localizada a cerca de 63 quilômetros ao sul de Atlanta, nos EUA.

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    Ator de “The Office” é preso na virada do ano

    3 de janeiro de 2022 /

    O ator David Koechner, que participou da série “The Office”, foi preso na virada do ano por dirigir embriagado e provocar um acidente. Ele foi detido na cidade de Simi Valley, na Califórnia, após ser visto tentando abandonar o local do acidente, que não deixou ninguém ferido. De acordo com o site TMZ, a prisão aconteceu na véspera do Ano Novo, em 31 de dezembro. O ator foi fichado na prisão do Condado de Ventura, mas não entrou 2022 preso, sendo liberado após pagamento de fiança (valor não divulgado). Koechner deverá voltar à cidade para um julgamento marcado para o dia 30 de março.

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    Ator de “Esqueceram de Mim” é preso por agredir a namorada

    23 de dezembro de 2021 /

    O ator Devin Ratray, que viveu o irmão mais velho de Kevin McCallister (Macaulay Culkin) em “Esqueceram de Mim” e sua sequência, foi preso nesta quinta (23/12) por agressão à ex-namorada. A ocorrência foi registrada no começo do mês em Oklahoma City, onde Devin estava para um evento com fãs do filme clássico, mas ele só se apresentou agora à polícia, depois de um mandado de prisão ser emitido. O ator foi autuado por violência doméstica, incluindo estrangulamento. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela ex-namorada no dia 10 de dezembro, ele ficou violento num bar e depois no quarto de hotel, quando a empurrou, acertou-lhe um soco e pressionou seu pescoço. Revelado pelo site TMZ, o boletim diz ainda que Devin chegou a falar “é assim que você morre” para a ex-namorada durante as agressões. O motivo de tanta raiva foi, segundo o boletim, o fato dela ter dado autógrafos para os fãs de graça. Para evitar passar o Natal atrás das grades, ele pagou uma fiança e vai responder ao processo em liberdade. Ratray recentemente reprisou o papel de Buzz McCallister no filme “Esqueceram de Mim no Lar, Doce Lar” da Disney+.

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    André Gonçalves deve estrelar 4ª temporada de “Impuros”

    18 de dezembro de 2021 /

    A prisão domiciliar de André Gonçalves por atraso em pensão alimentícia não prejudicou, a princípio, sua participação na série “Impuros”. Embora ele tenha declarado ter possivelmente encerrado a carreira, a produção da série da plataforma Star+ ainda conta com o ator nos próximos capítulos. O projeto está em fase de desenvolvimento, mas a 3ª temporada terminou com um gancho forte envolvendo Salvador, o personagem de Gonçalves. As gravações estão previstas para março, que é o mês em que se encerra a prisão domiciliar. A sentença foi decretada pela Justiça de Santa Catarina no dia 23 de novembro, por dívida de pensão da filha Valentina, de 18 anos, fruto do casamento com a jornalista e atriz Cynthia Benini. Como só recebe por obra, o ator só poderá cumprir com suas obrigações legais se trabalhar. O problema é que ele virou alvo de um novo pedido de prisão em ação de outra filha, Manuela, de 22 anos, fruto do seu relacionamento com a atriz Tereza Seiblitz.

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    André Gonçalves vira alvo de novo pedido de prisão

