“Três Verões” se destaca na pré-seleção do Prêmio Platino
O filme brasileiro “Três Verões”, de Sandra Kogut, tornou-se um dos principais concorrentes ao Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano deste ano, atingindo um total de sete indicações durante a fase de pré-seleção. A organização divulgou nesta sexta-feira (11/6) os filmes que concorrem à vagas nas categorias finais do prêmio, destacando também o drama colombiano “El Olvido que Seremos”, dirigido pelo veterano cineasta espanhol Fernando Trueba, que lidera a lista com 12 indicações. Entre os títulos mais nomeados também aparecem o argentino “Las Siamesas”, de Paula Hernández (com 8 indicações), o espanhol “Las Niñas” (com 6), de Pilar Palomero, e os mexicanos “El Baile de los 41”, de David Pablos, e “Ya No Estoy Aquí”, de Fernando Frias (com 5). Os números se referem a uma primeira triagem, que seleciona 20 candidatos para cada categoria. Ao todo, 141 filmes e séries foram listados na disputa. Eles deverão passar por nova triagem para resultar numa seleção final de 4 títulos por categoria. Os finalistas serão anunciados em breve. A cerimônia de premiação acontecerá no próximo dia 3 de outubro, no IFEMA Palacio Municipal de Madri, para distinguir os melhores filmes e séries do ano nos 23 países ibero-americanos. O Brasil está sendo representado na disputa das melhores séries pelas produções “Arcanjo Renegado”, da Globoplay, e “Bom Dia, Verônica”, da Netflix.
BAFTA TV: Michaela Coel vira estrela britânica mais premiada do ano
O BAFTA TV, premiação da Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas, consagrou Michaela Coel como a estrela de TV mais premiada do Reino Unido em 2021. A cerimônia realizada neste domingo (6/6) celebrou a criação de Coel, “I May Destroy You”, como Melhor Minissérie e ainda a premiou como Melhor Atriz do ano. O detalhe é que a premiação foi dividida em duas partes, com a entrega das chamadas categorias técnicas (BAFTA TV Craft Awards) há duas semanas. Nesta primeira parte, Coel levou mais dois troféus importantes da Academia: Melhor Direção e Roteiro de Drama. Em suma, ela venceu como Atriz, Produtora, Roteirista e Diretora! Para completar, “I May Destroy You” ainda conquistou a categoria de Melhor Edição, somando cinco BAFTAs ao todo. A provocativa série da BBC/HBO mostra Michaela Coel como uma escritora feminista em ascensão e segura de si, que tenta reconstruir sua memória fragmentada depois de uma noite bebendo com os amigos. A trama toma um rumo dramático quando ela percebe que alguém pode ter batizado sua bebida com uma droga de estupro. Em busca de saber se foi agredida sexualmente naquela noite, ela assume que, para entender os fatos, precisa reconstruir todos os elementos de sua vida. Em número de troféus, “Small Axe”, do cineasta Alexander McQueen, superou “I May Destroy You” com seis BAFTAs, a maioria em categorias técnicas, tanto que neste domingo apenas um prêmio foi comemorado, Melhor Ator Coadjuvante para Malachi Kirby. As demais conquistas foram em Fotografia, Cenografia, Figurino, Maquiagem e Cabelo e Casting. A antologia da BBC/Amazon, com cinco episódios-filmes sobre racismo, era a produção com o maior número de indicações, 15 no total, bem à frente do segundo colocado, “The Crown”, da Netflix, que disputou dez prêmios e não venceu nenhum. A melhor série de drama foi “Save Me Too”. E os demais prêmios de atuação dramática ficaram com Paul Mescal, Melhor Ator por “Normal People”, e Rakie Ayola, Atriz Coadjuvante por “Anthony”. Já as premiações de Comédia ficaram com “Inside No. 9” e os atores Charlie Cooper (por “This Country”) e Aimee Lou Wood (por “Sex Education”). A entrega do BAFTA TV Awards também serviu para ampliar a crise do Globo de Ouro. O prêmio da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood ignorou completamente Michaela Coel e “I May Destroy You”, o que alimentou suspeitas de racismo e culminou na denúncia de que os eleitores do Globo de Ouro não possuem nenhum integrante negro entre seus membros. Desde então, o evento enfrenta uma pressão fortíssima para assumir maior diversidade e postura mais ética, sofrendo boicote generalizado da indústria do entretenimento. Confira abaixo a lista dos vencedores nas principais categorias (apenas séries) da premiação. BAFTA TV Awards Melhor Série – Drama “Save Me Too” Melhor Série – Comédia “Inside No. 9” Melhor Minissérie “I May Destroy You” Melhor Ator – Drama Paul Mescal, por “Normal People” Melhor Atriz – Drama Michaela Coel, por “I May Destroy You” Melhor Ator – Comédia Charlie Cooper, por “This Country” Melhor Atriz – Comédia Aimee Lou Wood, por “Sex Education” Melhor Ator Coadjuvante Malachi Kirby, por “Small Axe: Mangrove” Melhor Atriz Coadjuvante Rakie Ayola, por “Anthony” Melhor Série Internacional (não britânica) “Welcome to Chechnya” BAFTA TV Craft Awards Melhor Direção Michaela Coel, Sam Miller, por “I May Destroy You” Melhor Roteiro – Drama Michaela Coel, por “I May Destroy You” Melhor Roteiro – Comédia Sophie Willan, por “Alma’s Not Normal” Talento Emergente Georgi Banks-Davies (Diretor), por “I Hate Suzie” Melhor Fotografia Shabier Kirchner, por “Small Axe” Melhor Edição Christian Sandino-Taylor e equipe, por “I May Destroy You” Melhor Cenografia Helen Scott, por “Small Axe” Melhor Figurino Jacqueline Durran, por “Small Axe” Melhor Maquiagem e Cabelo Jojo Williams, por “Small Axe” Melhores Efeitos Visuais Russell Dodgson, James Whitlam, Jean-Clement Soret, Robert Harrington, Dan May, Brian Fisher, por “His Dark Materials” Melhor Trilha Sonora Harry Escott, por “Roadkill” Melhor Som Jon Thomas, Gareth Bull, James Ridgway, Dillon Bennett, Eilam Hoffman, por “His Dark Materials” Melhor Casting Gary Davy, por “Small Axe”
Seleção do Festival de Cannes barra Netflix em plena pandemia
