André Gonçalves vira alvo de novo pedido de prisão
O ator André Gonçalves se tornou alvo de um novo pedido de prisão, uma semana depois da Justiça de Santa Catarina determinar sua prisão domiciliar por não pagar a pensão alimentícia da filha Valentina, de 18 anos, fruto do relacionamento com a jornalista e atriz Cynthia Benini. Agora, é sua filha mais velha quem move a ação, cobrando uma pensão mensal de R$ 6 mil. Manuela, de 23 anos, não aceitou o pagamento atrasado do acordo de R$ 20 mil oferecido por Gonçalves no último mês de outubro e agora também pede a reclusão do pai por uma dívida de R$ 109 mil, assumindo o processo que a mãe dela, a atriz Tereza Seiblitz, movia contra o ex na Justiça do Rio por alimentos atrasados. O processo tramita na 4ª Vara de Família da capital e espera a decisão do juiz. Em entrevista ao jornal O Globo, o ator, que está desempregado, criticou a rigidez da lei que prevê prisão para quem não tem condições de pagar pensão alimentícia no Brasil e falou da mágoa que sente por não ter mais um bom relacionamento com as filhas – ele está bloqueado dos contatos com elas nas redes sociais. “É cruel essa lei (pensão alimentícia) determinar a prisão em cárcere privado porque ela não resolve. Eu não tenho R$ 350 mil e nem R$ 110 mil. Eu vou preso. Então eu acho desproporcional porque como sou um trabalhador autônomo não posso pagar R$ 6 mil para um e R$ 4,5 mil para outro. Me sinto no paredão de fuzilamento. Não sou uma pessoa má. Nunca fui com eles. Um filho fazer isso com um pai. O meu advogado sabe o tamanho do meu desespero, do meu sofrimento, porque principalmente se trata de pessoas que eu tenho afeto, que eu tenho amor, que eu convivo há 20 anos, mas nos últimos cinco anos eu me sinto um foragido, achando que a qualquer momento eu serei preso, sem o direito de defesa. A gente entrou na Justiça, tentou a revisão, tentou acordo com as mães, e não foi aceito”, ele desabafou. A decisão de prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica já proferida pela Justiça de Santa Catarina se deu, segundo o ator, por uma dívida de R$ 13,5 mil cobrada em novo processo aberto por Valentina, referente a três meses de atraso na pensão de R$ 4,5 mil a que teria direito. Além desta, há uma outra ação movida por Cynthia em São Paulo que cobra mais R$ 350 mil por falta de pagamentos anteriores à filha do ex-casal, mas que ainda está em negociação. O filho Pedro, de 20 anos, do casamento com atriz Myrian Rios, é o único que tem uma boa relação com o pai. Ele recebe R$ 1 mil mensais de pensão. Apavorado pela iminente visita do oficial de Justiça que irá notificá-lo da prisão e levar a tornozeleira eletrônica que será obrigado a usar por no mínimo 60 dias na residência que compartilha com a atual esposa, a atriz Danielle Winits, André chorou 12 vezes em 2 horas de entrevista com o jornal, lamentando também a deterioração da relação com as filhas. “Elas viraram as costas para mim por dinheiro. Não quero dizer nenhum nome ruim dos meus filhos, mas eu acho que é inominável a situação que eu estou passando sem precisar passar”, disse. “Eu me sinto péssimo em pensar que eu possa parar atrás das grades, cerceado de liberdade, por causa de filho. O que me dói é que vem lá no processo ‘pedido de prisão’ e quem assina é o filho. Eles já são maiores de idade. E eu não falo isso por vitimização, mas é porque essa é a realidade que eu vivo há muito tempo. Vai ser preso, não vai ser preso”, continuou. “Eles estão me botando como vilão, os meus filhos, eu não me sinto assim, eu me sinto injustiçado, cruelmente injustiçado, me sinto como um cidadão desassistido, não sou herdeiro, não tenho salário e nem contrato fixo com ninguém, então eles me transformaram no vilão da vida deles. O Malvado Favorito deles por dinheiro. Eles levam uma vida de rico e querem que eu sustente essa vida de rico, mas isso é impossível”, acrescentou. André afirmou que as filhas acabaram com sua carreira, porque ele não pode sair de casa para trabalhar. Além disso, a iniciativa de pedirem