    11 de dezembro de 2021 /

    O ator André Gonçalves se tornou alvo de um novo pedido de prisão, uma semana depois da Justiça de Santa Catarina determinar sua prisão domiciliar por não pagar a pensão alimentícia da filha Valentina, de 18 anos, fruto do relacionamento com a jornalista e atriz Cynthia Benini. Agora, é sua filha mais velha quem move a ação, cobrando uma pensão mensal de R$ 6 mil. Manuela, de 23 anos, não aceitou o pagamento atrasado do acordo de R$ 20 mil oferecido por Gonçalves no último mês de outubro e agora também pede a reclusão do pai por uma dívida de R$ 109 mil, assumindo o processo que a mãe dela, a atriz Tereza Seiblitz, movia contra o ex na Justiça do Rio por alimentos atrasados. O processo tramita na 4ª Vara de Família da capital e espera a decisão do juiz. Em entrevista ao jornal O Globo, o ator, que está desempregado, criticou a rigidez da lei que prevê prisão para quem não tem condições de pagar pensão alimentícia no Brasil e falou da mágoa que sente por não ter mais um bom relacionamento com as filhas – ele está bloqueado dos contatos com elas nas redes sociais. “É cruel essa lei (pensão alimentícia) determinar a prisão em cárcere privado porque ela não resolve. Eu não tenho R$ 350 mil e nem R$ 110 mil. Eu vou preso. Então eu acho desproporcional porque como sou um trabalhador autônomo não posso pagar R$ 6 mil para um e R$ 4,5 mil para outro. Me sinto no paredão de fuzilamento. Não sou uma pessoa má. Nunca fui com eles. Um filho fazer isso com um pai. O meu advogado sabe o tamanho do meu desespero, do meu sofrimento, porque principalmente se trata de pessoas que eu tenho afeto, que eu tenho amor, que eu convivo há 20 anos, mas nos últimos cinco anos eu me sinto um foragido, achando que a qualquer momento eu serei preso, sem o direito de defesa. A gente entrou na Justiça, tentou a revisão, tentou acordo com as mães, e não foi aceito”, ele desabafou. A decisão de prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica já proferida pela Justiça de Santa Catarina se deu, segundo o ator, por uma dívida de R$ 13,5 mil cobrada em novo processo aberto por Valentina, referente a três meses de atraso na pensão de R$ 4,5 mil a que teria direito. Além desta, há uma outra ação movida por Cynthia em São Paulo que cobra mais R$ 350 mil por falta de pagamentos anteriores à filha do ex-casal, mas que ainda está em negociação. O filho Pedro, de 20 anos, do casamento com atriz Myrian Rios, é o único que tem uma boa relação com o pai. Ele recebe R$ 1 mil mensais de pensão. Apavorado pela iminente visita do oficial de Justiça que irá notificá-lo da prisão e levar a tornozeleira eletrônica que será obrigado a usar por no mínimo 60 dias na residência que compartilha com a atual esposa, a atriz Danielle Winits, André chorou 12 vezes em 2 horas de entrevista com o jornal, lamentando também a deterioração da relação com as filhas. “Elas viraram as costas para mim por dinheiro. Não quero dizer nenhum nome ruim dos meus filhos, mas eu acho que é inominável a situação que eu estou passando sem precisar passar”, disse. “Eu me sinto péssimo em pensar que eu possa parar atrás das grades, cerceado de liberdade, por causa de filho. O que me dói é que vem lá no processo ‘pedido de prisão’ e quem assina é o filho. Eles já são maiores de idade. E eu não falo isso por vitimização, mas é porque essa é a realidade que eu vivo há muito tempo. Vai ser preso, não vai ser preso”, continuou. “Eles estão me botando como vilão, os meus filhos, eu não me sinto assim, eu me sinto injustiçado, cruelmente injustiçado, me sinto como um cidadão desassistido, não sou herdeiro, não tenho salário e nem contrato fixo com ninguém, então eles me transformaram no vilão da vida deles. O Malvado Favorito deles por dinheiro. Eles levam uma vida de rico e querem que eu sustente essa vida de rico, mas isso é impossível”, acrescentou. André afirmou que as filhas acabaram com sua carreira, porque ele não pode sair de casa para trabalhar. Além disso, a iniciativa de pedirem sua prisão foi “devastadora demais” para prosseguir, mergulhando-o numa profunda depressão. “Então eu decidi parar, vou parar e encerrar a carreira. Eu não sei o que vai acontecer, sabe? Eu não vou suportar ser preso. Encerrando eu dou um novo passo na minha vida. Eu posso construir uma nova história. Não aguento mais tanta pressão por dinheiro. Eu venho com isso há cinco anos. Achando que todo dia vai ter um oficial de Justiça na minha porta, me acordando às 5h da manhã, de sobressalto. Há cinco anos eu vivo isso”, disse aos prantos. “Para você ter uma ideia a única fonte de renda nos últimos cinco, seis anos foi basicamente a série que eu fiz, ‘Impuros’. Fiz a 1ª temporada, o papel cresceu, fiz a 2ª e a 3ª. Depois fiz uma participação no filme do Edir Macedo, fiz uma novela na Record (Jesus) durante um ano. E vamos lançar um documentário e vão pensar que sou rico, mas eu recebi R$ 300 para filmar uma semana”, explicou. “Nas últimas duas semanas essa notícia da prisão virou um assunto internacional… até em Portugal já estavam divulgando. E amigos que tenho lá me fizeram convite para protagonizar dois longas, para protagonizar a Paixão de Cristo em Natal, no ano que vem, mas eu não sei o que dizer, não sei se eu posso, não sei se vou estar solto em março (quando acaba a pena de prisão original)… Esse processo está fazendo eu encerrar a minha carreira.”