A organização do Festival de Cannes anunciou nesta quarta (3/5) os 24 filmes que vão disputar a Palma de Ouro em 2021. E a lista chama atenção por expressar a continuidade do boicote do evento à Netflix. Em plena pandemia, o festival francês manteve seu veto aos filmes de streaming, embora toda a indústria cinematográfica, incluindo o Oscar, e festivais rivais de igual prestígio tenham aberto suas portas às formas alternativas de exibições cinematográficas. Embora seja resultado de pressão dos exibidores franceses, a postura está sendo chamada abertamente de “elitista” por seu preciosismo, que contrasta com a realidade do coronavírus. A situação levou o chefe do festival, Thierry Fremaux, a ter que se justificar, citando “regras” da competição – de novo, até o Oscar mudou suas regras durante a pandemia. Ele também reiterou convite para a Netflix apresentar seus filmes fora de competição no festival, uma condição que a plataforma já recusou anteriormente, por considerar desrespeitoso com os cineastas de seus filmes. “O festival tem uma regra que estabelece que os filmes em competição devem ter um lançamento cinematográfico local”, disse Fremaux, citando o impasse. “A Netflix deseja ter seus filmes em competição e em sua plataforma.” Por conta disso, o próprio diretor do festival revelou que “havia dois filmes potenciais” de sua seleção que agora “podem ir para outros festivais”. “Lamentamos não ter sido possível negociar sua presença fora da competição”, acrescentou. Ao vetar a Netflix, Cannes deixou de fora os novos filmes da neozelandesa Jane Campion (“O Piano”) e do italiano Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”). No caso de Campion, a perda é especialmente sentida porque a competição deste ano tem menos cineastas femininas (apenas 4, contra 20 homens) que outros festivais. Já os filmes selecionados destacam “A Crônica Francesa” (The French Dispatch), de Wes Anderson, que segue a linha de “O Grande Hotel Budapeste” e reúne um grande elenco para viver repórteres de um jornal francês de expatriados, e “Benedetta”, drama erótico do veterano diretor holandês Paul Verhoeven (de “Instinto Selvagem”) sobre uma freira do século 17 que sofre com visões místicas e tentação sexual. Ambos deveriam integrar a edição do ano passado, que acabou cancelada devido à pandemia. Além deles, outros títulos com première mundial em Cannes incluem os novos trabalhos do americano Sean Penn (“Na Natureza Selvagem”), do italiano Nanni Moretti (“O Quarto do Filho”), do iraniano Asghar Farhadi (“A Separação”), do russo Kirill Serebrennikov (“O Estudante”), do dinamarquês Joachim Trier (“Mais Forte que Bombas”), do tailandês Apichatpong Weerasethakul (“Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”), do australiano Justin Kurzel (“Macbeth: Ambição e Guerra”) e dos franceses François Ozon (“Frantz”), Jacques Audiard (“Ferrugem e Osso”), Bruno Dumont (“Camille Claudel 1915”), Mia Hansen-Love (“Eden”) e Leos Carax (“Holy Motors”). O evento será aberto com a projeção de “Annette”, um musical de Carax, estrelado por Adam Driver, Marion Cotillard e com trilha da banda de rock Sparks. Entre os títulos previstos para exibição fora da competição, Oliver Stone traz à Croisette uma versão retrabalhada de “JFK – A Pergunta que Não Quer Calar”, de 1991, com cenas inéditas, o cineasta Todd Haynes (“Carol”) apresenta seu documentário sobre a banda The Velvet Underground e a atriz Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”) estreia na direção com um documentário sobre sua mãe, a icônica estrela de cinema Jane Birkin (“A Bela Intrigante”). Também nas sessões especiais haverá a projeção do único filme dirigido por brasileiro na programação, “O Marinheiro das Montanhas”, de Karim Ainouz (“A Vida Invisível”). O evento francês vai acontecer neste ano de 6 a 17 de julho, dois meses mais tarde que sua data tradicional, e também prestará uma homenagem à atriz e diretora Jodie Foster (“O Silêncio dos Inocentes”) com uma Palma de Ouro honorária pelas realizações de sua carreira. Confira abaixo a lista dos filmes que disputarão a Palma de Ouro oficial diante do júri presidido pelo cineasta Spike Lee (“Infiltrado na Klan”), as obras da principal mostra paralela e as sessões especiais, fora da competição de Cannes. COMPETIÇÃO “Annette”, de Leos Carax “Flag Day”, de Sean Penn “Tout S’est Bien Passé”, de François Ozon “A Hero”, de Asghar Farhadi “Tre Piani”, de Nanni Moretti “Titane”, de Julia Ducournau “A Crônica Francesa”, de Wes Anderson “Red Rocket”, de Sean Baker “Petrov’s Flu”, de Kirill Serebrennikov “France”, de Bruno Dumont “Nitram”, de Justin Kurzel “Memoria”, de Apichatpong Weerasethakul “Les Olympiades”, de Jacques Audiard “Benedetta”, de Paul Verhoeven “La Fracture”, de Catherine Corsini “The Restless”, de Joachim Lafosse “Lingui”, de Mahamat-Saleh Haroun “The Worst Person In The World”, de Joachim Trier “Bergman Island”, de Mia Hansen-Love “Drive My Car”, de Ryusuke Hamaguchi “Ahed’s Knee”, de Nadav Lapid “Casablanca Beats”, de Nabil Ayouch “Compartment No. 6”, de Juho Kuosmanen “The Story Of My Wife”, de Ildiko Enyedi FORA DE COMPETIÇÃO “De Son Vivant”, de Emmanuelle Bercot “Stillwater”, de Tom McCarthy “The Velvet Underground”, de Todd Haynes “Bac Nord”, de Cédric Jiminez “Aline”, de Valérie Lemercier “Emergency Declaration”, de Han Jae-Rim SESSÃO DA MEIA-NOITE “Bloody Oranges”, de Jean-Christophe Meurisse CANNES PREMIERES “Evolution”, de Kornel Mundruczo “Cow”, de Andrea Arnold “Mothering Sunday”, de Eva Husson “Love Songs For Tough Guys”, de Samuel Benchetrit “In Front Of Your Face”, de Hong Sang-soo “Hold Me Tight”, de Mathieu Amalric “Deception”, de Arnaud Desplechin “Val”, dirs: Ting Poo”, Leo Scott “JFK Revisited: Through The Looking Glass”, de Oliver Stone *”Jane By Charlotte”, de Charlotte Gainsbourg SESSÕES ESPECIAIS *”H6″, de Yi Yi “Black Notebooks”, de Shlomi Elkabetz “O Marinheiro das Montanhas”, de Karim Ainouz “Babi Yar. Context”, de Sergei Loznitsa “The Year Of The Everlasting Storm”, de Jafar Panahi, Anthony Chen, Malik Vitthal, Laura Poitras, Dominga Sotomayor, David Lowery, Apichatpong Weerasethakul MOSTRA UM CERTO OLHAR (UN CERTAIN REGARD) “The Innocents”, de Eskil Vogt “After Yang”, de Kogonada “Delo”, de Alexey German Jr “Bonne Mere”, de Hafsia Herzi “Noche De Fuego”, de Tatiana Huezo *”Lamb”, de Vladimar Johansson *”Un Monde”, de Laura Wandel *”Freda”, de Gessica Généus *”Moneyboys”, de CB Yi “Blue Bayou”, de Justin Chon “Commitment Hasan”, de Hasan Semih Kaplanoglu “Rehana Maryam Noor”, de Abdullah Mohammad Saad “Let There Be Morning”, de Eran Kolirin “Unclenching The Fists”, de Kira Kovalenko *”La Civil”, de Ana Mihai “Women Do Cry”, de Mina Mileva”, Vesela Kazakova Os filmes identificados com * são de diretores estreantes e por isso concorrem ao prêmio especial Câmera de Ouro (Camera d’Or) do festival.