sua prisão foi “devastadora demais” para prosseguir, mergulhando-o numa profunda depressão. “Então eu decidi parar, vou parar e encerrar a carreira. Eu não sei o que vai acontecer, sabe? Eu não vou suportar ser preso. Encerrando eu dou um novo passo na minha vida. Eu posso construir uma nova história. Não aguento mais tanta pressão por dinheiro. Eu venho com isso há cinco anos. Achando que todo dia vai ter um oficial de Justiça na minha porta, me acordando às 5h da manhã, de sobressalto. Há cinco anos eu vivo isso”, disse aos prantos. “Para você ter uma ideia a única fonte de renda nos últimos cinco, seis anos foi basicamente a série que eu fiz, ‘Impuros’. Fiz a 1ª temporada, o papel cresceu, fiz a 2ª e a 3ª. Depois fiz uma participação no filme do Edir Macedo, fiz uma novela na Record (Jesus) durante um ano. E vamos lançar um documentário e vão pensar que sou rico, mas eu recebi R$ 300 para filmar uma semana”, explicou. “Nas últimas duas semanas essa notícia da prisão virou um assunto internacional… até em Portugal já estavam divulgando. E amigos que tenho lá me fizeram convite para protagonizar dois longas, para protagonizar a Paixão de Cristo em Natal, no ano que vem, mas eu não sei o que dizer, não sei se eu posso, não sei se vou estar solto em março (quando acaba a pena de prisão original)… Esse processo está fazendo eu encerrar a minha carreira.”
Marc Beauchamps (1959-2021)
O produtor Marc Beauchamps, fundador da distribuidora Lumière e responsável pelo lançamento de vários filmes da chamada retomada do cinema brasileiro, morreu neste sábado (4/12) em um hospital do Rio de Janeiro, poucos dias antes de completar 62 anos. Ele lutava contra o câncer há sete anos, teve um AVC e não resistiu. Nascido na França, o produtor chegou ao Brasil aos 19 anos e dirigiu o primeiro documentário sobre Serra Pelada, em parceria com Gustavo Hadba, que se tornou um dos maiores fotógrafos do cinema brasileiro. Em seguida, criou a empresa Inicial Brasileira, que exportava filmes nacionais para a França. Em 1989, ele fundou a Lumière com Bruno Wainer, com a ideia de trazer filmes franceses ao Brasil. Só que acabou criando aquela que, durante anos, foi a maior distribuidora de filmes no Brasil. A empresa também representou a Miramax, trazendo “Delicatessen”, “Pulp Fiction” e mais de 100 clássicos modernos ao país. Ao longo de 20 anos, a Lumière também impulsionou a combalida indústria cinematográfica nacional, que tinha sofrido com Collor o mesmo que padece agora com Bolsonaro, colocando nos cinemas alguns dos maiores marcos do renascimento da produção local – filmes como “Central do Brasil” (1998), “Pequeno Dicionário Amoroso” (1997), “Cidade de Deus” (2002), “Madame Satã” (2002) e “Olga” (2004). Todos estes, mesmos “Central do Brasil”, que ele apenas distribuiu, ainda trazem seu nome nos créditos como produtor. De fato, a participação da empresa de Beauchamps na produção de “Cidade de Deus” foi que possibilitou os contratos de distribuição internacional do filme de Fernando Meirelles com a Miramax e a Wild Bunch nos EUA e França, e essa parceria também culminou na estratégia vitoriosa de marketing que levou o longa a ser indicado a quatro Oscars. Na vida particular, porém, o vício em drogas cobrou um preço elevado na vida do produtor Em 2013, ele foi preso pela Interpol no Rio, acusado de tráfico internacional e levado à França, onde foi condenado à pena de três anos de prisão pela prática dos crimes de transporte, posse, aquisição e exportação de entorpecentes. A prisão chocou o meio cultural brasileiro e, em 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou sua extradição. Ela acabou absolvido ao chegar ao país, mas seus negócios nunca se recuperaram. Sócio de Beauchamps na Lumière, Bruno Wainer acabou fundando a Downtown Filmes, que hoje é a maior produtora do cinema brasileiro. Marc Beauchamps era casado com a fotógrafa Fernanda Vasconcelos e deixa três filhos. Bruno Beauchamps, por sinal, seguiu a carreira do pai e fundou sua própria distribuidora, a Pagu Filmes.