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    Marc Beauchamps (1959-2021)

    4 de dezembro de 2021 /

    O produtor Marc Beauchamps, fundador da distribuidora Lumière e responsável pelo lançamento de vários filmes da chamada retomada do cinema brasileiro, morreu neste sábado (4/12) em um hospital do Rio de Janeiro, poucos dias antes de completar 62 anos. Ele lutava contra o câncer há sete anos, teve um AVC e não resistiu. Nascido na França, o produtor chegou ao Brasil aos 19 anos e dirigiu o primeiro documentário sobre Serra Pelada, em parceria com Gustavo Hadba, que se tornou um dos maiores fotógrafos do cinema brasileiro. Em seguida, criou a empresa Inicial Brasileira, que exportava filmes nacionais para a França. Em 1989, ele fundou a Lumière com Bruno Wainer, com a ideia de trazer filmes franceses ao Brasil. Só que acabou criando aquela que, durante anos, foi a maior distribuidora de filmes no Brasil. A empresa também representou a Miramax, trazendo “Delicatessen”, “Pulp Fiction” e mais de 100 clássicos modernos ao país. Ao longo de 20 anos, a Lumière também impulsionou a combalida indústria cinematográfica nacional, que tinha sofrido com Collor o mesmo que padece agora com Bolsonaro, colocando nos cinemas alguns dos maiores marcos do renascimento da produção local – filmes como “Central do Brasil” (1998), “Pequeno Dicionário Amoroso” (1997), “Cidade de Deus” (2002), “Madame Satã” (2002) e “Olga” (2004). Todos estes, mesmos “Central do Brasil”, que ele apenas distribuiu, ainda trazem seu nome nos créditos como produtor. De fato, a participação da empresa de Beauchamps na produção de “Cidade de Deus” foi que possibilitou os contratos de distribuição internacional do filme de Fernando Meirelles com a Miramax e a Wild Bunch nos EUA e França, e essa parceria também culminou na estratégia vitoriosa de marketing que levou o longa a ser indicado a quatro Oscars. Na vida particular, porém, o vício em drogas cobrou um preço elevado na vida do produtor Em 2013, ele foi preso pela Interpol no Rio, acusado de tráfico internacional e levado à França, onde foi condenado à pena de três anos de prisão pela prática dos crimes de transporte, posse, aquisição e exportação de entorpecentes. A prisão chocou o meio cultural brasileiro e, em 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou sua extradição. Ela acabou absolvido ao chegar ao país, mas seus negócios nunca se recuperaram. Sócio de Beauchamps na Lumière, Bruno Wainer acabou fundando a Downtown Filmes, que hoje é a maior produtora do cinema brasileiro. Marc Beauchamps era casado com a fotógrafa Fernanda Vasconcelos e deixa três filhos. Bruno Beauchamps, por sinal, seguiu a carreira do pai e fundou sua própria distribuidora, a Pagu Filmes.

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    Ator que viveu Luciano em “2 Filhos de Francisco” é preso por tráfico

    2 de dezembro de 2021 /

    O ator e influenciador digital Wigor Oliveira Lima foi preso em flagrante na quarta (1/12), acusado de tráfico de drogas. Ele trabalhou no filme “2 Filhos de Francisco”, onde fez o papel do cantor Luciano quando criança. Segundo a Polícia Civil de Goiás, o rapaz vendia drogas sintéticas nas redes sociais e também em festas da cidade de Goiânia. Durante a investigação, foram apreendidos quase três mil comprimidos de ecstasy, cogumelos e maconha, entre outras drogas, além de materiais necessários para o preparo da droga para comercialização e outras substâncias químicas usadas no preparo de drogas sintéticas. A polícia segue com as investigações para identificar e responsabilizar os fornecedores do rapaz de 28 anos, que se encontra detido.