Oscar 2022 vai acontecer em março e incluirá filmes de streaming
O comitê responsável pela organização da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA marcou a cerimônia do Oscar 2022 para 27 de março em seu local tradicional, o Dolby (ex-Kodak) Theatre em Los Angeles. Originalmente, o plano era realizar o evento um mês antes, em 27 de fevereiro. Não foram dadas explicações para a mudança, mas a pandemia é uma justificativa plausível, uma vez que os organizadores usaram a covid-19 como motivo para voltar a permitir, excepcionalmente, que filmes lançados em serviços de streaming possam concorrer aos prêmios do ano que vem. Dezenas de filmes foram lançados em serviços de streaming, como Disney+, HBO Max, Netflix e Amazon, nos últimos 15 meses, enquanto cinemas de todo o mundo ficaram fechados por causa da pandemia. Com a autorização para a participação do streaming, as plataformas conquistaram uma premiação recorde no Oscar de 2021, com 16 vitórias, das quais sete foram da Netflix. O Oscar de 2021 também foi adiado de fevereiro para o final de abril por causa da transmissão de coronavírus. Entretanto, a cerimônia, que aconteceu pela primeira vez na Union Station no centro da cidade de Los Angeles, recebeu críticas negativas por se resumir a discursos e não promover entretenimento. O resultado foi a pior audiência da história da premiação.
Rick and Morty: Trailer apresenta insanidade da 5ª temporada
O Adult Swim divulgou um novo trailer da 5ª temporada de “Rick and Morty”, que mostra uma prévia da insanidade que aguarda a família Smith nos episódios inéditos. A série é uma criação de Dan Harmon (“Community”) e Justin Roiland (“Solar Opposites”), e acompanha o cientista louco Rick e seu neto Morty em aventuras pelo tempo, espaço e outras dimensões, com grande impacto na realidade de sua família – e também na cultura pop. Mega-influente, “Rick and Morty” é responsável pelo boom atual de novos desenhos adultos de temática sci-fi, que incluem “Midnight Gospel”, “Solar Opposites” e vários outros projetos em desenvolvimento. Para dar noção de como a produção é apreciada, “Rick and Morty” recebeu uma encomenda de mais 70 episódios em 2018, e desde então só 20 foram produzidos, já contando com os 10 da 5ª temporada. A estreia está marcada para 20 de junho nos EUA. No Brasil, “Rick and Morty” é exibida no canal pago Warner e disponibilizada (por enquanto) pela Netflix, que tem as quatro temporadas anteriores do desenho animado em seu catálogo.
The Weeknd vence 10 prêmios no Billboard Music Awards
The Weeknd foi o grande vencedor do Billboard Music Awards, premiação da indústria musical que aconteceu na noite de domingo em Los Angeles. Ele venceu nada menos que 10 troféus, incluindo o principal, de Melhor Artista do ano. A consagração deixa o Grammy ainda mais contestado por ignorar completamente o artista canadense, não lhe dando uma indicação sequer em qualquer categoria. Na cerimônia da Billboard, The Weeknd coletou os prêmios de Melhor Artista, Melhor Artista da parada Top 100, Melhor Canção do Top Hot 100, Melhor Artista Masculino, Melhor Artista de Canções de Rádio, Melhor Artista de R&B, Melhor Artista de R&B Masculino, Melhor Álbum de R&B, Melhor Música de Rádio e Melhor Música R&B. Foi um domínio completo. E o dobro de reconhecimento obtido pelo segundo artista mais premiado, o falecido rapper Pop Smoke, assassinado há 15 meses, que venceu cinco troféus. Um deles, por ironia, de Melhor Artista Novo. A premiação ainda destacou outra estrela canadense, o rapper Drake, que recebeu o prestigioso prêmio de Artista da Década da Billboard para comemorar suas realizações. Ele detém o recorde de mais vitórias no Billboard Music Award de todos os tempos. O superstar do rap foi acompanhado no palco por seu filho Adonis, sua mãe e pai, e seus amigos mais próximos para comemorar. Veja abaixo a performance especial de The Weeknd para o evento, gravada num amplo estacionamento do centro de Los Angeles, que também marcou sua despedida do terno vermelho da era do álbum “After Hours”. E, claro, a lista completa dos vencedores. ARTISTAS Melhor Artista: The Weeknd Melhor Artista Novo: Pop Smoke Melhor Artista Masculino: The Weeknd Melhor Artista Feminina: Taylor Swift Melhor Dupla ou Grupo: BTS Melhor Artista da Billboard 200: Taylor Swift Melhor Artista do Top 100: The Weeknd Melhor Artista de Músicas em Streaming: Drake Melhor Artista de Músicas Mais Vendidas: BTS Melhor Artista de Músicas de Rádio: The Weeknd Melhor Artista Social (Votado pelos Fãs): BTS Melhor Artista de R&B: The Weeknd Melhor Artista Masculino de R&B: The Weeknd Melhor Artista Feminina de R&B: Doja Cat Melhor Artista de Rap: Pop Smoke Melhor Artista de Rap Masculino: Pop Smoke Melhor Artista de Rap Feminina: Garanhão Megan Thee Melhor Artista Country: Morgan Wallen Melhor Artista Country Masculino: Morgan Wallen Melhor Artista Country Feminina: Gabby Barrett Melhor Dupla/Grupo Country: Florida Georgia Line Melhor Artista de Rock: Machine Gun Kelly Melhor Artista Latino: Bad Bunny Top Artista Latino Masculino: Bad Bunny Top Artista Latina Feminina: Karol G Melhor Dupla/Grupo Latino: Eslabón Armado Melhor Artista de Dance/Eletrônica: Lady Gaga Melhor Artista Cristão: Elevation Worship Melhor Artista gospel: Kanye West ÁLBUMS Melhor Álbum do Top 200 da Billboard: Pop Smoke “Shoot for the Stars, Aim