Ator que viveu Luciano em “2 Filhos de Francisco” é preso por tráfico
O ator e influenciador digital Wigor Oliveira Lima foi preso em flagrante na quarta (1/12), acusado de tráfico de drogas. Ele trabalhou no filme “2 Filhos de Francisco”, onde fez o papel do cantor Luciano quando criança. Segundo a Polícia Civil de Goiás, o rapaz vendia drogas sintéticas nas redes sociais e também em festas da cidade de Goiânia. Durante a investigação, foram apreendidos quase três mil comprimidos de ecstasy, cogumelos e maconha, entre outras drogas, além de materiais necessários para o preparo da droga para comercialização e outras substâncias químicas usadas no preparo de drogas sintéticas. A polícia segue com as investigações para identificar e responsabilizar os fornecedores do rapaz de 28 anos, que se encontra detido.
Escritora que causou prisão de inocente por 16 anos pede desculpas
A escritora americana Alice Sebold pediu desculpas nesta quarta (1/12) por causar a condenação injusta de um homem inocente por estupro. Preso e condenado pelo crime, Anthony Broadwater passou 16 anos na prisão e, mesmo depois de cumprir a pena, teve dificuldades de seguir a vida, já que passou a integrar uma lista de agressores sexuais. Ele tinha 20 anos quando foi acusado por Sebold e inocentado na semana passada, aos 61 anos, após uma revisão do caso. Em seu livro de memórias, “Sorte. Um Caso de Estupro”, Sebold descreveu como foi estuprada em 1981, aos 17 anos, no campus de sua universidade, e como encontrou o culpado caminhando na rua dias depois. O homem que ela acusou era Broadwater, completamente diferente do retrato falado feito a partir de sua própria descrição do agressor, e um homem que ela não conseguiu identificar num reconhecimento de suspeitos, ao lado de outros homens pretos. “Lamento, acima de tudo, pelo fato de que a vida que você poderia ter tido foi injustamente roubada de você, e eu sei que nenhuma desculpa pode mudar o que aconteceu com você e nunca mudará”, disse Sebold em seu pedido de desculpas. Por intermédio de seus advogados, Broadwater disse que está “aliviado por ela ter pedido desculpas”. Broadwater foi inocentado graças ao sucesso do livro em que Sebold descreveu o caso. Com título inspirado numa frase que o policial que atendeu ao seu chamado lhe disse – “Você tem sorte de ter sido estuprada, e não estuprada e morta” – , “Sorte” foi publicado em 1999 e vendeu mais de 1 milhão de cópias, lançando a carreira de Sebold como autora. Depois disso, ela escreveu o romance “Uma Vida Interrompida”, ficção espírita sobre outro caso de estupro, desta vez seguido de morte, que foi transformado no filme “Um Olhar do Paraíso” (2009) pelo diretor Peter Jackson. Os direitos de “Sorte” também foram adquiridos para uma adaptação cinematográfica. O negócio foi fechado em 2019, mas as filmagens demoram a começar porque um dos produtores executivos, Timothy Muccianate, viu “discrepâncias” entre as descrições da violação na obra e os registros do julgamento na segunda parte do livro, e decidiu contratar um detetive particular para apurar o que realmente aconteceu. O detetive encontrou provas e pediu análises forenses mais modernas do que as da época do julgamento de 40 anos atrás, e suas descobertas fizeram as autoridades determinarem que havia “falhas sérias” na apuração realizada nos anos 1980, que traziam dúvidas sobre se o verdadeiro criminoso tinha sido condenado. A moção para anular a condenação foi feita pelo promotor público do condado de Onondaga, William J. Fitzpatrick, que observou que as identificações de testemunhas de estranhos, especialmente aquelas que cruzam as linhas raciais, muitas vezes não são confiáveis. Alice Sebold é branca e o Anthony Broadwater é negro. Diante desta reviravolta, a atriz Victoria Pedretti (“Você”, “A Maldição da Mansão Bly”), que interpretaria a versão de Sebold na adaptação de “Sorte”, desistiu da produção, que logo em seguida perdeu seu financiamento e foi cancelada. A editora americana Simon & Shuster que publica “Sorte” também anunciou na terça-feira (30/11) que iria parar de distribuir o livro enquanto trabalhava com Sebold para “considerar como o trabalho poderia ser revisado”. O livro já foi retirado de alguns sites de vendas dos EUA – mas não da Amazon. A Ediouro, que publica o livro no Brasil, ainda não se pronunciou sobre o caso.