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    Escritora que causou prisão de inocente por 16 anos pede desculpas

    1 de dezembro de 2021 /

    A escritora americana Alice Sebold pediu desculpas nesta quarta (1/12) por causar a condenação injusta de um homem inocente por estupro. Preso e condenado pelo crime, Anthony Broadwater passou 16 anos na prisão e, mesmo depois de cumprir a pena, teve dificuldades de seguir a vida, já que passou a integrar uma lista de agressores sexuais. Ele tinha 20 anos quando foi acusado por Sebold e inocentado na semana passada, aos 61 anos, após uma revisão do caso. Em seu livro de memórias, “Sorte. Um Caso de Estupro”, Sebold descreveu como foi estuprada em 1981, aos 17 anos, no campus de sua universidade, e como encontrou o culpado caminhando na rua dias depois. O homem que ela acusou era Broadwater, completamente diferente do retrato falado feito a partir de sua própria descrição do agressor, e um homem que ela não conseguiu identificar num reconhecimento de suspeitos, ao lado de outros homens pretos. “Lamento, acima de tudo, pelo fato de que a vida que você poderia ter tido foi injustamente roubada de você, e eu sei que nenhuma desculpa pode mudar o que aconteceu com você e nunca mudará”, disse Sebold em seu pedido de desculpas. Por intermédio de seus advogados, Broadwater disse que está “aliviado por ela ter pedido desculpas”. Broadwater foi inocentado graças ao sucesso do livro em que Sebold descreveu o caso. Com título inspirado numa frase que o policial que atendeu ao seu chamado lhe disse – “Você tem sorte de ter sido estuprada, e não estuprada e morta” – , “Sorte” foi publicado em 1999 e vendeu mais de 1 milhão de cópias, lançando a carreira de Sebold como autora. Depois disso, ela escreveu o romance “Uma Vida Interrompida”, ficção espírita sobre outro caso de estupro, desta vez seguido de morte, que foi transformado no filme “Um Olhar do Paraíso” (2009) pelo diretor Peter Jackson. Os direitos de “Sorte” também foram adquiridos para uma adaptação cinematográfica. O negócio foi fechado em 2019, mas as filmagens demoram a começar porque um dos produtores executivos, Timothy Muccianate, viu “discrepâncias” entre as descrições da violação na obra e os registros do julgamento na segunda parte do livro, e decidiu contratar um detetive particular para apurar o que realmente aconteceu. O detetive encontrou provas e pediu análises forenses mais modernas do que as da época do julgamento de 40 anos atrás, e suas descobertas fizeram as autoridades determinarem que havia “falhas sérias” na apuração realizada nos anos 1980, que traziam dúvidas sobre se o verdadeiro criminoso tinha sido condenado. A moção para anular a condenação foi feita pelo promotor público do condado de Onondaga, William J. Fitzpatrick, que observou que as identificações de testemunhas de estranhos, especialmente aquelas que cruzam as linhas raciais, muitas vezes não são confiáveis. Alice Sebold é branca e o Anthony Broadwater é negro. Diante desta reviravolta, a atriz Victoria Pedretti (“Você”, “A Maldição da Mansão Bly”), que interpretaria a versão de Sebold na adaptação de “Sorte”, desistiu da produção, que logo em seguida perdeu seu financiamento e foi cancelada. A editora americana Simon & Shuster que publica “Sorte” também anunciou na terça-feira (30/11) que iria parar de distribuir o livro enquanto trabalhava com Sebold para “considerar como o trabalho poderia ser revisado”. O livro já foi retirado de alguns sites de vendas dos EUA – mas não da Amazon. A Ediouro, que publica o livro no Brasil, ainda não se pronunciou sobre o caso.