for the Moon” Melhor Álbum de R&B: The Weeknd “After Hours” Melhor Álbum de Rap: Pop Smoke “Shoot for the Stars, Aim for the Moon” Melhor Álbum de Country: Morgan Wallen “Dangerous: The Double Album” Melhor Álbum Rock: Machine Gun Kelly “Tickets to My Downfall” Melhor Álbum Latino: Bad Bunny “YHLQMDLG” Melhor Álbum Dance/Eletrônica: Lady Gaga “Chromatica” Melhor Álbum Cristão: Carrie Underwood “My Gift” Melhor Álbum Gospel: Maverick City Music “Maverick City Vol. 3 Parte 1 ” MÚSICAS Melhor Música do Hot 100: The Weeknd “Blinding Lights” Melhor Música de Streaming: DaBaby ft. Roddy Ricch “ROCKSTAR” Melhor Música mais Vendida: BTS “Dynamite” Melhor Música Música de Rádio: The Weeknd “Blinding Lights” Melhor Colaboração (votação dos fãs): Gabby Barrett ft. Charlie Puth “I Hope” Melhor Música de R&B: The Weeknd “Blinding Lights” Melhor Música de Rap: DaBaby ft. Roddy Ricch “ROCKSTAR” Melhor Música de Country: Gabby Barrett “I Hope” Melhor Música de Rock: AJR “Bang!” Melhor Música Latina: Bad Bunny e Jhay Cortez “Dákiti” Melhor Música Dance/Eletrônica: SAINt JHN “Roses (Imanbek Remix)” Melhor Música Cristã: Elevation Worship ft. Brandon Lake “Graves Into Gardens” Melhor Música Gospel: Kanye West com Travis Scott “Wash Us In The Blood”
Marvel é a grande vencedora do MTV Movie & TV Awards
A MTV realizou na noite de domingo (16/5) sua premiação anual de cinema e televisão, o MTV Movie & TV Awards. E mesmo sem ter lançado nenhum filme durante a pandemia, a Marvel foi a grande vencedora, levando metade de todos os prêmios entregues no evento, realizado na tradicional casa de shows Palladium, em Los Angeles. A cerimônia apresentada pela comediante Leslie Jones entregou quatro pipocas douradas para “WandaVision” e duas para “Falcão e o Soldado Invernal”. A primeira atração levou o troféu de Melhor Série, Atriz (Elizabeth Olsen), Vilã (Kathryn Hahn) e Briga (Elizabeth Olsen vs Kathryn Hahn), enquanto a segunda ficou com Melhor Herói (Anthony Mackie) e Dupla (Anthony Mackie e Sebastian Stan). Para completar, Chadwick Boseman, mais lembrado como o Pantera Negra da Marvel, levou o troféu póstumo de Melhor Ator (por “A Voz Suprema do Blues”) e Scarlett Johansson, a Viúva Negra da Marvel, foi homenageada com o Troféu Geração pelas realizações de sua carreira. O que fez o marido da atriz, o comediante Colin Jost (do humorístico “Saturday Night Live”), se confundir e lhe dar um banho de gosma verde para comemorar. “Isto é na Nickelodeon!”, ela reclamou nervosa após o banho gratuito, que interrompeu seu discurso. Com a presença de Johansson, Olsen e Mackie, a premiação foi basicamente um filme dos Vingadores. “Marvel salva o dia!”, exclamou Olsen. E Mackie ainda provocou Tom Holland, o Homem-Aranha, após ser zoado pelo colega há alguns anos por não ter um filme próprio – ele vai estrelar “Capitão América 4”. De resto, Sacha Baron Cohen, intérprete de Borat, também recebeu uma homenagem pela carreira. E os demais prêmios foram para “Para Todos os Garotos: Agora e Para sempre” (Melhor Filme), a apresentadora do evento Leslie Jones (um prêmio de Comédia por “Um Prinícipe em Nova York 2”), Regé-Jean Page (Revelação por “Bridgerton”) e outras três séries da Netflix, “Outer Banks”, “A Maldição da Mansão Bly” e “Julie and the Phantoms” (em categorias de Beijos, Sustos e Músicas). Neste ano, a premiação tem duas partes. E depois da festa principal, a MTV fará nesta segunda (17/5) a entrega de troféus para reality shows, talk shows e atrações documentais – categorias que tem mais a ver com a própria MTV atual. Confira abaixo destaques da Marvel na premiação e logo em seguida a lista completa dos vencedores. Care to respond, @TomHolland1996? #MTVAwards pic.twitter.com/NCTo3b1CiD — MTV (@MTV) May 17, 2021 All *I* know is that Elizabeth Olsen and Kathryn Hahn gave us everything & more with this Best Show acceptance speech. 👏 Congrats, @wandavision! #MTVAwards pic.twitter.com/eX087vyM3W — MTV (@MTV) May 17, 2021 Me to my bestie: act cool Also, me & my bestie: #MTVAwards pic.twitter.com/xqcjHSLQKG — MTV (@MTV) May 17, 2021 It was Agatha all along…Kathryn Hahn accepts the award for Best Villain at the 2021 #MTVAwards for her role in #WandaVision! pic.twitter.com/e5wIgfkcFf — MTV (@MTV) May 17, 2021 Wow! What an honor! The iconic Scarlett Johansson takes home the Generation Award #MTVAwards 🏆 pic.twitter.com/YKKkPaeaME — MTV (@MTV) May 17, 2021 Dear Diary, I can’t believe I captured this video of Kathryn Hahn & Elizabeth Olsen at the #MTVAwards. BEST. NIGHT. EVER. Love, MTV ❤️ pic.twitter.com/KZNZVQ8Fvl — MTV (@MTV) May 17, 2021 .@AnthonyMackie + Elizabeth Olsen = this adorable #MTVAwards moment that I'm fully in my feels over & will be watching on repeat forever and ever and ever. pic.twitter.com/6SJXzBsiy0 — MTV (@MTV) May 17, 2021 Melhor Filme “Para Todos os Garotos: Agora e Para sempre” Melhor Série “WandaVision” Melhor Performance em Filme Chadwick Boseman, por “A Voz Suprema do Blues” Melhor Performance em Série Elizabeth Olsen, por “WandaVision” Melhor Herói Anthony Mackie, por “Falcão e o Soldado Invernal” Melhor Vilão Kathryn Hahn, por “WandaVision” Melhor Beijo Chase Stokes & Madelyn Cline, por “Outer Banks” Melhor Performance Cômica Leslie Jones, por “Um Príncipe em Nova York 2” Melhor Performance de Ator/Atriz Revelação Regé-Jean Page, por “Bridgerton” Melhor Luta “WandaVision” – Wanda vs Agatha Performance Mais Assustadora Victoria Pedretti, por “A Maldição da Mansão Bly” Melhor Dupla Falcão (Anthony Mackie) & Soldado Invernal (Sebastian Stan), de “Falcão e o Soldado Invernal” Melhor Momento Musical “Edge of Great”, em “Julie and the Phantoms”