Astro de novelas argentinas começa a ser julgado por estupro em São Paulo
Começa nesta nesta terça (30/12) em São Paulo um julgamento com alcance internacional e de grandes repercussões para o movimento #MeToo da América do Sul. Famoso por fazer novelas na Argentina, o ex-galã Juan Darthés enfrenta na 7ª Vara Criminal Federal a acusação de estupro de menor, em denúncia da atriz argentina Thelma Fardin (“Sou Luna”). O caso está sendo julgado no Brasil pois foi aqui que Darthés se refugiou após a denúncia, acreditando em impunidade por possuir dupla cidadania. Ele nasceu em São Paulo com o nome Juan Rafael Pacífico Dabul e voltou a morar no Brasil em 2018, quando o escândalo ganhou grande repercussão na Argentina. Fardin relata que o estupro aconteceu em 2009, quando ela tinha 16 anos e os dois fizeram uma viagem de trabalho à Nicarágua. Segundo a denúncia original, o ator se aproveitou da “relação de confiança” para cometer a agressão sexual em um hotel em Manágua, durante a divulgação internacional da novela infantil “Patinho Feio” (2007-2008), que ambos protagonizavam. À época, Darthés tinha 45 anos. A atriz registrou queixa na polícia nicaraguense, onde o processo começou a tramitar. Enquanto isso, Darthés estrelou mais quatro novelas na Argentina. A situação mudou em 2018, quando o Ministério público argentino passou a colaborar com a Justiça nicaraguense e iniciou um processo penal contra o ator visando extraditá-lo. Foi quando ele resolveu fugir para o Brasil. Vendo-o protegido no Brasil, Fardin tornou o caso público, numa iniciativa que deu início ao movimento #MeToo na Argentina. Após a denúncia se tornar conhecida, outras atrizes acusaram Darthés de assédio. Além disso, atrizes brasileiras, como Bruna Linzmeyer e Débora Falabella, iniciaram uma manifestação contra a permanência do ator no país. Darthés apostou no fato de as leis brasileiras não permitirem extradição de pessoas com cidadania nacional, mas esqueceu que o Código Penal prevê que podem ser julgados em território brasileiro por crimes cometidos no exterior. Em abril de 2021, o MPF (Ministério Público Federal) de São Paulo apresentou uma denúncia contra Darthés, que foi aceita pela Justiça Federal, com competência nesse caso por se tratar de um crime denunciado a partir de investigação que envolve diferentes países. Os MPFs de Brasil, Argentina e Nicarágua colaboraram por meio de acordos bilaterais e dentro do marco da Associação Iberoamericana de Ministérios Públicos para investigar e compartilhar provas. Mas isso nunca tinha acontecido antes em torno de um caso de violência sexual. “O caso da Thelma abre portas e percorre circuitos que já existem, mas não são muito conhecidos por quem denuncia crimes sexuais. Há muitos acordos de cooperação internacional que funcionam bem em casos de crimes contra a humanidade, mas em casos de abusos sexuais nem sempre. É um desafio pensar como mecanismos que já existem podem ser colocados à disposição para investigar abuso sexual”, disse Paola García Rey, diretora-adjunta da Anistia Internacional Argentina. Marcado para esta terça, ironicamente Dia da Amizade Brasil-Argentina, o julgamento de Juan Darthés começa uma semana após a sanção da Lei Mari Ferrer, que modifica o Código Penal brasileiro e proíbe o constrangimento de vítimas e testemunhas durante audiências e julgamentos relacionados a crimes sexuais. Para o advogado de Fardin, Martín Arias Duval, é um avanço importante e gera tranquilidade em relação ao que pode acontecer no julgamento desta terça. “As vítimas desse tipo de delito têm muita resistência em denunciar, não porque não queiram, mas porque sentem que não vão conseguir, porque têm medo de serem julgadas. Na nossa experiência, até agora a Justiça Federal de São Paulo conduziu tudo de maneira correta e tomou decisões dentro das regras do jogo. Nossa expectativa é que continue a velar pelo tratamento digno às testemunhas e à vítima.” Thelma Fardin tem atualmente 29 anos e estrelou este ano o longa “La Estrella Roja”, uma comédia com estrutura de falso documentário que arrancou elogios rasgados da crítica argentina.