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    Astro de novelas argentinas começa a ser julgado por estupro em São Paulo

    30 de novembro de 2021 /

    Começa nesta nesta terça (30/12) em São Paulo um julgamento com alcance internacional e de grandes repercussões para o movimento #MeToo da América do Sul. Famoso por fazer novelas na Argentina, o ex-galã Juan Darthés enfrenta na 7ª Vara Criminal Federal a acusação de estupro de menor, em denúncia da atriz argentina Thelma Fardin (“Sou Luna”). O caso está sendo julgado no Brasil pois foi aqui que Darthés se refugiou após a denúncia, acreditando em impunidade por possuir dupla cidadania. Ele nasceu em São Paulo com o nome Juan Rafael Pacífico Dabul e voltou a morar no Brasil em 2018, quando o escândalo ganhou grande repercussão na Argentina. Fardin relata que o estupro aconteceu em 2009, quando ela tinha 16 anos e os dois fizeram uma viagem de trabalho à Nicarágua. Segundo a denúncia original, o ator se aproveitou da “relação de confiança” para cometer a agressão sexual em um hotel em Manágua, durante a divulgação internacional da novela infantil “Patinho Feio” (2007-2008), que ambos protagonizavam. À época, Darthés tinha 45 anos. A atriz registrou queixa na polícia nicaraguense, onde o processo começou a tramitar. Enquanto isso, Darthés estrelou mais quatro novelas na Argentina. A situação mudou em 2018, quando o Ministério público argentino passou a colaborar com a Justiça nicaraguense e iniciou um processo penal contra o ator visando extraditá-lo. Foi quando ele resolveu fugir para o Brasil. Vendo-o protegido no Brasil, Fardin tornou o caso público, numa iniciativa que deu início ao movimento #MeToo na Argentina. Após a denúncia se tornar conhecida, outras atrizes acusaram Darthés de assédio. Além disso, atrizes brasileiras, como Bruna Linzmeyer e Débora Falabella, iniciaram uma manifestação contra a permanência do ator no país. Darthés apostou no fato de as leis brasileiras não permitirem extradição de pessoas com cidadania nacional, mas esqueceu que o Código Penal prevê que podem ser julgados em território brasileiro por crimes cometidos no exterior. Em abril de 2021, o MPF (Ministério Público Federal) de São Paulo apresentou uma denúncia contra Darthés, que foi aceita pela Justiça Federal, com competência nesse caso por se tratar de um crime denunciado a partir de investigação que envolve diferentes países. Os MPFs de Brasil, Argentina e Nicarágua colaboraram por meio de acordos bilaterais e dentro do marco da Associação Iberoamericana de Ministérios Públicos para investigar e compartilhar provas. Mas isso nunca tinha acontecido antes em torno de um caso de violência sexual. “O caso da Thelma abre portas e percorre circuitos que já existem, mas não são muito conhecidos por quem denuncia crimes sexuais. Há muitos acordos de cooperação internacional que funcionam bem em casos de crimes contra a humanidade, mas em casos de abusos sexuais nem sempre. É um desafio pensar como mecanismos que já existem podem ser colocados à disposição para investigar abuso sexual”, disse Paola García Rey, diretora-adjunta da Anistia Internacional Argentina. Marcado para esta terça, ironicamente Dia da Amizade Brasil-Argentina, o julgamento de Juan Darthés começa uma semana após a sanção da Lei Mari Ferrer, que modifica o Código Penal brasileiro e proíbe o constrangimento de vítimas e testemunhas durante audiências e julgamentos relacionados a crimes sexuais. Para o advogado de Fardin, Martín Arias Duval, é um avanço importante e gera tranquilidade em relação ao que pode acontecer no julgamento desta terça. “As vítimas desse tipo de delito têm muita resistência em denunciar, não porque não queiram, mas porque sentem que não vão conseguir, porque têm medo de serem julgadas. Na nossa experiência, até agora a Justiça Federal de São Paulo conduziu tudo de maneira correta e tomou decisões dentro das regras do jogo. Nossa expectativa é que continue a velar pelo tratamento digno às testemunhas e à vítima.” Thelma Fardin tem atualmente 29 anos e estrelou este ano o longa “La Estrella Roja”, uma comédia com estrutura de falso documentário que arrancou elogios rasgados da crítica argentina.