Scarlett Johansson será homenageada pela MTV com o prêmio Geração
A MTV anunciou que a edição deste ano de sua premiação de cinema e televisão, o MTV Movie & TV Awards, vai homenagear a atriz Scarlett Johansson com o Prêmio Geração pelas realizações de sua carreira. O Prêmio Geração celebra “atores amados cujas diversas contribuições para o cinema e a televisão os tornaram nomes conhecidos”, de acordo com a MTV. Os destinatários anteriores incluem Dwayne “The Rock” Johnson, Chris Pratt, Will Smith, Reese Witherspoon, Robert Downey Jr., Mark Wahlberg, Sandra Bullock, Jamie Foxx, Johnny Depp, Ben Stiller, Adam Sandler, Mike Myers, Tom Cruise, Jim Carrey e a franquia “Velozes e Furiosos”. Johansson já foi indicada seis vezes ao MTV Movie & TV Awards, levando para casa sua primeira Pipoca de Ouro em 2013 na categoria de Melhor Luta por “Os Vingadores”. Além da atriz, o evento deste ano também homenageará o ator Sacha Baron Cohen com o Prêmio Gênio da Comédia, celebrando o retorno a seu papel mais famoso em “Borat: Fita de Cinema Seguinte”. A premiação, que destaca “WandaVision” com o maior número de indicações (cinco no total), será apresentada por Leslie Jones e transmitida ao vivo de Los Angeles no próximo domingo (16/5), às 21h.
WarnerMedia reforça boicote ao Globo de Ouro
A WarnerMedia é o novo conglomerado a protestar contra a associação encarregada da premiação do Globo de Ouro. A empresa que contém os estúdios Warner Bros., o canal pago HBO e a plataforma de streaming HBO Max se juntou à Netflix e à Amazon num boicote à Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) até que “mudanças sejam implementadas”. “Embora elogiemos a aprovação dos membros do HFPA do plano para avançar em direção a uma reforma radical, não acreditamos que o plano vá longe o suficiente para abordar a amplitude de nossas preocupações, nem seu cronograma captura a necessidade urgente com a qual essas questões devem ser abordadas”, declarou o alto escalão da WarnerMedia em uma carta aberta endereçada ao presidente da HFPA, Ali Sar. “Os estúdios e canais da WarnerMedia vão se abster de envolvimento direto com a HFPA, incluindo entrevistas coletivas sancionadas pela associação e convites para seus jornalistas cubram outros eventos da indústria, até que as mudanças sejam implementadas”, continua a correspondência. “Isso abrange todas as produções da HBO, HBO Max, Warner Bros. Pictures Group, Warner Bros. Television, TNT e TBS.” Em sua declaração à imprensa, a WarnerMedia apontou: “Por muito tempo, exigências de ‘mimos’, favores especiais e pedidos pouco profissionais foram feitos [pelo time do Globo de Ouro] a nós e a outros em nossa indústria. Nos arrependemos de ter apenas reclamado, mas tolerado esse comportamento, até agora”. O poderoso conglomerado ainda “sugeriu” que as mudanças na HFPA deveriam incluir “um código de conduta específico e bem vigiado, que inclua uma política de tolerância zero a incidentes de contato físico não consentido com atores e equipe”. A sugestão leva em conta uma denúncia de Brendan Fraser (“A Múmia”), que acusou um ex-presidente da HFPA de assédio sexual durante um evento do Globo de Ouro. Sério. Mais detalhes dessa história estão incluídos em outra polêmica da HFPA abordada mais abaixo. A carta foi enviada pela WarnerMedia antes da rede NBC anunciar que não transmitirá o Globo de Ouro de 2022. A credibilidade da associação responsável pelo Globo de Ouro foi colocada em cheque após um escândalo de corrupção e racismo em seus quadros vir à tona no começo do ano. Tudo começou com uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos, que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados. Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro. Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade. A polêmica gerou vários protestos online e chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro deste ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria anunciaram que cobrariam para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, representaria o fim do prêmio. Como se não precisasse de mais confusão, em abril um ex-presidente da entidade, Philip Berk, de 88 anos e ainda membro da HFPA, encaminhou um e-mail aos colegas chamando o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), criado para protestar contra o extermínio de negros pela polícia dos EUA, de “um movimento de ódio racista”. Não satisfeito, ainda comparou uma das líderes do movimento ao psicopata Charles Manson. No texto, ele criticou uma das fundadoras do Black Lives Matter, Patrisse Cullors, por supostamente comprar uma casa no Topango Canyon. “A propriedade se localiza na mesma rua de uma das casas envolvidas nos assassinatos de Charles Manson, o que é apropriado, já que o objetivo dele era começar uma guerra racial. Este trabalho é continuado pelo Black Lives Matter hoje em dia”, disparou Berk. O conteúdo do e-mail foi revelado pelo jornal Los Angeles Times e serviu, aos olhos do mundo, para explicar o motivo da falta de integrantes negros na HFPA. Embora tenha sido rapidamente condenado por