Victoria Pedretti larga filme de escritora que deixou inocente preso por 16 anos
A atriz Victoria Pedretti (“Você”, “A Maldição da Mansão Bly”) desistiu de estrelar a adaptação de “Sorte – Um Caso de Estupro” (Lucky), após o homem acusado de violência sexual pela obra ser inocentado na semana passada, depois de passar 16 anos preso. Ele foi identificado casualmente pela escritora Alice Sebold, com quem cruzou na rua, e com base nessa identificação e provas circunstanciais foi condenado à prisão. O filme também perdeu seu financiamento e não deverá mais sair do papel. O livro foi escrito em 1999, lançado no Brasil em 2003, e relata o estupro que Alice Sebold sofreu aos 17 anos, em maio de 1981, quando foi atacada dentro do campus da universidade Syracuse, em que estudava. No texto, ela conta ter visto um homem negro se aproximando dela e narra o ocorrido. O título do livro faz referência a uma frase que o policial que atendeu ao seu chamado lhe disse: “Você tem sorte de ter sido estuprada, e não estuprada e morta”. Autora também do livro que virou “Um Olhar do Paraíso” (2009), de Peter Jackson, focado num caso fictício de estupro e morte de adolescente, Sebold negociou a adaptação de “Sorte” em 2019, mas as filmagens demoram a começar porque um dos produtores executivos, Timothy Muccianate, viu “discrepâncias” entre as descrições da violação na obra e os registros do julgamento na segunda parte do livro, e decidiu contratar um detetive particular para apurar o que realmente aconteceu. O detetive encontrou provas e pediu análises forenses mais modernas do que as da época do julgamento de 40 anos atrás, e suas descobertas fizeram as autoridades determinarem que havia “falhas sérias” na apuração de 1982, que traziam dúvidas sobre se o verdadeiro criminoso tinha sido condenado. Ao analisar novamente o caso, os promotores pediram ao juiz da Suprema Corte Estadual para exonerar Anthony J. Broadwater, o homem condenado pelo estupro de Sebold — que ficou 16 anos na prisão — , pois ele era inocente. Na última segunda-feira (22/11), Broadwater foi formalmente inocentado, teve todas as condenações anuladas – de estupro em primeiro grau e cinco acusações relacionadas – e não será mais classificado como agressor sexual. Broadwater nunca assumiu a culpa pelo estupro de Sebold. No fatídico dia, a futura escritora descreveu as características de seu agressor para a polícia, mas o retrato falado não se parecia com o do homem condenado pelo crime. Mesmo assim, ele foi preso cinco meses depois, porque Sebold passou por ele na rua e contatou a polícia, dizendo ter visto seu agressor. O detalhe é que, na hora de identificar o agressor entre outros homens pretos, Sebold voltou a apontar uma pessoa diferente. Isto deveria encerrar a acusação, mas os promotores originais do caso justificaram o erro dizendo que Broadwater e o homem identificado erroneamente haviam tentado enganar e confundir Sebold propositalmente. A condenação de Broadwater (chamado de Gregory Madison no livro) se baseou nesta identificação problemática e em análises de um fio de cabelo encontrada na cena do crime, uma tecnologia que nunca foi considerada acurada e se tornou obsoleta. “Junte um pouco de ciência fajuta com uma investigação falha e temos a receita perfeita para uma condenação errada”, disse à imprensa o advogado de Broadwater, David Hammond. A moção para anular a condenação foi feita pelo promotor público do condado de Onondaga, William J. Fitzpatrick, que observou que as identificações de testemunhas de estranhos, especialmente aquelas que cruzam as linhas raciais, muitas vezes não são confiáveis. Alice Sebold é branca e o Anthony J. Broadwater é negro. “Sorte – Um Caso de Estupro” é cheio de situações racistas, que seriam justificadas pelo choque causado pelo estupro. Em algumas passagens, a escritora assume ver todos os negros como prováveis estupradores. E tudo indica que foi isso que aconteceu com um homem inocente. O livro vendeu mais de 1 milhão de cópias, deu início à carreira da escritora. Três anos depois, ela publicou “Uma Vida Interrompida” (The Lovely Bones), que vendeu 10 milhões de cópias e virou o filme de Peter Jackson indicado ao Oscar. A adaptação de “Sorte” seria escrita e dirigida por Karen Moncreiff (“13 Reasons Why”), mas após o escândalo, a saída da atriz principal e a perda de financiamento, o trabalho de desenvolvimento resultou em tempo perdido. Só que a trama pode ter desdobramentos, com ações judiciais por perdas e danos dos produtores do filme, que devem ter pago adiantado pelos direitos do livro, e do próprio Anthony Broadwater, ao descobrir que Sebold ganhou dinheiro com sua prisão. Em comunicado divulgado por seus assessores, a escritora afirmou que não iria se pronunciar sobre o caso.