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    Victoria Pedretti larga filme de escritora que deixou inocente preso por 16 anos

    28 de novembro de 2021 /

    A atriz Victoria Pedretti (“Você”, “A Maldição da Mansão Bly”) desistiu de estrelar a adaptação de “Sorte – Um Caso de Estupro” (Lucky), após o homem acusado de violência sexual pela obra ser inocentado na semana passada, depois de passar 16 anos preso. Ele foi identificado casualmente pela escritora Alice Sebold, com quem cruzou na rua, e com base nessa identificação e provas circunstanciais foi condenado à prisão. O filme também perdeu seu financiamento e não deverá mais sair do papel. O livro foi escrito em 1999, lançado no Brasil em 2003, e relata o estupro que Alice Sebold sofreu aos 17 anos, em maio de 1981, quando foi atacada dentro do campus da universidade Syracuse, em que estudava. No texto, ela conta ter visto um homem negro se aproximando dela e narra o ocorrido. O título do livro faz referência a uma frase que o policial que atendeu ao seu chamado lhe disse: “Você tem sorte de ter sido estuprada, e não estuprada e morta”. Autora também do livro que virou “Um Olhar do Paraíso” (2009), de Peter Jackson, focado num caso fictício de estupro e morte de adolescente, Sebold negociou a adaptação de “Sorte” em 2019, mas as filmagens demoram a começar porque um dos produtores executivos, Timothy Muccianate, viu “discrepâncias” entre as descrições da violação na obra e os registros do julgamento na segunda parte do livro, e decidiu contratar um detetive particular para apurar o que realmente aconteceu. O detetive encontrou provas e pediu análises forenses mais modernas do que as da época do julgamento de 40 anos atrás, e suas descobertas fizeram as autoridades determinarem que havia “falhas sérias” na apuração de 1982, que traziam dúvidas sobre se o verdadeiro criminoso tinha sido condenado. Ao analisar novamente o caso, os promotores pediram ao juiz da Suprema Corte Estadual para exonerar Anthony J. Broadwater, o homem condenado pelo estupro de Sebold — que ficou 16 anos na prisão — , pois ele era inocente. Na última segunda-feira (22/11), Broadwater foi formalmente inocentado, teve todas as condenações anuladas – de estupro em primeiro grau e cinco acusações relacionadas – e não será mais classificado como agressor sexual. Broadwater nunca assumiu a culpa pelo estupro de Sebold. No fatídico dia, a futura escritora descreveu as características de seu agressor para a polícia, mas o retrato falado não se parecia com o do homem condenado pelo crime. Mesmo assim, ele foi preso cinco meses depois, porque Sebold passou por ele na rua e contatou a polícia, dizendo ter visto seu agressor. O detalhe é que, na hora de identificar o agressor entre outros homens pretos, Sebold voltou a apontar uma pessoa diferente. Isto deveria encerrar a acusação, mas os promotores originais do caso justificaram o erro dizendo que Broadwater e o homem identificado erroneamente haviam tentado enganar e confundir Sebold propositalmente. A condenação de Broadwater (chamado de Gregory Madison no livro) se baseou nesta identificação problemática e em análises de um fio de cabelo encontrada na cena do crime, uma tecnologia que nunca foi considerada acurada e se tornou obsoleta. “Junte um pouco de ciência fajuta com uma investigação falha e temos a receita perfeita para uma condenação errada”, disse à imprensa o advogado de Broadwater, David Hammond. A moção para anular a condenação foi feita pelo promotor público do condado de Onondaga, William J. Fitzpatrick, que observou que as identificações de testemunhas de estranhos, especialmente aquelas que cruzam as linhas raciais, muitas vezes não são confiáveis. Alice Sebold é branca e o Anthony J. Broadwater é negro. “Sorte – Um Caso de Estupro” é cheio de situações racistas, que seriam justificadas pelo choque causado pelo estupro. Em algumas passagens, a escritora assume ver todos os negros como prováveis estupradores. E tudo indica que foi isso que aconteceu com um homem inocente. O livro vendeu mais de 1 milhão de cópias, deu início à carreira da escritora. Três anos depois, ela publicou “Uma Vida Interrompida” (The Lovely Bones), que vendeu 10 milhões de cópias e virou o filme de Peter Jackson indicado ao Oscar. A adaptação de “Sorte” seria escrita e dirigida por Karen Moncreiff (“13 Reasons Why”), mas após o escândalo, a saída da atriz principal e a perda de financiamento, o trabalho de desenvolvimento resultou em tempo perdido. Só que a trama pode ter desdobramentos, com ações judiciais por perdas e danos dos produtores do filme, que devem ter pago adiantado pelos direitos do livro, e do próprio Anthony Broadwater, ao descobrir que Sebold ganhou dinheiro com sua prisão. Em comunicado divulgado por seus assessores, a escritora afirmou que não iria se pronunciar sobre o caso.

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