outros membros da organização como racista, “vil” e “não apropriada”, a opinião de Berk acendeu o sinal amarelo para o cancelamento do Globo de Ouro. Após mais um escândalo, a rede NBC se manifestou prontamente e começou a considerar encerrar seu contrato para exibir a premiação. Berk foi afastado, mas sua manifestação despropositada ainda lembrou que a HFPA tem o hábito de anunciar medidas que nunca toma. O e-mail foi o terceiro problema criado pelo sul-africano para a associação. Anteriormente, ele chegou a tirar licença após a repercussão de um livro de memórias que lançou em 2014 e que deixou a organização mal com vários artistas. E foi ele quem foi denunciado por assédio sexual pelo ator Brendan Fraser. Segundo o astro de “A Múmia”, Berk apalpou seu bumbum sem permissão durante um evento do Globo de Ouro. A HFPA chegou a dizer que estava investigando a acusação, mas nenhuma ação foi tomada contra seu ex-presidente. Berk continuou votando no Globo de Ouro e influenciando a premiação até este ano. Sem tempo para refletir o estrago, o anúncio das mudanças esperadas para os próximos Globos de Ouro aconteceu na quinta-feira passada (6/5), incluindo a promessa de acrescentar 20 novos membros, a maioria composta por jornalistas negros, a partir de setembro, e mais 20 até o fim do ano que vem. Ao perceber que isto não traria as alterações profundas que muitos esperavam, além de manter o predomínio dos membros atuais, várias empresas e artistas de Hollywood iniciaram protestos que, num efeito em cadeia, colocou em cheque a continuidade do Globo de Ouro. Juntando-se aos protestos, a organização Time’s Up, criada durante o movimento #MeToo para defender minorias de abusos da indústria, resumiu os questionamentos, num comunicado divulgado na sexta. “Infelizmente, a lista de ‘reformas’ adotada ontem e endossada pela NBCUniversal [dona da NBC] e pela Dick Clark Productions [produtora da cerimônia televisiva] é muito insuficiente e dificilmente transformadora. Em vez disso, essas medidas garantem que os atuais membros do HFPA permaneçam em maioria e que o próximo Globo de Ouro seja decidido com os mesmos problemas fundamentais que existem há anos. A lista de recomendações da HFPA em grande parte não contém especificações, nenhum compromisso com responsabilidade real ou mudança, e nenhum cronograma real para implementar essas mudanças. O prazo proposto pela HFPA para 1 de setembro para as primeiras – mas não todas – reformas localiza-se já no próximo ciclo de premiação”, escreveu Tina Chen, presidente e CEO da Time’s Up. “Os chavões de fachada adotados ontem não são nem a transformação que foi prometida nem o que nossa comunidade criativa merece. Qualquer organização que se propõe a julgar nossa vibrante comunidade de criadores e talentos deve fazer melhor”, acrescentou. A coalisão das agências de talento foi na mesma linha. “Temos preocupações específicas sobre o cronograma para mudanças, já que o calendário de premiação tradicional de 2022 se aproxima, e não queremos enfrentar outro ciclo de premiação do Globo de Ouro com a problemática estrutura existente da HFPA”, diz o comunicado conjunto dos empresários, que faz uma ressalva preocupante para a associação: “A menos que o Globo de Ouro seja adiado até 2023…” A indicação favorável ao boicote é reforçada em outro trecho, que encerra o texto: “Continuaremos a nos abster de quaisquer eventos sancionados pela HFPA, incluindo entrevistas coletivas de imprensa, até que essas questões sejam esclarecidas em detalhes com um firme compromisso com um cronograma que respeite a realidade iminente da temporada de 2022. Estamos prontos para colaborar com o HFPA para garantir que o próximo Globo de Ouro – seja em 2022 ou 2023 – represente os valores de nossa comunidade criativa”. A Netflix também não escondeu sua decepção com o plano da HFPA. “Como muitos em nosso setor, esperávamos pelo anúncio na esperança de que vocês reconhecessem a amplitude dos problemas enfrentados pela HFPA e oferecessem um roteiro claro para a mudança”, escreveu Ted Sarandos, chefe de conteúdo da plataforma, considerando o cronograma do plano da HFPA inaceitável. “Portanto, estamos interrompendo todas as atividades com sua organização até que mudanças mais significativas sejam feitas.” A Amazon fez coro. “Não estamos trabalhando com a HFPA desde que essas questões foram levantadas pela primeira vez e, como o resto da indústria, estamos aguardando uma resolução sincera e significativa antes de prosseguirmos”, disse a chefe do Amazon Studios Jennifer Salke. Atores como Mark Ruffalo e Scarlett Johansson expressaram suas frustrações e sugeriram o boicote, enquanto Tom Cruise foi além e devolveu as três estatuetas que tinha conquistado no Globo de Ouro. Pressionado, o comitê responsável por mudar a postura da HFPA terá agora que se desdobrar, acelerar seu cronograma e convencer a indústria de que seu prêmio ainda é viável. Caso contrário, arrisca-se a perder seu contrato milionário com a rede NBC – que ao tirar o Globo de Ouro do calendário de 2022, deu um prazo amplo, mas específico para a organização resolver seus problemas e entrar em sintonia com aquilo que os representantes de Hollywood esperam. O fato é que se os artistas decidirem não participar mais do prêmio, o Globo de Ouro deixa de ter viabilidade como programa de televisão e simplesmente acabará.