André Gonçalves cumprirá prisão domiciliar por dívidas de pensão alimentícia
O ator André Gonçalves vai cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica em sua residência no Rio de Janeiro por dívidas com pensão alimentícia de sua filha. A decisão foi decretada pela Justiça de Santa Catarina em um processo movido por sua ex-mulher, a jornalista e atriz Cynthia Benini. Desempregado, ele não tem como pagar a pensão e ficará restrito por 60 dias ao apartamento onde mora no Rio com a atual mulher e também atriz Danielle Winits. Após o período estabelecido pela decisão, pode haver novos desdobramentos no processo. Mas, segundo seu advogado, assim que retomar a vida profissional, André Gonçalves pretende voltar a fazer os pagamentos e cumprir suas responsabilidades como pai. Gonçalves, que completou 46 anos na terça-feira passada (16/11), deve cerca de R$ 350 mil em pensão alimentícia da filha Valentina, de 18 anos. O valor mensal estabelecido é de R$ 4,5 mil, que ele pagava até ser desligado da Globo em 2016. Neste período, a dívida chegou a R$ 112.044,33. Com juros e correção monetária, o valor subiu para R$ 352.579,01. Em julho deste ano, ele teve os bens penhorados por conta desta dívida. Benini e Gonçalves se conheceram em 2002, quando participaram do reality show “Casa dos Artistas 2”. Ela foi eliminada após um mês e meio de programa. Ele chegou à final e terminou em 3º lugar. Ao sair da confinamento, os dois mantiveram um relacionamento até 2006. Desde 2016 ele é casado com a atriz Danielle Winits, com quem mora atualmente no Rio. Gonçalves também é pai de Manuela, de 23 anos, da relação com Tereza Seiblitz, e de Pedro Arthur, de 19, fruto de seu relacionamento com Myrian Rios – ambas também atrizes. Fora da Globo, o ator participou de “Jesus” (2018), da TV Record no papel do personagem bíblico Barrabás, e entrou na série “Impuros”, que teve a 3ª temporada lançada em agosto na plataforma Star+.