NBC não exibirá o Globo de Ouro em 2022
O Globo de Ouro recebeu seu golpe mais mortal. A rede NBC anunciou que não vai transmitir a premiação em 2022. O contrato milionário com o canal, pelos direitos de transmissão da cerimônia, é que sustenta a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês). Sem esse negócio, não só o Globo de Ouro, mas a própria entidade corre o risco de se tornar inviável. A NBC divulgou a seguinte declaração nesta segunda-feira (10/5): “Continuamos a acreditar que o HFPA está comprometida com uma reforma significativa. No entanto, uma mudança dessa magnitude exige tempo e trabalho, e acreditamos fortemente que o HFPA precisa de tempo para fazê-lo da maneira certa. Como tal, a NBC não irá transmitir o Globo de Ouro de 2022. Supondo que a organização execute seu plano, temos esperança de estar em posição de transmitir o programa em janeiro de 2023”. A decisão ecoa a pressão das plataformas Amazon e Netflix, de uma coalizão de 100 agências de talentos, que representam as principais estrelas do cinema e da televisão dos EUA e do Reino Unido, e, nas últimas horas, também da WarnerMedia. Todos anunciaram rompimento com a HFPA. As agências ainda chegaram a sugerir especificamente o cancelamento do Globo de Ouro em 2022, diante da falta de pressa da associação para promover as mudanças esperadas pela indústria do entretenimento. A credibilidade da HFPA foi colocada em cheque após um escândalo de corrupção e racismo em seus quadros vir à tona no começo do ano. Tudo começou com uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos, que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados. Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro. Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade. A polêmica gerou vários protestos online e chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro deste ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria anunciaram que cobrariam para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, representaria o fim do prêmio. Como se não precisasse de mais confusão, em abril um ex-presidente da entidade, Philip Berk, de 88 anos e ainda membro da HFPA, encaminhou um e-mail aos colegas chamando o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), criado para protestar contra o extermínio de negros pela polícia dos EUA, de “um movimento de ódio racista”. Não satisfeito, ainda comparou uma das líderes do movimento ao psicopata Charles Manson. No texto, ele criticou uma das fundadoras do Black Lives Matter, Patrisse Cullors, por supostamente comprar uma casa no Topango Canyon. “A propriedade se localiza na mesma rua de uma das casas envolvidas nos assassinatos de Charles Manson, o que é apropriado, já que o objetivo dele era começar uma guerra racial. Este trabalho é continuado pelo Black Lives Matter hoje em dia”, disparou Berk. O conteúdo do e-mail foi revelado pelo jornal Los Angeles Times e serviu, aos olhos do mundo, para explicar o motivo da falta de integrantes negros na HFPA. Embora tenha sido rapidamente condenado por outros membros da organização como racista, “vil” e “não apropriada”, a opinião de Berk acendeu o sinal amarelo para o cancelamento do Globo de Ouro. Após mais um escândalo, a rede NBC se manifestou prontamente e começou a considerar encerrar seu contrato para exibir a premiação. Berk foi afastado, mas sua manifestação despropositada ainda lembrou que a HFPA tem o hábito de anunciar medidas que nunca toma. O e-mail foi o terceiro problema criado pelo sul-africano para a associação. Anteriormente, ele chegou a tirar licença após a repercussão de um livro de memórias que lançou em 2014 e que deixou a organização mal com vários artistas. E em 2018 ele foi denunciado por assédio sexual pelo ator Brendan Fraser. Segundo o astro de “A Múmia”, Berk apalpou seu bumbum sem permissão durante um evento do Globo de Ouro. A HFPA chegou a dizer que estava investigando a acusação, mas nenhuma ação foi tomada contra seu ex-presidente. Ele continuou votando no Globo de Ouro e influenciando a premiação até este ano. Sem tempo para refletir o estrago, o anúncio das mudanças esperadas para os próximos Globos de Ouro aconteceu na quinta-feira passada (6/5), incluindo a promessa de acrescentar 20 novos membros, a maioria composta por jornalistas negros, a partir de setembro, e mais 20 até o fim do ano que vem. Ao perceber que isto não traria as alterações profundas que muitos esperavam, além de manter o predomínio dos membros atuais, várias empresas e artistas de Hollywood iniciaram protestos que, num efeito em cadeia, colocou em cheque a continuidade do Globo de Ouro. Juntando-se aos protestos, a organização Time’s Up, criada durante o movimento #MeToo para defender minorias de abusos da indústria, resumiu os questionamentos, num comunicado divulgado na sexta. “Infelizmente, a lista de ‘reformas’ adotada ontem e endossada pela NBCUniversal [dona da NBC] e pela Dick Clark Productions [produtora da cerimônia televisiva] é muito insuficiente e dificilmente transformadora. Em vez disso, essas medidas garantem que os atuais membros do HFPA permaneçam em maioria e que o próximo Globo de Ouro seja decidido com os mesmos problemas fundamentais que existem há anos. A lista de recomendações da HFPA em grande parte não contém especificações, nenhum compromisso com responsabilidade real ou mudança, e nenhum cronograma real para implementar essas mudanças. O prazo proposto pela HFPA para 1 de setembro para as primeiras – mas não todas – reformas localiza-se já no próximo ciclo de premiação”, escreveu Tina Chen, presidente e CEO da Time’s Up. “Os chavões de fachada adotados ontem não são nem a transformação que foi prometida nem o que nossa comunidade criativa merece. Qualquer organização que se propõe a julgar nossa vibrante comunidade de criadores e talentos deve fazer melhor”, acrescentou. A coalisão das agências de talento foi na mesma linha. “Temos preocupações específicas sobre o cronograma para mudanças, já que o calendário de premiação tradicional de 2022 se aproxima, e não queremos enfrentar outro ciclo de premiação do Globo de Ouro com a problemática estrutura existente da HFPA”, diz o comunicado conjunto dos empresários, que faz uma ressalva preocupante para a associação: “A menos que o Globo de Ouro seja adiado até 2023…” A indicação favorável ao boicote é reforçada em outro trecho, que encerra o texto: “Continuaremos a nos abster de quaisquer eventos sancionados pela HFPA, incluindo entrevistas coletivas de imprensa, até que essas questões sejam esclarecidas em detalhes com um firme compromisso com um cronograma que respeite a realidade iminente da temporada de 2022. Estamos prontos para colaborar com o HFPA para garantir que o próximo Globo de Ouro – seja em 2022 ou 2023 – represente os valores de nossa comunidade criativa”. A Netflix também não escondeu sua decepção com o plano da HFPA. “Como muitos em nosso setor, esperávamos pelo anúncio na esperança de que vocês reconhecessem a amplitude dos problemas enfrentados pela HFPA e oferecessem um roteiro claro para a mudança”, escreveu Ted Sarandos, chefe de conteúdo da plataforma, considerando o cronograma do plano da HFPA inaceitável. “Portanto, estamos interrompendo todas as atividades com sua organização até que mudanças mais significativas sejam feitas.” A Amazon fez coro. “Não estamos trabalhando com a HFPA desde que essas questões foram levantadas pela primeira vez e, como o resto da indústria, estamos aguardando uma resolução sincera e significativa antes de prosseguirmos”, disse a chefe do Amazon Studios Jennifer Salke. Atores como Mark Ruffalo e Scarlett Johansson expressaram suas frustrações e sugeriram o boicote, enquanto Tom Cruise foi além e devolveu as três estatuetas que tinha conquistado no Globo de Ouro. Pressionado, o comitê responsável por mudar a postura da HFPA terá agora que se desdobrar, acelerar seu cronograma e convencer a indústria de que seu prêmio ainda é viável. Caso contrário, arrisca-se a perder seu contrato milionário com a rede NBC – que ao tirar o Globo de Ouro do calendário de 2022, deu um prazo amplo, mas específico para a organização resolver seus problemas e entrar em sintonia com aquilo que os representantes de Hollywood esperam. O fato é que se os artistas decidirem não participar mais do prêmio, o Globo de Ouro deixa de ter viabilidade como programa de televisão e simplesmente acabará.