Joe Exotic revela diagnóstico de “câncer agressivo”
O administrador do Instagram de Joe Exotic, que se tornou mundialmente conhecido pela série documental “A Máfia dos Tigres”, revelou nesta quarta (3/11) que ele enfrenta um “câncer agressivo” de próstata. Além de apresentar o diagnóstico de uma biópsia recente, o Instagram do dono do G.W. Zoo também pede para que ele possa tratar a doença em liberdade. Joseph Maldonado-Passage, o Joe Exotic, está atualmente encarcerado em uma prisão federal do Texas, condenado a 22 anos de prisão por sua participação em um complô para assassinar a ativista animal Carole Baskin. A história da rixa entre Exotic e Baskin está no centro de “A Máfia dos Tigres”, o maior sucesso documental da Netflix, que ganhará continuação em 17 de novembro. O Instagram oficial do criador de felinos selvagens postou uma mensagem ditada por Exotic, em que ele afirma não buscar simpatia com a revelação do diagnóstico, porque garante haver provas de sua inocência. Mas, com o câncer, preferia que o caso não se arrastasse mais nos tribunais para buscar tratamento. Além disso, se o tratamento falhasse, gostaria de “aproveitar o que me restar de vida com meus entes queridos!” Sem perder seu humor característico, Joe Exotic também menciona a rival em sua mensagem, dizendo que tinha certeza de que “Carole fará sua própria festa sobre isso [seu câncer]!” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Joe Exotic (@joe_exotic)
Alyssa Milano é presa em protesto político nos EUA
A atriz Alyssa Milano (da série clássica “Charmed”) foi presa ao participar de uma manifestação pelo direito ao voto em frente à Casa Branca na terça-feira (19/9). Ela explicou que foi detida com mais 25 manifestantes. “Eu acabei de ser presa por demandar que o Governo Biden e o Senado usem seus mandatos para proteger o direito ao voto. Junte-se a mim e a (organização) People For The American Way para dizer ao Senado e à Casa Branca que o direito ao voto não deveria depender de onde você mora”, ela escreveu nas redes sociais. Milana integra o organização progressista People For The American Way (PFAW), que organizou o pequeno protesto após iniciativas de estados governados por políticos republicanos criarem dificuldades adicionais para eleitores de regiões pobres, de maioria populacional negra, conseguirem votar nas próximas eleições. “No passado, tivemos 425 projetos de lei para restringir o direito de votar”, apontou Milano, defendendo leis que nacionalizem as regras eleitorais nos EUA. Entre os 25 ativistas presos juntos com Milano estavam o presidente da PFAW Ben Jealous, a legisladora estadual de Geórgia Bee Nguyen e a CEO da League of Women Voters, Virginia Kase Solomón. View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Alyssa Milano (@milano_alyssa) View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Alyssa Milano (@milano_alyssa)
Lori Loughlin volta a atuar após sair da prisão
A atriz Lori Loughlin está retomando a carreira depois passar
Herói que inspirou filme “Hotel Ruanda” é condenado a 25 anos de prisão
Paul Rusesabagina, reconhecido mundialmente por ter salvo cerca de 1,2 mil pessoas durante o genocídio tutsi em Ruanda, ação que inspirou o filme “Hotel Ruanda”, foi condenado nesta segunda-feira (20/9) a 25 anos de prisão por “financiamento de terrorismo”. “Hotel Ruanda” mostrava como o ex-gerente de hotel usou suas conexões com a elite hutu para proteger os tutsis do massacre que transformou a região num banho de sangue genocida. Por interpretar Rusesabagina, o ator Don Cheadle foi indicado ao Oscar em 2005. O ativista de 67 anos foi considerado culpado de dar suporte à Frente de Libertação Nacional (FLN), braço armado do Movimento pela Mudança Democrática de Ruanda (MRCD), partido da oposição no exílio. “Ele fundou uma organização terrorista que atacou Ruanda e contribuiu financeiramente para atividades terroristas”, disse a juíza Beatrice Mukamurenzi ao fim de um julgamento de sete meses. Antes do processo, Rusesabagina havia admitido participação na fundação do MRCD, mas negou que o grupo tivesse ligação com a FLN. “Meu trabalho dizia respeito à plataforma política, e minha função era diplomática”, justificou o ativista em setembro de 2020. Seu julgamento foi denunciado por apoiadores por falta de independência. Ele teria sido preso numa retaliação do governo de Paul Kagame, de quem Rusesabagina e grupos de direitos humanos acusam de sufocar a dissidência. A prisão foi suspeitíssima. Rusesabagina vivia em autoexílio e foi preso em agosto de 2020, após um avião no qual ele havia embarcado para o Burundi precisar fazer um pouso não programado em Kigali, capital de Ruanda.