Com oito indicações ao Oscar, Glenn Close desabafa: “Não sou perdedora”
Glenn Close não quer mais ser chamada de perdedora. Após “perder” a estatueta de Melhor Atriz no Oscar 2021, a estrela de “Atração Fatal” e do recente “Era uma Vez um Sonho” empatou com o ator Peter O’Toole (o “Lawrence da Arábia”) em quantidade de indicações sem vitória. Foram oito vezes que Glenn Close concorreu ao Oscar apenas para ver outra atriz levar o prêmio. A oitava “derrota” rendeu um artigo recente no jornal Los Angeles Times. Questionada sobre o fato numa entrevista para a agência Associated Press, a atriz de 74 anos desabafou: “Em primeiro lugar, não acho que sou uma perdedora. Quem nessa categoria é um perdedor?” “Você está ali, é uma das cinco pessoas homenageadas pelo trabalho que você fez com seus colegas. O que é melhor do que isso?”, ela continuou. “Honestamente, sinto que a imprensa gosta de ter vencedores e perdedores. E então dizem: ‘Quem usou o pior vestido?’ E, você sabe, ‘quem fez o pior discurso?’ Esqueça. Glenn Close não tem relação com isso”. A atriz Sarah Paulson (“Ratched”) aproveitou o desabafo da colega para reclamar no Twitter. “Eu gostaria que essa discussão acabasse. Ela é brilhante e continua a ter uma carreira extraordinária e invejável. Boa noite para este click bait que leva a lugar nenhum”, escreveu. Embora não tenha um Oscar, Glenn Close já venceu várias premiações, incluindo o Emmy, Globo de Ouro, Tony e o SAG Awards (troféu do Sindicato dos Atores).
Giuliana Rancic deixa a cobertura dos tapetes vermelhos do canal E!
A jornalista americana Giuliana Rancic anunciou que deixará a cobertura dos tapetes vermelhos de Hollywood. Conhecida por conduzir os programas do gênero no canal pago E!, ela começou na função quando tinha apenas 26 anos. Após trabalhar como repórter, tentando entrevistar celebridades na entrada de várias premiações, como Oscar e Globo de Ouro, passou a conduzir debates sobre a moda dos tapetes vermelhos, integrando o programa “Fashion Police” do mesmo canal, além de apresentar o programa de notícias de celebridades “E! News”. Em 20 anos de trabalho, tornou-se uma figura conhecida das coberturas dos grandes eventos da indústria do entretenimento, recebendo solidariedade quando precisou passar por masectomia dupla para tratar um câncer de mama em 2011. Por outro lado, também enfrentou críticas duras pelas gafes cometidas. No início deste ano, Zendaya lembrou um dos piores momentos de Rancic, quando, ao comentar seu look no Oscar de 2015, afirmou que a atriz tinha cheiro de “óleo de patchuli” e “maconha”, porque usava dreadlocks nos cabelos. Em seu Instagram, Zendaya afirmou que esse comentário foi “escandalosamente ofensivo” e que “já existe uma crítica dura ao cabelo afro-americano na sociedade sem precisar da ajuda de pessoas ignorantes que optam por julgar os outros com base na ondulação de seus cabelos.” Giuliana Rancic contou em suas redes sociais que está saindo do E! para realizar “um projeto novo com a NBCUniversal”. Veja abaixo. Neste ano, o canal pago E! ainda perdeu Ryan Seacrest. Mundialmente conhecido como apresentador do reality show “American Idol”, Seacret também comandava o programa “E! Live From the Red Carpet” ao lado de Rancic, mas anunciou em fevereiro seu afastamento da cobertura dos tapetes vermelhos feita pelo canal. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Giuliana Rancic (@giulianarancic)
Rick and Morty: Trailer mostra invasões alienígenas da 5ª temporada
O Adult Swim divulgou um novo trailer da 5ª temporada de “Rick and Morty” com muitos tiros de laser, invasões alienígenas e viagens espaciais. A série é uma criação de Dan Harmon (“Community”) e Justin Roiland (“Solar Opposites”), e acompanha o cientista louco Rick e seu neto Morty em aventuras pelo tempo, espaço e outras dimensões, com grande impacto na realidade de sua família – e também na cultura pop. Mega-influente, “Rick and Morty” é responsável pelo boom atual de novos desenhos adultos de temática sci-fi, que incluem “Midnight Gospel”, “Solar Opposites” e vários outros projetos em desenvolvimento. Para dar noção de como a produção é apreciada, “Rick and Morty” foi renovada com uma encomenda de mais 70 episódios em 2018, e desde então só 20 foram produzidos, já contando com os 10 da 5ª temporada. A estreia está marcada para 20 de junho nos EUA. No Brasil, “Rick and Morty” é exibida no canal pago Warner e disponibilizada (por enquanto) pela Netflix, que tem as quatro temporadas anteriores do desenho animado em seu catálogo.