Ron Jeremy é indiciado por mais de 30 agressões sexuais
O ator Ron Jeremy, lenda dos filmes adultos americanos, foi indiciado por mais de 30 acusações de agressão sexual envolvendo 21 vítimas, que datam de mais de duas décadas. Atualmente com 67 anos, ele enfrentará julgamento por 12 acusações de estupro forçado, sete acusações de cópula oral forçada, seis acusações de agressão sexual por contenção, quatro acusações de penetração sexual por um objeto estranho, duas acusações de penetração sexual de pessoa inconsciente ou adormecida e contabilização de ato lascivo em criança menor de 14 ou 15 anos, além de sodomia com uso de força e agressão com intenção de estupro, segundo a promotoria. Preso desde o início das primeiras denúncias em junho de 2020, por não conseguir pagar a fiança de US$ 6,6 milhões, Jeremy declarou-se inocente de todas as acusações. Ele deve retornar ao tribunal em 12 de outubro para uma conferência pré-julgamento. O ator, cujo nome verdadeiro é Ronald Jeremy Hyatt, começou a fazer filmes adultos nos anos 1970 e apareceu em obras famosas do gênero, como “Delicious” (1981), “Objeto de Desejo” (1983), “Garganta Profunda II” (1987), “John Bobbit – Sem Cortes” (1994) e a versão adulta de “Dracula” (1994). Seu último vídeo para maiores é de 2018. Ele ficou conhecido o suficiente para ganhar vários documentários sobre sua carreira e aparecer em filmes convencionais. A maioria das vezes sua participação se resumiu a figurações. Chegou a superar Stan Lee nesse quesito, sendo visto por alguns segundos em filmes cultuados e até em grandes sucessos, como “Pânico na Escola” (2011), com Josh Hutcherson, “Adrenalina 2” (2009), com Jason Statham, “Todo Poderoso” (2003), com Jim Carrey, “Detroit, a Cidade do Rock” (1999), com a banda Kiss, “Studio 54” (1998), com Salma Hayek, “Tromeo & Juliet” (1996), escrito por James Gunn, “Rotação Máxima” (1994), com Charlie Sheen, “Parceiros do Crime” (1993), com Eric Stoltz, e, acredite se quiser, “O Poderoso Chefão III” (1990)!
Ator de “Buffy” é preso por fraudar receita de remédios
O ator Nicholas Brendon, que ficou conhecido no final dos anos 1990 pela série “Buffy: A Caça-Vampiros”, foi preso sob a acusação de obter medicamento controlados com receita fraudada. Segundo informações do TMZ, o ator foi detido após uma infração de trânsito. Ele ignorou sinalizações e dirigia em ziguezague na cidade de Vigo, no estado americano de Indiana, quando foi parado pela polícia. Os policiais notaram que ele parecia nervoso, com pulso acelerado e mãos trêmulas. Na revista do carro, foram encontrados sacos plásticos contendo resíduos de drogas e um frasco de comprimidos, mas nenhum contrabando, apenas uma receita dada em um supermercado. A receita era para sais de anfetamina supostamente prescritos para Kelton Schultz, que o ator alega ser de seu irmão gêmeo. Brendon tem realmente um irmão gêmeo, mas ele se chama Kelly Donovan e não está claro quem criou a confusão nos nomes. Ao ser questionado pela polícia de quem era a receita, o ator teria afirmado, ainda de acordo com o TMZ, que ele e o irmão têm a mesma receita e compram a receita um do outro. Os policiais investigam se Brendon poderia estar usando ou vendendo as pílulas, e usando a identidade do irmão para obter mais. Enquanto isso, ele foi preso por falsidade ideológica e fraude, ao apresentar receita com nome de outra pessoa para comprar remédios controlados. Seu caso se complica porque ele tem ficha corrida na polícia por uso de drogas e violência contra mulheres. A última vez que Brendon foi preso foi em 2017, por agredir uma namorada, e está atualmente em liberdade condicional, situação em que não poderia cometer novos crimes. Antes disso, o ator já tinha sido detido por provocar danos à propriedade de um hotel e resistir à prisão em 2014, passando pela mesma situação outras duas vezes nos meses seguintes: uma por danificar um quarto de hotel e tentar sair sem pagar a conta, e outra por se embriagar publicamente. Em 2015, ainda declarou-se culpado após ser acusado de sufocar uma namorada e se internou duas vezes em clínicas de reabilitação para tratar depressão, alcoolismo e vício em drogas. Após o final de “Buffy” em 2003, ele chegou a coestrelar a série de comédia gourmet “Kitchen Confidencial”, ao lado de Bradley Cooper e John Francis Daley, mas apesar desse bom elenco a produção foi cancelada na 1ª temporada. O ator também apareceu em alguns episódios de “Criminal Minds”, mas sua carreira nunca recuperou a popularidade da época de “Buffy”, consistindo basicamente de uma sucessão de terrores baratos, lançados diretamente em vídeo.










